INTRODUCÃO A PATOLOGIA
BÁSICA
FORMADOR:Hortêncio Santos Cinturão
Categoria: TMG/Lic Saúde Pública
Contacto:871119680
• Etimologicamente, o termo Patologia significa estudo das
doenças (do [Link] = doença, sofrimento, e logia =
estudo, doutrina).
PATOLOGIA
• Ciência que estuda as causas das doenças, os mecanismos
que as produzem, os locais e as alterações morfológicas e
funcionais que apresentam ou seja, é devotada ao estudo
das alterações estruturais e funcionais das células, dos
tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a
doenças.
• Patologia: Estudo das alterações estruturais, bioquímicas e
funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar os
mecanismos através dos quais surgem os sinais e sintomas das
doenças.
• No entanto, o conceito de Patologia não compreende todos os
aspectos das doenças, que são muito numerosos e poderiam
confundir a Patologia Humana com a Medicina.
Medicina aborda todos os elementos ou componentes das doenças e
sua relação com os doentes. Na verdade, a Medicina é a arte e a
ciência de promover a saúde e de prevenir, minorar ou curar os
sofrimentos produzidos pelas doenças.
• Para tanto, a Patologia é apenas uma parte dentro de
um todo que é a Medicina. Dentro dessa concepção, o
diagnóstico clínico, a prevenção e a terapêutica das
doenças, por exemplo, não são objecto de estudo da
patologia.
DIVISÃO DA PATOLOGIA:
Tradicionalmente, o estudo da patologia é
dividido em: Patologia Geral e especial
Patologia Geral:
• estuda os aspectos comuns às diferentes doenças no que se refere
às suas causas, mecanismos patogeneticos, lesões estruturais e
alterações da função. Por isso mesmo, ela faz parte do currículo
de todos os cursos das áreas de Ciências Biológicas e da Saúde.
• Está envolvida com as reacções básicas das células e tecidos a
estímulos anormais provocados pelas doenças. Por isso é
denominada patologia geral, doenças relacionadas a todos os
processos patológicos, referentes às células.
DIVISÃO DA PATOLOGIA:
Tradicionalmente, o estudo da patologia é dividido em:
Patologia Geral e especial
• Patologia Especial
• Que se ocupa das doenças de um determinado órgão ou
sistema (Patologia do Sistema Respiratório, Patologia da
Cavidade Bucal, etc.) ou estuda as doenças agrupadas por suas
causas (Patologia das doenças produzidas por fungos,
Patologia das doenças causadas por radiações, etc.). Examina
as respostas específicas de órgãos especializados e tecidos a
estímulos mais ou menos bem definidos.
• A Patologia engloba áreas diferentes, como a:
• Etiologia (estudo das causas),
• Patogênese (estudo dos mecanismos),
• Anatomia Patológica (estudo das alterações morfológicas
dos tecidos que, em conjunto, recebem o nome de lesões)
• Fisiopatologia (estudo das alterações funcionais dos
órgãos afectados).
• Etiologia: Estuda as causa gerais de todos os
tipos de doenças, podendo ser determinado por
factores intrínsecos ( por exemplo dieta, lesões,
exercícios, estilo de vida, idade, peso e estatura
ou adquirido ou extrínseco por exemplo,
derivados da atmosfera de O2, CO2,
Temperatura ambiental.
• Patogenia ou patogénese É o processo de eventos do estímulo
inicial até a expressão morfológica da doença. refere-se ao modo
como os agentes etiopatogénicos agridem o nosso organismo e os
sistemas naturais de defesa reagem, surgindo mesmo assim, lesões
e disfunções das células e tecidos agredidos, produzindo-se a
doença.
• A patogenese também relaciona-se com as defesas do nosso
organismo, como por exemplo a defesa específica e não específica,
que consiste em defender nosso organismo dos agentes
patogénicos.
Anatomia Patológica é uma especialidade médica laboratorial,
cujo objectivo é o diagnóstico das doenças através do estudo
de material biológico obtido a partir de órgãos ou tecidos e que
pode ser constituído por células ou fluidos.
Esse material pode ser obtido através de biópsias, peças
cirúrgicas, exames citológicos, citologia aspirativa ou exames
extemporâneos. é um ramo da patologia e da medicina que
lida Com o diagnóstico das doenças baseado no exame
macroscópico de peças cirúrgicas e microscópicos para o
exame de células e tecidos.
