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GRO Comentado

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GRO

COMENTAD
O
GRO COMENTADO
No dia 12/03/2020, através da portaria 6.730, tornou-se oficial o Gerenciamento de Riscos
Ocupacionais (GRO).

Trata-se de um importante marco para a área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil.

O GRO pode ser entendido como um sistema ou metodologia que poderá trazer melhoria contínua
em todos os ambientes laborais que se dedicarem ao seu entendimento e, principalmente, a sua
implantação.

O GRO traz muitas novidades no seu texto, uma delas é o Programa de Gerenciamento de

Riscos (PGR). Só para dar uma pequena noção da importância desse momento e porque digo

que o GRO é um marco:


nada mais nada menos que o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e o PCMAT
(Programa de Condições e meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção) serão
substituídos pelo PGR. Outros programas de outras NRs também, possivelmente, serão substituídos
pelo PGR.

Nesse livro digital em formato PDF o leitor encontrará minhas análises sobre todos os
1 sub-itens
dentro do item 1.5 da norma regulamentadora NR 01 (Disposições Gerais e Gerenciamento de
Riscos Ocupacionais).
GRO COMENTADO

Chega de
preliminares e
vamos ao que
interessa!
4
GRO COMENTADO
5. Gerenciamento de riscos ocupacionais
1. O disposto neste item deve ser utilizado para fins de prevenção e gerenciamento dos riscos ocupacionais.
[Link] fins de caracterização de atividades ou operações insalubres ou perigosas, devem ser aplicadas as
disposições previstas na NR-15 - Atividades e operações insalubres e NR-16 - Atividades e operações perigosas.

Logo no início do item que trata do Gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO), o item 1.5 da NR 1, temos uma distinção muito
relevante.

O GRO tem a finalidade de fazer prevenção. Para fins de caracterização de insalubridade e periculosidade, deve-se consultar as
normas 15 e 16, respectivamente.

Durante a fase de revisão das normas regulamentadoras iniciado no ano de 2019, em vários momentos pudemos perceber como
os textos revisados buscaram, em várias oportunidades, separar o que é prevenção do que é caracterização de insalubridade.

No Brasil, terra das jabuticabas, existe a bizarrice do adicional de insalubridade. Ou seja, se o ambiente de trabalho é insalubre,
então, é só comprar a saúde do trabalhador! Ora, se um ambiente é insalubre, deve-se tratá-lo, e não comprar a saúde de quem
nele trabalha.

Ademais, algumas empresas estabeleceram salários base abaixo dos valores de mercado, de tal forma que, com o adiconal, o
salário total alcançaria patamares razoáveis. Tal prática desvirtua completamente o objetivo do adicional e revela como essa
lógica se mostrou perversa.

Será que um dia viveremos num país sem adicional de insalubridade, onde, todos trabalharemos em ambientes saudáveis?
5
Veremos.

Outro exemplo de separação entre prevenção e insalubridade é a NR 09 (portaria 6735 de 2020), que em seus anexos traz os
GRO COMENTADO
3. Responsabilidades

1.A organização deve implementar, por estabelecimento, o gerenciamento de


riscos ocupacionais em suas atividades.

1.O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa


de Gerenciamento de Riscos - PGR.

O GRO deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos, PGR.

Atenção! O GRO não é o PGR. O GRO é maior que o PGR. O GRO engloba mais questões, como plano de ação
de emergência e análise de acidentes e adoecimentos, como veremos mais adiante.

Cada estabelecimento deve ter o seu PGR.

6
GRO COMENTADO
[Link].1.1 A critério da organização, o PGR pode ser implementado
por unidade operacional, setor ou atividade.

É sabido que áreas ou setores distintos dentro de uma mesma organização podem ter perigos e riscos
diversos entre si.

Vamos pegar o exemplo de uma usina de produção de açúcar e imaginar que ela pode ser dividida em 4
setores: recebimento de matéria-prima (cana de açúcar), produção (processo que transforma cana em
açúcar), utilidades (geração de vapor e energia elétrica) e entrega do produto acabado.

Nesse nosso exemplo simplificado, é fácil perceber que cada uma dessas 4 áreas possuem muitos
perigos e riscos diferentes.

Talvez, uma análise mais aprofundada vai demonstrar que a área de produção possa ser subdividida em
outras áreas.

Esse item da norma diz que a organização poderá implementar o PGR para cada um desses setores. Como
os riscos e até a organização do trabalho podem ser bem diferentes, talvez seja vantajoso proceder dessa
forma.

7
GRO COMENTADO
[Link].2 O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes
cumpram as exigências previstas nesta NR e em dispositivos legais de
segurança e saúde no trabalho

Quando trata de sistemas de gestão, o GRO se refere a sistemas como as normas ISO. Em se tratando
de saúde e segurança no trabalho (SST), especificamente temos a ISO 45001.

