EXAMES COMPLEMENTARES
EXAMES COMPLEMENTARES
Exames Laboratórias:
- Hematologia
- Imunologia
- Bioquímica
Raio X de Tórax
HEMATOLOGIA
EXAMES LABORATORIAIS
Hemograma Completo
- Série vermelha ou eritrograma
- Série branca ou leucograma
- Plaquetometria
EXAMES LABORATORIAIS
Série vermelha ou eritrograma
- Alterações do sistema eritropoético
- Eritrocitoses: hiperplasia reversível decorrente de uma resposta
a estímulos que intensificam a formação de eritrócitos
(hemácias)
- Eritremias: alteração no processo de formação de hemácias
(eritropoese)
- Anemias: perda ou prejuízo na formação dos eritrócitos
(hemácias), hemoglobina ou ambos.
EXAMES LABORATORIAIS
1) Contagem de hemácias
- Valores normais
. H = 4.500.000 a 5.500.000/mm3
. M = 4.000.000 a 5.000.000/mm3
. Crianças = 3.500.000 a 4.500.000/mm3
EXAMES LABORATORIAIS
1) Contagem de hemácias
- Valor abaixo = hipoglobulia e caracteriza uma anemia que
pode ou não estar associada a uma queda na taxa de
hemoglobina.
- Valor acima: policitemia ou poliglobulia; relativa(perda ou
absorção insuficiente de água, ou atração excessiva de água
pelos tecidos); primária (policitemia vera ou de altitude);
secundária (de origem cardíaca, pulmonar, tóxica, infecciosa,
hipofisária)
EXAMES LABORATORIAIS
1) Contagem de hemoglobina (Hemoglobinometria)
- Valor normais
. H = 13 a 16 g/dl
. M = 12 a 15 g/dl
. Crianças = 11 a 13 g/dl
- Valores aumentados vem em decorrência
de fatores que levam a policitemia.
- Valores baixos: anemia
EXAMES LABORATORIAIS
2) Hematócrito (Ht)
- É o valor percentual de hemácias em 100ml de sangue
- Valores normais:
. H = 40 a 54 %
. M = 38 a 47 %
. C = 35 a 39 %
. RN = 60 a 62 %
EXAMES LABORATORIAIS
2) Hematócrito (Ht)
- Valores diminuídos podem estar associados a anemias,
descompensação cardíaca, gravidez e hiperhidratação
- Valores aumentados podem ocorrer em casos de policitemia e
desidratação grave.
EXAMES LABORATORIAIS
ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS
- HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): reflete o conteúdo médio de hemoglobina por
hemácia. VN: 27 a 32pg, HCM maior que 32 – hipercromia, HCM menor que 27 –
hipocromia;
- VCM (Volume Corpuscular Médio) – representa a concentração ou peso médio de
hemoglobina por 100mL de hemácia. microcíticas (< 80fl, para adultos), macrocíticas
(> 96fl, para adultos) e normocíticas (80 - 96fl);
- CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média): é a concentração da
hemoglobina dentro de uma hemácia. O intervalo normal é de 31 - 35g/dl. *A coloração
da hemácia depende da quantidade de hemoglobina: hipocrômicas, hipercrômicas e
normocrômicas.
- RDW (Red Cell distribution width): avalia a distribuição das hemácias, em relação a
largura (anisocitose). Valor de referência: 11,5% a 14,5%.
EXAMES LABORATORIAIS
Importância para fisioterapia
. Transfusão sanguínea
. Desconforto respiratório
. Desmame da VM: Hb<9g/dL pode indicar insucesso do desmame
. Reabilitação: Hb<9g/dL ou hematócrito<30% reabilitação pode
levar a insuficiência respiratória
EXAMES LABORATORIAIS
Objetivos do Leucograma
Determinar infecção ou inflamação.
Determinar a necessidade de testes adicionais, como, por exemplo, o
diferencial de leucócitos ou a biópsia de medula óssea.
Monitorar a resposta à quimioterapia, radioterapia ou outros tipos de
terapia.
EXAMES LABORATORIAIS
Série branca ou Leucograma
Leucograma é o estudo da série branca . O adulto normalmente
apresenta de 5.000-10.000 leucócitos por 1 mm³ de sangue.
Monócitos: Ocorre em infecções virais, leucemia e após quimioterapia.