• Fisiopatologia: Estuda os distúrbios ou alterações
funcionais e significado clínico. A natureza das alterações
morfológicas e sua distribuição nos diferentes tecidos
influenciam o funcionamento normal e determinam as
características clínicas, o curso e também o prognóstico da
doença. Por exemplo as alterações orgânicas, como redução
do equilíbrio, da mobilidade, das capacidades fisiológicas
(respiratórias e circulatórias) e modificações psicológicas.
PROCESSO PATOLÓGICO: É o conjunto de alterações
morfológicas, moleculares, e ou funcionais que surgem nos
tecidos após as agressões.
Alterações morfológicas: São alterações macroscópicas ou
microscópicas. Apresentam alterações celulares e estruturais.
Alterações moleculares: São detectadas em métodos
bioquímicos ou biomoleculares. Caracterizado pelo
desequilíbrio na concentração de substâncias no organismo.
Representação dos fenômenos apresentados nos
processos patológicos.
Agressões
Alteracões
Alteracões
moleculares
morfologias
Alteracões
funcionais
ETAPAS SISTEMÁTICA DOS PROCESSOS
PATOLÓGICOS
Os processos patológicos são estabelecidos por etapas que
determinam os estágios de evolução da doença.
Etiologia (agente agressor): Qualquer patologia inicia
obrigatoriamente por uma CAUSA mesmo que a causa não
seja diagnosticada, o que chamamos de causa idiopática;
Incubação: período onde o indivíduo já tem contacto com o
agente agressor mas ainda não manifesta a doença.
O período prodômico é caracterizado pela manifestação de
sintomas, porém, sintomas inespecíficos.
Cont..
O período estado é reconhecido como o
estabelecimento definitivo da doença, com a presença
de sintomatologia clássica da doença.
Após o período estado o processo patológico pode
apresentar caminhos distintos da evolução:
a) Cura (com sequelas / sem sequelas)
b) cronificação- complicação e óbito.
Doença x morbilidade
Doença: é um comjunto de sinais e sintomas especificos que
afectam um ser vivo, alterando o seu estado normal de saúde.
Doença é um estado de falta de adaptação ao ambiente físico,
psíquico ou social, no qual o indivíduo sente-se mal
(sintomas) e/ou apresenta alterações orgânicas evidenciáveis
(sinais).
As doenças pode ser classificadas em agudas e crónicas
(quanto a tempo) e em transmissiveis e não transmissiveis
(quanto a transmissão).
Doenças agudas: iniciam de maneira súbita e possuem
curta duração. Essas doenças evoluem de maneira bastante
rápida e tendem a atingir o organismo com severidade. As
mesmas são então provocadas por infecções virais,
bacterianas, fúngicas ou também parasitárias. Exemplos de
doenças agudas são: gastroenterite, resfriado comum,
pneumonia, gripe, infecções do trato urinário, entre outras.
Doenças crônicas: são aquelas que possuem uma
longa duração e tendem a progredir lentamente. Ex;
diabetes, hipertensão, câncer, Obesidade, doença
cardíaca, derrame cerebral, doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC), asma.
Doenças não transmissiveis: são aquelas que estão
relacionadas a factores comportamentais
Como é caso de tabagismo, dieta inadequada,
sedentarismo e consumo excessivo do alcool.
Doenças transmissiveis : são aquelas que sao
transmitidas de uma pessoa para outra e relacionadas aos
micoorganismos patologicos.( tuberculose, sarna, ITS).
Morbidade
Morbidade : conjunto de indivíduos, dentro da
mesma população, que adquirem doenças (ou uma
doença específica) num dado intervalo de tempo. A
morbidade serve para mostrar o comportamento das
doenças e dos agravos à saúde na população.
A palavra morbilidade vem do latim morbus, que
significa tanto doença física como doença do
espírito.
Indicadores da morbilidade
A morbilidade geralmente é estudada de acordo com 4
indicadores básicos:( Incidência, prevalência, taxa de
ataque e distribuicão proporcional ).
Incidência: É o número de novos casos da doença que
tiveram início no mesmo local e período.
Mostra a intensidade com que ocorre uma doença numa
população, medindo a frequência ou a probabilidade de
ocorrência de casos novos de doença na população.
Alta incidência significa um risco colectivo de adoecer.
Cont..
Prevalência: Indica qualidade do que prevalece, implica em
acontecer e permanecer existindo num momento considerado.
