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No dia 12/03/2020, através da portaria 6.730, tornou-se oficial o Gerenciamento de Riscos
Ocupacionais (GRO).
Trata-se de um importante marco para a área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil.
O GRO pode ser entendido como um sistema ou metodologia que poderá trazer melhoria contínua
em todos os ambientes laborais que se dedicarem ao seu entendimento e, principalmente, a sua
implantação.
O GRO traz muitas novidades no seu texto, uma delas é o Programa de Gerenciamento de
Riscos (PGR). Só para dar uma pequena noção da importância desse momento e porque digo
Nesse livro digital em formato PDF o leitor encontrará minhas análises sobre todos os
1 sub-itens
dentro do item 1.5 da norma regulamentadora NR 01 (Disposições Gerais e Gerenciamento de
Riscos Ocupacionais).
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Chega de
preliminares e
vamos ao que
interessa!
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5. Gerenciamento de riscos ocupacionais
1. O disposto neste item deve ser utilizado para fins de prevenção e gerenciamento dos riscos ocupacionais.
[Link] fins de caracterização de atividades ou operações insalubres ou perigosas, devem ser aplicadas as
disposições previstas na NR-15 - Atividades e operações insalubres e NR-16 - Atividades e operações perigosas.
Logo no início do item que trata do Gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO), o item 1.5 da NR 1, temos uma distinção muito
relevante.
O GRO tem a finalidade de fazer prevenção. Para fins de caracterização de insalubridade e periculosidade, deve-se consultar as
normas 15 e 16, respectivamente.
Durante a fase de revisão das normas regulamentadoras iniciado no ano de 2019, em vários momentos pudemos perceber como
os textos revisados buscaram, em várias oportunidades, separar o que é prevenção do que é caracterização de insalubridade.
No Brasil, terra das jabuticabas, existe a bizarrice do adicional de insalubridade. Ou seja, se o ambiente de trabalho é insalubre,
então, é só comprar a saúde do trabalhador! Ora, se um ambiente é insalubre, deve-se tratá-lo, e não comprar a saúde de quem
nele trabalha.
Ademais, algumas empresas estabeleceram salários base abaixo dos valores de mercado, de tal forma que, com o adiconal, o
salário total alcançaria patamares razoáveis. Tal prática desvirtua completamente o objetivo do adicional e revela como essa
lógica se mostrou perversa.
Será que um dia viveremos num país sem adicional de insalubridade, onde, todos trabalharemos em ambientes saudáveis?
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Veremos.
Outro exemplo de separação entre prevenção e insalubridade é a NR 09 (portaria 6735 de 2020), que em seus anexos traz os
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3. Responsabilidades
Atenção! O GRO não é o PGR. O GRO é maior que o PGR. O GRO engloba mais questões, como plano de ação
de emergência e análise de acidentes e adoecimentos, como veremos mais adiante.
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[Link].1.1 A critério da organização, o PGR pode ser implementado
por unidade operacional, setor ou atividade.
É sabido que áreas ou setores distintos dentro de uma mesma organização podem ter perigos e riscos
diversos entre si.
Vamos pegar o exemplo de uma usina de produção de açúcar e imaginar que ela pode ser dividida em 4
setores: recebimento de matéria-prima (cana de açúcar), produção (processo que transforma cana em
açúcar), utilidades (geração de vapor e energia elétrica) e entrega do produto acabado.
Nesse nosso exemplo simplificado, é fácil perceber que cada uma dessas 4 áreas possuem muitos
perigos e riscos diferentes.
Talvez, uma análise mais aprofundada vai demonstrar que a área de produção possa ser subdividida em
outras áreas.
Esse item da norma diz que a organização poderá implementar o PGR para cada um desses setores. Como
os riscos e até a organização do trabalho podem ser bem diferentes, talvez seja vantajoso proceder dessa
forma.
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[Link].2 O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes
cumpram as exigências previstas nesta NR e em dispositivos legais de
segurança e saúde no trabalho
Quando trata de sistemas de gestão, o GRO se refere a sistemas como as normas ISO. Em se tratando
de saúde e segurança no trabalho (SST), especificamente temos a ISO 45001.