Linfócitos: Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral
ou leucemia.
Eosinófilos: Ocorre em casos de processos alérgicos ou parasitoses.
Basófilos: Seu aumento causa processos alérgicos.
Neutrófilos: Seu aumento pode indicar infecção bacteriana ou viral.
EXAMES LABORATORIAIS
Série branca ou Leucograma
1) Contagem global de leucócitos
- Valor referência:
. A = 5000 a 10000/mm3
. C = 6000 a 14000/mm3
EXAMES LABORATORIAIS
Série branca ou leucograma
- Leucopenia: redução dos valores de leucócitos abaixo de
5000/mm3, pode indicar processo virótico(como rubéola, HIV),
dengue;
- Leucocitose: aumento do valor dos leucócitos acima de
10000/mm3, mais comum em processos bacterianos como
pneumonias e meningites, hemorragias, abdômen
agudo,traumas recentes com edema.
EXAMES LABORATORIAIS
2) Contagem especifica de Leucócitos
Neutrófilos = 55 a 65% ( Bastões ou bastonetes: 2 a 5%;
Segmentados: 55 a 65%)
Eosinófilos = 2 a 4%
Linfócitos = 21 a 35%
Basófilos = 0 a 1%
Monócitos = 4 a 8%
EXAMES LABORATORIAIS
Leucocitose e Leucopenia
Linfocitose e Linfopenia
Neutrofilia e Neutropenia
Quadro no anexo
Eosinofilia e Eosinopenia
Monocitose e Monocitopenia
Basofilia
EXAMES LABORATORIAIS
Importância para fisioterapia
Diagnóstico de infecções, alergias e inflamações que possam
justificar sintomas respiratórios ou sistêmicos que interfiram na
respiração
Leucocitose >14000/mm3 - pode comprometer o desmame da
ventilação mecânica devido infecção
Leucopenia < 4.000/mm3 – mais susceptíveis a infecções
oportunista, que pode comprometer a sua estabilidade
EXAMES LABORATORIAIS
Plaquetometria
- Valor de referência: 200.000 a 400.000/mm3
. Trombocitose = aumento no número de plaquetas decorrente de
diversas causas ( grandes estímulos medulares, após
hemorragias ou transfusões, infecções, entre outros)
. Trombocitopenia = redução das plaquetas causados por
sofrimento medular, pneumonias, leucemias, desnutrição grave,
meningites, distúrbios de coagulação e sob uso de
anticoagulantes.
EXAMES LABORATORIAIS
Importância para fisioterapia
>600.000/mm3 – risco de acidentes tromboembólicos
<100.000/mm3 –risco de equimoses e hematomas, se com
hemorrágia abdominal ou torácica, evitar manobras torácicas.
IMUNOLOGIA
EXAMES LABORATORIAIS
Prova de Atividade Reumática (PAR)
- Mucoproteínas totais e a fração tirosina (marcador de atividade
reumática)
Valor de referência: Mucoproteínas totais = 45 a 117 mg/dL
Fração tirosina = 1,9 a 4,9 mg/dL
Valores aumentados indicam inflamações agudas, febre reumática,
artrite reumatoide.
Valores diminuídos indicam insuficiência hepática.
EXAMES LABORATORIAIS
Fator reumatoide(IgA, IgM e IgG)
- Valor de referência:
. Não reativo: 0 a 39 Ul/mL
. Fracamente reativo: 40 a 79 Ul/mL
. Reativo: maior ou igual 80Ul/mL
Valores aumentados podem indicar artrite reumatoide, lúpus
eritematose sistêmico, poliomiosite.
EXAMES LABORATORIAIS
Proteina C-reativa (PC-R)
- Proteína sintetizada no fígado
- Marcador de inflamação aguda
- Valor de referência:
- Qualitativo: negativo
- Quantitativa: inferior a 0,8mg/dL
- Valores aumentados pode indicar: infecções bacterianas,
inflamações agudas, infarto agudo do miocárdio, febre
reumática, artrite reumatoide.
EXAMES LABORATORIAIS
Imunoglobulinas
- IgG
Interpretação no Covid-19
- IgM
IgG IgG IgG IgG
X
- IgE negativo positivo negativo positivo
IgM IgM IgM IgM
Negativo positivo positivo negativo
Não houve Houve ou Há infecção Houve a
infecção e o ainda há e poderá infecção e
indivíduo é infeção e transmitir o apresenta
susceptível poderá vírus imunidade
transmitir o contra a
vírus. covid-19.
