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Contestação

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Núcleo de Prática Jurídica Civil 1

CONTESTAÇÃO
Prof. Fernanda Porto Fernandes

2º Semestre/2025
1. ESTRUTURA DA PETIÇÃO CONTESTAÇÃO – 335 CPC

I- Endereçamento
II- Qualificação do(a) qualificação do(a) requerido (réu) e requerente (autor)
III- Fundamento jurídico + Verbo Oferecer/Apresentar + Nome da peça
IV-Tempestividade;
V - Preliminar de mérito;
VI - Prejudicial de mérito
VII - Fatos
VIII- Mérito
IX- Reconvenção
X-Pedidos (Repetir tudo)
XI - Valor da Causa da Reconvenção
XII - Fechamento (Local, Data, Advogada OAB/nº)
DA REVELIA

Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão
verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor.
- Observa-se que a revelia possui dois efeitos:
- Material: Presunção da Veracidade dos fatos afirmados. Art. 345 do CPC
- Processuais: Publicação dos atos independente da revelia Art. 346 parágrafo
único do CPC.
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se:
I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; (Presunção de
Veracidade)
II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; (Ex: Interesse Público, D. Individual
Ação
de interdição)
III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere
indispensável à prova do ato; (Doc. Público – Certidão de Nascimento, Escritura)
IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em
contradição com prova constante dos autos.
Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da
data de publicação do ato decisório no órgão oficial.
Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase,
recebendo-o no estado em que se encontrar.
PRINCÍPIOS NORTEADORES DA CONTESTAÇÃO:
Princípio do dispositivo/Princípio da inércia da jurisdição/iniciativa da parte:
Art. 2, CPC
Art. 2º O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso
oficial, salvo as exceções previstas em lei.
Princípio da eventualidade - cabe ao réu formular toda sua defesa na
contestação.
Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa,
expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e
especificando as provas que pretende produzir.
Princípio da impugnação especificada:
O princípio da impugnação especificada, previsto no artigo 341 do Código de
Processo Civil, impõe ao réu o dever de contestar, em sua petição de defesa, cada
fato narrado pelo autor na petição inicial de maneira individualizada. A falha no
cumprimento deste dever resulta na presunção de veracidade dos fatos não
impugnados, os quais, por não serem contestados, deixam de precisar de prova e são
considerados verdadeiros pelo juiz, salvo exceções.
Ex: Defesa imprópria
É lícito ao réu apresentar todas as defesas possíveis, ainda que sejam contraditórias entre si. Assim, por
exemplo, em uma ação de indenização por danos morais, o réu poderá levantar dois argumentos, aparentemente
contraditórios:

1) que não houve dano moral;


