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Relevo Terrestre

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RELEVO TERRESTRE

DISCIPLINA: GEOGRAFIA
RELEVO TERRESTRE
RELEVO
TERRESTRE
O relevo terrestre
é constituído por
diferentes formas,
como:

 planaltos;
 planícies;
 depressões;
 montanhas;
 serras;
 cordilheiras;
 chapadas.
• Como a escala do tempo geológico é muito
diferente da escala de vida humana, temos
a impressão de que essas formas são
estáticas, ou seja, de que nunca se
alteraram e nunca mudarão.
• Entretanto, muitas evidências científicas,
observáveis principalmente nas estruturas
rochosas, mostram que, em longo prazo,
existe um grande dinamismo no relevo,
com mudanças drásticas em suas formas,
altitudes e mesmo em sua composição.
Temos, por exemplo, rochas que
hoje estão na superfície, mas
que foram formadas em oceanos
a milhares de metros de
profundidade, bem como rochas
com fósseis de animais marinhos
que atualmente estão nos picos
mais altos de grandes
cordilheiras.
Essas e outras mudanças no
relevo terrestre são explicadas
pelo embate entre os agentes
internos e externos.
• Nesse embate, os agentes internos
contribuem, principalmente, para a
criação das rochas e das estruturas
de relevo;
• enquanto os externos
esculpem tais estruturas,
ajudando a originar o atual
formato da superfície do
planeta.
ESTRUTURAS E FORMAS
DO RELEVO

o relevo terrestre é produto do constante


embate entre agentes internos e externos,
por meio do qual se formam suas
estruturas e formas.
MINERAIS E ROCHAS

• Em Geografia e nas ciências associadas


a ela, como a Geologia, mineral é a
forma cristalizada de um composto
químico formado naturalmente.
MINERAIS

O quartzo, por exemplo, é formado


por moléculas constituídas de dois
átomos de oxigênio e um de silício,
ou seja, SiO2.
• Já a calcita é formada por um
átomo de cálcio, um
de carbono e três de
oxigênio, isto é, CaCO3.
• Além da composição química, há
outras características usadas
como critério para a
identificação e a classificação
dos minerais; a forma cristalina
é uma delas.
Os minerais apresentam um arranjo atômico
tridimensional interno que se manifesta em
sua forma sólida.
• Quando a solidificação do magma
que dá origem ao mineral ocorre em
situações ideais (principalmente de
forma lenta), esse arranjo se
desenvolve de forma ainda melhor,
dando origem aos cristais.
A dureza, a cor, a transparência, o brilho
e a presença ou não de clivagem (linhas
de fraqueza que levam o mineral à
tendência de se quebrar em planos
semelhantes) são utilizados para
identificar e classificar os minerais.
MINERA
IS

Já foram identificados
cerca de 5 400 minerais
na Terra.
MINERAIS

• No entanto, cerca de 15 minerais ou


grupos minerais são responsáveis pela
composição de 99% da crosta terrestre,
estando entre os mais importantes o:

 feldspato;
 o quartzo;
 a mica;
 a magnetita;
 a calcita;
 a olivina;
a moscovita;
 o piroxênio;
 o anfibólio.
MINERAIS

Os minerais, além disso,


costumam aparecer na
natureza de forma associada,
ou seja, sem estarem isolados.
MINERAIS

• São esses agregados de minerais


que formam as rochas.
ROCHAS

As rochas podem ser divididas em três


grupos:

Ígneas;
Sedimentares;
Metamórficas.
ROCHAS ÍGNEAS
ROCHAS ÍGNEAS

• As rochas ígneas, que também


podem ser chamadas de
magmáticas, são aquelas formadas
pela solidificação do magma.
• Elas são rochas que estão, portanto,
diretamente ligadas aos agentes internos que
promovem a infiltração do magma na litosfera
ou mesmo seu derramamento na superfície.
ROCHAS ÍGNEAS

Tais rochas são


originadas de processos
como:

 o vulcanismo;
 os dobramentos;
 e os falhamentos, todos resultantes da
movimentação das placas tectônicas.
MAGMA
Abaixo da litosfera (que é a camada
sólida da Terra) está a astenosfera,
composta de material rochoso
fundido, que é chamado
de magma nas profundidades e
de lava quando chega à superfície.
MAGMA

• Em seu estado não sólido, a


temperatura do magma varia
entre 700 ºC e 1 200 ºc.
Mas, quando ele penetra na litosfera
pelas falhas, aproximando-se da
superfície ou mesmo chegando a ela,
perde calor e, dessa forma, solidifica-se.
ARREFECIMENTO
O processo de resfriamento que solidifica o
magma também pode ser chamado de
arrefecimento.
• O resfriamento lento permite
que os componentes químicos
derretidos no magma se
agreguem e se diferenciem em
porções maiores, que dão
origem a cristais também
maiores, gerando uma textura
grosseira (chamada de
fanerítica).
Já quando o resfriamento é mais rápido, não
há tempo para esse processo de agregação
dos componentes químicos, o que gera
cristais pequenos, tanto que às vezes é
impossível vê-los a olho nu (textura afanítica).
As rochas que se formam em grandes
profundidades, geralmente a alguns
quilômetros da superfície, são
chamadas de intrusivas, plutônicas ou
abissais, têm resfriamento lento e, por
isso, textura fanerítica.
Já as formadas na superfície terrestre, por
meio da solidificação da lava expelida pelos
vulcões, são chamadas de extrusivas ou
vulcânicas e apresentam textura afanítica
devido ao rápido resfriamento.
ROCHA
INTRUSIVA

