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Aula Sobre Exames Complementares

O documento aborda diversos exames complementares laboratoriais, incluindo hematologia, imunologia e bioquímica, detalhando suas importâncias e valores de referência. Destaca a relevância desses exames para a fisioterapia, como a identificação de anemias, infecções e distúrbios eletrolíticos. Além disso, menciona a interpretação dos resultados e suas implicações para o tratamento e reabilitação dos pacientes.
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Aula Sobre Exames Complementares

O documento aborda diversos exames complementares laboratoriais, incluindo hematologia, imunologia e bioquímica, detalhando suas importâncias e valores de referência. Destaca a relevância desses exames para a fisioterapia, como a identificação de anemias, infecções e distúrbios eletrolíticos. Além disso, menciona a interpretação dos resultados e suas implicações para o tratamento e reabilitação dos pacientes.
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EXAMES COMPLEMENTARES

EXAMES COMPLEMENTARES

 Exames Laboratórias:
- Hematologia
- Imunologia
- Bioquímica
 Raio X de Tórax
HEMATOLOGIA
EXAMES LABORATORIAIS

 Hemograma Completo

- Série vermelha ou eritrograma

- Série branca ou leucograma

- Plaquetometria
EXAMES LABORATORIAIS

 Série vermelha ou eritrograma


- Alterações do sistema eritropoético
- Eritrocitoses: hiperplasia reversível decorrente de uma resposta
a estímulos que intensificam a formação de eritrócitos
(hemácias)
- Eritremias: alteração no processo de formação de hemácias
(eritropoese)
- Anemias: perda ou prejuízo na formação dos eritrócitos
(hemácias), hemoglobina ou ambos.
EXAMES LABORATORIAIS

1) Contagem de hemácias
- Valores normais
. H = 4.500.000 a 5.500.000/mm3
. M = 4.000.000 a 5.000.000/mm3
. Crianças = 3.500.000 a 4.500.000/mm3
EXAMES LABORATORIAIS

1) Contagem de hemácias
- Valor abaixo = hipoglobulia e caracteriza uma anemia que
pode ou não estar associada a uma queda na taxa de
hemoglobina.
- Valor acima: policitemia ou poliglobulia; relativa(perda ou
absorção insuficiente de água, ou atração excessiva de água
pelos tecidos); primária (policitemia vera ou de altitude);
secundária (de origem cardíaca, pulmonar, tóxica, infecciosa,
hipofisária)
EXAMES LABORATORIAIS

1) Contagem de hemoglobina (Hemoglobinometria)


- Valor normais
. H = 13 a 16 g/dl
. M = 12 a 15 g/dl
. Crianças = 11 a 13 g/dl

- Valores aumentados vem em decorrência


de fatores que levam a policitemia.
- Valores baixos: anemia
EXAMES LABORATORIAIS

2) Hematócrito (Ht)
- É o valor percentual de hemácias em 100ml de sangue
- Valores normais:
. H = 40 a 54 %
. M = 38 a 47 %
. C = 35 a 39 %
. RN = 60 a 62 %
EXAMES LABORATORIAIS

2) Hematócrito (Ht)
- Valores diminuídos podem estar associados a anemias,
descompensação cardíaca, gravidez e hiperhidratação
- Valores aumentados podem ocorrer em casos de policitemia e
desidratação grave.
EXAMES LABORATORIAIS
ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS
- HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): reflete o conteúdo médio de hemoglobina por

hemácia. VN: 27 a 32pg, HCM maior que 32 – hipercromia, HCM menor que 27 –

hipocromia;

- VCM (Volume Corpuscular Médio) – representa a concentração ou peso médio de

hemoglobina por 100mL de hemácia. microcíticas (< 80fl, para adultos), macrocíticas

(> 96fl, para adultos) e normocíticas (80 - 96fl);

- CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média): é a concentração da

hemoglobina dentro de uma hemácia. O intervalo normal é de 31 - 35g/dl. *A coloração

da hemácia depende da quantidade de hemoglobina: hipocrômicas, hipercrômicas e

normocrômicas.

