Carnes
Fermentadas
lame, Coppa e Presunto Parm
FERMENTAÇÃO
FERMENTAÇÃO
• Embutidos fermentados são produtos feitos a base de
pedaços de carne que sofrem uma fermentação por
microrganismos, podendo subsequentemente serem
cozidos e defumados.
INTRODUÇÃO
Salame
Características:
Embutido de carne suína, bovina e outros ingredientes.
Produzido por processo de cura e fermentação láctica.
Baixo teor de umidade e presença de ácido láctico.
Criado no Sul da Europa visando a preservação da carne.
• Produto cárneo industrializado
obtido de carne suína ou suína e bovina,
adicionado de toucinho, ingredientes, embutido
em envoltórios naturais e/ou artificiais, curado,
fermentado, maturado, defumado ou não e
dessecado.
A presença de "mofos" característicos, é
consequência natural do seu processo
tecnológico de fabricação.
SALAME- legislação
Produtos Cárneos Seguros
• Segundo LEISTNER & RÖDEL (1975) os produtos
cárneos são estáveis em temperatura ambiente somente
em três situações:
• ▪ quando o valor de pH for ≤ 5,2 e a Aa for ≤ 0,95;
• ▪ quando o valor de pH for < 5,0;
• ▪ quando a atividade de água for < 0,91.
• Pela nossa legislação produtos cárneos são estáveis a
temperatura ambiente quando Aa for < 0,92.
Classificação dos
embutidos fermentados
Embutidos fermentados secos:
◼ possuem 35% de umidade;
◼ relação umidade/proteína não deve exceder 2,3:1;
◼ valor de pH 5,0;
◼ Exemplos são os salames: Genoa e Pepperoni (Itália),
Saucisson (França), Chorizo (Espanha); Salamis
(Alemanha, Dinamarca e Hungria).
PEPERONE SAUCISSON (FRANÇA),
CHORIZZO - ESPANHA SALAMIS
Classificação dos
embutidos fermentados
Embutidos fermentados semi-seco:
◼ possuem 50% de umidade;
◼ relação umidade/proteína não deve exceder 3,7:1;
◼valor de pH 5,0.
Exemplos são: Summer sausage (EUA); Thuringer
(Alemanha).
SUMMER SAUSAGE (EUA
THURINGER (ALEMANHA
Legislação
Instrução Normativa n.º 22, de 31/07/2000.
Regulamenta os requisitos técnicos de identidade e
qualidade para oito tipos de salames.
Diferenciais:
- Matéria prima (espécie animal);
- Granulometria da carne e do toucinho;
- Condimentação;
- Defumação ou não.
Tipos de Salame
De acordo com os Regulamentos Técnicos de Identidade
e Qualidade de Salame, os oito tipos designados são:
Salaminho Salame Tipo Alemão
Tipos de Salame
Salame Tipo Calabrês
Salame Friolano
Salame Napolitano
Tipos de Salame
Salame tipo Hamburguês Salame tipo Milano
Salame tipo Italiano
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
• Carne ótima qualidade
• Coloração forte, com pH entre 5,4 e 5,8
• Carne não deve estar muito úmida
• Gordura deve ser da região costo-lombar
(ventre - maior conteúdo de ácidos graxos
facilitando rancificação).
MATÉRIA-PRIMA
Estudo de outros embutidos
utilizando carne de:
• Peru
• Pato
• Ovelha
• Peixe
• Frango
• Avestruz
MATÉRIA-PRIMA
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
• Deve ser grosseira e temperada.
• 3% de sal e amadurecida à temperatura de 5ºC por 2 ou 3
dias,
iniciar o crescimento de bactérias produtoras de
ácido lático.
• Processo realizado em condições higiênicas, pois a carne
moída é mais susceptível à contaminação bacteriana
proveniente dos equipamentos, utensílios e pessoal.
MOAGEM
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
Carne a temperatura baixa!!