Empresas certificadas em ISO 45001 já atendem todas as exigências previstas no GRO.

8
GRO COMENTADO
[Link].3 O PGR deve contemplar ou estar integrado com planos,
programas e outros documentos previstos na legislação de segurança e
saúde no trabalho.

O PGR não está sozinho. Ele atua em conjunto e harmonizado com todas as demais normas
regulamentadoras.

Como exemplo, podemos citar a NR 7, que trata do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional,
PCMSO, que cita o PGR 17 vezes em seu texto (estou me baseando na NR 7 conforme portaria 6734 de
2020).

No canal da Escola da Prevenção do Youtube, você encontrará um vídeo onde eu mostro todas as 17
vezes que o PCMSO cita o PGR.

Podemos citar também a NR 18 da Construção Civil, conforme portaria 3733 de 2020. Tal texto não traz mais
o PCMAT (Programa de Condições e meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção), mas sim o PGR.
Tal tema também já foi abordado em vídeo no nosso canal.

Clique sobre as imagens abaixo para ser redirecionado ao vídeo.

9
GRO COMENTADO
[Link] A organização deve:
a) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho;
b)identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;
c) avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco;
d)classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de
prevenção;
e)implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e na ordem de
prioridade estabelecida na alínea "g" do subitem 1.4.1; e
f) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.

Esse item é cristalino: identificar os perigos,


avaliar os riscos, priorizá-los, implementar
medidas de controle de acordo com as DICA PARA PROPRIETÁRIOS
prioridades e depois monitorar a eficácia dos DO PENDRIVE ESPECIALISTA
controles.
GRO/PGR
Uma sequência, ou linha de raciocínio,
bastante conhecida dos profissionais da Na planilha Inventário de Riscos , parte
área de SST. integrante do pendrive, existem várias colunas
Nenhuma novidade onde os requisitos desse item são atendidos.
aqui.
Há o local apropriado para informar os riscos,
registrar as fontes, anotar as medidas
quantitativas, legislação aplicável, gravidade,
exposição, probabilidade,
10 grau de risco, etc.
GRO COMENTADO
[Link].1 A organização deve considerar as condições de trabalho, nos termos
da NR-17.

Não esquecer da ergonomia.

O GRO vem ajudar a resolver um problema antigo que o PPRA deixava em aberto, pois este não citava
os riscos ergonômicos ou de acidentes.

Já o PGR engloba tudo: riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

Riscos:
químicos
físicos
biológicos
ergonômico
PG
R
s de
acidentes

11
GRO COMENTADO
[Link] A organização deve adotar mecanismos para:

a)consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais,


podendo para este fim ser adotadas as manifestações da Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes -
CIPA, quando houver; e

b)comunicar aos trabalhadores sobre os riscos consolidados no inventário de


riscos e as medidas de prevenção do plano de ação do PGR.

É importante que as conclusões no inventário de riscos não sejam conhecidas somente pela gestão da
organização e pela área de SST, mas que seja de conhecimento dos funcionários.

Então, a organização deve criar mecanismos para ouvir os trabalhadores. Um desses mecanismos pode
ser a CIPA, mas não precisa se restringir a isso.

Então, a organização deve ouvir e retornar, ou seja, através de algum mecanismo de comunicação interna,
dizer aos trabalhadores os riscos e as medidas de prevenção.

12
GRO COMENTADO
[Link] A organização deve adotar as medidas necessárias para melhorar o
desempenho em SST.

Ou seja, melhoria contínua do desempenho em SST.

E isso nos leva ao ciclo PDCA: Plan (planejar), Do (executar, fazer ou implementar), Check (verificar,
monitorar ou avaliar) e Act (agir, embora aqui eu prefira a palavra corrigir)

Nesse item podemos ver mais uma vez como o GRO é influenciado por elementos que encontramos nas
normas ISO, em especial a 45001 e a 31000.

Embora não use essa terminologia de forma explícita, o GRO vai trazer em toda sua metodologia elementos

do PDCA. Isso ficará mais claro a medida que o leitor avançar na leitura deste livro digital.

13
GRO COMENTADO
4. Processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais

1.O processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais


deve considerar o disposto nas Normas Regulamentadoras e demais
exigências legais de segurança e saúde no trabalho.

O GRO não estabelece os critérios para identificar os perigos e avaliar os riscos. Tais critérios estarão
presentes em outras normas regulamentadoras.

Tem vibração? Siga para o anexo 1 da

NR 9. É construção civil? Siga para a

NR 18.