- RDW (Red Cell distribution width): avalia a distribuição das hemácias, em relação a

largura (anisocitose). Valor de referência: 11,5% a 14,5%.


EXAMES LABORATORIAIS

Importância para fisioterapia

. Transfusão sanguínea
. Desconforto respiratório
. Desmame da VM: Hb<9g/dL pode indicar insucesso do desmame
. Reabilitação: Hb<9g/dL ou hematócrito<30% reabilitação pode
levar a insuficiência respiratória
EXAMES LABORATORIAIS

Objetivos do Leucograma

 Determinar infecção ou inflamação.

 Determinar a necessidade de testes adicionais, como, por exemplo, o


diferencial de leucócitos ou a biópsia de medula óssea.

 Monitorar a resposta à quimioterapia, radioterapia ou outros tipos de


terapia.
EXAMES LABORATORIAIS

 Série branca ou Leucograma

 Leucograma é o estudo da série branca . O adulto normalmente

apresenta de 5.000-10.000 leucócitos por 1 mm³ de sangue.

 Monócitos: Ocorre em infecções virais, leucemia e após quimioterapia.

 Linfócitos: Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral

ou leucemia.

 Eosinófilos: Ocorre em casos de processos alérgicos ou parasitoses.

 Basófilos: Seu aumento causa processos alérgicos.

 Neutrófilos: Seu aumento pode indicar infecção bacteriana ou viral.


EXAMES LABORATORIAIS

 Série branca ou Leucograma

1) Contagem global de leucócitos

- Valor referência:
. A = 5000 a 10000/mm3
. C = 6000 a 14000/mm3
EXAMES LABORATORIAIS

 Série branca ou leucograma


- Leucopenia: redução dos valores de leucócitos abaixo de
5000/mm3, pode indicar processo virótico(como rubéola, HIV),
dengue;

- Leucocitose: aumento do valor dos leucócitos acima de


10000/mm3, mais comum em processos bacterianos como
pneumonias e meningites, hemorragias, abdômen
agudo,traumas recentes com edema.
EXAMES LABORATORIAIS

2) Contagem especifica de Leucócitos


Neutrófilos = 55 a 65% ( Bastões ou bastonetes: 2 a 5%;
Segmentados: 55 a 65%)
Eosinófilos = 2 a 4%
Linfócitos = 21 a 35%
Basófilos = 0 a 1%
Monócitos = 4 a 8%
EXAMES LABORATORIAIS

 Leucocitose e Leucopenia

 Linfocitose e Linfopenia

 Neutrofilia e Neutropenia
Quadro no anexo

 Eosinofilia e Eosinopenia

 Monocitose e Monocitopenia

 Basofilia
EXAMES LABORATORIAIS

Importância para fisioterapia

 Diagnóstico de infecções, alergias e inflamações que possam


justificar sintomas respiratórios ou sistêmicos que interfiram na
respiração
 Leucocitose >14000/mm3 - pode comprometer o desmame da
ventilação mecânica devido infecção
 Leucopenia < 4.000/mm3 – mais susceptíveis a infecções
oportunista, que pode comprometer a sua estabilidade
EXAMES LABORATORIAIS

 Plaquetometria

- Valor de referência: 200.000 a 400.000/mm3


. Trombocitose = aumento no número de plaquetas decorrente de
diversas causas ( grandes estímulos medulares, após
hemorragias ou transfusões, infecções, entre outros)
. Trombocitopenia = redução das plaquetas causados por
sofrimento medular, pneumonias, leucemias, desnutrição grave,
meningites, distúrbios de coagulação e sob uso de
anticoagulantes.
EXAMES LABORATORIAIS