• Ingredientes Obrigatórios
• Carne Suína (mínimo de 60%, exceto para o
salame tipo hamburguês, onde o teor permitido
é de no mínimo 50%)
• Toucinho
• Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
PREPARO E
FORMULAÇÃO
• Ingredientes Opcionais
• Carne Bovina
• Leite em pó
• Açúcares
• Maltodextrinas
• Proteínas lácteas
• Aditivos intencionais
• Vinho
• Condimentos, aromas e especiarias
• Substâncias glaceantes (revestimento externo)
PREPARO E
FORMULAÇÃO
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
ADIÇÃO DE CULTURAS
“STARTER”
Lactobacillus plantarum
Culturas “Starter”
• Culturas individuais ou mistas de cepas de
microrganismos selecionados com uma
determinada atividade enzimática e que são
adicionadas em quantidades definidas para a
produção da desejada transformação do
substrato.
CULTURAS “STARTER”
• Microrganismos da carne
processo mais lento
• Culturas “starter”
Redução do tempo de fermentação
Homogeneidade do produto
Controle das características
CULTURAS “STARTER”
L. acidophilus
• Conjunto de microrganismos
A soma das ações de microrganismos, com a característica
de cada um, visa um efeito desejado no produto final.
• Mais utilizados:
Lactobacillus e Pediococcus
Staphylococcus e Micrococcus
CULTURAS “STARTER”
• Bactérias Lácticas
Staphylococcus
Lactobacillus plantarum
Cocos catalase positivos
L. acidophilus
L. casei Micrococcus varians
L. sake M. lutens
L. pentosus M. roseus
Pediococcus cerevisae Staphylococcus carnosus
P. acidilactici S. xylosus
P. pentosaceus
Leveduras
• Bolores Debaromyces hansenii
Penicillium Candida formata
nalgiovenensis
P. crysogenum
BENEFÍCIOS
• Muitas das espécies microbianas que constituem as
culturas iniciadoras produzem fatores inibidores do
desenvolvimento de outros microrganismos, garantindo
um efeito conservador.
• Facilidade no uso tecnológico!
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
• Deve ser compacto, evitando as bolsas de ar, o que
poderia vir a provocar a oxidação da massa prejudicando
a qualidade.
• Podem ser utilizadas tripas
naturais ou sintéticas.
Embutideira
EMBUTIMENTO
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
• Bactérias Lácticas
Lactobacilus casei
Carboidratos → Ácido Lático
• Tolerância a alta concentração de ácido lático
• Inibição de bactérias patogênicas e deteriorantes
• Acidificação rápida
• Temperatura ótima entre 30 e 35ºC
• Não são nitrato redutores
• Formação do composto aromático ácido do embutido
FERMENTAÇÃO
• Bactérias Lácticas
• O pH < 5,3 diminuindo também a solubilidade das proteínas,
retendo a água de tal maneira que os produtos se tornam mais
firmes e o processo de secagem se efetua mais rapidamente.
• Pediococcus
acidificação mais lenta
FERMENTAÇÃO Pediococcus pentosaceus
FERMENTAÇÃO
• Cocos catalase positivos: Micrococcus Varians, M. lutens, M.
roseus,Staphylococcus carnosus, S. xylosus.
• Redução de nitrato e consumo de oxigênio;
• 2 KNO3 → 2 KNO 2 + O2
• Destruição de peróxidos;
• Formação e estabilização da cor;
• Retardamento da oxidação;
• Desenvolvimento de aroma;
• Remoção de nitrato em excesso.
Micrococcus
• Leveduras: Debaromyces e Candida
• Consumo de oxigênio Debaromyces
• Retardamento da oxidação.
• “Fleur du saucisson” - uso de culturas puras de leveduras
para melhorar o flavor em embutidos fermentados.
• Pouco importantes no processo de deterioração →baixo
número inicial e por seu crescimento lento em temperaturas
de refrigeração, o que desfavorece a competição eficiente
com bactérias psicrotróficas.
FERMENTAÇÃO
• Bolores: Penicillium
• Utilizados na parte externa do produto; Penicillium
• Produzem enzimas lipolíticas que degradam a gordura;
• Algumas espécies são redutoras de nitrato,modificando
a cor da superfície do embutido;
• Evitam rancidez por impedir entrada de oxigênio;
• Estabilidade de cor, retardamento da oxidação,
desenvolvimento de aroma.
FERMENTAÇÃO
• Fermentação rápida
• Salas de maturação à temperatura de 24 a 26ºC durante 12-
14 horas.
