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Descartes e o

Racionalismo
Professor Ricardo Bandeira de Melo
René
Descartes
1596 – 1650
A FOLOSOFIA
• Gostaria, em primeiro lugar, de explicar o que é a
filosofia, começando pelas coisas mais simples, tais
como: que esta palavra “filosofia” significa o estudo
da sabedoria; e que, por sabedoria, não entendemos
apenas a prudência nos negócios, mas um perfeito
conhecimento de todas as coisas que o homem pode
saber, tanto para a conservação de sua vida, quanto
para a conservação de sua saúde e para a invenção de
todas as artes; e para que este conhecimento seja tal,
é necessário que ele seja deduzido das primeiras
causas, de sorte que, para estudar e adquiri-lo — o
que significa propriamente filosofar —, devemos
começar pela busca das primeiras causas, isto é, dos
princípios.
A FOLOSOFIA

• Mas é preciso que esses princípios tenham


duas condições: uma, que sejam tão claros e
distintos que o espírito humano não possa
duvidar de sua verdade quando se aplica, com
atenção, a considerá-los; a outra, que seja deles
que dependa o conhecimento das outras coisas,
de sorte que eles possam ser conhecidos sem
elas, mas não reciprocamente elas sem eles;
depois disso, devemos tentar deduzir desses
princípios o conhecimento das coisas que deles
dependem.
RACIONALISMO
• No século XVII, o racionalismo pode ser
definido como a doutrina que, por oposição ao
ceticismo, atribui à Razão humana a capacidade
exclusiva de conhecer e de estabelecer a
Verdade; por oposição ao empirismo, considera
a Razão como independente da experiência
sensível (a priori), posto ser ela inata, imutável
e igual em todos os homens; contrariamente ao
misticismo, rejeita toda e qualquer intervenção
dos sentimentos e das emoções, pois, no
domínio do conhecimento, a única autoridade é
a da Razão.
• Primeiro grande pensador da filosofia moderna;

• Profundamente afetado pela nova física e pela


nova astronomia;

• Não aceita os alicerces dos seus antecessores;

• Procurou começar a filosofia do “zero”, isto é,


construir um edifício filosófico completamente
novo.
• Ponto inicial da filosofia cartesiana: dúvida
metódica;

• Objetivo da dúvida: encontrar uma base firme


para a filosofia, isto é, uma verdade, uma “ideia
clara e distinta”.
Dúvida Metódica (verdades
primeiras)
• Descartes afirma que devemos rejeitar
como falso tudo aquilo do qual não podemos
duvidar. Só devemos aceitar as coisas
indubitáveis. Mas não devemos duvidar por
duvidar, como céticos, que não acreditam
na possibilidade de o conhecimento humano
atingir a verdade. O objetivo da dúvida
cartesiana é encontrar uma primeira
verdade impondo-se com absoluta certeza.
Trata-se de uma dúvida metódica,
voluntária, provisória e sistemática.
• Dúvida
• Em um segundo momento, Descartes duvida
das verdades abstratas e para isso elabora a
hipótese do gênio enganador.

• A hipótese do gênio enganador tem o


propósito de tornar incertos os
conhecimentos humanos mais seguros, como
seria o caso das verdades matemáticas.
A hipótese do gênio enganador

“Ora, quem me poderá assegurar que Deus não tenha


feito com que não haja nenhuma terra, nenhum céu,
nenhum corpo extenso, nenhuma figura, nenhuma
grandeza, nenhum lugar e que, não obstante, eu tenha
os sentimentos de todas essas coisas e que tudo isso
não me pareça existir de maneira diferente do que
vejo? […] pode ocorrer que Deus tenha desejado que
eu me engane todas as vezes em que faço a adição de
dois mais três, ou que enumero os lados de um
quadrado, ou que julgo alguma coisa ainda mais fácil,
se é que se pode imaginar algo mais fácil do que isso.
[...]

Suporei, pois, que há não um verdadeiro Deus, que é a


soberana fonte da verdade, mas certo gênio maligno,
não menos ardiloso e enganador do que poderoso, que
empregou toda a sua indústria em enganar-me.”
Decartes. Meditações metafísicas.
Primeira verdade ou “ideia clara e distinta”
encontrada e examinada por Descartes: o cógito.
O cógito: “Penso, logo
existo”
• Âmago da teoria do conhecimento de
Descartes;
• Torna a mente mais certa que a matéria.

