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25 11 2018

A Filosofia é uma prática de vida que busca compreender a realidade em sua totalidade, surgindo na Grécia antiga como uma forma de conhecimento racional e sistemático. A palavra 'filosofia' foi atribuída a Pitágoras, que enfatizou a busca pela sabedoria em vez da posse dela. A filosofia grega contribuiu significativamente para o Ocidente, introduzindo conceitos fundamentais sobre a natureza, o conhecimento e a moralidade.

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A Filosofia é uma prática de vida que busca compreender a realidade em sua totalidade, surgindo na Grécia antiga como uma forma de conhecimento racional e sistemático. A palavra 'filosofia' foi atribuída a Pitágoras, que enfatizou a busca pela sabedoria em vez da posse dela. A filosofia grega contribuiu significativamente para o Ocidente, introduzindo conceitos fundamentais sobre a natureza, o conhecimento e a moralidade.

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Filosofia geral

A Filosofia é um modo de
pensar, é uma postura
diante do mundo. A
filosofia não é um
conjunto de
conhecimentos prontos,
um sistema acabado,
fechado em si mesmo.
Ela é, antes de tudo,
uma prática de vida que
procura pensar os
acontecimentos além de
sua pura aparência.
É o estudo que se caracteriza pela
conceito intenção de ampliar
incessantemente a compreensão
da realidade, no sentido de
apreendê-la na sua totalidade, quer
pela busca da realidade capaz de
abranger todas as outras, o Ser
(ora 'realidade suprema', ora
'causa primeira', ora 'fim último',
ora 'absoluto', 'espírito', 'matéria',
etc.), quer pela definição do
instrumento capaz de apreender a
realidade, o pensamento (as
respostas às perguntas: que é a
razão? o conhecimento? a
consciência? a reflexão? que é
explicar? provar? que é uma causa?
um fundamento? uma lei? um
princípio?
ORIGEM DA FILOSOFIA

é o estudo de problemas fundamentais


relacionados à existência, ao conhecimento, à
verdade, aos valores morais e estéticos, à mente
e à linguagem.
Gênese da Palavra filosofia

Diógenes Laércio, primeiro historiador da


filosofia, atribui a Pitágoras de Samos,
matemático e filósofo da Grécia antiga
(séc. V a.C), a invenção da palavra
filosofia. Perguntado por Leonte, tirano dos
Ilíacos, qual era sua profissão, Pitágoras
respondeu humildemente, que era filósofo
e não sábio, como era costume de seus
predecessores. Para ele, a sabedoria plena
pertence somente a Deus. Aos homens
cabe somente amar a sabedoria. Daí a
denominação filósofo.
A Filosofia Vem da Grécia

A filosofia, compreendida como aspiração ao


conhecimento racional, lógico e sistemático da
realidade natural e humana, da origem e causas
do mundo e de suas transformações, da origem e
causa das ações humanas e do próprio
pensamento, é fato tipicamente grego. Isso não
quer dizer que outros povos antigos como os
chineses, os hindus, os japoneses, os árabes, os
persas, os hebreus, os africanos e os índios
americanos não possuíssem sabedoria nem
tivessem desenvolvido pensamento e formas de
saber com respeito à natureza e aos seres
humanas. Isso de fato fizeram. Mas a filosofia
como ciência é conquista grega.
contribuição da Filosofia Grega Para o Ocidente

• A idéia de que a natureza opera obedecendo a leis e princípios


necessários e universais.
• A idéia de que as leis necessárias e universais da natureza podem
ser plenamente conhecidas pelo nosso pensamento sem
necessidade de revelação divina.
• A idéia de que nosso pensamento também opera obedecendo a
leis, regras e normas necessárias e universais. Nosso pensamento
é lógico ou segue leis lógicas de funcionamento.
• A idéia de que as práticas humanas (ação moral, política, técnicas
e artes) dependem da vontade livre racional ou emocional,
segundo certos valores e padrões convencionados pelos próprios
seres humanos, e não por imposições misteriosas e
incompreensíveis.
• A idéia de que os acontecimentos naturais e humanos são tanto
necessários como acidentais. Uma pedra, por exemplo, cai porque
seu peso, por uma lei natural, exige que ela caia
• A idéia de que os seres humanos, por natureza, aspiram ao
conhecimento verdadeiro, à felicidade, à justiça. Ou seja, os seres
humanos não vivem nem agem cegamente, mas criam valores
pelos quais dão sentido às suas vidas e ações.
O Surgimento da Filosofia

