Análise do Comportamento Aplicada na Área
Clínica e Ética
Profª. Me. Kauane Mussett Lazarini
@kauanemussett
Kauane Mussett
Lazarini
•Psicóloga Clínica CRP 08/25712
•Mestre e Doutoranda em Análise do
Comportamento – UEL;
•Especialista em Docência no Ensino Superior;
O QUE É ABA?
OBJETIVO DA
AULA
• Compreender a ABA enquanto ciência constituinte
da Análise do Comportamento, responsável pelas
aplicações de princípios comportamentais a
problemas socialmente relevantes.
Análise do
Comportamento
• Campo de estudo
• Prática –prestação de serviços oferecidos por
analistas do comportamento;
• Disciplina –constituída por uma filosofia e por
duas ciências;
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO
É uma abordagem
validada cientificamente Sustentada por um tripé:
que busca entender a pesquisa básica, aplicada
relação entre o e teórica.
organismo e o ambiente.
Análise do Comportamento Aplicada - ABA
(...) a ciência em que táticas derivadas dos princípios do comportamento são aplicadas
sistematicamente para melhorar comportamentos de relevância social e
experimentação é usada para identificar variáveis responsáveis pela mudança
comportamental.
É a aplicação dessa informação para resolver comportamentos significativos
socialmente (comportamentos importantes) Cooper,etal. (2007)
Isso significa que ABA: NÃO É
• Método;
• Técnica;
• Protocolo;
• Pacote de intervenção;
• Exclusivo para TEA;
• Restrita;
• Ficar sentado em frente a uma mesa por horas;
• Tem que ser 40 horas por semana;
• Toda terapia ABA é a mesma coisa;
Isso significa
que ABA: É...
• Ciência;
• Aplica os princípios básicos;
• Relevância social;
• Embasados em dados
empíricos;
História da Análise
do Comportamento
• Psicologia: Diferenças entre linhas,
abordagens, correntes, teorias, etc.
• As diferenças dizem respeito à caracterização
dos fenômenos que estudam e os métodos
que utilizam para estuda-los;
• Analistas do comportamento adotam um
conjunto de pressupostos e orientações
presentes em uma proposta epistemológica
específica:
BEHAVIORISMO RADICAL
História da Análise do Comportamento
• Fim do Sec. XIX e início do Sec. XX.
• Wundte Titchener;
• Objeto de estudo: Interação dos processos
conscientes / “Consciência”;
• Método: Introspecção;
• Natureza dos eventos psicológicos: dualismo, o
imaterialismo, mesmo que implícito, da mente;
História da Análise do
Comportamento
• 1913 - Watson;
• Manifesto Behaviorista;
• Rompimento com a forma de fazer Psicologia
estabelecida;
• Objeto de estudo: Comportamentos dos
organismos;
• Metodologia: Experimentação com processos
interativos diretamente observáveis entre organismo
e seu ambiente, especialmente os envolvidos na
aprendizagem;
Behaviorismo Metodológico
• Surgiu em oposição ao mentalismo e ao
introspeccionismo;
• Fim do século XX a ciência de modo geral começou
a colocar uma forte ênfase na obtenção de dados
ditos objetivos, em medidas, em definições claras,
em demonstração e experimentação;
• Proposta behaviorista feita por Watson em 1924:
• "Por que não fazemos daquilo que podemos
observar, o corpo de estudo da Psicologia?”
Behaviorismo
Metodológico O comportamento como
unidade de análise!
Deveria ser observável pelo outro:
deve ocorrer afetando os sentidos
do outro, deve poder ser contado
e medido pelo outro, havendo
concordância entre observadores;
• Pavlov (1916);
História da
• Modelo de Comportamento
Análise do
Reflexo Eliciado;
Comportame
• Condicionamento Respondente;
nto
• Eliciação de respostas diante de
novos estímulos;
Mas o que é comportamento?