Não
transmite
mais o vírus
BIOQUÍMICA
EXAMES LABORATORIAIS
Glicose Sérica
- Principal fonte de energia do organismo, sendo produto final do
metabolismo de açúcares e carboidratos
- Glicemia
- Valor referência: - Valores aumentados: DM,
. RN = 40 a 79 mg/dl hipertireoidismo, estresse, uso
fármacos;
. Crianças = 60 a 99 mg/dl
. Adultos = 70 a 99 mg/dl - Valores diminuídos:
hipotireoidismo, desnutrição,
alcoolismo, tumores pancreáticos.
EXAMES LABORATORIAIS
Glicose Sérica
- Importância para fisioterapia
- Hiperglicêmicos: maior risco de tromboembolia (TVP e TEP),
potencial de fadiga, e cetoacidose diabética pode cursar com
insuficiência respiratória ou edema cerebral, devendo maior
vigilância
- Hipoglicêmicos: maior risco de lipotímia/síncope durante
atividade cinesioterapêuticas
EXAMES LABORATORIAIS
Ureia Sérica
É o metabólito principal resultante do catabolismo proteico. É
produzida pelo fígado e passa para a circulação sanguínea para
ser degradada ao nível intersticial e eliminada pelo suor, trato
gastrointestinal e rins. Influenciada pelo grau de hidratação,
dieta proteica e função renal.
- Valor referência = 10 a 50 mg/dl
- Valor altos (uremia): aumento do consumo de proteínas,
desidratação, DM, Irenal, Hemorragia gastrintestinal,
nefropatias.
- Valores baixos: Insuficiência hepática aguda, dieta pobre em
proteínas, gravidez.
EXAMES LABORATORIAIS
Creatinina Sérica
- produto metabólico formado pela descarboxilação da creatina-
fosfato no músculo, é filtrada no glomérulo e seu aumento só é
observado após o aumento da ureia e seu aumento ocorre quando
há aproximadamente metade ou mais de néfrons comprometidos.
- Valor de referência = C = 0,3 a 0,7 mg/dl
A = 0,4 a 1,4 mg/dl
EXAMES LABORATORIAIS
Creatinina Sérica
- Valores aumentados no casos de redução do fluxo sanguíneo renal
(ICC, choque e desidratação) ou uso de alguns fármacos
- Valores baixos em caso de desnutrição, gravidez e doença
hepática grave.
- Importância para fisioterapia: mau funcionamento renal, maior
risco de congestão pulmonar, comprometimento do desmame da
VM, edema, linforréia, limitando atividade cinesioterapêutica.
EXAMES LABORATORIAIS
Ácido Úrico Sérico
- É o produto final do catabolismo das purinas
- Fatores predisponentes: genética, etnia, gênero, idade, peso
corporal, álcool, DM, dieta, medicamentos.
- Valor de referência: H = 3 a 7 mg/dl, M= 2,5 a 6 mg/dl, C= 2 a 5,5
mg/dl
- Valores aumentados: hiperuricemia: dietas ricas em purinas,
linfomas,psoríase, hipercalemia, ICC, HAS, acidose lática, exercício
muscular intenso.
- Valores diminuídos: hipouricemia: carcinoma de pulmão, LMA, uso
de fármacos como furosemida, AAC.
- Importância para Fisioterapia: Valores aumentados causam dor
poliarticular com sinais flogísticos e diminuição da ADM.
EXAMES LABORATORIAIS
Eletrólitos
Sódio Sérico
- Fundamental na distribuição de água corporal (osmolaridade do
plasma)
- Valor referência = 136 a 146 mEq/L
- Hipernatremia = aumento, pode ocorrer por desidratação,
diabetes, acidose diabética.
- Hiponatremia = baixa ingestão de sódio, uso abusivo de
diuréticos, hipotireoidismo,
Importância para fisioterapia
Risco de oscilação da pressão arterial (<120 – hipotensão ou
>160mEq/L -hipertensão)
EXAMES LABORATORIAIS
Potássio Sérico
Capacidade de contração muscular
- Valor de referência:
- A = 3,5 a 5,3 mEq/L
- RN = 3,7 a 5,9 mEq/L
- Valor aumentado: Hipercalemia: oliguria, anúria, choque,
desidratação.
