GENERALIDADES DE
INSPEÇÃO
E
MANUTENÇÃO DO
ARMAMENTO LEVE
SGT VINÍCIUS GOMES
SUMÁRIO
- INTRODUÇÃO
- DESENVOLVIMENTO:
• CONCEITOS BÁSICOS
• CLASSIFICAÇÃO DA MANUTENÇÃO
• ATIVIDADES GERAIS DE MANUTENÇÃO
• ESCALÕES DE MANUTENÇÃO
• OPERAÇÕES ESPECÍFICAS
• CONTROLE DA MANUTENÇÃO
• DOCUMENTOS DA VIDA DO ARMAMENTO
• ESCALA DE MNT PREVENTIVA (DOC)
• MNT E ARMAZENAMENTO
• EROSÃO, CORROSÃO, OXIDAÇÃO E FOSFATIZAÇÃO
- CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO
MENTALIDADE DE MANUTENÇÃO
PREVER, PROVER E MANTER!!!
MOTIVAÇÃO
MAT BEL MEC ARMT
DESENVOLVIMENTO
CONCEITOS BÁSICOS:
1) Sistema de Manutenção
- É o conjunto de atividades que são executadas visando a manter o material de emprego
militar (MEM) nas melhores condições para emprego e, quando houver avarias,
reconduzi-lo àquela condição.
2) Manutenção
- É o conjunto de operações destinadas a conservação, reparação ou recuperação do material.
Representa, ainda, um conjunto de ações sistemáticas e procedimentos que visam a otimizar
as condições originais dos equipamentos, introduzindo melhorias para evitar a ocorrência ou
reincidência das falhas e reduzir os custos. Deve evitar a indisponibilidade dos
equipamentos, abrangendo, desde a aparência externa até as perdas de desempenho.
CLASSIFICAÇÃO DA MANUTENÇÃO
1) Manutenção Orgânica
- É Compreende as atividades de manutenção preventiva e preditiva realizadas por todas as
OM em seus MEM orgânicos, visando a mantê-los nas melhores condições de
apresentação e emprego. A manutenção orgânica é realizada em duas fases:
1.1) pelo detentor ou operador do equipamento, antes, durante e após a utilização do mesmo;
1.2) nas oficinas da OM, por ocasião das revisões periódicas de maior complexidade ou para
a realização de pequenas reparações.
2) Manutenção de Campanha
- Compreende as atividades de manutenção corretiva realizadas pelas OM Log Mnt
móveis, em proveito das OM de um G Cmdo ou de uma GU. Visa a reparação dos MEM
indisponíveis ou parcialmente disponíveis, restituindo-lhes a plena capacidade operativa.
Essa categoria é realizada no nível operacional, utilizando equipamentos portáteis das OM
Log Mnt ou fixos de empresas mobilizadas, é realizada em instalações móveis ou
semimóveis, e compreende a manutenção de apoio direto e a de apoio ao conjunto.
e.1) A manutenção de apoio direto é a realizada em apoio às organizações militares
usuárias ou detentoras do material, em complemento à respectiva manutenção orgânica.
Pode
ser realizada por equipes móveis que se deslocam para os próprios locais onde se encontram
os materiais necessitando de manutenção.
e.2) A manutenção de apoio ao conjunto é realizada em apoio às próprias organizações
de manutenção, em complemento às respectivas possibilidades de manutenção.
3) Manutenção de Retaguarda
- Compreende as atividades de manutenção modificadora realizadas pelas OM Log Mnt
fixas e/ou por empresas civis mobilizadas, em proveito das OM situadas na área de
jurisdição de uma Região Militar. Visa à completa recuperação dos MEM. Essa categoria,
por envolver ações altamente complexas e demoradas, implica no retorno do material aos
estoques da F Ter.
MOTIVAÇÃO
EsMB 2009
ATIVIDADES GERAIS DE MANUTENÇÃO
- Levantamento de necessidades;
- Manutenção preventiva;
- Manutenção corretiva;
- Manutenção preditiva; e,
- Manutenção de modificação.