2) que o quantum indenizatório deve ser pequeno. Este segundo argumento só fora levantado para ser
apreciado na eventualidade do magistrado não acolher o primeiro.
Defesa de Admissibilidade na Contestação (Questões Preliminares)
A defesa de admissibilidade é aquela em que o réu não ataca diretamente o mérito da
demanda, mas sim aponta vícios ou irregularidades processuais que devem ser
analisados antes do julgamento do mérito, podendo até levar à extinção do processo
sem resolução do mérito.
Essas alegações são feitas no início da contestação, conforme prevê o art. 337 do Código
de Processo Civil (CPC).
Defesa de Mérito Art. 350 e 373 CPC
A defesa de mérito é um gênero dentro do direito processual civil que visa atacar o próprio direito alegado
pelo autor, buscando a improcedência do pedido. Ela se subdivide em duas espécies:
1. Defesa Direta
É aquela que não apresenta fatos novos, apenas contesta os fatos alegados pelo autor ou nega seus efeitos
jurídicos.
Formas:
 Nega os fatos alegados pelo autor.
 Reconhece os fatos, mas nega suas consequências jurídicas (também chamada de confissão qualificada).
Exemplos: Nega os fatos: O autor move ação de indenização alegando que o alarme da loja foi acionado
indevidamente quando ele saía. A empresa ré responde dizendo que o alarme não foi acionado — está negando
o fato.
Nega as consequências jurídicas (confissão qualificada): A empresa ré admite que o alarme soou, mas alega que
isso não configura dano moral, pois a situação foi rapidamente esclarecida e não houve constrangimento
significativo.
2. Defesa Indireta
Nesta, o réu não nega os fatos alegados pelo autor, mas apresenta novos fatos que impedem, modificam
ou extinguem o direito do autor.
Esses fatos são chamados de fatos obstativos do direito do autor e se classificam em três tipos:
a) Fatos Impeditivos
São fatos que impedem o nascimento ou a eficácia do direito alegado pelo autor, mesmo que todos os elementos
estivessem aparentemente presentes.
Exemplo: O autor alega ter firmado um contrato, mas o réu demonstra que era incapaz civilmente no momento
da celebração do contrato, ou que houve vício de consentimento (como erro, dolo ou coação).
b) Fatos Extintivos
São aqueles que extinguem o direito do autor após seu nascimento.
Exemplos: Prescrição: o autor até tem razão, mas deixou passar o prazo legal para exigir seu direito.
Pagamento: o réu prova que já quitou a dívida.
Remissão da dívida: o credor perdoou a dívida anteriormente.
c) Fatos Modificativos
São fatos que alteram a relação jurídica já existente, modificando a forma ou o conteúdo da obrigação.
Exemplos:
Cessão de crédito: o réu mostra que o crédito foi transferido a outra pessoa (modificação subjetiva — troca
de credor).
Parcelamento da dívida: o réu comprova que houve renegociação, o que torna inexigível o pagamento total
imediato (modificação objetiva).
Característica Principal
Tipo de Defesa Exemplo:

"O alarme não tocou" ou


Nega o fato ou suas "Tocou, mas não gerou
Direta
consequências jurídicas dano moral“

Apresenta fato novo que


"O prazo prescreveu" ou
Indireta impede, modifica ou
"O contrato é inválido"
📘 Legislação Aplicável: CPC, Arts. 335 a 342📌 Leitura obrigatória
UNIFICAÇÃO DA DEFESA (Art. 337, CPC)
A atual sistemática do CPC unificou diversos instrumentos de defesa, dispensando peças
autônomas e apensos. Agora, determinadas matérias devem ser alegadas diretamente na
contestação, sob pena de preclusão.
🔹 Principais Pontos: Incompetência relativa, reconvenção e impugnação ao valor da causa
👉 Devem ser apresentadas na própria contestação.
Temas e Fundamentos Legais:
Reconvenção - Deve ser proposta no corpo da contestação.📌 (CPC, art. 343)
Incompetência relativa - Alegada como preliminar de contestação.📌 (CPC, art. 337, II)
Impugnação ao valor da causa e à gratuidade da justiça - Apresentadas como preliminares
de contestação.📌 (CPC, art. 337, III e XIII)
Convenção de arbitragem - O réu deve alegar a existência da cláusula
compromissória na contestação, sob pena de se presumir renúncia à arbitragem.📌 (CPC,
art. 337, §6º)
Resumo :
Tema Forma de Apresentação Fundamento Legal
Incompetência relativa Preliminar de contestação Art. 337, II CPC
Reconvenção No corpo da contestação Art. 343 CPC

