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Parada Cardiorespiratória

A paragem cardiorrespiratória (PCR) é a interrupção súbita da circulação sanguínea devido à falência cardíaca. O documento discute a cadeia de sobrevivência em PCR, incluindo reconhecimento, acionamento de emergência, reanimação cardiopulmonar e cuidados pós-PCR. Também aborda a importância da monitorização, uso de medicamentos e controle de temperatura para otimizar a recuperação do paciente.

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Parada Cardiorespiratória

A paragem cardiorrespiratória (PCR) é a interrupção súbita da circulação sanguínea devido à falência cardíaca. O documento discute a cadeia de sobrevivência em PCR, incluindo reconhecimento, acionamento de emergência, reanimação cardiopulmonar e cuidados pós-PCR. Também aborda a importância da monitorização, uso de medicamentos e controle de temperatura para otimizar a recuperação do paciente.

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PARADA

CARDIORRESPI
RATÓRIA
Prof. Esp. Carlos Sales Junior
O QUE É PCR
A paragem cardiorrespiratória ou parada
cardiorrespiratória ou PCR é a interrupção da
circulação sanguínea que ocorre em consequência da
interrupção súbita e inesperada dos batimentos
cardíacos ou da presença de batimentos cardíacos
ineficazes
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA
EM PCR
PRIORIDADES QUE NECESSITAM DE INVESTIGAÇÃO
IMEDIATA PARA ANTECIPAR UM COLAPSO

1) Rebaixamento agudo do nível de consciência e


alterações neurológicas agudas.

2) Alterações importantes dos sinais vitais:


• Frequência respiratória (FR) > 30 ou < 8 ipm ou uso de
musculatura acessória
• Saturação arterial de oxigênio (SatO,) < 90%
• Frequência cardíaca (FC) > 100 ou < 50 bpm
• Pressão arterial sistólica (PAS) < 90 mmHg
• Tempo de reenchimento capilar (EC) > 3 segundos
PRIORIDADES QUE NECESSITAM DE INVESTIGAÇÃO
IMEDIATA PARA ANTECIPAR UM COLAPSO

3) Pacientes com achados potencialmente emergenciais:


• Precordialgia ou dor torácica
• Febre com suspeita de neutropenia
• Suspeita de obstrução de via aérea
• Intoxicações agudas
• Hematêmese, enterorragia ou hemoptise
• Dor intensa
RECONHECIMENTO E ACIONAMENTO
IMEDIATO DO SERVIÇO MÉDICO DE
EMERGÊNCIA
 O profissional de saúde deve reconhecer a PCR:

- Avaliar a responsividade: Chamar o paciente pelo nome!


- Avaliar a respiração e o pulso simultaneamente por 10
segundos.

- Em caso de detecção de ausência de responsividade,


respiração (ou gasping) e pulso, solicitar a outro
profissional, de forma clara e objetiva, que:
Acione a equipe de reanimação/ajuda;
Traga o carrinho de emergência;
Traga o desfibrilador/DEA.
REANIMAÇÃO
CARDIOPULMONAR (RCP)
IMEDIATA DE ALTA
QUALIDADE (SBV)
 Após o acionamento da equipe médica, deve-se iniciar as compressões
torácicas e ventilação em todos os pacientes adultos com PCR, seja por causa
cardíaca ou não cardíaca –
 Com as mãos sobre a metade inferior do esterno (região hipotenar), sem
flexionar os cotovelos;
 Frequência: 100 a 120 compressões/ minuto(SAV) 30 compressões 2
ventilações (SBV)
 Profundidade: mínima de 2 polegadas (5 cm) e máximo 2,4 polegadas (6
cm);
 Permitir retorno total do tórax após cada compressão. Não apoiar-se sobre o
tórax entre as compressões;
 Minimizar as interrupções nas compressões. Não interromper as compressões
por mais de 10 segundos;
 Colocar a prancha rígida embaixo do tórax do paciente, assim que disponível.
COMPRESSÃO TORÁCICA

5a
6cm
DESFIBRILAÇÃO EM PCR:
RITMOS CHOCÁVEIS
 Fibrilação Ventricular (FV) -
>300BPM  Taquicardia Ventricular (TV) – 100 a
200BPM
NÃO DESFIBRILAR
 Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP)

 Assis´tolia
DESFIBRILADOR EXTERNO
AUTOMÁTICO (DEA)
DESFIBRILADOR MANUAL
 Bifásico: 200j
 Monofásico 360j
 Afastar do paciente durante o choque.
SUPORTE AVANÇADO DE
VIDA (SAV)
 Intubação orotraqueal
 Indicações:

• Nível de consciência rebaixado, impedindo o controle adequado do


paciente sobre a patência de suas vias aéreas superiores;
• Falência cárdio-circulatória concomitante: choque circulatório, sinais de
isquemia miocárdica, arritmias graves;
• Paciente com grande trabalho respiratório, com taquipnéia persistente e
utilização da musculatura acessória da respiração, para manter valores
limítrofes na gasometria arterial.
MATERIAL PARA INTUBAÇÃO
OROTRAQUEAL
 Laringoscópio  Tubo orotraqueal (TOT)  Fixador TOT/nastro  Seringa

