PÓS-
MODERNIDADE
Marco Aurélio.
O que é
pós-
modernidad
e?
Terça-feira, 2 de fevereiro, 20XX Amostra de Texto de Rodapé 2
Como saber qual a escolha correta
em um cotidiano cujos valores de
verdade, beleza e bem são
relativos?
Em que não há mais referências
que balizem julgamentos sobre o
bem e o mal?
O que fazer quando não há mais
crenças universais que deem
sentido ao mundo?
Seria possível, de acordo com o
projeto de modernidade, fazer
uma escolha moral correta,
científica, na qual teríamos
certeza de estarmos fazendo o
bem para toda a humanidade,
bastando para isso seguir o
raciocínio lógico.
Bem vindo a pós-
modernidade
Mas o que realmente
significa Pós-
modernidade?
• Chamar alguém de pós-moderno virou quase um xingamento
dentro dos meios e rodas de conversa da filosofia. Falar para o
sujeito que ele você está sendo muito pós-moderno isso soa como
uma crítica.
Amostra de Texto de Rodapé 6
Para entender o que que é pós-modernidade temos que voltar
um pouco na compreensão do que é a modernidade
A gente chama de modernidade aqui sobretudo os avanços
que a gente teve na filosofia moderna, mais principalmente
aquilo deu com o Iluminismo.
O Iluminismo pode ser entendido tanto como movimento
histórico, como também como um projeto filosófico. Para o
projeto Iluminista a razão seria o guia do homem, um guia
do ser humano. E aí então todas as teorias políticas éticas
até mesmo sobre o que é conhecimento sobre a ciência,
iriam ter como base essa racionalidade.
Essa racionalidade, de forma mais resumida, seria a própria
razão. A racionalidade e levaria o homem alguma
autonomia, levaria a um lugar melhor no mundo.
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Para o projeto Iluminista e a educação, por
exemplo, seria desenvolvida e levaria uma
comunidade melhor, a uma sociedade melhor, que
libertaria o homem em suas amarras, por exemplo,
não seria mais a religião que guiaria o homem.
Aqui temos dois conceitos importantes:
• heteronomia (norma que vem de fora de v.
ex: a Igreja ou Estado ou a Cultura
determina a norma) Resumindo Tanto a
cultura quanto a religião quanto o estado
seriam formas heterônomas.
• Autonimia. No projeto iluminista nós
deveríamos ser autônomos! Todo ser
humano deveria ser autônomo, ou seja,
dar assim mesmo a ordem de guiar sua
vida e comunidade, tendo a razão como
base, longe dos misticismos, longe
obedecer cegamente a qualquer coisa.
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Quando Isso Quando a gente nota, por exemplo, que essa
começa a entrar razão, que tanto que a gente fala, nos levou
em cise? para duas guerras mundiais.
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Questionamentos:
Se a razão é que nos guia, como
é que a gente pôde desembocar
na segunda Guerra mundial?
Outros questionamentos
pertinentes sobre esse projeto
moderno Iluminista.
Será que existe essa razão
mesmo, ou não serie um projeto
demasiadamente eurocêntrico.
Quem define aqui o que que é
racional que não é racional?
Será que aquilo que vem, por
exemplo, de matriz africana,
também é considerado racional?
Como é que a gente decide isso?
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Há uma tendência muito crítica a racionalidade, e isto vai ser uma
tendência muito presente na filosofia contemporânea.
E aí que vem essa corrente pós-moderna que vai achar que a razão
não tem mais força para guiar nada.
A verdade nada mais é do que uma criação metafísica, uma ilusão
filosófica, que ela nunca existiu e muito menos tem força para guiar
a humanidade.
Vai haver filósofos pós-modernos, que vão achar que tudo não passa
de um mero discurso sobre a realidade, que a realidade mesmo não
é nada mais que uma narrativa, por exemplo, existe a narrativa
europeia eurocêntrica do mundo, existe a narrativa africana do
mundo e o que nós temos são conflitos de narrativas.
