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Aula 3. Doencas Parasitarias e Infecciosas

O documento aborda doenças parasitárias infecciosas, com foco na malária, que é causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida por mosquitos Anopheles. Apresenta informações sobre a epidemiologia, modos de transmissão, ciclo de vida do parasita, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da malária, além de cuidados de enfermagem e prevenção. Também menciona brevemente o sarampo e a meningite, destacando suas definições, modos de transmissão e prevenção.

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O documento aborda doenças parasitárias infecciosas, com foco na malária, que é causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida por mosquitos Anopheles. Apresenta informações sobre a epidemiologia, modos de transmissão, ciclo de vida do parasita, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da malária, além de cuidados de enfermagem e prevenção. Também menciona brevemente o sarampo e a meningite, destacando suas definições, modos de transmissão e prevenção.

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Instituto Médio Politécnico Domingos

Thaimo

Curso: Enfermagem Geral

Disciplina: Atenção Básica de Saúde


Tema: Doenças Parasitarias Infecciosas

Docente:
Carolina Cinturão
Definição de Malária
 Malária ou paludismo é uma doença

infecciosa causada por parasitas do

género Plasmodium. A transmissão

ocorre através da picada de mosquitos

infectados do género Anopheles.


Classificação das
espécies de
Plasmodium
Segundo MISAU (2017) existem quatro espécies de
Plasmodium que podem produzir a doença:

 Plasmodium falciparum: Responsável pela


maioria dos casos e formas graves.
 Plasmodium vivax: Comum na Ásia, América
Latina e algumas partes da África.
 Plasmodium ovale: Menos comum, encontrado
principalmente na África Ocidental.
 Plasmodium malariae: Encontrado em várias
regiões tropicais e subtropicais.
Epidemiologia
 Em 2016, cerca de 216 milhões de pessoas foram
diagnosticadas com malária, resultando em
455.000 mortes.
 Na África Subsaariana, a malária continua a ser
um problema de saúde pública significativo.
 Em Moçambique, a malária é responsável por 29%
de todas as mortes hospitalares e 42% das mortes
de crianças menores de cinco anos.
Modo de Transmissão
 Transmitida pela picada de mosquitos
fêmeas do género Anopheles.
 Pode também ser transmitida por
transfusão sanguínea e da mãe para o
bebê através da placenta.
Ciclo de Vida do
Plasmodium
 Detalhamento das fases do ciclo de vida do
parasita:

 Fase hepática: Desenvolvimento inicial no fígado.


 Fase sanguínea: Reprodução nos glóbulos
vermelhos.
 Fase de transmissão: Ingestão de gametócitos
pelo mosquito durante a picada.
Ciclo de Vida do
Plasmodium
 A infecção por malária começa quando os parasitas
(esporozoítos) são introduzidos na pele pela picada do
mosquito vector, invadindo as células do fígado (hepatócitos).
 Lá, multiplicam-se e produzem milhares de novos parasitas
(merozoítos), que rompem os hepatócitos e entram na corrente
sanguínea, invadindo as hemácias e iniciando a esquizogonia
sanguínea, fase em que surgem os sintomas da malária.
 Na fase sanguínea, os merozoítos rompem as hemácias e
invadem outras, repetindo ciclos de multiplicação
Fisiopatologia da Malária
O parasita infecta os glóbulos

vermelhos, causando a sua destruição e

resultando em febre, anemia, e, em

casos graves, disfunção de órgãos e

morte.
Classificação Clínica da
Malária
 Malária Não Complicada:
 Sintomas: Febre, cefaleia, dores no corpo, anemia,
calafrios, falta de apetite, vômitos, diarreia, dores
musculares

 Malária Complicada (Grave):


 Sintomas: Febre alta, convulsões, coma, dificuldade
respiratória, anemia severa.
Diagnóstico da Malária
 Métodos Clínicos:
 Diagnóstico baseado em sinais e
sintomas.

