PSIC O TERA P I A A N ALÍTIC A
FU N C I O N A L - FA P
PROF@ GIEDRA MARINHO
A NALIS E A PLICA D A D O TERMO
C O M P O RTA M E N T O (ABA) USADO
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DO No BRASIL
recebe o nome
II. A N A L I S E D O C O M P O RTA M E N T O de TER A PIA
I. PESQ U I S A CLINICA ANALITICO
A PLICA D A (CBA) _ MODELOS DE INTERVENÇÕES C O M PO RTA M EN
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PSI C O T ERAPIA A N A L Í T I C A FUN C I O N A L
◾ Pela perspectiva da FAP, o cliente tende a reproduzir
no contexto terapêutico o mesmo padrão de
respostas problemáticas presente nos demais
relacionamentos da vida cotidiana, proporcionando
ao terapeuta a possibilidade de consequenciar a
emissão destas de forma contingente e natural e
instalar progressivamente respostas mais
adequadas (Follete, Naugle e Callaghan, 1996; Kanter,
Landes, Busch, Rusch, Brown, Baruch & Holman, 2006)
A I M P O RTÂ N C I A D A S RE LA Ç Õ E S INTERPESSOAIS:
O desenvolvimento social faz parte do ciclo de vida humano (Holman, Kanter,Tsai, & Kohlenberg,
2017).
◾ A literatura da FAP ressalta que a qualidade das relações interpessoais tem
grande interferência na saúde das pessoas. Isso inclui a relação com o/a
terapeuta. Os comportamentos do terapeuta:
◾ Funcionam como reforçadores para certas respostas do cliente;
◾ Tem função de estímulo condicionado produtor de sensações de bem-
estar;
◾ Podem ser estímulos discriminativos para a emissão de respostas do
cliente, dentro ou
fora do consultório (“O que x analista diria agora?”).
A I M P O RTÂ N C I A D A S RE LA Ç Õ E S INTERPESSOAIS:
O desenvolvimento social faz parte do ciclo de vida humano (Holman, Kanter,Tsai, & Kohlenberg,
2017).
◾ Respondentes do cliente podem exercer controle sobre emoções
e decisões do terapeuta. Isso vale para os operantes verbais e não
verbais emitidos pelo cliente
Referindo -se ao papel da relação terapeuta -cliente na terapia infantil, Ferster afirmou que:
“a terapia seria uma interação na qual o reforçamento do comportamento do terapeuta,
advindo dos progressos no repertório da criança, é um componente tão importante quanto
os desempenhos da criança reforçados pelas contingências ou instruções arranjadas pelo
próprio terapeuta” (Ferster, Culbertson e Perrot-Boren,1968/1978, p. 291).
O PRO C E SS O T ERAPÊU T I C O
◾O modelo ressalta o importante papel do comportamento
verbal e a
influência recíproca entre os participantes;
◾ A dupla cria uma situação na qual os reforçadores são naturais e
mantidos pelas propriedades estáveis dos repertórios de ambos;
◾ Terapeuta deve ser treinado para analisar aspectos do
relacionamento terapêutico, reconhecendo seu funcionamento e
seus múltiplos efeitos sobre os participantes, no intuito de
ampliar a chance de sucesso da terapia;
◾ A mudança se daria primeiramente na relação com o próprio terapeuta e
em seguida nas relações cotidianas, de modo que a relação
PRO C E SS O T ERAPÊU T I C O
◾ Conceitualização ou formulação do caso = organização de
dados, esclarece os
caminhos que a/o terapeuta deve seguir. Mapa;
◾ Metas terapêuticas = comportamentos alvo a serem desenvolvidos
para enriquecer seu repertório e concorrer com os comportamentos
problemáticos.
◾ Como recurso adicional, Callaghan (2006) propõe avaliar cinco classes de
respostas importantes no contexto interpessoal: expressão
assertiva de necessidades, comunicação bidirecional, conflito, autorrevelação
e proximidade interpessoal, expressão e experiência emocional.
