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Aula - Descartes e Kant

O documento explora o pensamento filosófico de René Descartes e Immanuel Kant, destacando as contribuições de Descartes ao racionalismo e à matemática, especialmente a geometria analítica. Kant, por sua vez, fundamentou o criticismo, questionando os limites da razão e a relação entre conhecimento sensorial e racional, propondo a ideia de juízos sintéticos a priori. A obra de ambos filósofos é crucial para a compreensão da epistemologia moderna e suas influências na filosofia ocidental.

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Aula - Descartes e Kant

O documento explora o pensamento filosófico de René Descartes e Immanuel Kant, destacando as contribuições de Descartes ao racionalismo e à matemática, especialmente a geometria analítica. Kant, por sua vez, fundamentou o criticismo, questionando os limites da razão e a relação entre conhecimento sensorial e racional, propondo a ideia de juízos sintéticos a priori. A obra de ambos filósofos é crucial para a compreensão da epistemologia moderna e suas influências na filosofia ocidental.

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O pensamento de Descartes e Kant

Descartes

• René Descartes (1596-1650) - filósofo e


matemático francês.
• Estudou no colégio jesuíta Royal Henry-Le-
Grand entre 1607 e 1615. Posteriormente,
formou-se em Direito pela Universidade de
Poitiers em 1616, embora nunca tenha exercido
a profissão.
• Contribuições Matemáticas: Criou a geometria
analítica e o sistema de coordenadas, conhecido como
Plano Cartesiano.
– Racionalismo: descartes é considerado o pai do
racionalismo moderno, defendendo que a razão é
a principal fonte de conhecimento.

• Principais obras:

1637 - Discurso sobre o método


1641 - Meditações Metafísicas
1644 - Princípios da Filosofia
1649 - As Paixões da Alma
Discurso sobre o método
1. Regra da evidência ou verdade solida– jamais acolher alguma coisa
como verdadeira que eu não conheça evidentemente como tal, ou
seja, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida.

2. Regra da análise – O segundo, o de dividir cada uma das


dificuldades que eu examinasse em tantas parcelas quantas
possíveis e quantas necessárias fossem para melhor resolvê-las.

3. Regra da síntese – começar pelos objetos mais simples e mais fáceis


de conhecer, para subir, pouco a pouco, até o conhecimento dos
mais compostos.

4. Regra da enumeração –fazer em toda parte enumerações tão


completas e revisões tão gerais, que eu tivesse a certeza de nada
Meditações metafísicas
Método Cartesiano: Desenvolveu um método de
raciocínio baseado na dúvida sistemática e na análise
lógica.
Na análise do que serve ou não como
conhecimento científico, tudo o que apresentar
o menor grau de dúvida dever ser suspenso.
Tentativa de se desfazer de antigos
prejuízos.
Primeira meditação

§§ 1-3: o princípio da dúvida hiperbólica; §§3-13:


argumentos que estendem e radicalizam a dúvida.
(§3): argumento dos erros dos sentidos;

Argumento do erro do sentido, primeiro grau da


dúvida. É insuficiente para nos fazer duvidar
sistematicamente de nossas percepções
sensíveis.
(§§4-9): argumento do sonho;

• segundo grau da dúvida, que irá estendê-la a


todo conhecimento sensível, ou pelo menos a
seu conteúdo.
• o seu limite: ele não me permite pôr em
dúvida os componentes de minhas percepções
[matemáticas], as "naturezas simples",
indecomponíveis (figura, quantidade, espaço,
tempo), que são o objeto da Matemática.
Essências matemáticas
• (§§9-13): argumento que estende a dúvida ao
valor objetivo das essências matemáticas, em
duas etapas:
- o Deus enganador;
Deus, dada sua onipotência, pode nos
enganar [Deus é todo poderoso, tudo pode].
- o Gênio Maligno.
E se ele for um gênio maligno (no sentido
grego) e tenha construído todas as nossas
certezas para nos enganar?
A dúvida assim posta em ação:

