SEJAM MUITO
BEM VINDOS!
Professor: Léo Santos
Duração: 20 horas
Realização: Universidade Clean – Consultório Léo Santos
MÓDULO 4
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE
ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE
PROFESSOR: LÉO SANTOS
PSICANALISTA CLÍNICO;
MEMBRO E PROFESSOR DO CONSELHO NACIONAL DE PSICANÁLISE;
MEMBRO DA SOCIEDADE DE ANÁLISES PSICANALÍTICA E DESENVOLVIMENTO
HUMANO;
PÓS-GRADUADO EM PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL E PSICANÁLISE
CLÍNICA PELA UNIVERSIDADE KENNEDY;
PÓS-GRADUADO EM SAÚDE MENTAL COM ÊNFASE EM DEPENDÊNCIA
QUÍMICA E PSICOLOGIA COM INTERVENÇÃO EM DROGAS PELA INSTITUIÇÃO
UNIVITÓRIA;
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA;
BACHARELADO EM TEOLOGIA PELA FACULDADE KURIOS;
FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE CLÍNICA;
TÉCNICO EM COMPULSÃO (DEPENDÊNCIA QUÍMICA) E DST / AIDS –
PREVENÇÃO E TRATAMENTO;
CEO DA CLEAN SOLUÇÕES;
DIRETOR DA UNIVERSIDADE CORPORATIVA CLEAN.
VAMOS ESTUDAR?
Professor: Léo Santos Duração: 20 horas Realização: Universidade Clean – Consultório Léo Santos
TDAH
TRANSTORNO DE DÉFICIT DETENÇÃO COM HIPERATIVIDADE
Professor: Léo Santos Duração: 20 horas Realização: Universidade Clean – Consultório Léo Santos
INTRODUÇÃO
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas
genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se
caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio
do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.
Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde(OMS). Em alguns países,
como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado
na escola.
O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças,
pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” e geralmente
“estabanadas” e com “bicho carpinteiro” ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito
tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos
são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento,
como por exemplo, dificuldades com regras e limites.
Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a
memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma
coisa para outra e também são impulsivos (“colocam os carros na frente dos bois”). Eles têm dificuldade em
avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente
considerados “egoístas”. Eles têm uma grande frequência de outros problemas associados, tais como o uso de
drogas e álcool, ansiedade e depressão.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS
Para uma avaliação correta é importante lembrar que é necessário passar por um especialista, mas a lista
abaixo pode te ajudar a identificar e antes e procurar ajuda médica. Por isso, veja agora algumas principais
características que envolvem o TDAH em adultos, adolescentes e crianças:
• Dificuldade em prestar atenção a detalhes e tarefas;
• Parece não escutar quando se fala diretamente com ele (a);
• Não segue instruções tem problema em terminar tarefas do dia a dia;
• Tem dificuldade para se organizar;
• Perde coisas necessárias para fazer tarefas do dia a dia;
• É facilmente distraído por estímulos externos;
• Tem dificuldade em ficar sentado em lugares como salas de aula ou recepção;
• Corre ou sobe muito nas coisas;
• Tem dificuldades para brincar calmamente;
• Fala muito, explode em respostas antes das questões serem completadas;
• Tem dificuldades em esperar a sua vez e interrompe os outros.
TIPOS DE TDAH
Existem 3 tipos de TDAH, mas cada um com um padrão de sintomas de desatenção, hiperatividade e
impulsividade ou uma combinação dessas duas características. Por isso, entenda melhor sobre as
características e sintomas de cada um dos tipos:
TDAH TIPO DESATENTO
• A pessoa tem dificuldade para manter a concentração durante muito tempo em um
assunto específico. Além disso, pode ser facilmente distraída por qualquer estímulo
externo;
• Erram muito por falta de atenção no que estão fazendo;
• Evitam atividades que demandam um grande esforço mental;
• Muitas vezes esquecem o que iam falar;
• Tem dificuldade em se organizar com a gestão de tempo e, além disso, com objetos;
• Hábito de perder coisas importantes para o dia a dia;
• Não ouvem quando o chamam, podendo ser considerados desinteressados ou
egoístas.
TDAH TIPO HIPERATIVO/IMPULSIVO
• São inquietos, não conseguem ficar parados. Além disso, têm mania de mexer mãos e
• pés quando estão sentados e não conseguem ficar um só lugar por muito tempo;
• Têm tendência a vícios: jogos, álcool, drogas e outros;
• Não sabem lidar bem com frustrações;
• Costumam ter um temperamento explosivo;
• Frequentemente, mudam seus planos de uma hora para a outra;
• Fazem mais de uma atividade ao mesmo tempo, isso porque não gostam de tédio;
• São, muitas vezes, considerados imaturos;
• Além disso, têm dificuldade em se expressar: a fala não acompanha a velocidade de
• seus pensamentos.
