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Museologia & Interdisciplinaridade
No âmbito do Programa Nacional de Patrimônio Imaterial, observam-se a utilização de procedimentos de Musealização como instrumento de Patrimonialização. Nos Planos de Salvaguarda executados ou vigentes, entre 2002 e 2013, dentre os processos de Patrimonialização de 29 bens dez resultaram em ações de cunho museológico – dentre elas a proposta de criação do Museu do Samba (em andamento). O objetivo é analisar as estratégias de articulação entre os processos de Patrimonialização e de Musealização na proposta inicial de criação desse Museu, visando refletir sobre o papel dos museus no âmbito das políticas destinadas a bens imateriais. Tal reflexão torna-se relevante porque, em última instância, aborda os museus como equipamento cultural no cenário das políticas públicas federais para bens imateriais
Com a divisão das terras, feita pelo Fundador, entre si, seus filhos e genros, coube a Antônio Luiz a Fazenda Bálsamo. Ali, edificou a sede com a ajuda de seu geni-1. O prefeito nessa época era o senhor Delfhino Alves Corrêa. 2. A administração de Raul Freixes foi de 1997 a 2000.
REVISTA DA AGU, 2017
O presente artigo tem por objetivo identificar a titularidade do direito de propriedade dos sítios e artefatos arqueológicos, situando-os no universo de bens que compõem o patrimônio cultural brasileiro. Uma das finalidades deste estudo consiste na análise sintética do regime jurídico a que estão vinculados e os efeitos dele decorrentes, apontando-se quais as referências normativas constantes do ordenamento jurídico pátrio a respeito da matéria, as principais etapas administrativas a serem atendidas para obtenção de um licenciamento ambiental para obras e empreendimentos potencialmente causadores de impacto ao meio ambiente, correlacionando-as com as obrigações e compromissos a serem adotados pelo empreendedor no tocante à prevenção e à diminuição dos danos arqueológicos, bem assim com a função social a ser cumprida pelos museus naquele contexto e dentro do panorama público-institucional contemporâneo.
1973
Termo de Convenio celebrado entre o Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional e a Biblioteca Nacional, para regular a extensao a Biblioteca Nacional das condicoes de obtencao de receita propria, em atividades culturais de interesse comum dos mesmos orgaos.
Estudos de Psicologia (Natal), 2008
Este texto tem como objetivo tecer algumas reflexões sobre a atribuição do título de Patrimônio Nacional Imaterial aos saberes, modos de fazer e viver de alguns grupos localizados em diferentes regiões do Brasil. O objeto de discussão são os bens imateriais já patrimonializados e considerados de relevância nacional para a construção da memória, da identidade e da formação da sociedade brasileira. Na tentativa de contribuir para a discussão, defendemos que a patrimonialização de bens imateriais não diz respeito somente ao registro e a preservação dos costumes, dos modos de fazer e saber de um grupo ou comunidade, mas significa uma intervenção em todo um conjunto de relações concreta e imediatamente vividas por esses grupos e comunidades. Enquanto saberes locais, costumes, modos de viver e fazer dos grupos, se enraízam e se reconstroem nos espaços a que pertencem, nas relações afetivas, nas experiências vivenciadas e nas memórias dos grupos que as mantém.
2018
O presente artigo narrara a experiencia da autora na elaboracao e implementacao do Plano Gestor Museologico, realizado no periodo de 2011 a 2016 no âmbito da Secretaria de Estado da Cultura por intermedio da Coordenacao do Sistema Estadual de Museus do Parana (Brasil). Serao abordadas questoes pertinentes aos processos de gestao museologica, planejamento estrategico, institucionalizacao e sistematizacao de museus publicos em suas mais diferentes tipologias e vocacoes. Apresentara tambem os caminhos percorridos para a consolidacao de um banco de dados on-line para a integracao em rede e a gestao de acervos musealizados. Essas experiencias dialogaram e transitaram entre os campos cientificos da Museologia e do Patrimonio e em interdisciplinaridade com os campos das Ciencias da Informacao, da Comunicacao e da Tecnologia da Informacao. O encontro dessas areas do conhecimento provocou, na cultura institucional dos museus assistidos, uma territorialidade dinâmica e de estimulo as praticas...
