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Classicismo CCP

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Sandro Botticelli

“Nascimento de
Vênus” 1537-1580
• O Classicismo corresponde a um movimento
artístico cultural que ocorreu durante o período do
Renascimento (a partir do século XV) na Europa.

O Classicismo
também pode ser A igreja perde o
chamado de poder, cria-se a
Quinhentismo de burguesia.
Portugal
(1500)

• O nome do movimento que marca o fim da Idade


Média e início da Idade Moderna, faz referência a
uma de suas principais características: retorno aos
modelos clássicos (greco-romano).
CONTEXTO HISTÓRICO
• Esse momento esteve marcado por grandes transformações e
descobertas históricas, como:

• Grandes Navegações,

• Reforma Protestante (o que levou a uma crise religiosa)


encabeçada por Martinho Lutero,

• Invenção da Imprensa pelo alemão Gutenberg,

• Fim do sistema feudal (início do capitalismo)

• Cientificismo de Copérnico e Galileu.


• Em Portugal, o Classicismo compreende o período
literário do século XVI (entre 1537 e 1580). O marco
inicial do movimento foi a chegada do poeta Francisco
Sá de Miranda à Portugal que trouxe o soneto (El Dulce
Nuevo Stilo)
CARACTERÍSTICAS
• Antiguidade clássica • Objetividade
• Retorno à cultura greco Greco- • Equilíbrio
Romana • Harmonia
• Antropocentrismo • Hedonismo
• Humanismo • Rigor Formal
• Universalismo • Mitologia Greco-Romana
• Racionalismo • Ideal Platônico e de
• Cientificismo Beleza
• Paganismo
Resumo sobre o classicismo
•O classicismo foi um estilo de época antropocêntrico, pois
valorizou a razão e o equilíbrio.

•Ele surgiu no final do renascimento, isto é, no século XVI, e


fez a retomada dos autores da Antiguidade.

•A medida nova é uma característica estrutural dos poemas


clássicos SONETOS ( uso de versos decassílabos (10
sílabas poéticas)

•Em Portugal, o principal nome do classicismo foi o poeta


Luís Vaz de Camões (Poesia Lírica / Epopeia)

•O poema épico Os Lusíadas é a grande obra de Camões e do


classicismo português.
Lírica Camoniana
A lírica de Luís Vaz de Camões tem várias
características, entre as quais: amor, a mulher, a
natureza, o desconcerto do mundo e a reflexão
sobre a vida do poeta.
• A mulher: Cabelo louro, pele clara

• O amor: Dúvida entre a razão e os sentidos (dualidade),


Neoplatonismo

• Reflexões sobre a vida pessoal: perseguido pelo destino cruel

• A natureza: Local de descanso e de prazer bucólico


Texto na medida velha
“Cantiga Sua Partindo-se”
Senhora, partem tam tristes
meus olhos por vós, meu bem, (1)
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tam tristes, tam saudosos,


tam doentes da partida,
tam cansados, tam chorosos, Chamado de
da morte mais desejosos redondilha maior (7
cem mil vezes que da vida. (2) sílabas poéticas)
Antes do Classicismo:
Partem tam tristes os tristes, Redondilha menor: 5 Sílabas poéticas
tam fora d’esperar bem, Redondilha maior: 7 Sílabas poéticas
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

(João Ruiz de Castelo Branco)


Texto na medida nova
“Alma minha gentil”

Alma minha gentil, que te partiste


Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,


Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te


Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,


Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
PRINCIPAIS AUTORES:
• Luís Vaz de Camões, com sua obra “Os
Lusíadas” (1542).

• Na Espanha, Miguel de Cervantes (1547-1616)


com sua obra mais notável “Dom Quixote”
(1605),

• Dante Alighieri 1265- 1321), com sua obra mais


popular “A Divina Comédia” (1555);

• Francesco Petrarca (1304-1374), pai do


humanismo e inventor do soneto;
CAMÕES
• Luís de Camões (1524-1580)
nasceu em Coimbra ou
Lisboa, não se sabe o local
exato nem o ano de seu
nascimento, supõe-se por
volta de 1524. Filho de Simão
Vaz de Camões e Ana de Sá e
Macedo, ingressou no
Exército da Coroa de Portugal
e em 1547 embarcou como
soldado para a África, onde
participou da guerra contra os
Celtas, no Marrocos. Durante
o combate perde o olho
direito.
Camões também produziu poemas líricos.
OS LUSÍADAS
• O poema "Os Lusíadas" funde elementos
épicos e líricos e sintetiza as principais
marcas do Renascimento Português: o
humanismo e as expedições ultramarinas.
É dividida em 10 cantos composto, 8816
versos em sonetos decassílabos, mantendo em
1.102 estrofes o mesmo esquema de rimas.

• Inspira do em A Eneida de Virgílio, narra


fatos heroicos da história de Portugal, em
particular a descoberta do caminho
marítimo para as Índias por Vasco da
Gama. No poema, Camões mescla fatos
da História Portuguesa à intrigas dos
OS LUSÍADAS
• Epopeia que celebra um herói (o povo
português).

