Apresentação NR 35
Apresentação NR 35
Cristiane Santos
- Técnico em segurança do trabalho
- Bombeiro Civil;
- Instrutor treinamentos/NR35.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. INTRODUÇÃO - NR 35 11. CUIDADOS E RECOMENDAÇÕES NO USO DE CORDAS
2. CULPABILIDADE – NEGLIGENCIA/ IMPRUDENCIA/ IMPERICIA 12. ANEXO II - SISTEMAS DE ANCORAGEM
3. OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO – NR 35 13. PRINCIPAIS NÓS PARA TRABALHO EM ALTURA
4. RESPONSABILIDADES 14. PROTEÇÃO CONTRA QUEDA
5. PLANEJAMENTO 15 . CONDIÇÕES IMPEDITIVAS/AVALIAÇÃO DE RISCO
6. ANÁLISE DE RISCO 16. TECNICAS E PROCEDIMENTOS
7. ATIVIDADES NÃO ROTINEIRAS 17. ANEXO I – ACESSO POR CORDAS
8. IDENTIFICAÇÃO DO PERIGO E RISCO 18. MOVIMENTAÇÃO DE CARGA
9. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 19. PRIMEIROS SOCORROS
10. CORDAS DE SEGURANÇA 20. RESGATE EM ALTURA – NOÇÕES BÁSICAS (TÉCNICAS E
EQUIPAMENTOS)
NR 35 - TRABALHO EM ALTURA
Você sabia que aproximadamente 40% dos acidentes de trabalho que ocorrem
anualmente no território Brasileiro, são acidentes decorrentes de quedas durante a
execução dos serviços?
Assim sendo, ao trabalhador, só é devida a culpa quando o acidente for causado por erro
profissional, o que determina a sua imperícia.
A lei 8213 - custeio e benefícios - à partir de sua aprovação considera o descumprimento das
normas de segurança como contravenção penal.
Negligência Imprudência Imperícia
Falta de
Falta de reflexão ou
conhecimento ou
Falta de cuidado e precipitação em
habilidade específica
desleixo proposital tomar atitudes
Definição para o
em determinada diferentes daquelas
desenvolvimento de
situação. aprendidas ou
uma atividade
esperadas.
científica ou técnica.
•Médico neurologista
•Pais falharem em efetuar uma cirurgia
•Passar o sinal
deveres importantes plástica sem aptidão;
vermelho;
para o bem-estar de •Engenheiro elétrico
•Não utilizar
Exemplos filhos; assumir a
equipamentos de
•Médico usar construção de um
proteção individual
utensílios não edifício sem
quando solicitado.
esterelizados. conhecimentos de
engenharia civil.
Apesar de terem significados bem diferentes, há quem confunda negligência, imprudência e imperícia.
As palavras induzem a uma ideia de falta de cuidado, mas há detalhes significativos distintos sobre
cada uma delas.
Responsabilidades
O artigo 30 da Lei de introdução ao Código Civil Brasileiro, diz:
“Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”.
• O QUE É RESPONSABILIDADE?
- Obrigação geral de responder pelas
consequências dos próprios atos ou
pelos de outros.
ATO CULPOSO = quando o agente deu causa ao resultado por: imprudência, negligência ou por imperícia.
Responsabilidades
RESPONSABILIDADE CRIMINAL
O treinamento, deverá também ser realizado quando quaisquer das seguintes situações
abaixo previstas na NR 35 item 35.3.3 ocorrer:
CINTO DE SEGURANÇA
Estas medidas
Somente essesgarantem a segurança
dois pontos e maximizam
são corretos para anexara dispositivos
vida útil do
Nunca anexar dispositivos contra quedas!
equipamento.
contra quedas!
Resistência dos materiais
CINTO
Fitas estruturais: 1.500 Kgf.
COSTURAS
Linha de nylon 6.6, agulha esférica.
CONECTORES
Conectores em duralumínio ou aço
(Mínimo 2.200 Kgf), conforme a NBR 15837.
POSICIONAMENTO
30 cm
<6 kN
Absorvedor novo
1,30 m
15 kN
Absorvedor disparado
ABSORVEDOR DE ENERGIA – SPIQ - NBR 14629
O absorvedor de energia é um dispositivo que, acoplado ao cinto de segurança, que tem a função
de dissipar a energia produzida em uma queda e, diminuir a força exercida sobre o corpo do
trabalhador quando ele é amparado por uma linha de vida ou ponto de ancoragem.