- Valor diminuído: Hipocalemia: vômitos, diarreias, queimaduras
extensas, uso de diuréticos.
OBS: Valores inferiores a 3,0 e maiores 6,0 mEq/L são associados a
sintomas neuromusculares e alterações de ritmo cardíaco. Valor
>10 mEq/L é fatal
EXAMES LABORATORIAIS
Potássio Sérico
Importância para fisioterapia:
. Dificultar o desmame da VM
. Limita a fisioterapia motora: redução – câimbra e fraqueza
muscular; aumento – contração tetânica ou arritmias
EXAMES LABORATORIAIS
Cálcio Sérico
- Papel importante na contração e relaxamento do miocárdio, na
coagulação do sanguínea, condução neuromuscular e na ossificação.
- Valores de referência: C= 8,8 a 10,8 mg/dl, A= 8,4 a 10,6 mg/dl
- Valores aumentados (hipercalcemia) = carcinoma de mama,
gástrico, pulmonar, imobilização prolongada, mieloma múltiplo.
- Valores diminuídos (hipocalcemia) = acidose crônica, deficiência de
vitamina D, uremias, nefropatias.
Importância para Fisioterapia
Valores abaixo de 6 mg/dl, ocasionam deficiências osteomiarticulares e
sobretudo dificuldade na formação do calo ósseo, ou na formação da
matriz óssea, pode comprometer o desmame da VM.
EXAMES LABORATORIAIS
Cloro Sérico
- Juntamente com o sódio controlam a osmolaridade e no balanço
hídrico;
- Valor de referência: 96 a 106mEq/L
- Valores aumentados (hipercloremia): IRA, DM, desidratação,
alcalose resoiratória
- Valores diminuídos (hipocloremia): acidose respiratória, vômitos
prolongados
EXAMES LABORATORIAIS
Magnésio Sérico
- Atua como cofator essencial para enzimas ligadas à respiração celular,
glicólise. É essencial para a preservação da estrutura molecular do
DNA, RNA e Ribossomos.
- Valor de referência: 1,5 a 2,1 mEq/L
- Valores aumentados (hipermagnesemia): laxantes, insuficiência renal,
hipertireodismo, desidratação grave.
- Valores diminuídos (hipomagnesemia): DM, má absorção, hipocalemia,
alcoolismo crônico, pancreatite aguda, dietas pobres em magnésio.
Importância para Fisioterapia
- Valores aumentados são raros.
- Valores diminuídos podem interferir na contração muscular (desmame
da VM)
EXAMES LABORATORIAIS
Magnésio Sérico
Efeitos da Hipermagnesemia
- 5 a 10 mEq/L – Distúrbios no sistema de condução cardíaca
- 10 a 13 mEq/L – perda dos reflexos dos tendões
- 13 a 15 mEq/L – pode ocorrer paralisia respiratória
- Maior que 25 mEq/L – parada cardíaca em diástole
Efeitos da Hipomagnesemia
- Menor que 0,6 mEq/L – fraqueza muscular
EXAMES LABORATORIAIS
Fósforo Sérico
- Valor de referência: C= 4 a 6,5 mg/dl. A= 2,5 a 4,5 mg/dl
- Valores aumentados (Hiperfosfatemia): insuficiência renal, DM,
Hipovolemia, oestoporose.
- Valores diminuídos (Hipofosfatemia): hipotireoidismo, diuréticos,
alcoolismo, nutrição parenteral prolongada.
Importância para Fisioterapia
Níveis diminuídos podem interferir na contração muscular,
dificultando o desmame da VM, e podendo limitar ou impossibilitar as
atividades cinesioterapêuticas.
EXAMES LABORATORIAIS
Ferro Sérico
- Valor de referência: H= 59 a 158µg/dl. M= 37 a 148µg/dl.
- Valores aumentados: intoxicação por ferro, hepatite viral.
- Valores diminuídos: deficiência de ferro, infecção crônica,
neoplasias, IRpA
Importância para Fisioterapia
Níveis diminuídos (menor que 40µg/dl) podem limitar atividades de
cinesioterapia e podem comprometer o desmame ventilatório do
paciente.
