Controlador de hábitos Veja como seus hábitos se desenvolvem.
saudáveis Um dia de cada vez.
Prof. Emichael
Franco
Instruções
Níveis de organização estrutural
Você vai aprender sobre um assunto que sempre fascinou as pessoas: o
corpo humano. O estudo da anatomia humana é uma experiência
interessante e altamente pessoal, além de oportuna, uma vez que
avanços na ciência médica são noticiados praticamente a cada semana.
A compreensão da constituição do corpo e de como ele funciona lhe
permitirá não só ter a possibilidade de conhecer novas técnicas de
detecção e tratamento de doenças, como também de colocar em
prática hábitos para se manter sempre saudável. Se você estiver se
preparando para uma carreira nas ciências da saúde, o conhecimento
da anatomia humana será fundamental para a sua prática clínica.
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
Objetivos de aprendizagem:
▶ definir anatomia e fisiologia e descrever as subdisciplinas da
anatomia;
▶ identificar os níveis de organização estrutural no
corpo humano e explicar os inter-relacionamentos
entre cada nível;
▶ listar os sistemas orgânicos e fazer breve menção
das suas funções;
▶ utilizar unidades métricas para quantificar as dimensões das células,
tecidos e órgãos;
▶ utilizar o significado dos radicais das palavras para
auxiliar na compreensão da terminologia anatômica.
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
A anatomia é o estudo da estrutura do corpo humano. Também é chamada
morfologia, a ciência da forma. Ciência antiga, a anatomia é campo de séria
investigação intelectual há pelo menos 2.300 anos. Foi a disciplina biológica
de maior prestígio no século XIX e, ainda hoje, continua dinâmica.
A anatomia está intimamente relacionada à fisiologia, que estuda as funções
do organismo. Talvez você esteja cursando essas duas matérias em separado,
mas, na verdade, elas são inseparáveis, pois a estrutura suporta a função. Por
exemplo, a lente do olho é transparente e curva; não seria capaz de cumprir
sua função de focalizar a luz se fosse opaca e plana. Da mesma forma, os
ossos espessos e longos das nossas pernas não seriam capazes de suportar
nosso peso se fossem macios e delgados. Você perceberá que este estudo
chama a atenção para a proximidade do relacionamento entre estrutura e
função. Em quase todos os casos, a descrição da anatomia de uma parte do
corpo é acompanhada de uma explicação da sua função, com ênfase nas
características estruturais que contribuem para aquela determinada função.
Essa abordagem chama-se anatomia funcional.
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
Subdisciplinas da anatomia
A anatomia é um campo vasto da ciência que consiste em algumas
disciplinas (ou ramos), e cada ramo da anatomia estuda as
estruturas do corpo de forma especializada
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
Anatomia macroscópica
Anatomia macroscópica (macro = grande) é o estudo das estruturas do
corpo que podem ser examinadas a olho nu: ossos, pulmões e músculos,
por exemplo. Uma técnica importante para o estudo da anatomia macroscó-
pica é a dissecção (“separar cortando”), em que o tecido conjuntivo é
removido do espaço entre os órgãos de forma que estes possam ser vistos
com maior nitidez. Em seguida, os órgãos são abertos para visualização. O
termo anatomia vem do grego e quer dizer “cortar em partes”.
Estudos da anatomia macroscópica podem ser feitos com algumas
abordagens diferentes. Na anatomia regional, todas as estruturas de uma
única região do corpo, como abdome ou cabeça, são examinadas como um
grupo. Na anatomia sistêmica acontece o inverso: todos os órgãos de
funções correlatas são estudados em conjunto. Por exemplo, ao estudar o
sistema muscular.
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
Você considera os músculos do corpo inteiro. A abordagem sistêmica é melhor para
relacionar a estrutura à função; portanto, é a que se usa na maioria dos cursos de
anatomia. As faculdades de medicina, entretanto, preferem a anatomia regional
porque muitas lesões e doenças envolvem regiões específicas do corpo (torção de
tornozelo, dor de garganta, doença cardíaca); além disso, os cirurgiões precisam de
bastante conhecimento, e com detalhes, de cada região do corpo.