 Métodos Laboratoriais:
 Teste rápido de diagnóstico (TDR).
 Microscopia para detecção de parasitas
no sangue.
NORMA DE TRATAMENTO DA
MALÁRIA
Malária não complicada
 Medicamento de eleição: Artemeter-Lumefantrina
(AL)

 Medicamento alternativo: Artesunato-Amodiaquina


em dose fixa (ASAQ)

Malária complicada/grave
 Medicamento de eleição: Artesunato
EV/IM(incluindo criança com <5kg)
 Medicamento alternativo: Quinino EV/IM
NORMA DE TRATAMENTO DA
MALÁRIA

Malária na gravidez

Malária não complicada


 1° trimestre: Quinino oral
 2 ° Trimestre: Artemeter-lumefantrina

Malária grave/complicada
 Artesunato injectável todos trimestres da gravidez
NORMA DE TRATAMENTO DA
MALÁRIA

Tratamento pré-referência
 Artesunato supositório apenas em crianças menores de 6
anos (APE)
Unidade Sanitária
 Artesunato EV/IM
 Quinino EV/IM

Falência terapêutica
Antes de 28 dias suspeita falência
Após 28 dias nova infecção
Artemeter-Lumefantrina

PESO IDADE DIA 1 DIA 2 DIA 3


(Kg) (anos) hora 12 12 12 12 12
0 horas horas horas horas horas
depois depois depois depois depois
<5
Tratar como malária grave

5 - <3 1 1 1 1 1 1
<15

15 - 3 - < 2 2 2 2 2 2
<25 9

25 - 9 - < 3 3 3 3 3 3
<35 15
Artesunato +Amodiquina
Número de Comprimidos

PESO IDADE Formulação


(Kg) (anos) AS+AQ (mg) DIA 1 DIA 2 DIA 3

<5 Tratar como malária grave

5 - <9 <1 25 /67.5 mg 1 1 1


50mg/
9 - <18 1 - <6 1 1 1
135mg
18 - 6- 100mg/
1 1 1
<36 <14 270mg
100mg/
≥36 ≥14 2 2 2
270mg
FALÊNCIA TERPEUTICA
DEFINIÇÃO CAUSAS
 Vomitos ou diarreia
 Dose insuficiente
Febre ou persistencia  Erro do diagnostic
dos sintomas por mais  Nao cumprimento do
de 3 dias apos tratamento
tratamento correcto e  Resistencia ao medicamento
presenca de parasitas  Medicamento de baixa
exclui-se os qualidade
gametocitos  Interaccoes medicamentosas
 Farmacocinetica anormal do
individuo
 Imunidade baixa
Falencia terapeutica
 Se o doente aparecer dentro dos 28 dias após
o tratamento com sintomas e esfregaço
positivo considerar falência. Tratar segundo a
classificação da doença (malária não complicada
ou complicada/grave).

 Se o doente aparecer após 28 dias do


diagnóstico de malária considere como uma nova
infecção tratar segundo a classificação da
doença (malária não complicada ou
complicada/grave).
Tratamento
Artesunato injectável
Indicações:
 Tratamento de todos os casos graves,
 Mulheres grávidas em todos os trimestres e crianças
menores de 5Kg de peso

Preparação:
 Dissolver o pó de Artesunato 60mg com todo
conteúdo (1ml) de Bicarbonato de sódio 5% (que vem
no pacote). Agite por 2-3min até dissolver.
 A solução de Artesunato ficará inicialmente turva e
depois deve ficar transparente (após agitação)
ARTESUNATO INJECTÁVEL
 Para via Endovenosa (EV): adicionar 5ml de NaCl
0,9% OU Dextrose 5%
 Para via Intramuscular (IM): adicionar 2ml de
NaCl 0,9% OU Dextrose 5%
Atenção: A solução deve ser preparada para
administração dentro de máximo de 1 hora e não pode
ser armazenada para uso posterior.
Posologia:
 Em crianças com peso menor a 20Kg multiplicar
artesunato 3,0mg/kg pelo peso corporal para obter
a quantidade de Artesunato (em mg) a ser
administrada por cada dose.
 Em crianças e adultos com peso igual ou maior
de 20Kg multiplicar 2,4 mg/kg pelo peso corporal
para obter a quantidade de Artesunato (em mg) a ser
administrada por cada dose.
Administracao do artesunato injectavel

Admissão hora zero(0) (seguida de 12/12 horas


até completar 3 doses no 1º dia.
Uma dose diária é indicada nos dias
subsequentes até que o doente tolere a via oral e
passa para a dose completa do AL ou alternativo
na dose completa (três dias).