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[Link].3 O PGR deve contemplar ou estar integrado com planos,
programas e outros documentos previstos na legislação de segurança e
saúde no trabalho.
O PGR não está sozinho. Ele atua em conjunto e harmonizado com todas as demais normas
regulamentadoras.
Como exemplo, podemos citar a NR 7, que trata do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional,
PCMSO, que cita o PGR 17 vezes em seu texto (estou me baseando na NR 7 conforme portaria 6734 de
2020).
No canal da Escola da Prevenção do Youtube, você encontrará um vídeo onde eu mostro todas as 17
vezes que o PCMSO cita o PGR.
Podemos citar também a NR 18 da Construção Civil, conforme portaria 3733 de 2020. Tal texto não traz mais
o PCMAT (Programa de Condições e meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção), mas sim o PGR.
Tal tema também já foi abordado em vídeo no nosso canal.
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[Link] A organização deve:
a) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho;
b)identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;
c) avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco;
d)classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de
prevenção;
e)implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e na ordem de
prioridade estabelecida na alínea "g" do subitem 1.4.1; e
f) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.
O GRO vem ajudar a resolver um problema antigo que o PPRA deixava em aberto, pois este não citava
os riscos ergonômicos ou de acidentes.
Riscos:
químicos
físicos
biológicos
ergonômico
PG
R
s de
acidentes
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[Link] A organização deve adotar mecanismos para:
É importante que as conclusões no inventário de riscos não sejam conhecidas somente pela gestão da
organização e pela área de SST, mas que seja de conhecimento dos funcionários.
Então, a organização deve criar mecanismos para ouvir os trabalhadores. Um desses mecanismos pode
ser a CIPA, mas não precisa se restringir a isso.
Então, a organização deve ouvir e retornar, ou seja, através de algum mecanismo de comunicação interna,
dizer aos trabalhadores os riscos e as medidas de prevenção.
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[Link] A organização deve adotar as medidas necessárias para melhorar o
desempenho em SST.
E isso nos leva ao ciclo PDCA: Plan (planejar), Do (executar, fazer ou implementar), Check (verificar,
monitorar ou avaliar) e Act (agir, embora aqui eu prefira a palavra corrigir)
Nesse item podemos ver mais uma vez como o GRO é influenciado por elementos que encontramos nas
normas ISO, em especial a 45001 e a 31000.
Embora não use essa terminologia de forma explícita, o GRO vai trazer em toda sua metodologia elementos
do PDCA. Isso ficará mais claro a medida que o leitor avançar na leitura deste livro digital.
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4. Processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais
O GRO não estabelece os critérios para identificar os perigos e avaliar os riscos. Tais critérios estarão
presentes em outras normas regulamentadoras.
NR 18.
da NR 9. E por aí vai.
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2. Levantamento preliminar de perigos
[Link] na fase de levantamento preliminar de perigos o risco não puder ser evitado, a
organização deve implementar o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos
ocupacionais, conforme disposto nos subitens seguintes.
Essas definições confundem muita gente e para fazer o PGR não se pode ter essa dúvida. Para clarificar ainda mais,
recomendo o vídeo em nosso canal do Youtube, com o título “Perigo, Risco e a Sogra”.
Então, o GRO vem nos lembrar que o levantamento preliminar de perigos deve ocorrer antes do início do
funcionamento, para atividades existentes e caso haja mudanças que justifiquem nova avaliação.
Na fase de levantamento preliminar de perigos, se o risco não puder ser evitado, passa-se para a fase de identificação de
perigos.
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3. Identificação de perigos
Na etapa de identificação dos perigos, não pode faltar, além da descrição do perigo, também as
possíveis lesões ou agravos à saúde, as fontes ou circunstâncias geradoras do perigo e a citação
nominal do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos.
Quando o GRO cita os “perigos externos previsíveis” ela está referenciando uma terminologia
típica da área de Gestão de Projetos.
