REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA SAÚDE
HOSPITAL GERAL “HERÓIS DE KIFANGONDO”
SERVIÇO DE CIRURGIA I
ANTOMIA DA REGIÃO INGUINAL
&
HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL
AUTOR: David K. Cinco-reis (Interno do Iº ano de Urologia)
ORIENTADOR DE ROTAÇÃO: Milton de Jesus dos Reis Bernardo
(Especialista em Cirurgia Geral)
ICOLO E BENGO, Julho DE 2025
INTRODUÇÃO
• A região inguinal é a área onde a parede
abdominal anterior se une à coxa. Nessa
área, a parede abdominal enfraquece
devido às alterações que ocorrem durante
o desenvolvimento, e um saco peritoneal,
ou divertículo, com ou sem conteúdo
abdominal, pode se projetar, causando
uma hérnia inguinal. Esse tipo de hérnia
pode ocorrer em ambos os sexos, embora
seja mais comum em homens.
Moore 8. ed. 2019
OBJECTIVOS
• Geral:
- Revisar a anatomia da região inguinal.
• Específicos:
-Descrever a anatomia da região inguinal
-Descrever as hérnias da região inguinal
diagnostico, classificação e tratamento
-Mencionar outros tipos de hérnias da
parede abdominal
SUMÁRIO
ANATOMIA DA REGIÃO INGUINAL
• PLANO SUPERFICIAL
• PLANO MUSCULAR
• PLANO RETROMUSCULAR
CONCEITO DE HÉRNIAS
• INCIDÊNCIA & PREVALÊNCIA
• FISIOPATOLOGIA
• DIAGNÓSTICO
• EXAME FÍSICO PARA AS HÉRNIAS INGUINAIS
• CLASSIFICAÇÃO DE NYHUS
• TIPOS DE TRATAMENTO
OUTRAS HERNEAS DA PAREDE ABDOMINAL
• A fragilidade inerente da parede abdominal
anterior na virilha está relacionada a
alterações que ocorrem durante o
desenvolvimento gonadal. Antes que os
testículos e ovários desçam de sua posição
inicial na parede abdominal superior e
posterior, forma-se um saco peritoneal.
Moore 8. ed. 2019
DESCIDA DOS TESTICULOS
• O testículo humano se origina a
partir de um espessamento do
epitelio celomatico na regiao
medial do duto mesonefrico.
Durante o desenvolvimento
embrionario, no segundo
trimestre gestacional, o testiculo
atravessa a parede abdominal,
passando pelo canal inguinal e
chega ate o escroto.
SBU-2013
DESCIDA DOS TESTICULOS
DESCIDA DOS TESTICULOS
TRIÂNGULO OU ORIFICIO MIOPECTINEAL DE
FRUCHAUD
• Abertura da parede abdominal inferior,
determinada embriologicamente pelos
mecanismos de migração gonadal:
Limites:
⮚ Limite medial: Músculo reto abdominal.
⮚ Limite inferior: Ligamento pectíneo.
⮚ Limite lateral: Músculo psoas.
⮚ Limite superior: Músculos transverso
abdominal e oblíquo interno (arco
transversal)
Carbonell [et al.]
TRIÂNGULO
TriânguloOU
ouORIFICIO MIOPECTINEAL
forame miopectínico de DE
FRUCHAUD
Fruchaud
• Este espaço cirúrgico
é anatomicamente
dividido, graças à
presença do
ligamento inguinal, Foto
em duas regiões Fig 1
topográficas
distintas:
1. Região
inguinoabdominal
2. Região Carbonell [et al.]
REGIÃO INGUINOABDOMINAL
• Anatomicamente, a região inguinoabdominal
apresenta a forma de um triângulo retângulo cuja
hipotenusa inferior é a prega inguinal, que a separa
da região inguinocrural e forma com ela um ângulo
diedro.
• A porção superior é separada da região costolombar
por uma linha horizontal imaginária que se estende
da espinha ilíaca ântero-superior até a borda
externa do músculo reto abdominal (m. reto
abdominal). A borda medial a conecta com a borda
lateral do mesmo músculo. A profundidade da
região se estende até o plano do peritônio parietal.
