UNIVERSIDADE ONZE DE NOVEMBRO
FACULDADE DE ECONOMIA
DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÃO EM CONTABILIDADE
Criptomoedas:Bitcoin
Docente: Agostinho Bumba
Cadeira: Finanças de Empresas
Periodo: Regular
Amo Acadêmico: 3º
CABINDA, ABRIL DE 2025
LISTA DOS INTEGRANTES
CORNÉLIO NSAFO MBADO
DOMINGOS TATI HENRIQUE
ESTER MUACA DECO
FILIPE VELA
IZILDA MADALENA BAMBI FUCA
MADALENA MAMBO
MÁRIO QUEIRÓS
PAULO MACAIA
INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, o mundo tem testemunhado uma revolução
tecnológica que está a transformar o sistema financeiro global: o
surgimento das criptomoedas. Dentre elas, o Bitcoin se destaca como a
primeira e mais influente moeda digital descentralizada. Em Angola,
embora o uso ainda esteja em fase embrionária, o interesse por este tipo
de ativo tem crescido, especialmente entre os jovens, investidores e
entusiastas da tecnologia. Este trabalho busca apresentar um estudo
abrangente sobre o funcionamento do Bitcoin, destacando seus
princípios técnicos, econômicos e práticos.
[Link]ÇÃO HISTÓRICA DAS CRIPTOMEDAS
O conceito de criptomoedas surge com a projeção do Bitcoin, por Satoshi
Nakamoto, e as razões que impulsionaram a sua criação foram o desencadeamento
da crise financeira de 2008, que levou à queda do banco de investimentos Lehman
Brothers. Ou seja, impulsionada por um sistema financeiro instável, sem qualquer
privacidade financeira e com forte intervenção estatal (Ulrich 2017).
Os princípios por detrás da criação das criptomoedas giram em torno de
segurança, privacidade e de um sistema financeiro onde os agentes não
tenham de confiar nos bancos. Ao contrário das moedas tradicionais, as
moedas digitais são meios de troca independentes dos bancos centrais e das
fronteiras (Maese et al., 2016).
Apesar da revolucionária criação da Bitcoin se ter dado em 2008 com o
artigo de Satoshi Nakamoto, já anteriormente se tinha referido a
possibilidade do surgimento de dinheiro digital e descentralizado. Dai
W. em 1998 propôs no seu artigo “B-Money - an anonymous, distributed
electronic cash system" a criação da moeda digital “b-money”. Porém,
esta moeda apresentou falhas relativamente à duplicação de gastos, pois,
quando se realizavam duas transações em simultâneo, o dinheiro era
duplicado. A proposta foi rapidamente descartada, uma vez que o autor
não foi capaz de apresentar soluções claras para os problemas.
A solução apareceu em 2008, por Satoshi Nakamoto, com a criação
da primeira criptomoeda viável(bitcoin). Nakamoto (2009) define
ainda uma moeda virtual como uma corrente de assinaturas digitais,
nas quais dois intervenientes transferem diversos montantes por
meio da validação de duas chaves criptografadas, uma pública e
outra privada.
[Link]ÇÃO E CONCEITO DE CRIPTOMOEDAS
Segundo Cunha (2022), “ Criptomoeda é um activo
financeiro, podendo ser armazenada e utilizada como meio de
pagamento ’’, (p.V)
De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), as criptomoedas
nada mais são do que uma moeda virtual. Dinheiro digital que
pode ou não ser utilizado como meio de pagamento, gerado e
armazenado eletronicamente. Ao contrário de moedas oficiais,
actualmente não há criptomoedas regulamentadas por
nenhuma autoridade pública central. Assim, define-se a
criptomoeda como “moeda digital, emitida e controlada por
desenvolvedores privados, usada e aceite por vários elementos
Ao contrário de sistemas bancários centralizados, grande
parte das criptomoedas usam um sistema de controle
descentralizado com base na tecnologia de blockchain,
que é um tipo de livro-registro distribuído e operado em
uma rede ponto a ponto (peer-to-peer) de milhares de
computadores, onde todos possuem uma cópia igual de
todo o histórico de transações, impedindo que uma
entidade central promova alterações no registro ou no
software unilateralmente sem ser excluída da rede.
