Homens e mulheres de todos os
tempos, perante as dificuldades e a sua própria fragilidade, têm-se confrontado
com esta pergunta. Colocaram-na tanto os grandes santos como os mais humildes
pecadores, tanto crentes como ateus, tanto intelectuais como pessoas simples. E
ela impõe-se especialmente numa época como a nossa, em que muitos querem ver o
fim do cristianismo e a morte de Deus; uma época em que o homem naufraga ao
procurar inventar um novo sentido de vida ilusório e caracterizado pela
fugacidade e pela impulsividade que julga tudo poder abarcar mas nada possui na
verdade.
Nas páginas deste livro, o
cardeal Robert Sarah responde às diversas questões que lhe são colocadas sobre
a existência e a presença de Deus nas nossas vidas, sobre o seu silêncio
aparente, a morte, o sofrimento, a dor e a alegria, entre muitos outros temas.
Hoje, talvez mais do que no
passado, temos todos uma grande necessidade de respostas claras e
fundamentadas, de testemunhos tangíveis, de encontros que nos revelem a
existência e a presença de Deus. Tal como Zaqueu, habita em nós um desejo de
verdade e plenitude, e precisamos de ver Cristo para preencher um vazio que
constantemente nos recorda que Deus existe.
Sobre o autor
Robert Sarah nasceu em Ourous, na
arquidiocese de Conakry, na Guiné, em 15 de junho de 1945. Ordenado sacerdote
em 20 de julho de 1969, foi depois enviado a Roma, onde obteve o mestrado em
Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Em Roma enriqueceu sua formação
cultural no Pontifício Instituto Bíblico, aprofundando-a, em seguida, com um
período de estudos no Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém. De volta à
pátria, foi pároco e depois reitor do seminário menor de Kindia. Nomeado
arcebispo de Conakry em 13 de agosto de 1979, foi consagrado em 8 de dezembro
do mesmo ano. Em seguida, foi administrador apostólico de Kankan, presidente da
Conferência Episcopal da Guiné e presidente da Conferência Episcopal Regional
da África Ocidental Francófona (Cerao). Em outubro de 2001 foi nomeado
secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, ofício que
desenvolveu por nove anos, até 7 de outubro de 2010, quando Bento XVI o
designou presidente do Pontifício Conselho "Cor Unum". Foi criado cardeal
por Bento XVI no consistório de 20 de novembro de 2010.