EXAMES LABORATORIAIS
Perfil Lipídico
1) Colesterol Total
Valor de referência:
Adultos: Desejável até 200 mg/dL, Limítrofes: 200 a 239mg/dL,
Elevados: acima de 240mg/dL.
De 2 a 19 anos: Desejável até 170 mg/dL, Limítrofes: 170 a
199mg/dL, Elevados: acima de 200mg/dL.
Valores aumentados: hipercolesterolemia,
Valores diminuídos: má absorção, má nutrição, mieoloma
EXAMES LABORATORIAIS
Perfil Lipídico
2) Colesterol Fração - HDL
- HDL: Lipoproteína de alta densidade
- Fatores que levam a diminuição do HDL: genéticos, tabagismo,
obesidade, sendentarismo, hipertrigliceridemia, fármacos.
- Valor de referência:
. Adulto: Desejável: maior que 60mg/dL, baixo: menor que 40mg/dL
. Até 9 anos: Desejável: maior que 40mg/dL, baixo: menor que 40mg/dL
. De 10 a 19 anos: Desejável: maior que 35mg/dL, baixo: menor que
35mg/dL
- Valores aumentados: alcoolismo, cirrose biliar, hepatite crônica.
- Valores diminuídos: arterosclerose, hipercolestorolemia, tabagismo,
obesidade
EXAMES LABORATORIAIS
Perfil Lipídico
2) Colesterol Fração - LDL
- LDL: Lipoproteína de baixa densidade
- Valor de referência:
. Adulto: Ideal: menor que 100mg/dL, Aceitável: 100 a 129mg/dL,
Limítrofes: 130 a 159mg/dL, Aumentados: acima de 160mg/dL
. De 2 a 19 anos: Ideal: menor que 109mg/dL, Limítrofes: 110 a
129mg/dL, Aumentados: acima de 130mg/dL
- Valores aumentados: DM, hepatopatia, anorexia nervosa,
insuficiência renal,diuréticos, anticoncepcionais orais.
- Valores diminuídos: arterosclerose, hipertireoidismo, estresse.
EXAMES LABORATORIAIS
Perfil Lipídico
2) Colesterol Fração - VLDL
- VLDL: Lipoproteína de baixa densidade
- Transportador de lipídeos
- Produzida no fígado a partir do colesterol
- Valor de referência:
. Adulto e crianças: Ideal: menor que 30mg/dL, Limítrofes: 30 a
40mg/dL, Aumentados: acima de 40mg/dL
- Valores aumentados: Hipertrigliceremia familiar
EXAMES LABORATORIAIS
Perfil Lipídico
3) Triglicerídeos
- Distúrbios metabólicos
- HDL: Lipoproteína de baixa densidade
- Valor de referência:
. Adulto: Desejável: maior que 60mg/dL, Baixo: menor que 40mg/dL
. Até 9 anos: Desejável: maior que 40mg/dL, Baixo: menor que
40mg/dL
. De 10 a 19 anos: Desejável: maior que 35mg/dL, Baixo: menor que
35mg/dL
- Valores aumentados: DM, síndrome nefrótica, pancreatite.
- Fisioterapia
Valores diminuídos: má absorção, má nutrição, neoplasias.
EXAMES LABORATORIAIS
Proteínas totais e Frações
- Proteínas sintetizadas no fígado e no sistema reticuloendotelial,
sendo essências na manutenção da pressão oncótica.
- Valores de referência:
. Proteínas totais: 6 a 8g/dL
. Albumina: 3,5 a 5g/dL
.Globulina: 1,5 a 3g/dL
.Relação albumina/globulina: 1,2 a 2,2
- Valores aumentados: hemconcentração, desidratação, mixedema,
processos infecções crônicos.
- Valores diminuídos: perdas renais, desnutrição, infecções graves e
prolongadas, anemias [Link]
EXAMES LABORATORIAIS
Avaliação da função hepatobiliar
Transaminase glutâmico oxalacética (TGO)
- Auxiliam no diagnóstico de doenças cardíacas, hepáticas e
musculares
- Interpretação está associada ao caso clínico
- Valor de referência: até 40Ul/L
- Valor aumentados: necrose hepática,hepatites, gravidez, cirrose
hepática hipotireoidismo, queimaduras graves, lesões musculares,
angioplastia do miocárdio.