Que pós-modernidade então vai ser a condição do ser humano na
contemporaneidade, onde nada mais é concreto!
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A pós-modernidade então
vai ser a condição do ser
humano na
contemporaneidade, onde
nada mais é concreto!
Para corrente pós-moderna,
tudo vai ser uma disputa de
narrativa e a não vai mais se
poder falar em uma
realidade objetiva.
Como se tudo fosse
subjetivo ou pertencente a
uma cultura e ninguém vai
E agora você tem a crítica isso! Porque muita
gente fala mal da pós-modernidade?
Porque se tudo é uma disputa de narrativa a gente
fica um pouco a ferramenta para dizer, por Atualmente isto está sendo muito
exemplo, que que é uma fake News. Se alguém criticado. A exemplo, os teóricos da
afirma por exemplo, que a Terra é plana e eu falo corrente marxista, que não vão
que tudo é uma disputa de narrativa eu não aceitar isso Nunca!
consigo afirmar, eu não tenho base para afirmar
que a Terra é redonda e aí vira tudo uma grande Vão falar que vão falar a realidade
discussão de narrativa e o conceito de realidade se é concreta. O materialismo
esfarela. E isso é muito complicado! isso vai histórico por exemplo, é concreto,
desembarcar na ideia depois verdade por exemplo a fome é concreta e que a
tão falada pós-verdade. Se tudo é uma disputa de revolução de classes é o
narrativas não posso falar uma verdade concreta e necessário.
o que é verdadeiro tem faca tudo é relativo e tudo
uma disputa de forças de linguagens
•Então é isso! Se você fala que a realidade não existe, tudo
passa se possível tudo passa a ser válido, aí a gente ainda
tem perigo muito grande, a gente perde o solo firme da
realidade, aqui há um interessante visão, por exemplo, de
um filósofo chamado Habermas da escola de Frankfurt .
Será que o projeto moderno acabou? Será que não seria
interessante revisar o projeto moderno?
•É claro que esse projeto moderno da razão desembocou e
coisas muito ruins, como o totalitarismo, Como o próprio
nazismo, mas será que não foi um erro de percurso?
Será que não seria mais viável a gente voltar esse projeto
ver onde que retomar esse projeto racional?
Para Habermas há dois tipos de razão:
• a razão instrumental, que a gente usa no dia a dia para
resolver problema para instalar uma lâmpada, por
exemplo.
•A razão comunicativa, que é essa que a gente usa com as
pessoas e não é mesma. Para Habermans, por exemplo, o
projeto moderno deu errado a princípio, porque essa razão
científica tomou toda esfera humana.
A gente usa a linguagem científica para falar de tudo
inclusive de relacionamentos amorosos. É aí que tá errado!
•Habermas não acha que a gente tem que jogar esse projeto fora. Ele
acha, por exemplo, que a gente precisa ver o que deu certo e o que
deu errado e continuar nesse projeto porque é só a razão que nos dar
um futuro mais otimista. Como é que a gente vai, por exemplo,
enfrentar o aquecimento global se a gente acha que tudo é possível,
não é preciso ter razão aqui, você precisa saber que existem Vidas
Correndo Perigo, gerações Correndo Perigo, Então é isso que Habermas
Coloca. Ele traz o conceito de razão instrumental e razão comunicativa,
dialógica.
Modernidade
liquida.
Modernidade líquida é o termo
cunhado por Zygmunt
Bauman no final do século XX
para definir os novos arranjos
socioculturais vigentes no
mundocontemporâneo. É uma
época marcada, segundo o
sociólogo, por fragilidade,
imprevisibilidade e incerteza,
em que nada é feito para
durar.
“A vida líquida é uma vida precária vivia em
condições de incerteza, constante.”
A vida lhe vida liquida é uma sucessão de
reinícios, e precisamente por isso é que os
finais rápidos e indolores (...) tendem a ser os
momentos mais desafiadores e as dores de
cabeça mais inquietantes.”
