Edema Agudo Pulmonar
Aluna: Isabelle de A. Teixeira
Introdução
O Edema Agudo de Pulmão é um síndrome clinica, caracterizada pela
transudação de liquido para o espaço alveolar, sendo o resultado do
extravasamento exacerbado de fluidos intravasculares para
interstício e posteriormente os alvéolos, como consequência do
quadro clinico de congestão pulmonar.
Causada pelo extravasamento de água dos vasos sanguíneos para o
tecido pulmonar,
Patogênese
O Edema Pulmonar pode ser dividido em quatro diferentes categorias
de acordo com sua origem, sendo elas:
Cardiogênico
Neurogênico, aumento da permeabilidade da membrana alvéolo
capilar
Diminuição da pressão intersticial do pulmão
Edema Pulmonar Cardiogênico
Está relacionado ao aumento da pressão hidrostática, em virtude do
desequilíbrio entre o débito cardíaco das câmaras direitas,
devidamente conservadas, e a capacidade funcional das câmaras
cardíacas esquerdas, que se apresentam deficientes.
Apresenta-se em portadores de arritmias cardíacas, lesões valvulares,
deterioração da massa ventricular e de insuficiência cardíaca
Edema Pulmonar Neurogênico
Acredita-se que qualquer lesão aguda no sistema nervoso central
pode ter como consequência direta alterações hemodinâmicas e
mecanismos inflamatórios que favorecem a ruptura das membranas
alvéolo-capilares.
Os desencadeadores mais recorrentes estão: convulsões epilépticas,
traumas e hemorragias cerebrais.
Aumento da permeabilidade capilar
De maneira direta ou indireta, é capaz de lesionar a barreira alvéolo-
capilar em sua face epitelial e endotelial, favorecendo o movimento
de fluido proteico com presença de células sanguíneas para o interior
dos alvéolos.
Acontece em diversas situações, sendo mais habituais nos casos de
septicemia, toxinas inaladas, toxidade pelo oxigênio, radioterapias,
síndrome da angustia respiratória aguda.
Redução da pressão intersticial
Está associada as condições clínicas que envolvem re-expansão
pulmonar como derrames pleurais e pneumotórax. Em detrimento do
colapso alveolar, a pressão intersticial ao redor dos vasos tende a
ficar negativada e, por consequência o interstício aspira o líquido
capilar.
Ocorre quando existe propensão ao colapso dos alvéolos em resposta
à alteração da funcionalidade do composto surfactante.
Sintomas
Os principais sintomas de edema são:
• Falta de ar intensa que piora ao deitar ou ao movimentar-se
• Sensação de sufocamento ou afogamento que piora ao deitar
• Tosse com secreção espumosa ou com sangue
• Coração acelerado
• Pontas dos dedos azuladas ou arroxeadas
• Suor frio, palidez, pele fria ou pegajosa
• Inchaço nas pernas ou pés
• Ansiedade ou agitação
Diagnostico
O diagnóstico do edema
pulmonar agudo é feito com
base na combinação de
sintomas clínicos, exames
físicos e imagens radiológicas.
Aqui estão os principais
critérios para diagnóstico.
Raio-X de tórax, Tomografia
Computadorizada,
Ecocardiograma, Gasometria
arterial, Hemograma.
Causas
As principais causas do edema pulmonar são:
• Insuficiência cardíaca congestiva
• Pressão alta, infarto, doenças coronarianas ou arritmia cardíaca
• Cardiomiopatia, miocardite ou problemas nas válvulas cardíacas
• Infecções pulmonares, embolia pulmonar ou pneumonia
• Insuficiência renal
• Síndrome do desconforto respiratório do adulto
• Subir para altitudes acima de 2400 metros, como subir uma montanha
Também pode ser causado por trauma na cabeça, hemorragia
subaracnóidea, crises convulsivas, inalação de fumaça ou quase
afogamento, especialmente quando houve inalação de água.
Tratamento Medicamentoso
O manejo farmacológico inicial
deve ser realizado
precocemente, levando em
consideração a possibilidade do
uso contínuo ou esporádico de
fármaco pelo paciente. É
necessário um reajuste na
dosagem do medicamento, a fim
de que o mesmo desempenhe a
ação desejada. Os principais
fármacos administrados no
quadro de Edema Pulmonar são:
Diuréticos, Inotrópicos,
Vasopressores, Vasodilatadores e
Opióides.
Tratamento Fisioterapêutico
Dentre as condutas a serem tomadas de forma imediata, destaca-se
a sedestação do paciente, mantendo-se os membros superiores e
inferiores livres, a fim de auxiliar o trabalho da mecânica ventilatória
e de diminuir o retorno venoso e a consequente pré-carga direita e
esquerda.
Segundo Maciel (2009), manter o paciente sentado também aumenta
significativamente a amplitude diafragmática. O fornecimento
ventilatório se dá, muitas vezes, através da suplementação de
oxigênio, por meio de máscaras ou de cateteres nasais, de acordo
com a demanda do paciente.
Tratamento Fisioterapêutico
Suporte ventilatório
É realizado com a oxigenoterapia pois ajuda a reduzir o esforço da
respiração, melhora a oxigenação dos tecidos, diminui a quantidade
de gás carbônico circulante e permiti que os fluidos dos pulmões
retornem aos vasos sanguíneos.
Esse tipo de tratamento pode ser feito com a ventilação não invasiva,
como o uso de máscara facial de oxigênio ou cateter nasal.
Tratamento Fisioterapêutico
Objetivos: Condutas:
Melhorar a oxigenação. Drenagem Postural: Posicionar o
paciente para facilitar a drenagem
Reduzir o edema pulmonar. do líquido pulmonar.
Aumentar a mobilidade Mobilização Pulmonar: Realizar
pulmonar. movimentos respiratórios ativos e
Prevenir complicações. passivos.
Vibração: Aplicar vibração no tórax
para ajudar a remover secreções.
Drenagem de Secreções: Utilizar
técnicas de drenagem para
remover secreções pulmonares.
Exercícios Respiratórios:
Exercícios para fortalecer os
músculos respiratórios.
Conclusão
A atuação do profissional fisioterapia, se faz imprescindível, visto que
a base deste tratamento remete ao suporte ventilatório não
invasivo, que fornece ao paciente conforto prévio, regulação dos
parâmetros gasométricos, além de diminuir as taxas de intubação
orotraqueal e a permanência hospitalar.
Referencias
file:///C:/Users/Isabe/Downloads/Artigo-EDEMAAGUDODEPULMAOEMU
TI%20(9).pdf
https://sanarmed.com/edema-agudo-de-pulmao/
https://www.tuasaude.com/edema-pulmonar/