Importância para fisioterapia

>600.000/mm3 – risco de acidentes tromboembólicos


<100.000/mm3 –risco de equimoses e hematomas, se com
hemorrágia abdominal ou torácica, evitar manobras torácicas.
IMUNOLOGIA
EXAMES LABORATORIAIS

 Prova de Atividade Reumática (PAR)


- Mucoproteínas totais e a fração tirosina (marcador de atividade
reumática)
Valor de referência: Mucoproteínas totais = 45 a 117 mg/dL
Fração tirosina = 1,9 a 4,9 mg/dL
Valores aumentados indicam inflamações agudas, febre reumática,
artrite reumatoide.
Valores diminuídos indicam insuficiência hepática.
EXAMES LABORATORIAIS

 Fator reumatoide(IgA, IgM e IgG)


- Valor de referência:
. Não reativo: 0 a 39 Ul/mL
. Fracamente reativo: 40 a 79 Ul/mL
. Reativo: maior ou igual 80Ul/mL
Valores aumentados podem indicar artrite reumatoide, lúpus
eritematose sistêmico, poliomiosite.
EXAMES LABORATORIAIS

 Proteina C-reativa (PC-R)


- Proteína sintetizada no fígado
- Marcador de inflamação aguda
- Valor de referência:
- Qualitativo: negativo
- Quantitativa: inferior a 0,8mg/dL
- Valores aumentados pode indicar: infecções bacterianas,
inflamações agudas, infarto agudo do miocárdio, febre
reumática, artrite reumatoide.
EXAMES LABORATORIAIS
 Imunoglobulinas

- IgG
Interpretação no Covid-19
- IgM
IgG IgG IgG IgG

X
- IgE negativo positivo negativo positivo
IgM IgM IgM IgM
Negativo positivo positivo negativo
Não houve Houve ou Há infecção Houve a
infecção e o ainda há e poderá infecção e
indivíduo é infeção e transmitir o apresenta
susceptível poderá vírus imunidade
transmitir o contra a
vírus. covid-19.
Não
transmite
mais o vírus
BIOQUÍMICA
EXAMES LABORATORIAIS

 Glicose Sérica

- Principal fonte de energia do organismo, sendo produto final do


metabolismo de açúcares e carboidratos
- Glicemia
- Valor referência: - Valores aumentados: DM,
. RN = 40 a 79 mg/dl hipertireoidismo, estresse, uso
fármacos;
. Crianças = 60 a 99 mg/dl
. Adultos = 70 a 99 mg/dl - Valores diminuídos:
hipotireoidismo, desnutrição,
alcoolismo, tumores pancreáticos.
EXAMES LABORATORIAIS

 Glicose Sérica
- Importância para fisioterapia
- Hiperglicêmicos: maior risco de tromboembolia (TVP e TEP),
potencial de fadiga, e cetoacidose diabética pode cursar com
insuficiência respiratória ou edema cerebral, devendo maior
vigilância
- Hipoglicêmicos: maior risco de lipotímia/síncope durante
atividade cinesioterapêuticas
EXAMES LABORATORIAIS
 Ureia Sérica

É o metabólito principal resultante do catabolismo proteico. É


produzida pelo fígado e passa para a circulação sanguínea para
ser degradada ao nível intersticial e eliminada pelo suor, trato
gastrointestinal e rins. Influenciada pelo grau de hidratação,
dieta proteica e função renal.
- Valor referência = 10 a 50 mg/dl
- Valor altos (uremia): aumento do consumo de proteínas,
desidratação, DM, Irenal, Hemorragia gastrintestinal,
nefropatias.
- Valores baixos: Insuficiência hepática aguda, dieta pobre em
proteínas, gravidez.
EXAMES LABORATORIAIS

 Creatinina Sérica

- produto metabólico formado pela descarboxilação da creatina-


fosfato no músculo, é filtrada no glomérulo e seu aumento só é
observado após o aumento da ureia e seu aumento ocorre quando
há aproximadamente metade ou mais de néfrons comprometidos.