 Aspirador
 Cânula de Aspiração  Ambú
VENTILAÇÃO
 - O2 a 100% em paciente com PCR
 Administrar O2 para alcance de SatO2 ≥ 94% para os demais pacientes
 Monitore a adequação da ventilação e oxigenação no paciente em PCR
 - Critérios clínicos: elevação do tórax e cianose
 - Capnografia
 - Oxímetro de pulso
 O socorrista pode administrar 1 ventilação a cada 6 segundos (10 respirações por minuto),
enquanto são aplicadas compressões torácicas contínuas (ou seja, durante a RCP com via
aérea avançada).

Evitar ventilação excessiva


MONITORAMENTO E
DROGAS
 Monitore a qualidade da RCP Conecte o monitor/desfibrilador
 Obter acessos venosos
 Administre medicamentos conforme orientação médica
 Administre fluidos conforme orientação medica

 Avalie glicemia capilar


Epinefrina (adrenalina)
 Ação: Vasoconstrição sistêmica
 Melhora o fluxo cerebral e coronariana
 Maior chance de restauração da circulação espontânea
 mg EV a cada 3 a 5 1mg EV a cada 3 a 5 min

Amiodarona
 o antiarrítmico de escolha na Fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia
ventricular sem pulso (TVsp) que persiste ou recorre após a desfibrilação.
 O objetivo não é converter farmacologicamente a FV /TV sp. mas aumentar a
chance da reversão com novo(s) choque(s). Além disso, uma vez revertida a
FV/TVsp, o uso de amiodarona também tem como objetivo manter um ritmo
de perfusão espontânea, reduzindo a chance de recidiva da FV /TV sp.
 Principais recomendações:
 a. Primeira dose: 300 mg. IV ou via intra óssea, em bolus
 b. Segunda dose: ISO mg. IV ou via intra óssea, em bolus .
CUIDADOS PÓS-PCR
 Principais objetivos iniciais e subsequentes dos cuidados pós-PCR:

 Otimizar a função cardiopulmonar e a perfusão de órgãos vitais após o RCE;


 Transportar/transferir para um hospital apropriado ou UTI com completo sistema
de tratamento pós-PCR;
 Identificar e tratar SCAs e outras causas reversíveis;
 Controlar a temperatura para otimizar a recuperação neurológica;
 Prever, tratar e prevenir a disfunção múltipla de órgãos. Isto inclui evitar
ventilação excessiva e hiperóxia⁽³⁾.
 Angiografia: deve ser realizada em caráter de emergência para
todos os pacientes que apresentem supradesnivelamento do
segmento ST no ECG e para os pacientes hemodinâmica ou
eletricamente instáveis sem supradesnivelamento do segmento ST,
para os quais haja suspeita de lesão cardiovascular.

 Controle direcionado de temperatura: Todos os pacientes adultos


comatosos (sem resposta sensata a comandos verbais) – induzidos
ou não – devem ser submetidos ao Controle Direcionado de
Temperatura (CDT) pós parada, tendo como meta manter a
temperatura entre 32 e 36ºC, durante no mínimo 24 horas, para
diminuir o risco de danos neurológicos. Após uma PCR o paciente tem
uma limitação de oxigênio em órgãos nobres, com a diminuição da
temperatura, diminui o metabolismo e o consumo de oxigênio,
possibilitando um melhor desfecho neurológico⁽⁴⁾.
 Continuação do controle de temperatura além de 24
horas: É aconselhável evitar a febre em pacientes comatosos
após o CDT, para evitar danos neurológicos⁽⁴⁾.

 Metas hemodinâmicas após Ressuscitação:


 PA sistólica ideal: acima de 100 mmHG (associado a uma melhor
recuperação)⁽⁴⁾;
 É aconselhável evitar e corrigir imediatamente PA sistólica menor que
90 mmHg e PAM menor que 65 mmHg durante os cuidados pós parada,
pois a hipotensão está associada ao aumento da mortalidade e à
redução da recuperação funcional⁽⁴⁾;
 Nenhuma constatação ou exame pode prever com 100% de certeza, a
recuperação neurológica após a PCR. Após o desaparecimento dos
efeitos da hipotermia e dos medicamentos, provavelmente os exames
(ECG, TC, RM, reflexo pupilar, etc) fornecerão uma previsão precisa do
desfecho⁽⁴⁾.
 Doação de órgãos:
 Todos os pacientes ressuscitados de uma PCR, mas que evoluem para
morte ou morte cerebral, devem ser avaliados como potencial doador de
órgãos, especificamente de rim ou fígado, em ambientes onde haja
programa de rápida obtenção de órgãos⁽⁴⁾.
FIM

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