1.3. AS PRINCIPAIS CRIPTOMOEDAS
Uma vez que o bitcoin (BTC) foi o pioneiro, são várias as moedas que surgem
com o objetivo de melhorar os pontos fortes da moeda e suprimir os pontos mais
negativos.
Segundo a plataforma [Link], referência no segmento de mercado
de criptomoedas e que conta com, aproximadamente, seis mil diferentes tipos de
moedas, todas as criptomoedas apresentam a mesma característica principal que
é transacionar moeda, mas todas procuram oferecer um serviço diferente, que
pode variar entre velocidade de transação, taxas e anonimato.
Nas seis mil moedas virtuais que existem, são várias aquelas que se
diferenciam a nível de objetivos e tecnologia utilizada, deste modo,
as cinco criptomoedas com maior destaque e capitalização de
mercado são: (a) Bitcoin (BTC), (b) Ethereum (ETH), (c) Tether
(USDT), (d) Binance Coin (BNB) e (e) Cardano (ADA).
[Link]
O Bitcoin é uma moeda digital discentralizada criada em 2008 por um
programador desconhecido chamado Satoshi Nakamoto. É considerada a
primeira moeda digital e, actualmente, a mais forte. Assenta na tecnologia
blockchain, onde cada bloco disponível em rede demora 10 minutos a ser
minerado, totalizando 21 milhões de moedas no mercado. Este número é
limitado e nunca ultrapassado.
Como toda moeda, o Bitcoin é dividido em unidades, que têm o nome de
Satoshi, sendo que o máximo é 100 milhões de satoshi, que corresponde a
1 Bitcoin e pode ser representada por 1.00000000, oito zeros após o 1.
Para o cidadão comum, na visão de ULRICH(2014),o Bitcoin é uma forma
de dinheiro como qualquer outra, igual o Kwanza e o Dólar, só que virtual,
que no seu entendimento o seu valor é determinado pelos indivíduos do
mercado. Fazendo transações online, rápida, barata e segura.
2.1. Como o Bitcoin funciona?
Bitcoin é negociado na internet em uma rede própria, a blockchain que é um
banco de dados ou um livro digital onde são registrados todas as transações
bitcoin entre os participantes da rede. Cada bloco contem um conjunto de
transações e os blocos são ligados em sequência. Ainda, o bitcoin é
descentralizado e aberto embora as informações dos participantes sejam
anônimas.
[Link] TÉCNICO DO BITCOIN
O Bitcoin opera através de uma tecnologia chamada blockchain, que é
essencialmente um livro-razão público distribuído. Cada transação
feita com Bitcoin é registrada neste livro é validada por uma rede
descentralizada de computadores chamados 'nós'. A descentralização
significa que não há um ponto único de controle, o que torna o
sistema mais seguro contra ataques e censura. Essa rede é sustentada
pelo processo de mineração, no qual computadores resolvem
problemas matemáticos complexos para validar transações e, como
recompensa, recebem novas unidades de Bitcoin (Nakamoto, 2008).
2.3. COMO SÃO FEITAS AS TRANSAÇÕES
Cada transação de bitcoin é feita entre membros registrados através de
um software e também por membros mineradores que verificam cada
transação. Depois de validadas, as transações são acrescentadas a bloco
de transação. Por conta dessa validação,nunca foi possível, até hoje,
fraudar [Link] bitcoins da cada usuário são armazenados nas
chamadas carteiras digitais por onde é possível transferir e acessar as
moedas. Elas são, basicamente, programas e softwares instalados em
computadores e celulares.
As transações são feitas sem intervenção de homens, ou seja, sem
bancos. Não há taxas de transação e é tudo feito no anonimato, ou
seja, não é necessário divulgar o seu nome no momento da transação.
Bitcoin pode ser usado para comprar mercadoria de forma anónima.
Além disso, os pagamentos internacionais são fáceis e baratos porque
os bitcoins não estão vinculados a nenhum país ou estão sujeitas a
regulamentação.