Impugnação ao valor da causa Preliminar de contestação Art. 337, III CPC

Impugnação à gratuidade Preliminar de contestação Art. 337, XIII CPC


Na contestação (sob pena de
Convenção de arbitragem Art. 337, §6º CPC
preclusão)
Impedimento/suspeição do
Petição incidental Art. 146 CPC
juiz
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo
termo inicial será a data:
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando
qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição;
II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação
apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso I ;
III - prevista no art. 231 , de acordo com o modo como foi feita a citação, nos demais casos.
§ 1o No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6o , o termo
inicial previsto no inciso II será, para cada um dos réus, a data de apresentação de seu
respectivo pedido de cancelamento da audiência.
§ 2o Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso II , havendo litisconsórcio passivo e
o autor desistir da ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para resposta correrá da data
de intimação da decisão que homologar a desistência.
TEMPESTIVIDADE: Art. 1003, 231, 234, 219, 224 CPC
Regra (CPC, 335, I): O prazo de 15 dias será contado da data da audiência de conciliação, se
frustrada.
Exceções:
CPC, art. 334, § 4o A audiência não será realizada:
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual;
II - quando não se admitir a autocomposição.
§ 5o O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e o réu
deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados da data
da audiência.
❖ Audiência não Desejada (CPC, 335, II): Se não houver audiência em virtude da vontade das partes (CPC,
334, §4º, I), o prazo se iniciará da data em que o réu protocolizar petição requerendo a não realização da
audiência.
Se houver litisconsórcio, o desinteresse na audiência deve ser manifestado por todos e o prazo para
contestar começará para cada litisconsorte da data em que for protocolizado o seu pedido de
cancelamento da audiência (CPC, 335, §1 e 334, §6o Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da
audiência deve ser manifestado por todos os litisconsortes).

❖ Direitos não Passíveis de Autocomposição (art. 335, §2o): se não houver audiência em virtude de os
direitos serem indisponíveis (CPC, 334, §4o, II), o réu será citado para contestar.
Havendo litisconsórcio passivo e o autor desistir da ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para
resposta correrá da data de intimação da decisão que homologar a desistência. (art. 335, §2o).
Preliminares – Arts. 337 e 485 do CPC
Art. 337 do CPC – Elenca as matérias preliminares que devem ser alegadas na
contestação.
Art. 485 do CPC – Trata das hipóteses de extinção do processo sem resolução do
mérito.
As preliminares são defesas de natureza estritamente processual. Nelas, o réu não
discute o mérito da causa, mas sim aponta vícios no processo que podem comprometer
sua validade ou andamento.
Objetivo das Preliminares - O objetivo do réu, ao alegar preliminares, é:
• Extinguir o processo sem resolução do mérito, quando o vício for insanável
• Ou postergar o prosseguimento do feito, até que o vício seja sanado
Classificação das Preliminares
Preliminares Peremptórias
São aquelas que apontam vícios insanáveis, que impedem o prosseguimento da ação e levam à
extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 485, CPC).
Exemplos: • Litispendência (duplicidade de ações); • Coisa julgada (matéria já decidida de forma
definitiva) • Existência de convenção de arbitragem
Preliminares Dilatórias
São aquelas que apontam vícios sanáveis, ou seja, que podem ser corrigidos pelo autor. Nesse caso, o
processo não é extinto de imediato, mas fica suspenso até a regularização.
Exemplos:
• Incapacidade processual da parte; • Defeito de representação; • Erro no valor da causa; • Falta de
documentos essenciais.
ART. 337 Do CPC:
I - INEXISTÊNCIA OU NULIDADE DA CITAÇÃO: A citação é pressuposto
processual e a sua ausência importará em nulidade.
Não pode ser citado:
Art. 244. Não se fará a citação, salvo para evitar o perecimento do direito:
I - de quem estiver participando de ato de culto religioso;
II - de cônjuge, de companheiro ou de qualquer parente do morto, consanguíneo
ou afim, em linha reta
ou na linha colateral em segundo grau, no dia do falecimento e nos 7 (sete) dias
seguintes;
III - de noivos, nos 3 (três) primeiros dias seguintes ao casamento;
IV - de doente, enquanto grave o seu estado.
Citação (Art. 238, CPC)

Art. 239. Para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do


executado, ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de
improcedência liminar do pedido.
§ 1° O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a
nulidade da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de
contestação ou de embargos à execução.
Espécies de citação: I - pelo correio; II - por oficial de justiça; III - pelo escrivão ou
chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório; IV - por edital; V - por
meio eletrônico, conforme regulado em lei.
II- INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA E RELATIVA: Art. 47 ss CPC

Alegada a incompetência, com o protocolo da contestação no foro do domicílio do réu, será suspensa a
realização da audiência de conciliação ou de mediação, se tiver sido designada. Definida a competência, o
juízo competente designará nova data para a audiência de conciliação ou de mediação.