Local e Data. Os historiadores da Filosofia dizem que


ela possui data e local de nascimento:
final do século VII e início do século VI antes de Cristo,
nas colônias gregas da Ásia Menor (particularmente as
que formavam uma região denominada Jônia), na cidade
de Mileto.
O que os gregos fizeram foi alterar de maneira tão original, criativa e substancial a matéria-prima colhida em
outros povos:

• Com relação aos mitos, os poetas gregos retiraram os


aspectos apavorantes e monstruosos das divindades e das
cosmogonias; humanizaram os deuses, divinizaram os
homens; racionalizaram as narrativas míticas.
• Com relação aos conhecimentos, os gregos transformaram
saber empírico e pragmático em saber científico: das
medições, cálculos e contagem fizeram surgir a matemática;
das curas misteriosas criaram a medicina e assim por diante.
• Com relação à organização social e política, os gregos
aperfeiçoaram o sistema de governo e autoridade praticada
por outros povos, dando origem à política.
• Com relação ao pensamento, os gregos inventaram o
conceito ocidental da razão, como pensamento sistemático e
regulamentado por normas. universais
Grandes filósofos
Mito Versus Filosofia
mito é uma narrativa de significação
simbólica, transmitida de geração em
geração e considerada verdadeira ou
autêntica dentro de um grupo, tendo
geralmente a forma de um relato sobre a
origem de determinado fenômeno,
instituição, etc., e pelo qual se formula uma
explicação da ordem natural e social e de
aspectos da condição humana. Em outras
palavras, o mito é uma tentativa de explicar
a origem de alguma coisa (cosmogonia ou
teogonia) de maneira fabulosa.
a Filosofia nasceu de uma transformação
gradual dos mitos gregos ou de uma
ruptura radical com os mitos?
• a Filosofia nasceu de uma ruptura radical
com os mitos, sendo a primeira
explicação científica da realidade
produzida no Ocidente.

