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2009, Revista Diadorim
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Esta pesquisa focalizou a integração de completivas preposicionadas ligadas a verbo de cognição, em três variedades do Português. Os objetivos são verificar: a possibilidade de o predicador da matriz selecionar completivas finitas, não-finitas ou ambas as estruturas ;a estrutura completiva prototípica relativa à categoria dos verbos cognitivos, assim como aquelas que se afastam desse modelo. Utilizaram-se os princípios do Funcionalismo Americano e o instrumental metodológico da Sociolinguística laboviana.
Resumo: Este artigo apresenta uma comparação entre construções com os verbos-suporte dar, ter e fazer seguidos de nomes predicativos, propondo uma tipologia de classificação semântica. Inúmeros trabalhos propõem a classificação sintática dessas construções, mas são raras as abordagens semânticas, dada a dificuldade de formalização das propriedades. Foram analisados 143 nomes predicativos que co-ocorrem com esses três verbos-suporte, e as construções complexas foram distribuídas em cinco classes, definidas como as seguintes relações semânticas: causa, efeito, identidade, simetria e conversão. Palavras-chave: Verbo-suporte. Nome predicativo. Relações semânticas. 1. Introdução As construções com verbo-suporte são bastante recorrentes em língua portuguesa e em várias outras línguas. Surge daí a necessidade de reconhecer essas construções e descrevê-las, de forma que essa descrição possa avançar o estado da arte ou possa subsidiar sistemas e ferramentas de tratamento automático da língua. As construções com verbo-suporte já foram longamente explicadas e descritas por outros autores (ver Seção 2), mas essa descrição geralmente se restringe a critérios sintáticos. O aspecto semântico subjacente às construções com verbos-suporte normalmente é relegado a segundo plano dada a dificuldade em formalizar as relações semânticas. Nesse sentido, o presente trabalho busca discutir as relações semânticas estabelecidas entre pares de construções com diferentes verbos-suporte. Este artigo apresenta uma análise comparativa entre 143 nomes predicativos associados a três diferentes verbos-suporte, a saber: dar, fazer e ter. Em língua portuguesa existem bastantes verbos que podem funcionar como suporte, porém os três verbos selecionados para esta análise são, juntamente com ser e estar, os verbos mais produtivos das línguas latinas (LA FAUCI; MIRTO, 2003), o que justifica sua escolha. Verbos-suporte são frequentemente definidos como verbos esvaziados semanticamente, servindo apenas para suportar as marcas de tempo, modo, número e pessoa, as quais não podem ser marcadas diretamente no nome predicativo. Maurice Gross, um dos precursores da área, definiu-os como "verbos semanticamente vazios que permitem construir um sintagma nominal (SN) com uma nominalização (V-n) em relação de paráfrase com um sintagma verbal (SV): "gifler / donner une gifle" (estapear/dar um tapa)" (GROSS; VIVÉS, 1986, p.14). Neves (2000, p. 53) adota a mesma posição, explicando que "são bastante esvaziados do ponto de vista semântico e formam com o seu complemento (objeto direto) um significado global". Essas definições, que consideram o verbo semanticamente "vazio" ou "esvaziado", são reproduzidas por vários outros estudos que têm como foco o verbo-suporte. De fato, na
In book: Gramática: História, Teorias, Aplicações, Publisher: Porto: Fundação Universidade do Porto, Editors: Ana Maria Brito, pp. 229-251.
À minha querida orientadora Dra. Lucia Maria Pinheiro Lobato (in memoriam) por todo aprendizado que me proporcionou desde o mestrado, além das palavras ficaram os exemplos.
2016
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2016.Esta pesquisa analisa o papel da metáfora em neologismos semânticos de língua portuguesa brasileira e pretende identificar a incidência dos fatores culturais e universais nessas metáforas. O corpus é formado por neologismos semânticos captados pelo Projeto BaseNeo (Universidade de São Paulo). Tomamos como a base a Teoria Cognitiva da Metáfora, a partir de Lakoff e Johnson (1980), Lakoff (1987), Lakoff e Turner (1989) e as discussões posteriores sobre universalismo, cultura e polissemia metafórica, conforme abordagem de Dancygier e Sweetser (2014), Kövecses (2005, 2010), Bowdle e Gentner (2005), Lakoff e Johnson (1999), Grady (1997), Johnson (1997), Moura (2007, 2008) e Moura e Zanotto (2009). Consideramos a metáfora como processo multidimensional, em que operam simultaneamente fatores conceptuais, linguísticos, neuro-corpor...
2010
A web estabeleceu uma dinâmica tal que nos insere em um processo de construcao de conhecimento maior do que as nossas proprias capacidades de percebe-lo. Com isso acabamos por ser facilmente direcionados para caminhos pre-determinados pelos buscadores da web semântica atual, atrelados que sao a interesses mercadologicos. Porem, ja nos e possivel construir uma web semântica cognitiva baseada na autonomia interativa e organizada pelo discernimento humano. Os aparatos disponibilizados na internet pelas midias sociais e de relacionamento nos habilitam a participar da construcao de uma Inteligencia Coletiva no verdadeiro sentido da Cibercultura, a cultura que nos permite fazer uso da tecnologia para exercer a principal caracteristica humana, o compartilhamento das experiencias, com independencia e liberdade de organizacao e decisao. Palavras-Chave: Web semântica cognitiva. Inteligencia Coletiva. Cibercultura.