TDAH TIPO COMBINADO
Para identificar um caso de Transtorno de Déficit de Atenção do tipo combinado é mais difícil. Isso porque, é
necessário que a pessoa apresente uma combinação dos dois tipos acima, com sintomas de desatenção e
hiperatividade. Além disso, vale lembrar que que, em todos os casos, é necessário entender se esses sintomas
estão interferindo o funcionamento social, acadêmico ou profissional da pessoa. Ou seja, só assim pode-se
realizar um diagnóstico correto.
DIAGNÓSTICO DE TDAH
Em resumo, o diagnóstico do TDAH é feito quando a criança apresenta mais de seis desses sintomas,
adolescentes ou adultos cinco, pelo período de mais de seis meses. Além disso, deve haver um cuidado para
entender o que de fato é o TDAH e não confundir com outros transtornos, como o bipolar, de personalidade e
até o autismo ou a dislexia.
GRAUS DE TDAH
• Leve: poucos sintomas, mas pequenos prejuízos sociais, profissionais ou acadêmicos;
• Moderado: os sintomas e alguns prejuízos de graus leve e grave presentes;
Grave: muita expressão dos sintomas com real prejuízo funcional, social, acadêmico e profissional.
CAUSAS DO TDAH
O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é um dos transtornos mais estudados no mundo. Por
isso, considera-se, hoje, que as causas do aparecimento do TDAH são uma combinação entre fatores
genéticos, alterações no cérebro e fatores ambientais. Saiba mais sobre cada um dos fatores de risco:
GENÉTICA E HERIDITARIEDADE
Sabe-se hoje que as chances de ter o TDAH é bem maior em filhos e familiares de pessoas com esse
transtorno. Ou seja, a hereditariedade média do TDAH é estimada em 76%.
Além disso, estudos descobriram que 60% das crianças com o TDAH tinham um dos pais com o transtorno. Por
isso, a probabilidade de uma criança ter o TDAH aumenta em até oito vezes se os pais também tiverem o
problema.
Além disso, o risco de apresentar o transtorno é cinco vezes maior entre familiares de pessoas com TDAH do
que em pessoas sem o transtorno na família.
ALTERAÇÕES CEREBRAIS
Muitos estudos descobriram que o TDAH causa alterações no cérebro. Ou seja, existem no cérebro das
pessoas que sofrem desse transtorno, mudanças na região frontal e nas conexões com o resto do cérebro.
A região frontal é responsável por de prestar atenção, organização, memória e autocontrole.
FATORES AMBIENTAIS
Estudos indicaram que o fato de a criança apresentar um peso baixo no nascimento (menos de 1.500 g) gera
um risco de 2 a 3 vezes maior para o surgimento do TDAH embora a maioria das crianças que nascem com
baixo peso, não desenvolva esse transtorno. Além disso, outros fatores que podem causar o TDAH são: história
de abuso infantil, negligência familiar, exposição a neurotoxinas como o chumbo, infecções e exposição ao
álcool durante a gravidez.
TDAH TEM CURA?
O TDAH não tem cura, mas pode ter os seus sintomas reduzidos naturalmente no período da adolescência e
idade adulta. Mas, cerca de 50% das pessoas com o transtorno, continuam apresentando os sintomas durante
toda a vida. O tratamento na infância e adolescência para o TDAH é multidisciplinar. Ou seja, conta com a
ajuda de profissionais de várias áreas, como psiquiatras, psicólogos, pedagogos e fonoaudiólogos. Por isso, é
essencial entender as necessidades de cada caso para um tratamento adequado e eficaz.
TRATAMENTO PARA O TDAH
ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA
Diferentes tipos de terapia podem ajudar as pessoas com TDAH a viver de uma forma melhor.
A opção certa para o tratamento pode ser diferente em cada um. Alguns tipos de terapia comuns e eficazes
são: terapia comportamental, terapia cognitiva, terapia cognitivo comportamental, treinamento de habilidades
sociais, terapia psicoeducacional e terapia fonoaudiológica.
Além disso, esse suporte da terapia pode ajudar as crianças com TDAH a buscarem uma mudança maior,
controlar impulsos e lidar melhor com as emoções.
Já em adolescentes e adultos com TDAH, a terapia pode ajudar em questões de baixa autoestima, organização
pessoal, profissional e no controle da impulsividade.
USO DE MEDICAMENTOS
Geralmente, os medicamentos utilizados para tratar os sintomas do TDAH são da classe dos estimulantes que,
apesar do nome, causam um efeito calmante.
Esses medicamentos podem reduzir a hiperatividade e impulsividade, além de melhorar a capacidade de
concentração, trabalho e aprendizado da pessoa que tem o transtorno.
Vale lembrar que o uso de remédios só pode ser feito com a prescrição médica. A automedicação no TDAH ou
qualquer outro transtorno psicológico pode afetar a redução dos sintomas, provocar efeitos colaterais e
prejudicar o tratamento.
MUDANÇA DE HÁBITOS
Mudanças simples em hábitos do cotidiano também podem ajudar no tratamento do TDAH, agindo em
conjunto com a terapia e medicamentos.