EXAMES LABORATORIAIS
Avaliação da função hepatobiliar
Transaminase glutâmico pirúvica (TGP)
- Auxiliam no diagnóstico de doenças hepáticas
- Valor de referência: até 45Ul/L
- Valor aumentados: hepatites infecciosa e tóxica, cirrose, doença
pancreática.
Fisioterapia
EXAMES LABORATORIAIS
Avaliação da função pancreática
Amilase sérica
- Trata-se de hidrolases que degradam complexos de carboidratos
- Na maioria dos pacientes com pancreatite aguda, seus níveis
séricos elevam-se 2 a 12h após o início do episódio, atingindo pico
em 24h e retornando em 48 a 72h.
- Valor de referência: 22 a 108Ul/L
- Valor aumentados: pancreatite aguda, intoxicação alcoólica, lesão
glândula salivar, peritonite, câncer de pâncreas, cetoacidose
diabética, queimaduras graves.
- Valores diminuídos: insuficiência pancreática, fibrose cística
avançada,hepatopatias graves.
EXAMES LABORATORIAIS
Avaliação da função pancreática
Lipase
- Se a amilase sobe ela sobe também.
- Marcador de doença pancreática
- Lipase eleva-se nas primeiras 12h, após o início do episódio,
permanece elevada 7 a 10 dias.
- Valor de referência: 23 a 300Ul/L
- Valores aumentados: pancreatite aguda, pancreatite crônica,
fármacos de ação colinérgica.
Fisioterapia
EXAMES LABORATORIAIS
Perfil glicosídico
Hemoglobina Glicolisada
- É um índice útil no controle metabólico de pacientes diabéticos
- Valor de referência: 2,9% a 4,3% da hemoglobina total
- Valores aumentados: DM descompensada.
Fisioterapia - RCPM
EXAMES LABORATORIAIS
Enzimas Cardíacas
1) Creatinoquinase (CK)
- Músculo esquelético, miocárdio e cérebro.
- Começa a elevar 4 a 6 horas após episódio agudo, atingindo o
pico em até 36 horas, retorna ao normal em até cinco dias.
- VR = H = até 184 U/L e M até 165 U/L
- Valores aumentos = IAM, lesão de musculatura esquelética, PO
cirurgia cardíaca, AVE, TEP
EXAMES LABORATORIAIS
Enzimas Cardíacas
2) CKMB – Creatinoquinase fração MB
É uma isoenzima do CK encontra exclusivamente na musculatura
miocárdica. Começa a elevar 3 a 6 horas antes do início do IAM e
atinge seu pico em 12 a 24hs, retorna ao normal 48hs
- VR = até 25U/L
- Valores aumentados = IAM, miocardites e pós operatório de
cirurgias cardíacas
EXAMES LABORATORIAIS
Enzimas Cardíacas
3) Mioglobina
Proteína encontrada na musculatura esquelética e miocárdica( não
específico)
- No sangue após IAM (1 a 4hs) retorna normal 24 hs.
- VR = até 90 μg/L
- Valores aumentados em traumas musculares, injeções
intramusculares, miopatias, uremias IAM e pós operatório de
cirurgia cardíacas.
EXAMES LABORATORIAIS
Enzimas Cardíacas
4) Troponina I
É uma proteina muscular cardíaca que se rompe em resposta a danos
miocárdicos e seus componentes são liberados na corrente
sanguínea em aproximadamente 4 a 6 hs após IAM
- VR = menor 2,0 μg/ml
- Valores aumentados IAM, PO cardíaca
Importância para fisioterapia
Monitorização das atividades de reabilitação e pós no operatório de
cirurgia cardíaca
EXAMES LABORATORIAIS
Coagulograma
- INR (razão normalizada internacional)= TAP paciente/TAP padrão
- TAP: Tempo de atividade protrombínica (indiretamente mede
vitamina K e fatores da via extríncica da coagulação)
- Valor normal do INR: 1 a 1,3
- Alargado com uso de anticoagulante e/ou antiagregante
plaquetário: limite até 4,0
- Fisioterapia: risco de equimoses, hematoma e acidentes
hemorrágicos
EXAMES LABORATORIAIS
D-Dímero:
- Indica se a trombina está liberada in vivo com deposição de
fibrina com a ocorrência de fibrinólise secundária.