• Após a temperatura é diminuída para 18 a 20ºC
completando-se a fermentação, pré-secagem, formação de
cor e liga.
Neste tipo de fermentação são adicionados:
• sal de nitrito → desenvolvimento de cor;
• ascorbato de sódio → estabilidade da cor;
• dextrose e xarope de milho→ acidificação rápida;
TÉCNICAS DE
FERMENTAÇÃO
• “Fermentação Suor” (sweating fermentation):
• Temperaturas mais altas (25-28ºC).
• Para se obter uma umidade relativa de 100%
adiciona-se vapor nas câmaras de maturação.
Após um período determinado, abaixa-se a
temperatura para 16-18ºC e depois aumenta
se novamente para 28ºC (várias vezes ao dia).
• Adiciona-se quantidade maior de sal!
FERMENTAÇÃO
• Fermentação por defumação úmida:
• Fermentação, defumação e secagem de uma só vez!
• Após o embutimento, os produtos são levados às
câmaras de maturação a uma temperatura entre
18-22ºC e U.R.> 90-95%.
• Após muitas horas, adiciona-se fumaça.
FERMENTAÇÃO
• Fermentação sob pressão:
• Os embutidos colocados em formas de pressão, de
metal ou plástico, separados uns dos outros com placas
de madeira. As fôrmas são fechadas e pressionadas e
mantidas em câmaras a 20 22ºC. Os produtos perdem
água por drenagem através de furso existentes nas
fôrmas.
FERMENTAÇÃO
• Fermentação em salmoura:
• Salmoura de 6-8%- salitre e ascorbato de sódio.
• A salmoura pode ser fria (8ºC) ou a
• temperatura entre 18-22ºC.
• Cor aceitável e consistência se dá de 3-5 dias.
• À temperatura de 8ºC, esse tempo é maior.
FERMENTAÇÃO
• Fermentação à vácuo: os embutidos são
mantidos em câmaras à vácuo, à pressão de
0,2 atm. Após algum tempo, reestabelece-se a
pressão normal, seguida de uma redução de
0,3 atm.
Repete-se o procedimento mais uma vez e
finalmente a pressão de 0,5 atm é mantida.
FERMENTAÇÃO
• Fazer vácuo no embutido, modificando a sua
estrutura e possibilitando uma melhor ligação,
maior estabilidade da cor nos embutidos e,
também, é mais difícil a rancificação, pois o
oxigênio é removido do produto com o vácuo
A fermentação do embutido é realizada à
temperatura de 20-22ºC, por aproximadamente
5 dias.
FERMENTAÇÃO
• Fermentação lenta ou natural:
a temperatura, nesse caso, é normalmente
maior que 20ºC e, consequentemente, por ser
um processo lento, a formação de cor e ligação
demoram mais. As perdas de peso são
menores de 20%. A atividade de água está na
faixa de 0,7-0,96.
FERMENTAÇÃO
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
• Condições: Temperatura: 12-18ºC
Umidade relativa: 75-85%
Nesta fase ocorre a maior parte da
desidratação do produto e a hidrólise
enzimática de proteínas e gorduras.
MATURAÇÃO
Peptídeos
• Proteínas Aminoácidos Sabor do
Amoníaco embutido
Hidrólise de natureza enzimática: Calpaínas, Catepsinas,
Carboxipeptidases, Aminopeptidases, Dipeptidases, e
Dipeptilpeptidases
MATURAÇÃO
Glicerol
• Gorduras Sabor e
Ác. Graxos livres aroma do
Glicerídeos embutido
Hidrólise de natureza enzimática: Lipases originárias das
bactérias lácticas.
MATURAÇÃO
SECAGEM E MATURAÇÃO
ADICIONAIS
• Rendimentos: secos: 60%,
semi-secos 80% do peso inicial.
• A secagem remove 40 a 60% da umidade inicial e o
produto final contém cerca de 25 a 40% de água.
aumenta porcentagem de sal para 4,0 a 5,5%.
água que resta no embutido forma uma salmoura com
concentração de 7% ou mais,
inibe o crescimento de microrganismos deterioradores da
carne!
• Os produtos fermentados podem ou não serem
defumados.