[Link] E DESVANTAGENS DO BITCOIN
2.4.1Vantagens
a-Descentralização
-Não é controlado por governos ou bancos
b- Transferências rápidas e globais
-pode-se enviar dinheiro para qualquer parte do mundo sem intermediarios
c-Baixas taxas de transação
-Especialmente em transferências internacionais
d-Transparência
-Todas as transações são públicas e registadas no blockchain
e- Segurança
-Criptografia forte proteje os fundos (quando bem guardados).
f-Oferta limitada(escassez)
-Apenas 21 milhões de bitcoins existem, oque pode valorizar com o tempo.
g- Autonomia financeira
-O indivíduo controla os seus próprios fundos sem depender de bancos.
[Link]
[Link] alta
O preço pode subir ou cair drasticamente em pouco tempo
[Link] limitado
Ainda não é aceite como meio de pagamento na maioria dos lugares
[Link] de perda
Se perderes a sua carteira digital ou senha,perdes os bitcoins para sempre
[Link]ção a actividade ilícita
-por ser difícil de rastrear, já foi usado em crimes on line
[Link]ção incerta
Em países como Angola, a mineração é proibida.
[Link] energético( na mineração)
Processo de validação das transações ( mineração) consume muita electricidade .
[Link] obter bitcoin
Em um primeiro momento, a única forma de você ter acesso ao bitcoin era minerando, hoje,
existem pelo menos três formas de obter ou aduirir o bitcoin. A primeira delas é comprando a
moeda virtual por meio de corretoras.
[Link] de bitcoin.
Comprar bitcoin é um processo relativamente simples, mas é necessário seguir os passos
correctos para garantir segurança e eficiência . Aqui estão os passos:
Escolha uma correctora (plataforma) confiável
Binance,
Coinbase
b) Cadastra-se e faça verificação (kyc)
cria uma conta na correctora escolhida;
completa a verificação de identidade (KYC), enviando documento como RG/CPF
e comprovante de residência
c) deposite dinheiro na plataforma
d) compre bitcoin
- Na plataforma, vá até secção comprar ou trade
-Ecolha Bitcoin (BTC) e ensira o valor que deseja comprar
-Confirma a transacção
4. PROCESSO DE MINERAÇÃO DOS BITCOINS
4.1. Funcionamento da mineração de Bitcoin
É um processo que envolve uma grande quantidade de força
computacional. Os mineradores como são conhecidos os
responsáveis pelos computadores que participam do processo
precisam investir alto em tecnologia para que o hardware seja
capaz de processar todos os algoritmos e realizer as operações
matemáticas necessárias para validar as operações oque é
conhecido como proof of work ou prova de trabablho em portugês.
Depois que a operação é validada em conjunto pelos próprios
mineradores,ela é registrada no banco de dados da blockchain em uma
espécie de lívro virtual que pode armazenar entre 2 mil a 4 mil
transaçõ[Link] cada lívro está completo, um novo é criado e
interligado ao anterior, formando uma enorme cadeia de lívros repletos
de registros das operações com criptoativos.
Em média, um bloco de Bitcoin é criado a cada 10 minutos , oque
significa cerca de 72 blocos minerados todos os [Link] recompense
pelo trabalho, os mineradores recebem Bitcoins que são distribuidos a
eles pela própria rede.
4.2.A MINERAÇÃO É DE CONFIANÇA ?
A confiança na mineração do Bitcoin é um tópico que suscita debates e
análises em toda a comunidade de criptomoedas. A confiabilidade da
mineração do Bitcoin se baseia em vários aspectos-chave que precisam
ser considerados:
Protocolo Consensual: A mineração é parte integrante do protocolo de
consenso do Bitcoin, que é baseado em um sistema de prova de trabalho
(PoW). A validação descentralizada de transações por meio da prova de
trabalho é um elemento central para garantir a integridade e segurança
da rede.
Histórico de Segurança: Desde sua criação em 2008, o protocolo do
Bitcoin não foi comprometido, demonstrando a eficácia da mineração em
garantir a segurança e confiança na rede.