- Valor normal < 0,5µg/mL
- Importância para fisioterapia:
. Valor aumentado pode indicar TEP, orientando o fisioterapeuta
quanto a conduta ventilatória: VMNI ou VMI
EXAMES LABORATORIAIS
Lactato arterial
- Ácido láctico, um intermediário no metabolismo de CHO.
Constitui o produto final da glicose anaeróbica que ocorre em
tecidos hipóxicos.
- Marcador de metabolismo anaeróbico
- Valor de referência: menor que 2,5mmol/L ou 5,7 a 22mg/dL
. Repouso: inferior a 2mmol/L
. Durante o exercício: aumenta para 5mmol/L ou mais, pode ou não
acompanhar acidose
OBS: acidose láctica está presente quando a concentração do
lactato arterial é superior a 5mmol/L e o pH arterial é inferior a
7,35
EXAMES LABORATORIAIS
Lactato arterial
Valores aumentados
1) Estados hipóxicos: diminuição do O2 tecidual (Choque, ICE,
Asma,IRpA
2) Estados não hipóxicos: disfunção hepática e renal, disfunção da
piruvato-desidroxenase (sepse), uso de fármacos (metanol,
salicilatos)
3) Glicólise aeróbica acelerada: secundária a sepse, convulsões,
paciente politraumatizado, neoplasias
OBS: quando maior valor maior a gravidade e maior chance de óbito
(Vincent, 1996).
EXAMES LABORATORIAIS
Lactato arterial
Interpretações para fisioterapia
1) Excelente marcador hipóxico: Terapêutica ventilatória (VMNI ou
VMI)
2) Lactato de 2,5 a 4,9mmol/L: pode optar pela VMNI, porém
conduta expectante quanto ao insucesso da VMNI (atenção as
indicações e contraindicações da VMNI)
3) Lactato maior 5mmol/L: contra indicada a utilização de VMNI, e a
terapia de escolha deve ser a VMI.
4) É contra indicado a abordagem cinesioterapêutica ativa.
REFERÊNCIAS
JUSTINIANO, Alexandre do N. Interpretação de exames laboratoriais
para o fisioterapeuta. Rio de Janeiro: Rubio, 2012.
CUNHA, Carlos Leonardo Figueiredo. Interpretação de Exames
Laboratoriais na Prática do Enfermeiro. Editora Rubio, 2014.
NAOUM, Paulo Cesar; NAOUM, Flávio Augusto. Interpretação
laboratorial do hemograma. São José do Rio Preto, Brazil, 2008.
DE LUCENA ANGULO, Ivan. INTERPRETAÇÃO DO HEMOGRAMA
CLÍNICA E LABORATORIAL.
RAIO X DE TÓRAX
RX
Incidências
- PA = tórax contato com filme, coração no tamanho normal.
- AP = paciente acamado, limitação na visualização da língula e do
lobo médio, aumento da área cardíaca.
- Perfil = avaliação, perfil esquerdo para não aumentar a área
cardíaca.
- Decúbito lateral = Derrame pleural
RX
Dose de radiação
Hipotransparente (branco)
Hipertransparente (escuro)
> Densidade (hipotransparente)
< Densidade (hipertransparente)
Indivíduo massa maior = maior dose
RX
Inspiração ideal = inspiração máxima, e tem que se visualizar de 9
a 10 costelas sobrepostas ao parênquima pulmonar.
Alinhamento = as bordas mediais das clavículas devem estar a
mesma distância da coluna vertebral.
Asma
Atelectasia
Atelectasia
Bronquite
Bronquiectasia
Bronquiectasia, confirmada pela TC (vias aereas dilatadas)
Derrame pleural
Derrame pleural
Pneumonia
Pneumonia
Pneumotorax
Pneumotorax
SDRA
TBC
TB ativa
REFERÊNCIAS
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2015.
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MELO C. Gasometria arterial: da fisiologia à prática clínica. Brasília: E-Books,
2018.
VALIATTI JLS, AMARAL JLG, FALCÃO LFR. Ventilação mecânica:
fundamentos e práticas. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2016.
VIEIRA DSR. Distúrbios ácido básicos aplicados ao paciente crítico. PROFISIO
– Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto, ciclo 3, volume 1, 2012.
OBRIGADO