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Ensino em Re-Vista
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Nas tradicionais aulas expositivas, os alunos ficam em silêncio e imóveis. Mesmo quando o professor é um excelente expositor, os resultados da verificação da aprendizagem costumam ser inexpressivos. Preocupados com o mau desempenho nas verificações da aprendizagem e com a passividade dos alunos, alguns autores fizeram críticas à aula expositiva. Os professores brasileiros, todavia, costumam conhecer apenas a técnica expositiva. Por isso, discutimos as principais vantagens e desvantagens da aula expositiva, apresentamos as características de uma boa aula expositiva e, com base nos princípios educacionais freirianos, fazemos dez sugestões para que as potencialidades da aula expositiva sejam aproveitadas ao máximo. Em especial, destacamos a importância de incluir o diálogo entre professor e educandos e entre os educandos nas aulas. Nossa proposta é aplicável em qualquer sala de aula, tanto urbana quanto rural, sem a necessidade de dispor de recursos sofisticados.
Revista Nova Paideia - Revista Interdisciplinar em Educação e Pesquisa, 2022
Resumo. Este artigo está pautado em pesquisas de uma tese de doutoramento que se apropria das concepções freireanas sobre o diálogo. Busca-se dimensioná-lo como sendo fomentador de espaços de possibilidades de práticas libertadoras. Neste texto, num breve resumo histórico da Pedagogia ocidental, buscar-se-á responder a questão: na história ocidental da Pedagogia em que condições a ideia pedagógica de diálogo esteve presente ou não? Para tal, utilizar-se-á contrapontos e indicações de Paulo Freire que referendam o diálogo e sua concretude. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, a qual tem como seus principais aportes teóricos: CAMBI (1999); FREIRE (1970); FRANCO (2012). Os resultados evidenciam que o processo de educação e de formação do homem, desde a antiguidade até os dias atuais, existiu uma predominância do não diálogo. Indícios indicam que essa ausência do diálogo reverbera nas condições atuais de desigualdade, exclusão, dominação e alienação da grande maioria dos seres humano...
Quando muita gente faz discursos pragmáticos e defende nossa adaptação aos fatos, acusando sonho e utopia não apenas de inúteis, mas também de inoportunos enquanto elementos que fazem necessariamente parte de toda prática educativa desocultadora das mentiras dominantes, pode parecer estranho que eu escreva um livro chamado Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Para mim, pelo contrário, a prática educativa de opção progressista jamais deixará de ser uma aventura desveladora, uma experiência de desocultação da verdade. É porque sempre pensei assim que, às vezes, se discute se sou ou não um educador. Foi isto que, recentemente, ocorreu em um encontro realizado na UNESCO, em Paris, me disse um dos que dele participaram, em que representantes latino-americanos negavam a mim a condição de educador. Não a eles, é óbvio. Criticavam em mim o que lhes parecia minha politização exagerada. Não percebiam, porém, que, ao negarem a mim a condição de educador, por ser demasiado político, eram tão políticos quanto eu. Certamente, contudo, numa posição contrária à minha. Neutros é que nem eram nem poderiam ser. Por outro lado, deve haver um sem-número de pessoas pensando como um professor universitário antigo meu que me indagou, espantado: "Mas como, Paulo, uma Pedagogia da esperança no bojo de uma tal sem-vergonhice como a que nos asfixia hoje, no Brasil?" É que a "democratização" da sem vergonhice que vem tomando conta do país, o desrespeito à coisa pública, a impunidade se aprofundaram e se generalizaram tanto que a nação começou a se pôr de pé, a protestar. Os jovens e os adolescentes também, vêm às ruas, criticam, exigem seriedade e transparência. O povo grita contra os testemunhos de desfaçatez, As praças públicas de novo se enchem. Há uma esperança, não importa que nem sempre audaz, nas esquinas das ruas, no corpo de cada uma e de cada um de nós. E como se a maioria da nação fosse tomada por incontida necessidade de