Participação Global: A mineração é realizada por uma rede global de
indivíduos e organizações, contribuindo para a descentralização e a
dificuldade de um único ponto de falha ou manipulação.
Transparência na Blockchain: Todas as transações são publicamente
registradas na blockchain, permitindo uma auditoria e verificação
transparentes de todas as atividades relacionadas ao Bitcoin.
Evolução Contínua: A comunidade do Bitcoin está continuamente
trabalhando em melhorias e atualizações para enfrentar desafios e
preocupações, incluindo questões ambientais e concentração de poder de
mineração.
Por outro lado, há desafios e críticas à mineração de Bitcoin, incluindo o alto
consumo de energia, centralização do poder de mineração e o impacto
ambiental associado. Além disso, questões relacionadas à equidade e
acessibilidade à mineração também foram levantadas.
A confiança na mineração do Bitcoin depende, portanto, da compreensão dos
mecanismos subjacentes, da vigilância contínua para abordar questões críticas
e do reconhecimento de que o ecossistema do Bitcoin está em constante
evolução para atender a desafios emergentes.
[Link] PROTEGER INFORMAÇÕES PESSOAIS NA MINERAÇÃO DE CRIPTOMOEDAS?
Proteger suas informações pessoais na mineração de criptomoedas é fundamental
para garantir sua segurança e privacidade. Aqui estão algumas medidas importantes
que você pode adotar para proteger suas informações ao se envolver na mineração
de criptomoedas:
Use Pseudônimos ou Nomes Fictícios: Evite usar seu nome real em fóruns,
grupos de discussão ou plataformas relacionadas à mineração. Opte por
pseudônimos ou nomes fictícios para reduzir a exposição de suas informações
pessoais.
Utilize VPN (Rede Privada Virtual): Uma VPN pode ocultar seu endereço IP,
tornando difícil para os terceiros rastrear sua atividade online. Isso adiciona uma
camada adicional de anonimato enquanto você está envolvido na mineração.
Segurança do Dispositivo: Certifique-se de que todos os seus dispositivos
(computadores, smartphones) estejam protegidos com software antivírus e
antimalware atualizados. Mantenha seus sistemas operacionais e aplicativos
atualizados para corrigir quaisquer vulnerabilidades de segurança.
Carteira Segura: Armazene seus ganhos de mineração em uma carteira segura.
Considere usar carteiras offline (hardware wallets) para aumentar a segurança e
evitar hacks online.
Autenticação de Dois Fatores (2FA): Ative a autenticação de dois fatores em
suas contas de exchange, carteiras e plataformas de mineração. Isso adiciona
uma camada extra de segurança, exigindo uma segunda forma de autenticação
além da senha.
Evite Compartilhar Informações Pessoais: Não compartilhe dados pessoais,
como endereços, números de telefone ou detalhes bancários, em fóruns ou
plataformas de mineração. Limite a divulgação de informações a estritamente o
necessário.
Monitoramento de Atividade Suspeita: Esteja atento a qualquer atividade ou
transações suspeitas em suas contas de mineração. Se detectar algo fora do
comum, aja imediatamente e investigue.
Educação e Conscientização: Mantenha-se informado sobre as melhores
práticas de segurança e privacidade. Eduque-se sobre possíveis ameaças e esteja
ciente dos riscos envolvidos na mineração de criptomoedas
Rede Segura: Utilize uma rede Wi-Fi segura e evite se conectar a redes
públicas não seguras ao acessar suas contas de mineração ou carteiras.
Transações Anônimas (Opcional): Se desejar maior anonimato,
considere utilizar criptomoedas que oferecem recursos de transações
mais privadas, como Monero ou Zcash.
Adotar essas práticas de segurança ajuda a minimizar o risco de
exposição de suas informações pessoais durante o processo de mineração
de criptomoedas, mantendo você mais seguro online .
[Link] DA MINERAÇÃO DO BITCOIN
Segurança e Descentralização
A mineração de Bitcoin ajuda a manter a segurança da rede, tornando-a resistente a
ataques maliciosos. Além disso, ela promove a descentralização, pois os mineradores
estão distribuídos globalmente.