Letrônica, 2014
As questões relacionadas à organização e à representação mental do léxico de bilíngues são desafiadoras para pesquisadores interessados em investigar a aprendizagem de língua estrangeira. Pesquisas relacionadas à memória das palavras das duas línguas de bilíngues apresentam resultados diversos, o que aumenta a intensidade do debate. De um lado pesquisadores defendem uma armazenagem compartilhada para os léxicos da primeira e da segunda língua, porém, outros defendem uma armazenagem separada. Diante desse debate, há também questões relativas à ativação das duas línguas durante a produção lexical dos bilíngues. Desta forma, este trabalho pretende revisar dois modelos de memória lexical e semântica de bilíngues (RHM e BIA+) e estudos relacionados, com o objetivo de compreender se a memória semântica das duas línguas do bilíngue é representada de forma integrada. Palavras-chave: Memória lexical; Memória semântica; Léxico de bilíngues; Modelos de memória lexical de bilíngues.
O bjetivo deste trabalho é oferecer uma proposta de representação lexical dos itens predicadores, a qual consiste em dois níveis relacionados: um nível sintático-lexical, que toma a forma das estruturas de Hale e Keyser (1993, 2002), e um nível semântico-lexical, que toma a forma de uma decomposição de predicados (nos termos de Levin e Rappaport-Hovav, 1995, 1998, 1999 e outros). Enquanto o nível semântico-lexical organiza e caracteriza semanticamente as classes verbais, o nível sintático-lexical prevê as possíveis configurações sintáticas e as alternâncias argumentais dessas classes. O que os dois níveis têm em comum e o que os relaciona é a raiz. Na decomposição de predicados (nível semântico-lexical), a raiz é um elemento que representa o sentido idiossincrático do verbo e que pode ser classificada quanto a uma ontologia das raízes (Levin e Rappaport, 1998, 1999, 2005). Nas estruturas sintático-lexicais de Hale e Keyser (nível sintático-lexical), a raiz é um elemento pertencente a alguma categoria gramatical. (1) Relacionando estruturas semântico-lexical e sintático-lexical. Available from: https://www.researchgate.net/publication/318887242_Relacionando_estruturas_semantico-lexical_e_sintatico-lexical [accessed Jun 01 2018].
2015
The interview is directed to Associated Professor at the University of Minho (Portugal), José Teixeira. He has a PhD in Language Sciences/Linguistics with a work about space, cognition and the Portuguese language A Configuração Linguística do Espaço no Português Europeu: modelos mentais de frente/trás, one of the first works on Cognitive Linguistics in Portugal. He has several published papers which can be found and downloaded from the Repositorium of Universidade do Minho. He is the Director of the Master‘s degree in Portuguese as a Second and a Foreign Language. His main areas of research interest are linguistic meaning and cognition, Portuguese semantics and the language of advertising.
Alfa Revista De Linguistica, 1999
RESUMO: Este trabalho examina a atribuição de funções semânticas e funções sintáticas em relação a fatores pragmáticos num corpus do português falado,
Cognitio-Estudos: revista eletrônica de filosofia ISSN …, 2012
Concebido como método para determinar o significado de palavras, termos e conceitos filosóficos, o pragmatismo de C.S.Peirce busca a clareza terminológica necessária ao pensamento científico, que se apresenta em três graus conforme os três substratos lógicos universais, as categorias fenomenológicas. As categorias são o fundamento de sua lógica ternária e, apesar de gerais e abstratas, ganham força em relações de interdependência que, na Semiótica, dão origem às diversas classes de signos. Como as categorias são onipresentes, um mesmo signo pode exibir uma pluralidade de faces simultaneamente. A contribuição de Peirce para a compreensão dos processos sígnicos é ímpar. Com relação à forma como o pensamento se processa, este se dá por meio de signos ligados às três categorias, que são, na maioria, da mesma estrutura geral das palavras. No entanto, raramente pensamos neles como signos, pois fazê-lo é um segundo passo no uso da linguagem. As palavras se apresentam então como os tipos sígnicos fundamentais utilizados pelo pensamento e a importância de analisá-las está na possibilidade de revelar nuances de significação dos signos linguísticos que podem auxiliar a clareza de pensamento. Assim, o presente artigo objetiva: 1) mostrar o motivo e maneira pelos quais o pensamento faz uso de signos ligados às três categorias; 2) analisar as potencialidades sígnicas das palavras dentro do quadro teórico da semiótica peirceana, demonstrando sua capacidade de manifestar-se iconicamente, indicialmente e simbolicamente; 3) estabelecer a importância dessas distinções para o aumento da clareza terminológica, especialmente no que tange ao segundo grau de clareza.
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Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978)
Dominios De Lingu Gem, 2011
Acta Semiótica et Lingvistica, 2019
Anais Do Congresso Nacional De Estudos Linguisticos Conel, 2014
Linguagens & Cidadania, 2017
… 2009 International Conference: Life, imagination, and …, 2009