A causa do comportamento não poderia ser a mente, seria então algo externo
ao organismo e observável, o ambiente, o estímulo;
Essa mudança observável no organismo biológico seria o comportamento:
• Eu estou falando;
• Eu escrevi esta palestra;
• Eu vejo vocês;
Behaviorismo Radical
• Skinner;
• A evidência da existência de mundo é a
experiência do observador;
• Eventos privados;
• Os estudos de eventos internos inclui-se
legitimamente dentro do campo de estudos
da Psicologia, de uma ciência do
comportamento;
Behaviorismo Radical
“O behaviorista metodológico não nega a
existência da mente, mas nega-lhe status
científico ao afirmar que não podemos
estudá-la pela sua inacessibilidade. O
behaviorista radical nega a existência da
mente e assemelhados, mas aceita estudar
eventos internos”.
Behaviorismo Radical
• Skinner não separa mundo interno de mundo
externo;
• Unidade interativa: Comportamento – Ambiente
• Ambiente: tudo aquilo que é externo ao
comportamento;
• Não existe comportamento sem as circunstâncias
em que ocorre;
Behaviorismo Radical
Relações entre Comportamento – Ambiente
a) Consequências seletivas (que ocorrem após o comportamento e modificam a probabilidade
futura de ocorrerem comportamentos equivalentes, i.e., da mesma classe);
b) Contextos que estabelecem a ocasião para o comportamento ser afetado por suas
consequências (e que portanto ocorreriam antes do comportamento e que igualmente afetariam a
probabilidade desse comportamento);
Behaviorismo Radical
Relações entre Comportamento – Ambiente
a) Consequências seletivas (que ocorrem após o comportamento e modificam a probabilidade
futura de ocorrerem comportamentos equivalentes, i.e., da mesma classe);
b) Contextos que estabelecem a ocasião para o comportamento ser afetado por suas
consequências (e que portanto ocorreriam antes do comportamento e que igualmente afetariam a
probabilidade desse comportamento);
Estas duas classes possíveis de interações são denominadas
"contingências" e constituem as duas classes conceituais fundamentais
para a análise do comportamento;
CONTINGÊNCIA
Contingência pode significar qualquer relação de dependência entre eventos
ambientais ou entre eventos comportamentais e ambientais;
“Uma formulação adequada a interação A ocasião em que a resposta ocorre;
entre um organismo e seu ambiente A própria resposta, e;
deve sempre especificar três coisas: As consequências reforçadoras;
“As interrelações entre elas são as contingências de reforço” (Skinner,1953,p.5)
Unidade básica de análise;
Tríplice Relação de dependência;
Contingência
Comportamento, só é
comportamento, em relação
com o mundo;
Skinner (1953)
“O comportamento é resultado da interação organismo ambiente, só
podendo ser entendido a partir da identificação das circunstâncias em
que ocorre. O comportamento é, então, uma unidade interativa que
deve ser investigada sistematicamente. Essa investigação se dá
mediante a descrição e a interpretação de relações funcionais entre
comportamento e seu ambiente.”
Tudo que o homem faz;
Toda ação humana inserida em um
Mas o que é contexto;
comportamento?
É o caráter relacional, interativo;
É o processo de interação entre o
organismo como um todo e o ambiente;
E por que nos Modelo de Seleção pelas Consequências
comportamos
da forma que
O comportamento humano é um produto da junção
o fazemos? de contingências de sobrevivência responsáveis pela
seleção natural das espécies e as contingências de
reforço responsáveis pelos repertórios adquiridos
pelos seus membros, incluindo as contingências
especiais, mantidas por um ambiente ;
Modelo de Seleção pelas
Consequências
Reflexos fazem parte do repertório comportamental (comportamentos
de um organismo) de animais humanos e não humanos desde o
momento de seu nascimento, ou mesmo já durante a vida intrauterina;
por isso, são chamados de comportamentos reflexos inatos (Moreira e
Medeiros, 2019).
PREPARAÇÃO MÍNIMA DO ORGANISMO PARA COMEÇAR A
INTERAGIR COM O AMBIENTE!
Comportamentos de
origem filogenética
Sobrevivência da
espécie
Filogenia ou
filogênese é o estudo
das relações entre
diferentes grupos de
organismos e seu
desenvolvimento
evolutivo.