É trabalho rural? Atente-se ao disposto na NR 31.

Estamos falando de exposição a benzeno em posto de gasolina? Observe o anexo 2

da NR 9. E por aí vai.

14
GRO COMENTADO
2. Levantamento preliminar de perigos

1. O levantamento preliminar de perigos deve ser realizado:


a) antes do início do funcionamento do estabelecimento ou novas instalações;
b)para as atividades existentes; e
c) nas mudanças e introdução de novos processos ou atividades de trabalho

[Link] na fase de levantamento preliminar de perigos o risco não puder ser evitado, a
organização deve implementar o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos
ocupacionais, conforme disposto nos subitens seguintes.

2.A critério da organização, a etapa de levantamento preliminar de perigos pode estar


contemplada na etapa de identificação de perigos.
É preciso fazer a distinção entre perigo e risco. Para fins de didática, vou optar por um explicação mais simples. Um
tubarão nadando próximo a praia é perigo. Um cidadão se aventurando a nadar na mesma praia é risco. Ou seja,
para ter risco é preciso juntar o perigo com a exposição -> PERIGO + EXPOSIÇÃO = RISCO

Essas definições confundem muita gente e para fazer o PGR não se pode ter essa dúvida. Para clarificar ainda mais,
recomendo o vídeo em nosso canal do Youtube, com o título “Perigo, Risco e a Sogra”.

Então, o GRO vem nos lembrar que o levantamento preliminar de perigos deve ocorrer antes do início do
funcionamento, para atividades existentes e caso haja mudanças que justifiquem nova avaliação.

Na fase de levantamento preliminar de perigos, se o risco não puder ser evitado, passa-se para a fase de identificação de
perigos.
15
GRO COMENTADO
3. Identificação de perigos

1. A etapa de identificação de perigos deve incluir:


a) descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;
b)identificação das fontes ou circunstâncias; e
c) indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos.

[Link].2 A identificação dos perigos deve abordar os perigos externos


previsíveis relacionados ao trabalho que possam afetar a saúde e
segurança no trabalho.

Na etapa de identificação dos perigos, não pode faltar, além da descrição do perigo, também as
possíveis lesões ou agravos à saúde, as fontes ou circunstâncias geradoras do perigo e a citação
nominal do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos.

Quando o GRO cita os “perigos externos previsíveis” ela está referenciando uma terminologia
típica da área de Gestão de Projetos.

16
GRO COMENTADO
4. Avaliação de riscos ocupacionais

1.A organização deve avaliar os riscos ocupacionais relativos aos perigos


identificados em seu(s) estabelecimento(s), de forma a manter
informações para adoção de medidas de prevenção.

Novamente a distinção entre perigo e risco se fazendo presente.

Primeiro identifica-se os perigos e seus riscos associados, e depois, vamos avaliar

esses riscos. Mas avaliar como assim? Com que objetivo? Veremos a diante.

17
GRO COMENTADO
[Link].2 Para cada risco deve ser indicado o nível de risco ocupacional,
determinado pela combinação da severidade das possíveis lesões ou
agravos à saúde com a probabilidade ou chance de sua ocorrência.

Aqui a norma faz referência a dois termos


comuns nas avaliações de risco,
especialmente na elaboração das matrizes
de riscos, que são os termos severidade e
DICA PARA PROPRIETÁRIOS
probabilidade.
DO PENDRIVE ESPECIALISTA
O GRO omitiu a citação nominal a
expressão “matriz de risco”, preferindo GRO/PGR
deixar a critério da organização a escolha
Observe que nosso modelo de inventário de riscos
da técnica que será usada para realizar a
apresenta várias abas na cor amarela. Algumas
avaliação do risco, como veremos no
dessas abas são Gravidade (G), Exposição (E) e
próximo item.
Probabilidade (P).

Na aba "Inventário de Riscos", nas colunas


referentes ao setor "AVALIAÇÃO E RESULTADOS",
você informa G, E e P, sendo o restante calculado
automaticamente pela planilha.

18
GRO COMENTADO
[Link].2.1 A organização deve selecionar as ferramentas e técnicas de
avaliação de riscos que sejam adequadas ao risco ou circunstância em
avaliação.

É de livre escolha da organização as ferramentas e técnicas a serem usadas para realizar a


avaliação de riscos.

19
GRO COMENTADO
3.A gradação da severidade das lesões ou agravos à saúde deve levar em
conta a magnitude da consequência e o número de trabalhadores
possivelmente afetados.

1.A magnitude deve levar em conta as consequências de ocorrência de


acidentes ampliados.

Ao realizar a sua avaliação de riscos, a organização deve considerar a gravidade


(magnitude da consequência) e também o número de trabalhadores afetados.

