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Grupo 1

O documento apresenta uma revisão histórica e análise das características técnicas das ferrovias, destacando o impacto do transporte ferroviário no desenvolvimento econômico e social. As principais características abordadas incluem o contato metal-metal, os eixos guiados e as diferentes bitolas, que influenciam a eficiência e a operação do sistema ferroviário. Conclui-se que, apesar das vantagens, as ferrovias enfrentam desafios que requerem planejamento e manutenção adequados.

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O documento apresenta uma revisão histórica e análise das características técnicas das ferrovias, destacando o impacto do transporte ferroviário no desenvolvimento econômico e social. As principais características abordadas incluem o contato metal-metal, os eixos guiados e as diferentes bitolas, que influenciam a eficiência e a operação do sistema ferroviário. Conclui-se que, apesar das vantagens, as ferrovias enfrentam desafios que requerem planejamento e manutenção adequados.

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Faculdade de Ciências e Tecnologia

Departamento de Engenharia Civil


 Historia da ferrovias
 Caracteristicas da ferrovias
1. Contacto metal -metal;
2. Eixos guiados;
3. Bitolas.

Docente: Msc.Engº. Eulávio Bernardo

Beira
2025
Estrutura da Apresentação
1. Elementos Pré-textuais
2. Densevolvimento
3. Conclusão
4. Recomendações

2
Introdução
• O transporte ferroviário representa um dos marcos mais
importantes da Revolução Industrial, sendo responsável por
impulsionar o desenvolvimento econômico, social e territorial
em várias partes do mundo. Desde a sua invenção no início do
século XIX, a ferrovia passou por diversas fases de evolução
tecnológica, tornando-se um meio de transporte fundamental
para cargas e passageiros.

3
• Introdução
Além de sua importância histórica, a ferrovia possui características
técnicas singulares que a diferenciam de outros modos de transporte
terrestre, como o rodoviário. Dentre essas características, destacam-
se o contato metal-metal, que reduz o atrito e permite o transporte
eficiente de grandes cargas; os eixos guiados, que conferem
estabilidade e direção aos veículos ferroviários; e as diferentes
bitolas, que influenciam a interoperabilidade e a capacidade de carga
das linhas férreas

Este trabalho tem como objetivo apresentar uma breve revisão


histórica da ferrovia e analisar suas principais características
técnicas, com foco nos três aspectos mencionados.

4
Objectivo Geral
Investigar a evolução histórica da ferrovia e analisar suas principais características

técnicas: contato metal-metal, eixos guiados e bitolas.

Objectivos Específicos

Apresentar um panorama histórico da ferrovia, desde sua origem até os dias actuais;

Explicar o princípio do contato metal-metal e sua importância na eficiência do transporte

ferroviário;

Analisar o papel dos eixos guiados na estabilidade e segurança dos veículos ferroviários;

Estudar os diferentes tipos de bitola e suas implicações na operação ferroviária.


Metodologia
A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e descritiva, com base em revisão
bibliográfica de livros, artigos técnicos e documentos normativos relacionados ao
transporte ferroviário. Foram utilizados materiais acadêmicos, normas técnicas da ABNT.

6
 Historial das Vias Férreas

Os primeiros vestígios da existência de uma linha férrea remontam à


Grécia Antiga, por volta do século 6 a.C., servindo, na altura, para o
transporte de barcos na zona de Corinto. Uma espécie de carruagem
era empurrada por escravos ao longo de sulcos de calcário, que
formavam os carris naquela época.
A ferrovia moderna teve origem na Inglaterra no início do século XIX,
com a construção da primeira linha férrea pública entre Stockton e
Darlington em 1825, utilizando locomotivas a vapor desenvolvidas
por George Stephenson. Logo após, a linha entre Liverpool e
Manchester (1830) consolidou o modelo ferroviário como sistema de
transporte de grande escala.

7
As locomotivas eram movidas a vapor, gerado a partir da
queima de carvão mineral. Após o surgimento deste
inovador transporte, rapidamente a sua tecnologia se
alastrou para outros pontos do mundo.

Figura 1. 1: Locomotiva a vapor alemã


(Fonte:0.https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_ferrovi
%C3%A1rio).