Filogênese, de qualquer espécie – inclusive a
nossa – pode ajudar a compreender seu
comportamento;
Comportame
ntos de
origem
filogenética
A maioria dos genes que um indivíduo herda foi
selecionada ao longo de muitas gerações porque
promove comportamentos que contribuem para
o sucesso na interação com o ambiente e na
reprodução (Baum, 2004).
Sobrevivência da
espécie
• Os reflexos são um produto da seleção
natural. Eles envolvem a manutenção
da saúde, a promoção da sobrevivência
ou favorecimento da reprodução.
Espirrar, piscar, tremer, liberar
adrenalina em situações de perigo e
excitação sexual são exemplos;
REFLEXO, É UMA RELAÇÃO ENTRE
UM ESTÍMULO E UMA RESPOSTA,
É UM TIPO ESPECÍFICO DE
INTERAÇÃO ENTRE UM
ORGANISMO E SEU AMBIENTE.
REFLEXO = COMPORTAMENTO
RESPONDENTE
ESTÍMULO RESPOSTA
elicia
É uma parte ou
mudança em uma Mudança no
parte do ambiente; organismo;
REFLEXO = COMPORTAMENTO
RESPONDENTE
elicia
S R
É uma parte ou
mudança em uma Mudança no
parte do ambiente; organismo;
Os reflexos inatos compreendem determinadas
respostas dos organismos a determinados
estímulos do ambiente. Por exemplo, alguns
animais já nascem evitando comer uma fruta de
cor amarela que é venenosa.
Já sabemos
que...
Porém, o ambiente, porém, está em constante
mudança!!
SERÁ QUE É POSSÍVEL
APRENDER NOVOS
REFLEXOS?
O QUE SERÁ QUE ACONTECE
QUANDO:
O que será que acontece quando:
Passamos mal com uma comida e só de lembrar de sentimos náuseas
novamente?
Quando um cachorro nos ataca e depois sentimos repostas de medo
ao ver outros cachorros ou passar pelo mesmo local?
Quando você ouve aquela musica e lembra de alguém especial?
Quando temos algum tipo de fobia?
É UM
PROCESSO DE
APRENDIZAGE
M!
IVAN PAVLOV
• Por volta de 1903, PAVLOV,
fisiologista russo, interessou-se
pelo fenômeno que primeiro
chamou de “secreções psíquicas”;
• Pavlov, estudava em seu
laboratório as leis do reflexo
dando ênfase ao reflexo salivar
(alimento na boca → salivação);
ONTOGÊNESE
• História de vida do
indivíduo;
• Comportamento
aprendido;
Thornidike:
Lei do efeito
Os homens
agem sobre o mundo,
modificam-no e, por
sua vez são
modificados pelas
consequências de sua
ação (Skinner,
1957/1978);
É o comportamento que produz
COMPORTAME consequências que se
NTO constituem em alterações no
ambiente e cuja probabilidade
OPERANTE de ocorrência futura é afetada
por tais consequências
Entender o comportamento operante é fundamental para
COMPORTAM compreendermos como aprendemos a falar, ler, escrever, raciocinar,
abstrair, etc., e, em um nível de análise mais amplo, até como
ENTO aprendemos a ser quem somos, ou seja, como se constrói o repertório
OPERANTE comportamental geralmente denominado de personalidade (Moreira
e Medeiros, 2017);
COMPORTAMENTO OPERANTE:
COMPORTAMENTO QUE PRODUZ
CONSEQUÊNCIAS (MODIFICAÇÕES
NO AMBIENTE) E É AFETADO POR
ELAS (CONTROLADO) POR ELAS!
Ex. Comportamento de birra
Aumento da
probabilidade desse
comportamento ocorrer
novamente!
Tríplice contingência
Anteceden Eventos Ambientais
tes
Respostas Ações do Organismo Comportamento
Operante
Consequên
Eventos Ambientais
cias
CULTURA
• História de seleção das práticas culturas e grupos;
• Culturas tem histórias particulares de interação com seus ambientes,
que explicam o surgimento, a manutenção ou o desaparecimento de
suas práticas;
• São conjuntos mutáveis de práticas culturais transmitidas entre
gerações ao longo da nossa história;
• Ex. hábitos, linguagem, religião, costumes, etc.
