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G4

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nome(s) anterior(es)Gestão 4.0 (2019–2021)
G4 Educação (2021–2026)
Empresa privada
Fundação2019
SedeSão Paulo, Brasil
PresidenteTallis Gomes
Empregados~400 (2025)
ProdutosG4 Learning · G4 Tools · G4 Skills · G4 Club · G4 Scale
ReceitaPredefinição:R$ 505 milhões (2025)[1]
Websiteg4business.com

G4 é uma empresa brasileira de educação executiva e soluções para pequenas e médias empresas, fundada em 2019 na cidade de São Paulo. Com um modelo que combina imersões presenciais, cursos digitais, comunidades de negócios e um marketplace de ferramentas corporativas, a companhia se posiciona como um ecossistema de crescimento para empreendedores e gestores de PMEs. Em 2025, a empresa registrou faturamento de R$ 505 milhões e afirmou ter impactado mais de 77 mil empresas e contribuído para a geração de mais de 756 mil empregos.[2]

História

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Fundação como Gestão 4.0 (2019–2021)

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A empresa foi fundada em 2019 sob o nome Gestão 4.0 por quatro empreendedores com trajetórias de destaque no ecossistema de startups brasileiro: Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e da Singu; Alfredo Soares, fundador da Xtech e vice-presidente da VTEX; Bruno Nardon, cofundador da Rappi Brasil e ex-vice-presidente da Dafiti; e Tony Celestino. A empresa nasceu capitalizada exclusivamente com recursos próprios dos sócios — sem aportes de fundos de capital de risco —, modelo que manteve ao longo de toda a sua trajetória.[3]

A proposta original era oferecer programas de educação executiva estruturados com base nas práticas identificadas nas maiores empresas do S&P 500, ministrados exclusivamente por empresários e executivos em atividade, e não por professores acadêmicos. O primeiro programa de imersão foi oferecido a um limite de 50 participantes, com 500 inscrições no primeiro dia.[4]

Em seus dois primeiros anos, a empresa impactou mais de 20 mil profissionais e alcançou mais de 10 mil organizações. O seu software de educação corporativa, o G4, passou a oferecer dezenas de trilhas de treinamento personalizadas para equipes.[5]

Primeiro rebranding: G4 Educação (2021)

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Em outubro de 2021, a empresa anunciou a mudança de nome de Gestão 4.0 para G4 Educação, acompanhada de uma meta pública de gerar um milhão de novos empregos até 2030. Nesse momento, a companhia contava com mais de 120 colaboradores, faturamento anual próximo a R$ 50 milhões e uma base de 150 membros no G4 Club, presentes em 18 estados brasileiros.[5]

Em 2022, com a empresa então com 215 funcionários e receita de R$ 52 milhões registrada em 2021, o CEO Luccas Riedo projetou triplicar o faturamento, atingindo R$ 150 milhões até o final do ano, e mencionou um IPO como possibilidade em horizonte de três a quatro anos.[6] O faturamento efetivamente atingido em 2022 foi de R$ 132 milhões.[7]

Expansão e consolidação (2023–2024)

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Em 2023, a G4 Educação registrou receita de R$ 200 milhões, crescimento de 51% sobre o ano anterior, com lucro operacional de R$ 43 milhões (alta de 115% na comparação anual). A meta havia sido atingida onze dias antes do encerramento do exercício. Nesse período, a empresa contava com 400 funcionários, 45 mil gestores formados por meio de mais de 7 mil programas presenciais e 4.500 empresas lideradas por ex-alunos, cujo faturamento combinado somava R$ 6,6 trilhões, equivalente a 56% do Produto Interno Bruto brasileiro. Desde a fundação, os alumni haviam contribuído para a criação de 350 mil empregos.[7]

Em dezembro de 2023, o G4 promoveu o evento G4 Valley na SP Expo, reunindo 14 mil empresários. O encontro contou com palestrantes como João Adibe (Cimed), Fabricio Bloisi (iFood), Paulo Guedes, Pedro Bartelle (Vulcabras) e Sofia Esteves (Cia de Talentos).[7] O G4 Valley se tornaria um dos maiores eventos corporativos do Brasil, reunindo até 12 mil participantes em edições seguintes e atraindo nomes como o campeão olímpico César Cielo.[8]