Incompetência absoluta: Violação a Matéria e Função.

Incompetência relativa: Violação ao Território e Valor da Causa


III - INCORREÇÃO DO VALOR DA CAUSA:
O réu deverá, em sede de preliminar de contestação, impugnar o valor atribuído à causa pelo autor,
sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das
custas (artigo 293, CPC).

IV - INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL:


conforme afirmado alhures, considera-se inepta a petição inicial quando lhe faltar pedido ou causa
de pedir; o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido
genérico; da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; contiver pedidos
incompatíveis entre si.
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I - for inepta;
II - a parte for manifestamente ilegítima;
III - o autor carecer de interesse processual;
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321 .
§ 1o Considera-se inepta a petição inicial quando:
I - lhe faltar pedido ou causa de pedir;
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o
pedido genérico;
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si.
V - PEREMPÇÃO: A perempção é a perda do direito de propor novamente a mesma
ação, como sanção processual aplicada ao autor que, por três vezes, tiver dado causa à
extinção do processo por abandono. É uma forma de resguardar a boa-fé e a
estabilidade processual. Fundamento legal: CPC, art. 486, §3º e art. 485, V.

VI - LITISPENDÊNCIA: Há litispendência quando se propõe nova ação com as mesmas


partes, causa de pedir e pedido, enquanto uma ação idêntica ainda está em curso. É
uma forma de duplicidade processual que deve ser evitada, pois gera a extinção da
nova ação sem julgamento do mérito Fundamento legal: CPC, art. 337, §1º e art. 485,
V.
VII - COISA JULGADA: Configura-se a coisa julgada quando se propõe nova ação
idêntica àquela que já foi decidida por sentença transitada em julgado. Ou seja,
quando há repetição de ação com as mesmas partes, causa de pedir e pedido, e já
existe decisão definitiva sobre o caso. Essa repetição viola o princípio da segurança
jurídica e acarreta a extinção do processo sem resolução do mérito Fundamento legal:
CPC, art. 337, §2º, art. 485, V e art. 502

VIII – CONEXÃO: Haverá conexão quando, entre duas ou mais ações, houver
identidade entre o pedido ou a causa de pedir, ainda que as partes sejam diferentes. O
objetivo da conexão é evitar decisões contraditórias, promovendo a reunião dos
processos para julgamento conjunto, sempre que possível. Cabe ao réu arguir a
conexão em preliminar de contestação, pleiteando a remessa das ações ao juízo
prevento (aquele que primeiro conheceu da causa).Fundamento legal: CPC, art. 55 e
art. 337, §3º.
IX – Incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização:

Toda parte deve estar devidamente habilitada para atuar em juízo, o que exige o
cumprimento da chamada tríplice capacidade:
• Capacidade de ser parte (personalidade jurídica ou equiparada)
• Capacidade processual (de estar em juízo)
• Capacidade postulatória (habilitação de advogado ou representante legal)
Quando houver irregularidade quanto à capacidade da parte, ao mandato do
representante ou à autorização necessária, o réu deve alegar o vício em sede de
preliminar de contestação (CPC, art. 337, XI).
Caso constatada, o juiz determinará a regularização no prazo legal, sob pena de
extinção do processo. Fundamento legal: CPC, arts. 76 e 337, XI
X – CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM
Quando existir cláusula compromissória prevendo a solução de conflitos por
arbitragem, o réu deve alegá-la expressamente na contestação. A ausência dessa
alegação é interpretada como aceitação da jurisdição estatal e, portanto, renúncia
tácita ao juízo arbitral. Essa regra visa garantir a eficiência processual e o respeito à
autonomia da vontade das partes. Fundamento legal: CPC, art. 337, §6º