8
Durante o período das duas grandes guerras, o
caminho-de-ferro foi o dinamizador de
movimentos de homens e máquinas em
cenário de guerra (Figura 1.2), gerador de
conflitos de interesses e defesa, levando
alguns estados a tomar medidas para que as
suas fronteiras não fossem tomadas de assalto.
Para além da movimentação de homens, Figura 1. 2: Transporte de tropas alemãs em 1914.
(Fonte:0.https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_ferrovi
mantimentos e armas durante a guerra, serviu %C3%A1rio).

também para o transporte de milhares de


judeus para os campos de concentração. 9
O desenvolvimento tecnológico e a forte
concorrência com outros meios de transporte,
fizeram com que as locomotivas a vapor, que
tinham uma manutenção muito dispendiosa (Figura
1.3), fossem substituídas pelas diesel e eléctricas,
ainda no século XIX.

No começo do século XX, nos EUA e Europa,


centenas de quilômetros de linhas férreas
foram eletrificadas. Com isso, o serviço de Figura 1. 3: Comboio britânico movido por locomotiva a vapor.

passageiros suburbanos ganhou qualidade, pois (Fonte:0.https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_ferrovi


%C3%A1rio).
frequentes paradas exigiam maior poder de
aceleração. Os empresários concluíram que a
tração elétrica diminuía os custos operacionais
tornando os serviços mais atraentes. 10
 Constituição das Vias Férreas

• Uma via-férrea tem como função base prover fundação para a movimentação de um trem,
garantindo-lhe as condições mínimas para que esta se efectue com segurança, economia e
conforto.

• O objectivo da estrutura ferroviária é fornecer estabilidade, segurança e uma base eficiente


para que os trens funcionem de uma forma eficaz durante todo o trajecto.

• Segundo Indraratna; Salim E Rujikiatkamjorn (2011) para atingir estes objectivos, a


geometria da via deve ser mantida, e cada componente da estrutura deve desempenhar suas
funções de forma satisfatória, sob diferentes condições ambientais e operacionais.

11
Segundo Esveld (2001), são dois os tipos de
estruturas ferroviárias comummente utilizadas:
as vias convencionais que utilizam lastro como
suporte flexível e as vias apoiadas sobre placas
de concreto Figura 1.4 (a) e (b). O modelo
ferroviário convencional é amplamente
adoptado, embora ultimamente vias não
apoiadas sobre lastro vem sendo utilizadas em
alguns países da Europa, dependendo das
características de carga de deformação do
subleito.
Figura 1. 4: (a) Seção típica de via-férrea convencional e (b)
Seção de via sobre laje de concreto. (INDRARATNA; SALIM e
RUJIKIATKAMJORN, 2011).
12
 Caracteristicas das Ferrovias

1. Contacto metal-metal

De acordo com Ribeiro (2015), “o contato metal-metal é o principal


responsável pela eficiência energética da ferrovia, sendo até seis vezes
mais eficiente que o transporte rodoviário”.

O sistema ferroviário opera com roda de aço sobre trilho de aço, o que
caracteriza o contato metal-metal. Essa característica resulta em baixo
coeficiente de atrito (~0,001 a 0,002), o que permite o transporte eficiente
de grandes volumes com menor consumo de energia. Isto provoca um
desgaste considerável dessas partes devido a grande magnitude da carga
que solicita as rodas.
13
Eixos guiados

Segundo Campos (2018), “o guiamento do veículo ferroviário é feito inteiramente


pela via, e o sistema roda-eixo é projetado para acompanhar essa geometria com
segurança e estabilidade”.

Um eixo ferroviário é composto por duas rodas fixadas rigidamente em uma única
peça metálica (eixo sólido), o que significa que ambas as rodas giram
simultaneamente à mesma velocidade.

Esse sistema é chamado de guiamento passivo, pois não há um sistema de direção


como em veículos rodoviários — quem determina a direção é a própria geometria
da via (trilhos fixos).

14
 Perfis Cônicos das Rodas
As rodas ferroviárias não são perfeitamente cilíndricas, mas sim ligeiramente
cônicas, com uma inclinação comum de 1:20. Isso permite que, ao entrar em
uma curva, a roda interna percorra um arco menor e a externa um arco maior,
sem a necessidade de diferencial, como ocorre nos veículos automotivos.

Como explica Zawadzki (2022), “o perfil cônico das rodas, combinado com a
rigidez do eixo, permite o auto alinhamento do veículo na via, minimizando
o desgaste e melhorando o conforto”.

Esse efeito é fundamental para que o trem se auto centralize ao sair de uma
curva, utilizando apenas a geometria das rodas e da via.
15
 Guiamento em Curvas

Nas curvas, o sistema de eixo guiado enfrenta maiores desafios. Como ambas as rodas
giram solidariamente, o deslizamento lateral (ou “creep”) pode ocorrer, especialmente
se o raio da curva for pequeno. O contato entre roda e trilho, nesse caso, ocorre em
áreas diferentes do perfil, o que pode provocar desgaste desigual.

