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INTERVENÇÃO
• Foi realizado uma intervenção fisioterapêutica, com paciente de 32 anos
diagnosticada com incontinência urinária de esforço, no centro de
fisioterapia do município de Santo Antônio do Jacinto – Minas Gerais, no
período de junho a setembro de 2023, comparando os dados colhidos de
força e resistência da musculara pélvica, através de teste de força
associado ao bioestimulador, onde foram realizadas 25 sessões.
• Foi realizada a avaliação fisioterapêutica, executando teste de força e
resistência dos músculos do assoalho pélvico, com o auxílio de um
bioestimulador, em seguida traçado um tratamento fisioterapêutico
baseado no fortalecimento desses músculos com os exercícios de Kegel
individualizados e associados a exercícios de força de membros
inferiores, fortalecimento do core com LPF(Low Pressure Fitness) e a
eletroestimulação percutânea do nervo tibial posterior.
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INTERVENÇÃO
A frequência utilizada foi de 10Hz e a largura de pulso de
220Ms, podendo observar a resposta motora no Halux.
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EXERCÍCIOS DE
KEGEL
• Os exercícios de Kegel são indicados para tonificar
e fortalecer o músculo pubococcígeo localizado no
assoalho pélvico, que dá suporte para a bexiga,
uretra, intestino, reto ou útero.
• Precisam ser realizados diariamente, pelo menos 3
vezes por dia
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RESULTADOS
Resistência da musculatura- No início da abordagem, a paciente conseguia
realizar 06 repetições e após o
término da intervenção conseguiu realizar 35 repetições,
havendo um aumento de 483,33% após a intervenção.
Força - no teste inicial a paciente conseguiu manter por 5
segundos com contração da musculatura pélvica e no término do tratamento
conseguiu manter a contração por 53 segundo, havendo um
aumento de tempo 960,00% após a intervenção.
Desta forma, houve um ganho na resistência e na força da musculatura do
assoalho pélvico por meio da cinesioterapia, bioestimulador e da
eletroestimulação.
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CONCLUSÃO
O presente estudo mostrou os benefícios da fisioterapia no
fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, havendo
comprovação que os métodos fisioterapêuticos, promove a
diminuição da perda urinária, ou até mesmo a ausência, levando
em conta o grau de fraqueza dessa musculatura.
Pode-se concluir que os principais métodos fisioterapêuticos
empregados na prática clínica para o tratamento da Incontinência
Urinária de esforço e disfunção do Assoalho pélvico, foram
atingidos por este trabalho para conclusão do curso, já que os
resultados abordaram uma melhora na qualidade de vida da
paciente.
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INTRODUÇÃO
A prostatectomia radical é o procedimento cirúrgico no tratamento
para a cura do câncer de próstata, mas como consequências a
incontinência urinária (IU) por deficiência esfincteriana, ocorre pela
deficiência dos esfíncteres externos.
A International Continence Society (ICS) recomenda os exercícios
dos músculos do assoalho pélvico (MAP) como primeira linha de
ação no tratamento da IU por deficiência esfincteriana,
eletroestimulação associada ou não aos exercícios pode contribuir
para o fortalecimento dos MAP, favorecendo uma contração
consciente e efetiva nos aumentos da pressão intra-abdominal,
evitando as perdas urinárias involuntárias.
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INTERVENÇÃO
• O fisioterapeuta solicitava a inspiração diafragmática associada ao
relaxamento dos MAP e, ao expirar lentamente a contração. Com o paciente
em decúbito lateral, joelhos e quadris flexionados, as contrações tinham
intervalos de 6 segundos entre as mesmas, totalizando 2 séries de 5
repetições. O fisioterapeuta realizava o toque digital no canal anal e com a
outra mão posicionada sobre o abdome controlando a contração
concomitante deste músculo com os MAP.
• Em seguida, era solicitado verbalmente a contração MAP sustentada por 4
segundos e intervalos de 4 segundos entre as mesmas, totalizando 3 séries
de 8 repetições.
• Submeteu-se à eletroestimulação com eletrodo endoanal na posição de
decúbito lateral com joelhos e quadril flexionados. Utilizou-se frequência de
50Hz, largura de pulso de 500 µs, intensidade de acordo com o nível de
tolerância relatada pelo paciente, tempo de contração de 4 segundos e
tempo de repouso de 8 segundos, por 20 minutos.
• Foi dado o comando verbal para que contração dos MAP durante o estímulo
e relaxamento no repouso elétrico. Dois minutos imediatamente após a
eletroestimulação, aplicou-se os exercícios dos MAP, os mesmos realizados
pelo grupo EMAP.
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- Comparou-se a eletroestimulação de 65Hz com contração ativa- DISCUSSÃO
assistida e exercícios dos MAP , apenas os exercícios, mostrou que
a eletroestimulação reduziu o risco absoluto de permanecer
incontinente em 42% e relativamente, este risco foi reduzido de
56%.
-Considerando os exercícios dos MAP como primeira linha de
tratamento para IUE , este mostrou que o grupo EMAP não foi eficaz
em nenhum dos participantes após as 20 sessões propostas, tal
ineficácia pode ser atribuída ao número reduzido de sessões.
-Contudo, fica evidente a necessidade de um número maior de
sessões ao proposto, para que ocorra a eficácia. Assim, quando o
número de sessões for pequeno, a associação da eletroestimulação
à 65Hz potencializa os efeitos dos exercícios dos MAP.
CONCLUSÃO
Ressalta-se que frequências acima de 60 Hz estimulam
predominantemente fibras tipo II por estarem
localizadas em pontos mais superficiais, onde a
corrente elétrica chega mais rápido, normalizando a
função dos MAP, pela contração efetiva nos aumentos
da pressão intra-abdominal evitando perdas
involuntárias de urina , assim conclui-se que a
frequência de 65 Hz possa ser mais eficiente que a de
50 Hz, no tratamento da IU em homens.
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REFERENCIAS
• file:///C:/Users/Isabe/Downloads/ESTUDO%20DE%20CASO_%20FIS
IOTERAPIA%20PE%CC%81LVICA%20NO%20TRATAMENTO%20DE
%20DISFUNC%CC%A7A%CC%83O%20DO%20ASSOALHO%20PE%
CC%81LVICO%20E%20INCONTINE%CC%82NCIA%20URINA%CC%
81RIA%20DE%20ESFORC%CC%A7O.pdf
• file:///C:/Users/Isabe/Downloads/FB+v24n1+artigo+6+PDF%20(1)
.pdf