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4. Avaliação de riscos ocupacionais
esses riscos. Mas avaliar como assim? Com que objetivo? Veremos a diante.
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[Link].2 Para cada risco deve ser indicado o nível de risco ocupacional,
determinado pela combinação da severidade das possíveis lesões ou
agravos à saúde com a probabilidade ou chance de sua ocorrência.
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[Link].2.1 A organização deve selecionar as ferramentas e técnicas de
avaliação de riscos que sejam adequadas ao risco ou circunstância em
avaliação.
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3.A gradação da severidade das lesões ou agravos à saúde deve levar em
conta a magnitude da consequência e o número de trabalhadores
possivelmente afetados.
"acidente ampliado é todo evento inesperado, como uma emissão, um incêndio ou uma explosão de
grande magnitude, no curso de uma atividade dentro de uma instalação exposta a riscos de acidentes
maiores, envolvendo uma ou mais substâncias perigosas e que exponha aos trabalhadores, a população
ou o meio ambiente a perigo de consequências imediatas ou de médio e longo prazos".
Como veremos mais a frente, o GRO estabelece também a obrigatoriedade da organização criar
um plano de ação de emergência.
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[Link].4 A gradação da probabilidade de ocorrência das lesões ou
agravos à saúde deve levar em conta:
a) os requisitos estabelecidos em Normas Regulamentadoras;
b) as medidas de prevenção implementadas;
c) as exigências da atividade de trabalho; e
d)a comparação do perfil de exposição ocupacional com valores de
referência estabelecidos na NR-09.
E por que priorizar? Porque nenhuma organização é fazer tudo ao mesmo, nem dispõe de
recursos para tanto.
Existe um princípio da economia conhecido como “lei da escassez”, que diz mais ou menos
assim: é impossível atender a todas as demandas ao mesmo tempo, com os recursos
humanos e financeiros disponíveis.
É por isso que priorizamos, para definir o que deve ser feito primeiro.
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[Link].6 A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser
revista a cada dois anos ou quando da ocorrência das seguintes situações:
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Aqui chegamos num ponto que, antes da publicação do GRO, gerava muita ansiedade.
A pergunta tem origem em uma prática que se estabeleceu no Brasil, sem amparo legal, de se atualizar o PPRA
anualmente.
Muitas consultorias de SST, e muitas organizações contratantes mal assessoradas, fechavam contratos anuais de
atualização do PPRA.
Isso acontecia a revelia da NR 09 anterior, a do PPRA: o que se precisava fazer era análise global anualmente, e não uma
atualização do PPRA.
Então, o GRO responde: revisar a avaliação de riscos a cada dois anos, ou a cada 3 anos se a organização for certificada
em ISO 45001 ou similar.
Entretanto, as consultorias de SST tem uma oportunidade de vender serviços mensais de SST, visto que o GRO exige
a melhoria contínua, portanto, embora tenham “perdido” a “atualização anual do PPRA”, ganharam outras
oportunidades de negócios.
O GRO determina também alguns casos onde deve-se revisitar a avaliação de riscos em prazo inferior a 2 anos:
Quando isso deve ser feito? Em primeiro lugar quando a legislação assim determinar, seja
por norma regulamentadora ou qualquer outro dispositivo legal.
E também quando o PCMSO indicar que existe associação entre lesões ou agravos à saúde com
os riscos identificados. 24
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[Link].2 Quando comprovada pela organização a inviabilidade técnica da adoção de
medidas de proteção coletiva, ou quando estas não forem suficientes ou
encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou implantação ou, ainda, em
caráter complementar ou emergencial, deverão ser adotadas outras medidas,
obedecendo-se a seguinte hierarquia:
a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho;
b)utilização de equipamento de proteção individual - EPI.
Quando o prevencionista precisa agir sobre um risco, primeiro devemos buscar eliminar o risco "na raiz".
Por exemplo, se uma máquina gera ruído elevado, é possível substituí-la por outra melhor?
Se não, é possível isolá-la? Esses são exemplos de tentativas de eliminar o risco na fonte.