XI – AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE OU DE INTERESSE PROCESSUAL Se o réu alegar na


contestação que não possui legitimidade para figurar no polo passivo ou que não é o
responsável pelos prejuízos indicados, o juiz facultará ao autor, no prazo de 15 dias, a
alteração da petição inicial, podendo:
• Substituir o réu, ou
• Incluir o sujeito indicado como litisconsorte passivo. Se houver substituição, o autor
deverá reembolsar as despesas do réu excluído e pagar honorários entre 3% e 5% do
Além disso, incumbe ao réu, sempre que possível, indicar quem é o sujeito passivo
da relação jurídica, sob pena de:
• Arcar com as despesas processuais
• Indenizar o autor por prejuízos causados pela omissão. Fundamento legal: CPC,
arts. 338 e 339.

XII – FALTA DE CAUÇÃO OU DE OUTRA PRESTAÇÃO EXIGIDA POR LEI

Em algumas hipóteses, a lei exige que o autor preste caução ou outra garantia como
pressuposto para o ajuizamento da ação — por exemplo, na ação rescisória (CPC,
art. 968, II).A ausência da caução constitui vício processual e pode ser arguida pelo
réu como preliminar na contestação.
Fundamento legal: CPC, art. 337, VIII; arts. 966 a 975 (ação rescisória)
XIII – INDEVIDA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DE GRATUIDADE DA JUSTIÇA

A impugnação à gratuidade de justiça concedida ao autor deve ser feita pelo réu na própria contestação, em
sede de preliminar, conforme orientação do CPC .Essa previsão elimina a necessidade de petição autônoma,
tornando o processo mais célere e racional, ao evitar multiplicidade de peças processuais.
Fundamento legal: CPC, art. 337, XIII
PRELIMINAR PREJUDICIAL
As preliminares prejudiciais são aquelas que, quando reconhecidas, impedem o
prosseguimento do processo porque atacam a própria existência ou validade da
pretensão ou do direito em discussão. Em geral, tratam de questões que devem ser
resolvidas antes do mérito, pois influenciam diretamente a possibilidade de se analisar o
direito pleiteado.
Essas questões são disciplinadas pelos artigos 189 a 211 do Código de Processo Civil
(CPC), além do artigo 487, inciso II, que trata da sentença com resolução do mérito.
Exemplos Clássicos de Preliminares
Prejudiciais
1. Prescrição - A prescrição é a perda do direito de exigir judicialmente um direito em razão do decurso do
tempo. Ela extingue a pretensão do autor, tornando impossível o prosseguimento da ação.
O réu deve alegar a prescrição em preliminar de contestação para que o juiz declare extinto o processo com
resolução do mérito. A prescrição pode ser civil, penal, trabalhista, tributária, dependendo do direito
material envolvido. Artigos do CPC:
Art. 205: Prazo geral de prescrição (10 anos).
Art. 206: Prazos específicos de prescrição.
Art. 487, II: Extinção do processo com resolução do mérito em caso de prescrição.
Exemplo prático: Se um consumidor entra com ação de indenização por um dano sofrido há 5 anos, mas o
prazo prescricional para esse tipo de dano é 3 anos (conforme Art. 206, §3º, V, do CPC), o réu poderá alegar
a prescrição como preliminar para extinção do processo.
2. Decadência

A decadência é a perda do direito pelo não exercício dentro do prazo legal estabelecido,
mas tem natureza diferente da prescrição: enquanto a prescrição extingue a pretensão, a
decadência extingue o próprio direito material de usar determinada via para busca de seu
direito.

Também deve ser alegada em preliminar pelo réu.