Hoje, sabe-se que mudanças na alimentação, como reduzir o consumo de cafeína e açúcar, podem ajudar a
controlar os sintomas do transtorno.
Além disso, estudos também têm mostrado que a prática de atividades físicas intensas, como nadar e correr
podem melhorar o funcionamento cognitivo e comportamental.
Assim, pessoas com TDAH que praticam regularmente exercícios físicos podem reduzir os sintomas do
transtorno e melhorar seu rendimento.
AJUDANDO CRIANÇAS A CONVIDER COM TDAH
Conviver com uma criança com TDAH pode ser uma tarefa bastante desafiadora. O tratamento do transtorno
também depende muito do apoio dos pais e professores, que terão que estabelecer limites, regras e tarefas
para ajudar no rendimento da criança na escola e no dia a dia.
Aqui segue algumas dicas de como ajudar as crianças com alguns sintomas do TDAH:
• Coloque limites claros e dê instruções focadas, como por exemplo: “Comece agora a lição de matemática”,
ao invés de “Preste atenção!”;
• Dê responsabilidades por meio de tarefas simples, o que fará com que elas se sintam necessárias e
valorizadas;
• Crie um sistema de gratificação: pontos ganhos por dia quando têm boas atitudes ou iniciativas e perda de
bônus a cada infração cometida. Pense em um prêmio a ser recebido no caso de gratificação;
• Em sala de aula, procure colocar a criança ou adolescente na frente, perto do professor, para evitar
distrações;
• Fique atento a possibilidade da criança estar sofrendo bullying por parte dos colegas;
• Busque incentivar trabalhos escolares em grupos pequenos, estimulando que se relacionem socialmente;
• Não esqueça da dificuldade de manter a atenção por muito tempo: 12 tarefas de 5 minutos cada geram
resultados melhores do que 2 tarefas de meia hora, por exemplo;
• Envie por e-mail as tarefas de casa, datas de trabalhos e provas – pode ser que o aluno não tenha
conseguido copiar informações da lousa ou anotar tudo o que foi falado em sala de aula;
• Sempre promova a comunicação entre pais, professores e outros profissionais que cuidam da criança.
COMO CONVIVER MELHOR COM O TDAH
Agora a dica é para todos, criança, adolescente ou adulto que possuem TDAH e tem problemas para conviver e
assumir. Vamos ver algumas dicas:
• Seja fiel ao tratamento: após o diagnóstico do transtorno, algumas tarefas serão recomendadas pelo
médico e é necessário o total cumprimento e adesão para que os resultados sejam eficazes. Lembre-se que
o TDAH não tem cura, mas pode ter os seus sintomas controlados;
• Não tenha vergonha de ter TDAH: pode parecer embaraçoso assumir o TDAH, mas mais constrangedor é o
preconceito e a desinformação alheia. Não deixe que a opinião de outras pessoas prejudiquem o seu
desafio em superar os seus sintomas;
• Nem tudo que está na internet é verdade: o melhor caminho para se informar sobre o seu transtorno é
com o seu médico ou com profissionais de saúde. Muita informação não é verídica ou está desencontrada,
confie sempre na palavra de quem está acompanhando o seu caso;
• Procure atividades prazerosas: além do tratamento com a terapia, encontrar hobbies, praticar exercícios
físicos, meditação e ter hábitos de alimentação saudáveis só irá contribuir para uma vida melhor.
CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS
Mito 1
A psicoterapia pode resolver o problema. Não há necessidade de remédio!
Estudos apontam, que 80% das crianças irão precisar da medicação. O fato de a criança usar medicamento não
tem a ver com a gravidade do distúrbio.
A terapia cognitivo-comportamental, tem mostrado muitos benefícios quanto ao TDAH, mas apenas em
adultos. Os estudos não mostram benefício em crianças.
Isso não quer dizer que a criança não possa fazer terapia, pode fazer para lidar com os problemas secundários,
traumas decorrentes da doença e até mesmo com morbidades existentes.
MITO 2
SÓ AS CRIANÇAS TÊM TDAH, ADULTOS NÃO.
O TDAH aparece sempre, na infância e geralmente continua pela vida toda. Os casos de cura são uma minoria.
O que acontece é que os sintomas de hiperatividade diminuem na fase adulta, mas acaba aparecendo uma
sensação de inquietude interior, dificultando o diagnóstico.
O TDAH É UMA DOENÇA INVENTADA
MITO 3
O TDAH é conhecido desde 1902, e os mecanismos neurobiológicos são conhecidos desde 1950. É uma das
doenças mais pesquisadas cientificamente.
E desde essa época, é comprovado cientificamente que o TDAH é levado a alterações de funcionamento
neurológico, problemas motores, atraso de desenvolvimento, disfunções cognitivas, prejuízos de rendimento
no trabalho e nas atividades escolares por levar a excessivo déficit de atenção seletivo e sustentado,
problemas de memória operacional, traumas , separação conjugal e maior risco de suicídio.