A ABA é parte de uma ciência chamada Análise do
Comportamento;
A análise do comportamento pode ser dividida didaticamente entre (1) Análise
Experimental do Comportamento, (2) Análise Aplicada do Comportamento e
Resumindo... (3) Behaviorismo Radical;
Os comportamentos foram selecionados por 3 níveis de seleção:
Filogenético, Ontogenético e Cultural;
O principal interesse do analista do comportamento está no comportamento
que é aprendido ao longo da vida do indivíduo (seleção ontogenética) sem
desconsiderar a seleção filogenética do comportamento e a importância das
práticas culturais;
História da ABA
A Análise do Publicação do primeiro volume
Comportamento do Journal of Applied Behavior
Analysis(JABA);
Aplicada ao
TEA
Artigo de Baer, Wolf e Risley
(1968) com a definição das 7
dimensões da ABA;
AS 7 DIMENSÕES DA ABA
• Dimensões definidoras da Análise do
Comportamento Aplicada;
• Utilizadas como base para a caracterização
dos estudos e intervenções constituintes
dessa ciência;
• “Para fazer parte da ABA, um estudo [e
intervenção] precisa ser aplicado,
comportamental e analítico. Além disso, deve
ser tecnológico, conceitualmente sistemático,
efetivo e demonstrar algum tipo de
generalidade”(BAER et al., 1968)
As 7 dimensões da ABA
“Processos de aplicar princípios comportamentais, algumas vezes provisórios, à melhora de comportamentos específicos
e, simultaneamente, avaliar se qualquer mudança percebida é ou não, de fato, atribuível ao processo de aplicação”
Isso significa: Comportamentos, estímulos e participantes socialmente relevantes;
Medir comportamentos de acordo com características quantitativas específicas;
Demonstrar que as mudanças de comportamento foram devido às manipulações efetuadas;
O processo de análise é uma constante;
1. Aplicada
• Deve haver interesse social na questões sob
investigação [e intervenção]: os comportamentos, os
estímulos e os participantes precisam ser relevantes
socialmente, não apenas para a teoria;
• O quão imediatamente importante é este comportamento
ou são esses estímulos para o sujeito?
• 1)Validade social;
• 2)Aceitabilidade dos procedimentos;
• 3)Importância dos efeitos do tratamento;
2. Comportamental
• O foco das intervenções devem ser na mudança
daquilo que o indivíduo faz, e não daquilo que ele
diz;
• Comportamentos observáveis diretamente;
• Medidas comportamentais: repetibilidade, extensão
temporal ou locus temporal;
• Mensuração do comportamento-alvo de forma
precisa;
• Confiabilidade dos dados coletados;
3. Analítica
• Diz respeito à demonstração de quais
variáveis são responsáveis pela
ocorrência ou não ocorrência do
comportamento em questão;
• Controle experimental dos efeitos das
intervenções sobre o comportamento-
alvo: os eventos manipulados precisam
clara e repetidamente demonstrar que
resultam ou não no comportamento-alvo;
• Delineamentos experimentais;
4. Tecnológica
• Todos os procedimentos utilizados devem ser
identificados e descritos em detalhes;
• “Um leitor treinado tipicamente conseguiria
replicar esse procedimento bem o bastante
para produzir os mesmos resultados, apenas
lendo a descrição”;
5. Conceitualmente
Sistemática
• Não apenas os procedimentos devem ser descritos
em detalhes, mas eles devem sempre ser
relacionados explicitamente aos conceitos e
princípios da Análise do Comportamento dos quais
foram derivados;
• Sem as ligações com a base conceitual, os
procedimentos acabam se tornando truques
tecnológicos, e as pessoas acabam não
conseguindo explicar o porquê seus procedimentos
funcionaram ou deixaram de funcionar;
É a dimensão que se refere à amplitude das
mudanças comportamentais produzidas pelo
procedimento;
6. Eficácia As mudanças precisam ser clinicamente
significativas e precisam produzir efeitos
suficientes para que sejam considerados
socialmente importantes;
Além de medir as mudanças no comportamento-alvo em
si, para demonstrar efetividade, deve-se medir as razões
explicativas e percepções acerca do comportamento-alvo
modificarem-se. Ex. Não basta ensinar habilidades
sociais, é preciso avaliar se tais habilidades melhoraram a
vida social do paciente;
7. Generalidade
• Perduração ao longo do
tempo;
• Aparecimento em novos
ambientes;
• Generalização para novos
comportamentos;
Déc. 60- Estudo de aplicações dos princípios e procedimentos
analítico-comportamentais a problemas de relevância social.