Outra subdivisão da anatomia macroscópica é a anatomia de superfície, que
estuda formas e marcas (chamadas marcos) na superfície do corpo que revelam os
órgãos subjacentes, que ficam escondidos. Esse conhecimento é utilizado, por
exemplo, para identificação dos músculos que se destacam por baixo da pele de
halterofilistas e para localização de vasos sanguíneos realizada por clínicos a fim de
passar cateteres, sentir o pulso e coletar sangue. Este estudo está repleto de
descrições de marcos de superfície com utilidade clínica, em referência aos sistemas
orgânicos aos quais se relacionam (o Capí- tulo 11, por exemplo, encerra-se com
uma seção sobre anatomia de superfície, que integra os relacionamentos anatômicos
entre estruturas esqueléticas e musculares).
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
Anatomia microscópica
A anatomia microscópica, ou histologia (estudo dos
tecidos), é o estudo das estruturas que, de tão pequenas,
só podem ser vistas com o auxílio de um microscópio.
Entre essas estruturas, encontram-se as células e partes
das células; grupos de células, chamadas tecidos; e os
detalhes microscópicos dos órgãos do corpo (estômago,
baço e assim por diante). O conhecimento da anatomia
microscópica é importante porque os processos
fisiológicos e o desenvolvimento das doenças ocorrem no
nível celular.
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
Outros ramos da anatomia
Dois ramos da anatomia exploram as maneiras como se formam,
crescem e amadurecem as estruturas do corpo. A anatomia do
desenvolvimento acompanha as mudanças estruturais que
ocorrem no corpo ao longo de toda a vida e também os efeitos do
envelhecimento. A embriologia é o estudo de como se formam e
se desenvolvem as estruturas do corpo antes do nascimento. O
conhecimento da embriologia ajuda a compreender não só a
complexidade do corpo humano adulto, como também a explicar
os defeitos de nascimento, que são anormalidades anatômicas que
ocorrem durante o desenvolvimento embrionário e se tornam
evidentes após o nascimento.
VISÃO GERAL DA ANATOMIA
Alguns ramos especializados da anatomia são utilizados
primordialmente para diagnósticos médicos e pesquisa
científica. A anatomia patológica lida com as mudanças
estruturais nas células, tecidos e órgãos causadas pelas doenças
(patologia é o estudo das doenças). A anatomia radiográfica
é o estudo das estruturas internas do corpo, realizado por raios
X e outras técnicas de geração de imagem. A morfologia
funcional explora as propriedades funcionais das estruturas do
corpo e avalia a eficiência de sua formação. No nível químico,
os átomos são minúsculos componentes que formam a matéria,
tais como carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio
Sistemas orgânicos do corpo e suas principais funções.
Eles se combinam para formar pequenas molé- culas, tais como as do dióxido de carbono (CO2) e da água (H2O), e
outras maiores, as chamadas macromoléculas (macro = grande). No corpo, há quatro classes de macromoléculas:
carboidratos (açúcares), lipídios (gorduras), proteínas e ácidos nucleicos (DNA, RNA). Essas macromoléculas são os
componentes que formam as estruturas no nível celular: as células e suas subunidades funcionais, chamadas
organelas celulares. As macromoléculas também contribuem para as funções metabólicas das células tanto como fonte
de energia (carboidratos), quanto como moléculas de sinalização (proteínas e hormô- nios lipídicos) e como catalisadores
(enzimas). As células são as menores unidades vivas no corpo, e cada ser humano tem trilhões delas.
O nível seguinte é o nível dos tecidos. O tecido é um grupo de células que funcionam juntas de maneira a realizar uma
função comum. São apenas quatro os tipos de tecidos que formam todos os órgãos do corpo humano: tecido epitelial
(epitélio), tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.
