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Aula 3 - Metodo Fonico

O método fônico é uma abordagem de ensino da leitura que se destaca por sua eficácia em diversos contextos socioeconômicos, especialmente em comunidades com menos acesso à leitura. Ele se baseia na relação entre sons e letras, promovendo a consciência fonológica e permitindo que crianças leiam palavras desconhecidas. No entanto, críticos apontam que o método desconsidera variações linguísticas e a complexidade da relação entre fala e escrita, o que pode limitar sua eficácia.
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Aula 3 - Metodo Fonico

O método fônico é uma abordagem de ensino da leitura que se destaca por sua eficácia em diversos contextos socioeconômicos, especialmente em comunidades com menos acesso à leitura. Ele se baseia na relação entre sons e letras, promovendo a consciência fonológica e permitindo que crianças leiam palavras desconhecidas. No entanto, críticos apontam que o método desconsidera variações linguísticas e a complexidade da relação entre fala e escrita, o que pode limitar sua eficácia.
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AULA 3- METODO

FONICO
 Os métodos são um conjunto de princípios de teorias e
procedimentos que reúnem todo trabalho pedagógico de uma turma
de alfabetização. Diante disto e do que ressaltamos anteriormente a
cerca de um período onde as dificuldades de aprendizagem no
processo de alfabetizar tornam-se mais evidentes, foi criada uma
diversidade de métodos de alfabetização, que iremos falar mais na
frente, para atender as necessidades de grupos específicos que
podem
 O método Fônico é a metodologia de ensino da leitura mais adotada
nos países desenvolvidos, como por exemplo, a França, Alemanha e
Estados Unidos, devido a sua vantagem sobre o método tradicional
frente às estruturas socioeconômica. Tanto em sociedades letradas
como em não letradas esse método de ensino tende a ter mais
sucesso, pois o mesmo favorece o princípio alfabético e não exige
que a criança traga obrigatoriamente consigo uma bagagem de
conhecimentos antes de ingressar na vida escolar, tendo em vista
que algumas crianças na maioria das vezes, só tem a oportunidade
de contato com o universo da leitura na escola
 Segundo Capovilla e Capovilla (2003, p.15) referindo-se ao método
fônico, enfatiza que: O método fônico baseia-se em instruções fônicas
e metafonológicas, de modo a prover um ensino explícito e
sistemático das correspondências grafofonêmicas, ao mesmo tempo
em que propicia o desenvolvimento de habilidades metafonológicas,
ou seja, da consciência fonológica. Esta é definida como a habilidade
de refletir sobre a estrutura fonológica da linguagem oral, refere-se
tanto à consciência de que a fala pode ser segmentada, quanto à
habilidade de discriminar e manipular tais segmentos.
 o método fônico orienta a criança a associar a parte sonora da escrita
(fonema) ao código gráfico (grafema). Dessa forma ela irá realizar a
estimulação da consciência fonológica que é a própria capacidade de
manipular os sons da fala com suas diferenças e igualdades,
compreendê-las e a partir delas produzir a pronúncia completa da
palavra.
 Dessa forma o sujeito terá a capacidade de ler até mesmo palavras
desconhecidas, que não fazem parte do seu vocabulário. Por este
motivo vários autores e profissionais como fonoaudiólogo,
psicopedagogo e pedagogo, tem defendido a rota fonológica como
essencial para o desenvolvimento da leitura e escrita. A eficácia do
método fônico torna-se superior em caso de comunidades linguísticas
pobres, ou seja, crianças que vivem em uma classe social
desfavorecida que não dispõem de um ambiente familiar que propicie
o contato com a leitura e a escrita, comparadas as que têm acesso
aos bens culturais da civilização letrada. E também para crianças
com deficiência auditiva, uma vez que se refere a um método
multisensorial que trabalha dando ênfase a todos os sentidos da
criança, ou seja, leva a mesma a explorar todos os órgãos sensoriais
ensinando primeiramente a articulação e pronúncia de cada letra
através do tato cinestésico, do olhar e da gesticulação
 O principal pressuposto do método fônico é que o ensino sistemático
das relações entre letras e sons é requisito para a aprendizagem da
leitura e da escrita. O ensino das letras e dígrafos deve ser feito de
acordo com suposta ordem de dificuldade crescente, iniciando pelas
vogais, passando para as consoantes regulares (que só produzem um
som) e deixando por último as dificuldades ortográficas. As letras são
apresentadas uma por vez nas formas cursivas e de imprensa. A cada
letra apresentada seguem exercícios como: escrever a letra inicial de
uma figura; completar palavras (sempre acompanhadas de figuras)
com as letras que faltam e escrever as famílias silábicas. Também são
propostas atividades orais voltadas para o desenvolvimento da
consciência fonológica, como, por exemplo: bater palmas a cada
sílaba de uma palavra falada
 pronunciar isoladamente cada som de uma palavra e observar as
rimas. Embora constem no livro alguns textos, como poemas e
pequenas histórias, não há atividades de interpretação. Os autores do
livro, Capovilla e Capovilla (2005), se fundamentam na ciência
cognitiva da leitura e na psicologia experimental e consideram que a
vantagem do método fônico sobre os demais métodos de
alfabetização é o fato de possibilitar o desenvolvimento da
consciência fonêmica. Trata-se da consciência da fala como fluxo
temporal de certo número de fonemas que se recombinam em
diferentes ordens.
