TRANSTORNO
S
ALIMENTARES
ANOREXIA E BULIMIA
ANOREXIA
• A Anorexia Nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma
restrição persistente da ingestão alimentar, levando a um peso corporal
significativamente baixo, além de um medo intenso de ganhar peso ou
engordar e uma percepção distorcida da própria imagem corporal. É um
transtorno grave, associado a complicações médicas e psicológicas, que
geralmente começa na adolescência ou início da idade adulta.
ETIOLOGIA
• Fatores biológicos, sociais e psicológicos.
• As pacientes com anorexia encontram apoio para suas práticas na ênfase
socialmente dada à elegância e exercício. Nenhuma constelação familiar específica
é caracteriza no transtorno.
• A paciente geralmente tem relacionamento problemáticos com os seus pais e com
a doença tendem a distrair a atenção dos relacionamentos conturbados do lar.
• Pode ser uma reação às demandas por mais independência e aumento no
funcionamento social e sexual.
• Substituem suas preocupações normais da vida adolescente pela preocupação com
a comida.
ANOREXIA
• O termo anorexia não é o mais adequado porque a falta de apetite
raramente acontece.
• A maior parte do comportamento aberrante dirigido para a perda de
peso ocorre em segredo.
• Comportamento obsessivo-compulsivo, depressão e ansiedade são
outros sintomas psiquiátricos mais frequentemente encontrados na
anorexia nervosa.
• Dois tipos de anorexia: restritivo e purgativo.
SINTOMAS
•Amenorreia (ausência de menstruação)
•Prisão de ventre
•Pele seca ou amarelada
•Intolerância ao frio
•Ritmos cardíacos irregulares
•Pressão sanguínea baixa
•Desidratação
•Osteoporose
•Inchaço dos braços ou pernas
SINTOMAS
• Perda excessiva de peso
• Aparência magra
• Contagem sanguÍnea anormal
• Fadiga
• Insônia
• Tontura ou desmaio
• Descoloração azulada dos dedos
• Cabelo que quebra ou cai
• Penugem curta suave cobrindo o corpo
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
• Restrição da ingestão de energia relativa às necessidades, levando a um
peso corporal significativamente baixo em relação à idade, sexo, trajetória
de desenvolvimento e saúde física.
• Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, ou comportamento
persistente que interfere no ganho de peso, mesmo que o peso esteja
significativamente baixo.
• Alteração na percepção do peso ou da forma do corpo, influência indevida
do peso ou da forma corporal na autoavaliação, ou falta de reconhecimento
da gravidade do baixo peso corporal atual.
SUBTIPOS DA ANOREXIA NERVOSA
Tipo restritivo:
• Durante os últimos três meses, o indivíduo não se envolveu em episódios recorrentes de
compulsão alimentar ou comportamentos purgativos (como vômitos autoinduzidos ou uso
indevido de laxantes, diuréticos ou enemas).
• A perda de peso ocorre principalmente por meio de dieta, jejum e/ou exercício excessivo.
Tipo compulsão periódica/purgativo:
• Durante os últimos três meses, o indivíduo se envolveu em episódios recorrentes de
compulsão alimentar e/ou
• comportamentos purgativos.
SEVERIDADE
A gravidade da anorexia nervosa é avaliada com base no índice de
massa corporal (IMC):
•Leve: IMC ≥ 17 kg/m².
•Moderada: IMC entre 16–16,99 kg/m².
•Grave: IMC entre 15–15,99 kg/m².
•Extrema: IMC < 15 kg/m².
TRATAMENTO
1. Abordagem Nutricional:
•Restabelecimento do peso: Prioridade no tratamento é a recuperação do peso saudável por meio de um plano
alimentar equilibrado.
•Educação nutricional: Ajuda o indivíduo a compreender as necessidades calóricas e os benefícios de uma dieta
saudável.
2. Psicoterapia:
•Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):
• Foca em identificar e modificar pensamentos e comportamentos relacionados à alimentação, peso e imagem corporal.
•Terapia Familiar
•Envolvimento da família no tratamento, especialmente em adolescentes, para apoiar a recuperação do peso e
reverter os comportamentos alimentares desordenados.
TRATAMENTO
3. Manejo Médico:
•Monitoramento rigoroso de complicações médicas associadas, como
desnutrição e desequilíbrios eletrolíticos.
•Hospitalização: Necessária em casos graves de desnutrição ou
quando há risco de vida.
4. Medicamentos
BULIMIA
BULIMIA
• A bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por episódios
recorrentes de compulsão alimentar, seguidos por comportamentos
compensatórios inadequados para evitar o ganho de peso. Esses comportamentos
podem incluir vômitos autoinduzidos, uso de laxantes, diuréticos, jejuns ou
exercícios excessivos.
• Os indivíduos com bulimia nervosa geralmente apresentam uma preocupação
excessiva com o peso e a forma do corpo, o que influencia fortemente sua
autoavaliação. Apesar desses episódios, as pessoas com bulimia frequentemente
mantêm um peso corporal dentro ou próximo da faixa normal, o que pode dificultar
o diagnóstico.
ETIOLOGIA
FATORES BIOLÓGICOS
FATORES SOCIAIS: famílias com mais conflitos entre os seus
membros. Pais negligentes.