Os Absorvedores de Energia mais comuns são aqueles que se constituem de uma fita de poliamida
ou poliéster dobrada e costurada.
Durante esse processo, e num espaço muito curto de tempo, o trabalhador é desacelerado
gradativamente, evitando uma parada brusca com elevada desaceleração com resultados
consequentemente danosos sobre o seu corpo humano.
ABSORVEDOR DE ENERGIA – SPIQ - NBR 14629
A partir de testes realizados em laboratórios militares com os cintos dos paraquedas, verificou-se
que esse modelo de equipamento era o que melhor amparava um trabalhador quando ocorria uma
queda livre. Logo, estipularam que o limite deveria ser de 6 kN, a metade da força de impacto que o
ser humano suporta.
TRAVA QUEDAS
COMUM
ESPECÍFICO
CONECTORES NBR 15837
Eixo de trabalho
Estas
Por medidas
Somente essesgarantem
questões dois a segurança
pontos
ambientais, são aelegislação
corretos
consulte maximizam doaestado,
para anexar vida útilpara
Nunca
do anexar
equipamento. dispositivos contra quedas!
dispositivos
obter contra quedas!
informações sobre o fim dos resíduos.
VARA TELESCÓPICA DE ANCORAGEM
10. CORDAS DE SEGURANÇA As cordas têm inúmeras aplicações no meio industrial. E entre
todos os usos possíveis, os mais nobres são os da segurança e
do resgate de trabalhadores.
11 mm
EN 1891
12 mm
NÓS
São indispensáveis em grande parte
das aplicações e uso de cordas.
Entretanto, eles são responsáveis pela
redução de cerca de 40% da resistência
de uma corda.
EMENDAS
ABRASÃO
É talvez uma das principais causas de desgaste e redução da
vida útil de uma corda.
INTEMPÉRIES
A ação dos raios ultravioleta (UV) e a umidade sobre as fibras
de uma corda reduzem sensivelmente sua vida útil e a
segurança no uso do produto.
TEMPERATURAS
Altas temperaturas (acima de 80 °C) ou muito baixas (inferiores
a -10 °C) interferem na performance e durabilidade das cordas.
PRODUTOS QUÍMICOS
Na maioria dos casos, RECOMENDA-SE MANTER AS CORDAS
LONGE DE PRODUTOS QUÍMICOS. Algumas fibras são mais
resistentes do que outras a produtos de origem ácida ou
alcalina.
CONTATO MANUAL
Armazenamento:
•Em local seco, ventilado e protegido da luz solar.
Cuidados na utilização:
•Evite pisar no equipamento;
•Não fume próximo de cordas, cintos ou fitas;
•Mantenha o seu equipamento organizado.
1,10m
É a distancia mínima que se deve manter
entre o ponto de ancoragem e o solo,
levando em conta o acionamento do ABS. 1,30m
<6 kN
30 cm
Absorvedor novo
1,30 m
15 kN
Absorvedor disparado
4,90m
FATOR DE QUEDA
É a razão entre a distância que o trabalhador
percorreria na queda e o comprimento do
equipamento que irá detê-lo.
• Fadiga intensa;
• Tensão nervosa;
• Extremos de temperatura
• Chuva
• Raios
• Ventos fortes
Incidente de trabalho
• Um incidente onde não ocorra dano, doença ou fatalidade pode ser
referenciado como um “quase-acidente”.
Acidente de trabalho
• Um acidente é um incidente no qual houve dano, doenças ou fatalidade.
Avaliação dos riscos
Avaliação dos riscos
Atos inseguros
Avaliação dos riscos
Recomendações
• Não se deslocar pela estrutura sem equipamentos de segurança;
• Mantenha-se sempre conectado em pontos estruturais;
• Certifique-se que a estrutura é segura;
• Não usar os equipamentos de segurança, alegando que o mesmo atrapalha ou
incomoda.
NOTÍCIAS ACIDENTES DE TRABALHO
ENVOLVENDO QUEDAS
Trabalhador morre após sofrer choque em
posto de combustíveis desativado
21/02/2020
Fonte: [Link]
Trabalhador morre após cair de andaime na
Avenida Nossa Senhora de Fátima
28/05/2019
Fonte: [Link]
Seis trabalhadores morrem após queda de torre de
transmissão em RO
09/12/2014
Fonte: [Link]
Trabalhador morre após queda em
indústria de Maringá
03/10/2012
"Um homem morreu após cair de uma altura de 5 metros em uma empresa localizada na Rua Braz Izelli, no
bairro Cidade Industrial, em Maringá, por volta das 16h10 desta quarta-feira (3). De acordo com o Corpo de
Bombeiros, o homem prestava serviço de manutenção elétrica na área externa de uma indústria química.