Dois eventos históricos que são decisivos para que a modernidade se
estabeleça: a revolução industrial, que transforma radicalmente a
quantidade e a velocidade das mercadorias produzidas, provocando
mudanças econômicas decisivas que aceleram e consolidam capital,
A revolução francesa, que rompe com a estrutura social e a estrutura
política do antigo regime e lançar as bases para a organização do
estado da política moderna
MODERNIDADE SÓLIDA
A modernidade sólida era caracterizada pela rigidez e solidificação das
relações humanas, das relações sociais, da ciência e do pensamento. A busca
pela verdade era um compromisso sério para os pensadores da modernidade
sólida. As relações sociais e familiares eram rígidas e duradouras, e o que se
queria era um cuidado com a tradição. Apesar dos aspectos negativos
reconhecidos por Bauman da modernidade sólida, o aspecto positivo era a
confiança na rigidez das instituições e na solidificação das relações humanas.
A MODERNIDADE LÍQUIDA é totalmente oposta à modernidade sólida e ficou
evidente na década de 1960, mas a sua semente estava no início do
capitalismo industrial, durante a Revolução Industrial. As relações econômicas
ficaram sobrepostas às relações sociais e humanas, e isso abriu espaço para
que cada vez mais houvesse uma fragilidade de laço entre pessoas e de
pessoas com instituições.
A lógica do consumo entrou no lugar da lógica da moral assim, as pessoas
passaram a ser fortemente analisadas não pelo que elas são, mas pelo que elas
compram. A ideia de compra também adentrou nas relações sociais, e as
pessoas passaram a comprar afeto e atenção.
Nesse contexto, as instituições ficaram estremecidas. O emprego tornou-se um empreendimento
completamente individual no momento em que o indivíduo tornou-se um “empreendedor” de si mesmo.
Se alguém não obtém sucesso nessa lógica da modernidade líquida, a responsabilidade é completamente
individual.
Assim sendo, a modernidade líquida tem instituições líquidas, pois cada pessoa é uma instituição. A
exploração capitalista deixou de ser vista como exploração e passou a ser vista como uma relação natural
em que o sujeito, empreendedor de si mesmo, vende a sua força de trabalho ao sujeito empreendedor que
possui o capital.
A modernidade líquida é ágil, pois ela acompanha a moda e o pensamento de época. A ciência, a técnica,
a educação, a saúde, as relações humanas e tudo mais que foi criado pelo ser humano para compor a
sociedade são submetidos à lógica capitalista de consumo.
Modernidade líquida e relações humanas
As relações humanas ficaram extremamente abaladas com o surgimento da modernidade líquida. Bauman
usa o termo “conexão” para nomear as relações na modernidade líquida no lugar de relacionamento, pois
o que se passa a desejar a partir de então é algo que possa ser acumulado em maior número, mas
com superficialidade suficiente para se desligar a qualquer momento. A amizade e os relacionamentos
amorosos são substituídos por conexões, que, a qualquer momento, podem ser desfeitas.
•As redes sociais e a internet serviram de instrumento para a
intensificação do que Bauman chamou de amor líquido: a relação
pseudoamorosa da modernidade líquida. Não se procura, como na
modernidade sólida, uma companhia afetiva e amorosa como era na
modernidade sólida, mas se procura uma conexão (que pode ser sexual
ou não, sendo que a não sexual substitui o que era a amizade) que resulte
em prazer para o indivíduo. O imperativo da modernidade líquida é
a busca por prazer a qualquer custo, mesmo que utilizando pessoas
como objetos. Aliás, na modernidade líquida, o sujeito torna-se objeto.