É o número total de casos de uma doença, observados num
local e período específicos;
Taxa de ataque: É o coeficiente ou taxa de incidência de uma
determinada doença para um grupo de pessoas expostas ao
mesmo risco, limitadas a uma área bem definida, muito útil
para investigar e analisar surtos de doenças ou agravos à saúde
em locais fechados;
Distribuição proporcional: Indica o total de casos ou de
mortes ocorridas por uma determinada causa, quantos deles
se distribuem, por exemplo, entre homens e mulheres,
quantos ocorrem nos diferentes grupos de idade. A
distribuição proporcional não mede o risco de adoecer ou
morrer (como no caso dos coeficientes), indicando somente
como os casos se distribuem entre as pessoas afetadas, por
grupos etários, sexo, localidade e outras variáveis.
A relevância da morbidade na saúde e qualidade de vida das pessoas.
A morbilidade é um indicador importante que reflete a saúde
e a qualidade de vida das pessoas. Enquanto a mortalidade se
refere ao número de óbitos em uma população.
É fundamental compreender a morbilidade para
identificar os principais problemas de saúde de uma
comunidade e implementar medidas de prevenção e
tratamento adequadas. Através da análise da morbilidade,
é possível avaliar a carga de doenças em uma população,
planejar intervenções de saúde pública e monitorar a
eficácia das políticas de saúde.
PROCESSO SAÚDE X DOENÇA
• Pode-se definir saúde como um estado de adaptação do
organismo ao ambiente físico, psíquico ou social em que
vivem, em que o indivíduo sente-se bem e não apresenta sinais
ou alterações orgânicas evidentes. Segundo A "Organização
Mundial de Saúde" (OMS) define a saúde como "um estado
de completo bem-estar físico, mental e social e não somente
ausência de afecções. Ao contrário, doença é um estado de
falta de adaptação ao ambiente físico, psíquico ou social, no
qual o indivíduo sente-se mal (sintomas) e/ou apresenta
alterações orgânicas evidenciáveis (sinais).
A concepção do processo saúde-doença engloba uma série de
factores, suas conexões e interações, que produz e condiciona
o estado de saúde e de adoecimento de um indivíduo ou
comunidade. Considera-se a saúde e a doença dependentes da
conjuntura biológica do indivíduo, dos comportamentos
adotados, das características socioeconômico-demográficas,
das condições socioeconômicas vividas, dos bens e serviços
de saúde a que se tem acesso e dos aspectos político-
econômicos de cada população.
Modelos explicativos do processo saúde-
doença
Modelo Mágico – religioso
Modelo Biomédico (unicausal)
Modelo de História natural das doenças (multicausal)
Modelo de Determinação social da doença
Modelo Mágico – religioso
Considera a doença como uma entidade que tem uma
causa externa ao ser humano, um mal. Acredita-se que o
corpo humano (doente ) pode ser um recipiente de um
elemento natural ou de um espírito sobrenatural que
invade o corpo e produz a doença, o mal-estar ou o
transtorno .
Neste caso a acção necessária envolve rituais, conforme a
cultura local, liderados pelos feiticeiros, sacerdotes,
xamãs ou curandeiros para reatar o enlace e alcançar a
cura (BARROS, 2002; CRUZ 2011).
Modelo Biomédico
O modelo biomédico apresenta uma compreensão do
processo de saúde e da doença com base nos factores
biológicos. Nessa abordagem, a doença é definida
como disfunção, causando alterações na função de
um órgão, sistema ou organismo, ou falta de
mecanismos de adaptação desse organismo ao meio.
Modelo Biomédico
Segundo esse modelo, as doenças são causadas pela
acção de agentes patogênicos (organismo que pode
produzir doença), como vírus e bactérias. Nesse sentido,
ao descobrir esse agente causador da doença, é possível
tratá-la e restabelecer a saúde do indivíduo. Neste
modelo, as explicações sobre o processo saúde-doença
estão baseados fortemente na doença e no sistema
biológico.
Modelo Processual (multicausal)
neste modelo chamado de história natural da doença, o
fenômeno do adoecimento é explicado pela interação entre três
elementos:
• Agente ou fatores etiológicos - causador da doença (exemplo:
um vírus, uma bactéria);
• Hospedeiro - organismo vivo no qual a doença poderá ou não
encontrar condições para se desenvolver (exemplo: homem,
animal).
