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PIL-Poesia: Yvette Centeno

O documento explora a poesia de Yvette Centeno, destacando a importância de estudar poesia e a escolha da autora. Inclui uma entrevista com Centeno, onde ela discute suas influências, a essência da poesia e sua visão sobre a sociedade atual. Além disso, analisa três de seus poemas, abordando temas como identidade, perda e a busca por significado.

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Thayssa Agalvão
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PIL-Poesia: Yvette Centeno

O documento explora a poesia de Yvette Centeno, destacando a importância de estudar poesia e a escolha da autora. Inclui uma entrevista com Centeno, onde ela discute suas influências, a essência da poesia e sua visão sobre a sociedade atual. Além disso, analisa três de seus poemas, abordando temas como identidade, perda e a busca por significado.

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PIL- Poesia

Yvette Centeno
Thayssa A. Galvão 11° C
Índice:
03 04
Porque estudar Escolha da
poesia autora e dos
05 07 poemas
Definição de Entrevista com
poema/o que é a autora

13 Poemas(análises,intert
37
Intertextualidade
extualidades opiniões com o tema , fim e
e etc)
Por que estudar poesia ?
No âmbito da disciplina de Literatura
Portuguesa, foi-nos sugerido explorar uma
obra lírica distinta daquela que estudámos
anteriormente, onde focámo-nos na Prosa.
O objetivo é aprimorar a nossa capacidade
de leitura e investigar diversos temas
literários, permitindo-nos identificar o
nosso estilo de leitura preferido após
analisarmos diferentes tipos e géneros
literários.
Motivo da escolha da autora e
dos poemas
Através da disciplina de Literatura Portuguesa, foi sugerido que
desenvolvêssemos um Projeto individual de leitura sobre um(a)
Poeta/Poetisa. Assim, consultei alguns amigos e familiares em
busca de poetas portugueses, mas nenhum dos que me
recomendaram acabou por ser a poetisa que escolhi. Deste
modo, iniciei uma pesquisa sobre poetas portugueses e as suas
obras e, no final desse processo, deparei-me com Yvette
Centeno e os seus poemas, que considero muito interessantes e
de qualidade. Por isso, decidi selecioná-la como a poetisa do
meu projeto individual de leitura. Após ler alguns dos seus
poemas, optei pelos seguintes: 1- Corações ; 2- Através do
espelho; e 3- Sombras. Escolhi estas peças devido aos títulos
cativantes e à forma como se desenrolam.
Definição de poesia:
(através de um pequeno
Porpoema)
Cecília Meireles