Através do cógito o pensamento passa a


ser concebido como a essência da mente,
e o “EU” torna-se o fundamento para a
construção do novo edifício filosófico.
• Assim, após duvidar de tudo, descobre a
primeira certeza: o “Cogito, ergo sum”
— “Penso, logo existo.”
• Segunda ideia clara e distinta examinada por
Descartes: a ideia de Deus.

• Prova da existência de Deus:


• A ideia de Deus é a ideia de um ser perfeito;
• Se um ser é perfeito, ele deve ter a perfeição da
existência, caso contrário lhe faltaria algo para ser
perfeito.
• Logo, Deus possui existência independente do
pensamento da coisa pensante que é imperfeita.
O mundo material
• A existência de Deus garante que os objetos
pensados sejam reais. Contudo, só uma ideia
referente aos objetos do mundo externo é
clara e distinta: a ideia de extensão.

• Para Descartes, “a extensão em


comprimento , largura e profundidade
constitui a essência das coisas corpóreas”.
Daí que as coisas materiais sejam chamadas
por ele de “coisa extensa”.
DUALISMO
CARTESIANO
• Consequência da filosofia cartesiana:
dualismo corpo-consciência.

O ser humano é um ser duplo, composto


de duas substâncias: a pensante e a
extensa.
• Dualismo corpo x mente
• Em um primeiro momento, Descartes duvida
dos sentidos, posto que o mundo dado por
estes podem ser tanto fruto do sonho,
quanto da loucura.
IDEIAS
• O bom senso é o que existe de mais bem distribuído
no mundo. Porque cada um se julga tão bem-dotado
dele que mesmo aqueles que são mais difíceis de se
contentar com qualquer outra coisa não costumam
desejar possuí-lo mais do que já têm. E não é
verossímil que todos se enganem a esse respeito.
Pelo contrário, isso testemunha que o poder de bem
julgar e de distinguir o verdadeiro do falso, que é
propriamente o que se denomina bom senso ou
razão, é naturalmente igual em todos os homens; e
que, por isso, a diversidade de nossas opiniões não
provém do fato de uns serem mais racionais do que
os outros, mas somente do fato de conduzirmos
nossos pensamentos por vias diversas e de não
considerarmos as mesmas coisas.
Tipologia das ideias

• A conclusão de Descartes é que


possuímos três tipos de ideias: a) as
ideias que nós mesmos formamos a
partir do mundo exterior; b) as ideias
factícias, isto é, feitas e inventadas pela
imaginação; c) as ideias inatas que nos
são dadas por Deus.
Método
• O objetivo e a utilidade do método
consistem, para o homem, em “conduzir
bem sua razão” e em “procurar a verdade
nas ciências”. Se queremos procurar a
verdade, não podemos andar ao acaso, sem
rumo. Devemos seguir um caminho reto,
seguro, certo; seguir uma ordem, quer
dizer, um método. O bom método é aquele
que nos permite conhecer o maior número
possível de coisas. E isso com o menor
número de regras.
Regras do Método
• a) regra da evidência: “Jamais admitir coisa
alguma como verdadeira se não a reconheço
evidentemente como tal”; a não ser que se
imponha a mim como evidente, de modo claro e
distinto, não me permitindo a possibilidade de
dúvida. Em outras palavras, precisamos evitar
toda precipitação e todos os preconceitos. Só
devo aceitar o que for evidente, quer dizer,
aquilo do qual não posso duvidar;
• b) regra da análise: “Dividir cada uma das
dificuldades em tantas parcelas quantas forem
possíveis”;
Regras do Método
• c) regra da síntese: “Concluir por ordem
meus pensamentos, começando pelos objetos
mais simples e mais fáceis de serem
conhecidos para, aos poucos, como que por
degraus,
• chegar aos mais complexos”;
• d) regra do desmembramento: “Para cada
caso, fazer enumerações o mais exatas
possíveis a ponto de estar certo de nada ter
omitido” (cf. Discurso sobre o método, II
Parte).
Impactos do
Cartesianismo
• Um dos grandes impactos do cartesianismo
consiste na rejeição de toda e qualquer autoridade,
no processo de conhecimento, distinta da Razão.
Ele proclama a independência da filosofia, que,
doravante, deve submeter-se apenas à autoridade
da Razão. O importante é que devemos julgar por
nós mesmos. Só devemos aceitar aquilo que
podemos compreender claramente e demonstrar
racionalmente. Devem ser excluídos os dogmas
religiosos, os preconceitos sociais, as censuras
políticas e os dados fornecidos pelos sentidos. Só a
Razão conhece. E somente ela pode julgar-se a si
mesma.
OBRIGADO!

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