• Meio ambiente – lugar onde pode ocorrer a contaminação do
hospedeiro pelo agente causador da doença.
Modelo Processual (multicausal
compreende a descrição da evolução, do processo de
adoecimento dos indivíduos e da população, até sua cura ou
morte. Neste modelo, considera-se que adoecer é um processo,
e, portanto, tem diferentes momentos. Em cada uma das fases
identificadas, o modelo preconiza tipos de acções para a
prevenção da doença ou para seu controle. Neste modelo, a
sequência seria: o momento antes de adoecer (pré-patogênese)
e o momento do adoecimento (patogênese).
Modelo da Determinação Social da
Doença
Neste modelo, o processo saúde-doença pode ser explicado a
partir da organização da sociedade e leva em conta os aspectos
biológicos, sociais, políticos, culturais, econômicos e
ambientais.
Entender a determinação social possibilita a compreensão da
forma como as desigualdades sociais influenciam na
distribuição das doenças na sociedade, compreendendo que as
enfermidades se distribuem desigualmente nos lugares, e
ocorrem também de modo desigual sobre os sujeitos.
Modelo da Determinação Social da Doença
No modelo dos DSS, Saúde está relacionada também à
qualidade de vida dos indivíduos e é pensada como o resultado
das condições em que as pessoas vivem, envolvendo o acesso
que as pessoas têm a alimentos de qualidade, habitação,
educação, transporte, lazer, trabalho e renda, saneamento
básico, liberdade e, também, ao seu acesso à serviços de
saúde.
Relevância saúde x doença
Assim, compreender o processo saúde-doença é importante
para a implementação de medidas específicas de prevenção de
doenças e de resolução de problemas de saúde, bem como
para o desenvolvimento de ações de proteção, promoção ou
recuperação à saúde, individual e coletiva, da população de
um determinado território.
LESÃO CELULAR
MECANISMO DE RESPOSTA
CONSEGUÊNCIAS
• Lesão ou processo patológico: é o conjunto de alterações
morfológicas, moleculares e funcionais que surgem nos
tecidos após agressões.
As lesões são dinâmicas: começam, evoluem e tendem para a
cura ou para a cronicidade;
O alvo dos agentes agressores são as moléculas, especialmente
as macromoléculas cuja acção dependem as funções vitais. É
importante salientar que toda lesão se inicia no nível
molecular. Os mecanismos de defesa, quando acionados,
podem gerar lesão no organismo.
• Isso é compreensível tendo em vista que os mecanismos
defensivos em geral são destinados a matar (lesar) invasores
vivos, os quais são formados por células semelhantes às dos
tecidos; o mesmo mecanismo que lesa um invasor vivo ([Link].,
um microrganismo) é potencialmente capaz de lesar também
as células do organismo invadido.
Causa das lesões celulares
• Hipoxia - Privação de oxigénio
• Agentes físicos – traumatismo mecânico, extremos de
temperatura, alterações bruscas de pressão atmosférica,
radiação e choque eléctrico.
• Agentes químicos e drogas – diversas substâncias químicas
podem produzir lesões como a própria glicose ou oxigénio em
grandes quantidades podem ser tóxicos. Outros agentes
conhecidos como venenos podem matar as células em
minutos.
Causa das lesões celulares
• Agentes infecciosos – vírus (microscópicos) até tênias grandes,
além de bactérias, fungos e parasitas.
• Reacções Imunológicas – as reacções imunes podem causar
lesões.
• Anormalidades genéticas – pode resultar em malformações
congénitas .
• Desequilíbrios nutricionais deficiências protéicas, de
vitaminas,assim como os excessos, por exemplo, de lipídeos
que podem gerar aterosclerose e obesidade.
Tipos de lesões
Lesões reversíveis: São capazes de restabelecer suas funções
normais, ou seja, voltar a homeostasia.
• Lesões irreversíveis: Perdem a capacidade de restabelecer
as funções, resultando na modificação da morfologia celular e
óbito.
Mecanismo de lesão e morte celular
• As agressões podem modificar o metabolismo celular,
induzindo o acúmulo de substâncias intracelulares
(degenerações), ou podem alterar os mecanismos que
regulam o crescimento e a diferenciação celular
originando hipotrofias, hipertrofias, hiperplasias,
hipoplasias, metaplasias, displasias, e neoplasias).
Adaptação Celular
As adaptações celulares são mecanismos relacionados às
acções indiretas que permitem realizar mudanças celulares no
intuito de inviabilizar a morte celular ou lesões irreversíveis.