• a Filosofia nascera, vagarosa e


gradualmente, do interior dos próprios
mitos, como uma racionalização deles.
As diferenças entre Filosofia e mito
• Enquanto o mito focaliza como as coisas foram num
passado imemorial e fabuloso, a Filosofia se preocupa em
explicar como e por que, no passado, no presente e no
futuro, as coisas são como são.
• Enquanto o mito narra a origem mediante genealogias,
rivalidades e alianças entre forças divinas sobrenaturais e
personalizadas, a Filosofia explica a produção natural das
coisas mediante fatores e causas naturais e impessoais.
• Enquanto o mito não se importa com contradições,
fabulações e incompreensões, a Filosofia não admite tais
coisas, mas exige que a explicação seja lógica, coerente e
racional.
• Enquanto no mito a autoridade da explicação vem do
poeta, na Filosofia a autoridade não vem da pessoa do
filósofo, mas da razão.
Condições Para o Surgimento da Filosofia
• As viagens marítimas, que permitiram
aos gregos descobrir que os locais que os
mitos diziam habitados por deuses, titã e
heróis eram na verdade habitados por
outros seres humanos comuns.
• A invenção do calendário, que é uma
forma de calcular o tempo em dias,
semanas, meses, anos, além das fases da
Lua, das festas religiosas e dos feriados
nacionais. Isto revelou uma capacidade
nova de abstração e uma percepção do
tempo como uma dimensão natural e não
Condições Para o Surgimento da Filosofia
• A invenção da moeda, permitiu uma forma de
troca não realizada mediante coisas concretas ou
de objetos concretos trocados por semelhança,
mas uma troca abstrata, feita pelo cálculo do
valor semelhante das coisas diferentes. Isto
revelou uma nova capacidade de abstração e
generalização.
• O surgimento da vida urbana, que favoreceu
• A invenção da escrita alfabética, que também
revelou o desenvolvimento da capacidade
abstrativa e generalizadora, visto que o alfabeto
• A invenção da política, que introduz três novos
aspectos decisivos para o surgimento da Filosofia.
Períodos da Filosofia Grega
• Grécia homérica, que corresponde ao 400
anos narrados pelo poeta Homero, em seus
dois grandes poemas: Ilíada e Odisséia.
• Grécia arcaica, ou dos sete sábios, que vai
do século VII ao século V antes de Cristo.
• Grécia clássica, nos séculos V e VI antes de
Cristo, apogeu da democracia, do intelecto e
das artes; Atenas domina a Grécia.
• Grécia helenística, a partir do final do
século IV antes de Cristo, quando o Império
Macedônico assume o controle da Grécia, até
o surgimento do Império Romano, época em
que termina sua existência independente.
Os quatro grandes períodos da Filosofia
grega são:
Período pré-socrático ou cosmológico, do fim do
século VII ao fim do século V a.C. A filosofia se ocupa
fundamentalmente com a origem do mundo e as causas
das transformações da Natureza.
Período socrático ou antropológico, do fim do século
V e todo o século IV a.C. A Filosofia investiga as questões
humanas (ética, política, técnicas). Em grego ântrophos
quer dizer homem.
Período sistemático, do fim do século IV ao fim do
século III a.C. A Filosofia procura reunir e sistematizar
tudo quanto foi pensado sobre a cosmologia e a
antropologia.
Período helenístico ou greco-romano, do fim do
século III a.C. até o século VI. A Filosofia se ocupa
sobretudo com as questões da ética, do conhecimento
humano e das relações entre o homem e a Natureza, e de
Período pré-socrático ou cosmológico
• Os principais filósofos pré-socráticos foram:
• da Escola Jônica: Tales de Mileto,
Anxímenes de Mileto, Anaximandro de
Mileto e Heráclito de Éfeso.
• da Escola Itálica: Pitágoras de Samos,
Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento.
• da Escola Eleata: Parmênides de Eléia e
Zenão de Eléia.
• da Escola da Pluralidade: Empédocles de
Agrigento, Anaxágoras de Clazômena,
Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera
características da cosmologia
• Procura explicar racional e sistematicamente a origem, ordem e
transformação da Natureza e, por conseguinte, dos seres humanos.
• Afirma que o mundo não foi criado, pois nada vem do nada; mas é
eterno e está em constante transformação.
• O fundo eterno, perene, imortal, de onde tudo nasce e para onde tudo
volta é invisível para os olhos do corpo e visível somente para o olho
do espírito, isto é, para o pensamento.
• O fundo eterno, perene, imortal e imperecível de onde tudo brota e
para onde tudo retorna é o elemento primordial da Natureza e se
chama physis.
• Embora a physis seja imperecível, dá origem a todos os seres, que são,