Segundo a convenção 174 da Organização Internacional do Trabalho,

"acidente ampliado é todo evento inesperado, como uma emissão, um incêndio ou uma explosão de
grande magnitude, no curso de uma atividade dentro de uma instalação exposta a riscos de acidentes
maiores, envolvendo uma ou mais substâncias perigosas e que exponha aos trabalhadores, a população
ou o meio ambiente a perigo de consequências imediatas ou de médio e longo prazos".

Como veremos mais a frente, o GRO estabelece também a obrigatoriedade da organização criar
um plano de ação de emergência.

20
GRO COMENTADO
[Link].4 A gradação da probabilidade de ocorrência das lesões ou
agravos à saúde deve levar em conta:
a) os requisitos estabelecidos em Normas Regulamentadoras;
b) as medidas de prevenção implementadas;
c) as exigências da atividade de trabalho; e
d)a comparação do perfil de exposição ocupacional com valores de
referência estabelecidos na NR-09.

[Link].5 Após a avaliação, os riscos ocupacionais devem ser classificados,


observado o subitem [Link].2, para fins de identificar a necessidade de
adoção de medidas de prevenção e elaboração do plano de ação.

A classificação ou priorização dos riscos é onde queremos chegar quando começamos a


identificação dos perigos.

E por que priorizar? Porque nenhuma organização é fazer tudo ao mesmo, nem dispõe de
recursos para tanto.

Existe um princípio da economia conhecido como “lei da escassez”, que diz mais ou menos
assim: é impossível atender a todas as demandas ao mesmo tempo, com os recursos
humanos e financeiros disponíveis.

É por isso que priorizamos, para definir o que deve ser feito primeiro.

21
GRO COMENTADO
[Link].6 A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser
revista a cada dois anos ou quando da ocorrência das seguintes situações:

a)após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de


riscos residuais;
b)após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes,
processos, condições,
procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos
riscos ou modifiquem os riscos
existentes;
c)quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das
medidas de prevenção;
d)na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho;
e) quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.

[Link].6.1 No caso de organizações que possuírem certificações em


sistema de gestão de SST, o
prazo poderá ser de até 3 (três) anos.

Comentário na próxima página.

22
GRO COMENTADO
Aqui chegamos num ponto que, antes da publicação do GRO, gerava muita ansiedade.

Afinal, de quanto em quanto tempo é necessário atualizar o PGR?

A pergunta tem origem em uma prática que se estabeleceu no Brasil, sem amparo legal, de se atualizar o PPRA
anualmente.

Muitas consultorias de SST, e muitas organizações contratantes mal assessoradas, fechavam contratos anuais de
atualização do PPRA.

Isso acontecia a revelia da NR 09 anterior, a do PPRA: o que se precisava fazer era análise global anualmente, e não uma
atualização do PPRA.

Então, o GRO responde: revisar a avaliação de riscos a cada dois anos, ou a cada 3 anos se a organização for certificada
em ISO 45001 ou similar.

Entretanto, as consultorias de SST tem uma oportunidade de vender serviços mensais de SST, visto que o GRO exige
a melhoria contínua, portanto, embora tenham “perdido” a “atualização anual do PPRA”, ganharam outras
oportunidades de negócios.

O GRO determina também alguns casos onde deve-se revisitar a avaliação de riscos em prazo inferior a 2 anos:

a) após implementar as medidas de proteção para avaliar se há riscos residuais


b) após mudanças relevantes que alterem os riscos
c)quando as medidas de prevenção forem visivelmente ineficazes
d) quando ocorrerem acidentes ou adoecimentos
e) quando mudar a legislação. 23
GRO COMENTADO
5.
1.
Controle dos riscos
Medidas de prevenção
1.A organização deve adotar medidas de prevenção para eliminar, reduzir
ou controlar os riscos sempre que:
a)exigências previstas em Normas Regulamentadoras e nos dispositivos
legais determinarem;
b)a classificação dos riscos ocupacionais assim determinar, conforme subitem
[Link].5;
c)houver evidências de associação, por meio do controle médico da saúde, entre as
lesões e os agravos à saúde dos trabalhadores com os riscos e as situações de
trabalho identificados

A organização deve (é obrigatório) adotar medidas de prevenção com o objetivo de eliminar


(excluir por completo), reduzir ou controlar os riscos que foram identificados na etapa de
inventário de riscos.

Quando isso deve ser feito? Em primeiro lugar quando a legislação assim determinar, seja
por norma regulamentadora ou qualquer outro dispositivo legal.

Quando a avaliação dos riscos ocupacionais indicar a necessidade, ou seja, conforme


combinação da severidade com a probabilidade gerar resultado tal que implique ação.

