Os climas
terrestres e
os climas
brasileiros
Prof. Leandro
QUAL A DIFERENÇA ENTRE CLIMA
E TEMPO?
• Tempo: estado da atmosfera num
determinado momento em um determinado
lugar.
• Clima: sucessão de tempos em determinado
lugar. Num período de 30 anos se tem a
definição do comportamento padrão da
atmosfera. Com isso, classifica-se o clima do
local.
• Ocorrem variações do tempo naturalmente.
Ex.: fazer calor no inverno não é uma variação
climática, apenas uma variação natural do
tempo.
• Tempo -> Meteorologia -> Física
• Clima -> Climatologia -> Geografia
ELEMENTOS DO CLIMA
• Temperatura: quantidade de calor
recebido pela radiação solar. Atua
influenciando na umidade e na pressão
atmosférica.
• Umidade: quantidade de moléculas de
vapor d’água no ar. O limite que a
atmosfera comporta é seu ponto de
saturação, que, ao ser atingido, ocorre
precipitação.
• Umidade Relativa: relação da quantidade
de vapor d’água com o ponto de saturação
do local, medido em porcentagem.
ELEMENTOS DO CLIMA
• Precipitação: deposição de água da atmosfera sobre
a superfície Terrestre. Pode ser em estado líquido ou
sólido.
1. Chuva Convectiva: calor aumenta evaporação e o ar
carregado de vapor d’água sobe ao aquecer (perde
densidade). Em altitude elevada, o ar se resfria,
condensa e precipita. Comum no fim de tarde de
locais quentes.
2. Chuva Frontal: encontro de massa de ar fria e
quente faz o ar úmido se condensar rapidamente e
precipitar. Ocorre instabilidade atmosférica e fortes
tempestades.
3. Chuva Orográfica: relevo forma barreira que faz
com que a umidade do ar ascenda. Ar úmido encontra
menor temperature e precipita.
ELEMENTOS DO CLIMA
• Pressão atmosférica: peso que o ar exerce na
superfície terrestre.
Pressão diminui conforme altitude aumenta.
Pressão diminui conforme a temperatura
aumenta.
• Vento: ar em movimento de uma área de baixa
pressão para uma área de alta pressão. Quanto
maior a diferença de pressão, mais forte será o
vento.
FATORES DO CLIMA
• Latitude: define as zonas climáticas a partir da
radiação solar que a Terra recebe -> zonas
tropicais, temperadas/subtropicais e polares.
• Quanto maior a latitude, menor a temperatura.
• Altitude: a cada 1000m, a temperatura cai 6ºC.
Quanto mais elevada a altitude -> menos pressão
atmosférica -> distanciamento das moléculas ->
maior perda de energia solar.
• Quanto maior a altitude, menor a temperatura.
Ação da altitude pode definir o clima de um lugar
como frio, mesmo estando em latitudes tropicais.
FATORES DO CLIMA
• Maritimidade e continentalidade:
• Proximidade com o mar = maritimidade.
• Grande distância do mar = continentalidade.
• Maritimidade influencia mantendo a
temperatura estável.
• Continentalidade se caracteriza por elevada
amplitude térmica (diferença entre maior e menor
temperatura).
FATORES DO CLIMA
• Correntes marítimas: volume de água
com determinada temperatura e
salinidade circulando pelos oceanos.
• Local de origem define se é fria (alta
latitude) ou quente (baixa latitude).
• Correntes marítimas influenciam
condições do mar e do ar por onde
passam.
• Correntes quentes -> intensificam
umidade do ar.
• Correntes frias -> diminui evaporação
e, portanto, umidade do ar.
FATORES DO CLIMA
• Massas de ar: volume de ar com determinada
pressão, temperatura e umidade.
1. Massa Equatorial Continental (mEc):
• Quente por causa da baixa latitude.
• Úmida por se formar na Floresta Amazônica.
• Atua na região amazônica e pode avançar até o
centro-sul no verão.
2. Massa Equatorial Atlântica (mEa):
• Quente por causa da baixa latitude.