• As melhores condições são na temperatura de
30-40ºC e umidade relativa de 75%.
• Temperaturas mais altas retardariam a
fermentação.
DEFUMAÇÃO
PROCESSO PRODUTIVO
EMBUTIDOS
Matéria-Prima
Moagem
Preparo e formulação
Adição de Culturas “Starter”
Embutimento
Fermentação
Secagem e Maturação
Embalagem
• Materiais adequados para as condições de
armazenamento e que lhe confiram uma
proteção apropriada contra a contaminação.
• O produto poderá ser exposto no ponto de
venda em temperatura ambiente quando
fechado.
• Embalagens a vácuo: produtos fatiados,
temperatura de refrigeração.
EMBALAGEM
• Desenvolvimento insuficiente da
formação da cor, das propriedades de liga
e estabilização insatisfatória.
• Película seca por dentro do invólucro:
erros na secagem → desenvolvimento
microbiano → mudanças de cor,
consistência, cheiro e sabor.
DEFEITOS EM PRODUTOS
FERMENTADOS
• Formação de bolsas de ar e porosidade;
• Falta de definição das partículas das fatias;
• Superaquecimento da parte gordurosa;
• A exposição à luz e calor pode rancificar os
embutidos;
• Descoloramento vermelho das gorduras;
DEFEITOS EM PRODUTOS
FERMENTADOS
• Aroma e Sabor: durante a fermentação, os
microrganismos heterofermentativos podem se
desenvolver muito rapidamente, e outros
ácidos ao produto.
• Aparência: durante a secagem poderão
aparecer sulcos na superfície do produto, e
este terá uma aparência de enrugado.
DEFEITOS EM PRODUTOS
FERMENTADOS
• O emprego de culturas “starter” nos embutidos garante
um produto padronizado e com as mesmas características
de qualidade.
CONCLUSÃO
Produção de
Salame
1. Trituração ou Moagem
Moagem da matéria-prima em triturador, para obtenção
de granulometria adequada .
À carne moída são adicionados os ingredientes não
cárneos e a Cultura Starter.
Produção de
Salame
Cultura Starter:
Cultura pura de microrganismos, para originar uma
população microbiana selecionada que supere a microbiota
contaminante ou mesmo natural da matéria-prima.
Produção de
Salame
Tipos de Cultura Starter:
Micrococcus:
- Micrococcus e Staphylococcus.
- Enzimas proteolíticas e lipolíticas;
- Redução de Nitritos e Nitratos;
- Enzima catalase;
- Melhoram cor, aroma e sabor.
Produção de
Salame
Tipos de Cultura Starter:
Ácido-lácticas:
- Lactobacillus e Pediococcus.
- Acidificantes;
- Impedem desenvolvimento de bactérias indesejáveis;
- Melhorar coloração, sabor ácido típico.
Produção de
Salame
Tipos de Cultura Starter:
Leveduras:
- Enzimas proteolíticas e lipolíticas.
- Metabolização de ácido láctico.
- Melhora de sabor e aroma.
Produção de
Salame
Tipos de Cultura Starter:
Mofos:
- Aplicados sobre a tripa.
- Dificultam penetração de Oxigênio.
- Evitam reações de oxidação.
Produção de
Salame
3. Embutimento:
Introduzir a massa já preparada em tripa natural ou artificial
- Vantagens de Tripas Artificiais:
• São mais higiênicas
• Embutimento padronizado
• Fácil manipulação e armazenamento.
- Colágeno, celulose, poliéster, polietileno.
Produção de
Salame
4. Defumação:
Exposição do alimento à fumaça proveniente da queima
incompleta de madeira, carvão, etc.
Conservação devido ao calor e componentes da fumaça.
Formação de “casca isolante”.
Estaleiro de defumação
Produção de
Salame
5. Cura:
Conservação de um produto por adição de sal, compostos
fixadores de cor (nitratos e/ou nitritos) – Formação de NO
Impedem o crescimento bacteriano – Clostridium
botulinum
NO combina-se com mioglobina –
Formação de pigmento estável
Confere sabor e aroma mais
agradáveis e coloração vermelha atraente.
Produção de
Salame
.1 Características do Produto Curado:
Perda de 35% de peso em média
Textura firme.