E também quando o PCMSO indicar que existe associação entre lesões ou agravos à saúde com
os riscos identificados. 24
GRO COMENTADO
[Link].2 Quando comprovada pela organização a inviabilidade técnica da adoção de
medidas de proteção coletiva, ou quando estas não forem suficientes ou
encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou implantação ou, ainda, em
caráter complementar ou emergencial, deverão ser adotadas outras medidas,
obedecendo-se a seguinte hierarquia:
a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho;
b)utilização de equipamento de proteção individual - EPI.

Aqui temos a velha conhecida hierarquia das medidas de prevenção.

Quando o prevencionista precisa agir sobre um risco, primeiro devemos buscar eliminar o risco "na raiz".

Por exemplo, se uma máquina gera ruído elevado, é possível substituí-la por outra melhor?
Se não, é possível isolá-la? Esses são exemplos de tentativas de eliminar o risco na fonte.

Se nada disso for possível, então será possível implementar algum projeto acústico que evite
que o ruído se espalhe ou seja direcionado para outro local sem trabalhadores? Esse seria um
exemplo de equipamento de proteção coletiva (EPC).

Se não for possível, podemos fazer um rodízio nos trabalhadores que atuam naquela área de
forma a diminuir o tempo de exposição ao ruído? Isso é uma medida administrativa.

Só depois de tentarmos todas essas alternativas é que devemos buscar o equipamento de


proteção individual (EPI).
25
GRO COMENTADO
[Link].3 A implantação de medidas de prevenção deverá ser acompanhada de
informação aos trabalhadores quanto aos procedimentos a serem adotados e
limitações das medidas de prevenção.

Não basta implantar as medidas de prevenção. É necessário informar aos trabalhadores.


Mas, como prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém, o velho e bom treinamento
é o mais indicado.

Nos treinamentos presenciais ministrados nas dependências das organizações, os instrutores


poderão ensinar aos trabalhadores como é o procedimento de segurança correto para cada
uma das funções pertinentes, e como as medidas de prevenção devem ser corretamente
usadas.

2. Planos de ação
1.A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção
a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas, conforme o subitem [Link].5.
[Link] as medidas de prevenção deve ser definido cronograma, formas
de acompanhamento e aferição de resultados.

De posse da priorização dos riscos, chegou a hora de fazer os planos de ação. Para cada risco é
necessário informar se as medidas de prevenção serão introduzidas, aprimoradas e mantidas.

Para cada medida deve ser informado o cronograma e também como será feito o monitoramento
para ver se elas estão trazendo os benefícios esperados.

26
GRO COMENTADO
3. Implementação e acompanhamento das medidas de prevenção
1.A implementação das medidas de prevenção e respectivos ajustes devem
ser registrados.
2.O desempenho das medidas de prevenção deve ser acompanhado de
forma planejada e contemplar:
a) a verificação da execução das ações planejadas;
b)as inspeções dos locais e equipamentos de trabalho; e
c)o monitoramento das condições ambientais e exposições a agentes nocivos,
quando aplicável.
[Link].2.1 As medidas de prevenção devem ser corrigidas quando os dados
obtidos no acompanhamento indicarem ineficácia em seu desempenho.

Não basta escrever no papel que implantou as medidas, deve-se registrar. Fotos de antes e
depois, registros de treinamentos e projetos são exemplos de registros que podem ser
gerados.

Não basta registrar, é necessário acompanhar para ver se os resultados esperados estão ocorrendo.

Deve-se monitorar a execução dos planos de ação, inspecionar os locais ou equipamentos e


monitorar as condições ambientais, se aplicável.

Após fazer esse acompanhamento, caso seja percebido que não trazem o resultado esperado, as
medidas devem ser revistas.

27
GRO COMENTADO
4. Acompanhamento da saúde ocupacional dos trabalhadores
1.A organização deve desenvolver ações em saúde ocupacional dos trabalhadores
integradas às demais medidas de prevenção em SST, de acordo com os riscos
gerados pelo trabalho.
2.O controle da saúde dos empregados deve ser um processo preventivo planejado,
sistemático e continuado, de acordo com a classificação de riscos ocupacionais e
nos termos da NR-07.

Aqui nesse ponto não há muita novidade ou algo que valha a pena detalhar. Sabemos da
necessidade de implantação do PCMSO, que tem por objetivo monitorar a saúde dos
trabalhadores e apoiar o GRO no seu método de avaliar e controlar riscos.

O PCMSO é um processo planejado, metódico e contínuo, e é customizado para cada


organização, de acordo com seus riscos ocupacionais.

