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Minipilula

A minipílula é um anticoncepcional hormonal oral apenas de progestogênio, indicado especialmente para mulheres que amamentam, mas também pode ser usado por aquelas que não estão amamentando. Seu mecanismo de ação inclui a inibição da ovulação e alterações no muco cervical, embora seu efeito contraceptivo seja inferior ao das pílulas combinadas. É crucial tomar a pílula diariamente no mesmo horário para minimizar o risco de falha anticoncepcional.
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Minipilula

A minipílula é um anticoncepcional hormonal oral apenas de progestogênio, indicado especialmente para mulheres que amamentam, mas também pode ser usado por aquelas que não estão amamentando. Seu mecanismo de ação inclui a inibição da ovulação e alterações no muco cervical, embora seu efeito contraceptivo seja inferior ao das pílulas combinadas. É crucial tomar a pílula diariamente no mesmo horário para minimizar o risco de falha anticoncepcional.
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ANTICONCEPCIONAL HORMONAL ORAL

APENAS DE PROGESTOGÊNIO - MINIPILULA

Contêm uma dose muito baixa de progestogênio.


Eles não contêm estrogênio.

São os anticoncepcionais orais mais apropriados


para a mulher que amamenta. Porém mulheres que
não estão amamentando também podem usá-los.
ANTICONCEPCIONAL HORMONAL ORAL
APENAS DE PROGESTOGÊNIO - MINIPILULA

Tipos- Embalagens com 28 ou 35 comprimidos


ativos. Todos os comprimidos têm a mesma
composição e dose.

Algumas das formulações disponíveis no Brasil são:


• Noretisterona 0,35 mg com 35 comprimidos ativos.
• Levonorgestrel 0,03 mg com 35 comprimidos
ativos.
• Linestrenol 0,5 mg com 28 comprimidos ativos.
• Desogestrel 75 mcg com 28 comprimidos ativos.
MECANISMO DE AÇÃO

Inibem a ovulação em 15 a 40% dos casos.

Ação sobre o endométrio e o muco cervical


(promovem o espessamento do muco cervical,
dificultando a penetração dos espermatozoides).

Seu efeito contraceptivo é mais baixo em relação


às pílulas combinadas
Mecanismo de ação:
 Inibe a ovulação,
 Induz muco cervical,
 Alterações endometriais.
Pode reduzir o risco para:
 DIP,
 Ca endométrio,
 Endometriose,
 Ca ovário,
 Cisto de ovário.
 Amenorréia,
 Sangramento irregular,
 Aumento de peso,
 Alterações de humor,
 Cefaléia,
 Anovulação prolongada após a
interrupção.
Riscos
O risco mais importante é a falha
anticoncepcional.
Para minimizar o risco deve ser tomada
sempre na mesma hora, todos os dias.
Algumas horas de atraso já são suficientes
para aumentar o risco de gravidez em
mulheres que não estão amamentando. Esse
risco aumenta significativamente se ela se
esquece de tomar duas ou mais pílulas
Pontos-chave
• Podem ser usadas por lactantes a partir de
seis semanas após o parto. A quantidade e a
qualidade do leite materno não são
prejudicadas.
Não apresentam os efeitos colaterais do
estrogênio. Não aumentam o risco de
complicações relacionadas ao uso de estrogênio,
tais como infarto do miocárdio ou acidente
vascular cerebral.
• Menor risco de efeitos colaterais relacionados
ao uso de progestogênio, tais como acne e
aumento de peso, do que com o uso de
anticoncepcionais orais combinados.
• Podem ajudar a prevenir doenças benignas de
mama, câncer de endométrio, câncer de ovário,
doença inflamatória pélvica.
Modo de uso – instruções às usuárias
• Nas lactantes, o uso deve ser iniciado após seis
semanas do parto.
A amamentação exclusiva previne a gravidez
eficazmente pelo menos por seis meses ou até a
menstruação retornar, o que ocorrer primeiro.
Os anticoncepcionais orais apenas de
progestogênio garantem proteção adicional se a
opção da usuária for por anticoncepção oral
durante a amamentação.

Se a menstruação já retornou, a mulher pode
começar a tomar os anticoncepcionais orais
apenas de progestogênio a qualquer
momento, desde que se tenha certeza de que
ela não está grávida.
Se não há certeza em relação à gravidez, a
mulher deve evitar relações sexuais ou usar
camisinha até a primeira menstruação e,
então, começar a tomar os anticoncepcionais
orais apenas de progestogênio.
Após o parto, se a mulher não estiver
amamentando, a minipílula pode ser iniciada
imediatamente, ou a qualquer momento durante
as quatro primeiras semanas após o parto. Não
há necessidade de esperar o retorno da
menstruação.
• Após aborto espontâneo ou provocado, no
primeiro ou no segundo trimestre, pode ser
iniciada imediatamente ou nos primeiros sete
dias após o aborto, ou a qualquer momento,
desde que se tenha certeza de que a mulher não
está grávida.