Exemplos clássicos incluem:
Prazo para impugnação administrativa.
Prazo para ajuizamento de mandado de segurança.
Ações rescisórias (Art. 975 do CPC).
Prazo para anulação de atos jurídicos com vício (vícios de vontade).
Artigos do CC:
Art. 178: Prazo decadencial em geral.
Art. 179: Regras sobre a contagem do prazo decadencial.
Exemplo prático:
Se uma pessoa tem o direito de anular um contrato por vício de consentimento (ex: erro ou
coação) e deixa de fazê-lo dentro do prazo decadencial de 4 anos (Art. 178, II) CC, poderá ser impedida
pela decadência, caso o réu alegue essa preliminar.
MÉRITO DA CONTESTAÇÃO E O PRINCÍPIO DA IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA

O mérito da contestação consiste na resposta do réu aos fundamentos jurídicos e fáticos


trazidos pelo autor na petição inicial. É nessa fase que o réu deve apresentar sua defesa de
mérito, direta ou indireta, com o objetivo de rejeitar os pedidos formulados pelo autor e demonstrar
a improcedência da ação.
Nos termos do art. 341 do Código de Processo Civil (CPC), aplica-se ao réu o princípio da
impugnação específica, segundo o qual ele deve manifestar-se de forma precisa e detalhada sobre
cada um dos fatos narrados pelo autor. A omissão quanto a qualquer ponto pode ser interpretada
como admissão tácita, salvo nas hipóteses legais de não aplicação desse princípio.
Fundamento legal: Art. 341, caput, do CPC:

Incumbe ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de fato


constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas,
salvo:
I – se não for admissível, a confissão;
II – se a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei
considere da substância do ato;
III – se estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu
conjunto.”
Assim, não basta ao réu apresentar negativas genéricas. Ele deve impugnar expressamente cada um dos
argumentos do autor, indicando:
A inexistência ou inveracidade dos fatos alegados;
A inadequação jurídica dos pedidos (ex: ausência de dano, inexistência de relação de causalidade, entre
outros);A impossibilidade ou improcedência da pretensão com base no direito aplicável ao caso.
📌 Consequência da inércia na impugnação específica:
Se o réu não impugnar de forma específica um ou mais fatos alegados pelo autor, esses fatos podem ser
considerados verdadeiros pelo juiz, o que pode resultar em condenação mesmo que o réu tenha apresentado
contestação.
PEDIDOS
A) O reconhecimento da preliminar de incompetência relativa deste juízo, conforme art. 337, I c/c art.
53,V para que haja a remessa dos autos ao juízo competente, qual seja, o juízo da VARA CÍVEL DA
CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA DE CEILÂNDIA, conforme art. 64§3o do CPC;
B) A extinção do processo sem resolução do mérito tendo em vista a inépcia da petição inicial art.
337, IV, com base no art. 330o, §1o, I, conforme o art. 485, I E IV do CPC;
C) A extinção do processo com resolução de mérito com base no art. 487, II, tendo em vista a
existência prescrição do direito do autor, conforme art. 206§5o do CC;
D) A IMPROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS DO AUTOR, pelos argumentos expostos, com a consequente
extinção do processo COM RESOLUÇÃO DE MÉRITO, COM BASE NO ART. 487,I.
E) QUE O AUTOR SEJA CONDENADO AO PAGAMENTO DAS CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS,
CONFORME ART. 82 E 85 DO CPC
F) QUE TODAS AS INTIMAÇÕES E PUBLICAÇÕES SEJAM REALIZADAS EM NOME DO ADV... OAB... SOB PENA
DE NULIDADE, NOS MOLDES DO ART. 272, §5º (comunicação dos atos processuais)
G) PROVAS – PROTESTO PROVAR O ALEGADO POR TODOS OS MEIOS DE PROVA ADMITIDOS EM DIREITO,
CONFORME ART. 369 CPC
H) FECHO LOCAL... DATA.../ADV... OAB...

NA CONTESTAÇÃO NÃO NÃO NÃO HÁ VALOR DA CAUSA!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Obrigada!
Prof. Fernanda Porto Fernandes
[email protected]

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