Carbonell [et al.]
PLANOS DE SUPERFÍCIE
• Os planos mais
superficiais da região
são constituídos:
1. Pele e
Imagem
2. Tecido celular Figura 2
subcutâneo, por
cuja espessura
correm vasos,
nervos superficiais
e vasos linfáticos.
Carbonell [et al.]
Cont.
• Os elementos vasculares
encontrados neste plano
superficial correspondem, no
caso das artérias, à artéria
subcutânea abdominal ou
artéria epigástrica superficial
(a. epigastrica superficialis) que,
oriunda da artéria femoral
superficial (a. femoralis), cruza o
ligamento inguinal e se estende
pela região. Carbonell [et al.]
Plano muscular
• Parede anterior do canal inguinal e
abertura superficial.
• Músculos oblíquo externo, oblíquo
interno e transverso do abdómem.
• Ligamento inguinal.
• Tendão conjunto.
Carbonell [et al.]
MÚSCULO
• A partir dessa parte, eles
continuam para dentro e
para baixo com a forte FIG 8
aponeurose de inserção
do músculo, de modo
que, na realidade, na
região que nos
interessa não há
fibras musculares,
mas apenas a
aponeurose de
inserção do músculo. Carbonell [et al.]
MÚSCULO OBLIQUO EXTERNO
Carbonell [et al.]
• TABELA DE RESUMO DOS MUSCULOS
CANAL INGUINAL
• O canal inguinal
percorre
obliquamente a FIG 3, 10
região inguinal na
direção cranial para
podálica, tendo um
orifício profundo
(intra-abdominal) e
um orifício superficial
(aponeurose da
parede abdominal).
Carbonell [et al.]
LIMITES
Limite anterior: aponeurose
do músculo oblíquo
externo;
Limite lateral: músculo
oblíquo interno;
Limite posterior: fáscia
transversalis e músculo
transverso do abdome;
Limite superior: músculo
oblíquo interno;
Limite inferior: ligamento
inguinal. Carbonell [et al.]
CONTEÚDO DO CANAL INGUINAL
No sexo masculino é representado
pelo funículo (cordão) espermático,
composto:
• Músculo cremaster
• Artéria testicular e veias
testiculares
• Ramo genital do nervo
genitofemoral
• Ducto deferente
• Artéria cremastérica (ramo da
artéria epigástrica inferior)
• Artéria para o ducto deferente (a
partir da artéria vesical superior)
• Artéria espermática
• Plexo testicular simpático
Carbonell [et al.]
• 4-8 vasos linfáticos que drenam
CONTEÚDO DO CANAL INGUINAL
• No sexo feminino
• ligamento redondo
do útero, que se fixa
na base do grande
lábio da vulva.
• Vasos sanguíneos
• Vasos linfáticos
• Nervo ilioinguinal e
ramo genital do
nervo genitofemoral
Carbonell [et al.]
TENDÃO CONJUNTO
FIG 5,6
Carbonell [et al.]
LIGAMENTO INGUINAL
FIG 3
Carbonell [et al.]
PLANOS RETROMUSCULARES
• Parede posterior FIG 5,6
do conduto
inguinal.
• Fáscia transversal.
• Tecido celular
preperitoneal.
Carbonell [et al.]
HÉRNIA DA PAREDE ABDOMINAL
• A hérnia é um defeito na continuidade
musculo aponeurótica da parede ântero-
lateral do abdome, dando origem a um
orifício que permite a passagem de uma
estrutura anatômica, a qual normalmente
não passaria por ele.
• Hérnia externa protrai-se através de todas as
camadas da parede abdominal, enquanto a
hérnia interna é uma protrusão do intestino
através de um defeito na cavidade
peritoneal
Moore 8. ed. 2019
LOCALIZAÇÕES DAS HÉRNIAS ABDOMINAIS
• FIG 1
EPIDEMIOLOGIA
• As hérnias são um problema comum; no entanto,
sua verdadeira incidência é desconhecida. Estima-se
que 5% da população desenvolvam hérnia na parede
abdominal, mas a prevalência pode ser até maior.