ESCALÕES DE MANUTENÇÃO
Escalão de manutenção é o grau ou amplitude de trabalho requerido nas atividades de
manutenção, em função da complexidade do serviço a ser executado.
1) Manutenção de 1º Escalão – Compreende as ações realizadas pelo usuário e/ou
operador do MEM e pela OM responsável pelo material, com os meios orgânicos
disponíveis, visando a manter o material em condições de apresentação e funcionamento.
Engloba atividades de manutenção preventiva e preditiva, com ênfase na conservação do
MEM, podendo realizar reparações de falhas de baixa complexidade. Consiste basicamente
em:
- desmontagem dentro dos limites do escalão.
- limpeza do cano ou tubo, da culatra, das peças desmontadas e partes externas do material;
- lubrificação dentro dos limites do escalão ou segundo carta-guia de lubrificação;
- retificação e ajustagem do aparelho de pontaria na peça;
- preparo do material para longo período de inatividade;
- aperto de parafusos e porcas que não requeiram regulagem.
2) Manutenção de 2º Escalão – Compreende as ações realizadas pelas companhias
logísticas de manutenção dos batalhões logísticos (Cia Log Mnt/B Log), ultrapassando
a
capacidade dos meios orgânicos da OM responsável pelo material. Engloba atividades
de manutenção preditiva e corretiva, com ênfase na reparação do MEM que apresente
ou esteja por apresentar falhas de média complexidade. Este escalão também
complementa as atividades de 1º escalão (conservação) que requeiram desmontagem
com ferramental especializado.
Consiste basicamente em:
- verificação e recompletamento do líquido do mecanismo de recuo;
- correções e ajustagens simples, com emprego de limas e lixas;
- pintura de tubos e reparos;
- testes de circuitos elétricos;
- substituição de peças previstas como itens de suprimento de 2º escalão;
- lubrificação dentro dos limites do escalão.
Manutenção de 3º escalão – Compreende as ações realizadas pelos batalhões de
manutenção (B Mnt) e parques regionais de manutenção (Pq R Mnt), operando em
instalações fixas, próprias ou mobilizadas. Engloba atividades de manutenção corretiva,
com ênfase na reparação do MEM que apresente ou esteja por apresentar falhas de alta
complexidade.
Consiste basicamente em:
- substituição e reparo de peças, subconjuntos ou conjuntos;
- confecção de peças simples;
- montagens com regulagem e verificação do funcionamento;
- desempenamentos, soldagens, e ajustagens;
- pinturas (apenas como complementação da manutenção realizada a nível de 3º
escalão);
- execução de Inspeções Técnicas;
- realização de triagem do material (separar o material que se destina aos 3º e 4º
escalões);
- fornecimento de acessórios e peças de reposição às OM apoiadas;
- prestar assistência técnica às OM apoiadas.
Manutenção de 4º Escalão – Compreende as ações realizadas pelos arsenais de guerra
e/ou por indústrias civis especializadas. Engloba a atividade de manutenção
modificadora, com ênfase na recuperação do MEM. Envolve projetos específicos de
engenharia e aplicação de recursos financeiros que, normalmente, transcendem ao
orçamento do Exército.
Consiste basicamente em:
- substituição e reparo de peças, subconjuntos ou conjuntos;
- montagens com regulagens e verificação do funcionamento;
- confecção de peças (compatíveis com ferramental e equipamento que possui);
- soldagens, ajustagens e desempenamentos;
- completar a manutenção de 3º escalão que não foi feita por falta de recursos.