vomitar em face de tamanha desvergonha. Por outro lado, sem sequer poder negar a desesperança como algo concreto e sem desconhecer as razões históricas, econômicas e sociais que a explicam, não entendo a existência humana e a necessária luta para fazê-la melhor, sem esperança e sem sonho. A esperança é necessidade ontológica; a desesperança, esperança que, perdendo o endereço, se torna distorção da necessidade ontológica. Como programa, a desesperança nos imobiliza e nos faz sucumbir no fatalismo onde não é possível juntar as forças indispensáveis ao embate recriador do mundo. Não sou esperançoso por pura teimosia mas por imperativo existencial e histórico. Não quero dizer, porém, que, porque esperançoso, atribuo à minha esperança o poder de transformar a realidade e, assim convencido, parto para o embate sem levar em consideração os dados concretos, materiais, afirmando que minha esperança basta. Minha esperança é necessária mas não é suficiente. Ela, só, não ganha a luta, mas sem ela a luta fraqueja e titubeia. Precisamos da herança crítica, como o peixe necessita da água despoluída. Pensar que a esperança sozinha transforma o mundo e atuar movido por tal ingenuidade é um modo excelente de tombar na desesperança, no pessimismo, no fatalismo. Mas, prescindir da esperança na luta para melhorar o mundo, como se a luta se pudesse reduzir a atos calculados apenas, à pura cientificidade, é frívola ilusão. Prescindir da esperança que se funda também na verdade como na qualidade ética da luta é negar a ela um dos seus suportes fundamentais. O essencial como digo mais adiante no corpo desta Pedagogia da esperança, é que ela, enquanto necessidade ontológica, precisa de ancorar-se na prática. Enquanto necessidade ontológica a esperança precisa da prática para tornar-se concretude histórica, É por isso que não há esperança na pura espera, nem tampouco se alcança o que se espera na espera pura, que vira, assim, espera vã. Sem um mínimo de esperança não podemos sequer começar o embate mas, sem o em ate, a esperança, como necessidade ontológica, se desarvora, se desenderereça e se torna desesperança que, as vezes, se alonga em trágico desespero.Daí a precisão de uma certa importância em nossa existência, individual e social, que não devemos experimentá-la de forma errada, deixando que ela resvale para a desesperança e o desespero. Desesperança e desespero, conseqüência e razão de ser da inação ou do imobilismo. Nas situações-limites, mais além das quais se acha o "inédito viável"¹, às vezes perceptível, às vezes, não, se encontram razões de ser para ambas as posições: a esperançosa e a desesperançosa. Uma das tarefas do educador ou educadora progressista, através da análise política, séria e correta, é desvelar as possibilidades, não importam os obstáculos, para a esperança, sem a qual pouco podemos fazer porque dificilmente lutamos e quando lutamos, enquanto desesperançados ou desesperados, a nossa é uma luta suicida, é um corpo-a-corpo puramente vingativo. O que há, porém, de castigo, de pena, de correção, de punição na luta que fazemos movidos pela esperança, pelo fundamento ético-histórico de seu acerto, faz parte da natureza pedagógica do processo político de que a luta é expressão. Não será equitativo que as injustiças, os abusos, as extorsões, os ganhos ilícitos, os tráficos de influência, o uso do cargo para a satisfação de interesses pessoais, que nada disso, por causa de que, com justa ira, lutamos agora no Brasil, não seja corrigido, como não será carreto que todas e todos os que forem julgados culpados não sejam severamente, mas dentro da lei, punidos. Não basta para nós, nem é argumento válido, reconhecer que nada disso é "privilégio" do Terceiro Mundo, como às vezes se insinua. O Primeiro Mundo foi sempre exemplar em escândalos de toda espécie, sempre foi modelo de malvadez, de exploração, Pense-se apenas no colonialismo, nos massacres dos povos invadidos, subjugados, colonizados; nas guerras deste século, na discriminação racial, vergonhosa e aviltante, na rapinagem por ele perpetrada. Não, não temos o privilégio da desonestidade, mas já não podemos compactuar com os escândalos