- Valor de referência = C = 0,3 a 0,7 mg/dl


A = 0,4 a 1,4 mg/dl
EXAMES LABORATORIAIS

 Creatinina Sérica
- Valores aumentados no casos de redução do fluxo sanguíneo renal
(ICC, choque e desidratação) ou uso de alguns fármacos
- Valores baixos em caso de desnutrição, gravidez e doença
hepática grave.
- Importância para fisioterapia: mau funcionamento renal, maior
risco de congestão pulmonar, comprometimento do desmame da
VM, edema, linforréia, limitando atividade cinesioterapêutica.
EXAMES LABORATORIAIS
 Ácido Úrico Sérico
- É o produto final do catabolismo das purinas
- Fatores predisponentes: genética, etnia, gênero, idade, peso
corporal, álcool, DM, dieta, medicamentos.
- Valor de referência: H = 3 a 7 mg/dl, M= 2,5 a 6 mg/dl, C= 2 a 5,5
mg/dl
- Valores aumentados: hiperuricemia: dietas ricas em purinas,
linfomas,psoríase, hipercalemia, ICC, HAS, acidose lática, exercício
muscular intenso.
- Valores diminuídos: hipouricemia: carcinoma de pulmão, LMA, uso
de fármacos como furosemida, AAC.
- Importância para Fisioterapia: Valores aumentados causam dor
poliarticular com sinais flogísticos e diminuição da ADM.
EXAMES LABORATORIAIS
Eletrólitos
 Sódio Sérico
- Fundamental na distribuição de água corporal (osmolaridade do
plasma)
- Valor referência = 136 a 146 mEq/L
- Hipernatremia = aumento, pode ocorrer por desidratação,
diabetes, acidose diabética.
- Hiponatremia = baixa ingestão de sódio, uso abusivo de
diuréticos, hipotireoidismo,

Importância para fisioterapia


Risco de oscilação da pressão arterial (<120 – hipotensão ou
>160mEq/L -hipertensão)
EXAMES LABORATORIAIS
 Potássio Sérico

Capacidade de contração muscular


- Valor de referência:
- A = 3,5 a 5,3 mEq/L
- RN = 3,7 a 5,9 mEq/L
- Valor aumentado: Hipercalemia: oliguria, anúria, choque,
desidratação.
- Valor diminuído: Hipocalemia: vômitos, diarreias, queimaduras
extensas, uso de diuréticos.

OBS: Valores inferiores a 3,0 e maiores 6,0 mEq/L são associados a


sintomas neuromusculares e alterações de ritmo cardíaco. Valor
>10 mEq/L é fatal
EXAMES LABORATORIAIS

 Potássio Sérico

Importância para fisioterapia:

. Dificultar o desmame da VM
. Limita a fisioterapia motora: redução – câimbra e fraqueza
muscular; aumento – contração tetânica ou arritmias
EXAMES LABORATORIAIS
 Cálcio Sérico
- Papel importante na contração e relaxamento do miocárdio, na
coagulação do sanguínea, condução neuromuscular e na ossificação.
- Valores de referência: C= 8,8 a 10,8 mg/dl, A= 8,4 a 10,6 mg/dl
- Valores aumentados (hipercalcemia) = carcinoma de mama,
gástrico, pulmonar, imobilização prolongada, mieloma múltiplo.
- Valores diminuídos (hipocalcemia) = acidose crônica, deficiência de
vitamina D, uremias, nefropatias.
Importância para Fisioterapia

Valores abaixo de 6 mg/dl, ocasionam deficiências osteomiarticulares e


sobretudo dificuldade na formação do calo ósseo, ou na formação da
matriz óssea, pode comprometer o desmame da VM.
EXAMES LABORATORIAIS