Para 2024, a empresa projetava receita de R$ 300 milhões e lucro líquido de R$ 80 milhões, com expansão para produtos SaaS, incluindo o serviço Journey — ferramenta de diagnóstico e monitoramento de negócios — e aquisições voltadas a pagamentos, CRM e gestão de funil de vendas.[7]

Troca de liderança (setembro de 2024)

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Em setembro de 2024, Tallis Gomes deixou o cargo de CEO e presidente do conselho da G4 Educação após repercussão negativa gerada por declarações feitas em suas redes sociais. Em resposta a uma pergunta sobre relacionamentos, Gomes afirmou "Deus me livre de mulher CEO", argumentando que mulheres em posições de liderança passariam por um "processo de masculinização". Em consequência, foi também retirado do conselho da marca Hope.[9]

Assumiu o cargo de CEO Maria Isabel Antonini (conhecida como Misa), então CFO da empresa. Engenheira de produção formada pela UFMG, Antonini havia sido anteriormente CEO da Singu e atuado no GPA e no Itaú Unibanco.[9] Gomes permaneceu na companhia como presidente (chairman).

Lançamento do G4 Tools e segundo rebranding (2024–2026)

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Em janeiro de 2024, a G4 lançou o G4 Tools, um marketplace de soluções corporativas voltado às PMEs da sua base de clientes. O produto foi concebido como uma resposta ao diagnóstico de que as empresas atendidas pela G4 perdiam tempo e dinheiro com ferramentas que não funcionavam na prática. Na concepção dos fundadores, o G4 assumiria o papel de curador — testando e recomendando soluções — em vez de apenas distribuí-las.[10]

Com o crescimento do marketplace, em 4 de fevereiro de 2026, no evento G4 Frontier realizado em São Paulo, a empresa anunciou seu segundo rebranding: deixou de se chamar G4 Educação e passou a operar sob o nome G4. A mudança sinalizava a transição de uma empresa de educação para uma plataforma integrada de soluções para PMEs. "A partir de agora morre o G4 Educação e nasce uma nova companhia", afirmou Tallis Gomes no evento.[11]

Modelo de negócio

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A G4 opera como um ecossistema integrado voltado a empreendedores e gestores de PMEs com faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 500 milhões ao ano. O modelo é estruturado em quatro pilares principais:[4][10]

G4 Learning

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Núcleo original da empresa, o G4 Learning engloba programas de educação executiva presenciais e digitais com ticket médio de R$ 25 mil por aluno. O conteúdo é ministrado exclusivamente por empresários e executivos de empresas reais — não por professores acadêmicos —, incluindo nomes como Cris Junqueira (Nubank), Fabricio Bloisi (iFood) e Paulo Guedes. Os temas cobrem estratégia, fusões e aquisições, marketing, vendas, gestão de pessoas e aceleração de negócios.[4]

Lançado em janeiro de 2024, o G4 Tools é um marketplace que conecta PMEs a fornecedores curados de ferramentas e serviços corporativos, nas categorias de inteligência artificial, contabilidade, CRM, marketing, planejamento estratégico e operações. A plataforma opera com descontos de até 70% para a base de clientes da G4 e aplica uma taxa de intermediação (take rate) de 20% a 30% sobre as transações.[10]

Em 2025, o G4 Tools projetava receita própria de R$ 170 milhões, representando um terço do faturamento total da empresa. Para 2026, a meta era alcançar 300 empresas parceiras no marketplace, contra 105 parceiros iniciais.[12] Entre os parceiros figuram empresas como Nalk (automação de vendas com IA), iFood Benefícios, Conta Azul, V4 Company e Bitrix.

G4 Skills

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O G4 Skills é um software de educação corporativa baseado em inteligência artificial, voltado ao treinamento interno de equipes nas empresas clientes. A ferramenta oferece trilhas de desenvolvimento personalizadas e um painel de acompanhamento de desempenho individual.[4]

Comunidades: G4 Club e G4 Scale

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O G4 Club é uma comunidade exclusiva de networking para fundadores e CEOs de empresas com faturamento anual acima de R$ 15 milhões. Estruturado em três pilares — relacionamento, oportunidades de negócios e desenvolvimento —, o clube promove eventos com palestrantes internacionais e facilita conexões comerciais diretas entre membros. Em 2021, a comunidade já registrava 84 membros em 20 segmentos de mercado.[3]

O G4 Scale é voltado a sócios e fundadores em estágio de crescimento acelerado, com foco em capacitação para escalar operações.[13]