"Poesia é libertação,
É a voz que canta no vento,
É lágrima e pensamento,
É sol, é sombra, é ilusão."
Oq é poesia ?
(meu ponto de vista)
Na minha percepção poesia é uma arte na
qual , a(o) poeta se expressa, descrevendo
deus sentimoentos de forma a “desabafar”
Yvette Centeno (fotos):
“Entrevista” com Yvette
Centeno
[Link] surgiu seu interesse pela poesia?
Yvette: Meu fascínio começou na juventude, inspirado
pelas leituras de Fernando Pessoa. Sua obra, repleta de profundidade e
múltiplas vozes, revelou-me o potencial ilimitado da poesia.
[Link] elementos do universo enigmático e simbólico despertam
sua paixão pela escrita?
Yvette: Sinto-me atraída pelo mistério do conhecimento oculto e pelas
camadas invisíveis da realidade. O enigmático e o simbolismo são, para
mim, ferramentas essenciais para explorar dimensões mais sutis da
existência.
[Link] que forma a filosofia influencia sua escrita?
Yvette: A filosofia fundamenta minhas reflexões, ajudando-me a questionar e
estruturar ideias. Assim, a escrita transforma-se num ato profundo e
“Entrevista” com Yvette
Centeno
4. Qual o papel da poesia na sociedade atual, diante do excesso
de informação?
Yvette: Em tempos de superficialidade, a poesia nos convida a
desacelerar e a reconectar com o essencial, oferecendo momentos de
introspecção e renovação.
5. O que a motiva a continuar escrevendo e dialogar com as
transformações do mundo?
Yvette: Minha curiosidade e a necessidade de expressar o que sinto são
motores constantes. Escrever é minha forma de acompanhar e refletir
as mudanças que vivenciamos.
6. Que conselho você daria aos jovens poetas?
Yvette: Leiam muito, escrevam sempre e mantenham a curiosidade. A
“Entrevista” com Yvette
Centeno
[Link] você descreveria sua voz poética?
Yvette: Minha voz é introspectiva e simbólica, buscando traduzir
experiências sutis da alma e os mistérios do tempo e da existência.
[Link] foi o momento mais marcante em sua trajetória literária?
Yvette: Descobrir Fernando Pessoa foi um divisor de águas, revelando o
potencial da poesia. Além disso, o contato com o misticismo acrescentou
novas dimensões à minha obra.
[Link] autores influenciaram sua criação?
Yvette: Fernando Pessoa, Rainer Maria Rilke e os simbolistas franceses
foram determinantes para moldar minha visão e expressão poética.
[Link] os maiores desafios de manter a autenticidade na escrita
contemporânea?
Yvette: Em meio a um mundo saturado de vozes, o desafio é resistir à
“Entrevista” com Yvette
Centeno
11.O que você espera que os leitores sintam ao se depararem
com seus poemas?
Yvette: Desejo que meus versos os toquem, estimulando-os a descobrir
novos aspectos sobre si mesmos e sobre o mundo.
[Link] vida pessoal influenciou sua poesia? De que forma?
Yvette: Sim, profundamente. Minhas experiências, o interesse pelo
misticismo e as reflexões sobre o feminino, o tempo e a morte estão
intimamente presentes em meus versos.
[Link] não fosse escritora, que outra forma de arte escolheria para
se expressar?
Yvette: Provavelmente a música ou a pintura, pois ambas possibilitam
traduzir emoções e captar a essência do ser de maneira singular.
“Entrevista” com Yvette
Centeno
[Link] você lida com o bloqueio criativo?
Yvette: Quando sinto a inspiração se esvair, busco me reconectar com o
silêncio e com a natureza. Atividades como a leitura, a meditação e simples
caminhadas me ajudam a retomar o fluxo criativo, permitindo que as
palavras surjam naturalmente
[Link] qual forma o cotidiano influencia sua poesia?
Yvette: Vejo poesia nos detalhes da vida diária. Cada pequeno gesto,
sentimento ou cena do cotidiano pode se transformar em metáfora,
enriquecendo meus versos e mantendo minha escrita autêntica e sensível.
[Link] fim, qual a essência da poesia para você?
Yvette: A poesia é a essência da vida – um diálogo eterno entre o visível e o
invisível que revela a beleza e o significado, mesmo em meio ao caos.
Tinha um estendal no seu
pátio
ali punha a roupa a secar
ali os gatos brincavam

Coraçõe
nos dias de maior sol
de manhã estendia a roupa
à noite a ia buscar
em que tempo tinha sido

s já não sabia dizer


estava tão velha agora,
a roupa estava queimada
os filhos tinham morrido
os corpos longe ficaram
e ao estendal só levava
o seu coração Partido
Estrutura interna :
Estrutura formal: Divição da três partes:
• Versos: O poema é composto • Descrição do cotidiano e do
por 12 versos, de extensão estendal (versos 1-6):
variável. A cena inicial retrata uma atividade
• Coplas: Não há separação rotineira: estender e recolher roupa.
explícita em estrofes, mas • A passagem do tempo e o
pode-se notar uma divisão desgaste (versos 7-9):
temática que sugere três Há uma transição marcada pela
partes. dúvida: "em que tempo tinha sido já
• Ritmo: O ritmo é livre, sem um não sabia dizer".
esquema fixo de métrica ou • A perda e a solidão (versos
rima, o que contribui para um 10-12):
tom reflexivo e melancólico. A revelação trágica: os filhos
morreram, os corpos ficaram longe.
Recursos expressivos :
Recursos expressivos presentes no
poema:

• Metáfora: "O seu coração partido" –


representa a dor emocional da
personagem.

• Personificação: A roupa "queimada"


pode sugerir um simbolismo do tempo
ou do sofrimento.