Segundo Esveld (2001), “em curvas apertadas, os eixos guiados podem causar
esforços laterais consideráveis na via permanente, exigindo projeto adequado do
traçado e manutenção intensiva”.

Além disso, em curvas, há risco de flangeamento, quando a borda interna da roda


(flange) toca o trilho interno, aumentando o atrito e o desgaste. 16
Benefícios e Limitações dos Eixos Guiados Benefícios

Benefícios:
 Alta estabilidade direcional: os veículos não saem da trajetória definida;
 Simplicidade construtiva: elimina a necessidade de sistemas de direção;
 Baixo custo de operação: poucos componentes móveis.

Limitações:

 Dificuldade em curvas fechadas: exige grandes raios de curva ou rodas com perfis especiais.

 Desgaste lateral: mais acentuado em áreas curvas ou com superlevação inadequada.

 Menor adaptabilidade a desníveis: eixos rígidos têm menos capacidade de adaptação vertical.
17
 Bitola

A distância entre os trilhos é uma


característica da via e é denominada
Figura 1. 5: Bitola (Prof. Dr. Telmo Giolito Porto ,PTR 2501-
bitola (figura 1.5). Uma via, FERROVIAS).

entretanto, pode ter mais de um tipo


de bitola, permitindo que seja
utilizada por mais de um tipo de trem
(figura 1.6). Figura 1. 6: Via permanente adaptada para duas bitolas (Prof.
Dr. Telmo Giolito Porto ,PTR 2501- FERROVIAS).

18
 Tipos de Bitolas

• Bitola estreita (1.000 mm ou menos) – comum em ferrovias de baixo


custo;
• Bitola métrica (1.000 mm) – usada em países tropicais e regiões
montanhosas;

• Bitola padrão (1.435 mm) – mais utilizada no mundo, principalmente


na Europa e América do Norte;

• Bitola larga (1.600 mm ou mais) – permite maior estabilidade e


velocidade, usada em países como Brasil (bitola larga: 1.600 mm em
São Paulo) e Rússia (1.520 mm).

19
Detalhes sobre a Bitola em Moçambique

• Tipo de bitola: Bitola métrica (1.000 mm)

• Motivo histórico: A escolha da bitola métrica em Moçambique remonta ao

período colonial, sendo adotada pelos portugueses por ser mais econômica e

adequada ao relevo e densidade de tráfego da época.

• Compatibilidade regional: A bitola métrica permite a interligação ferroviária

com países vizinhos, como Zimbábue, Malawi e Zâmbia, que também usam a

mesma bitola em suas redes ferroviárias. 20


Conclusões
• A ferrovia, desde sua criação, desempenha papel essencial no
desenvolvimento dos países. Com características técnicas únicas, como
o contato metal-metal, os eixos guiados e as diversas bitolas, o sistema
ferroviário apresenta vantagens significativas em eficiência e
capacidade de carga. No entanto, essas mesmas características impõem
desafios técnicos e operacionais que exigem planejamento adequado,
padronização e manutenção constante.

• O estudo da história e das características fundamentais da ferrovia é


essencial para compreender sua relevância atual e seu potencial futuro
em um mundo cada vez mais voltado à mobilidade sustentável.

21
Recomendações
• Investir na modernização das ferrovias existentes, com
padronização de bitolas e melhoramento da via permanente.

• Fomentar a pesquisa em sistemas de freios mais eficientes,


considerando o baixo atrito do contato metal-metal.
• Promover a integração das ferrovias com outros modais
logísticos, aproveitando sua eficiência para transporte de carga
pesada.

• Ampliar o conhecimento técnico nas áreas de geometria


ferroviária e comportamento dinâmico dos trens.
22
Referências Bibliográficas

• CFM – Caminhos de Ferro de Moçambique. Relatório Anual 2020. Maputo, 2021.


• CAMPOS, J. R. Engenharia Ferroviária. 2ª ed. São Paulo: Edusp, 2018.

• MEIRELLES, R. História das Ferrovias Brasileiras. Rio de Janeiro: E-papers,


2010.
• RIBEIRO, F. C. “Eficiência do Transporte Ferroviário.” Revista Técnica
Ferroviária, vol. 5, n. 2, 2015.

• UIC – Union Internationale des Chemins de Fer. Technical Report on Rail


Gauges. Paris, 2019.
• ABIFER – Associação Brasileira da Indústria Ferroviária. Relatórios Técnicos,
2022.

23
OBRIGADO PELA ATENÇÃO

DISPENSADA!

24

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