As crianças com TDAH, que são inteligentes e espertas tem seu potencial intelectual e funcional no ambiente
mais reduzido e prejudicado. Então, temos a certeza de que realmente, não é uma doença inventada.
DAR AÇÚCAR PARA CRIANÇAS COM TADH, ELAS FICAM MAIS AGITADAS E INQUIETAS
MITO 4
O açúcar não tem a capacidade de alteração de comportamento, mas é comprovado cientificamente que uma
entre cinco pessoas ficará um pouco mais sonolenta ao consumir o produto, o contrário de agitação.
O TDAH É IGUAL A HIPERATIVIDADE
MITO 5
O TDAH e Hiperatividade não são sinônimos. O TDAH e agitação não tem o mesmo significado. A
Hiperatividade e a agitação não significam necessariamente um transtorno e podem apenas fazer parte da
personalidade da criança adquiridos pelo ambiente familiar.
A hiperatividade pode ser um dos sinais no TDAH, a agitação pode ser uma característica da criança,
dependendo da idade, mas se vier acompanhada de esquecimentos frequentes, desorganização motora e
espacial, incapacidade de aprender com o erro, baixo rendimento em atividades que acabam exigindo
prazo/tempo/espaço/sequência, excessiva desatenção, problemas recorrentes de humor e aversão grave às
frustrações e a necessidade de esperar, além de outras condições neuropsiquiátricas.
OS REMÉDIOS VICIAM E TÊM MUITOS EFEITOS COLATERIAS
A medicação para TDAH mostrou-se protetora e eficaz, e não causa dependência, usando a dosagem certa.
Quando há prejuízo funcional como: confusões com amigos, instabilidade comportamental, oscilações de
humor, baixo rendimento escolar, a medicação é fundamental e necessária para o tratamento de TDAH.
Em mais de 70% dos casos, o tratamento com medicamentos é considerado moderada ou ótima.
A medicação não é usada para a criança tirar boas notas, mas para ter uma qualidade de vida e um futuro
promissor.
O desconhecimento no Brasil sobre o Transtorno TDAH, dificulta e muito um diagnóstico.
Até mesmo, os especialistas têm pouca informação sobre o assunto, mas quando se encontra um profissional
que conheça bem sobre o transtorno, fará um diagnóstico preciso, pois os sintomas já estão bem descritos na
literatura médica.
Exames como: Tomografia e Ressonância Magnética e o eletroencefalograma de nada servirão para mostrar, se
a criança tem ou não TDAH.
O TDAH é um problema que só conseguirá ser identificado, através da observação do comportamento, da
cognição e do rendimento em situações sociais, afetivas e acadêmicas.
Somando-se aos sintomas de desatenção, impulsividade e eventual hiperatividade descritas pelos critérios de
diagnósticos do DSM-V e também por meio de escalas de avaliação com um grande peso científico confiável e
realmente indicativos para rastreamento do transtorno.
Conclusão Então podemos concluir que o TDAH, precisa ser mais bem interpretado por pais e profissionais,
conseguindo assim traçar um tratamento adequado ao indivíduo, para que ele tenha uma qualidade de vida.
Para que isso aconteça, a informação é a melhor maneira para tomar as atitudes certas.
E acreditar que o seu filho ou aluno com TDAH, pode aprender, como todo ser humano, só que cada um
dentro do seu tempo e isso precisa ser respeitado e entendido.
TRATAMENTO CONVENCIONAL
O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e
professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação, na maioria dos casos, faz parte
do tratamento. A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental
que no Brasil é uma atribuição exclusiva de psicólogos. Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que
outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH.
O tratamento com fonoaudiólogo está recomendado em casos específicos onde existem, simultaneamente, Transtorno
de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado,
como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude
atrapalham bastante o rendimento dos estudos. Em alguns casos é necessário ensinar as técnicas específicas para
minimizar as suas dificuldades.
ESTRATÉGIAS PARA O DIA A DIA PARA ADULTOS COM TDAH
ESTRATÉGIAS PARA O DIA A DIA PARA ADULTOS COM TDAH
Se na infância, esse distúrbio gera muitos impactos na vida escolar, na fase adulta é comum que ele atrapalhe a vida
profissional. Ainda bem que existem estratégias eficientes para driblar o problema e melhorar o desempenho no
trabalho. Se você tem TDAH ou convive com alguém que possui esse diagnóstico, que tal conferir algumas dicas
certeiras para otimizar a performance na empresa?
1. Identifique o momento do dia em que sua capacidade de focar é melhor
Quem tem TDAH deve procurar se conhecer bem, a fim de potencializar seus pontos fortes e compensar seus pontos
fracos. É importante, por exemplo, identificar o horário em que consegue focar mais. Justamente nesse momento, o
ideal é se dedicar às tarefas mais trabalhosas, demoradas e/ou difíceis. Os resultados serão melhores!