 Passe para Quinino oral (10mg/kg de 8 em 8 horas por


7dias) para completar 21 doses doente que tenha
feito tratamento prévio com AL e tenha tido falência
terapêutica dentro de 28 dias.
 Se o Artesunato não estiver disponível ou for contra-
indicado, o Quinino injectável é uma alternativa
aceitável ao tratamento da Malária Grave.
Tratamento alternativo:
 Quinino injectável
 A administração rápida de quinino não é segura e nunca
se deve dar directamente na veia pode levar a uma
hipotensão letal.
Posologia:
 10 mg/kg de Dicloridrato de (para uma dose máxima de
600mg).
 Diluir em dextrose a 5% na quantidade calculada em
10ml/kg do doente.

Administração:
 Para via Endovenosa (EV): (gotas/min) durante 4 horas
com intervalo de 8 em 8horas, logo que o doente tolere a
via oral (mínimo 72h de medicação injectável) passar a
medicação por via oral (ver tabela 4)
Artesunato supositório
Peso Idade Artesun Nº total
(kg) ato em de
mg suposit
órios

5 – 14,5 02 - 100 1
36mese
s

14,6- 20 37 - 100 2
60mese
s
Monitorização dos sinais vitais

 Pulso
 Temperatura
 Frequência respiratória
 Tensão arterial.
 Monitorização da ingestão e excreção
 Deve-se manter uma tabela rigorosa de 24 horas da ingestão
e excreção de líquidos, para todos os doentes com malária
grave. Examinar regularmente sinais de desidratação ou de
excesso de líquidos (volume, cor e densidade especifica da
urina).
Monitorização do nível de consciência
Monitorizar o nível de consciência pelo menos de 6 em 6 horas.
Os doentes devem ser virados na cama a intervalos regulares,
para evitar as escaras de decúbito.
Complicações da Malária
 Anemia severa, falência renal, falência
hepática, edema pulmonar,
hipoglicemia, e morte.
Prevenção
 Uso de redes mosquiteiras tratadas com
inseticida.
 Pulverização intradomiciliar.
 Profilaxia medicamentosa para
viajantes.
 Controle ambiental para redução de
criadouros de mosquitos.
Cuidados de Enfermagem
 Monitoramento dos sinais vitais.
 Administração correta dos
medicamentos.
 Educação do paciente e familiares sobre
prevenção.
 Suporte nutricional e hidratação
adequada.
Muito Obrigado
Sarampo
 Definição: doença infecciosa e contagiosa
aguda, de natureza viral, estritamente
humana. É típica da infância, embora possa
aparecer em adultos.
 Definição para efeitos de vigilância
epidemiológica: É definido como qualquer
indivíduo, em especial crianças, que apresente
febre e erupção (exantema) maculo-papular
(não vesicular), com tosse, coriza (corrimento
nasal) ou conjuntivite (vermelhidão nos olhos).
A presença de manchas de Koplik é um sinal
chave de sarampo.
Cont…
 Agente etiológico: Vírus do Sarampo.

 Modo de transmissão: Directa, por via


respiratória, de pessoa a pessoa, por meio de
gotículas de secreções nasofaríngeas. O vírus
penetra na orofaringe, replica-se no epitélio
respiratório e nos gânglios linfáticos regionais
e dissemina-se pelo organismo. A transmissão
do vírus ocorre 2 a 4 dias antes do
aparecimento do rash cutâneo e vai até 4 dias
depois do aparecimento do mesmo.
Cont…
 Período de incubação: de 7 a 18 dias, sendo em
média, entre 10 a 12 dias.

 Quadro Clínico: Após um período prodrómico de 2


a 3 dias, com febre 38-39ºC, tosse, coriza
(inflamação da mucosa nasal acompanhada de
espirros, secreção e obstrução nasal) e conjuntivite,
surge exantema na mucosa da boca e faringe
caracterizado por umas pequenas manchas
características esbranquiçadas sobre base
avermelhada, que surgem na mucosa jugal, na zona
dos dentes pré-molares, chamadas de manchas de
Koplik.
Cont…
 Podem associar-se outros sintomas e sinais:
náuseas, vómitos, diarreia, linfadenopatias
generalizadas e esplenomegalia.
Complicações
 Otite média aguda viral ou bacteriana: é a mais
frequente;
 Pneumonia;
 Sinusite;
 Laringite;
 Encefalite;
Cont…
Exames auxiliares e Diagnóstico