A A N Á L I S E F U N C I O N A L D O S C O M P O RTA M E N T O S C L I N I C A M E N T E
RELEVANTES
DENTRO DA F O RA D A
S E SS Ã O
*CRB 1 = S E SS Ã O
C O M P O RTA M E N T O S O 1 = Comportamentos
PROBLEMAS que deverão ser alvo de
CRB 2 = intervenção
C O M P O RTA M E N T O S D E
MELHORA O 2= Comportamentos
favoráveis do repertório do
cliente
C R B 3 = A N A L I S E D O C LIE N T E SOBR E
O PROPRIO C O M P O RTA M E N T O
* C R B ou C C R = C O M P O RTA M E N T O C L I N I C A M E N T E
RELEVANTE
C O M P O RTA M E N T O S C L I N I C A M E N T E RELEVANTES (CRB´S O U
CCR´S)
Q U E O C O R R E M N A S E SS Ã O
◾ CRB1, são todas as ocorrências do repertório do cliente que
constituem seus problemas de relacionamento com amigos,
família ou outras pessoas. Em uma terapia bem-sucedida, essa ampla classe
de respostas, geralmente relacionadas a contingências de controle aversivo,
deveria sofrer redução de sua frequência.
◾ CRB2, respostas que sinalizam a mudança na direção desejada.
Ocorrem novas respostas na sessão, que serão modeladas e
reforçadas diferencialmente pelo clínico, e que depois deverão
ser reforçadas em situação natural.
◾ CRB3, explicações funcionalmente mais precisas que o cliente
faz de seu próprio comportamento, algumas vezes acompanhadas
de relatos de efetiva mudança ocorrida fora do consultório.
C O M P O RTA M E N T O S D O CLIENTE E M I T I D O S
F O RA D A S E SS Ã O (O´S)
◾ O1, comportamentos que deverão ser alvo de intervenção;
◾ O2, quando constituem um ponto favorável do repertório do cliente;
◾ Para ilustrar a ponte entre CRBs e O´s, podemos imaginar um terapeuta, por
exemplo, que informe ao cliente como se sentiu após determinado
comportamento ser emitido pelo cliente, e lhe perguntar se lá fora, no
mundo de origem do cliente, outras pessoas pareceram reagir assim na
hora em que se comportou com eles de modo similar.
O PRO C E SS O T ERAPÊU T I C O
◾ Facilitar ao cliente o relato de seus comportamentos encobertos, criando
condições para que ele atente para aspectos antes desconhecidos e passe
a identificar seus prováveis antecedentes funcionais.
◾ Análises funcionais do terapeuta sobre as interações ocorridas
na sessão, e também sobre outros relatos do cliente, ensinariam o cliente
a identificar alternativas para seu comportamento fora do consultório.
◾ Essa habilidade, ensinada pelo clínico, de amplificar as contingências
em vigor, através do comportamento verbal, (identificando
processos de reforçamento, controle de estímulos e produção de respostas),
seria, por fim, utilizada fora da sessão. Assim, ocorreria o aumento da
frequência de reforçamento positivo e redução do controle
aversivo.
PRO C E SS O T ERAPÊU T I C O
◾ Essa organização de dados, chamada de conceitualização ou
formulação do caso,
esclarece os caminhos que a/o terapeuta deve seguir
◾ O resultado dela é um mapa das demandas terapêuticas da/do cliente, ou
seja, os comportamentos alvo a serem desenvolvidos para
enriquecer seu repertório e concorrer com os comportamentos
entendidos como problemáticos.
◾ Como recurso adicional, Callaghan (2006) propõe avaliar cinco classes de
respostas importantes no contexto interpessoal: expressão
assertiva de necessidades, comunicação bidirecional, conflito, autorrevelação
e proximidade interpessoal, expressão e experiência emocional.
◾ Clínicos treinados em FAP aprendem a ser controlados na
sessão diretrizes norteadoras (5) de quando e como seus
REFERENCIAS
◾ ABREU, P.; ABREU, J. Ativação comportamental: Apresentando um protocolo
integrador no tratamento da
depressão. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, v. 19, n. 3, p. 238-
259, 15 dez. 2017.
◾ MORANDI M. A dependência química na Psicoterapia Analítica Funcional: um diálogo
contingente. Rev. bras.
psicoter. 2015;17(3):63-79. Disponível em http://rbp.celg.org.br/detalhe_artigo.asp?id=185
◾ PEZZATO, Fernanda Augustini; BRANDAO, Alessandra Salina; OSHIRO, Claudia Kami Bastos.