2. Evite levar problemas do trabalho para casa e vice-versa
Nada de levar os problemas do trabalho para casa e as preocupações de casa para a empresa, entendido? Use as horas
livres para realmente relaxar, descansar e se desconectar dos compromissos profissionais. Isso vai fazer com que você
retorne ao trabalho mais atento e focado.
3. Defina metas de curto, médio e longo prazo
A definição de metas ajuda o profissional a se manter firme em um propósito, além de orientar suas decisões e ações.
Para quem tem TDAH, é uma maneira eficaz de não se desviar da rota e atingir os objetivos profissionais com mais
facilidade, seja conseguir elaborar um simples relatório ou, até mesmo, executar um grande projeto.
4. Gerencie o seu tempo
O gerenciamento do tempo é essencial para quem sofre com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.
Procure agendar seus compromissos, limitar o tempo gasto com cada tarefa do dia e utilizar ferramentas, como relógio,
aplicativos móveis, listas, calendários, blocos de anotações e planners para organizar a sua rotina no trabalho.
5. Crie um ambiente agradável no trabalho
O conforto no trabalho também faz a diferença para pessoas com TDAH. Sendo assim, invista em cadeiras confortáveis,
mesas de altura adequada, boa iluminação e ventilação, ambiente limpo, organizado e agradável. Tudo isso pode fazer
com que o indivíduo se sinta bem, o que pode favorecer a atenção.
6. Evite distrações Quem já tem dificuldade para focar deve permanecer longe de distrações durante o expediente.
Evite jogos online, conversas paralelas e múltiplas atividades ao mesmo tempo. Até para a checagem do e-mail
corporativo, é recomendável determinar um horário específico. Fica a dica!
7. Pare um pouco quando for difícil se concentrar Se você estiver com problemas para se concentrar em alguma tarefa,
levante-se, estique o corpo e caminhe um pouco para arejar a mente e recuperar o foco. Se for preciso, tome uma água
ou um cafezinho. Esses intervalos são poderosos!
8. Inclua exercícios físicos na sua rotina A prática de exercícios libera endorfina, abastece o cérebro com dopamina e
promove a sensação de bem-estar. Esse cenário contribui para o bom funcionamento do lobo frontal de pessoas com
TDAH. Para completar, a movimentação diária aumenta a disposição, melhora a autoestima, ajuda na manutenção do
foco e previne problemas de circulação.
Abaixo segue mais algumas estratégias:
1 – Lidando com o estresse e a alteração de humor:
Devido à impulsividade, desorganização e distração, o adulto com TDAH frequentemente batalha para mudar um
círculo vicioso com poucas horas de sono, pouco (ou nenhum) exercício físico e péssimos hábitos alimentares – e tudo
isso pode acentuar os sintomas do TDAH.
• Pratique exercícios – Indicado para todos em geral, as pessoas que tem TDAH podem se beneficiar ainda mais. Alivia
o estresse, melhora o humor, acalma a mente e ainda ajuda a gastar o excesso de energia que as pessoas com TDAH
tem.
• Durma bastante – e durma bem! Poucas horas de sono aumentam os sintomas do TDAH, diminuindo a capacidade
de manter o foco durante dia. Para isso, evite tomar cafeína antes de dormir, mantenha uma rotina à noite e evite
exercícios por até uma hora antes de ir dormir.
• Alimente-se de maneira correta – Comer bem ajuda a diminuir a distração, hiperatividade e os níveis de estresse.
Pequenas porções durante o dia, ingerir pouco açúcar, menos carboidrato e mais proteínas podem ajudar a reduzir
os sintomas do TDAH.
2 – Como se organizar e evitar a desordem diária
A distração e a falta de atenção tornam a vida de um adulto com TDAH um verdadeiro desafio, deixando-o
sobrecarregado. As dicas a seguir, foram elaboradas para ajudar o pessoa com TDAH a organizar melhor a sua vida.
• Crie espaço – Verifique diariamente o que você usará e o que deverá ficar guardado. Defina lugares para chaves,
contas e outros itens que se perdem facilmente. E jogue fora tudo o que não for necessário!
• Use uma agenda – O uso da agenda ajuda a lidar e organizar os seus horários e compromissos. É como andar de
bicicleta – a prática leva a perfeição. Quanto mais você utiliza, mais você criará padrões de comportamento
organizado.
• Faça listas – Crie o hábito de fazer listas e anotar tudo o que for importante, como tarefas, compromissos, projetos,
deadlines, etc. Caso esteja usando uma agenda, mantenha suas anotações junto. O planejamento é condição
necessária para o bom desempenho das pessoas com TDAH.
• Faça agora! – Para evitar o esquecimento, procrastinação e desordem, comuns em adultos com TDAH, faça o que
tiver que ser feito na hora, evitando deixar ‘’para depois’’. Tarefas como responder a um e-mail importante, limpar
sua bagunça, retornar uma ligação, preparar uma apresentação não podem ficar para ‘’o dia seguinte’’.
