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Direito Penal - Da Culpabilidade

O documento aborda a culpabilidade no direito penal brasileiro, destacando sua função como pressuposto para a aplicação da pena e não como elemento do crime. Discute diferentes teorias sobre a culpabilidade, incluindo a clássica, normativa e finalista, e analisa como fatores como imputabilidade, consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta influenciam a responsabilização do agente. Além disso, menciona a reforma penal de 1984 e as excludentes de culpabilidade previstas no Código Penal Brasileiro.

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Direito Penal - Da Culpabilidade

O documento aborda a culpabilidade no direito penal brasileiro, destacando sua função como pressuposto para a aplicação da pena e não como elemento do crime. Discute diferentes teorias sobre a culpabilidade, incluindo a clássica, normativa e finalista, e analisa como fatores como imputabilidade, consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta influenciam a responsabilização do agente. Além disso, menciona a reforma penal de 1984 e as excludentes de culpabilidade previstas no Código Penal Brasileiro.

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DA CULPABILIDADE

DIREITO PENAL – PARTE


GERAL II
JUÍZO DE
REPROVAÇÃO QUE
RECAI SOBRE O
AUTOR CULPADO POR PRESSUPOSTOS DA
UM FATO TÍPICO E APLICAÇÃO DA PENA.
DOUTRINA ANTIJURÍDICO
BRASILEIRA (MAJORITÁRIO)

(ENTENDIMENTO)
CONSTITUI
REQUISITO DO CRIME
(MINORITÁRIO)

CULPABILIDAD ROGÉRIO GRECO e


E MONIS SODRÉ
ILUSTRAM O FRUTO
DA ESCOLA CLÁSSICA

LIVRE ARBÍTRIO

O HOMEM É
MORALMENTE LIVRE
PARA FAZER SUAS
ESCOLHAS
TEORIAS PARA
FUNDAMENTAR A
CULPABILIDADE
ESCOLA POSITIVA

DETERMINISMO
FATORES INTERNOS E
EXTERNOS SÃO
CAPAZES DE
INFLUENCIAR O
HOMEM A COMETER
ILÍCITOS
SÓ SERÁ LIGADO AO
AGENTE SE ELE FOR
CULPAVEL

CRIME= FATO TÍPICO +


ILICITUDE
CULPABILIDADE =
PRESSUPOSTO PARA
APLICAÇÃO DA PENA
( JUIZO DE REPROVAÇÃO
E CENSURA)

EXCLUSÃO DE CONSIGNA O TERMO “ É


TEORIA BIPARTIDA
CULPABILIDADE ISENTO DE PENA”

REFORMA PENAL DE
1984

EXCLUSÃO DE
CONSIGNA O TERMO “
ANTIJURIDICIDADE OU
NÃO HÁ CRIME”
ILICITUDE
A CULPABILIDADE É
DISPENSÁVEL PARA O
RECONHECIMENTO DO
DELITO
FATO TÍPICO +
ILICITUDE +
CULPABILIDADE

CULPABILIDADE =
ELEMENTO DO CRIME
ANÁLISE DE COMO O
SUJEITO SE
TEORIA TRIPARTIDA POSICIONOU DIANTE
DO EPISÓDIO (FATO
ADMITIR UM CRIME TÍPICO E ILICITUDE)
SEM CULPABILIDADE
É ACEITAR SER
POSSÍVEL CRIME SEM
CENSURA
NEM TODAS AS
PESSOAS QUE
CONVIVEM NESSE
MEIO SOCIAL SE
DEIXAM
INFLUENCIAR E
RESISTEM À
PRÁTICA DE
CRIMES.

CULPABILIDAD
E
(LIVRE
ARBÍTRIO E
DETERMINISM
O COEXISTEM)

O MEIO SOCIAL
PODE EXERCER
INFLUÊNCIA OU
MESMO
DETERMINAR A
PRÁTICA DE UMA
INFRAÇÃO PENAL
DA CULPABILIDADE

Na teoria esposada pelo código penal pátrio a


culpabilidade não se trata de elemento do
crime, mas pressuposto para imposição de
pena, porque, sendo um juízo de valor sobre o
autor de uma infração penal, não se concebe,
ao mesmo tempo, estar dentro do crime, como
seu elemento, e fora, como juízo externo de
valor do agente.
DA CULPABILIDADE

Na culpabilidade afere-se apenas se o agente


deve ou não responder pelo crime cometido.

No CPB, o exame das excludentes de


culpabilidade permite deduzir quais são os
elementos que a compõem.
DA CULPABILIDADE

O artigo 21 exime de pena quem pratica o


fato desconhecendo seu caráter ilícito (ERRO
DE PROIBIÇÃO, ou seja, POTENCIAL
CONSCIÊNCIA DA ILÍCITUDE);
DA CULPABILIDADE

O artigo 22 registra a isenção de pena par ao


sujeito de quem não se pode exigir outra
conduta (INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA
DIVERSA);
DA CULPABILIDADE

Os artigos 26 a 28 referem-se às pessoas que


não detêm capacidade de entender o caráter
ilícito do fato ou de se determinar conforme
esse entendimento (INIMPUTABILIDADE).
DA CULPABILIDADE

Portanto, verifica-se que a culpabilidade


resulta da soma dos seguintes elementos:

IMPUTABILIDADE.
POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE.
EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA.
DA CULPABILIDADE

CONCEITO DE CULPABILIDADE NA
TEORIA DO DELITO
DA CULPABILIDADE

SISTEMA CAUSAL- NATURALISTA


(clássico)
O primeiro conceito de culpabilidade
ocorreu no surgimento do sistema clássico
(LISZT-BELING-RADBRUCH), cuja fase
dogmática definiu-se que:
Não haveria crime sem culpabilidade,
sendo esta composta de dolo ou culpa.
DA CULPABILIDADE

Repudiou-se a responsabilidade penal objetiva.