Intervenção baseada na psicoterapia analítica funcional em um caso de transtorno de pânico com
agorafobia. Rev. bras. ter. comport. cogn., São Paulo , v. 14, n. 1, p. 74-84, abr. 2012 .
Disponível em
<http:
//pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-55452012000100006&lng=pt&nrm=i
so
>.
AT IVID A D E: C A S O D E HELE N A
◾ Falar, preferencialmente, de coisas que são socialmente bem vistas e
valorizadas, omitindo possíveis pensamentos e ou sentimentos socialmente
mal vistos; Autorregras rígidas sobre condutas socialmente desejáveis;
Incoerência entre o relato e a expressão de sentimentos; Desistir diante de
situações potencialmente desafiadoras.
◾ De acordo com a FAP, os comportamentos de Helena, citados acima são
classificados:
Considere o dialogo entre terapeuta e cliente e IDENTIFIQUE:
1.Comportamentos clinicamente relevantes de Helena (nas três
classes)
Terapeuta: Vamos falar um pouquinho dessa cobrança então. O que é essa cobrança da Helena com a Helena? (REGRA 2 Evocação –
estabelecer ocasião
para fala sentimentos /
Helena: [rindo] É r cabeça dificuldades) problema – CRB 1)
Terapeuta coisa da (REGRA 2 (Comportamento
e 4 – reapresentação do estímul
:
Helena: Eu não minha
sei, euE faço
o isso naturalmente.que Eu não consigo desencanar. Eu fico “Ahhh” martelando (Cliente começa a descrever o) o
incômodo que sente – seria isso?
CRB 2 ou CRB 3)
Terapeuta: Entendi (REGRA 3 Reforçamento com audiência não punitiva). Então me fala, o que você acha que é o fracasso pra você? (REGRA 2
– ocasião falar sobre situações de
erro) Helena:
alguma coisaO fracasso?
(CCR2)… Eusei acholáque é fazer1o que você não gosta…
problema – ter que
busca voltarfrase
uma tudo… não, voltar do zero
aceitáv não, isso fracasso
para é estar
começando, você
Terapeuta: tá fazendo
Pergunta (CCR socialmente el o )
difícil?
Helena: É, é uma pergunta meio profunda (Regra
né? (CCR22– demonstra
– contato
não saber responder com algo).o não possuir resposta
incômodo de ).
Terapeuta: E você está um pouquinho desanimada ou é impressão minha? (REGRA 2 – estabelecer ocasião para cliente falar de seus
sentimentos e dificuldades)
Helena: Eu meio minh vo t mei “zuad (Comportamen problema – CCR
Terapeuta tô Entã sem z
a é doença á o a” 2to e 1?) estímul
: Helena: Éo tosse, é voz, a não tosse que , é isso? (REGRA 4– reapresentação
(Comportament do
problem o)
Terapeuta Mas há éo desânimo? eu a q tá 4 ruim…– o a CCR1)
:
Helena: Eu tô bem(REGRA
desmotivada, bem desanimada porque fico avaliandoc uque não e melhorei, reclamoreapresentaç do
muito, sou muito crítica estímul
e isso não
ajuda a mudar meu desânimo, h e ão o)
comportamento (CCR3) o 2
Terapeuta: Sim, compreendo que essa a avaliação tem um efeito sobre você (REGRA 3) E como é que você está com isso? (REGRA 2 –
estabelecer ocasião para cliente falar de seus
sentimentos) Helena: Triste, não estou conseguindo dormir bem, tenho palpitações, fico preocupada quando penso que não vou conseguir
realizar meus desejos, mas reconheço que não estou doente e sim querendo que meus problemas desapareçam de uma vez
(Comportamento de melhora CCR3);
Terapeuta: Muito bem Helena! (REGRA 3). Me parece que você percebeu que pensar que não vai conseguir, antecipa o fracasso, o que muitas
vezes faz com que você se comporte de modo a evitar os desafios que a realização dos seus desejos impõe (REGRA 5 – esquiva da situação