• Estabeleça um sistema de arquivamento – Use divisores, ou então separe pelo tipo de documento (receitas, contas,
fichas de inscrição, etc.). Etiquetar ou colorir seus arquivos também são ótimas estratégias
• Dedique um tempo do seu dia para e-mails – Separe alguns minutos do seu dia para checar seus e-mails, evitando
abrir sua caixa de correspondência de 5 em 5 minutos. Responda, arquive ou apague na hora, dependendo do caso.
3 – Administrando seu tempo e não perdendo seus compromissos
Por terem uma percepção diferenciada do tempo, os adultos com TDAH sofrem com a má administração do mesmo.
Frequentemente perdem a hora, prazos, sempre acham que ainda tem tempo para realizar determinada tarefa (quando
na realidade não tem). Muitos adultos com TDAH se frustram de tal maneira que, no final do dia, não realizaram nada
do que tinham planejado.
• Use um relógio – Pode ser de pulso, timer, alarme, celular ou do computador – desde que esteja sempre à vista e
com o horário certo. Quando começar uma tarefa, diga em voz alta ou anote o horário, além de definir uma
quantidade de tempo para a mesma.
• Defina prioridades – Defina as suas tarefas mais importantes do dia e depois as com menor importância.
• Crie uma curta rotina diária – e defina um tempo para ela. Arquivar documentos, retornar ligações, responder e-
mails, pagar contas, etc. podem ser feitos durante um mesmo período de tempo (por exemplo: 60 minutos) e
sempre na mesma ordem. Dessa maneira, você não se esquecerá de fazer nada importante e conseguirá realizar
todas as suas tarefas.
• Dê mais tempo do que você julgar necessário – Por exemplo, se você acha que para realizar determinada tarefa, ou
encontrar alguém em outro lugar, você levará por volta de 30 minutos, adicione mais 15 minutos. Com certeza você
irá se atrasar.
• Use alarmes e chegue cedo – Anote os horários de seus compromissos com 15 minutos (ou o tempo que você julgar
necessário) de antecedência e use alarmes para que você chegue na hora certa.
• Faça uma tarefa de cada vez – Execute seus compromissos um de cada vez. Caso seja um grande projeto, divida-o
em pequenas partes e termine-os um de cada vez.
• Aprenda a dizer não – A impulsividade no adulto com TDAH pode fazer com que ele aceite executar muitos projetos
ou compromissos de uma só vez sem uma avaliação prévia e ponderada das suas capacidades e, consequentemente,
não consiga finalizar nenhum. Isto gera sentimentos de frustração, baixa autoestima e incompetência. Verifique
sempre a sua agenda para ver se você realmente pode aceitar um compromisso, tarefa ou trabalho extra, de
maneira que isso não o prejudique.
DICAS PARA OS PAIS
Programas de treinamento para pais de crianças com TDAH frequentemente começam com ampla divulgação de
informação.
Existe uma grande quantidade de livros, vídeos e fitas disponíveis, com dados a respeito do transtorno em si e de
estratégias efetivas, que podem ser usadas por familiares. A lista que segue revê alguns pontos, de uma série de
estratégias, que podem ajudar os pais de crianças com TDAH:
Mandamentos
1. Reforçar o que há de melhor na criança.
2. Não estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um comportamento diante da mesma situação.
3. Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
4. Aprender a controlar a própria impaciência.
5. Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também.
6. Não esperar ‘’perfeição’’.
7. Não cobre resultados, cobre empenho.
8. Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança precisa ver que seus esforços em vencer a
desatenção, controlar a ansiedade e manter o ‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido.
9. Manter limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente.
10. Use português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
11. Não exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.
Estudo
1. Escolher cuidadosamente a escola e a professora para que a criança possa obter sucesso no processo de ensino-
aprendizagem.
2. Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares.
3. O estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem entenderem. Tudo deve ser tentado, mas se o
resultado final não corresponder às expectativas, reavalie após algumas semanas e peça novas opções; vá tentando até
chegar à situação que mais favoreça o desempenho.
4. Tenha contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que está acontecendo na escola.
5. Todas as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam ser realizadas mais facilmente e em
menor tempo.
Regras do dia-a-dia
1. Dar instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a criança possa corresponder.
2. Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa.
3. Estabelecer uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de jantar e dever de casa, por exemplo.
4. Priorizar e focalizar o que é mais importante em determinadas situações.
5. Organizar e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para sucesso e evitar conflitos.
Casa
1. Manter em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por todos os membros da família.
2. Manter o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto possível.
3. Reservar um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de casa.
4. O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres, etc.
Comportamento
1. Advertir construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a criança o que seria mais apropriado
e esperado dela naquele momento.
2. Usar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da criança.
3. Preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de
residência, etc.
4. Incentivar a criança a exercer uma atividade física regular.
5. Estimular a independência e a autonomia da criança, considerando a sua idade.
6. Estimular a criança a fazer e a manter amizades.
7. Ensinar para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar, raciocinar, chamar um adulto para intervir,
esperar a sua vez).
Pais
1. Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança.