• Úmida por se formar no oceano.
• Ocasiona fortes chuvas no litoral nordestino
quando se choca com a massa Polar atlântica.
FATORES DO CLIMA
• Massas de ar: volume de ar com determinada
pressão, temperatura e umidade.
3. Massa Tropical Continental (mTc):
• Quente;
• Única massa seca atuando no país;
• Formada na região da depressão do chaco
(Argentina e Paraguai), atua no Centro-Oeste
brasileiro durante o verão. No inverno, não
interfere no Brasil.
4. Massa Tropical Atlântica (mTa):
• Quente.
• Úmida por se formar no oceano.
• No verão, ocasiona as chuvas orográficas (de
relevo) no sudeste brasileiro.
FATORES DO CLIMA
• Massas de ar: volume de ar com determinada
pressão, temperatura e umidade.
5. Massa Polar Atlântica (mPa):
• Única massa de ar fria do país.
• Úmida, por se deslocar pelo oceano.
• Se forma na região da Patagônia e adentra o
Brasil. No inverno, pode chegar à região
amazônica causando o fenômeno de friagem,
derrubando a temperatura bruscamente. No
centro-sul, causa geadas.
CIRCULAÇÃO GERAL DA
ATMOSFERA
• Zonas de alta pressão são dispersoras de ventos.
Portanto, possui climas estáveis e menos
chuvosos.
• Zonas de baixa pressão recebem os ventos,
ocasionando climas mais instáveis e chuvosos.
• Zona de Convergência Intertropical (ZCIT):
zona próxima à Linha do Equador que recebe os
ventos alísios.
• Ventos alísios: ventos constantes saindo da
latitude 30° Norte e Sul em direção a ZCIT.
Influencia na formação de desertos por levar a
umidade para a ZCIT.
CIRCULAÇÃO GERAL DA
ATMOSFERA
• El Niño:
• Rápido aquecimento das águas superficiais do
pacífico equatorial e, consequentemente, de
parte da costa oeste da América do Sul.
• Em condições normais, os ventos alísios
favorecem a ocorrência da ressurgência.
Ressurgência ocorre quando as águas profundas
(frias) se elevam e entram em contato com
águas superficiais (quentes). A ressurgência faz
com que as águas superficiais fiquem menos
quente e evapore menos.
• Na ocorrência do El niño, as águas superficiais
super aquecidas intensificam a evaporação e
torna as nuvens mais carregadas.
Fonte: Universidade Federal de
Alagoas
CIRCULAÇÃO GERAL DA
ATMOSFERA
• Com essa modificação na atmosfera, todo o
sistema de circulação de ar e o regime de chuvas
é alterado;
• O El Niño eleva as tempestades tropicais nos
oceanos gerando graves inundações e secas por
todo o globo;
• No Brasil, gera mais chuvas no Sul, eleva a
temperatura do Sudeste e intensifica a seca no
Nordeste (ventos alísios enfraquecidos não
carregam a umidade até a região);
Fonte: Universidade Federal de
Alagoas
CLIMAS MUNDIAIS
CLIMAS MUNDIAIS
CLIMA EQUATORIAL
• Altas temperaturas (25ºC).
• Altos índices de pluviosidade (2
000mm/ano).
• Baixa amplitude térmica.
• Localizado nas áreas de baixa latitude, em
proximidade com a Linha do Equador.
CLIMA TROPICAL
• Média de temperatura elevada (20ºC).
• Amplitude térmica baixa, mas com queda
térmica no inverno.
• Duas estações bem definidas: inverno
seco e verão chuvoso.
• Ocorre em baixas latitudes da faixa
intertropical.
CLIMA DE MONÇÕES
Ventos sopram da área
• Sul e Sudeste Asiático. de maior pressão para
a área de menor
pressão.
• Monções: ventos fortes e constantes
relacionados à pressão atmosférica.
• No verão: continente super aquecido e
oceano resfriado. Massas de ar úmidas
chegam ao continente ocasionando as
maiores chuvas do planeta.