28
GRO COMENTADO

5. Análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho


1. A organização deve analisar os acidentes e as doenças relacionadas ao
trabalho.
[Link] análises de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho devem
ser documentadas e:
a)considerar as situações geradoras dos eventos, levando em conta as atividades
efetivamente desenvolvidas, ambiente de trabalho, materiais e organização da
produção e do trabalho;
b)identificar os fatores relacionados com o evento; e
c) fornecer evidências para subsidiar e revisar as medidas de prevenção
existentes.

Comentário na próxima
página.
29
GRO COMENTADO
A análise de acidentes na segurança do trabalho não é exatamente um assunto novo. Mas, a maneira como ela está
presente no texto da NR 01 é que é interessante.

Analisar um acidente ou adoecimento relacionado ao trabalho é uma peça chave importante na melhoria das
condições ambientais.

Peguemos como exemplo a indústria da aviação civil. Por mais que um acidente aéreo seja, geralmente, um evento
trágico, há sempre algo a se aprender com cada acidente.

E a indústria da aviação sabe disso e usa isso rotineiramente. Cada acidente é investigado minuciosamente. Novas
lições são aprendidas e melhorias são feitas de tal forma que a segurança dos vôos melhora continuamente.

Infelizmente, na área de segurança do trabalho essa cultura não é tão difundida.

O texto da NR 01, ao citar explicitamente que a organização deve fazer a análise de acidentes, dá um passo
importante rumo ao futuro.

A organização deve analisar e também documentar os resultados obtidos, para fornecer subsídios para melhorar as
medidas de prevenção existentes.

Ora, se existem medidas de prevenção, e se ainda assim, ocorreu adoecimento ou acidente, podemos deduzir que
estas não são suficientes para eliminar o risco, portanto, devem ser revistas. E o resultado da análise vai dar os
insumos para isso.

30
GRO COMENTADO
6. Preparação para emergências
1.A organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos de
respostas aos cenários de emergências, de acordo com os riscos, as características
e as circunstâncias das atividades.
2. Os procedimentos de respostas aos cenários de emergências devem prever:
a)os meios e recursos necessários para os primeiros socorros,
encaminhamento de acidentados e abandono; e
b)as medidas necessárias para os cenários de emergências de grande magnitude,
quando aplicável.

Outra novidade na norma regulamentadora 1.

A organização deve estar preparada para emergências tanto de caráter individual quanto
de grande magnitude.

Em alguns estados, o Plano de Ação de Emergência (PAE) não chega a ser uma novidade.
A SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) possui entre suas
exigências que determinados tipos de empresas possuam PAE.

Vamos ver como isso vai evoluir em outros estados.

31
GRO COMENTADO
7. Documentação
1. O PGR deve conter, no mínimo, os seguintes documentos:
a) inventário de riscos; e
b) plano de ação.

Sabe aquele PPRA da padaria com 100 páginas? Sem querer desmerecer as padarias (adoro padarias e cheiro de pão),
mas vamos combinar que não há a menor necessidade do PPRA da padaria ter 100 páginas, não é?

Se a organização não tem muitos perigos e riscos, de tal forma que o inventário de riscos caiba em uma página, então
pode ser uma página para o inventário e o verso para o plano de ação.

Na hora de imprimir, escolha a opção frente e verso e seu PGR gastará apenas 1 folha

de papel. Lógico que me refiro a um caso de uma organização simples.

O ponto principal que quero reforçar é que não há necessidade de “encher linguiça”. O PGR deve conter inventário e plano de
ação, nada mais.

Até consigo entender as consultorias que para valorizar seus trabalhos frente a um cliente mal informado, entreguem
PPRA muito maiores do que o necessário.

Porém, o legislador, ao preparar esse normativo, busca combater essa cultura dos PPRA enormes, deixando claro seu

conteúdo mínimo. Lembrando que, nos tempos atuais, a tendência é termos cada vez menos papel.

Me referi a prática de imprimir, porém, o melhor mesmo é ter um sistema de gestão informatizado. Organizações
certificadas em ISO 45001 inclusive já tem softwares que realizam todo o processo. 32
[Link] Os documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a
GRO COMENTADO
responsabilidade da organização, respeitado o disposto nas demais Normas
Regulamentadoras, datados e assinados.

Uma das perguntas que mais recebo: “quem pode elaborar o PGR?”.

O texto não deixa dúvida que a organização irá escolher quem deve elaborar os documentos integrantes do PGR.

Os profissionais da área de saúde e segurança do trabalho, em especial, os técnicos (TST) e engenheiros (EST) em segurança
do trabalho são indispensáveis nessa hora, quanto a isso não há dúvida.

Mas será que eles são capazes de tocar o barco sozinhos? Ou será que temos que começar a pensar em equipes
multidisciplinares?