Cerca de 75% de todas as hérnias ocorrem na região
inguinal. Dois terços delas são indiretas, e o restante
é constituído por hérnias inguinais diretas. As
hérnias femorais compreendem apenas 3% das
hérnias inguinais.
• Dessa localização em:
✓Hérnia INGUINAL: localizam-se acima do ligamento inguinal.
É dividida em DIRETA e INDIRETA; Mais comum em homens
que mulheres (25/1), do lado Direito
✓ Hérnia FEMORAL: localiza-se abaixo do ligamento inguinal.
Mais comum em mulheres (10/1).
Sabiston, 21ª ed. 2024
HÉRNIA INGUINAL E HÉRNIA FEMORAL
• Fig 3
TRIANGULO DE HESSELBACH
• Limite medial: borda
lateral da bainha do m.
reto abdominal
• Limite súpero-lateral: FIG 12
vasos epigástricos
inferiores
• Limite inferior: ligamento
inguinal (ou de Poupart).
FISIOPATOLOGIA
Hérnias CONGÊNITAS -
inguinais PERSISTÊNCIA DO CONDUTO
PERITÔNIO VAGINAL
Indiretas
Hérnias inguinais ADQUIRIDA FRAQUEZA
diretas e hérnias MUSCULAR da parede
posterior da região inguinal,
femorais
Sabiston, 21ª ed. 2024
FACTORES DE RISCO
• QUADRO DOS FACTORES DE RISCO
Sabiston, 21ª ed. 2024
DIAGNOSTICO
• O diagnóstico de hérnia
inguinal é Clínico
– História clínica
– Exame físico
– Exames de imagem
devem ser solicitados
somente quando há
duvidas (USG, RMN)
FONTE ARQUIVO DO SERVIÇO DE CIRURGIA 1
Sabiston, 21ª ed. 2024
EXAME FÍSICO PARA AS HÉRNIAS INGUINAIS
• O paciente deve ser examinado tanto em
posição supina (deitado) quanto em posição
ortostática (em pé), com a região inguinal
desnuda. Dessas, a posição ortostática é a
preferida, visto que assim há um aumento na
pressão intra-abdominal, facilitando a protusão
da hérnia.
• Inspeção local, observando a região inguinal em
busca de abaulamentos, assimetrias ou massas,
realizar manobra de Valsalva
• Palpação, que deve ser tanto estática — e aqui é
importante palpar os testículos; quanto dinâmica
a principal manobra é de landivar
MANOBRA É DE LANDIVAR
• Ela consiste na colocação da
ponta do dedo, por meio do
escroto, em direção ao anel
inguinal externo Após o
posicionamento correto, é FIG 17
pedido que o paciente faça
manobras que aumentem a
pressão intra-abdominal, a
mais conhecida sendo a
manobra de Valsalva. Com
essa manobra, é possível
sentir o abaulamento na
região inguinal, fechando o
diagnóstico.
CLASSIFICAÇÃO DE NYHUS
• TABELA
Sabiston, 21ª ed. 2024
COMPLICAÇÕES DAS HERNIAS INGUINAIS
• Agudas:
• Irredutível complicada:
1. Encarcerada
2. Atascada
3. Estrangulada
• Cronica: irredutível simples
1. Encarceramento cronico
2. Deslizamento
3. Perda de direito de
domicilio
FONTE ARQUIVO DO SERVIÇO DE CIRURGIA 1
GUTIÉRREZ, 2010
TRATAMENTO
• Podemos dividir o tratamento das hérnias
da região inguinal em:
• Tratamento conservador, também
conhecido como espera vigilante/watchful
waiting; (pacientes assintomáticos,
oligossintomáticos ou risco cirúrgico
elevado)
• Reparo cirúrgico:
– Tratamento cirúrgico aberto, com
especial atenção à técnica de
lichtenstein
– Tratamento cirúrgico laparoscópico
Fagundes,Técnica
TRATAMENTO CIRÚRGICO
• O tratamento cirúrgico envolve
diferentes técnicas operatórias e que
são aplicadas de acordo com os aspetos
fisiopatológicos envolvidos na
manifestação da doença.
• A escolha da técnica mais adequada
pode ser feita de acordo com os critérios
classificatórios propostos por Nyhus.