• No inverno: continente resfriado e oceano
aquecido. Ventos sopram do continente
para o mar, impedindo a chegada de
massas úmidas. Inverno é marcado por
período de seca intensa.
CLIMA TEMPERADO
• Quatro estações bem definidas:
1. Verão quente.
2. Inverno rigoroso.
3. Outono transitando para estação fria
perdendo com queda de folhas.
4. Primavera transitando para estação
quente com novas folhas.
CLIMA MEDITERRÂNEO
• Ocorre, principalmente, nos países
banhados pelo Mar Mediterrâneo.
• Semelhante ao tropical com médias
térmicas menores.
• Predominância de chuvas nas
estações frias, devido a influência da
massa de ar quente e seca do Deserto do
Saara durante o verão.
• Favorece o turismo de praia em países
como a Grécia, já que o verão é seco.
CLIMA DESÉRTICO
• Baixíssimo índices pluviométricos.
• Próximos aos trópicos de Câncer e Capricórnio.
• Elevadas amplitudes térmicas diária por causa da
extrema aridez.
• Elevada amplitude térmica anual.
• Ventos alísios que saem dos trópicos carregam
umidade para a ZCIT (Zona de Convergência
Intertropical), deixando as regiões dos trópicos
secas.
• Altos relevos podem favorecer aridez pela não
chegada de massas de ar úmidas.
CLIMA DESÉRTICO
• Altas latitudes próximas aos polos.
• Baixíssima temperatura, com médias térmicas
abaixo de 0ºC.
• Verões curtos e dias curtos na maior parte do
ano.
• Precipitação em forma de água baixíssima.
• Comum ocorrer de ficar dias sem radiação solar e
dias com noites muito curtas por causa da
inclinação do planeta.
BRASIL – EQUATORIAL ÚMIDO
• Predominância na Região Norte.
• Elevadas temperaturas.
• Elevados índices de pluviosidade.
• Ação da mEc e da ZCIT influenciam tornando o
clima da Amazônia quente (25ºC) e muito
chuvoso (2 500mm/ano).
• Pouca amplitude térmica.
BRASIL – TROPICAL TÍPICO
• Média de temperatura elevada (20ºC).
• Amplitude térmica baixa, mas com queda térmica
no inverno.
• Duas estações bem definidas: inverno seco e
verão chuvoso.
• Abrange a faixa central do Brasil.
• Desde a região próxima à Amazônia até o Trópico
de Capricórnio.
BRASIL – TROPICAL ÚMIDO
• Do Sul de São Paulo ao Rio Grande do Norte na
faixa litorânea.
• Sem estação seca, com maiores chuvas no início
do ano.
• Baixa amplitude térmica com médias na casa dos
20ºC.
• Muita ocorrência de chuvas orográficas por causa
das barreiras geológicas das serras brasileiras,
como a Serra do Mar.
• Inverno é um pouco mais chuvoso no Nordeste do
que no Sudeste.
BRASIL – TROPICAL DE
ALTITUDE
• Médias térmicas baixas para o padrão brasileiro,
abaixo de 20ºC (12ºC – 18ºC).
• Ocorre principalmente nas serras do Sudeste,
como a Serra da Mantiqueira.
• Baixa pluviosidade, com inverno bastante seco.
• Cidades como Campos do Jordão não ocorre neve
devido a falta de umidade na estação fria.
BRASIL – TROPICAL
SEMIÁRIDO
• Maiores temperaturas do país com média em
28ºC.
• Menor umidade do país, com pluviosidade abaixo
de 700mm/ano.
• Ocorre na Caatinga nordestina, com vegetação
xerófita (cactos) e rios intermitentes (secam no
inverno).
• Planalto da Borborema colabora para aridez do
interior nordestino.
BRASIL – SUBTROPICAL
• Único clima fora da faixa tropical.
• Região Sul do país.
• Latitude elevada e proximidade com a mPa
tornam a região sul mais fria que o padrão
brasileiro.
• Chuvas bem distribuídas ao longo do ano com
pluviosidade de 1 500mm/ano.
• Elevada amplitude térmica anual.