• Antítese Antítese : Passado e


presente → A personagem antes tinha
Estrutura externa :
pátio (A) Quantidade de estrofes:
secar (B) Só um
brincavam (C)
sol (D) Quantidade de versos:
15 - Irregular
roupa (E)
buscar (B) Tipos de rima:
sido (F) Interpolada e Nula
dizer (G)
agora (H) Sílabas métrica:
queimada (I) 8 - Oitava
morrido (F)
Esquema rimático:
ficaram (C) ABCDEBFGHIFCJF
levava (J)
partido (F)
Explicando o título:
O título “Corações”, amplifica o
sentimento do poema,
relacionando-se ao tema da
memória, perda e solidão, ao
mesmo tempo que sugere um
sentimento coletivo de dor e
saudade. No último verso, a
personagem leva ao estendal "o
seu coração partido". Esse gesto
metafórico indica que sua dor e
solidão são as únicas coisas que
restam para "estender", ou seja,
expor ao mundo.
Minha opinião:
Na minha opinião o poema aborda um
tema profundo e difícil de se entender
ao ler apenas uma vez, pois à primeira
vista, o poema parece abordar um
assunto simples e sem significado,
porém se voltaros a ler,
compreendemos o seu verdadeiro
significado e valor sentimental. No
entanto, aconselho que leia mais uma
vez, visto que a essencia da obra está
“escondido”.
Intertextualidade (pintura que
associei com o poema):
Intertextualidade:
O poema "Corações" e a pintura "A Mulher Que
Chora" de Picasso, ambos retratam a dor e a
solidão feminina. No poema, a mulher vive um luto
silencioso, expressando sua tristeza na rotina de
estender roupa. Na pintura, a dor é explosiva, com
formas distorcidas e cores vibrantes.
A solidão é o assunto central de ambas as [Link]
poema os filhos morreram, restando apenas o vazio.
Porém no quadro o luto se manifesta no olhar
desesperado da pintura e no coração partido da
mulher do poema. Ambas mostram que a dor pode
ser expressa tanto no grito quanto no silêncio.
Foste sempre a estrangeira:
a da trança de lado

Através a do olhar de frente


o verde da tua bata
um verde

do
inconveniente
tinhas muitas moradas
partias e partias
não ficavas

espelho e a meio da viagem


quando os outros seguiam
tu voltavas
Estrutura interna :
Divisão dos três momentos
principais:
Estrutura formal • A identidade estrangeira e
• Versos: O poema tem 12 deslocada
versos, curtos e diretos. (versos 1-6):
• Estrofação: Não há A personagem é descrita como "a
divisão explícita em estrangeira", alguém que não pertence
estrofes, mas há uma completamente a lugar algum.
organização temática em • A inconstância e o nomadismo
(versos 7-9):
três blocos de ideias. A ideia de deslocamento se reforça com
• Ritmo: Livre, sem métrica "tinhas muitas moradas", o que pode
fixa ou rimas evidentes, simbolizar mudanças frequentes, tanto
criando um tom fluido e físicas quanto emocionais.
introspectivo. • O retorno inesperado (versos 10-
12):
Esse retorno pode simbolizar um ciclo
Recursos Expressivos:
Recursos expressivos presentes no
poema:

• Metáfora: "A estrangeira" pode


simbolizar deslocamento social,
emocional ou existencial.

• Repetição: "Partias e partias" reforça a


insistência no afastamento.

• Antítese: "Quando os outros seguiam /


tu voltavas" – sugere que a personagem
não segue o caminho esperado.
Estrutura externa :
estrangeira (A) Quantidade de estrofes:
lado (B) Só um
frente (C)
bata (D) Quantidade de versos:
12 - Irregular
verde (E)
inconveniente (C) Tipos de rima:
moradas (F) Interpolada e Nula
partias (G)
ficavas (H) Sílabas métrica:
viagem (I) 7 - Redondilha maior/
seguiam (J) heptassílabo
voltavas (H) Esquema rimático:
ABCDECFGHIJH
Explicando o título:
O espelho pode significar a luta
da procura da sua própria
identidade, de um lugar onde
possa finalmente encaixar-se ,
reforçando o desajuste, a busca e
a indefinição, mostrando que a
personagem está sempre
transitando entre locais e
identidades porém nunca
pertence completamente a
nenhuma.
Minha opinião:
Na minha opinião, o poema aborda
um tema muito interessante de
forma a deixar a obra lírica mais
fácil de compreender-se e mais
intrigante , apesar do tema ser um
pouco melancólico, o fim deixa-nos
com esperança, pois o personagem
encontrou-se e decidiu voltar e
ficar. Assim a obra escapa da
melancolia total e por este motivo
apreciei muito este poema.
Intertextualidade (imagem que
associei com o poema):
Intertextualidade:
Tanto o poema "Através do Espelho"
quanto a pintura "Mulher Diante do
Espelho" de Picasso exploram a
identidade fragmentada e o deslocada. No
poema, a mulher é uma estrangeira,
sempre partindo e voltando, sem um lugar
fixo. Na pintura, o reflexo da mulher no
espelho distorce sua imagem,
representando uma cumplicidade entre o
que ela é e como se vê. Ambos os trabalhos
usam o espelho como símbolo de
transformação e busca de identidade,
refletindo uma sensação de inquietação e
É a Sombra escapa-se
das sombras pela ponte
que não une
vagueia
pelo jardim antes separa