O diagnóstico é fundamentalmente clínico


observando as lesões da pele e as manchas
de Koplik.
É necessário colher 5 ml de sangue venoso para
pesquisa de IgM anti-Sarampo, no âmbito da
vigilância epidemiológica e confirmação diagnóstica
do caso.
Cont…
Conduta e/ou Tratamento
 Cuidados de suporte: hidratação (líquidos),
arrefecimento corporal (para baixar a febre)
 Repouso;
 Antipiréticos: Paracetamol;
 Associar antibióticos para complicações
bacterianas como a otite ou a pneumonia:
Penicilina ou Eritromicina;
Cont…
Prevenção
 É realizada com vacina viva atenuada (vacina
anti-Sarampo – VAS), administrada
normalmente aos 9 meses de idade de acordo
com o calendário nacional de vacinação, que
confere uma protecção duradoura.
 Evitar o contacto entre crianças sadias e
crianças que tem Sarampo, sobretudo nos
primeiros dias da doença (muitas das vezes já é
tarde demais).
Meningite
Meningite é a inflamação das meninges, isto é, das membranas
 revestem o sistema nervoso central (o encéfalo e a medula
que
espinhal).

Etiologia
A inflamação pode ser causada por infecções por vírus, bactérias
ou outros microrganismos (fungos e parasitas);
A Meningite Bacteriana é a mais preocupante porque apresenta
uma elevada taxa de mortalidade.

Principais bactérias que causam a meningite: Neisseria


Meningitidis, Streptoccocus Pneumoniae, Mycobacterium
Tuberculosis e Hemophilus Influenzae.
Modo de transmissão
A transmissão ocorre de forma interpessoal, de
pessoa para pessoa, através de gotículas das vias
respiratórias e/ ou secreções nasofaringeas.
Quadro Clinico
 Febre alta;
 Petequias;
 Rigidez da nuca;
 Sinal de Kerning;
 Sinal de Brudzinski;
 Pressão intracraniana: causando cefaleia,
vómitos, afastamento das suturas, paralisia do
nervo oculomotor, alteração da consciência
(confusão mental, estupor, coma;
1. Sinal de Brudzinski - Ao tentar-se dobrar com cuidado o pescoço do paciente
para cima, um ou ambos os joelhos acabam dobrando para evitar o estiramentos dos
nervos e dor
Sinal de Kerning: Com o paciente deitado com a barriga para cima, o médico
dobra a coxa do paciente por sobre seu abdome e tenta estender a perna. O paciente
com meningite responde com dor, dobrando o outro joelho ou flectindo o pescoço
Complicações
 Surdez;
 Distúrbios Visuais e de Linguagem;
 Deficit Cognitivo/Comportamental;
 Anormalidades motoras;
 Hidrocefalia;
Tratamento
 Antibioticoterapia:
Penicilina G. Cristalizada 20-24milhões de UI
por dia, 5 a 6 milhões de UI administrados de
6/6h durante 06 dias;
Ampicilina 12g EV por dia, administrar 3g de
6/6h;
Ceftriaxona EV 1g de 12/12h;
Clorafenicol EV 1g de 12/12h;
Para casos de EDEMA CEREBRAL Manitol
1g/kg/dose EV a correr em 30min.
Critérios de Referência
 1. Casos de evolução clinica desfavorável;
 2. Auxilio de meios auxiliares de diagnostico
melhorados (Tomografia Computarizada e
Ressonância Magnética);
 3. Complicações como por ex: Hidrocefalia;
Prevenção
Vacinação contra o Hemophilus Influenzae
B incluída na vacina Pentavalente;
 Pode-se administrar também a vacina contra a
Neisseria Meningitidis e Streptoccocus
Pneumoniae (não disponível no Programa
Alargado de Vacinação de Moçambique);
Profilaxia Em casos de contacto com
individuo afectado pode fazer: Rifampicina
20mg/kg/dia, administrado mais precocemente
de preferência nas primeiras 24h após detectar o
caso.
Cuidados de Enfermagem
 Monitorar os sinais vitais do paciente com
enfoque na temperatura corporal e na pressão
arterial;
 Realizar arrefecimento corporal e administrar
antipiréticos;
 Monitorar o estado de hidratação do paciente;
 Administrar a terapêutica prescrita;
Tétano
É uma doença infecciosa grave causada pela
toxina do bacilo tetânico (clostridium tetani);
Este bacilo tetânico pode ser encontrado: no
solo, na poeira e em alguns animais;
Apesar de ser uma doença infecciosa, não e
transmitida de um individuo para outro.
Modo de Transmissão
1. Entra no organismo através de ferimentos ou
lesões da pele;
2. Transmite-se também através do cordão
umbilical do RN;
Quadro Clinico
 Estímulos luminosos, sonoros e de toque
(contracturas);
 Trismus (contracção espasmatica dos músculos
mandibulares);
 Rigidez de pescoço/costas/ instalação do
riso sardónico;
 Cefaleia;
 Irritabilidade;
 Disfagia (espasmos do músculo do pescoço);
 Posição de Opistotono;
 Rigidez da musculatura abdominal, lombar e do
quadril;
 Convulsões tetânicas e febre alta;
Posição de Opistotono
Tétano Neonatal
 Manifesta-se no RN após infecção do cordão
umbilical pelo bacilo tetânico;
 O sistema nervoso do RN e afectado, causando:
Espasmos musculares, Irritabilidade,
Rigidez e Hipertonia ao toque, Convulsões,
Dificuldade Progressiva ao alimentar-se
(sucção e deglutição);
Tratamento
O tratamento e de suporte, monitorar o quadro
clinico que o paciente vai apresentar.
 Administrar ANTIBIOTICOS (Penicilina G.
Cristalizada)
 Metronidazol (Ev/Oral em casos de alergia a
penicilina). Também podemos administrar por via
SNG;
 Imunoglobulinas contra o tétano (500 UI
IM);
 Benzodiazepinas (para promover a sedação
do paciente e controlar os espasmos musculares)
ex: Diazepam;
Cuidados de Enfermagem
 Em casos de RN, mante-los em ambiente calmo,
e sem muita luz;
 Em casos de ferimentos, realizar a limpeza da
ferida (água e sabão ou antissépticos);
 Administrar a terapêutica prescrita;
 Manutenção da alimentação e do equilíbrio
hidroelectrolitico;
 Inserção da SNG para medicação e alimentação
se necessário;
 Canalização de acesso venoso periférico;
 Algaliaҫão vesical;
Prevenção
 Vacinação (administrar VAT-vacina
antitetânica); administrar segundo o calendário
vacinal (para crianças, mulheres grávidas e
mulheres em idade fértil);
 A VAT e administrada em 05 doses (0,5ml) na
região do Ombro Esquerdo (Músculo Deltóide). A
Primeira dose de VAT não confere protecção;