MOTIVAÇÃO
PEL ARMT: “EMBUSTEIROS”
OPERAÇÕES ESPECÍFICAS
São operações efetuadas na realização da manutenção do material bélico. Os termos
abaixo destinam-se a padronização dos referidos trabalhos.
a) LIMPAR – É conservar o material livre de resíduos de tiro, ferrugem, óleos, graxas,
poeiras e outros corpos estranhos.
b) AJUSTAR – É a operação que consiste em adaptar entre si as superfícies que
trabalham em contato, a fim de obter as melhores condições de funcionamento, de
acordo com as prescrições dos Manuais Técnicos.
c) INSPECIONAR – É verificar as disponibilidades, identificando possíveis falhas
elétricas ou mecânicas.
d) REGULAR – É a operação que consiste em colocar peças, subconjuntos e
conjuntos com folgas ou medidas dentro das especificações prescritas nos Manuais
Técnicos.
e) TESTAR – É verificar, mediante técnicas conduzidas, sob condições simuladas ou
reais de operações, se o material satisfaz aos requisitos militares especificados.
f) CALIBRAR – É determinar, verificar ou retificar a graduação ou folgas de um
instrumento, arma ou sistema de armas ou componentes de um sistema de armas, por
meio de instrumentos de precisão.
g) REPARAR – É a atividade que consiste na remoção de falhas apresentadas pelo
material, com a finalidade de restabelecer as suas condições de uso.
h) RECUPERAR – É o conjunto de atividades destinadas a colocar materiais usados
“em estado de novo”.
i) TRANSFORMAR – É a operação específica que realiza a adaptação de um material
inservível em outro.
j) SUBSTITUIR – É a operação específica que realiza a permuta ou troca de peças,
subconjuntos e conjuntos, considerados inservíveis por novo.
MOTIVAÇÃO
14º GAC: FORMAÇÃO DE FERRO
CONTROLE DA MANUTENÇÃO
O controle será exercido por todos os órgãos dos escalões: Direção, RM, GU e UA, isto é,
desde a D Mnt até o responsável pela manutenção do material.
O controle da manutenção orgânica (1º e escalão) é realizado principalmente através das
Inspeções de Comando.
A Ficha Registro de Alterações do Armamento Leve é elemento essencial de controle para o
1º e 2º escalões.
Outros elementos:
* Parecer Técnico;
* Inquérito Técnico;
* Sindicâncias;
* IPM;
* Termo de Exame e Averiguação do Material;
* Escala de Manutenção Preventiva
O controle da manutenção no âmbito do 2º escalão é de responsabilidade do Cmt da GU e é
realizado através de Inspeções Técnicas.
O controle da manutenção de 3º escalão é feito no âmbito da RM através dos Parques
Regionais de Manutenção.
DOCUMENTOS DA VIDA DO ARMAMENTO
1. LIVRO REGISTRO DA PEÇA
2. FICHA REGISTRO DE ALTERAÇÕES DO ARMAMENTO LEVE
- A Ficha Registro de Alterações do Armamento Leve (FRAAL) tem finalidade semelhante
ao Livro Registro da Peça e deve constar todos os dados que interessam ao controle da vida
útil do armamento leve.
FRAAL FRAAL FRAAL
FRAAL FRAAL
ESCALA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA
M: para designar manutenção mensal;
S: para designar manutenção semanal;
P: para indicar a indisponibilidade por falta de peças;
A: para designar a indisponibilidade por acidente;
O: para indicar que o equipamento se acha em manutenção no escalão
superior;
R: para designar que o equipamento aguarda reparação.
MOTIVAÇÃO
14º GAC, EsMB, 27º Blog, 22º D Sup
ARMAZENAMENTO
1. O material ao ser recebido para armazenagem, poderá encontrar-se nas seguintes
situações:
- Material novo;
- Material reparado ou recuperado;
- Material em uso, que deve ficar inativo.
2. Quanto ao tempo, o material será regido pelos prazos abaixo:
- Indeterminado (+ 18 meses);
- Longo período (12 a 18 meses);
- Médio período (6 à 12 meses);
- Curto período (3 à 6 meses);
- Emprego imediato (0 à 3 meses).
3. Processamento
Conjunto de operações destinadas a colocar o material em condições de ser armazenado.
4. Operações do processamento
- Limpeza;
- Secagem;
- Preservação;
- Embalagem.