Fagundes,Técnica
cirúrgica.2023
HENIAS COMPLICADAS
HERNIA
INGUINAL
• FOTO DE RESUMO
TRATAMENTO CIRÚRGICO ABERTO
• Hernioplastias.:
– Técnica de lichtenstein
– Técnica de stoppa-
rives
– Plug femoral
FONTE ARQUIVO DO SERVIÇO DE CIRURGIA 1
Fagundes,Técnica
cirúrgica.2023
TÉCNICA DE LICHTENSTEIN
• Paciente em DDH sob raquianestesia.
• Antissepsia e assepsia.
• Incisão transversal na prega inguinal
(direita/esquerda).
• Incisão levemente arqueada com concavidade
superior, interessando pele e tecido celular
subcutâneo (faixas de Camper e Scarpa).
• Dissecção e exposição da parede aponeurótica
anterior do canal inguinal.
• Identificação do ânulo externo do canal inguinal.
• Secção com bisturi ou tesoura de Metzenbaum da
parede anterior do canal inguinal desde o ânulo
superficial até o ânulo profundo.
• Reparação das bordas com pinças de preensão
mantendo livre o acesso ao canal inguinal.
• Dissecção dos elementos do funículo (cordão)
espermático e isolamento do cordão com dreno
de Penrose fino.
• Dissecção da parede posterior do canal inguinal e
isolamento da fáscia transversalis caracterizando
seu abaulamento (hérnia direta).
• Avaliação do tamanho do defeito da fáscia Fagundes,Técnica
transversalis e corte da tela na medida cirúrgica.2023
TÉCNICA DE LICHTENSTEIN
• A tela, após recortada, é fixada em sua borda
inferolateral com fio de polipropileno 2.0 (sutura
contínua), começando a 2/2,5 cm no tecido fibroso
tubérculo do púbis, continuando com o chuleio até
próximo do anel profundo do canal inguinal.
• A tela no formato retangular é então seccionada
longitudinalmente, fazendo uma fenda na tela de
aproximadamente 3 a 4 cm, ficando então com duas
“asas” (uma lateral e outra medial).
• A borda supero medial da tela é fixada com chuleio
simples ao músculo oblíquo interno ou sua
aponeurose.
• Revisão da hemostasia e acomodação do cordão
espermático.
• As “asas” são então cruzadas lateralmente,
modelando o ânulo interno para uma polpa digital
(2/2,5 cm) e fixadas à parede distal do ligamento
inguinal.
• As bordas da aponeurose do músculo oblíquo
externo são suturadas modelando o ânulo externo
do canal inguinal.
• Revisão da hemostasia da tela subcutânea.
• Fagundes,Técnica
Sutura da tela subcutânea com pontos separados de
TÉCNICA DE STOPPA-RIVES
• Espaço pré-peritoneal,
com colocação de uma
grande tela protética,
recobrindo tanto o
defeito no lado direito
quanto no lado esquerdo.
• Palavra-chave para a
técnica de stoppa-rives é
tela no espaço pré-
peritoneal
Fagundes,Técnica
cirúrgica.2023
TRATAMENTO CIRÚRGICO ABERTO
• TÉCNICA ABERTA SEM TELA
✓ Técnica de SHOULDICE;
✓ Técnica de BASSINI;
✓ Técnica de McVAY.
FONTE ARQUIVO DO SERVIÇO DE CIRURGIA 1
Fagundes,Técnica
TÉCNICA DE SHOULDICE
• Paciente em DDH sob raquianestesia.
• Antissepsia e assepsia.
• Incisão transversal na prega inguinal
(direita/esquerda).
• Incisão levemente arqueada com concavidade
superior, interessando pele, tecido celular subcutâneo
(faixas de Camper e Scarpa).
• Dissecção e exposição da parede aponeurótica
anterior do canal inguinal.
• Identificação do ânulo externo do canal inguinal.
• Secção com bisturi ou tesoura de Metzenbaum da
parede anterior do canal inguinal desde o ânulo
superficial até o ânulo profundo.
• Reparação das bordas com pinças de preensão
mantendo livre o acesso ao canal inguinal.
• Dissecção dos elementos do funículo (cordão)
espermático e isolamento do cordão com dreno de
Penrose fino (Nastro).