- distinguir-se-á da dúvida vulgar pelo fato


de ser engendrada não por experiência,
mas por uma decisão;
- será "hiperbólica", isto é, sistemática e
generalizada;
- consistirá, pois, em tratar como falso o
que é apenas duvidoso, como sempre
enganador o que alguma vez me enganou.
Segunda meditação
• Plano da Segunda Meditação:
• A) §§ 1-9: da natureza do espírito humano...
• §§ 1-4: conquista da primeira certeza:
• (§ § 1- 3): procura de uma primeira certeza;
• (§4): "Eu sou, eu existo";
• §§5-9: reflexão sobre esta primeira certeza e conquista da segunda;
• (§ § 5-8): quem sou eu, eu que estou certo que sou? Uma coisa
pensante. Determinação da essência do Eu;
• (§9): descrição da "coisa pensante" e distinção entre o pensamento
(atributo principal desta substân-cia) e suas outras faculdades;
• §§ 10-18: ... e de como ele é mais fácil de conhecer do que o corpo:
Contraprova da segunda certeza (o pedaço de cera) e conquista da
terceira certeza.
Enquanto penso, existo
• qual é a natureza deste Eu que pensa?

• Ele é pensamento.
Emanuel Kant (1724-1804)

- nasceu em Königsberg, capital da Prússia


Oriental (atualmente Kaliningrado, na
Rússia);

- Fundador do criticismo - sistema que


procurou determinar os limites da razão
humana.
Principais obras de Kant
• 1781 - Crítica da Razão Pura
• 1784 - Resposta à pergunta: O que
é esclarecimento?”
• 1785 - Fundamentação da Metafísica dos
Costumes
• 1788 - Crítica da Razão Prática
• 1790 - Crítica do Julgamento
• 1795 - A Paz Perpétua
• 1797 - A Metafísica dos Costumes
Questão que chega a Kant
• O conhecimento se dá por meio dos sentidos ou
da razão?

• Eles serão excludentes?

• Se não forem excludentes como associá-los?


• Quais os limites dos sentidos e quais os limites
da razão para que eles produzam um
conhecimento seguro?
Racionalistas x Empiristas
• Racionalistas cartesianos acreditavam que todo o
conhecimento seguro provinha da razão, que trabalhava
com categorias inatas, a priori (antes da experiência). Ou
seja, davam preponderância à razão no processo de
conhecer (Descartes).

• Por outro lado, os empiristas baconianos acreditavam que


todo conhecimento provinha das sensações, o homem
nasce como uma tábula rasa, necessita a experiência
sensorial para conhecer. Portanto, davam preponderância
à experiência no processo de conhecer (Hume).
Juízo analítico x Juízo sintético
Analítico – analisa as propriedades do que se
pretende conhecer, portanto o próprio conceito,
sem necessitar da experiência, por isso é a
priori.
Sintético – sintetiza informações de relação
entre objetos diferentes, portanto necessita da
experiência, mas pode ser a priori e pode ser a
posteriori.
Erro dos empiristas e dos racionalistas
• Não fazem diferença entre o juízo analítico e o juízo
sintético e entre o a priori e o a posteriri, ao confundir os
dois pares de conceito entre si, erram.
• Juízo analítico – analisa o conceito do objeto, não
acrescenta nada de novo, mas o decompõe para o
entender (racionalistas – analítico a priori, dogmáticos,
ignoram o papel dos sentidos e da experiência).
• juízo sintético – estabelece relações, essas provém da
experiência e portanto aumenta nosso conhecimento
(empiristas – sintético a posteriori, ou seja, pela
experiência sensível, ignoram o analítico e o a priori).
Racionalista dogmático
• A razão poderia produzir conhecimentos a
priori sob forma de juízo sintético, sem porém
recorrer à experiência.

• A questão da obra Critica da Razão Pura é:

– Em que condições juízos sintéticos a priori são


possíveis?
Criticismo Kantiano:

• Segundo Kant, o filósofo David Hume, filósofo cético, o


“despertou do sono dogmático”. Segundo Hume, o
conhecimento humano provém do hábito de ver uma coisa
se seguir à outra, mostrando assim a importância da
experiência para o conhecimento.