diferente do princípio gerador, perecíveis ou mortais. A physis é
imortal, e as coisa físicas mortais.
• Os seres, além de serem gerados e serem mortais, são seres em
constante mutação. O mundo, apesar de estar em contínua mudança,
não perde sua forma, ordem ou estabilidade. Tales dizia que o princípio
de tudo era a água ou o elemento úmido; para Anaxímenes, era o ar ou
o frio; para Heráclito, era o fogo; para Pitágoras, o número; Leucipo e
Demócrito disseram que eram os átomos; Empédocles, os quatro
elementos: terra, ar, água e fogo.
Período socrático ou antropológico
• O ideal educativo passa a ser a formação do cidadão.
Qual é o momento em que o cidadão grego mais realça
sua cidadania? Quando opina, discute, delibera e vota
nas assembléias. Assim, a nova educação estabelece
como padrão ideal a oratória, a arte de falar em público
e persuadir os outros na política.
• Para dar aos jovens essa educação, substituindo a
educação antiga dos poetas, surgem na Grécia os
sofistas, os primeiros filósofos do período socrático. Os
sofistas eram os contemporâneos de Sócrates que
chamavam a si a profissão de ensinar a sabedoria e a
habilidade.
• Sócrates rebelou-se contra os sofistas, dizendo que não
eram filósofos, pois não tinham amor pela sabedoria
nem respeito pela verdade; mas mercenários
oportunistas. Corrompiam o espírito dos jovens fazendo
Características gerais do período socrático
• A Filosofia se volta para as questões
humanas.
• O ponto de partida da Filosofia é o
autoconhecimento.
• Busca de procedimentos que garantam a
descoberta da verdade.
• Definição das virtudes morais e políticas.
• Separação entre opinião e conceito.
• Opiniões e percepções sensoriais como
fonte de erro (Mito da Caverna).
• Pensar é tomado como purificação
intelectual
Período aristotélico ou sistemático
• Este período tem como principal nome o filósofo
Aristóteles de Estagira, discípulo de Platão. Após quase
400 anos de Filosofia, Aristóteles reúne uma verdadeira
enciclopédia de todo o saber produzido e acumulado
pelos gregos em todos os ramos do pensamento e da
prática.
• A Filosofia é vista como a totalidade do saber humano.
Esse saber é classificado e distribuído em campos
próprios com seus respectivos objetos, procedimentos e
formas próprias. Cada campo do conhecimento é uma
ciência (gr. episteme). A lógica não aparece na
classificação das ciências feita pelo estagirita, pois para
ele a lógica não era uma ciência, mas um instrumento
para determinar a validade das ciências. Mais tarde,
porém, torna-se a lógica um ramo específico da
Filosofia.
Campos do conhecimento filosófico de Aristóteles
• Ciências produtivas, que estudavam as
atividades humanas cuja finalidade era a
produção de um objeto: arquitetura, economia,
medicina, pintura, escultura, poesia, teatro,
oratória, arte da guerra, da caça, da navegação
etc.
• Ciências práticas, que estudavam as atividades
humanas cuja finalidade se realiza nelas
mesmas: ética e política.
• Ciências da realidade pura, que estudam a
substância de tudo quanto existe: metafísica.
• Ciências teóricas, que estudavam as coisas que
existem independentes dos homens e de suas
Período helenístico ou cosmopolita
• Neste último período da Filosofia antiga, a polis grega desapareceu
como centro político, pois a Grécia se acha sob o domínio romano.
Deixando a polis de ser referência principal dos filósofos, a
perspectiva deles agora é mundial. Agora o mundo é sua cidade, e
eles são cidadãos do mundo. Em grego, mundo se diz cosmos, por
isso esse período é conhecido como o da Filosofia cosmopolita.
• Essa época filosófica é constituída por grandes sistemas ou
doutrinas. Predominam preocupações com a ética, a física, a
teologia e a religião. Datam desse período quatro grandes
sistemas cuja influência será sentida no pensamento cristão, que
começa a formar-se neste período: estoicismo, epicurismo,
ceticismo e neoplatonismo.
• A grande extensão do Império Romano, a presença crescente de
religiões orientais no império, os contatos comerciais e culturais
entre ocidente e oriente contribuíram de certa forma para uma
orientalização da Filosofia, sobretudo nos aspectos místicos e
religiosos.
Os Principais Períodos da Filosofia
• Filosofia antiga (do séc. VI a.C. ao séc. VI d.C.). Compreende os quatro
grandes períodos da Filosofia greco-romana, mencionados no capítulo
anterior.
• Filosofia patrística (do séc. I ao séc. VIII). Inicia-se com as epístolas de
Paulo e o Evangelho de João e termina com o início da Filosofia medieval.