Se nada disso for possível, então será possível implementar algum projeto acústico que evite
que o ruído se espalhe ou seja direcionado para outro local sem trabalhadores? Esse seria um
exemplo de equipamento de proteção coletiva (EPC).
Se não for possível, podemos fazer um rodízio nos trabalhadores que atuam naquela área de
forma a diminuir o tempo de exposição ao ruído? Isso é uma medida administrativa.
2. Planos de ação
1.A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção
a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas, conforme o subitem [Link].5.
[Link] as medidas de prevenção deve ser definido cronograma, formas
de acompanhamento e aferição de resultados.
De posse da priorização dos riscos, chegou a hora de fazer os planos de ação. Para cada risco é
necessário informar se as medidas de prevenção serão introduzidas, aprimoradas e mantidas.
Para cada medida deve ser informado o cronograma e também como será feito o monitoramento
para ver se elas estão trazendo os benefícios esperados.
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3. Implementação e acompanhamento das medidas de prevenção
1.A implementação das medidas de prevenção e respectivos ajustes devem
ser registrados.
2.O desempenho das medidas de prevenção deve ser acompanhado de
forma planejada e contemplar:
a) a verificação da execução das ações planejadas;
b)as inspeções dos locais e equipamentos de trabalho; e
c)o monitoramento das condições ambientais e exposições a agentes nocivos,
quando aplicável.
[Link].2.1 As medidas de prevenção devem ser corrigidas quando os dados
obtidos no acompanhamento indicarem ineficácia em seu desempenho.
Não basta escrever no papel que implantou as medidas, deve-se registrar. Fotos de antes e
depois, registros de treinamentos e projetos são exemplos de registros que podem ser
gerados.
Não basta registrar, é necessário acompanhar para ver se os resultados esperados estão ocorrendo.
Após fazer esse acompanhamento, caso seja percebido que não trazem o resultado esperado, as
medidas devem ser revistas.
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4. Acompanhamento da saúde ocupacional dos trabalhadores
1.A organização deve desenvolver ações em saúde ocupacional dos trabalhadores
integradas às demais medidas de prevenção em SST, de acordo com os riscos
gerados pelo trabalho.
2.O controle da saúde dos empregados deve ser um processo preventivo planejado,
sistemático e continuado, de acordo com a classificação de riscos ocupacionais e
nos termos da NR-07.
Aqui nesse ponto não há muita novidade ou algo que valha a pena detalhar. Sabemos da
necessidade de implantação do PCMSO, que tem por objetivo monitorar a saúde dos
trabalhadores e apoiar o GRO no seu método de avaliar e controlar riscos.
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Comentário na próxima
página.
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A análise de acidentes na segurança do trabalho não é exatamente um assunto novo. Mas, a maneira como ela está
presente no texto da NR 01 é que é interessante.
Analisar um acidente ou adoecimento relacionado ao trabalho é uma peça chave importante na melhoria das
condições ambientais.
Peguemos como exemplo a indústria da aviação civil. Por mais que um acidente aéreo seja, geralmente, um evento
trágico, há sempre algo a se aprender com cada acidente.
E a indústria da aviação sabe disso e usa isso rotineiramente. Cada acidente é investigado minuciosamente. Novas
lições são aprendidas e melhorias são feitas de tal forma que a segurança dos vôos melhora continuamente.
O texto da NR 01, ao citar explicitamente que a organização deve fazer a análise de acidentes, dá um passo
importante rumo ao futuro.
A organização deve analisar e também documentar os resultados obtidos, para fornecer subsídios para melhorar as
medidas de prevenção existentes.
Ora, se existem medidas de prevenção, e se ainda assim, ocorreu adoecimento ou acidente, podemos deduzir que
estas não são suficientes para eliminar o risco, portanto, devem ser revistas. E o resultado da análise vai dar os
insumos para isso.
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6. Preparação para emergências
1.A organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos de
respostas aos cenários de emergências, de acordo com os riscos, as características
e as circunstâncias das atividades.