RREVISTA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL, 2012
Nosso interesse no presente texto é mostrar a interação constante entre o Museu Nacional, particularmente na esfera da antropologia, e o Sphan, para tanto procurando um ângulo pouco explorado na pesquisa sobre a história da constituição do patrimônio histórico e artístico nacional e do próprio saber antropológico no Brasil. Ou seja, aquele que se refere à constituição de coleções científicas e de sua exibição em exposições
A efemeridade da condição humana estabelece um estatuto incontornável e ao mesmo tempo definidor da sua natureza: a vivência colectiva e progressiva do tempo histórico. A eternidade é divina ou banal, é para os deuses ou para as entidades sem consciência. Daí que o Homem, superando as condições da natureza e aquém do estatuto dos deuses, se encare prospectivamente como um ser imperfeito mas perfectível. A Humanidade é, assim, entendida de um modo colectivo e progressivo. Supõe-se uma concepção linear progressiva e teleológica da História. A condição humana não se esgota com o indivíduo, tal como o indivíduo não se completa na mera consciência de si. A colectivização do processo histórico é uma das matrizes da civilização ocidental que se impôs ao Mundo. Esta realidade implica pois uma consciência social e uma consciência histórica. Todas as sociedades, muito particularmente as formadas sobre a matriz ocidental, têm uma dinâmica perpetuadora que visa não a mera sobrevivência mas a consumação daquilo a que poderemos chamar o fim da História, seja numa visão apocalíptica e redentora, seja numa concepção laicizada e terrenal. Há pois um fito, e há uma incapacidade, ditada pela morte, do indivíduo aspirar pelos seus exclusivos meios à consumação desse fim. Daqui deriva uma ética, um altruísmo implícito no comportamento humano que direcciona o esforço individual no sentido do colectivo e do vindouro. Assim como a interiorização consciente da insuficiência de cada um nos força ao reconhecimento da herança que recebemos, do mesmo modo, nos responsabiliza como transmissores e acrescentadores dessa herança. Pode dizer-se que a razão do génio humano é o desejo oculto, ou mesmo declarado, de ludibriar a morte, de impor ao futuro a marca de uma presença esgotada. Seja verdade, mas se a obra genial se cinge à simples imposição, estará, mesmo que a prazo, sujeita ao esquecimento por rejeição. A herança deve ser reconhecida e assumida pelo herdeiro. Estamos, assim, versando o étimo da palavra Património (do latim, patrimonium) que se refere, justamente, aos bens obtidos por herança paterna. Superemos o âmbito restrito desta raíz etimológica e, por alargamento do conceito à generalidade dos homens e à culturalidade dos bens, chegaremos à definição mais lata de património cultural. 2. Monumentos e documentos. O domínio da matéria desanimada sobre a vida consciente é esmagador. A banalidade da matéria inerte é eterna, e o que ora se afirma só não é inteiramente desconsolador porque o Homem, enquanto ser consciente da sua efemeridade, assume-se com uma identidade colectiva e abstracta que, atravessando os séculos, vai deixando a marca do seu génio e da sua caminhada. O Homem faz-se herdeiro, como já dissemos atrás, acrescenta essa herança e lega-a. Através de uma aquisição acumulada de conhecimentos que é sucessivamente transmitida, a Humanidade supera os limites impostos pela Natureza. Nesta oposição Homem / Natureza, se o desconsolo imediato cabe ao homem enquanto individualidade, o triunfo cabe-lhe também, entendido já não individualmente mas como membro de um colectivo. E esse triunfo é assinalável. Em pedra, símbolo da eternidade que supera o tempo e a morte, símbolo também da inconsciência da matéria que, depois de talhada, ganha um significado cultural e histórico, atestando já não o domínio da matéria bruta, mas o triunfo do Homem sobre a sua própria condição de ser mortal. Digamos que, pelo trabalho da pedra, o Homem manipula o carácter intemporal da matéria a seu favor. Eis como todo o edifício escolhe preferencialmente a pedra como material, é um desafio ao domínio esmagador da morte, exprime um desejo de perpetuação, lega ao futuro uma marca, simboliza uma preocupação existencial e é , sempre, obra de uma acção colectiva. Seja um menir megalítico, uma catedral gótica, uma pirâmide faraónica, um templo grego, um obelisco, um arco triunfal, ou o que quer que ocorra. Seja a pedra ou outras soluções consentidas pelo avanço da técnica: o ferro ou o betão. Excluímos, naturalmente, desta categoria, todas as edificações cuja finalidade é eminentemente funcional. Esta admite-se
Museus e Patrimônio Cultural em Mato Grosso do SulO POTENCIAL ARQUEOLÓGICO DE MATO GROSSO DO SUL E O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO LOCAL, 2020
Pesquisa, cultura e identidade.