São exemplos de adaptações celulares: Hipertrofia, Atrofia,
Hiperplasia, Hipoplasia, Metaplasia, Degenerações,
Regeneração, Cicatrização. Outras alterações celulares que
não são reversíveis podem ser classificadas como morte
celular NECROSE.
Adaptação Celular
HIPÓXIA: Processo caracterizado pela redução de oxigênio
nas células, ocasionada normalmente por obstruções parciais
ANÓXIA: Processo caracterizado pela ausência total de
oxigênio, ocasionada por obstrução total.
Vários factores podem desencadear a hipóxia e anóxia como
aterosclerose, trombose, embolias, entretanto, todos esses
processos são responsáveis e pode desencadear ISQUEMIAS.
Adaptação Celular
ISQUEMIA: é a interrupção (total ou parcial) do
fornecimento do sangue devido a processos obstrutivos.
HIPOXEMIA: É a diminuição da concentração de oxigênio
na corrente sanguínea, ocasionado geralmente por parada
cardiorrespiratória.
ATROFIA: adaptação celular caracterizada pela diminuição
no tamanho e no volume das células de um determinado tecido
(caracterizada por desuso, limitações motoras, Redução das
funções metabólicas devido à falta de nutrientes, fontes
energéticas e etc).
Adaptação Celular
HIPERTROFIA: aumento do tamanho e volume celular
(musculação, coração dilatado ).
HIPOPLASIA: diminuição no número de células de um
determinado tecido. (H. Patológica: fase embrionária (pulmonar e
renal) atresia ovariana; H. Fisiológica: involução do timo na
puberdade, formação dos dedos fase embrionária.
HIPERPLASIA: é o aumento do número de células de um
determinado tecido (H. Fisiológica: mama na puberdade,
regeneração do fígado; H. Patológica: hiperplasia da tireóide
(TSH), do endométrio (estrógenos), Hiperplasia prostática
benigna).
Adaptação Celular
METAPLASIA: é a substituição de um tecido de origem por
outro tecido da mesma linhagem resultando em um tecido
mais resistente. Em geral as metaplasias são resultantes de
agressões persistentes, tendo como exemplos: Epitélio
estratificado não ceratinizado para ceratinizado, Epitélio
colunar para escamoso.
Adaptação Celular
DISPLASIAS: é um termo geral usado para designar o
surgimento de anomalias durante o desenvolvimento de um
órgão ou tecido corporal, em que ocorre uma proliferação
celular que resulta em células com tamanho, forma e
características alteradas.
A displasia implica uma alteração inequívoca do programa de
crescimento e diferenciação celular. Ex: Displasia mamária,
displasia de quadril.
Adaptação Celular
NEOPLASIAS: processo patológico que pode resultar em
Tumores (benigno) e Câncer (maligno), caracterizado por
proliferação celular descontrolada, perda da diferenciação,
autonomia de crescimento.
REGENERAÇÃO: Multiplicação de células vizinha em
caráter de reposição. As células são recompostas igualmente a
condição original Ex: células epiteliais, hepatócitos.
CICATRIZAÇÃO: Substituição do tecido de origem por
tecido conjuntivo cicatricial.
Adaptação Celular
DEGENERAÇÕES: adaptação caracterizada pelo acúmulo
de substâncias no interior das células, resultando em
modificações da morfologia da célula com diminuição de suas
funções. São lesões de caráter reversível.
Tipos de Degenerações Patogênese
Acúmulo de água no interior das
células, volume e peso das células
Degeneração hidrópica aumentados, ocasionado por
distúrbios eletrolíticos. Ex: EDEMA
Acúmulo de material proteico no
Degeneração Hialin interior das células. Causa: Etilismo e
agressões nos hepatócitos
Acúmulo de muco no interior das
Degeneração mucoide células. hiperprodução de muco pelas
células mucíparas dos tratos digestivo
e respiratório Degeneração
Deposição de gorduras neutras no
Degeneração gordurosa citoplasma de células. Provocada por
(ESTEATOSE) agressões persistente ao tecido
hepático (etilismo e medicações)
Morte Celular
• Morte Celular - “Perda irreversível das actividades
integradas da célula com conseqüente incapacidade da
manutenção de seus mecanismos de homeostasia”.
A morte celular é um dos eventos mais cruciais em patologia.