Rocha Intrusiva:

Granito polido, rocha


ígnea intrusiva em que
se pode observar o
desenvolvimento de
cristais de quartzo,
mica e feldspato.
ROCHA
EXTRUSIVA
Rocha Extrusiva:

Riólito, rocha ígnea extrusiva


com textura fina.
ROCHAS SEDIMENTARES
ROCHAS SEDIMENTARES

• As rochas sedimentares, como o


nome já indica, são formadas por
sedimentos de outras rochas.
Isso significa,
primeiramente, que as
rochas sedimentares
são sempre
secundárias, ou seja,
sempre são formadas
por material que já
pertenceu a outras
rochas.
• Em segundo lugar, isso denota que sua
formação depende dos processos de desgaste
promovidos pelos agentes externos, ou seja,
o intemperismo (ou meteorização), o
transporte e a sedimentação.
• Muitas rochas sedimentares
apresentam camadas paralelas
entre si e perpendiculares à direção
do vetor da força da gravidade.
• Além disso, destacamos que é nessas rochas
que podemos encontrar fósseis, uma vez
que eles se acumulam juntamente aos
fragmentos minerais que se depositam nas
áreas mais baixas.
Ao serem transportados, os
sedimentos vão se acumulando
nas margens dos rios, no que
chamamos de depósitos (ou
leques) aluviais, em que
podemos encontrar até mesmo
minerais preciosos como ouro e
diamante, os quais também são
sedimentos.
• Já quando os sedimentos se
depositam em regiões mais
baixas, como fundos de lagos e
mares, e vão se acumulado em
camadas, a formação de rochas
tende a ocorrer.
• Devido à pressão, começa o
processo de formação das rochas
sedimentares, que chamamos
de diagênese ou litificação.
ROCHAS SEDIMENTARES

Tal processo pode envolver três etapas


principais:

a compactação;
 a cimentação;
 e as transformações físico-químicas.
• Etapas envolvidas na diagênese de
uma rocha sedimentar.
• Na compactação, os grãos depositados
são comprimidos pelas camadas
superiores, o que leva à diminuição de
espaço entre eles e à expulsão da água
e/ou do ar que estavam nesses poros.
• Assim sendo, apenas
partículas muito pequenas,
que geralmente estão diluídas
na água presente entre os
grãos, permanecem nos poros.
• Tais partículas formarão o
cimento que permite a
ligação entre os grãos
maiores, garantindo a
consolidação das rochas.
• Ainda podem ocorrer transformações
químicas e físicas nos materiais que
estão no interior dessa rocha,
principalmente nos casos em que há
restos de matéria orgânica.
• É nesse momento que se
formam os combustíveis
fósseis, como o petróleo,
o carvão mineral e o gás
natural, e é por isso que
tais combustíveis só
podem ser encontrados
em rochas sedimentares.
• Todas as rochas sedimentares se
formam em regiões mais baixas,
normalmente no fundo de mares
ou lagos, onde os sedimentos se
acumulam em várias camadas,
proporcionando a pressão
necessária para a diagênese.
AFLORAMENTO

Depois de formadas, muitas dessas rochas


sofrem afloramento, ou seja, são levadas
para fora da água, podendo até mesmo ser
colocadas em grandes altitudes pela ação
das placas tectônicas.
• Quando afloram, as rochas
sedimentares passam da condição de
sedimentação, ou deposição, para a
de desgaste, uma vez que começam
a sofrer os efeitos da meteorização,
ou intemperismo.
ROCHAS METAMÓRFICAS
ROCHAS METAMÓRFICAS

• As rochas metamórficas são


aquelas que passam por uma
transformação (metamorfose)
causada pela exposição de
outras rochas (ígneas ou
sedimentares) a condições de
grande pressão e alta
temperatura.
ROCHAS METAMÓRFICAS

• Sendo assim, os agentes internos são os


que mais diretamente contribuem para a
formação dessas rochas, principalmente
em situações de orogênese
(dobramentos), falhamentos e
vulcanismos.
ROCHAS METAMÓRFICAS

• Esse metamorfismo age tanto na


composição como na estrutura das
rochas.
ROCHAS METAMÓRFICAS

• O calor e a pressão podem alterar


parte de seus componentes
químicos, levando à criação de uma
estrutura mais cristalina e mais dura
do que havia anteriormente.
ROCHAS METAMÓRFICAS

Seria esse o caso,


principalmente, das
rochas metamórficas
geradas a partir de
rochas sedimentares,
como o mármore,
formado a partir do
calcário, e o quartzito,
originado do arenito.
ROCHAS METAMÓRFICAS

