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Frederic Remington

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Frederic Remington
Nascimento4 de outubro de 1861
Canton
Morte26 de dezembro de 1909 (48 anos)
Ridgefield
SepultamentoEvergreen Cemetery
CidadaniaEstados Unidos
Etniaamericanos brancos
Alma mater
Ocupaçãoescultor, pintor, ilustrador, escritor
Obras destacadasThe Bronco Buster, A Dash for the Timber
Movimento estéticoescola do Rio Hudson, Impressionismo, pintura do realismo, realismo
Causa da morteperitonite

Frederic Remington (4 de Outubro de 1861 - 26 de Dezembro de 1909) foi um pintor, ilustrador, escultor e escritor norte-americano, especializado em retratar o Oeste americano.[1]

Biografia

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Remington nasceu em Canton, Nova Iorque, filho de Seth Pierrepont Remington e Clarissa Bascom Sackrider. Era parente do célebre pintor de temas relacionados com os nativos americanos, George Catlin. Durante a sua infância dedicou-se à caça e à equitação, mas cedo começou também a praticar o desenho. Mais tarde, a sua família mudou-se para Ogdensburg, Nova Iorque.[2]

Estudou na escola de arte da Universidade de Yale, onde se interessou mais por futebol americano e boxe do que por arte, até regressar a casa após a morte do pai, assumindo então vários cargos administrativos em Albany.

Cedo fez a sua primeira viagem para o oeste e abriu um negócio em Kansas City. Casou com Eva Caten em 1884, e estudou na Art Students League de Nova Iorque. Começou então a enviar ilustrações, esboços e outros trabalhos com temas do Oeste americano para serem publicados nas revistas Collier's e Harper's Weekly.

Em 1890, Remington mudou-se para New Rochelle, Nova Iorque , a fim de ter melhores instalações para os seus estudos.

Remington é mundialmente famoso pelas suas variadas descrições da vida no Oeste americano, feitas antes de a região ter sido ocupada, em virtude do domínio e do avanço da civilização que pôs fim à vida na fronteira.

Aos dezanove anos, fez a sua primeira viagem para oeste, onde viu as grandes pradarias, as manadas de bisontes, já então em rápido declínio, o gado a pastar livremente, e o último grande confronto entre a Cavalaria dos EUA e as tribos nativas americanas.

Em 1886, Remington foi enviado para o Arizona pela revista Harper's Weekly como correspondente para cobrir a guerra do governo contra o chefe apache Gerónimo. Embora nunca tenha conhecido Geronimo pessoalmente, Remington tirou muitas fotografias e fez inúmeros esboços que se revelariam inestimáveis ​​na criação das suas pinturas posteriores. Fez também muitas anotações sobre a verdadeira face do Oeste americano para complementar as fotografias a preto e branco.

Ironicamente, vários críticos de arte rotularam o seu estilo de "primitivo e natural", possivelmente porque baseava o seu trabalho na observação do real.

Em 1898, enquanto desempenhava as funções de correspondente de guerra e ilustrador durante a Guerra Hispano-Americana, enviado por William Randolph Hearst para fornecer ilustrações que acompanhassem uma série de artigos sobre a Revolução Cubana, Remington envolveu-s numa famosa troca de mensagens com o magnata da imprensa. Aborrecido com a tranquilidade que reinava em [[Cuba]9, Remington enviou o seguinte telegrama a Hearst em Janeiro de 1897: "Está tudo calmo. Não há problemas. Não haverá guerra. Quero voltar." A resposta de Hearst foi: "Por favor, permaneçam aí. Vocês fornecem as imagens e eu forneço a guerra."

No final da vida, mudou-se novamente, desta vez para Ridgefield, no Connecticut.

Remington morreu após uma apendicectomia de emergência que foi complicada por uma peritonite, quando tinha apenas 48 anos.

Referências

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