Wolf, Risley e Mees (1964): 1º estudo publicado utilizando ABA
aplicada;
ABA Readmissão pelo hospital onde se encontrava;
APLICADA
Orientação aos atendentes sobre funções dos
AO TEA comportamentos-alvo;
Ensino aos atendentes a fazer registro do comportamento;
Excessos diminuíram e déficits foram sanados;
Lovaas (1987) Grupo
Lovaas: Estudos sobre ensino
experimental (n = 19)
de habilidades linguísticas a
recebeu tratamento
crianças que não possuíam
intensivo e individualizado
ou que apresentavam
de 40h semanais, durante 2
atrasos no desenvolvimento.
anos, baseadas em ABA;
ABA
APLICADA Grupo controle: menos horas
de intervenção, atendimento
eclético;
Resultados47% do grupo
experimental chegaram a ter
um funcionamento típico;
AO TEA
40% do grupo experimental
No grupo controle, apenas
tiveram seus déficits
2% passaram a ter
diminuídos
funcionamento típico;
consideravelmente;
Lovaas(1987) Estudo validando a utilização de princípios
comportamentais em um programa de ensino, com crianças
autistas de idade cronológica inferior a 46 meses;
ABA Demonstrando a importante da intervenção precoce, intensiva,
com definição e registro de alvos específicos de ensino e
aplicada ao comprovação de que as técnicas comportamentais são eficazes;
TEA Uso sistematizado de diferentes procedimentos comportamentais:
extinção, modelagem, reforçamento intermitente, encadeamento,
esvanecimento de dica, estratégia para generalização, etc.;
A cada ano, mais evidencias são produzidas acerca da efetividade
dos procedimentos da ABA para o tratamento do TEA;
O que vimos até aqui, servem como
suporte para a afirmação de que há
décadas a Análise do
Comportamento vem produzindo
pesquisas aplicadas que
demonstram sua eficácia no
ABA e TEA tratamento de TEA;
na atualidade
Isso garante que os diversos
procedimento da ABA possuam
suporte empírico-científico,
transformando as práticas analítico
comportamentais aplicadas, em
conjunto com seu suporte teórico
robusto, em práticas baseadas em
evidências;
• “PBE são um esforço para melhorar o
procedimento de tomada de decisões em
contextos aplicados ao se articular explicitamente
Práticas o papel central de evidências nas decisões e,
desta forma, melhorar os resultados”;
Baseadas em • É preciso que haja uma:
Evidências e
ABA - Integração entre melhor evidência disponível,
valores e contexto do cliente;
- Expertise clínica do terapeuta;
- Experiencia clínica e formação;
• Expertise clínica: Se refere ao processo que um
profissional pode usar ao aplicar práticas com suporte
empírico para um cliente em particular;
Práticas - Experiencia clínica: Inclui histórico do profissional;
Baseadas em • Valores do cliente: As intervenções selecionadas
devem ser alinhadas com os objetivos do cliente e de
Evidências e sua família
ABA • A importância de PBE advém da noção de que os
profissionais possuem responsabilidade ética de tomar
decisões que aumentem as chances de os resultados
serem efetivos para seus clientes;
• Usar uma PBE com descrições claras da população-alvo
Práticas e dos procedimentos podem “salvar” os indivíduos com
TEA de danos colaterais não intencionais, bem como
Baseadas em orientar os profissionais acerca de intervenções que não
são efetivas para o seu cliente ou aluno em particular;
Evidências e • Como identificar uma PBE? A robustez de um
ABA experimento;
• Sua replicação por outras pessoas;
Manual EBP (Evidence Based Practice) –2014
23 práticas baseadas em evidências científicas e que fazem parte dos princípios da
Análise do Comportamento Aplicada (ABA) DTT (Discrete Trial Training ou Treino
de Tentativa Discreta);
NET (Natural Environment Training ou Treino em Ambiente Natural);
Práticas
Baseadas em PRT (Pivotal Response Treatment);
Evidencias e VB (Verbal Behavior);
ABA
Ensino sem erro;
Instrução Direta;
Treino de Precisão;