2. Os procedimentos de respostas aos cenários de emergências devem prever:
a)os meios e recursos necessários para os primeiros socorros,
encaminhamento de acidentados e abandono; e
b)as medidas necessárias para os cenários de emergências de grande magnitude,
quando aplicável.
A organização deve estar preparada para emergências tanto de caráter individual quanto
de grande magnitude.
Em alguns estados, o Plano de Ação de Emergência (PAE) não chega a ser uma novidade.
A SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) possui entre suas
exigências que determinados tipos de empresas possuam PAE.
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7. Documentação
1. O PGR deve conter, no mínimo, os seguintes documentos:
a) inventário de riscos; e
b) plano de ação.
Sabe aquele PPRA da padaria com 100 páginas? Sem querer desmerecer as padarias (adoro padarias e cheiro de pão),
mas vamos combinar que não há a menor necessidade do PPRA da padaria ter 100 páginas, não é?
Se a organização não tem muitos perigos e riscos, de tal forma que o inventário de riscos caiba em uma página, então
pode ser uma página para o inventário e o verso para o plano de ação.
Na hora de imprimir, escolha a opção frente e verso e seu PGR gastará apenas 1 folha
O ponto principal que quero reforçar é que não há necessidade de “encher linguiça”. O PGR deve conter inventário e plano de
ação, nada mais.
Até consigo entender as consultorias que para valorizar seus trabalhos frente a um cliente mal informado, entreguem
PPRA muito maiores do que o necessário.
Porém, o legislador, ao preparar esse normativo, busca combater essa cultura dos PPRA enormes, deixando claro seu
conteúdo mínimo. Lembrando que, nos tempos atuais, a tendência é termos cada vez menos papel.
Me referi a prática de imprimir, porém, o melhor mesmo é ter um sistema de gestão informatizado. Organizações
certificadas em ISO 45001 inclusive já tem softwares que realizam todo o processo. 32
[Link] Os documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a
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responsabilidade da organização, respeitado o disposto nas demais Normas
Regulamentadoras, datados e assinados.
Uma das perguntas que mais recebo: “quem pode elaborar o PGR?”.
O texto não deixa dúvida que a organização irá escolher quem deve elaborar os documentos integrantes do PGR.
Os profissionais da área de saúde e segurança do trabalho, em especial, os técnicos (TST) e engenheiros (EST) em segurança
do trabalho são indispensáveis nessa hora, quanto a isso não há dúvida.
Mas será que eles são capazes de tocar o barco sozinhos? Ou será que temos que começar a pensar em equipes
multidisciplinares?
Equipes? Sim. Em alguns momentos, para organizações de menor grau de complexidade, é possível que os TST ou EST
sozinhos possam dar conta do PGR.
Porém, haverão situações onde outros especialistas deverão ser consultados ou integrar a equipe de elaboração do PGR.
Veremos muitas equipes multidisciplinares sendo formadas para dar conta de PGR em organizações onde a complexidade dos
perigos e riscos assim exija.
Só para citar um exemplo disso, podemos pegar a norma NR 18 com a redação dada pela portaria 3733 de 2020.
Continua na próxima
página. 33
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Temos:
“18.4.2 O PGR deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho e
implementado sob responsabilidade da organização.
[Link] Em canteiros de obras com até 7 m (sete metros) de altura e com, no máximo, 10 (dez) trabalhadores, o PGR pode
ser elaborado por profissional qualificado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização.”
Segundo o item 18.4.2 é o profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho que deve elaborar o
“Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho
Porém, em “canteiros de obras com até 7 m (sete metros) de altura e com, no máximo, 10 (dez) trabalhadores, o PGR pode
ser elaborado por profissional qualificado em segurança do trabalho”, ou seja, nesses casos o TST pode elaborar.
Continua na próxima
página. 34
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Vejamos o que diz o item 18.4.3.
