DISCIPLINA: ENFERMAGEM NA SAUDE
DA CRIANCA E ADOLESCENTE
KENIA CASTRO
Graduada em Enfermagem (FASEH)
Pós graduada em enfermagem do trabalho (Faculdade Pitágoras)
MBA em gestão publica em saúde (UFSJ)
MBA em enfermagem em oncologia ( em curso)
MBA em Urgência e Emergência
Professora das Faculdades Pitágoras
Enfermeira ESF e Centro de referência Covid, Urgência e Emergência
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CALENDÁRIO ACADÊMICO 2022- 1
A Política Nacional de Atenção Integral
à Saúde da Criança
Promover e proteger a saúde da criança e o aleitamento
materno, mediante a atenção e cuidados integrais e integrados,
da gestação aos 9 (nove) anos de vida, com especial atenção à
primeira infância e às populações de maior vulnerabilidade,
visando à redução da morbimortalidade e um ambiente
facilitador à vida com condições dignas de existência e pleno
desenvolvimento (BRASIL, 2015b, art. 2º).
O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
Definido pela Constituição de 1988;
Regulamentada em 1990;
Através da Lei que define o modelo operacional do SUS.
O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
Concebido como conjunto de ações e serviços de saúde,
prestado por órgãos e instituições públicas federais,
estaduais e municipais. A iniciativa privada poderá participar
do SUS em caráter complementar.
OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES DO SUS
Formular as políticas de saúde;
Fornecer assistência às pessoas por intermédio de ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde;
Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica;
Estatuto da criança e do Adolescente
Art.2º. Considera-se criança, para efeitos desta lei, a pessoa
até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela
entre doze e dezoito anos de idade.( 2º da Lei 8.069/90
(ECA).
Programa de Assistência Integral à
Saúde da Criança (PAISC)
OBJETIVO:
Criar condições p/ o atendimento à saúde da criança de
zero a cinco anos com ênfase à aquelas com risco de
adoecer e morrer.
Programa de Assistência Integral à
Saúde da Criança (PAISC)
Utilizar o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento
como metodologia para organização da assistência à criança;
Promover o aleitamento materno e orientar a alimentação no
primeiro ano de vida; aumentar os níveis de cobertura vacinal
de acordo com as normas técnicas do ministério da saúde;
Identificar precocemente os processos patológicos,
favorecendo o diagnóstico e tratamento oportunos;
Atenção Integrada às Doenças
Prevalentes na Infância (AIDPI)
OBJETIVO:
• Reduzir a mortalidade na infância e contribuir de maneira
significativa com o crescimento e desenvolvimento saudáveis das
crianças
• Foi elaborado pela OMS e pelo UNICEF a fim de alcançar as
crianças doentes que chegam ao nível primário de atenção. Em
vez de treinamentos específicos para cada doença, propõe um
atendimento sistematizado envolvendo as doenças mais comuns
até os cinco anos;
Entendendo que as doenças não são fenômenos isolados e se
constituem um processo com vários fatores interligados, o
AIDPI visa alcançar pelo menos os fatores de ordem biológica e
cultural, promovendo um impacto sobre a morbi - mortalidade
infantil nos países em desenvolvimento;
O programa é adaptado em cada país às normas nacionais e às
características epidemiológicas da população;
Esta Política é orientada pelos
seguintes princípios
1. Direito à vida e à saúde
2. Prioridade absoluta da criança
3. Acesso universal à saúde
4. Integralidade do cuidado
5. Equidade em saúde
6. Ambiente facilitador à vida
7. Humanização da atenção
8. Gestão participativa e controle social
Direito à vida e à saúde – Princípio fundamental garantido
mediante o acesso universal e igualitário às ações e aos
serviços para a promoção, proteção integral e recuperação
da saúde, por meio da efetivação de políticas públicas que
permitam o nascimento, crescimento e desenvolvimento
sadios e harmoniosos, em condições dignas de existência,
livre de qualquer forma de violência (BRASIL, 1988; 1990b).
Prioridade absoluta da criança – Princípio constitucional que
compreende a primazia da criança de receber proteção e
cuidado em quaisquer circunstâncias, ter precedência de
atendimento nos serviços de saúde e preferência nas
políticas sociais e em toda a rede de cuidado e de proteção
social existente no território, assim como a destinação
privilegiada de recursos em todas as políticas públicas
(BRASIL, 1988; 1990b).