Classificação da morte
celular
Existem dois tipos de morte celular: Necrose e Apoptose
• Necrose: A morte celular ocorrida no organismo vivo e
seguida de fenômenos de autólise. Processo resultante de
agressões suficientes para interromper as funções vitais
(Cessam a produção de energia e as sínteses celulares).
• Necrose – ocorre após estímulos exógenos. Manifesta-se por
tumefacção intensa ou ruptura da célula, desnaturação e
coagulação das proteínas citoplasmáticas
degradação das organelas.
Apoptose/Morte celular programada – ocorre
quando a célula morre mediante a activação de um
programa de suicídio controlado internamente. É
uma desmontagem orquestrada das células. Isso
acontece na tentativa de eliminar células
indesejáveis. As células condenadas são removidas
com prejuízo mínimo do tecido.
MECANISMOS DE
DESENVOLVIMENTO DA NECROSE
os mecanismos que culminam no desenvolvimento da morte
celular são basicamente estes:
1) Lesões que impactam na integridade da membrana
plasmática
2) Lesões que interfiram na produção de ATP e respiração
celular
3) Inibição da sintese de proteínas
4) Processos lesivos que alterem a constituição do DNA
MECANISMOS DE
DESENVOLVIMENTO DA NECROSE
Células mortas e autolisadas se comportam como um corpo
estranho e desencadeiam uma resposta do organismo no
sentido de promover a sua reabsorção e de permitir reparo
posterior. Dependendo do tipo de tecido, do órgão acometido e
da extensão da área atingida, uma área de necrose pode seguir
vários caminhos, os principais estão descritos adiante:
MECANISMOS DE DESENVOLVIMENTO DA
NECROSE
GANGRENA: É uma forma de evolução da necrose devido a
ação de agente externos sobre a área necrosada. O processo é
tratado como um “apodrecimento” do tecido (normalmente
sob contaminação por micro-organismos).
APOPTOSE
A apoptose é morte programada da célula, processo
fisiológico de morte celular. Ocorre de forma ordenada e
demanda energia para sua execução (Homeostase). Acomete
células individualmente, seccionando em fragmentos os
envoltórios da membrana (corpos apoptóticos).
MECANISMOS DE FORMAÇÃO
DA APOPTOSE
Ocorre a diminuição do núcleo, seguido da condensação da
cromatina, inicia a fragmentação do citoplasma e a formação
dos corpos apoptóticos. Os corpos apoptóticos posteriormente
são fagocitados e eliminados. O processo de formação dos
corpos apoptóticos é dependente da ação das CASPASES
(proteínas que promovem reações enzimáticas).
Diferença da necrose x
apoptose
Necrose Apoptose
Tamanho da celula aumentada diminuida
Núcleo Picnose,carriorex, Fragmentação
cariolíse
Membrana plasmatica danificada intacta
Conteúde celular Digestão enzimatica Intacto ( liber corpos
(estravasa ) apoptoicos )
Inflamação adjacente Fequente Não
Papel fisiologico e Patológico fisiologico
patologico
Inflamação
INFLAMAÇÃO
• Inflamação é uma reacção dos tecidos vascularizados a um
agente agressor caracterizada morfologicamente pela saída de
líquidos e de células do sangue para o interstício. Embora em
geral constitua um mecanismo defensivo muito importante
contra inúmeras agressões, em muitos casos a reação
inflamatória pode também causar danos ao organismo. A
resposta inflamatória está estreitamente interligada ao
processo de reparação.
Inflamação cont
• A inflamação serve para destruir, diluir ou encerrar o agente
lesivo, mas, por sua vez, põe em movimento uma série de
eventos que, tanto quanto possível, cicatrizam e reconstituem
o tecido danificado. Durante a reparação, o tecido lesado é
substituído por regeneração de células parenquimatosas
naturais, por preenchimento do defeito com tecido
fibroblástico (cicatrização), ou, mas comumente, por uma
combinação desses dois processos.
Sinais cardinais de iflamação
• Classicamente, a inflamação é constituída pelos seguintes
sinais e sintomas:
1. Calor; aquecimento
2. Rubor; vermelhidão
3. Edema; inchaço
4. Dor;
5. Perda de função
Fases da inflamação
• 1. Alteração do calibre e fluxo vascular: que gera calor e
vermelhidão;
• 2. Permeabilidade vascular aumentada: que gera o inchaço;
• 3. Migração de leucócitos: chegada das células de defesa;
• [Link] e fagocitose: combate aos agentes agressores,
que pode levar à cura ou gerar uma inflamação crônica
dependendo do caso.