“18.4.3 O PGR, além de contemplar as exigências previstas na NR-01, deve conter os seguintes documentos:
a)projeto da área de vivência do canteiro de obras e de eventual frente de trabalho, em conformidade com o item 18.5
desta NR, elaborado por profissional legalmente habilitado;
b) projeto elétrico das instalações temporárias, elaborado por profissional legalmente habilitado;
c)projetos dos sistemas de proteção coletiva elaborados por profissional legalmente habilitado;
d)projetos dos Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), quando aplicável, elaborados por profissional
legalmente habilitado;
e)relação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e suas respectivas especificações técnicas, de acordo
com os riscos ocupacionais existentes.”
Ora, quem é o profissional para atender o item b senão e engenheiro elétrico? Quem é o profissional que vai atender o item
c senão o engenheiro civil. Que conclusão podemos tirar disso tudo?
Em casos onde a complexidade de perigos e riscos é elevada, será necessário a formação de equipes multIdisciplinares para a
elaboração do PGR.
A resposta é: EST ou TST são indispensáveis, porém, outros profissionais deverão ser acrescentados de acordo com a situação
prática e respeitando as NRs pertinentes. 35
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[Link].1 Os documentos integrantes do PGR devem estar sempre
disponíveis aos trabalhadores interessados ou seus representantes e à
Inspeção do Trabalho.
A organização deve manter o PGR a disposição dos empregados e também dos Auditores
Fiscais do Trabalho.
Para melhor eficácia, recomendo que seja feito por setor, unidade ou área industrial.
Recomendo também que não seja feito por apenas um único profissional, mas por
equipe multidisciplinar.
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“[Link].2 O Inventário de Riscos Ocupacionais deve contemplar, no mínimo, as
seguintes informações:
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GRO Que
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informações são relevantes para o inventário de riscos?
DICA PARA PROPRIETÁRIOS
Em primeiro lugar devemos ter a definição clara de que área, setor ou
unidade industrial estamos fazendo o inventário. Como o GRO prevê, a
DO PENDRIVE ESPECIALISTA
empresa pode fazer vários PGR dentro do mesmo estabelecimento, se GRO/PGR
achar conveniente. Na vídeo aula onde ensino a fazer o
inventário de riscos, eu menciono
Dentro da área considerada, devemos deixar claro e bem descrito a fonte do sobre a importância de se usar fotos
perigo e do risco. É uma atividade? É uma função? É uma máquina? Isso para registrar a fonte dos perigos.
deve estar claro e bem documentado para não gerar dúvida. Também sugiro anotar o número da
foto no inventário, na coluna
Os perigos e riscos afetam que grupos de trabalhadores? Devem estar bem apropriada.
descrito também. Para cada perigo deve estar associado o risco gerado.
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"[Link].3 O inventário de riscos ocupacionais deve ser mantido atualizado.
[Link].3.1 O histórico das atualizações deve ser mantido por um período mínimo de
20 (vinte) anos ou pelo período estabelecido em normatização específica."
Nesse item apenas gostaria de adicionar que não há necessidade de se manter em papel. Sistemas
informatizados dão conta do recado. Mas nunca se esqueça do backup, preferencialmente na nuvem,
em um servidor fora das dependências da empresa (evita que um incêndio destrua também o
backup).
[Link]
m
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GRO COMENTADO
SOBRE MEI, ME e EPP
O objetivo desse documento é comentar o item 1.5 da NR 1.
Entretanto, fica uma questão relevante, que aparece somente no item 1.8 que é o "Tratamento
diferenciado ao Microempreendedor Individual - MEI, à Microempresa - ME e à Empresa de Pequeno
Porte -EPP"
MEI está dispensado de fazer PGR (isso não vale para a organização contratante do MEI)
ME e EPP poderão usar uma ferramenta online a ser criada pela Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho (SEPRT) para gerar seu PGR
ME e EPP, graus de risco 1 e 2, que no levantamento preliminar de perigos não identificarem
exposições ocupacionais a agentes ambientais, ficam dispensadas da elaboração do PGR e
PCMSO.
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► OBRIGADO!!
► Se você leu tudo e chegou até aqui , meus parabéns! Você já é um vencedor!
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tenha qualquer dica, sugestão ou comentários sobre esse livro digital.
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