O território brasileiro tem vasta
superfície, abrange cerca de 8,5 milhões
de km², isso representa
aproximadamente 50% da área total da
América do Sul. Localizado
predominantemente no Hemisfério Sul, o
Brasil estende-se desde a Linha do
Equador até o Trópico de Capricórnio,
apresentando grande diversidade de
climas e ecossistemas, como a Floresta
Amazônica, a Mata Atlântica, o Cerrado,
a Caatinga, os Pampas e o Pantanal.
Além do território continental, o Brasil possui
territórios insulares, incluindo ilhas próximas
ao continente e ilhas oceânicas como
Fernando de Noronha, Atol das Rocas,
Trindade e Martim Vaz, e Penedos de São
Pedro e São Paulo. Essas ilhas oceânicas são
importantes para a biodiversidade marinha e
são áreas de proteção ambiental, com
algumas delas abrigando instalações de
pesquisa científica.
O Brasil possui fronteiras terrestres com nove
países sul-americanos e um território
ultramarino francês (Guiana Francesa).
Alguns municípios da fronteira estabelecem
relações de proximidade com os municípios
do país vizinho, recebendo uma denominação
Por causa da sua vasta extensão
longitudinal, o Brasil é dividido em quatro
fusos horários diferentes:
1.Fuso de Brasília (UTC-3): Cobre a maior
parte do território brasileiro, incluindo as
regiões Sudeste, Sul, Nordeste e parte do
Centro-Oeste.
2.Fuso de Fernando de Noronha (UTC-2):
Inclui as ilhas oceânicas de Fernando de
Noronha, Trindade e Martim Vaz, e
Penedos de São Pedro e São Paulo.
3.Fuso do Amazonas (UTC-4): Abrange os
estados de Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Rondônia, Roraima, parte do
Amazonas e Acre.
O Brasil dispõe de uma faixa exclusiva de
exploração e gestão de recursos naturais,
chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE).
A ZEE brasileira é popularmente conhecida
como Amazônia Azul, uma alusão à Floresta
Amazônica, tanto em dimensão quanto em
biodiversidade.
As ilhas oceânicas são ricas em
biodiversidade marinha, incluindo aves,
peixes e tartarugas marinhas. Por exemplo,
na Ilha da Trindade, estima-se que 6 mil
tartarugas-verdes, ameaçadas de extinção,
depositem seus ovos nas praias. Além de
colaborar com a preservação da espécie, os
filhotes de tartaruga também servem de
alimento para predadores naturais. Embora
A formação territorial brasileira foi fruto de uma
construção histórica marcada por diversos processos ao
longo do tempo.
•Século XV - Em 1500, estima-se
que a população indígena no
território brasileiro era de 5 a 10
milhões de indivíduos, com centenas
de línguas derivadas das famílias
linguísticas tupi-guarani, jê,
karib, aruaque, xirianá e tukano. Os
portugueses percebiam os indígenas
como pouco civilizados e como mão
de obra escrava em potencial,
pensamento esse bastante difundido
na Europa em relação às populações
que não eram de origem europeia.
•Século XVI - No século XVI, as
expedições de reconhecimento da faixa
litorânea, a fundação de vilas e cidades
e a exploração do pau-brasil marcaram o
início da colonização. A dominação dos
colonizadores deu-se por meio de
violência, proliferação de doenças e
doutrinação moral e religiosa. A chegada
dos africanos escravizados ao Brasil
começou no século XVI, com mais de 5
milhões de indivíduos trazidos ao país até
o século XIX. Os quilombos eram espaços
onde os habitantes podiam exercer seus
costumes, sua religiosidade e sua cultura
livremente.
•Entre 1580 e 1640, Portugal e Espanha
estiveram unificados pela União Ibérica. A
•Século XVII - No século XVII, o ciclo da
cana-de-açúcar estabeleceu-se na faixa
litorânea e no agreste nordestino. Em
meados de 1690, a descoberta de ouro
em Minas Gerais provocou a
reorientação das atividades econômicas
da Colônia, resultando em migração de
mão de obra e aumento da população
no interior. Consequentemente, houve
uma proliferação de cidades e vilarejos,
especialmente em Minas Gerais, São
Paulo, Goiás e Bahia.
•Século XVIII - O bandeirantismo foi uma
estratégia colonial essencial para explorar o
interior do território. As expedições financiadas
pela Coroa portuguesa, chamadas de entradas,
tinham como objetivo explorar territórios
desconhecidos, combater invasores
estrangeiros, resolver conflitos indígenas e
buscar metais e pedras preciosas. As bandeiras,
expedições privadas de sertanistas, buscavam
capturar indígenas e escravizados fugitivos,
além de procurar riquezas no interior do país.
•O modelo de produção do café seguiu os
moldes da produção de cana-de-açúcar:
agricultura extensiva, técnicas rudimentares e
trabalho escravo. Com a proibição do tráfico
negreiro em 1850 e a perspectiva da abolição
da escravatura em 1888, a elite econômica
•Século XIX - No final do século XIX, o Brasil
passou por uma transição significativa:
abandonou a escravidão, adotou o trabalho
livre, tornou-se republicano, expandiu a rede
urbana e iniciou a industrialização nos
centros urbanos. O território foi dividido em
capitanias hereditárias durante o Período
Colonial, em províncias durante o Império e
em estados após a Proclamação da
República. Atualmente, 58% da população
ainda vive na faixalitorânea, até um raio de
200 km do litoral.
•Século XX - Na virada do século XX, o Brasil
era responsável pela produção de grande
parte do café consumido no mundo. A região
do Acre, rica em seringais, foi cedida ao