O corpo de Adriano Silvestre, de 35 anos, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Maringá.
Essa é a segunda morte de acidente de trabalho nesta semana em Maringá. Na terça-feira, um operário morreu
após cair do 6º andar de um edifício localizado na Avenida Luiz Teixeira Mendes, na Zona 5.".
Fonte: [Link]
Técnicas e procedimentos
16. Técnicas e procedimentos
Talabarte em Y
Deslocamento vertical
PorNunca desconectar
questões os consulte
ambientais, dois ganchos ao mesmo
a legislação tempo! para
do estado,
obter informações sobre o fim dos resíduos.
Técnicas e procedimentos
Deslocamento com o talabarte em Y com fita adicional
• Tendo uma resposta positiva, podemos utilizar o trava-quedas no cabo de aço, para a
atividade de deslocamento vertical. O mesmo deve ser utilizado acima da linha de cintura,
na ancoragem peitoral.
Estas
Somentemedidas
essesgarantem a segurança
dois pontos são corretose maximizam
para anexara dispositivos
vida útil do
Nunca anexar dispositivos contra quedas!
equipamento.
contra
Quanto maiorquedas!
o ângulo, maior será a força exercida nas extremidades!
Técnicas e procedimentos
Deslocamento em linha de vida horizontal
Permanente (cabo de aço)
O deslocamento
Estas medidas
Somente horizontal
essesgarantem
dois ésão
feitocorretos
a segurança
pontos com eum conector
maximizam
para direto
vidana
útillinha
a dispositivos
anexar do
Nunca
e anexar
não com dispositivos
trava
equipamento. quedas! contra quedas!
contra quedas!
Técnicas e procedimentos
Utilização de cordas para o acesso ao local de trabalho
Aplicações:
Estas medidas
Somente essesgarantem a segurança
dois pontos e maximizam
são corretos para anexara dispositivos
vida útil do
Nunca anexar dispositivos contra quedas!
equipamento.
contra quedas!
17. Definição NR35
1.1 Para fins desta Norma Regulamentadora considera-se acesso por corda a
técnica de progressão utilizando cordas, com outros equipamentos para ascender,
descender ou se deslocar horizontalmente, assim como para posicionamento no
local de trabalho, normalmente incorporando dois sistemas de segurança fixados
de forma independente, um como forma de
acesso e o outro como corda de segurança utilizado com cinturão de segurança
tipo paraquedista.
Estas medidas
Somente
Para esteesses garantem
dois
tipo de a segurança
pontos
trabalho, osão e maximizam
corretos
trabalhador para a dispositivos
anexar
devera vida útilem
se qualificar do
Nunca anexar dispositivos contra quedas!
equipamento.
contra
um quedas!
curso especifico conforme previsto em Norma.
Movimentação de cargas
Força
Alavanca
Pes
o
Ponto de apoio
Somente esses dois pontos são corretos para anexar
Nunca anexar dispositivos contra quedas!
dispositivos contra quedas!
Movimentação de cargas
Sistemas de vantagem mecânica (V.M.)
URGÊNCIA
É uma situação que requer assistência rápida, no menor tempo possível, à
fim de evitar complicações e sofrimento. São exemplos de urgência: dores
abdominais agudas e cólicas renais.
CORTES E ESCORIAÇÕES
• Lavar o local com água e sabão;
• Comprimir levemente com pano limpo ou gaze até parar de sangrar;
• Não colocar medicamentos;
• Obs: Ferimentos graves não podem ficar abertos por mais de 6 horas.
FRATURAS
• Quando um ou mais ossos do nosso corpo se parte.
O QUE DEVEMOS FAZER?
• Não mover o membro fraturado;
• Chamar emergência 193 (caso a empresa não possua ambulância);
• Imobilizar o membro com talas improvisadas (jornal, papelão, etc);
• Providenciar o transporte até o médico (caso a empresa possua ambulância).
TRAUMA DE CRÂNIO
TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO (TCE)
• O TCE é causa importante de morte nos traumas;
• O Traumatismo Raqui-Medular (TRM) ocorre em 5 a 10% dos casos de TCE;
• 70% das vítimas de acidentes em quedas apresentam TCE;
• Os traumatismos da cabeça podem envolver o couro cabeludo, crânio e encéfalo,
isoladamente ou em qualquer combinação;
• Trauma com sonolência, confusão, agitação ou inconsciência de curta ou longa duração
pensar em TCE.