• Durante a menstruação normal, a minipílula pode ser
iniciada em qualquer momento, desde que se tenha certeza
de que a mulher não está grávida. Pode também ser
iniciada nos primeiros cinco dias de menstruação,
preferencialmente no primeiro dia.
Se não começar nos primeiros cinco dias da menstruação,
a mulher deve ser orientada para evitar relações sexuais ou
usar camisinha durante as primeiras 48 horas.
• O uso da minipílula é contínuo, não deve haver intervalo
entre as cartelas; a mulher deve tomar uma pílula todos os
dias, sempre no mesmo horário, porque o atraso de
algumas horas na ingestão da minipílula aumenta o risco
de gravidez. O esquecimento de duas ou mais pílulas
aumenta mais ainda esse risco.
Quando uma cartela termina, no dia seguinte
ela deve tomar a primeira pílula da próxima
cartela (não deixar dias de descanso). Todas
as pílulas da cartela são ativas.
• Se a mulher atrasou a ingestão da pílula
mais do que três horas ou esqueceu alguma
pílula e já não amamenta ou amamenta, mas
a menstruação já retornou, deve tomar a
pílula esquecida assim que possível, e
continuar tomando uma pílula por dia,
normalmente. Entretanto, além disso, deve
ser orientada a evitar relações sexuais ou
usar camisinha por dois dias.
Efeitos secundários mais comuns, explicando que
não são sinais de doenças, desaparecendo, em
geral, após os três primeiros meses de uso, e que
muitas mulheres não os apresentam. A usuária
deve ser alertada sobre possíveis alterações no
padrão menstrual (intervalo, duração e
sangramentos intermenstruais). Efeitos
ecundários mais comuns, continuar a tomar a
pílula; os sintomas podem se agravar se
suspender o uso e o risco de gravidez aumenta.
No caso de spotting (manchas) ou sangramento
irregular, a mulher deve procurar tomar a pílula
todos os dias, no mesmo horário.
Interação medicamentosa
Pode haver interação com a rifampicina,
griseofulvina e anticonvulsivantes (fenitoína,
carbamazepina, barbitúricos, primidona), que
são medicamentos indutores de enzimas
hepáticas e reduzem a eficácia da minipílula.
Não há interação clínica significativa
demonstrada até o momento com os
antirretrovirais (ARV) disponíveis para o
controle de infecção pelo HIV.
Atuação do profissional de saúde
• Primeira consulta:
-- Incluir na anamnese a investigação de todas
as condições que contraindiquem o uso da
pílula.
-- Fazer exame físico geral, exame ginecológico,
incluindo o exame de mamas (ensinar o
autoexame das mamas).
-- Explicar detalhadamente a técnica adequada
de uso do método.
-- Recomendar à mulher que informe o uso da
pílula sempre que for a qualquer consulta
médica.
Orientar que é absolutamente necessário
procurar assistência médica imediata em
serviço de emergência ou hospital, quando do
aparecimento de sintomas atípicos, tais como
aparecimento ou agravamento de cefaleia, com
sinais neurológicos; hemorragias; dor
abdominal de causa indeterminada; alteração
visual de aparecimento súbito.
-- Prescrever as pílulas para o primeiro mês de
uso.
-- Agendar retorno dentro de 30 dias.
-- Esclarecer que a pílula não protege contra
DST/HIV/Aids.
-
Consultas de retorno: o primeiro retorno deve ser após
30 dias de uso da pílula. O retorno seguinte, após três
meses de uso do método. Os retornos subsequentes
devem ser anuais. Retornos mais frequentes para
usuárias com patologias associadas, tais como
hipertensão arterial leve, diabetes, entre outras. Nas
consultas de retorno:
-- Avaliar as condições de uso da pílula – regularidade na
ingestão, tolerância, aceitabilidade, entre outras.
-- Indagar sobre a satisfação com o método em uso.
-- Checar o modo de uso do método – reorientar.
-- Pesquisar o aparecimento de condições clínicas que
possam significar contraindicação ao uso da pílula.
-- Avaliar peso e pressão arterial em cada retorno.
-- Realizar exame físico geral anual.
Sinais de alerta
• Sangramento excessivo.
• Cefaleia intensa que começou ou piorou
após o início da minipílula.
• Icterícia.
• Possibilidade de gravidez.
Manejo das intercorrências ou complicações
• Amenorreia, sangramento irregular ou
manchas (spotting), na lactante: tranquilizar a
mulher e lhe dizer que essas situações são
normais durante a amamentação, com ou
sem o uso de minipílula.
• Amenorreia, sangramento irregular ou
manchas (spotting), em mulheres que não
estão amamentando: perguntar se a mulher
está menstruando regularmente com o uso da
minipílula e a menstruação falhou de repente.
Nesse caso, ela pode ter ovulado e deve-se
descartar gravidez.
Sangramento vaginal inexplicado e anormal, que
sugira gravidez ectópica ou doença de base,
subjacente: explicar à mulher que ela pode
continuar tomando a pílula enquanto se submete à
investigação. Explicar ainda que a minipílula às
vezes altera a menstruação e que isso não é
prejudicial.
• Cefaleia intensa com visão turva (enxaqueca): a
minipílula pode ser usada com segurança; a mulher
deverá trocar por um método não hormonal se a
cefaleia começou ou piorou após ter iniciado o uso
da pílula e se a cefaleia é acompanhada de visão
turva, perda temporária de visão, escotomas
cintilantes, linhas em zigue-zague, dificuldade para
falar e se locomover.

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