Equipes? Sim. Em alguns momentos, para organizações de menor grau de complexidade, é possível que os TST ou EST
sozinhos possam dar conta do PGR.

Porém, haverão situações onde outros especialistas deverão ser consultados ou integrar a equipe de elaboração do PGR.

Veremos muitas equipes multidisciplinares sendo formadas para dar conta de PGR em organizações onde a complexidade dos
perigos e riscos assim exija.

Só para citar um exemplo disso, podemos pegar a norma NR 18 com a redação dada pela portaria 3733 de 2020.

Continua na próxima
página. 33
GRO COMENTADO
Temos:

“18.4.2 O PGR deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho e
implementado sob responsabilidade da organização.

[Link] Em canteiros de obras com até 7 m (sete metros) de altura e com, no máximo, 10 (dez) trabalhadores, o PGR pode
ser elaborado por profissional qualificado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização.”

Segundo o item 18.4.2 é o profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho que deve elaborar o

PGR da obra. No glossário da NR 18 está a definição:

“Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho

de classe.” Ou seja: engenheiro com especialização (pós-graduação) em segurança do trabalho.

Porém, em “canteiros de obras com até 7 m (sete metros) de altura e com, no máximo, 10 (dez) trabalhadores, o PGR pode
ser elaborado por profissional qualificado em segurança do trabalho”, ou seja, nesses casos o TST pode elaborar.

Está complicado? Calma que vai piorar.

Continua na próxima
página. 34
GRO COMENTADO
Vejamos o que diz o item 18.4.3.

“18.4.3 O PGR, além de contemplar as exigências previstas na NR-01, deve conter os seguintes documentos:

a)projeto da área de vivência do canteiro de obras e de eventual frente de trabalho, em conformidade com o item 18.5
desta NR, elaborado por profissional legalmente habilitado;

b) projeto elétrico das instalações temporárias, elaborado por profissional legalmente habilitado;

c)projetos dos sistemas de proteção coletiva elaborados por profissional legalmente habilitado;

d)projetos dos Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), quando aplicável, elaborados por profissional
legalmente habilitado;

e)relação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e suas respectivas especificações técnicas, de acordo
com os riscos ocupacionais existentes.”

Ora, quem é o profissional para atender o item b senão e engenheiro elétrico? Quem é o profissional que vai atender o item
c senão o engenheiro civil. Que conclusão podemos tirar disso tudo?

Em casos onde a complexidade de perigos e riscos é elevada, será necessário a formação de equipes multIdisciplinares para a
elaboração do PGR.

E quanto a pergunta central: quem pode elaborar o PGR?

A resposta é: EST ou TST são indispensáveis, porém, outros profissionais deverão ser acrescentados de acordo com a situação
prática e respeitando as NRs pertinentes. 35
GRO COMENTADO
[Link].1 Os documentos integrantes do PGR devem estar sempre
disponíveis aos trabalhadores interessados ou seus representantes e à
Inspeção do Trabalho.

A organização deve manter o PGR a disposição dos empregados e também dos Auditores
Fiscais do Trabalho.

3. Inventário de riscos ocupacionais

[Link] dados da identificação dos perigos e das avaliações dos riscos


ocupacionais devem ser consolidados em um inventário de riscos
ocupacionais.

Inventário de riscos é o levantamento metódico de todos os perigos e riscos de um


ambiente de trabalho.

Para melhor eficácia, recomendo que seja feito por setor, unidade ou área industrial.

Recomendo também que não seja feito por apenas um único profissional, mas por
equipe multidisciplinar.

36
GRO COMENTADO
“[Link].2 O Inventário de Riscos Ocupacionais deve contemplar, no mínimo, as
seguintes informações:

a) caracterização dos processos e ambientes de trabalho;

b)caracterização das atividades;

c)descrição de perigos e de possíveis lesões ou agravos à saúde dos


trabalhadores, com a identificação das fontes ou circunstâncias, descrição de
riscos gerados pelos perigos, com a indicação dos grupos de trabalhadores
sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas de prevenção implementadas;

d)dados da análise preliminar ou do monitoramento das exposições a agentes


físicos, químicos e biológicos e os resultados da avaliação de ergonomia nos
termos da NR-17.

e)avaliação dos riscos, incluindo a classificação para fins de elaboração do


plano de ação; e

f) critérios adotados para avaliação dos riscos e tomada de decisão.