• Apresenta o gênero épico:


 o momento – Renascimento
 o assunto – conquista dos mares
• Narra a viagem de Vasco da Gama às
Índias.
OS LU
Os
Lusíadas
(1572)
Proposição
PROPOSIÇÃO ou Prólogo
Resumo: A proposição introduz o poema épico "Os Lusíadas", de
Luís de Camões, apresentando o tema principal: a exaltação das
glórias dos navegadores portugueses e a grandiosa viagem de
Vasco da Gama à Índia. Estabelece o tom heroico e grandioso da
narrativa.
Trecho: "As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram."
Invocação a uma Divindade
INVOCAÇÃO
Resumo: Camões faz uma invocação às Tágides, as ninfas do rio
Tejo, pedindo inspiração para narrar os feitos dos portugueses de
forma sublime e grandiosa. Essa invocação busca a ajuda divina
para garantir que o poema seja digno das façanhas que vai contar.

Trecho: "E vós, Tágides minhas, pois criado


Tendes em mim um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mim vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloquo e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham inveja às de Hipocrene."
DEDICATÓRIA
Dedicatória
Resumo: O poema é dedicado ao rei D. Sebastião, destacando
suas qualidades e expressando o desejo de que ele continue a
gloriosa tradição de seus antecessores. A dedicatória também serve
para legitimar e engrandecer o conteúdo da obra.

Trecho: "E não menos ó tu, glorioso Rei,


Cujo poder e forças se estendiam
Aonde o Sol de oir nunca se esconde,
Por ti darei meus versos às areias,
Que, inda que rudes, tenham suas artes,
Se o tempo os guardar para outras eras."
NARRAÇÃO
Relato das Aventuras de Vasco da Gama
Resumo: A seção central do poema descreve a jornada de Vasco
da Gama à Índia, incluindo os perigos e desafios enfrentados, como
o encontro com o gigante Adamastor, que simboliza os obstáculos
míticos da viagem e destaca a bravura dos navegadores
portugueses.
Trecho: "Aqui, onde a terra se acaba e o mar começa,
E onde Febo repousa no Oceano,
(…) Me temais como a um Deus irado e feio.
Mas, ousados, passastes do limite
Que os deuses vos marcaram por destino,
E no meu reino ousastes transpor as águas
Que vedadas vos tinham os destinos."
Gigante Adamastor
O Gigante Adamastor aparece no Canto V, quando
Vasco da Gama e sua tripulação se dirigem ao Cabo das
Tormentas, ou Cabo da Boa Esperança, personificado
pela figura de Adamastor. Esse gigante da mitologia
grega foi transformado em pedra por Peleu, marido de
Tétis, ninfa pela qual Adamastor se apaixonara mas
acabou sendo rejeitado.

Adamastor chama os portugueses de ousados por


navegarem nas águas nunca conhecidas por outros,
chegando aos confins do mundo.
Conclusão ou Epílogo
Resumo: No epílogo, Camões reflete sobre a situação de Portugal,
lamentando a corrupção e a decadência. Ele encerra a epopeia com
uma crítica aos vícios contemporâneos e um apelo para que
Portugal retome os valores que o tornaram grande.
Trecho: "Ó Cristãos, vede bem quanto sobeja
De crueldade em vós e de avareza!
(…) No esforço de encher a vossa igreja
De pompa e de soberba e de riqueza,
Não vos lembrais do amor que se vos deve,
Nem da justiça que é a Deus só devida."
Inês de Castro
O episódio de Inês de Castro aparece no Canto III
e traz à tona a história de amor entre Inês e o
príncipe Pedro. Ao saber da existência de tal
envolvimento, o rei Dom Afonso manda executar a
jovem, pois também estava preocupado com a
ameaça política que ela apresentava, já que tinha
parentesco com a nobreza de Castela.
Porém, percebendo que o amor entre ela e seu
filho era real, decide manter a jovem viva, mas o
povo exige sua execução.

Dom Pedro, ausente do reino na ocasião, inicia


depois uma vingança contra os executores e
coroa o cadáver de Inês, aquela “que depois de
morta foi rainha”.
Tal episódio mostra a presença do lirismo dentro
da obra épica, pois entra em contraste com o
resto da obra, já que apresenta uma figura
feminina – Inês de Castro – como personagem
central. Além de que Camões, por meio das falas
Velho de Restelo
Tal episódio encontra-se no Canto IV e nele, é vista
uma certa mentalidade feudal, oposta ao
expansionismo e às navegações, já que essas
demonstravam os interesses da burguesia. Assim,
o Velho faz uma antevisão profética dizendo que
tais navegações são apenas buscas por fama e
glória e que acabam sendo o motivo para o
esquecimento do próprio país, Portugal, podendo,
assim, trazer um futuro sombrio para a Pátria
portuguesa.
INÊS DE CASTRO, UMA OUTRA VERTENTE
DE OS LUSÍADAS
A história de Inês e Dom Pedro é uma narrativa de amor
proibido e tragédia. Inês é uma dama de companhia da
infanta Constança, esposa de Dom Pedro. No entanto, Dom
Pedro e Inês se apaixonam profundamente e mantêm um
relacionamento secreto. Após a morte de Constança, Dom
Pedro casa-se secretamente com Inês, o que desencadeia
uma crise de sucessão e conflitos políticos na corte
portuguesa.

O rei Afonso IV, pai de Dom Pedro, vendo a influência de Inês


como uma ameaça à estabilidade do reino, ordena o
assassinato dela em 1355. Inês é cruelmente morta, e sua
história de amor trágica com Dom Pedro se torna lendária.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
1- Quando se deu início o Classicismo Português?

2- Qual movimento histórico culminou junto ao início do


Classicismo?

3- Qual a importância de Francisco Sá Miranda para o


Classicismo português?

4- Por que o Classicismo possui esse nome?

5- Quem é considerado o maior representante desse


movimento literário em Portugal? Fale sobre a sua obra.

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