A patrística é resultado do esforço dos dois apóstolos e dos primeiros pais
da igreja para conciliar a nova religião — cristianismo — com o
pensamento filosófico dos gregos e romanos. A Filosofia patrística liga-se,
portanto, a um aspecto evangelístico e apologético.
• Filosofia Medieval (do séc. VIII ao séc. XIV). A Idade Média foi o período
em que a Igreja Romana dominou a Europa, coroava e destronava reis,
organizou Cruzadas à Terra Santa e criou, à volta das catedrais, as
primeiras universidades ou escolas superiores. Por ter sido ensinada, a
partir do século XII, nas escolas, a Filosofia medieval também é conhecida
como Escolástica. Abrange pensadores europeus, árabes e judeus.
• Filosofia da Renascença (do séc. XIV ao séc. XVI). Marcada pela
descoberta de obras platônicas desconhecidas na Idade Média, de novas
obras de Aristóteles bem como pela recuperação dos grandes autores e
artistas greco-romanos.
• Filosofia Moderna (do séc. XVII a meados do séc. XVIII).
Esse período, conhecido como Grande Racionalismo Clássico,
é distinguido por três grandes mudanças intelectuais:
• Aquela conhecida como o “surgimento do sujeito do
conhecimento”. A Filosofia em vez de começar pela natureza
de Deus para depois referir-se ao homem, começa pela
reflexão, indagando qual a capacidade do intelecto humano
para conhecer e demonstrar a verdade dos conhecimentos.
• Aquela que diz respeito ao objeto do conhecimento. Para os
modernos, as coisas exteriores (a Natureza, a vida social e
política) podem ser conhecidas desde que consideradas
representações formuladas pelo sujeito do conhecimento.
• Aquela que concebe, a partir de Galileu, a realidade como
um sistema racional de mecanismos físicos, cuja estrutura
profunda e invisível é matemática.
• Galileu Galilei, símbolo da resistência à Inquisição e da luta
contra o obscurantismo.
• Filosofia das Luzes ou Iluminismo (meados do séc. XVIII ao início do século
XIX). Esse período crê nos poderes da razão, chamada de As Luzes (daí o
nome Iluminismo). Caracterizava-se pela confiança no progresso e na razão,
pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de
pensamento. Também se usa o termo ilustração. O Iluminismo afirma:
• Pela razão o homem pode conquistar a liberdade e a felicidade social e
política (o movimento filosófico da ilustração foi decisivo para as idéias da
Revolução Francesa de 1789).
• A razão é capaz de evolução e progresso, e o homem é um ser perfectível. A
perfectibilidade consiste em libertar-se através do conhecimento dos
preconceitos religiosos, sociais e morais bem como da superstição, da
ignorância e do medo.
• O aperfeiçoamento da razão ocorre pelo progresso das civilizações.
• Existe diferença entre natureza e civilização.
• Há nesse período grande interesse pelas ciências relacionadas com a idéia de
evolução. Daí a biologia ocupar lugar central no pensamento iluminista. Há
também grande interesse nas artes e nas ciências econômicas.
• Filosofia contemporânea. Abrange o pensamento filosófico que vai desde
meados do século XIX até nossos dias. Por ser o período mais próximo de nós,
parece ser o mais complexo e difícil de definir. Para facilitar uma visão mais
geral do período, traçaremos no próximo capítulo um paralelo entre as
principais idéias do século XIX e as principais correntes de pensamento do
século XX.
As Questões Discutidas Pela
Filosofia Contemporânea
• História e progresso. O séc. XIX é, na Filosofia, o
grande século da descoberta da História ou da
historicidade do homem, da sociedade, das ciências
e das artes. É, sobretudo, com o filósofo alemão
Hegel que se consolida a idéia de que a História é o
modo de ser da razão e da verdade, o modo de ser
dos seres humanos e que, portanto, somos seres
históricos.
• As ciências e as técnicas. No século XIX,
entusiasmada com as ciências e a técnicas bem
como com a Segunda Revolução Industrial, a
Filosofia afirmava a confiança plena e total no saber
científico e na tecnologia para controlar a Natureza,
Utopias revolucionárias
• Em virtude do otimismo gerado pelas idéias de
progresso, desenvolvimento científico-tecnológico e
poderio humano, a Filosofia do século XIX apostou nas
utopias revolucionárias — anarquismo, socialismo e
comunismo — que criariam, graças à ação política
consciente dos explorados e oprimidos, uma sociedade
nova, justa e feliz.
• No entanto, no século XX, com o surgimento das
chamadas sociedades totalitárias — fascismo, nazismo
e stalinismo — e com o aumento das sociedades
autoritárias ou ditatoriais, a Filosofia passou a