Acesso universal à saúde – Direito de toda criança receber
atenção e cuidado necessários e dever da política de saúde,
por meio dos equipamentos de saúde, de atender às
demandas da comunidade, propiciando o acolhimento, a
escuta qualificada dos problemas e a avaliação com
classificação de risco e vulnerabilidades sociais, propondo o
cuidado singularizado e o encaminhamento responsável,
quando necessário, para a rede de atenção (BRASIL, 2005a).
Integralidade do cuidado – Princípio do SUS que trata da
atenção global da criança, contemplando todas as ações de
promoção, de prevenção, de tratamento, de reabilitação e
de cuidado, de modo a prover resposta satisfatória na
produção do cuidado, não se restringindo apenas às
demandas apresentadas. Compreende, ainda, a garantia de
acesso a todos os níveis de atenção, mediante a integração
dos serviços, da Rede de Atenção à Saúde, coordenada pela
Atenção Básica, com o acompanhamento de toda a
trajetória da criança em uma rede de cuidados e proteção
social, por meio de estratégias como linhas de cuidado e
outras, envolvendo a família e as políticas sociais básicas no
território (BRASIL, 2005a).
Equidade em saúde – Igualdade da atenção à saúde, sem
privilégios ou preconceitos, mediante a definição de
prioridades de ações e serviços de acordo com as demandas
de cada um, com maior alocação dos recursos onde e
paraaqueles com maior necessidade. Dá-se por meio de
mecanismo de indução de políticas ou programas para
populações vulneráveis, em condição de iniquidades em
saúde, por meio do diálogo entre governo e sociedade civil,
envolvendo integrantes dos diversos órgãos e setores da
Saúde, pesquisadores e lideranças de movimentos sociais
(BRASIL, 2005a; BRASIL; CONSELHO NACIONAL DOS
SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE, 2009).
Ambiente facilitador à vida – Princípio que se refere ao
estabelecimento e à qualidade do vínculo entre criança e sua
mãe/família/cuidadores e também destes com os
profissionais que atuam em diferentes espaços que a criança
percorre em seus territórios vivenciais para a conquista do
desenvolvimento integral (PENELLO, 2013). Esse ambiente se
constitui a partir da compreensão da relação entre indivíduo
e sociedade, interagindo por um desenvolvimento permeado
pelo cuidado essencial, abrangendo toda a comunidade em
que vive. Este princípio é a nova mentalidade que aporta,
sustenta e dá suporte à ação de todos os implicados na
Atenção Integral à Saúde da Criança.
Humanização da atenção – Princípio que busca qualificar as
práticas do cuidado, mediante soluções concretas para os
problemas reais vividos noprocesso de produção de saúde, de
forma criativa e inclusiva, com acolhimento, gestão participativa
e cogestão, clínica ampliada, valorização do trabalhador, defesa
dos direitos dos usuários e ambiência, estabelecimento de
vínculos solidários entre humanos, valorização dos diferentes
sujeitos implicados, desde etapas iniciais da vida, buscando a
corresponsabilidade entre usuários, trabalhadores e gestores
neste processo, a construção de redes de cooperação e a
participação coletiva, fomentando a transversalidade e a
grupalidade, assumindo a relação indissociável entre atenção e
gestão no cuidado em saúde (BRASIL, 2006a).
Gestão participativa e controle social – Preceito constitucional
e um princípio do SUS, com o papel de fomentar a democracia
representativa e criar as condições para o desenvolvimento da
cidadania ativa. São canais institucionais, de diálogo social, as
audiências públicas, as conferências e os conselhos de saúde
em todas as esferas de governo que conferem à gestão do SUS
realismo, transparência, comprometimento coletivo e
efetividade dos resultados. No caso da saúde da criança, o
Brasil possui um extenso leque de entidades da sociedade civil
que militam pela causa da infância e do aleitamento materno e
que podem potencializar a implementação deste princípio
(BRASIL; CONSELHO NACIONAL DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS
DE SAÚDE, 2009; MARTINS, 2010).
As diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à
Saúde da Criança (Pnaisc) devem ser observadas na
elaboração dos planos, dos programas, dos projetos e das
ações de saúde voltadas para a criança, a seguir:
Gestão Inter federativa das ações de saúde da criança –
Fomento à gestão para implementação da Pnaisc, por meio
da viabilização de parcerias e articulação Inter federativa,
com instrumentos necessários para fortalecer a
convergência dela com os planos de saúde e os planos
intersetoriais e específicos que dizem respeito à criança.
Muito Obrigada!!