• Dissecção da parede posterior do canal inguinal e
isolamento da fáscia transversalis caracterizando seu
abaulamento (hérnia direta).
• Abertura da fáscia transversal desde o anel inguinal
profundo até o púbis até cerca de 2 cm do ligamento Fagundes,Técnica
cirúrgica.2023
TÉCNICA DE SHOULDICE
• Um primeiro plano de sutura (chuleio) é aplicado nos
lábios da fáscia transversalis, começando pela
fixação no tubérculo do púbis, e então a borda
lateroinferior da fáscia é suturada embaixo do
retalho superomedial, até a reconstrução do novo
ânulo profundo do cordão espermático.
• Um segundo plano de sutura contínua, desde o ânulo
profundo até o púbis, leva o retalho súpero medial ao
ligamento inguinal.
• Um terceiro plano de sutura, a partir do ânulo
profundo, aproxima a superfície do músculo oblíquo
interno à superfície inferior da aponeurose
inferolateral do músculo oblíquo externo, ficando
rente ao ligamento inguinal e ao púbis, O quarto
plano de sutura vai agora do púbis até o ânulo
profundo, reforçando o terceiro plano.
• Revisão da hemostasia e acomodação do cordão
espermático.
• Sutura da aponeurose do músculo oblíquo externo.
• Revisão da hemostasia da tela subcutânea.
• Sutura da tela subcutânea com pontos separados de
poliamida 3.0.
• Sutura da pele com poliamida 4.0. Fagundes,Técnica
• cirúrgica.2023
Curativo
TÉCNICA DE BASSINI
• Consiste em Suturar
o tendão conjunto ao
ligamento inguinal
• Apresenta altas taxas
de recidiva
• Vem sendo
abandonada
Fagundes,Técnica
cirúrgica.2023
OUTRAS TÉCNICAS DE REPARO ABERTO SEM TELA
• TABELA
Fagundes,Técnica
REPARO LAPAROSCÓPICO
• VANTAGENS E DESVANTEGESN TABELA
Fagundes,Técnica
CONTRAINDICAÇÕES PARA A
HERNIOPLASTIA LAPAROSCÓPICA
• As principais são:
✓ Incapacidade de tolerar anestesia geral;
✓ Cirurgia pélvica prévia no espaço pré-
peritoneal;
✓ Hérnia inguinal encarcerada e
estrangulada;
✓ Grande hérnia escrotal;
✓ Ascite;
✓ Infecção ativa.
Sabiston, 21ª ed. 2024
HERNIOPLASTIA LAPAROSCÓPICA
• Abordagem transabdominal pré-
peritoneal (tapp)
• Abordagem totalmente
extraperitoneal (tep)
Sabiston, 21ª ed. 2024
ABORDAGEM TRANSABDOMINAL PRÉ-
PERITONEAL (TAPP)
• Tecnica laparoscopica
de abordagem pre-
peritonial pela via
transabdominal
• Menos dor pos-
operatoria e
recuperação mais
rapida
Fagundes,Técnica
cirúrgica.2023
RESUMO DOS PRINCIPIOS TECNICOS
• TABELA
Fagundes,Técnica
COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS
• RECIDIVA HERNIÁRIA
• Lesões nervosas e síndromes de dor crônica LESÃO
TESTICULAR E AO CORDÃO ESPERMÁTICO
(hematoma de bolsa escrotal, Orquite isquêmica e
atrofia testicular, Lesão aos ductos deferentes e às
vísceras)
• Infecções do sítio cirúrgico
• Tabela 45,1 Sabston
Sabiston, 21ª ed. 2024
HERNIAS VENTRAIS
✓ Hérnia umbilical (17,4%);
✓ Hérnia epigástrica (21,7%);
✓ Hérnia incisional (60,9%).