Políticas Culturais em Revista, 2010
Revista Museus, 2016
A criação do termo paisagem cultural pela UNESCO, em 1992, abriu questões relevantes para a proteção do patrimônio, apesar de não ser uma questão nova no Brasil. Como resolver o problema da musealização deste aspecto cultural é um problema que se coloca, ainda mais tendo em vista que as sociedades atuais são crescentemente urbanas e, portanto, afastadas de um meio rural/natural, que seria o campo de atuação cultural paisagem cultural. São questões complicadas e que são estudadas há anos no campo do Patrimônio, não tendo sido encontrada, até o momento, uma solução adequada para ele.
Brazilian Journal of Development, 2020
Este artigo tem por escopo analisar a relação entre patrimônio imaterial, memória e história com o projeto do Centro de Interpretação do Pampa (CIP) localizado na cidade de Jaguarão, no extremo sul do Brasil. Este projeto foi concebido para revitalizar às ruínas de uma antiga enfermaria militar em ruínas, a qual foi tombada como patrimônio histórico nas esferas estadual e federal, servindo de base para um espaço que congregaria às funções de museu, centro educativo e cultural dedicado a temática do Bioma do Pampa. Estas ruínas foram derivadas de um edifício de estilo neoclássico construído pelo Exército Brasileiro em 1883, que funcionou como instalação de saúde para os militares até a década de 1960, sendo que posteriormente foi utilizado para outras funções, como escola e também como lugar de detenção e tortura de presos políticos da ditadura militar brasileira iniciada em 1964. Abandonado pelo Exército Brasileiro após este período foi depredado no início da década de 1970, constituindo uma estrutura em ruínas que serviu de inspiração para a criação de uma memória em torno de seus usos ao longo de sua história. Após um longo interregno e tentativas de dar uma destinação de uso para as ruínas, em 2009 foi contratado o projeto de revitalização das ruínas junto ao escritório da Brasil Arquitetura da cidade de São Paulo, o qual realizou um projeto que previa transformar o espaço das ruínas Centro de Interpretação do Pampa com salas de exposições, auditório subterrâneo, anfiteatro a céu aberto, biblioteca, e pátio de esculturas. Dentro da estrutura apresentada somente uma sala foi dedicada a história dos usos que teve o prédio, o que por sua vez poderia denotar um certo tipo de desconhecimento das diversas memórias que persistem nos antigos moradores do entorno e de pessoas que frequentaram o espaço do prédio da antiga enfermaria. Neste sentido, este artigo se propõe discutir às possíveis consequências determinadas pelo projeto do Centro de Interpretação do Pampa em relação ao seu patrimônio imaterial representado pela memória e história e sua indissociabilidade com o patrimônio edificado o poderia levar ao ocultamento da memória dos usos do local ao longo de mais de um século de existência, seja como enfermaria militar, escola, prisão e ruínas.
Trata-se de resenha de uma obra que trata da questão do Patrimônio Histórico e Cultura , principalmente, no Brasil.
PASOS Revista de turismo y patrimonio cultural, 2006
Resumo: Este artigo é uma reflexão sobre a importância da política cultural enquanto política pública emancipatória e autonomista. Como exercício crítico enfoca-se o modelo clássico de preservação de objetos e coleções-expresso na equação museu-monumento-patrimônio-em diálogo com as novas formas de subjetividade contemporânea. Através de uma nova etnologia regional identifica-se o surgimento de novos objetos e coleções marginais, que subvertem a lógica cultural burguesa. Novos museus e novos lugares da memória convidam ao desafio de repensar novas perspectivas e vertentes para a patrimonialização e a promoção cultural e étnica da sociedade brasileira e latino-americana.
Revista Cadernos Do Ceom, 2009
This article aims to show the relationship of collective memory with one of the categories of cultural heritage: the intangible heritage. For this, it will examine briefly some theoretical statements in the field of memory to establish a dialogue with the authors of the utmost importance in this field, like Halbwachs e Nora, as well as to form an understanding of the need to safeguard intangible heritage and on the public policy of preserving the state of Minas Gerais.