- Desse modo, para Kant, todo conhecimento começa com os


sentidos (Sensibilidade), com os dados da experiência. No
entanto, em seguida são “processados” pela razão. O
entendimento pensa os objetos para transformá-los em
conceitos.
• Sem o conteúdo da experiência, os
pensamentos são vazios de mundo
(racionalismo); por outro lado, sem os
conceitos, eles não têm nenhum sentido para
nós (empirismo). Ou, nas palavras de Kant:
"Sem sensibilidade nenhum objeto nos seria
dado, e sem entendimento nenhum seria
pensado. Pensamentos sem conteúdo são
vazios, intuições sem conceitos são cegas
Revolução Copernicana da Filosofia
• “Até hoje admitia-se que nosso conhecimento
se devia regular pelos objetos; porém, todas as
tentativas para descobrir, mediante conceitos,
algo que ampliasse nosso conhecimento
malogravam-se com esse pressuposto.
Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não
se resolverão melhor as tarefas da metafísica,
admitindo que os objetos se deveriam regular
pelo nosso conhecimento.”
A Razão no tribunal da Razão
• Seria preciso então determinar os limites da razão humana,
para melhor compreender esse processo;
• Kant colocou a razão num tribunal para julgar o que pode ser
conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não
tem fundamento;
• Com isso ele pretende promover uma revolução à moda
copernicana no modo como estudamos o processo do
conhecer. O objeto não é o centro do conhecimento, mas
sujeito que produz conhecimento precisa ser estudado,
porque ele é que apreende o mundo, de acordo com suas
condições e, portanto, produz o conhecimento a partir da sua
condição humana de apercepção.
Kant (criticista): Fenômeno x “coisa-em-si”
• Os dados da experiência (empirismo) são computados a
partir de categorias e intuições a priori (racionalistas).
• Desse modo, o que apreendemos é o fenômeno, isto é,
o objeto, na medida em que ele se apresenta a nós.
• O fenômeno então é apreendido (captado) por nosso
aparato cognitivo e organizado pelo entendido.
• Assim, para Kant é impossível conhecer a “a coisa em si
mesma”, tal como pretendia a metafísica clássica –
chamada por Kant de dogmática.
Idealismo Transcendental
• Para Kant nosso entendimento possui
categorias de análise dos objetos que são
anterior a toda experiência.
• "Chamo transcendental todo conhecimento
que trata, não tanto dos objetos, como, de
modo geral, de nossos conceitos a priori dos
objetos”.
• Categorias a priori do entendimento: espaço e
tempo.
Tempo e espaço - “são formas puras da sensibilidade”.

• Tempo - forma de representação a priori


humana, sem a qual os objetos não seriam
organizados numa ordem e sucessão.

• Espaço e tempo Sujeito transcendental, isto é,


o sujeito que possui as condições de
possibilidade da experiência.
Em outras palavras...
• Espaço e tempo são atributos do sujeito e não
do mundo (da coisa-em-si mesma).
• Espaço é a forma do sentido externo;
• Tempo é a forma do sentido interno.
• Os objetos externos se apresentam em uma
forma espacial; e os internos, em uma forma
temporal.
Sobre a filosofia moral Kantiana
• “O céu estrelado acima de mim e a lei moral
dentro de mim enchem minha mente de
admiração e assombro sempre novos e
crescentes, quanto mais e mais
constantemente refletimos sobre eles.”
Retomando
• A questão da obra Critica da Razão Pura é:
– Em que condições juízos sintéticos a priori são possíveis?
– Para os seres humanos as coisas que podem ser conhecidas
passam pela receptividade humana e essa se dá na forma
de tempo e espaço (formas a priori da sensibilidade
humana). Alguns juízos da matemática provém da
experiência e permite, por exemplo, que se estabeleça
relações entre as figuras geométricas. Portanto, já que vem
da experiência, baseiam-se no tempo e no espaço, que são
formas a priori da sensibilidade humana, ou seja, são juízos
sintéticos à priori.

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