 Cloro Sérico

- Juntamente com o sódio controlam a osmolaridade e no balanço


hídrico;
- Valor de referência: 96 a 106mEq/L
- Valores aumentados (hipercloremia): IRA, DM, desidratação,
alcalose resoiratória
- Valores diminuídos (hipocloremia): acidose respiratória, vômitos
prolongados
EXAMES LABORATORIAIS
 Magnésio Sérico
- Atua como cofator essencial para enzimas ligadas à respiração celular,
glicólise. É essencial para a preservação da estrutura molecular do
DNA, RNA e Ribossomos.
- Valor de referência: 1,5 a 2,1 mEq/L
- Valores aumentados (hipermagnesemia): laxantes, insuficiência renal,
hipertireodismo, desidratação grave.
- Valores diminuídos (hipomagnesemia): DM, má absorção, hipocalemia,
alcoolismo crônico, pancreatite aguda, dietas pobres em magnésio.
Importância para Fisioterapia
- Valores aumentados são raros.
- Valores diminuídos podem interferir na contração muscular (desmame
da VM)
EXAMES LABORATORIAIS

 Magnésio Sérico

Efeitos da Hipermagnesemia
- 5 a 10 mEq/L – Distúrbios no sistema de condução cardíaca
- 10 a 13 mEq/L – perda dos reflexos dos tendões
- 13 a 15 mEq/L – pode ocorrer paralisia respiratória
- Maior que 25 mEq/L – parada cardíaca em diástole
Efeitos da Hipomagnesemia
- Menor que 0,6 mEq/L – fraqueza muscular
EXAMES LABORATORIAIS

 Fósforo Sérico
- Valor de referência: C= 4 a 6,5 mg/dl. A= 2,5 a 4,5 mg/dl
- Valores aumentados (Hiperfosfatemia): insuficiência renal, DM,
Hipovolemia, oestoporose.
- Valores diminuídos (Hipofosfatemia): hipotireoidismo, diuréticos,
alcoolismo, nutrição parenteral prolongada.
Importância para Fisioterapia
Níveis diminuídos podem interferir na contração muscular,
dificultando o desmame da VM, e podendo limitar ou impossibilitar as
atividades cinesioterapêuticas.
EXAMES LABORATORIAIS

 Ferro Sérico
- Valor de referência: H= 59 a 158µg/dl. M= 37 a 148µg/dl.
- Valores aumentados: intoxicação por ferro, hepatite viral.
- Valores diminuídos: deficiência de ferro, infecção crônica,
neoplasias, IRpA

Importância para Fisioterapia


Níveis diminuídos (menor que 40µg/dl) podem limitar atividades de
cinesioterapia e podem comprometer o desmame ventilatório do
paciente.
EXAMES LABORATORIAIS

 Perfil Lipídico

1) Colesterol Total
Valor de referência:
Adultos: Desejável até 200 mg/dL, Limítrofes: 200 a 239mg/dL,
Elevados: acima de 240mg/dL.
De 2 a 19 anos: Desejável até 170 mg/dL, Limítrofes: 170 a
199mg/dL, Elevados: acima de 200mg/dL.
Valores aumentados: hipercolesterolemia,
Valores diminuídos: má absorção, má nutrição, mieoloma
EXAMES LABORATORIAIS

 Perfil Lipídico

2) Colesterol Fração - HDL


- HDL: Lipoproteína de alta densidade
- Fatores que levam a diminuição do HDL: genéticos, tabagismo,
obesidade, sendentarismo, hipertrigliceridemia, fármacos.
- Valor de referência:
. Adulto: Desejável: maior que 60mg/dL, baixo: menor que 40mg/dL
. Até 9 anos: Desejável: maior que 40mg/dL, baixo: menor que 40mg/dL
. De 10 a 19 anos: Desejável: maior que 35mg/dL, baixo: menor que
35mg/dL
- Valores aumentados: alcoolismo, cirrose biliar, hepatite crônica.
- Valores diminuídos: arterosclerose, hipercolestorolemia, tabagismo,
obesidade
EXAMES LABORATORIAIS