Dicionário IPHAN de Patrimônio Cultural, 2016
MIRANDA, Rose Moreira de; SALADINO, Alejandra. Cadastro Nacional de Museus. In: GRIECO, Bettina; TEIXEIRA, Luciano; THOMPSON, Analucia (Orgs.). Dicionário IPHAN de Patrimônio Cultural. 2. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro, Brasília: IPHAN/DAF/Copedoc, 2016. (verbete). ISBN 978-85-7334-299-4
Cadernos do CEOM, 2021
Palavras chave: Educação patrimonial Arte educação "Vamos ao Museu?" Resumo: Apresentaremos as características do Programa Vamos ao Museu?, iniciativa realizada em Minas Gerais de 2006 a 2016 com o objetivo de aproximar estudantes, professores e comunidades ligados a escolas públicas e espaços museais, visando contribuir para despertar um olhar mais curioso e sensível em relação à arte e ao patrimônio cultural, e promover o fortalecimento dos processos de construção identitária nas comunidades bene ciadas. Destacaremos as ações realizadas em duas edições emblemáticas do Programa: a edição "Natureza, Educação e Cultura", em 2013, que teve como foco o patrimônio arqueológico de Pains, Minas Gerais, e a edição "Interpretar para Empreender", com foco na obra de Vassily Kandinsky e realizada em 2015 no âmbito do V Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus, concedido pelo Ibermuseos.
Diálogos Pertinentes
Com o objetivo de questionar a evidência de que os museus 'guardam' memórias fincadas em um passado estagnado e saturado, impossibilitando mudanças e transformações, apresentamos reflexões teóricas em torno do Museu do Holocausto e da proposta voltada para o ensino e para defesa da memória, em particular do enunciado "sempre vamos lembrar". A partir de uma ancoragem na teoria materialista do discurso, recortamos as noções corpo-memória e corpo-documento, as quais permitem considerar o efeito de legitimação sobre os espaços museais e memoriais, bem como sustentar que esses espaços estão além da história e do patrimônio.
LTDS pela Turª Maria Anita Buthod Reunindo docentes e pesquisadores de diferentes instituições do país, de formações disciplinares diversas, esta coletânea aborda uma variedade de temas, na área de Turismo, como um fenômeno digno de pesquisas e estudos sistemáticos de cunho técnico-científico e epistemológico. Ao mesmo tempo, mostra a necessidade e urgência de estudos e ações específicas que orientem e disciplinem os empreendedores do setor, os órgãos públicos e a sociedade como um todo. Os sete artigos que compõem esta publicação têm como preocupação problematizar o patrimônio natural e cultural da Nação como um importante elemento de formação da cidadania, além de ser insumo indispensável quando se fala em planejamento turístico. Por último, cabe ressaltar as imagens em que o Turismo está involucrado. Se as imagens de turista, de viagem, reinam nas folhas de rosto de cada um dos artigos, elas não governam. E por isso, elas se articulam com as representações mesmas de Turismo. Representações que velam e revelam o real, que o escamoteiam e o envolvem num jogo permanente de reconhecimento e desconhecimento, de fenômeno sócioespacial. O que é inovador na construção do artigo "Preservar e consumir: o patrimônio histórico e o turismo", de Marly Rodrigues, é que a forma de pensar a herança cultural brasileira como um lugar de memória da sociedade é bem própria, específica, na formação histórico-social brasileira. As políticas públicas de proteção ao patrimônio históricoarquitetônico gravitaram em torno da idéia do que seria história e cultura. A opção, tardia, de uma visão de patrimônio como um elemento de memória social, propiciaria a inclusão de bens materiais, antes impossível no conjunto de bens tombados, eleitos, até então, por critérios que consideravam apenas a excepcionalidade material e o valor histórico. Note-se que a valorização turística do patrimônio como mercadoria de consumo cultural foi anterior à aproximação do patrimônio com a memória. Desse modo, o poder público entra em conflito com o ponto de vista da sociedade, que o vê como um fator de qualidade de vida. Tal paradoxo produz efeitos, fazendo com que o patrimônio oscile entre tornar-se um cenário teatralizado ou mal conservado. Como bem sugere a autora, entre os dois pontos de vista antagônicos, caberiam alguns projetos, atribuindo finalidades de suporte de identidades ao patrimônio histórico-
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