Todo tecido desempenha um papel característico no corpo humano. Em resumo, o epitélio recobre a superfície corporal e
forra suas cavidades; o tecido conjuntivo suporta o corpo e protege seus órgãos; o tecido muscular propicia o
movimento; e o tecido nervoso é responsável pela rápida comunicação interna, transmitindo impulsos elétricos.
Ocorrem processos fisiológicos extremamente complexos no nível dos órgãos. Um órgão é uma estrutura distinta,
Sistemas orgânicos do corpo e suas principais funções, continuação.
composta de mais de um tecido. A maioria dos órgãos contém os quatros tecidos. Alguns bons exemplos são o fígado,
o cérebro, o fêmur e o coração. É possível pensar em cada órgão do corpo como um centro funcional responsável por
uma atividade que nenhum outro órgão pode realizar.
Os órgãos que funcionam com bastante proximidade para atingir um propósito comum compõem um sistema
orgânico. Por exemplo, os órgãos do sistema cardiovascular — o coração e os vasos sanguíneos — transportam
sangue para todos os tecidos do corpo. Os órgãos do sistema digestório — boca, esôfago, estômago, intestinos e
assim por diante — decompõem o alimento que ingerimos, promovendo sistematicamente a absorção dos nutrientes
para o sangue. Os sistemas orgânicos do corpo são o tegumentar, esquelético, muscular, nervoso, endócrino,
cardiovascular, linfático, respiratório, digestório, urinário e genital.*
O nível mais alto da organização é o do organismo; por exemplo, o organismo humano é toda uma pessoa viva. O
nível do organismo é o resultado de todos os níveis mais simples funcionando em uníssono para sustentar a vida.
Para
Escala: descrever
comprimento, volume e pesoas
. dimensões das células, tecidos e órgãos, os anatomistas necessitam
de um sistema preciso de medição, por isso o sistema utilizado é o métrico (Apêndice A)
para compreender tamanhos, volumes e pesos das estruturas do corpo.
Muitos de nossos órgãos só têm alguns centímetros de altura, comprimento e largura. As
células, as organelas (estruturas encontradas no interior das células) e os tecidos são
muito pequenos e são medidos em micrômetros (micro = pequeno). Cada micrômetro
(μm) representa a milé- sima parte de um milímetro. As células humanas têm, em média,
10 μm de diâmetro, embora possam variar de 5 μm a 100 μm. A célula humana de maior
diâmetro, o óvulo, tem aproximadamente o mesmo tamanho do menor ponto que você
seria capaz de fazer com um lápis nesta página.
A maioria
Terminologia anatômica dos termos anatômicos se baseia em palavras do grego antigo e do latim. Por
exemplo, braço vem do grego brachium; o osso da coxa é o fêmur, que vem da palavra
latina femur, que significa coxa. Essa terminologia, que entrou em uso quando o latim
era a língua oficial da ciência, fornece a nomenclatura padrão utilizada pelos cientistas
mundo afora, em qualquer idioma. Este livro ajudará no aprendizado da terminologia
anatômica explicando as origens de certos termos à medida que você for se deparando
com eles. Decompor, nos seus respectivos radicais, os termos com os quais não estamos
muito bem familiarizados ajuda a compreender seus significados. Por exemplo, a palavra
hepatite é composta de hepata, “fígado”, e itis, “inflamação”; portanto, hepatite é uma
inflamação do fígado. Para mais informações, consulte o Glossário no fim deste volume.
Verifique seu conhecimento
◻ 1. Qual é a diferença entre histologia e radiografia?
◻ 2. Utilize os radicais de palavras fornecidos nas últimas páginas para definir cada um
dos termos listados a seguir: patologia, hepatite, braquial, leucócito, pneumonia.
◻ 3. Defina o que é tecido. Liste os quatro tipos de tecido no corpo e descreva
brevemente a função de cada um deles.