 Perfil Lipídico

2) Colesterol Fração - LDL


- LDL: Lipoproteína de baixa densidade
- Valor de referência:
. Adulto: Ideal: menor que 100mg/dL, Aceitável: 100 a 129mg/dL,
Limítrofes: 130 a 159mg/dL, Aumentados: acima de 160mg/dL
. De 2 a 19 anos: Ideal: menor que 109mg/dL, Limítrofes: 110 a
129mg/dL, Aumentados: acima de 130mg/dL
- Valores aumentados: DM, hepatopatia, anorexia nervosa,
insuficiência renal,diuréticos, anticoncepcionais orais.
- Valores diminuídos: arterosclerose, hipertireoidismo, estresse.
EXAMES LABORATORIAIS

 Perfil Lipídico

2) Colesterol Fração - VLDL


- VLDL: Lipoproteína de baixa densidade
- Transportador de lipídeos
- Produzida no fígado a partir do colesterol
- Valor de referência:
. Adulto e crianças: Ideal: menor que 30mg/dL, Limítrofes: 30 a
40mg/dL, Aumentados: acima de 40mg/dL
- Valores aumentados: Hipertrigliceremia familiar
EXAMES LABORATORIAIS

 Perfil Lipídico

3) Triglicerídeos
- Distúrbios metabólicos
- HDL: Lipoproteína de baixa densidade
- Valor de referência:
. Adulto: Desejável: maior que 60mg/dL, Baixo: menor que 40mg/dL
. Até 9 anos: Desejável: maior que 40mg/dL, Baixo: menor que
40mg/dL
. De 10 a 19 anos: Desejável: maior que 35mg/dL, Baixo: menor que
35mg/dL
- Valores aumentados: DM, síndrome nefrótica, pancreatite.
- Fisioterapia
Valores diminuídos: má absorção, má nutrição, neoplasias.
EXAMES LABORATORIAIS

 Proteínas totais e Frações


- Proteínas sintetizadas no fígado e no sistema reticuloendotelial,
sendo essências na manutenção da pressão oncótica.
- Valores de referência:
. Proteínas totais: 6 a 8g/dL
. Albumina: 3,5 a 5g/dL
.Globulina: 1,5 a 3g/dL
.Relação albumina/globulina: 1,2 a 2,2
- Valores aumentados: hemconcentração, desidratação, mixedema,
processos infecções crônicos.
- Valores diminuídos: perdas renais, desnutrição, infecções graves e
prolongadas, anemias [Link]
EXAMES LABORATORIAIS

 Avaliação da função hepatobiliar


 Transaminase glutâmico oxalacética (TGO)
- Auxiliam no diagnóstico de doenças cardíacas, hepáticas e
musculares
- Interpretação está associada ao caso clínico
- Valor de referência: até 40Ul/L
- Valor aumentados: necrose hepática,hepatites, gravidez, cirrose
hepática hipotireoidismo, queimaduras graves, lesões musculares,
angioplastia do miocárdio.
EXAMES LABORATORIAIS

 Avaliação da função hepatobiliar


 Transaminase glutâmico pirúvica (TGP)
- Auxiliam no diagnóstico de doenças hepáticas
- Valor de referência: até 45Ul/L
- Valor aumentados: hepatites infecciosa e tóxica, cirrose, doença
pancreática.

Fisioterapia
EXAMES LABORATORIAIS
 Avaliação da função pancreática
 Amilase sérica
- Trata-se de hidrolases que degradam complexos de carboidratos
- Na maioria dos pacientes com pancreatite aguda, seus níveis
séricos elevam-se 2 a 12h após o início do episódio, atingindo pico
em 24h e retornando em 48 a 72h.
- Valor de referência: 22 a 108Ul/L
- Valor aumentados: pancreatite aguda, intoxicação alcoólica, lesão
glândula salivar, peritonite, câncer de pâncreas, cetoacidose
diabética, queimaduras graves.
- Valores diminuídos: insuficiência pancreática, fibrose cística
avançada,hepatopatias graves.
EXAMES LABORATORIAIS

 Avaliação da função pancreática


 Lipase
- Se a amilase sobe ela sobe também.
- Marcador de doença pancreática
- Lipase eleva-se nas primeiras 12h, após o início do episódio,
permanece elevada 7 a 10 dias.
- Valor de referência: 23 a 300Ul/L
- Valores aumentados: pancreatite aguda, pancreatite crônica,
fármacos de ação colinérgica.