FATORES PSICOLÓGICOS: dificuldades em lidar com as demandas da
adolescência. São pacientes mais coléricos e impulsivos. Manifestam
ausência de um objeto transacional, fazendo do corpo este objeto.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
1. Episódios recorrentes de compulsão alimentar, caracterizados
por ambos os seguintes aspectos:
•Consumo, em um período limitado de tempo (ex.: 2 horas), de uma
quantidade de alimento maior do que a maioria das pessoas consumiria
em circunstâncias semelhantes.
•Sentimento de falta de controle sobre o ato de comer durante o
episódio (ex.: incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou
quanto está sendo consumido).
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
2. Comportamentos compensatórios inadequados e recorrentes para
prevenir o ganho de peso, como:
• Vômitos autoinduzidos.
• Uso inadequado de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos.
• Jejum.
• Exercício físico excessivo.
3. Os episódios de compulsão alimentar e os comportamentos compensatórios
ocorrem, em média, pelo menos uma vez por semana durante três meses.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
4. Autoavaliação indevidamente influenciada pela forma e pelo peso
corporal.
5. O distúrbio não ocorre exclusivamente durante episódios de anorexia
nervosa.
SEVERIDADE DA BULIMIA NERVOSA
A gravidade da BN é classificada com base na frequência dos
comportamentos compensatórios:
• Leve: 1-3 episódios de comportamento compensatório por semana.
• Moderada: 4-7 episódios por semana.
• Grave: 8-13 episódios por semana.
• Extrema: 14 ou mais episódios por semana.
TRATAMENTO
1. Psicoterapia:
•Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):
• Reconhecida como tratamento de primeira linha.
• Trabalha na identificação e modificação de pensamentos e comportamentos relacionados à
compulsão alimentar, autoimagem e comportamentos compensatórios.
•Terapia Interpessoal (TIP):
• Foca em melhorar os relacionamentos interpessoais e reduzir fatores de estresse que
contribuem para o transtorno alimentar.
•Terapia Dialética Comportamental (TDC):
• Pode ser útil em casos com impulsividade significativa, ajudando a regular as emoções.
TRATAMENTO
2. Intervenção Medicamentosa:
3. Manejo Nutricional:
• Educação nutricional:Ensina padrões alimentares saudáveis e reduz a restrição dietética
que pode desencadear compulsões.
• Planejamento de refeições:Ajuda a estabelecer uma relação equilibrada com a comida e
prevenir episódios de compulsão.
4. Monitoramento Médico:
• Tratamento de complicações médicas, como desequilíbrios eletrolíticos e lesões gástricas.
• Exames regulares para avaliar os efeitos do transtorno sobre a saúde física.
TRANSTORNO DO
SONO
INSÔNIA
O transtorno de insônia é caracterizado por dificuldades persistentes
relacionadas ao início, manutenção ou qualidade do sono, resultando
em sofrimento ou prejuízo significativo no funcionamento diário. Essas
dificuldades não podem ser explicadas por condições médicas,
transtornos mentais ou uso de substâncias.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
1. Dificuldades predominantes em pelo menos um dos seguintes
aspectos:
• Dificuldade para iniciar o sono.
• Dificuldade para manter o sono (ex.: despertares frequentes ou
dificuldade em voltar a dormir).
• Despertar precoce com incapacidade de voltar a dormir.
2. A dificuldade ocorre pelo menos três noites por semana.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
3. A dificuldade é persistente e dura pelo menos três meses.
4. O problema ocorre apesar de haver oportunidade adequada
para dormir.
5. Causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no
funcionamento social, profissional, educacional, acadêmico,
comportamental ou em outras áreas importantes.
6. A insônia não é explicada por outro transtorno do sono,
condição médica ou uso de substâncias (ex.: efeitos de drogas ou
medicamentos).
CARACTERÍSTICAS ASSOCIADAS
• Sintomas diurnos: Cansaço, dificuldade de concentração,
irritabilidade, redução de desempenho no trabalho ou nos estudos, e
impacto na qualidade de vida.
• Fatores de risco: Estresse crônico, fatores ambientais, padrões
irregulares de sono e predisposição genética.
• Comorbidades: Transtornos de ansiedade, depressão, uso de
substâncias, dor crônica ou condições médicas que interferem no
sono.
TRATAMENTO
1. Terapias Psicossociais e Comportamentais:
•Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I):
• Considerada o tratamento de primeira linha.
• Aborda crenças disfuncionais sobre o sono, técnicas de relaxamento e estratégias para reestruturar padrões
inadequados de sono.
•Controle de estímulos:
• Ensina a associar a cama e o quarto exclusivamente ao sono.
•Restrição do sono:
• Limita o tempo na cama para melhorar a eficiência do sono.
•Higiene do sono:
• Promove hábitos saudáveis relacionados ao sono (ex.: evitar cafeína, manter horários regulares de dormir).
TRATAMENTO
2. Tratamento Farmacológico
3. Abordagem Multidisciplinar:
• Em casos de insônia comórbida com condições médicas ou
psiquiátricas, é necessário tratar tanto a insônia quanto a condição
subjacente.