Incentivo Econômico
Os mineradores são recompensados com Bitcoins recém-criados e taxas de transação.
Esse incentivo econômico é vital para manter a operação e a integridade da rede.
Transparência e Imutabilidade
A mineração contribui para a transparência das transações, pois todas são registradas
na blockchain, um livro-razão imutável e público. Isso garante a integridade das
transações e a confiança dos usuários.
5.2. Desvantagens da mineração do Bitcoin
Consumo Energético Elevado
A mineração de Bitcoin consome uma quantidade significativa de energia,
levando a preocupações sobre seu impacto ambiental, especialmente em
regiões dependentes de fontes não renováveis de eletricidade.
Centralização do Poder de Mineração
A concentração da mineração em algumas regiões ou grandes pools pode
ameaçar a descentralização da rede, criando riscos de manipulação.
6.O BITCOIN EM ANGOLA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS
O uso do Bitcoin em Angola ainda é limitado, mas crescente,
especialmente entre jovens com acesso à internet. Para que essa
tecnologia tenha um impacto positivo, é necessário investimento em
literacia digital e financeira, bem como uma abordagem regulatória
equilibrada por parte do Estado.
Como afirmam Tapscott e Tapscott (2016), "a blockchain tem o potencial
de transformar a economia global da mesma forma que a internet
transformou as comunicações". Em Angola, essa transformação pode
significar maior inclusão financeira, redução de custos de transações
internacionais e empoderamento de pequenos empreendedores.
Angola, enquanto país em desenvolvimento, apresenta particularidades que
tornam o debate sobre o Bitcoin ainda mais interessante. Por um lado, a
limitação no acesso a serviços financeiros tradicionais pode ser vista como
uma oportunidade para o crescimento das criptomoedas como meio
alternativo de inclusão financeira. Por outro, questões como a falta de
regulação, a instabilidade da conexão à internet e os baixos níveis de literacia
financeira ainda são desafios relevantes.
De acordo com dados informais, há um número crescente de angolanos
utilizando Bitcoin como forma de proteção contra a inflação e como meio de
realizar transferências internacionais sem depender do sistema bancário
tradicional. No entanto, o acesso à mineração é extremamente limitado,
devido ao alto custo da eletricidade e à ausência de infraestrutura tecnológica
avançada.
[Link] E DESVANTAGENS DO BITCOIN NO CONTEXTO
ANGOLANO
[Link]
Alternativa às restrições cambiais: devido à limitação de acesso a moedas
estrangeiras em Angola, o Bitcoin serve como um canal informal de entrada e
saída de valores.
Baixo custo de transações internacionais.
Facilidade de acesso: qualquer pessoa com internet e smartphone pode usar.
[Link]
Volatilidade: o valor do Bitcoin é extremamente instável, o que representa um
risco para quem depende dele como forma de pagamento.
Ausência de regulação em Angola: até o momento, o Banco Nacional
de Angola (BNA) não reconhece o Bitcoin como meio legal de
pagamento, o que coloca os usuários em uma zona cinzenta legal.
Riscos de golpes e pirâmides: a falta de educação financeira e digital
tem levado muitos angolanos a caírem em esquemas fraudulentos que
usam o nome do Bitcoin indevidamente.
CONCLUSÃO
O Bitcoin representa uma transformação profunda na forma como os
indivíduos podem armazenar e transferir valor. Sua arquitetura
descentralizada oferece benefícios únicos, como segurança, transparência e
resistência à censura. Em Angola, embora ainda enfrente barreiras
estruturais e regulamentares, o uso do Bitcoin tem potencial para se
expandir, sobretudo entre a população mais jovem e conectada. A adoção
consciente, aliada à educação financeira e à regulação adequada, poderá
abrir caminhos promissores para o uso das criptomoedas no país.
REFERÊNCIAS
Cunha, R. (2022). *Criptomoedas: Dinheiro do futuro*. São
Paulo: Editora Atlas.
Nakamoto, S. (2008). Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash
System. Disponível em: [Link]
Ulrich, F. (2014). *Bitcoin – A moeda na era digital*. Rio de
Janeiro: Elsevier.