MANUTENÇÃO DIÁRIA
a. Esta conservação se faz necessária nos períodos em que não são realizados exercícios de
tiro. As armas devem ser inspecionadas diariamente para que sejam mantidas sempre em
perfeito estado de funcionamento. Uma vez por semana deve-se fazer uma manutenção da
seguinte maneira:
- Limpar a arma com pano limpo e seco;
- Passar no interior do cano um pedaço de pano, auxiliado por um cordel de limpeza, até
que saia completamente limpo;
- Usar escova de pelo para retirar a poeira das corrediças e escavados;
- Lubrificar a arma com óleo para limpeza do armamento (ONLA), inclusive o interior do
cano, caso não haja outras especificações;
- Nas partes de madeira passar uma leve camada de óleo de linhaça cru com um pano e nas
partes de couro passar o líquido para correame;
- Depois dessa limpeza e lubrificação, colocar o armamento em cabides e sempre que
possível usar protetores na boca da arma quando estas não forem deixadas secas.
b. Conservação do armamento em uso
1) Ao ser retirado o armamento da reserva para instrução ou serviço, deve-se proceder da
seguinte maneira:
- Retirar com um pedaço de pano o óleo de sua parte externa e do cano;
- Manter as partes móveis com uma leve camada de ONLA, para assegurar um perfeito
funcionamento.
2) Devolução do armamento à reserva:
- Desmontar a arma até o escalão permitido;
- Limpar e secar todas as peças;
- Lubrificar as peças com ONLA. A melhor maneira de aplicar lubrificante é esfregar um pano
limpo, embebido em óleo, nas superfícies metálicas. O óleo em excesso é nocivo, pois favorece
o acumulo de sujeiras, que poderá prejudicar o funcionamento da arma;
- Lubrificar o cano utilizando escova de pelo;
- Montar a arma e devolvê-la à reserva.
OBS: O responsável pela reserva deve obrigatoriamente observar a correção da limpeza e
corrigi-la quando necessário.
c. Alguns cuidados abaixo relatados deverão ser observados por todos aqueles que tenham
sob sua responsabilidade o armamento:
- Limpar e inspecionar freqüentemente, os cilindros de gases e êmbolos das armas
automáticas ou semi-automáticas;
- Sempre que for usar um armamento, verificar se não há vestígios de antióxido, por não ser
estes, lubrificantes;
- Não usar escova de aço para limpar ou polir a alma do cano;
- Não utilizar nenhum abrasivo para limpeza das câmaras;
- Sempre que houver vestígios de ferrugem esfregar o local afetado com uma bucha de
pano, embebida em querosene ou utilizar uma escova de latão para removê-la, ou ainda,
esponja de aço (bom-bril);
- A poeira e sujeiras existentes nas superfícies metálicas deverão ser retiradas esfregando-se
um pano seco, e depois, óleo lubrificante;
- Empregar somente os lubrificantes apropriados ou seus substitutos regulamentares;
- Nunca usar na aplicação de lubrificantes, panos que tenham sido empregados na limpeza;
- Não utilizar lubrificantes em demasia, uma camada fina é suficiente. O óleo tem tendência
de reter sujeira que passa a agir como abrasivo;
- Nas regiões em que a umidade e a temperatura são elevadas, durante a estação chuvosa,
deve ser verificado diariamente e mantido lubrificado o armamento;
- Nas regiões arenosas o vento joga areia sobre as superfícies cobertas de óleo. A areia
provoca incidentes de tiro e rápido desgaste do armamento. Em tais condições, o
armamento deve ser limpo diariamente e todas as partes que ficam expostas deverão ser
mantidas secas. Pequena porção de óleo lubrificante deve ser passada nas partes não
expostas e que não sejam atingidas pela areia;
- Toda vez que terminar um exercício no campo ou uma instrução de maneabilidade, o
armamento deve sofrer uma limpeza e lubrificação completas, a exemplo das realizadas
após o tiro;
- Não utilizar a graxa antióxido nas partes de madeira.
CONCLUSÃO
REPAREM NESSAS ARMAS COM CULATRA AFERROLHADA
MUITO INTERESSANTE!!!