Fisioterapia
EXAMES LABORATORIAIS

 Perfil glicosídico
 Hemoglobina Glicolisada
- É um índice útil no controle metabólico de pacientes diabéticos
- Valor de referência: 2,9% a 4,3% da hemoglobina total
- Valores aumentados: DM descompensada.

Fisioterapia - RCPM
EXAMES LABORATORIAIS

 Enzimas Cardíacas

1) Creatinoquinase (CK)
- Músculo esquelético, miocárdio e cérebro.
- Começa a elevar 4 a 6 horas após episódio agudo, atingindo o
pico em até 36 horas, retorna ao normal em até cinco dias.
- VR = H = até 184 U/L e M até 165 U/L
- Valores aumentos = IAM, lesão de musculatura esquelética, PO
cirurgia cardíaca, AVE, TEP
EXAMES LABORATORIAIS

 Enzimas Cardíacas

2) CKMB – Creatinoquinase fração MB


É uma isoenzima do CK encontra exclusivamente na musculatura
miocárdica. Começa a elevar 3 a 6 horas antes do início do IAM e
atinge seu pico em 12 a 24hs, retorna ao normal 48hs
- VR = até 25U/L
- Valores aumentados = IAM, miocardites e pós operatório de
cirurgias cardíacas
EXAMES LABORATORIAIS

 Enzimas Cardíacas

3) Mioglobina
Proteína encontrada na musculatura esquelética e miocárdica( não
específico)
- No sangue após IAM (1 a 4hs) retorna normal 24 hs.
- VR = até 90 μg/L
- Valores aumentados em traumas musculares, injeções
intramusculares, miopatias, uremias IAM e pós operatório de
cirurgia cardíacas.
EXAMES LABORATORIAIS
 Enzimas Cardíacas

4) Troponina I
É uma proteina muscular cardíaca que se rompe em resposta a danos
miocárdicos e seus componentes são liberados na corrente
sanguínea em aproximadamente 4 a 6 hs após IAM
- VR = menor 2,0 μg/ml
- Valores aumentados IAM, PO cardíaca
 Importância para fisioterapia

Monitorização das atividades de reabilitação e pós no operatório de


cirurgia cardíaca
EXAMES LABORATORIAIS

 Coagulograma
- INR (razão normalizada internacional)= TAP paciente/TAP padrão
- TAP: Tempo de atividade protrombínica (indiretamente mede
vitamina K e fatores da via extríncica da coagulação)
- Valor normal do INR: 1 a 1,3
- Alargado com uso de anticoagulante e/ou antiagregante
plaquetário: limite até 4,0
- Fisioterapia: risco de equimoses, hematoma e acidentes
hemorrágicos
EXAMES LABORATORIAIS

 D-Dímero:
- Indica se a trombina está liberada in vivo com deposição de
fibrina com a ocorrência de fibrinólise secundária.
- Valor normal < 0,5µg/mL
- Importância para fisioterapia:
. Valor aumentado pode indicar TEP, orientando o fisioterapeuta
quanto a conduta ventilatória: VMNI ou VMI
EXAMES LABORATORIAIS

 Lactato arterial
- Ácido láctico, um intermediário no metabolismo de CHO.
Constitui o produto final da glicose anaeróbica que ocorre em
tecidos hipóxicos.
- Marcador de metabolismo anaeróbico
- Valor de referência: menor que 2,5mmol/L ou 5,7 a 22mg/dL
. Repouso: inferior a 2mmol/L
. Durante o exercício: aumenta para 5mmol/L ou mais, pode ou não
acompanhar acidose
OBS: acidose láctica está presente quando a concentração do
lactato arterial é superior a 5mmol/L e o pH arterial é inferior a
7,35
EXAMES LABORATORIAIS