 Capovilla e Capovilla (2005) não explicam o que é fonética e
fonologia, embora defendam o método fônico e critiquem o
construtivismo colocando-se como únicos defensores do ensino das
relações entre letras e sons nos debates atuais sobre alfabetização.
Entretanto, há autores, dentre os quais Cagliari (2008) e Faraco
(2005), que defendem o ensino sistemático das relações entre letras
e sons, valorizando um fator importante que é desconsiderado no
método fônico: as variações linguísticas dos alunos. Tal ausência no
método defendido por Capovilla e Capovilla (2005) é uma contradição
em si, uma vez que a acepção do termo “fonética” remete
justamente à descrição da fala.
 Cagliari (2008) explica que a fonética estuda os sons da fala a partir
dos mecanismos de produção e audição, enfatizando o aspecto
descritivo da realidade fônica da língua. A fonologia se ocupa dos
aspectos interpretativos dos sons, ou seja, da estrutura funcional na
língua. Estuda os elementos fônicos que distinguem, em uma mesma
língua, duas mensagens de sentido diferente. A fonética constata
pronúncias diferentes, por exemplo, em [‘ti.a]5 e [‘tši.a]. A fonologia
interpreta a diferença atribuindo valor único aos sons, por exemplo, o
/t/ que pronunciamos na palavra TUDO, e o /tš/, que pronunciamos na
palavra TIA. O som que varia, como /t/ e / tš/, é chamado de variante.
Entretanto, há contextos em que ocorre uma alteração no significado,
surgindo uma palavra nova. Por exemplo, se for feita a troca do E
pelo I, produzindo VI, no lugar de VÊ, a palavra se torna outra
 A fonética e a fonologia aludem às sonoridades múltiplas dos
fonemas. No método fônico defende-se a alfabetização por meio do
ensino dos sons representados pelas letras, mas as variações
linguísticas são desconsideradas. O método promove uma reflexão
sobre regras de ortografia, mas não sobre as irregularidades
provocadas pelas diferenças entre fala e escrita. Faraco (2005)
enfatiza o equívoco dos métodos fonéticos de alfabetização:
 Muita gente pensa que a grafia representa diretamente a pronúncia
(há até, por aí, baseados nessa crença, métodos ‘fônicos’ ou
‘fonéticos’ de alfabetização!). Trata-se de um equívoco. Primeiro, pela
razão exposta acima: o sistema tem memória etimológica. Em
segundo lugar, porque a grafia – mesmo quando mantém constante a
relação unidade sonora/letra – é, em certo sentido, neutra em relação
à pronúncia. Ou dizendo de outra maneira, há muitas formas de
pronunciar uma palavra (conforme a variedade da língua que se fala),
mas há uma única forma de grafá-la. (FARACO, 2005, p.11)
 O método fônico abarca apenas a primeira característica do sistema
gráfico da língua portuguesa, que é o princípio da representação
alfabética. Para trabalhar a leitura das crianças, entretanto, precisamos
levar em consideração o modo como elas falam. Uma cartilha produzida
para todos os falantes de um mesmo idioma não tem como contemplar
todas as variações linguísticas possíveis deste idioma. O professor,
diante de um livro que visa abranger todo o passo a passo do processo
de alfabetização, condiciona-se a não prestar atenção na fala de seus
alunos. Há casos em que as dificuldades ortográficas existem para todos
os falantes, como o emprego do S ou do Z. No entanto, há casos em que
a dificuldade ocorre apenas para certo grupo dialetal. Em foz do Iguaçu,
chama atenção o fato de que algumas crianças trocam o /š/, de xarope,
por /s/ de sapo. Dizem ‘SAROPI’ [sa.’rO.pi] ao invés de ‘XAROPE’ [š
a.’rO.pi] e ‘BORRASSA’ [bo.’Ra.sa] no lugar de ‘BORRACHA’ [bo.’Ra. ša].