que nos ferem no mais profundo de nós. Que cinismo-entre dezenas de outros-o de certos políticos que, pretendendo esconder a seus eleitores-que têm absoluto direito de saber o que fazem no Congresso e por que fazem-, defendem, com ares puritanos, em nome da democracia, o direito de esconder-se no "voto secreto" durante a votação do impedimento do presidente da República. Por que se esconder, se não há risco, o mais mínimo, de terem sua integridade física ofendida? Por que se esconder se proclamam a "pureza", a "honradez", a "inatacabilidade" de seu presidente? Pois que assumam, com dignidade, a sua opção. Que explicitem sua defesa do indefensável. A Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido é um livro assim, escrito com raiva, com amor, sem o que não há esperança. Uma defesa da tolerância, que não se confunde com a conivência, da radicalidade; uma crítica ao sectarismo, una compreensão da pós-modernidade progressista e uma recusa à conservadora, neoliberal. Num primeiro momento, procuro analisar ou falar de tramas da infância, da mocidade, dos começos da maturidade em que a Pedagogia do oprimido com que me reencontro neste livro era anunciada e foi tomando forma, primeiro, na oralidade, depois, graficamente. Algumas dessas tramas terminaram por me trazer ao exílio a que chego com o corpo molhado de história de marcas culturais, de lembranças, de sentimentos, de dúvidas, de sonhos rasgados mas não desfeitos, de saudades de meu mundo, de meu céu, águas mornas do Atlântico, da "língua errada do povo, língua certa do povo". * Cheguei ao exílio e à memória que trazia no meu corpo antas tramas juntei a marca de novos fatos, novos saberes constituindo-se então em novas tramas. A Pedagogia do oprimido emerge de tudo isso e falo dela, de como aprendi ao escrevê-la e até de como, ao primeiro falar dela, fui aprendendo a escrevê-la.
Revista Cientifica E Curriculum Issn 1809 3876, 2006
com afinco, Como se deu esse processo? Licínio Lima-Eu me considero um eterno estudante da obra de Paulo Freire. Não me considero realmente um especialista. O Brasil tem grandes especialistas na obra de Freire e fora do Brasil também existem. Eu sou um estudante, um estudante universitário digamos assim; e o estudante universitário estuda lendo as obras dos autores e escrevendo sobre elas. Aliás, Paulo Freire tem um texto sobre o que é estudar, muito interessante, em que articula estudar e escrever. Como ler os autores, como estabelecer um confronto, um enfrentamento, como ele diz, entre o leitor, o autor e os textos; portanto, desse ponto de vista, eu faço isso recorrentemente. Logo no primeiro ano da universidade, estudei a Pedagogia do Oprimido. Estávamos em 1976, num período pósrevolucionário. A revolução democrática, a Revolução dos Cravos de 1974, tinha ocorrido há pouco tempo, e portanto foi um momento interessante para ler essa obra maior, que é a Pedagogia do Oprimido. Li também, nessa altura, alguns trechos da Educação como Prática da Liberdade. Freire foi um autor que sempre me interessou muito, até porque, quando era jovem, trabalhei na área de educação de adultos. A partir de 1979, com vinte e poucos anos, estive muito envolvido em
2014
Este trabalho tem como objeto a concepcao que Paulo Freire desenvolveu sobre a alfabetizacao e a pos-alfabetizacao, configurando a Educacao de Adultos (EDA) que, no Brasil, e impropriamente denominada Educacao de Jovens e Adultos (EJA). Essa concepcao insere-se no universo da educacao Popular que e, certamente, a maior contribuicao da America Latina ao pensamento pedagogico mundial. Freire propoe a substituicao da aula pelo que denominou “circulo de cultura” no qual, por meio de relacoes horizontalizadas, educadores e educandos aprendem mutuamente, discutindo palavras, temas ou contextos geradores de suas proprias culturas. Ressalte-se que, para Freire, toda relacao humana desenvolve-se sobre uma dimensao politica, apreendida pela leitura de mundo que, por sua vez, e a base da leitura da palavra. O autor do texto demonstra, por meio de exemplos de sua propria experiencia, como duvidou e, depois, ratificou essa importante licao de Freire.