37
GRO Que
COMENTADO
informações são relevantes para o inventário de riscos?
DICA PARA PROPRIETÁRIOS
Em primeiro lugar devemos ter a definição clara de que área, setor ou
unidade industrial estamos fazendo o inventário. Como o GRO prevê, a
DO PENDRIVE ESPECIALISTA
empresa pode fazer vários PGR dentro do mesmo estabelecimento, se GRO/PGR
achar conveniente. Na vídeo aula onde ensino a fazer o
inventário de riscos, eu menciono
Dentro da área considerada, devemos deixar claro e bem descrito a fonte do sobre a importância de se usar fotos
perigo e do risco. É uma atividade? É uma função? É uma máquina? Isso para registrar a fonte dos perigos.
deve estar claro e bem documentado para não gerar dúvida. Também sugiro anotar o número da
foto no inventário, na coluna
Os perigos e riscos afetam que grupos de trabalhadores? Devem estar bem apropriada.
descrito também. Para cada perigo deve estar associado o risco gerado.

Deve ser informado medição quantitativa quando disponível. O uso de fotos


também é muito bem vindo nesses casos pois ajuda a localizar a fonte do
perigo.

E, finalmente mas não mesmo importante, o resultado final do inventário de


riscos é a priorização! A conclusão do seu inventário de riscos deve ser:
“ok, mas o que vamos resolver primeiro, segundo, terceiro, etc”.

O cruzamento da probabilidade com a severidade será a chave para a


priorização.

38
GRO COMENTADO
"[Link].3 O inventário de riscos ocupacionais deve ser mantido atualizado.
[Link].3.1 O histórico das atualizações deve ser mantido por um período mínimo de
20 (vinte) anos ou pelo período estabelecido em normatização específica."
Nesse item apenas gostaria de adicionar que não há necessidade de se manter em papel. Sistemas
informatizados dão conta do recado. Mas nunca se esqueça do backup, preferencialmente na nuvem,
em um servidor fora das dependências da empresa (evita que um incêndio destrua também o
backup).

"1.5.8 Disposições gerais do gerenciamento de riscos ocupacionais

[Link] Sempre que várias organizações realizem, simultaneamente, atividades


no mesmo local de trabalho devem executar ações integradas para aplicar as
medidas de prevenção, visando à proteção de todos os trabalhadores expostos
aos riscos ocupacionais.

“[Link] O PGR da empresa contratante poderá incluir as medidas de prevenção


para as empresas contratadas para prestação de serviços que atuem em suas
dependências ou local previamente convencionado em contrato ou referenciar os
programas das contratadas."

A empresa contratada pode, ou seja, é opcional, incluir as medidas de prevenção para as


contratadas, ou, dizer no seu PGR que as medidas de prevenção estão nos programas das
contratadas. 39
GRO COMENTADO
[Link] As organizações contratantes devem fornecer às
contratadas informações sobre os riscos ocupacionais sob sua
gestão e que possam impactar nas atividades das contratadas.

As empresas contratantes devem informar


as contratadas as informações do seu DICA PARA PROPRIETÁRIOS
inventário de riscos, que sejam pertinentes DO PENDRIVE ESPECIALISTA
ao serviço da contratada.
GRO/PGR
Se o inventário de riscos estiver bem feito,
Nas aulas sobre inventários de riscos, parte integrante do
no sentido de bem subdividido entre áreas
pendrive, você é recomendado a identificar
ou setores da empresa, então o contratante
corretamente qual setor/unidade/área se aplica o
pode filtrar e enviar ao contratado apenas a
inventário.
parte que é relevante para ele.

Isso será especialmente útil no relacionamento com as


contratadas. Se você sabe que um determinado
conjunto de perigos/riscos devem ser encaminhados
as contratadas, experimente deixar esse inventário
em separado.
40

[Link]
m
GRO COMENTADO

[Link] As organizações contratadas devem fornecer ao


contratante o Inventário de Riscos
Ocupacionais específicos de suas atividades que são realizadas
nas dependências da contratante ou local previamente
convencionado em contrato.

As contratadas devem fornecer ao


contratante o inventário de riscos das suas
atividades.

41
GRO COMENTADO
SOBRE MEI, ME e EPP
O objetivo desse documento é comentar o item 1.5 da NR 1.

Entretanto, fica uma questão relevante, que aparece somente no item 1.8 que é o "Tratamento
diferenciado ao Microempreendedor Individual - MEI, à Microempresa - ME e à Empresa de Pequeno
Porte -EPP"

O resumo do item 1.8 está abaixo:

MEI está dispensado de fazer PGR (isso não vale para a organização contratante do MEI)
ME e EPP poderão usar uma ferramenta online a ser criada pela Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho (SEPRT) para gerar seu PGR
ME e EPP, graus de risco 1 e 2, que no levantamento preliminar de perigos não identificarem
exposições ocupacionais a agentes ambientais, ficam dispensadas da elaboração do PGR e
PCMSO.

42
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