desconfiar do otimismo revolucionário e das utopias e
começou a questionar se os seres humanos são
capazes de criar e manter uma sociedade nova, justa e
feliz.
A Cultura.
• No século XIX, a Filosofia vê a cultura como o modo próprio e
específico da existência dos seres humanos. Os animais são seres
naturais; os humanos, seres culturais. A Natureza é governada por
leis necessárias de causa e efeito; a Cultura é o exercício da
liberdade.
• Cultura é o conjunto de características humanas que não são
inatas, e que se criam e se preservam ou aprimoram através da
comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade.
• Para a Filosofia do séc. XIX, em consonância com a idéia de uma
História universal das civilizações, haveria também uma grande
Cultura em desenvolvimento, da qual as diferentes culturas seriam
fases ou etapas. Para os filósofos românticos as culturas não
formavam seqüência progressiva, mas eram culturas nacionais.
• A Filosofia do século XX, que afirmara ser a História descontínua,
afirma também que não há a Cultura, mas culturas diferentes. A
pluralidade de culturas não se deve às nacionalidades, pois a idéia
de nação já é efeito cultural, e de natureza temporária. Deve-se,
antes, às condições históricas, geográficas e políticas próprias
O fim da Filosofia
• O otimismo positivista do século XIX levou a Filosofia
a supor que, no futuro, só haveria ciências e que a
Filosofia desaparecia por não ter motivo para existir,
pois todas as explicações seriam dadas pelas
ciências.
• O século XX, no entanto, mostrou que as ciências
não possuem princípios totalmente certos, seguros e
rigorosos para as investigações, que os resultados
podem ser duvidosos e precários e que,
freqüentemente, uma ciência desconhece seus
limites e pode entrar no campo de investigação de
outra ciência. Além disso, os princípios, métodos,
conceitos e resultados de uma ciência podem estar
inteiramente equivocados. Essa falta de rigor fez
com que a Filosofia voltasse a afirmar seu papel na
• A maioridade da razão.
• O otimismo reinante no século XIX levou a
Filosofia a afirmar que havia alcançado a
maioridade racional. A razão estava plenamente
desenvolvida.
• No entanto, Karl Marx, no final do século XIX, e
Sigmund Freud, no início do século XX, cada
qual em seu campo de investigação,
questionaram esse otimismo racionalista. Marx,
voltado para a economia e política, mostrou que
podemos ter a ilusão de estarmos pensando e
agindo livremente por vontade própria quando
podemos estar sendo manipulados por uma
força social invisível que determina a maneira
como pensamos e agimos — a ideologia.
• Infinito e finito.
• O século XIX deu prosseguimento à antiga
tradição filosófica alimentada pelo pensamento
cristão de que o mais importante é a idéia de
infinito e ilimitado, representado pela Natureza
para os gregos ou pelo Deus Eterno para os
cristãos.
• No entanto, a Filosofia do século XX tendeu a
dar mais importância ao finito e ao limitado.
Esse interesse pelo finito aparece, por exemplo,
numa corrente filosófica surgida entre 1930 e
1950 chamada existencialismo, que define o
homem como “um ser para a morte”, isto é,
um ser que sabe que termina e que precisa
encontrar em si mesmo o sentido de sua
Avaliação
1- a filosofia é...
(a) é um modo de pensar, é uma
postura diante do mundo.
(b) Uma forma de bagunçar o mundo
com pergutas.
(c) uma prática de vida que procura
pensar os acontecimentos além de
sua aparência.
(d) Uma prÁTICA DE VIDA E
RELACIONAMENTO.
2 – O SIGNIFICADO DE SOFIA
é...
(a) ENTENDIMENTO.
(b) SABEDORIA.
(c) PENSADOR
(d) AMIGO DA
SABEDORIA
3– UM FILÓSOFO é...
(a) UM SÁBIO.
(b) UM ARTISTA.
(c) UM PENSADOR
(d) UM AMIGO DA
SABEDORIA
4 – QUEM FOI O CRIADOR DO
TERMO FILOSOFIA?
(a) ARISTÓTELES.
(b) DEUS.
(c) PITÁGORAS DE
SAMOS
(d) SÓCRATES
5 – ELE É CONSIREDADO O PAI
DA FILOSOFIA.
(a) SÓCRATES.
(b) PLATÃO.
(c) ARISTÓTELES
(d) TALES DE MILETO
6– ARISTÓTELES AFIRMAVA QUE A
FILOSOFIA...
(a) NÃO SE PODE APRENDER.
(b) NASCE COM UM ESPANTO.
(c) NÃO PRECISA DA CIÊNCIA
(d) NÃO PRECISA DE
ENTENDIMENTO
7 – O PRIMEIRO FILÓSOFO
FOI ...
(a) PITÁGORAS.
(b) SÓCRATES.
(c) PLATÃO
(d) TALES DE MILETO
8 – a filosofia é...
(a) americana.
(b) brasileira.
(c) grega.
(d) romana.
9 – QUEM CRIOU O MITO DA
CAVERNA?
(a) MILETO.
(b) ARISTÓTELES.
(c) PLATÃO.
(d) PITÁGORAS.
10 – ASSINALE A OPÇÃO que
não apresenta um dOs
Principais Períodos da
Filosofia:
(a) Filosofia antiga
(b) Filosofia Medieval.
(c) Filosofia científica
(d) Filosofia da Renascença

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