Práticas Baseadas em Evidências e ABA
A maior parte das práticas que cumprem padrões de serem baseadas em
evidência são advindas de pesquisas em Análise do Comportamento;
Os únicos modelos compreensivos baseados em evidencias para
indivíduos com TEA advêm diretamente da ABA;
Abordagens ecléticas não funcionam para crianças com TEA;
Considerações Finais
A ABA é uma ciência com Tratamentos fundamentados
consistência teórica e em ABA são individualizados,
metodológica, cujos estudiosos com base na função do
envolvidos empenham-se, comportamento e em
continuamente, em prover evidências, e com constante
evidencias de que seus avaliação e reavaliação dos
procedimentos são efetivos; dados obtidos;
Como se organiza a prestação do serviço em
ABA?
• Ausência de regulamentação nacional;
• Parâmetros internacionais;
• Critérios e processos específicos para a certificação;
• BCBA;
• QABA;
• Descrevem hierarquia de trabalho e formação específica para cada
nível da hierarquia;
Behavior Analyst Certification Board, Inc.®
(BACB®)
Certificação internacional para analistas do
comportamento
https://www.bacb.com
Qualified Applied Behavior Analysis
Credentialing Board (QABA®)
No Brasil -ABPMC
Identificar expectativas, informação, histórico, etc;
O que faz Avaliação de habilidades e comportamental;
um Planejamento de objetivos, procedimentos, carga
horária,etc;
supervisor
de caso? Monitoramento da intervenção;
Documentos, relatórios, programas, folhas de
registros, etc;
Treinar, acompanhar e supervisionar equipe;
O que faz um coordenador?
Acolhimento, orientação, treino de familiares, escola, etc;
Avaliação;
Planejamento;
Monitoramento da intervenção;
Documentos;
Treinar, acompanhar e supervisionar ATs;
O que faz um
aplicador?
• Aplica;
• Registra e relata;
• Confecciona materiais;
Algumas diretrizes - BACB e QABA- Carga horária de atendimento
“O tratamento pode variar [entre os indivíduos] em termos de
intensidade e duração, complexidade e alcance dos objetivos do
tratamento e a extensão do tratamento direto fornecido”
“A dosagem do tratamento […] varia de acordo com cada cliente e
deve refletir os objetivos do tratamento, as necessidades específicas
do cliente e a resposta ao tratamento”
• Intervenção focal: tratamento fornecido diretamente ao
cliente para um número limitado de alvos comportamentais
[habilidades funcionais, comportamentos problemáticos];
• Níveis de intensidade em um intervalo de 10-25 horas por
Algumas diretrizes semana;
- BACB e QABA- • Intervenção abrangente: tratamento dos múltiplos domínios
Carga horária de de desenvolvimento afetados, como funcionamento cognitivo,
comunicativo, social, emocional e adaptativo;
atendimento • Níveis de intensidade de 30 a 40 horas por semana são
comuns e necessários para alcançar melhorias significativas
em um grande número de alvos de tratamento;
Carga horária de atendimento;
Algumas Pesquisas apontam:
diretrizes -
BACB e QABA- O tratamento de alta intensidade produz as maiores
Carga horária melhorias;
de Pelo menos 36 horas de tratamento direto de ABA por semana
por pelo menos dois anos está associado a mudanças
atendimento clinicamente significativas e confiáveis nas habilidades cognitivas
e adaptativas;
O tratamento com ABA de baixa intensidade produz
melhorias menores do que o tratamento com ABA
de alta intensidade
Algumas 10% das horas
trabalhadas pelo
aplicador, precisam
10h de aplicação = 1h
diretrizes - ser supervisionadas,
por paciente;
de supervisão direta;
BACB e
QABA-
Carga Supervisão direta:
Atividades: evoluir
dicas, alvos ou
programas; dar
horária de horário individual
com o aplicador para
conversar sobre o
feedback da
aplicação; tirar
supervisão paciente;
dúvidas do aplicador;
dar sugestões de
melhorias gerais;
Supervisão
Algumas
Observação em
indireta:
contexto natural
Observação dos
(escola, etc.)