A culpabilidade era vista como mero vínculo
psicológico entre o autor e fato, por meio
do dolo e da culpa, que eram suas espécies
(TEORIA PSICOLÓGICA DE
CULPABILIDADE – TEORIA CLÁSSICA).
DA CULPABILIDADE

A culpabilidade, segundo esta teoria, reside na


ligação de natureza psíquica entre o sujeito e o
fato criminoso.
Dolo e culpa seriam as formas da
culpabilidade.
Nesta teoria, o DOLO e a CULPA estão
inseridos na culpabilidade. A
culpabilidade integra o crime, englobando
dolo e culpa.
DA CULPABILIDADE

Para essa teoria o único pressuposto exigido


para a responsabilização do agente é a
imputabilidade aliada ao dolo e a culpa.
DA CULPABILIDADE

A principal crítica a essa teoria seria que nela


não se encontra explicação razoável para a
isenção de pena nos casos de COAÇÃO
MORAL IRRESISTÍVEL e OBEDIÊNCIA
HIERÁRQUICA a ordem não manifestamente
ilegal em que o agente é imputável e agiu com
dolo (como excluir-lhe a culpabilidade?).
DA CULPABILIDADE

TEORIA NORMATIVA ou PSICOLÓGICO


NORMATIVA
O sistema neoclássico agregou-se a ela a
noção de reprovabilidade (REINHARD
FRANK), resultando no entendimento de que a
culpabilidade somente ocorreria se o
agente fosse imputável, agisse dolosa ou
culposamente e se pudesse dele exigir
comportamento diferente (TEORIA
PSICOLÓGICO-NORMATIVA ou NORMATIVA
DA CULPABILIDADE)
DA CULPABILIDADE

Assim a estrutura da culpabilidade, para a


teoria normativa, ficaria da seguinte forma:

a)imputabilidade;
b)dolo e culpa;e
c)exigibilidade de conduta diversa.
DA CULPABILIDADE

O conceito de não exigibilidade passou a ser


considerado como causa geral de exclusão de
culpabilidade.
DA CULPABILIDADE

TEORIA DA AÇÃO FINAL OU FINALISTA


(WELZEL) – TEORIA NORMATIVA PURA

Por fim, o sistema finalista, não se promoveu


alteração substancial em sua essência,
permanecendo ela identificada como
REPROVABILIDADE do ato
DA CULPABILIDADE

Corrigiram-se seus elementos à medida que se


identificou a natureza puramente normativa da
culpabilidade, a qual passou a ser composta de
IMPUTABILIDADE, POSSIBILIDADE DE
COMPREENSÃO DA ILICITUDE DA
CONDUTA e de EXIGIR DO AGENTE
COMPORTAMENTO DISTINTO (TEORIA
NORMATIVA PURA DA CULPABILIDADE).
DA CULPABILIDADE

Nessa teoria, o dolo e a culpa foram retirados


do conceito da culpabilidade, inserindo-os na
ação e em consequência no tipo, vez que a
ação é o primeiro elemento do tipo. A
culpabilidade esvaziada do dolo e da culpa,
passou a ter sentido de censurabilidade, de
reprovabilidade, de desvalor de conduta.
DA CULPABILIDADE

Para a teoria finalista, toda conduta humana


vem impregnada de finalidade, seja lícita ou
ilícita. Desta forma, o dolo não mais podia ser
analisado em sede de culpabilidade. O dolo
finalista é natural, livre de necessidade de se
aferir a consciência sobre a ilicitude do fato
para sua configuração. O elemento subjetivo
fora conduzido para a ação. É através da ação
que percebemos a finalidade do agente.
DA CULPABILIDADE

É a teoria defendida pela ESCOLA


FINALISTA (atualmente pela nossa legislação
penal).
DA CULPABILIDADE

Por essa teoria o dolo e a culpa migram da


CULPABILIDADE para a conduta (primeiro
elemento do fato típico) e, desta forma,
quando ausentes , o fato é atípico. O conteúdo
da culpabilidade fica esvaziado com a
retirada do dolo e da culpa, passando a
constituir mero juízo de reprovação ao
autor da infração.
DA CULPABILIDADE

Para a teoria finalista, a culpabilidade não é


requisito do crime, mas simples
PRESSUPOSTO DA APLICAÇÃO DA PENA,
possuindo os seguintes requisitos:
imputabilidade, potencial consciência da
ilicitude e exigibilidade de conduta diversa.
DA CULPABILIDADE

A teoria normativa pura divide-se em TEORIA


LIMITADA DA CULPABILIDADE e TEORIA
EXTREMADA DA CULPABILIDADE.
DA CULPABILIDADE

TEORIA SOCIAL DA AÇÃO (JESCHECK)


A TEORIA SOCIAL DA AÇÃO que, por sua vez,
colocava o dolo e a culpa tanto na ação (e no
tipo) como na culpabilidade, passando a haver,
portanto, o dolo do tipo e o dolo da
culpabilidade. O dolo do tipo é indiciário e o
dolo da culpabilidade é a medida do desvalor
da intenção. O dolo é o mesmo, visto,porém, de
momentos ou ângulos diferentes.
DA CULPABILIDADE

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