Sombr perde-se
nos labirintos
as pedras
do templo
e do palácio

as
afoga-se
nos lagos

esconde-se
nos corredores
de bambu
Estrutura interna :
Estrutura formal
• Versos: O poema é Divisão de dois momentos
principais:
composto por 12 versos, que • 1º movimento: A Sombra
são curtos e breves, criando como Figura de Deslocamento
uma atmosfera de "perde-se / nos labirintos" – A
movimento e mistério. sombra se perde em um espaço
• Estrofes: Não há divisão complicado, sugerindo uma busca
explícita em estrofes, mas o sem êxito.
poema pode ser entendido • 2º movimento: A Sombra
como Figura de Separação
como uma sequência "esconde-se / nos corredores / de
contínua de imagens e ações. bambu" – Ela continua a se
• Ritmo: Livre, sem métrica esconder, ainda mais longe, em
fixa ou rimas evidentes, o um espaço que a oculta, como se
que contribui para a sensação fosse impossível de encontrar.
Recursos expressivos:
Recursos expressivos presentes no
poema:

• Metáfora: A sombra é uma metáfora


para algo que está sempre à margem,
que se perde, se esconde e não se
estabelece em um lugar.

• Antítese : O poema cria uma forte


oposição entre lugares de união e
separação (a ponte que não une, as
pedras do templo e do palácio) para
mostrar a natureza ambígua da
sombra.
Estrutura externa :
Sombra (A) ponte (J) Quantidade de estrofes:
sombras (B) une (K) 9
vagueia (C) separa (L)
jardim (D) pedras (M) Quantidade de versos:
18 - Irregular
perde-se (E) templo (N)
labirintos (F) palácio (O) Tipos de rima:
afoga-se (E) Cruzada, Interpolada e
lagos (G) Nula
esconde-se (E)
corredores (H) Sílabas métrica:
bambu (I) 2 - Dissílabo
escapa-se (E) Esquema rimático:
AB/CD/EF/EG/EHI/EJK/L/
Explicando o título:
O título reforça a ideia do
obscuro e o assunto que
será abordado no poema,
representa a incerteza e a
instabilidade que a
escuridão nos trás , o medo
do desconhecido.
Minha opinião:
Na minha opinião, o poema pode ser
interpretado de duas maneiras. Por um
lado, as sombras da qual o poema
refere-se pode ser interpretado como a
poluição (algo que tira a beleza e a
felicidade). Por outro lado, as sombras
podem representar o sentimento de
ansiedade (algo sufocante). No entanto,
acredito que cada pessoa possa o
interpretar de uma maneira diferente;
Apesar do tema melancólico, a obra é
intrigante e curiosa, pois podemos a
entender de vários modo.
Intertextualidade (imagem que
associei com o poema):
Intertextualidade:
A imagem representa uma arte urbana de um pássaro feito de
partes de carros estragados, objetos de metal e lixos encontrados
pelas ruas. Podemos encontrar o nome do artista, Bordalo II,
assinado mesmo acima da parede, do lado superior direito. O
passáro é representado com cores escuras e vibrantes como o
preto e o vermelho, com o bico aberto como se chamasse por
ajuda, como se estivesse preso naquela parede e quisesse
liberdade, as manchas e os efeitos de desgaste realçam uma certa
melancolia.
Esta imagem estabelece uma relação simbólica com o poema
“sombras” de Yvette Centeno, pois no poema, a autora refere
paisagens naturais tomadas pelas sombras (a poluição) . O
pássaro, um ser livre e feliz, agora é representado por lixo e com
um semblante triste por estar preso. Na minha opinião, tal como no
poema as sombras consumiram a natureza,na imagem a poluição
Intertextualidade com o tema
abordado pela autora
(gravura):
A gravura "Melancolia I" de Albrecht
Dürer e os poemas de Yvette Centeno
compartilham uma exploração profunda da
Intertextualida reflexão e da melancolia. Em Dürer, a
figura contemplativa cercada de símbolos,
de com o tema como o compasso e a esfera, representa
uma busca silenciosa por sentido,
abordado pela refletindo a condição humana e o
isolamento criativo. Da mesma forma,
autora Centeno utiliza símbolos místicos e
filosóficos para expressar a dor existencial
e o questionamento da vida. Ambos os
artistas veem a melancolia não apenas
como sofrimento, mas como um caminho
para a reflexão e, eventualmente, para a
sagacidade, revelando as complexidades
FIM
Webgrafia
: [Link]
[Link]
centeno
[Link]
[Link]
[Link]?m=1
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
poema-estrutura-externa--estrutura-interna--forma/10231
[Link]
15062/

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