MANOBRA DE RESSUSSITAMENTO
REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR
IDENTIFICAÇÃO DE PCR
2. Braços estendidos
1. Colocar a mão no
centro do peito, entre
os mamilos;
2. Apoiar a mão na
metade inferior do
esterno!
Compressões torácicas
Profundidade de
compressão mínima
de 5 cm no adulto e
na criança.
Compressões torácicas
CICLO
Frequência de
compressão mínima de
100/minuto
1. RECONHECIMENTO
IMEDIATO DA PCR E 3. RÁPIDA 5. CUIDADOS
ACIONAMENTO DO SERVIÇO DESFIBRILAÇÃO INTEGRADOS PÓS-PCR
DE EMERGÊNCIA/URGÊNCIA;
É DE RESPONSABILIDADE DO CONTRATANTE:
- Suspensão
- Imobilidade.
SÍNDROME DA SUSPENSÃO INERTE
O estrangulamento causado pelas fitas do cinto é capaz de promover edemas e liberação de toxinas
(acidose) por isquemia leve, cujos desdobramentos podem gerar trombose venosa, insuficiência renal,
embolia pulmonar e fabricação de ácidos nos músculos.
O tempo para o aparecimento dos sintomas não é fixo, já que o organismo de cada pessoa responde de
uma maneira. Em geral, eles surgem a partir de 5 minutos e progridem rapidamente, podendo levar o
indivíduo a óbito em, aproximadamente, 8 minutos, em razão da ruptura do miocárdio, conhecido como
infarto.
Os principais sintomas são: palpitações, tontura, náusea, dor de cabeça, zumbidos no ouvido, sudorese,
perda de visão, dormência nas pernas, hipotermia, desmaio e traumas irreversíveis.
-
COMO É FEITO O RESGATE?
Nesse cenário, o objetivo principal do resgate é o rápido salvamento do acidentado e, sempre que o auto-resgate não for
possível, a equipe especializada deve entrar em ação.
No caso da síndrome da suspensão inerte, os primeiros socorros são cruciais e devem ser feitos antes de 10 minutos de
suspensão. Acompanhe os principais procedimentos:
• acionamento da equipe de resgate;
• desenlace das tiras do cinto de segurança;
• bombeamento das pernas para diminuir a aglutinação venosa;
• posicionamento da vítima em decúbito dorsal;
• utilização da prancha de resgate ou colar cervical em razão de possível lesão na coluna;
• abertura das vias respiratórias, caso o acidentado esteja inconsciente;
• verificação dos sinais vitais e manobras de ressuscitação, se for o caso.
EQUIPAMENTOS PARA RESGATE EM ALTURA
PLACA DE ANCORAGEM
POLIA SIMPLES
EQUIPAMENTOS PARA RESGATE EM ALTURA
1- Utilizando dois mosquetões e duas polias, monte um sistema de vantagem mecânica de 4:1 com desvio de
direção – deixe um mosquetão em baixo e outro em cima; prenda o nó oito duplo junto com o mosquetão de
cima;
Passo
1
2- Monte a Captura de Progresso – prenda o trava quedas, bloqueador de corda ou cordelete
na primeira corda que sai da carga;
Passo
2
3 – Prenda o freio na polia de baixo e instale o outro chicote da corda (que está dentro da
bolsa) nele; caso esteja usando o I´D, como na ilustração, não se esqueça de passar a
corda novamente no mosquetão.
Passo
3
Pronto! Kit de resgate em altura pré-montado em condições! Veja agora como utilizar:
Pontos positivos:
– Aproveita melhor o bloco de polias, pois este apenas suspende a vítima e depois a descer em corda
simples; para descer em um sistema estendido, 50 metros de corda daria um vão livre de apenas 12 metros
(50 metros de corda dividido por 4 que é a vantagem mecânica); com essa configuração 50 metros de corda
permite um vão livre útil de 45 metros;
– O kit todo cabe em uma bolsa pequena que poderá ser levada junto com o socorrista;
Pontos negativos:
– Depende de alguém bem treinado para montar e desmontar o kit, pois caso ocorra algum problema,
como por exemplo as polias torcerem e as cordas travarem, o kit deverá ser desmontado e montado
novamente.
– Depende de um socorrista para acessar a vítima no ponto onde ela está, se expondo aos riscos que
qualquer intervenção em altura oferece.
VAMOS A PRÁTICA.