2. Incentivar as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a desenvolver a atenção, permitem que a criança
organize-se por meio de regras e limites e, aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando.
3. Quem tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este for o caso, recarregue-a com mais
frequência. Alguns portadores precisam de um simples cochilo durante o dia, outros de passear com o cachorro, outros
de passar o fim de semana fora, outros ainda de ginástica ou futebol. Descubra como a “bateria” do seu filho é melhor
recarregada.
4. Evite ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de semana. Programe atividades diferentes, não
fique sempre fazendo a mesma coisa. Leve todos à praia, ao teatro, ao cinema, para andar no parque, enfim, seja
criativo
5. Estabeleça cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’, brincadeiras ou simplesmente horários livres para se
fazer o que quiser.
6. Nenhuma atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode ser muito prolongada. Intercale coisas
agradáveis com tarefas que demandam atenção prolongada (potencialmente desagradáveis, portanto).
7. Procure sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas. Não crie uma relação unidirecional.
Obviamente, os pedidos devem ser negociados e atendidos no que for possível.
8. Use mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas. Também coloque algumas regras que
foram combinadas e promessas de prêmio quando for o caso.
9. Estimule e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica, melhor ainda. As agendas devem ser consultadas
diariamente
MENINAS, MULHERES E TDAH
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade não se manifesta da mesma forma em meninos e em meninas. As
mulheres com TDAH tendem a ser menos hiperativas e impulsivas, mas mais desorganizadas, dispersas, esquecidas e
introvertidas.
Ainda, meninas têm mais chance de desenvolverem desordens associadas, incluindo ansiedade, depressão,
bipolaridade ou transtorno de conduta – e, mesmo assim, têm menos chance de serem encaminhadas para avaliação e
tratamento.
Mas, por que isso acontece?
Mulheres e meninas têm menos chance de serem diagnosticadas porque, tradicionalmente, as linhas gerais utilizadas
para avaliação focavam em meninos e homens. A escritora e psicóloga Ellen Littman, explica como as pesquisas iniciais
eram voltadas a meninos hiperativos e brancos, sendo que apenas 1% dos estudos se voltavam às meninas. Como
garotas manifestam sintomas de formas diferentes dos garotos, o que aconteceu? Os meninos passaram a ter uma
chance 3x maior de serem diagnosticados com TDAH. A pesquisadora e educadora Jane Adelizzi, diz que meninas com
TDAH tendem a ser altamente negligenciadas pelos estudos, porque a hiperatividade geralmente não está presente
nelas.
Garotas estão mais propensas a serem portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade com predomínio
de desatenção. Por isso, meninas têm grandes chances de não serem corretamente diagnosticadas, levando os
problemas da desordem pelo resto da vida sem tratamento.
“Meninas sem tratamento para TDAH correm risco de baixa autoestima crônica, desempenho insuficiente, ansiedade,
depressão, gravidez na adolescência e vícios”, diz a psicóloga Kathleen Nadeau.
“Quando adultas, aumentam os riscos de divórcio, crises financeiras, desistência dos estudos, desemprego, abuso de
substâncias, transtornos alimentares e estresse constante devido à dificuldade de administrar as demandas da vida
cotidiana”, explica Nadeau.
O TDAH em meninas jovens é muitas vezes ignorado, as razões para as quais permanecem incertas, e muitas mulheres
não são diagnosticadas até que sejam adultas. Frequentemente, uma mulher chega a reconhecer seu próprio TDAH
depois que um de seus filhos recebeu um diagnóstico. Ao aprender mais sobre o TDAH, ela começa a ver muitos
padrões semelhantes em si mesma.
Algumas mulheres procuram tratamento para o TDAH porque suas vidas estão fora de controle – suas finanças podem
estar no caos; sua papelada e manutenção de registros geralmente são mal administradas; eles podem lutar sem
sucesso para acompanhar as demandas de seus empregos; e eles podem se sentir ainda menos capazes de
acompanhar as tarefas diárias de refeições, lavanderia e gerenciamento de vida. Outras mulheres são mais bem-
sucedidas em esconder seu TDAH, lutando bravamente para atender demandas cada vez mais difíceis trabalhando à
noite e gastando seu tempo livre tentando “se organizar”. Mas se a vida de uma mulher está claramente no caos ou se
ela é capaz, para esconder suas dificuldades, ela muitas vezes se descreve como se sentindo sobrecarregada e exausta.
Enquanto a pesquisa de TDAH em mulheres continua a ficar para trás em adultos do sexo masculino, muitos médicos
estão encontrando preocupações significativas e condições coexistentes em mulheres com TDAH. Compulsão alimentar,
abuso de álcool e privação de sono crônica podem estar presentes em mulheres com TDAH.
As mulheres com TDAH muitas vezes experimentam disforia (humor desagradável), depressão maior e transtornos de
ansiedade, com taxas de transtornos depressivos e de ansiedade semelhantes aos dos homens com TDAH. No entanto,
as mulheres com TDAH parecem sentir mais sofrimento psicológico e ter mais baixa estima que os homens com TDAH.