atendimentos;
diretrizes -
BACB e QABA- *Essas horas não
Carga horária Elaboração de
planos, análise
contam e nem
substituem a
de supervisão
carga horária de
de dados, etc;
atendimento 1x1
do paciente;
Qual a quantidade ÉTICA de casos que um
supervisor pode receber?
Algumas
diretrizes - Vai depender da intensidade do tratamento -
número total de horas do caso;
BACB e
QABA- Das demandas de cada caso -complexidades e
Capacidade necessidades;
de Experiência e habilidades do analista do
atendimento? comportamento;
Do nível de apoio/suporte que o supervisor recebe;
O supervisor deve ter uma
carga de casos que permita Número de casos
fornecer supervisão de caso recomendado: Sem
Algumas apropriada para facilitar o
tratamento eficaz e garantir a
suporte de coordenador:
10 a 15 casos
diretrizes - proteção do consumidor.
BACB e
QABA- Com suporte de
Mesmo com suporte de um
coordenador, o Analista do
Comportamento é o
Capacidade coordenador: 16 a 24 casos responsável por todos os
aspectos do gerenciamento dos
de casos
atendimento?
10h/semanais + planejamento +
Psicólogo clínico sem um
materiais + orientação a pais +
trabalho de equipe?
etc; (4casos)
Onde ocorrem os atendimentos
Algumas em ABA?
diretrizes -
BACB e
QABA - O EM QUALQUER LUGAR!
atendimento
em ABA NA
CLÍNICA
Inclusive na clínica;
Práticas Baseadas em Evidências;
Avaliação;
Algumas Planejamento;
diretrizes - BACB
e QABA - O Integridade na aplicação;
atendimento em
ABA NA CLÍNICA Registro e análise de dados;
Monitoramento constante
Prática supervisionada;
Objetivo de desenvolvimento do
profissional que está atendendo;
Algumas
diretrizes -
BACB e Demandas técnicas do profissional que
serão discutidas e orientadas pelo
QABA - supervisor;
Supervisão
técnica **Nessa modalidade de supervisão, o
supervisor não é o responsável pelo
atendimento, planejamento ou pelo caso;
Ampliação e aquisição de
comportamentos deficitários ou
inexistentes;
Algumas
diretrizes - Diminuição de comportamentos
BACB e em excesso e que são
“inadaptativos”;
QABA -
Objetivos
Manutenção dos comportamentos
adequados;
Características de uma intervenção eficaz
• Intervenções baseadas nos princípios da Análise do Comportamento;
• Individualizada;
• Especializada/focada em déficits e excessos centrais;
• Envolvimento familiar;
• Treino de cuidadores;
• Intensiva e em contextos apropriados;
• Monitoramento constante do progresso;
7 dimensões da ABA;
Intensidade;
Indicadores de
qualidade Precocidade;
DADOS;
Individualizada;
O que trabalhamos?
• Ensino de Habilidades Comunicação;
• Social;
• Motor;
• Adaptativo;
• Cognitivo;
• Acadêmicos;
• Manejo de Comportamento;
• *Cada indivíduo/família/idade/etc com suas próprias
demandas e especificidades
PSI INFANTIL PSI “ABA”
• Psicoterapia; • Estimulação (precoce);
• Saúde mental; • Ensino de habilidades;
• Prevenção ou manejo de • Autonomia e independência;
sofrimento humano;
“Se eles não aprendem como nós
ensinamos, nós ensinaremos da
maneira que eles aprendem!”.
Lovaas
OBRIGADA!