 Para uma imunização adequada em casos de


ferimentos e preciso ter tomado três doses de
doses de texoide tetânico, mulheres em idade
fértil (12-49anos) devem ser prevenidas com três
doses;
Complicações
 BRONCOASPIRAÇÃO (pode causar
Pneumonia);
 FRACTURAS DE OSSOS LONGOS (por causa
de espasmos musculares violentos);
 HEMATOMAS (destruição dos músculos);
 ASFIXIA (por causa dos espasmos contínuos
dos músculos respiratórios);
LEPRA
E uma doença infecto-contagiosa de duração
crónica, sendo predominantemente transmitida
por via respiratória.

ETIOLOGIA: Causada por uma bactéria


denominada Mycobacterium Leprae ou Bacilo
de Hansen.

Factores de Risco: Imunidade baixa especifica


contra o bacilo de Hansen; Fraca higiene;
Imunodepressão (por desnutrição, por HIV, etc.);
Pobreza e Subdesenvolvimento Economico;
Sinais e Sintomas
 Lesão cutânea com perda de sensibilidade
(térmica, táctil e dolorosa);
 Nervos periféricos engrossados (perda de
sensibilidade nas mãos e nos pés);
 Nódulos Cutâneos;
 Linfadenopatias;
 Formigueiros;
 Dores articulares;
 Deformação nos membros (úlceras e inflamação
nos olhos);
 Amputação dos membros sem saber explicar;
 Lesões auto-infligidas;
Tratamento
ANTIBIOTICOTERAPIA: Rifampicina 600mg;
Dapsona 100mg; Clofazimina 100mg;

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