BILIRRUBINAS
BILIRRUBINAS
DEFINIÇÃO DE BILIRRUBINAS:
pigmento derivado principalmente da
degradação da hemoglobina.
EXPRESSÕES: Bilirrubina total
(somatória da bilirrubina direta com a
indireta), Bilirrubinba direta e
bilirrubina indireta.
DIFERENÇAS ENTRE B.D
E B.IND
DIFERENÇA FISIOLÓGICA
A bilirrubina indireta é lipossolúvel e ligada a
albumina no sangue.
A bilirrubina direta é hidrossolúvel e ligada ao
ácido glucorônico.
DIFERENÇA LABORATORIAL
A bilirrubina direta é capaz de reagir diretamente
com o azo reagente.
A bilirrubina indireta não é capaz de reagir
diretamente com o azo reagente. É necessário a
presença de um acelerador para que a reação
aconteça.
Azo reagentre
FISIOLOGIA DAS
BILIRRUBINAS
FISIOLOGIA DAS BILIRRUBINAS
FISIOPATOLOGIA
DAS BILIRRUBINAS
ICTERÍCIA PRÉ
HEPÁTICA
ICTERÍCIA PÓS
HEPÁTICA
ICTERÍCIA
HEPÁTICA
CASOS CLÍNICOS
CASO 6
CASO CLÍNICO: 6
VR, 50 anos, masculino, branco,
advogado, procedente de São Paulo,
compareceu à consulta médica
referindo episódio de dor no
hipocôndrio direito há 2 semanas,
seguindo-se aparecimento de
icterícia, colúria e acoliua fecal.
Negava episódios dolorosos
anteriores, vômitos e febre.
CASO CLÍNICO: 6
Fez uso de medicação
antiespamódica com melhora da dor e
referiu que a icterícia diminuiu após
uma semana, embora sem remissão
completa da mesma.
CASO CLÍNICO: 6
Nesse período realizou-se ultra-
sonografia do abdome superior que
mostrou múltiplos cálculos na
vesícula biliar, com dilatação das
vias biliares intra e extra-hepáticas
e níveis séricos de bilirrubina,
fosfatase alcalina e gama-GT
aumentados.
CASO 10
CASO CLÍNICO: 10
Maria tinha 31 anos quando
engravidou pela terceira vez. Seu
grupo sanguíneo era A, Rh-negativo.
O marido era A, Rh-positivo. Seu
primeiro filho era um menino saudável.
ERITROBLASTOSE FETAL
A doença hemolítica perinatal (D.H.P.) resulta da
passagem placentária de eritrócitos fetais para a
circulação materna, portadores de antigéneos de
superfície diferentes dos maternos. Após a exposição
inicial a um antigénio eritrocitário o sistema imune
materno produz anticorpos do tipo IgM, que devido ao
seu elevado peso molecular não atravessam a
placenta. Quando ocorre uma segunda exposição a
esse antigénio, é desencadeada uma produção rápida
e maciça de anticorpos do tipo IgG, de baixo peso
molecular, que atravessam a barreira placentária e se
ligam aos eritrócitos fetais. Os eritrócitos portadores
de um número suficiente de moléculas de anticorpo
são então destruídos no sistema reticulo-endotelial do
feto ou recém-nascido.
ANTÍGENOS de
CASO CLÍNICO: 10
Durante a 2ª gestação, seu Coombs
indireto foi positivo para um título
de 1:16. O feto foi acompanhado e,
após 36 semanas de gestação, o parto
foi induzido.
PRINCÍPIO
DO TESTE DE COOMBS
Os anticorpos ditos incompletos ‘imunes”, quando em
contato comhemácias que contenham o antígeno
correspondente, fixam-se na membrana das mesmas,
bloqueando o antígeno; não têm, entretanto, a
capacidade de aglutinar estas hemácias. O soro de
Coombs (soro antiglobulina humana) é capaz de
promover a aglutinação dessas hemácias, ditas
sensibilizadas. Através do Teste de Coombs Direto
pode-se evidenciar os anticorpos contra antígenos dos
eritrócitos, isto é, se “in vivo” há anticorpos
incompletos “aderidos” à membrana eritrocitária. No
teste de Coombs indireto, pode-se evidenciar a
presença de anticorpos no soro do paciente contra
hemácias Rh positivo.