HÉRNIA INCISIONAL
• As hérnias incisionais são
uma complicação
cirúrgica que corresponde
a 15-20% de todas as
hérnias da parede
abdominal, podendo
ocorrer em qualquer tipo
de incisão (mediana,
subcostal etc.), e é mais
comum no sexo feminino
que no sexo masculino
FONTE ARQUIVO DO SERVIÇO DE CIRURGIA 1
Sabiston, 21ª ed. 2024
• fig35
Fagundes,Técnica
HÉRNIA EPIGÁSTRICA
• As hérnias epigástricas ocorrem
no espaço compreendido entre
o processo xifoide e a cicatriz
• A incidência das hérnias
epigástricas gira em torno de 3
a 5% da população, sendo mais
comum no sexo masculino que
no sexo feminino (3:1), com
uma idade média do
diagnóstico entre 20-50 anos.
Elas são múltiplas em até 20%
dos pacientes e a grande
maioria (80%) ocorre na linha
média. Sabiston, 21ª ed. 2024
HÉRNIA UMBILICAL
• Na população adulta, a maioria das
hérnias umbilicais são ADQUIRIDAS. As
condições clínicas que favorecem seu
aparecimento são aquelas que geram
aumento da pressão intra abdominal,
como obesidade, gestação, distensão
abdominal. Uma condição clínica que
merece especial atenção e que
falaremos mais a fundo é em relação
ao paciente ascítico, já que ela é uma
condição que requer tratamento
específico.
• Ela é mais comum no sexo feminino
que no sexo masculino (3:1); no
entanto, ela é mais sintomática no
sexo masculino
Sabiston, 21ª ed. 2024
HÉRNIAS INCOMUNS
✓ Hérnia de Spiegel;
✓ Hérnia lombar;
✓ Hérnias “especiais”, que são
aquelas que, em seu saco
herniário, apresentam
particularidades.
Sabiston, 21ª ed. 2024
HÉRNIA DE SPIEGEL
• As hérnias de Spiegel são
aquelas que ocorrem na
parede abdominal ântero- Fig
42
lateral, mais especificamente
na fáscia de Spiegel, composta
pelas aponeuroses dos
músculos transverso do
abdome e oblíquo interno.
• O tratamento cirúrgico deve
ser indicado pelo risco elevado
de encarceramento devido ao
anel herniário relativamente
estreito Sabiston, 21ª ed. 2024
HÉRNIA LOMBAR
• As hérnias lombares são
protusões do conteúdo
intraperitoneal ou Fig 43
extraperitoneal que
ocorrem na parede
abdominal pósterolateral.
• Elas podem ser
congênitas, o que
corresponde a 20% do
total; o restante (80%) é
de hérnias adquiridas.
Sabiston, 21ª ed. 2024
HERNIAS “ESPECIAIS”
• tabela
Fagundes,Técnica
cirúrgica.2023
CONCLUSÃO
O conhecimento d anatomia da região
inguinal e uma ferramenta indispensável
para o cirurgião, para realização de
diagnostico e tratamento das hérnias.
O tratamento cirúrgico é o único
curativo
As técnicas cirúrgicas são aplicadas de
acordo a classificação fisiopatológica e
clinica.
BIBLIOGRAFIA
1. Sabiston tratado de cirurgia : a base biológica da prática
cirúrgica moderna / editores Courtney M. Townsend ... [et al.] ;
tradução Andrea Delcorso ... [et al.]. - 21. ed. - Rio de Janeiro :
Guanabara Koogan, 2024. : il. ; 28 cm.
2. GÓMEZ, P. Gilberto, GUTIÉRREZ,G.Alejandro. Temas de Cirurgia.
Tomo I. Editorial Ciências Médicas, 2010. Cap 2.
3. Fernando Carbonell Tatay [et al.] : Hernia inguinocrural;
Valencia, 2001
4. Moore, Keith L. Anatomia orientada para a clínica / Keith L.
Moore, Arthur F. Dalley, Anne M. R. Agur ; tradução Claudia Lúcia
Caetano de Araújo. - 8. ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan,
2019.
5. Urologia Brasil/[editores] Aguinaldo Cesar Nardi...[et al.]. São
Paulo: PlanMark; Rio de Janeiro: SBU-Sociedade Brasileira de
Urologia, 2013.
6. Fagundes, Djalma José, Técnica cirúrgica: princípios e
atualizações / Djalma José Fagundes, Murched Omar Taha - 1ed.
- Santana de Parnaíba [SP] : Manole, 2023. 592 p.