Mecanismo de inflamação
A resposta inflamatória ocorre através da liberação de substâncias,
chamadas de mediadores ( histamina, prostaglandinas, citocinas,
leucotrienos, interleucina) que atuam dilatando os vasos sanguíneos e
permitindo aumentar a irrigação sanguínea no local da lesão,
ocasionando aumento da permeabilidade vascular e exsudação de
plasma e de células sanguíneas para o interstício.
Além disso, tem início o processo conhecido como quimiotaxia, em
que as células do sangue, como os neutrófilos e os macrófagos são
atraídos até o local da lesão para combater os agentes causadores da
inflamação e controlar possíveis sangramentos.
Classificação quanto a tempode
evolucão
• A inflamação divide-se em agudo e crônico. Essa distinção
tem relação com a velocidade de instalação dos sintomas
referentes ao processo inflamatório e não com a sua gravidade.
• A diferença entre a Inflamação aguda e a crónica é a
intensidade dos sintomas sentidos e o tempo que estes levam a
surgir, assim como o tempo que a inflamação leva a ser
curada.
Inflamação aguda e crônica
Enquanto que na inflamação aguda estão presentes os sinais
típicos da inflamação, como o calor, vermelhidão, inchaço
e dor e esta persiste por pouco tempo
Na inflamação crónica os sintomas sentidos não são muito
específicos não são visíveis e esta dura geralmente mais de 3
meses.
As amigdalites e otites são alguns exemplo de inflamações
agudas, e a artrite reumatóide, asma e tuberculose, exemplos
de inflamações crónica
A inflamação aguda
• A inflamação aguda tem uma duração relativamente curta, de
minutos, várias horas ou alguns dias, e suas principais
características são exsudação de líquido e proteínas
plasmáticas (edema) e a emigração de leucócitos,
predominantemente neutrófilos. Um exemplo de resposta
inflamatória aguda é um espinho no dedo.
Causas de inflamação aguda
Infecções causadas por (bactérias, virus,fungos e parasitas) e
toxinas.
Radiação ionizante, (frio, calor, rio-x,)
Agentes químicos ( acido sulfurico,Insecticidas,odorizantes)
Traumas mecânicos (luxação, entorse, contusões)
Corpos estranhos
Reações imunes
Sintomas de inflamação aguda
Os principais sinais da resposta inflamatória aguda estão
representados pelos sintomas clássicos como
RUBOR,
CALOR,
DOR e
EDEMA.
A resposta imunológica na condição aguda é mediada pela
imunidade inata através de células fagocitárias (macrófagos e
neutrófilos).
A inflamação crônica
• A inflamação crônica tem uma duração mais longa e está
associada histologicamente á presença de linfócitos e
macrófagos, proliferação de vasos sanguíneos, fibrose e
necrose tecidual. Pode-se dizer que uma inflamação tornou-se
crônica quando ela persiste por mais de três meses
consecutivos
• Exemplo; uma reação inflamatória crônica ocorre na artrite
reumatóide, Tuberculose,
Causas de inflamação crônica
Infecções persistentes- causadas por micoorganismos defícies
de erradicar (micobaterium e certos virus);
Doenças inflamatorias imunomediadas-(artrite reumatoide,
asma bronquica)
Exposição excessiva a agentes tóxicos- ( sílica )
Mecanismo de inflamação crónica
A inflamação crônica é caracterizada pela ativação imune
persistente com presença dominante de macrófagos no tecido
lesionado. A resposta imunológica da inflamação crônica é
mediada pela imunidade adquirida através dos linfócitos na
produção de Anticorpos.
Resultados da inflamação aguda
As reacões inflamoatorias agudas podem
resultados a seguir:
Resolução completa: Quando ocorre a eliminação do agressor
e regeneração das celulas normais.
Cura pela substituição de tecido(fibrose) :Quando os tecidos
lesados são incapazes de regenerarhavendo assim
ocrescimento do tecido conjuntivo para dentro da area de
danoou exsudato convertendo-se em massa de tecido fobroso.
Resultados da inflamação
Progressão da resposta para inflamação crônica- Ocorre
quado a resposta inflamatoria aguda não pode ser resolvida,
como resultado da perssistencia do agressor ou de alguma
interferência com o processo normal de cura.