CASO CLÍNICO: 10
Na 3a gestação, o exame de Coombs
indireto foi positivo para um título
de 1:8 na 14a semana e de 1:16 na
18a semana de gestação. O líquido
amniótico foi coletado de 2 em 2
semanas e mostrou uma quantidade
elevada de bilirrubina (BT:6,2;BI:6,0;
BD:0,2)
CASO CLÍNICO: 10
Na 29a semana de gestação, uma
amostra de sangue foi obtida através da
veia umbilical mostrando um
hematócrito de 6,2% (normal: 45%).
Como o feto estava muito anêmico,
foram transfundidos 85 mL de papa de
hemácias O, Rh-negativo pela veia
umbilical. O feto foi examinado
semanalmente para verificar o
aparecimento de hidropisia fetal, o que
não foi observado.
CASO CLÍNICO: 10
Na 34ª semana de gestação, o hematócrito
da amostra de sangue retirada da veia
umbilical era de 21% e 80 mL de papa de
hemácias foram transfundidos. Na 35a
semana de gestação, verificou-se que o feto
estava suficientemente maduro e o parto foi
induzido. Nasceu uma menina saudável e o
hematócrito foi de 29%. Não foi necessário
tomar medidas terapêuticas adicionais.
CASO 12
CASO CLÍNICO: 12
RN do sexo masculino nasceu de
parto normal, sem intercorrências.
Ao exame físico foi visualizado uma
criptorquidia à direita. No pré-natal
o resultado do HIV e VDRL foram
não – reagentes. O exame de
toxoplamose evidenciou IgM
negativo e IgG positivo.
CASO CLÍNICO: 12
Um dia antes do parto foi realizado
betametasona (não possui dados das
doses). TS RN: O+, Coombs neg.
TS mãe: O+. Quarenta e oito horas
após o parto foi relatado uma
subicterícia e 72h após uma icterícia
(+/4+) em esclera, além de um peso
de 1935g.
CASO CLÍNICO: 12
No 4º dia de vida o RN encontrava-se
com peso de 1920g e icterícia em
zona V de Kramer. Devido à evolução
rápida do quadro foi iniciado
fototerapia quádrupla e solicitado
exames laboratoriais
Progressão céfalo caudal da
ictericia correlacionada com
cifras de laboratório
CASO CLÍNICO: 12
O resultado dos mesmos foram os seguintes:
Bb total 23,7, Bb direta 0,9, Ht 43,8, Hb 14,7.
Após 09h do início da fototerapia a Bb total
era de 19,2 e Bb direta de 1,2. Quinze horas
depois a Bb total era de 16,7 e a direta de
1,6.
Com 06 dias de vida foram realizados novos
exames com os seguintes resultados:
BbT: 10,3, Bb direta de 1,1.
CASO 11
CASO CLÍNICO: 11
Criança, do sexo masculino, nasceu
de parto cesárea com 39 semanas
de idade gestacional, sem
intercorrências na gestação. A mãe
procurou o serviço de saúde aos 19
dias de vida do filho quando este
iniciou um quadro de icterícia
progressiva. Lá, a mãe foi orientada
a fazer banho de sol no filho e
aguardar a regressão espontânea do
quadro.
CASO CLÍNICO: 11
Como o quadro permaneceu, com
piora da icterícia e aparecimento de
fezes esbranquiçadas, ela procurou
novamente o serviço aos dois meses
de idade do filho, quando foi observado
que o lactente se apresentava em bom
estado geral, ativo, ictérico intenso,
hidratado, com boa perfusão periférica.
Notou-se urina escura, durante o
exame.
CASO CLÍNICO: 11
A ausculta cardio-pulmonar era normal e a
palpação do abdome evidenciava discreta
distensão abdominal, com fígado de
consistência fibroelástica a 4 cm do rebordo
costal direito e 3 cm do apêndice xifóide. Baço
não-palpável. No momento, apresentava
bilirrubina total de 32 mg/dL, sendo 28,3 de
bilirrubina direta. As sorologias de
toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose e
sífilis foram negativas. O hemograma foi
normal, assim como o sumário de urina. Uma
hemocultura e uma urocultura foram negativas.
ASPECTOS CLINICO-
LABORATORIAIS DO
FÍGADO
NORMAL (mg/dl) A. hemolítica Colestases Hepatocelular
BT até 1,2
BD até 0,4
BI até 0,8
B URINA ausente
UROBILIN. URINA normal
COR DAS FEZES normal
Bibliografia complementar
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http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/Vol-11-1/ac13.pdf
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004/Doenca_Hemolitica_RecemNascido.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=LH-ptH2ifvw