 Para Faraco (2005), a mudança na pronúncia não é pré-requisito para
a alfabetização, mas é desejável que ocorra mais tarde, uma vez que
as populações tradicionalmente urbanas desprezam e desvalorizam
outras pronúncias, principalmente as rurais. A substituição não
deverá ser resultante de uma imposição opressiva, mas de um
processo pelo qual o aluno amadureça seu contato com a variedade
linguística padrão.
 As diferenças entre fala e escrita, segundo argumenta Cagliari
(2008), podem ser mencionadas pelo professor na medida em que se
impõem como dificuldades aos alunos em processo de alfabetização.
A aprendizagem de que a escrita não transcreve a fala permite maior
compreensão na leitura. É preciso que o professor mostre para os
alunos os vários sons que cada letra pode representar, trabalhando a
leitura. Textos significativos são importantes porque o contexto ajuda
o aluno em início de processo de alfabetização a selecionar um
dentre os possíveis sons de cada letra. Falar de acordo com a norma
padrão não é requisito para a alfabetização, mas é importante que a
criança aprenda que existe uma fala padrão, que deve ser utilizada
em situações formais, como no trabalho e na escola.
 Segundo Massini-Cagliari (2001), para que os alunos aprendam a
produzir textos com coerência e coesão, faz-se necessário o domínio
da norma culta. No entanto, não há variação linguística que seja
cópia fiel da escrita. Escreve-se de uma forma apenas e pronuncia-se
de várias formas. Como no início do processo de alfabetização a
criança tende a produzir uma transcrição da sua fala, as diferenças
entre fala e escrita aparecem nas produções espontâneas
 quando os professores destacam os fonemas da palavra desde cedo
estará favorecendo para a aquisição da leitura. É possível destacar
várias habilidades que podem ser trabalhadas em sala de aula que
contribuirá no processo de alfabetização do aluno.
 Consciência e habilidades corporais: é a utilização do corpo através
de exploração dos 5 sentidos, que promoverá uma expansão
cerebral, ou seja, quanto mais a criança explora seu corpo e o mundo
a sua volta mais estará desenvolvendo as áreas corporais,
cenestésicas, criativa e gestual. Consciência fonológica, fonêmica e
fonoarticulatória: consciência fonológica é observação dos sons da
fala, já a consciência fonêmica seria a análise sequencial dos sons,
dentro da palavra e a consciência fonoarticulatória é identificar o
gesto que a boca está articulando enquanto a palavra está sendo
proferida.
 Processamento auditivo: PA é uma habilidade do cérebro de
interpretar, selecionar, decodificar e associar as informações
recebidas pelo aparelho auditivo. Desenvolvimento cognitivo:
segundo JARDINI (2007, p. 17), “O desenvolvimento cognitivo,
antigamente era denominado inteligência, e está diretamente ligado
à hereditariedade e variações individuais, possuindo uma gama
bastante ampla em sua manifestação”. Habilidades espaço
temporais: são as noções espaciais cima, baixo, dentro, fora, frente,
atrás, planos horizontais e verticais (direita e esquerda). Noções
temporais antes, depois e suas relações. Processamento Vísuo motor:
são os movimentos que os olhos fazem, ficando a cabeça parada.
Estas habilidades são essenciais para que a criança consiga se
desenvolver física, emocional e cognitivamente, portanto é
necessário que sejam estimuladas para que haja eficácia no ensino e
aprendizagem dos alunos.
A figura 1 mostrará as formas que os docentes
deverão fazer com sua boca para pronunciar o
som das letras.
 Como pode ser observado a execução correta dos fonemas além de
possibilitar aos alunos naturalidade em sua realização, permitirá que
no futuro sua consciência esteja acostumada a este processo
propiciando facilidade na hora de identificar as letras na palavra.

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