Coloração e aroma característicos.
Sabor levemente ácido.
Produção de
Salame
6. Lavagem:
Aspersão de água à temperatura ambiente.
7. Embalagem:
Embalagem primária selada à vácuo.
Peças colocadas em embalagens secundárias após 24h.
• CARNIONI, F. Uso de culturas iniciadoras para a elaboração de um
embutido à base de carne de pato (Cairina moschata). Florianópolis,
2000. [50] f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa
Catarina.
• GALLI, F. Os embutidos- como fabricá-los. Revista Nacional da carne,
n194, abril., p14-28,1993.
• Martins, R..Dossiê Técnico- Produção de Embutidos Crus-Curados
(Salame) . REDETEC-Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro. Junho, 2006.
• OGEDA, C.,SANT'ANNA, E., Influência de diferentes culturas 'Starter'
em algumas variáveis físico-químicos do salame tipo italiano, até 28 dias
de cura. 1992. 103f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de
Santa Catarina.
• Shimokomaki,O.,Terra, F. Atualidades em Ciência e Tecnologia de
Carnes. Varela Editora, 2006. 230 p.
BIBLIOGRAFIA
NASSU, R. Utilização de carne de caprinos no processamento de
embutido fermentado tipo salame. Campinas, UNICAMP, SP,1999.
Tese (doutorado).
• MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO,
INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 22, DE 31 DE JULHO DE 2000.
BIBLIOGRAFIA
Coppa
Características:
Carne fermentada em que se usa a sobre paleta suína
como matéria-prima.
Pode ser embutida,
defumada e curada.
Processada por salga seca
ou salga em salmoura.
Produção da Coppa
Processamento por Salga Seca:
Matéria-prima armazenada em câmara entre 8° e 12°.
Salga e Ressalga. Massagem com preparado de
condimentos. Seis dias em espera.
Lavagem das copas : 2 horas em tanques entre 40 e
45°C.
Embutimento.
Produção da
Coppa
Defumação: fumeiros entre 28° e 32°C por no
mínimo 20 horas.
Cura: entre 16 e 18°C.
Lavagem: para retirada de mofos. Embalagem.
Produção da
Coppa
Processamento por Salga em
Salmoura:
Um litro da salmoura ( sal, açúcar e antioxidante)
para um quilo de Coppa.
Tempero: Espreme-se um “Sachê” (Alho, pimenta
malagueta e noz moscada). Injetar 100-150g por
quilo de Coppa. Mergulhar no restante. Por 48h.
Lavar em água filtrada ou fervida.
Produção da
Coppa
Embutimento.
Defumar por 6 horas a 10 horas na temperatura
de 75º C.
Lavar a Coppa para tirar o mofo que formou por
fora.
Embalagem.
Presunto Parma
Presunto Tipo Parma é o produto cárneo
industrializado obtido do pernil íntegro
selecionado de suínos pesados, sem a pata,
salgado e dessecado por um período mínimo de
10 meses. (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E
DO ABASTECIMENTO SECRETARIA
DE DEFESA AGROPECUÁRIA)
Produção do Presunto
Parma
Apenas três ingredientes entram na produção do
Presunto Parma:
Pernil Suíno
O sal
Condições climáticas adequadas.
Produção do Presunto
Parma
1. Escolha da carne
Uma espécie baixa e forte,
que chega aos 150 quilos e
produz coxas grandes.
Produção do Presunto
Parma
2. Salga
A salga é realizada a mão em 2 etapas.
3. Maturação
O processo dura cerca de um ano e meio, onde a
coxa passa por uma série de processos naturais
Maturação
Produção do Presunto
Parma
Métodos de aceleração da
produção:
- Utilizados pernis desossados, métodos
alternativos de salga, inoculação de Culturas
Starter, tombamento, além de câmaras de
secagem/maturação com controle de temperatura
e umidade.
Presunto
Parma
Aspectos
A cor do presunto cru depende da desnaturação
de oxidação da mioglobina.
O amarelo da gordura e sabor rancificado são
causados pela oxidação lipídica.
A fibrosidade é causada pela presença de
colágeno insolúvel e agregação das proteínas
miofibrilares.