Revista do NESEF, 2021
Aquele homem formal, de terno e bigodes pretos, e sua gentil esposa, nos receberam em seu apartamento em Recife. Uma amiga da JUC-Juventude Universitária Católica-fez o contato e me acompanhou até lá. Era o ano de 1963. Nosso primeiro encontro, antes do golpe de 1964 Me impressionaram as proposições visionárias do casal. Elza fazia comentários que revelavam seu engajamento na campanha. O Presidente João Goulart havia nomeado Paulo coordenador da Campanha Nacional de Alfabetização. Uma ocasião extraordinária de realizar em poucos anos uma espécie de "revolução das consciências", não por uma via doutrinária ou manipuladora, mas sim através do despertar da consciência crítica da população trabalhadora do campo e das cidades. No linguajar de Paulo, "ler mais que a palavra escrita: ler a sua realidade" queria dizer desvendar as causas da sua pobreza e atuar sobre elas! Que grande ameaça isto podia representar aos grandes latifundiários, famintos de agarrar a terra de camponeses analfabetos 10 , sobretudo os do Nordeste, região de origem de Paulo e Elza! Estava claro que a conscientização e a organização dos camponeses acabariam com a ganância desenfreada dos latifundiários. Nessa época eu cursava o terceiro ano da Escola Nacional de Geologia, no Rio de Janeiro, e era o presidente da Executiva Nacional dos Estudantes de Geologia, fi liada à UNE-União Nacional dos 9 Economista e educador do Instituto PACS. Ex-colaborador do Instituto de Ação Cultural de 1973 a 1978 em Genebra. Consultor em educação de jovens e adultos dos Ministério da Educação da Guiné Bissau (1975-1978) e da Nicarágua Sandinista (1979-1989). Ex-professor de Filosofi a da Educação Popular no IESAE-Instituto de Estudos Avançados em Educação, FGV, Rio de Janeiro (1982-1992). Assessor do FMCJS-Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social-e associado à Rede Solidarius e ao Instituto Transnacional (Amsterdam). 10 E conseguiram. Hoje, quase 60 anos depois, 1% dos proprietários de terras detêm 48% das terras cultiváveis do Brasil.
O artigo apresenta os resultados preliminares de estudo do Grupo de Pesquisa sobre o Sistema de de Espaços Livres de Criciúma e região abordando a caracterização e a qualificação do Sistema de Espaços Livres (SEL), na Região da Grande Santa Luzia, no município de Criciúma. A área de estudo denominada pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) como “Território Paulo Freire”, atualmente conta com 12 projetos interdepartamentais, de caráter participativo.
Educacao Online, 2013
Resumo A atualidade de Paulo Freire pode ser avaliada a partir de diferentes indicadores, entre eles, o das instituições, no Brasil e no mundo, dos grupos e movimentos que promovem pesquisas, ações e projetos, nos campos da educação e desenvolvimento humano em geral. No Rio Grande do Sul, a XV sessão anual do Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, realizada em 2013, teve mais de duzentos trabalhos apresentados. O VIII Colóquio Internacional do Centro Paulo Freire de Estudos e Pesquisas, de Recife, teve participação ainda mais ampla. O Instituto Paulo Freire de São Paulo, é outro exemplo da atualidade do autor. Pedagogia do oprimido, tem hoje 50 edições e está traduzido em mais de 20 línguas, Educação como prática da liberdade está na 34ª edição e Pedagogia da autonomia, na 43ª. Pedagogia do oprimido é mais que um livro, um projeto a serviço de um mundo mais solidário, e foi recriado de muitas maneiras, no mundo inteiro, nos campos da educação, da ética, da ecologia, da saúde, da cultura e da política.
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Contabilidade Vista & Revista, 2006
Livro Paulo Freire, 2021
Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research), 2021
Inter American Journal of Education For Democracy, 2009
Revista Lusofona De Educacao, 2012
Revista Lusofona De Educacao, 2005
Educação e Filosofia
Educação Online, 2013
Dialogia
INTERRITÓRIOS, 2021
Paulo Freire e a educação das Crianças, 2020
Revista de Iniciação à Docência, 2021