 Lactato arterial
 Valores aumentados

1) Estados hipóxicos: diminuição do O2 tecidual (Choque, ICE,


Asma,IRpA
2) Estados não hipóxicos: disfunção hepática e renal, disfunção da
piruvato-desidroxenase (sepse), uso de fármacos (metanol,
salicilatos)
3) Glicólise aeróbica acelerada: secundária a sepse, convulsões,
paciente politraumatizado, neoplasias

OBS: quando maior valor maior a gravidade e maior chance de óbito


(Vincent, 1996).
EXAMES LABORATORIAIS

 Lactato arterial
 Interpretações para fisioterapia

1) Excelente marcador hipóxico: Terapêutica ventilatória (VMNI ou


VMI)
2) Lactato de 2,5 a 4,9mmol/L: pode optar pela VMNI, porém
conduta expectante quanto ao insucesso da VMNI (atenção as
indicações e contraindicações da VMNI)
3) Lactato maior 5mmol/L: contra indicada a utilização de VMNI, e a
terapia de escolha deve ser a VMI.
4) É contra indicado a abordagem cinesioterapêutica ativa.
REFERÊNCIAS

JUSTINIANO, Alexandre do N. Interpretação de exames laboratoriais


para o fisioterapeuta. Rio de Janeiro: Rubio, 2012.

CUNHA, Carlos Leonardo Figueiredo. Interpretação de Exames


Laboratoriais na Prática do Enfermeiro. Editora Rubio, 2014.

NAOUM, Paulo Cesar; NAOUM, Flávio Augusto. Interpretação


laboratorial do hemograma. São José do Rio Preto, Brazil, 2008.

DE LUCENA ANGULO, Ivan. INTERPRETAÇÃO DO HEMOGRAMA


CLÍNICA E LABORATORIAL.
RAIO X DE TÓRAX
RX
 Incidências
- PA = tórax contato com filme, coração no tamanho normal.

- AP = paciente acamado, limitação na visualização da língula e do


lobo médio, aumento da área cardíaca.

- Perfil = avaliação, perfil esquerdo para não aumentar a área


cardíaca.

- Decúbito lateral = Derrame pleural


RX

 Dose de radiação
 Hipotransparente (branco)
 Hipertransparente (escuro)
 > Densidade (hipotransparente)
 < Densidade (hipertransparente)
 Indivíduo massa maior = maior dose
RX

 Inspiração ideal = inspiração máxima, e tem que se visualizar de 9


a 10 costelas sobrepostas ao parênquima pulmonar.

 Alinhamento = as bordas mediais das clavículas devem estar a


mesma distância da coluna vertebral.
Asma
Atelectasia
Atelectasia
Bronquite
Bronquiectasia
Bronquiectasia, confirmada pela TC (vias aereas dilatadas)
Derrame pleural
Derrame pleural
Pneumonia
Pneumonia
Pneumotorax
Pneumotorax
SDRA
TBC
TB ativa
REFERÊNCIAS

CHANG DW. Fórmulas e cálculos de terapia respiratória. Barueri, SP: Manole,


2015.

MACHADO MGR. Bases da Fisioterapia Respiratória: terapia intensiva e


reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2018

MELO C. Gasometria arterial: da fisiologia à prática clínica. Brasília: E-Books,


2018.

VALIATTI JLS, AMARAL JLG, FALCÃO LFR. Ventilação mecânica:


fundamentos e práticas. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2016.

VIEIRA DSR. Distúrbios ácido básicos aplicados ao paciente crítico. PROFISIO


– Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto, ciclo 3, volume 1, 2012.
OBRIGADO

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