•As conexões estabelecidas entre pessoas são laços banais e eventuais. As
pessoas buscam um número grande de conexões, pois isso se tornou
motivo de ostentação. Mais parceiros e parceiras sexuais, mais “amigos”
(que, na verdade, não passam, na maioria dos casos, de colegas ou
conhecidos), pois quanto mais conexões, mais célebre a pessoa é
considerada. Basta fazer uma breve análise das relações sociais em redes
sociais como o Facebook: quanto mais “amigos” (que, na verdade, são
apenas contatos virtuais) a pessoa tem, mais requisitada ela se torna.
•O sexo também se reduziu a mero objeto de
prazer. É verdade que, enquanto impulso
fisiológico do corpo, o lado animal do ser
humano busca o sexo pelo prazer, e não pela
reprodução em si. O prazer é uma isca da
natureza para atrair o animal para a relação
sexual, pois, assim, a natureza consegue que os
animais se reproduzam e as espécies sejam
mantidas.
•O sexo, para as sociedades humanas e na
modernidade sólida, deixou de ser somente
instrumento de prazer e foi considerado mais
que somente meio de reprodução. O sexo
passou a ser visto como compartilhamento de
emoções, de amor, símbolo de confiança entre
duas pessoas. Na modernidade líquida, o sexo é
mero instrumento de prazer e não deve ser
medido qualitativamente, mas
quantitativamente: quanto mais frequente e
com o maior número de pessoas possíveis,
melhor. Quanto menor o vínculo entre parceiros
sexuais, melhor.
Modernidade líquida e consumismo
O consumo tornou-se um imperativo na modernidade líquida. Criou-se todo um aparato para que o capitalismo consiga progredir
desenfreadamente por meio do consumo irracional. Para além do que o filósofo e sociólogo alemão Karl Marx observou em sua
época, um fetiche pelo consumo, criou-se um fetiche pelas marcas, deixando de importar o produto em si, mas a sua fabricante e o
seu preço.
Consumo sempre foi sinônimo de status, mas, na modernidade líquida, o consumo e o status são expressivamente dotados de uma
carga simbólica muito mais intensa do que era na modernidade sólida. O sujeito é objetificado pelo capitalismo, tornando-se apenas
o que ele consome, e não mais o que ele é. Na lógica da modernidade líquida, o sujeito é aquilo que ele consome. 24
•OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA.
•A obsolescência programada é uma forma de
manter o consumo ininterrupto. Atribui-se sua ideia
à presidência da General Motors (GM) ainda no
início do século XX. Ela consiste em fazer com que o
produto seja constantemente considerado
ultrapassado, de modo que o consumidor sempre
buscará acessórios ou substituições melhores. Outra
faceta da obsolescência programada é a deliberação
quanto à diminuição da vida útil dos produtos,
deforma que, de tempos em tempos, eles deixem de
funcionar e tenham de ser comprados novamente.
•A nova instantaneidade do tempo muda
radicalmente as modalidades do convívio humano.
Trata-se de uma cultura indiferente à eternidade e
que evita a durabilidade. Os homens e as mulheres
de hoje se distinguem de seus pais, vivem num
presente que quer esquecer o passado e não
parecem acreditar no futuro.
CONSUMO
O mundo líquido é um modo de vida compulsivo, obsessivo, contínuo, irrefreável e sempre
insaciável. Ser moderno traz consigo a impossibilidade de parar ou ficar parado. Para Max
Weber, a impossibilidade de satisfação é que move o homem, e o nosso horizonte de
satisfação se moveria rápido demais.
O CONSUMO EXCESSIVO TEM COMO UM DOS PRESSUPOSTOSFABRICAR UMA
SOCIEDADE ETERNAMENTE DESEJANTE, QUEPERSEGUE SEMPRE NOVOS ANSEIOS.
O indivíduo, entretanto, é capturado por um engodo. Isso porque colapsa a antiga ilusão moderna de
que haveria um fim, um destino alcançável no caminho que percorremos, como um estado de
perfeição a ser atingido amanhã, no próximo ano ou, conforme acreditava-se no século XX, no
próximo milênio.