G4 Eventos

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Além das imersões educacionais, a G4 organiza grandes eventos presenciais de negócios:

  • G4 Valley: principal evento anual da empresa, reunindo até 12 mil empresários em formato de imersão intensa com palestrantes de destaque nacional e internacional. O evento aborda gestão, marketing e vendas por meio de experiências práticas com líderes de empresas reais.[8][14]
  • G4 pelo Brasil: série de eventos itinerantes levados a cidades do interior do país. Em junho de 2026, o programa reuniu 700 empreendedores em Cuiabá (MT) para um dia de conteúdo sobre gestão, marketing e vendas.[2]

Resultados financeiros

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AnoReceita (R$)Crescimento
2021R$ 52 milhões
2022R$ 132 milhões+154%
2023R$ 200 milhões+51%[7]
2024R$ 330 milhões+65%[10]
2025R$ 505 milhões+53%[1]

A empresa opera com caixa próprio desde a fundação, sem captação de recursos externos. Em 2025, registrou geração de caixa de R$ 104 milhões.[11] A meta para 2027 é atingir R$ 1 bilhão em receita.[15]

Em 2025, a G4 afirmava ter impactado mais de 77 mil empresas desde a fundação, com os alumni contribuindo para a criação de mais de 756 mil empregos.[2] Em 2023, o faturamento combinado das empresas lideradas por ex-alunos equivalia a R$ 6,6 trilhões, ou 56% do PIB brasileiro.[7]

A companhia possui um Net Promoter Score (NPS) de 94, conforme divulgado pela própria empresa.[4]

Controvérsias

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Em setembro de 2024, o cofundador Tallis Gomes gerou repercussão negativa ao responder em suas redes sociais que seria contra ter um relacionamento com uma "mulher CEO", argumentando que mulheres em cargos de liderança passariam por um "processo de masculinização". As declarações motivaram sua saída do cargo de CEO da empresa e de seu assento no conselho da marca Hope.[9] A G4 anunciou simultaneamente a promoção de Maria Isabel Antonini ao cargo de CEO.

Referências

  1. 1 2 «G4 Educação cresce 60% e atinge faturamento de R$ 505 milhões em 2025». Not Journal. 27 de dezembro de 2025
  2. 1 2 3 «G4 pelo Brasil reúne 700 empreendedores em Cuiabá para evento sobre gestão, marketing e vendas». Poconé Online. 8 de junho de 2026
  3. 1 2 «Clube de empresários G4 Club gera novos negócios e traz um modelo diferenciado de networking». SEGS. 12 de maio de 2021
  4. 1 2 3 4 5 «G4 Educação: modelo de negócio, foco e crescimento». Monitor Mercantil. 19 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2025
  5. 1 2 «Gestão 4.0 se transforma em G4 Educação com o objetivo de gerar um milhão de novos empregos». ABC da Comunicação. 27 de outubro de 2021. Cópia arquivada em 18 de junho de 2025
  6. «G4 Educação quer faturar R$ 150 milhões e estuda IPO». BP Money. 14 de abril de 2022. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2025
  7. 1 2 3 4 5 6 «De imersão a SaaS: G4 Educação cresce 51% e chega aos R$ 200 milhões de receita em 2023». Exame. 2023. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2026
  8. 1 2 «César Cielo, 101% e o que a Parla aprendeu no G4 Valley». Parla. 2026
  9. 1 2 3 «Maria Isabel Antonini assume como CEO do G4 Educação no lugar de Tallis Gomes». Exame. 21 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 23 de setembro de 2024
  10. 1 2 3 4 «A G4 Educação foi atrás do dinheiro esquecido e decidiu ir das salas de aula ao marketplace». NeoFeed. 2024. Cópia arquivada em 11 de setembro de 2025
  11. 1 2 «G4 deixa educação de lado para ser plataforma para PMEs». Startups.com.br. 4 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2026
  12. «Além da educação: G4 lança marketplace de ferramentas e projeta R$ 1 bi até 2027». Money Report. 2026
  13. «G4 Scale capacita sócios e fundadores de empresas». Estadão Blue Studio / PR Newswire. 2024
  14. «Aprendizados do G4 Valley». Parceria Labs. 6 de novembro de 2026. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2025
  15. «Após o primeiro bilhão, G4 quer triplicar receita com IA e marketplace até 2027». InfoMoney. 16 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de março de 2026

Ligações externas

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