• No caso das rochas ígneas que já


têm uma estrutura cristalina, o
metamorfismo tende a reorganizar
os cristais, permitindo que eles
adquiram uma orientação antes
inexistente.
ROCHAS
METAMÓRFICAS

• Um de seus exemplos é o
gnaisse, que se origina de
rochas como o granito.
CICLO DAS
ROCHAS
CICLO DAS
ROCHAS

Percebemos que cada um dos


três tipos de rocha pode se
transformar em um dos outros
dois, o que demonstra que as
rochas não estão em equilíbrio
permanente, ou seja, não têm
uma condição imutável.
CICLO DAS
ROCHAS
Os responsáveis por não haver
esse equilíbrio definitivo para as
rochas são, basicamente, os
agentes internos e externos,
principalmente o movimento das
placas tectônicas e o ciclo da
água.
CICLO DAS
ROCHAS
Graças aos agentes internos e
externos, todos os processos
de transformação das rochas
continuam acontecendo: a
solidificação do magma, o
intemperismo, o transporte, a
sedimentação, a diagênese e o
metamorfismo.
ESTRUTURAS
RELEVO TERRESTRE

• O relevo terrestre é o
conjunto de formas que
compõem a superfície do
planeta.
Para entendê-las, é preciso relacioná-las
com as estruturas que as sustentam, os
quais são formadas pelas rochas ígneas,
sedimentares e metamórficas.
ESTRUTURAS

Essas estruturas influenciam


diretamente a ação dos agentes
externos que modelam e geram as
formas do relevo e podem ser
divididas em três tipos:

os crátons;
 os cinturões orogênicos;
 e as bacias sedimentares.
CRÁTONS
• Os crátons são as estruturas geológicas
mais antigas, que se formaram por
meio dos primeiros processos de
solidificação em grande escala do
magma terrestre, o que ocorreu
principalmente no Éon Arqueano, há
mais de 2,5 bilhões de anos.
CRÁTONS

• Tais estruturas têm raízes


profundas no manto, por isso
são bastante estáveis, e
existiam antes mesmo da
formação da Pangeia.
CRÁTONS

os crátons podem ser encontrados em duas


situações:

expostos na superfície;

 ou cobertos por rochas mais recentes,


normalmente sedimentares.
CRÁTONS

• Os expostos são chamados


de:

maciços antigos ou escudos


cristalinos;
CRÁTONS

os cobertos são


conhecidos como;

 plataformas ou em
basamentos
cristalinos.
CINTURÕES
OROGÊNICOS

• Os cinturões orogênicos, também


chamados de dobramentos, são
resultado dos processos orogênicos
gerados nos limites convergentes das
placas tectônicas.
• Os cinturões orogênicos, são mais
recentes que os crátons e foram
formados, geralmente, do final do
Éon Proterozoico em diante, ou seja,
no último bilhão de anos.
 Os cinturões orogênicos, mais
antigos, foram formados entre 1
bilhão e 500 milhões de anos
atrás, já estão muito desgastados
e hoje sustentam formas menos
elevadas, como planaltos e serras.
BACIAS
SEDIMENTARES

• As bacias sedimentares, são


estruturas rochosas formadas pela
deposição de sedimentos em
áreas de mares ou grandes lagos,
originando camadas de rochas
sedimentares que passam a cobrir
os embasamentos cristalinos.
BACIAS SEDIMENTARES

• As bacias sedimentares podem ser


partes de crátons que estão em
grandes profundidades ou de
cinturões orogênicos (normalmente
antigos) que sofreram falhamentos.
FORMAS
FORMAS DE RELEVO

• Sobre as estruturas geológicas


assentam-se as formas de relevo, que
são o resultado do processo de desgaste
realizado pelos agentes externos.
FORMAS DE RELEVO

As principais formas de relevo:

os planaltos;
 e as planícies.
FORMAS DE RELEVO

• Os planaltos são áreas que se localizam


em regiões mais elevadas.
• Apesar do nome Planalto, não
precisam ser propriamente
áreas planas, já que os
planaltos podem ser formados
por morros, serras, chapadas e
montanhas.
Desse modo, mesmo quando nos
referimos a uma área repleta de altas
montanhas como sendo uma
cordilheira, como os Andes ou o
Himalaia, na prática, tais montanhas
estão dentro de um grande planalto.
• Sendo assim, o principal critério para a
identificação de um planalto é o fato de
ele ser uma região em processo de
desgaste.
• As planícies, por sua vez, são
formas de relevo caracterizadas
pelo predomínio dos processos
de sedimentação, ou seja, de
acumulação de material vindo de
áreas mais altas. os planaltos.
• Para que os sedimentos se depositem
nas planícies em vez de apenas
passarem por elas, é importante que
ocorra a ação de grandes corpos
d’água inundando periodicamente as
áreas e deixando sobre elas os
sedimentos em suspensão na água.
Por isso, há planícies
associadas a três tipos de
corpos d’água:

rios (planícies fluviais);


 lagos (lacustres);
e oceanos (litorâneas).

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