Em comparação com mulheres sem TDAH, mulheres diagnosticadas com TDAH na idade adulta têm maior
probabilidade de apresentar sintomas depressivos, maior estresse e ansiedade, tendência a atribuir sucesso e
dificuldades a fatores externos ou o acaso, e menor autoestima estão envolvidos mais em estratégias de enfrentamento
que são orientadas para a emoção (uso de medidas de autoproteção para reduzir o estresse) do que orientadas a
tarefas e pró ativas (tomar medidas para resolver problemas).
Estudos mostram que o TDAH em um membro da família causa estresse para toda a família. No entanto, os níveis de
estresse podem ser mais altos para as mulheres do que para os homens, porque elas têm mais responsabilidade em
casa e por conta dos filhos. Além disso, pesquisas recentes sugerem que maridos de mulheres com TDAH são menos
tolerantes com os padrões de TDAH do cônjuge do que esposas de homens com TDAH. O estresse crônico afeta as
mulheres com TDAH, afetando-as física e psicologicamente. As mulheres que sofrem de estresse crônico como aquelas
associadas ao TDAH correm mais riscos de doenças crônicas, como a fibromialgia.
Assim, está se tornando cada vez mais claro que a falta de identificação e tratamento adequados do TDAH em mulheres
é uma preocupação significativa de saúde pública. O tratamento do TDAH em mulheres TDAH é uma condição que afeta
vários aspectos do humor, habilidades cognitivas, comportamentos e vida diária. O tratamento eficaz para o TDAH em
mulheres adultas pode envolver uma abordagem multimodal que inclui medicação, psicoterapia, controle do estresse,
bem como treinamento em TDAH e / ou organização profissional.
Mesmo aquelas mulheres com sorte suficiente para receber um diagnóstico preciso de TDAH muitas vezes enfrentam o
desafio subsequente de encontrar um profissional que possa fornecer o tratamento adequado. Existem poucos médicos
experientes no tratamento do TDAH em adultos e menos ainda que estão familiarizados com os problemas específicos
enfrentados por mulheres com TDAH. Como resultado, a maioria dos clínicos usa abordagens psicoterapêuticas padrão.
Embora essas abordagens possam ser úteis para fornecer informações sobre questões emocionais e interpessoais, elas
não ajudam uma mulher com TDAH a aprender a administrar melhor seu TDAH diariamente ou a aprender estratégias
para levar uma vida mais produtiva e satisfatória.
Terapias focadas no TDAH estão sendo desenvolvidas para abordar uma ampla gama de questões, incluindo
autoestima, questões interpessoais e familiares, hábitos diários de saúde, nível de estresse diário e habilidades de
gerenciamento da vida. Tais intervenções são muitas vezes referidas como “psicoterapia neurocognitiva”, que combina
terapia cognitivo-comportamental com técnicas de reabilitação cognitiva. A terapia comportamental cognitiva
concentra-se nas questões psicológicas do TDAH (por exemplo, autoestima, auto aceitação, autocensura) enquanto a
abordagem de reabilitação cognitiva se concentra nas habilidades de gerenciamento da vida para melhorar as funções
cognitivas (lembrança, raciocínio, compreensão, resolução de problemas, avaliar e usar o julgamento), aprender
estratégias compensatórias e reestruturar o ambiente.
O fator hormonal Mulheres e garotas que já passaram pela puberdade têm flutuações mensais nos níveis de estrogênio,
progesterona e testosterona. Estes hormônios sexuais têm um papel fundamental na reprodução, na sexualidade, nas
emoções e na saúde em geral. Mas, de acordo com os pesquisadores Ronit Haimov-Kochman e Itai Berger, a maioria
dos estudos considerou tais flutuações como algo a ser controlado – ou até ignorado – ao focar exclusivamente em
homens.
Agora, cientistas estão começando a aprender sobre a possível conexão entre TDAH e hormônios – especialmente os
hormônios sexuais. Muitos especialistas já suspeitavam da relação. Afinal de contas, há muitas pesquisas sobre como
diferentes níveis de estrogênio afetam o humor e o comportamento das mulheres ao longo da vida. Porém, não há
evidências suficientes de que hormônios estejam ligados ao TDAH – não porque não haja ligação, mas porque ainda
não há estudos suficientes sobre o tema.5 Contudo, um número crescente de estudos mostra que os hormônios sexuais
têm um papel de regulação da comunicação entre células cerebrais e podem afetar a função executiva negativamente.
Em vez de controlar estas flutuações, os doutores Ronit e Berger sugerem que novas pesquisas sejam realizadas,
focando nas alterações e nas combinações dos hormônios e das suas influências nas emoções e função executiva, para
compreender o papel dos hormônios no TDAH.
O sistema endócrino é compreendido por múltiplas glândulas que produzem diferentes tipos de hormônios. É um
sistema interconectado que age de forma lenta com impactos duradouros.
OBRIGADO PELA SUA PARTICIPAÇÃO
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