Além da desregulamentação, outra característica da modernidade líquida é a privatização das tarefas
modernizantes. As atividades tornaram-se cada vez mais fragmentadas e administradas pelos próprios
indivíduos. É nesse contexto também que ocorre a ênfase na autoafirmação.
Consumo é uma condição e um aspecto irremovível, presente em todos os momentos históricos do
ser humano e que tem raízes antigas em diferentes formas de vida. Consumismo caracteriza-se como
um atributo da sociedade líquida e seu consumo assume o papel-chave que na sociedade de precario
exercido pelo trabalho
•A VERSÃO LIQUEFEITA DO TRABALHO
•Na modernidade leve, a do capitalismo flutuante,
ocorre um enfraquecimento dos laços que uniam
capital e trabalho. O capital rompeu sua de pendência
para com o trabalho. Fez-se extraterritorial, leve e
desembaraçado de um modo sem precedentes.
•Nos dias atuais, a política é um cabo de guerra numa
batalha em que os governos e as instituições locais
tendem a perder. O capital força o desmantelamento
de leis e estatutos restritivos às empresas, força a
baixa de impostos, impondo menos regras e acima de
tudo um mercado de trabalho flexível.
TENDO SE LIVRADO DO ENTULHO DO MAQUINÁRIO PESADO E DAS ENORMESEQUIPES DE FÁBRICA, O
CAPITAL VIAJA LEVE, APENAS COM A BAGAGEM DE MÃO,PASTA, COMPUTADOR PORTÁTIL E TELEFONE
CELULAR. (BAUMAN, 2001, p. 173)
O capitalismo se tornou um mestre nas habilidades de fuga, nas estratégias de desvios e numa nova
política de desengajamento e descomprometimento com o social. Além disso, como aponta o sociólogo
polonês, as principais fontes de lucro, “dos grandes lucros em especial e, portanto, do capital de amanhã,
tendem a ser, numa escala sempre em expansão, ideias e não objetos materiais” (BAUMAN, 2001,p. 173).
OS EMPRESÁRIOS, NA MODERNIDADE LÍQUIDA, CONSIDERARAM A INSTABILIDADE COMO UM
IMPERATIVO, ACEITAM A DESORIENTAÇÃO, TOMAM AS NOVIDADES COMO BOAS E O PRECÁRIO COMO
UM VALOR: O HOMEM DO CAPITAL QUER VIVERFORA DO ESPAÇO E DO TEMPO.
Há, na modernidade leve, algumas mudanças importantes:
• Na administração das empresas, as pessoas passam a ser remotamente controladas.
• O acesso à informação converteu-se num direito humano.
• A liderança foi substituída pelo espetáculo.
• O bem-estar na população passou a ser medido pelo acesso às tecnologias da comunicação.
• A vida útil das informações tornou-se muito reduzida.
O CAPITALISMO LEVE É O MUNDO DO DESEMPREGO ESTRUTURAL,NELE NINGUÉM PODE SE SENTIR
VERDADEIRAMENTE SEGURO. NAFALTA TOTAL DE SEGURANÇA NÃO HÁ MAIS POR QUE ADIAR ASATISFAÇÃO
IMEDIATA, QUE PASSA A PARECER UMA ESTRATÉGIARAZOÁVEL. O QUE QUER QUE A VIDA OFEREÇA É PARA AQUI
EAGORA. O ADIAMENTO DA SATISFAÇÃO PERDEU O SEU FASCÍNIO.
No capitalismo leve, modas vão e vêm com velocidades cada vez maiores. O que hoje é chique amanhã pode ser ridículo.
De certo modo, isso explica o cinismo que marca os homens e mulheres de nosso tempo. Os mecânicos atualmente não
consertam, jogam peças fora. Segundo Bauman (2001), na mecânica ou na vida em geral, as peças se tornaram
substituíveis. No capitalismo leve tudo pode ser jogado fora e substituído por outro acessório. Tal é a base do cinismo da
vida software.