Psicologia da
personalidade
O que é personalidade?
“Por que estou “Por que cada
“Quem sou
eu?”
agindo dessa pessoa é de
forma?” um jeito?”
Estamos num patamar de termos várias teorias explicando um mesmo assunto
e o campo da personalidade é uma área da psicologia que reforça bastante esta
posição.
O que é personalidade?
Segundo Cloninger (2003), a personalidade pode ser definida como as causas
subjacentes do comportamento e da experiência individual que existem dentro
da pessoa.
Como pode ser descrita a Como poderemos entender a O que se pode dizer sobre
personalidade? dinâmica da personalidade? o desenvolvimento da
personalidade?
O que é personalidade?
Por enquanto, vamos utilizar a seguinte definição de trabalho da
personalidade:
A personalidade representa aquelas características da
pessoa que explicam padrões consistentes de
sentimentos, pensamentos e comportamentos.
O que é personalidade?
O estudo da personalidade considera aspectos relacionados à três estruturas.
De acordo com Cloninguer (2003), estas estruturas são:
Descrição Dinâmica Desenvolvimento
Descrição
Grupos ou gradações (tipos e traços)
Muitas maneiras de descrever as diferenças individuais foram sugeridas.
Podemos, essencialmente, escolher entre classificar as pessoas dentro de um
número limitado de grupos – uma abordagem por tipos – e decidir quais outras
dimensões são necessárias e descrever as pessoas, dizendo quantas das
dimensões básicas elas possuem – uma abordagem por traços.
Descrição
Abordagens nomotéticas e idiográficas
Traços e tipos de personalidade nos permitem comparar uma pessoa com
outra. Esta é a abordagem mais comum na investigação da personalidade, a
abordagem nomotética.
Grupos de indivíduos são estudados e as pessoas são comparadas pela
aplicação dos mesmos conceitos (geralmente traços) a cada pessoa.
Descrição
Abordagens nomotéticas e idiográficas
Em contraposição, outros psicólogos estudam a personalidade sem enfocar as
diferenças individuais. A abordagem idiográfica estuda o indivíduo por vez,
sem fazer comparações com outras pessoas.
Chamamos uma pesquisa de ideográfica quando ela enfoca as particularidades
de um caso individual.
Descrição
Coerência e personalidade
Espera-se que a personalidade, enquanto causa subjacente do comportamento
de um indivíduo, produza comportamentos coerentes em diferentes situações.
Walter Mischel (1986b) constatou que as situações são mais fortes do que a
personalidade como determinantes do comportamento.
Dinâmica
Adaptação e ajustamento
As situações requerem que se lide com elas. A personalidade implica uma
maneira individual de lidar com o mundo, de adaptar-se às exigências e
oportunidades do meio (adaptação). Essa ênfase reflete a associação
historicamente sólida entre a teoria da personalidade e a psicologia clínica.
Dinâmica
Processos cognitivos
Baseado na experiência clínica, Sigmund
Freud propunha que os pensamentos
conscientes são apenas uma parte limitada
da dinâmica da personalidade.
A personalidade é influenciada pelas nossas
maneiras de pensar sobre nós mesmos,
sobre nossas capacidades e sobre outras
pessoas. Quando a experiência ou uma
terapia muda os nossos pensamentos,
muda também nossa personalidade.
Dinâmica
A Sociedade
Historicamente, as teorias da personalidade centraram-se no indivíduo,
deixando a sociedade de lado, produzindo assim um retrato incompleto da
personalidade e impedindo as teorias de explicar adequadamente as diferenças
sexuais e as diferenças étnicas e culturais.
Dinâmica
Influências múltiplas
As dinâmicas da personalidade envolvem influências múltiplas, tanto do meio
como internas à pessoa. As situações podem fornecer oportunidades para
atingir objetivos ou desafios que requerem adaptação. Vários aspectos da
personalidade podem se combinar para influenciar o comportamento. Por
exemplo, tanto a ambição (necessidades de realização) quanto a amizade
(necessidades de associação) influenciam o comportamento de “estudar com
um amigo”.
Desenvolvimento
Influências biológicas
Raymond B. Cattell, que iremos conhecer
mais a frente, investigou o papel da
hereditariedade como determinante da
personalidade e descobriu que alguns de
seus aspectos são fortemente influenciados
pela hereditariedade, embora outros não o
sejam.
Desenvolvimento
Experiência na infância e na idade adulta
A experiência, particularmente na infância, influencia a maneira como cada
pessoa desenvolve sua personalidade única.
Um fator que também é muito importante para a definição da personalidade e
que bem provavelmente deve ter sentido falta tem a ver com a influência do
passado, do presente e do futuro sobre o comportamento.
Desenvolvimento
Experiência na infância e na idade adulta
A questão a ser considerada aqui diz respeito à importância do passado, do
presente e do futuro em governar o comportamento. Os teóricos concordam
que o comportamento apenas pode ser influenciado por fatores que operam
no presente.
Nesse sentido, somente o presente é importante para compreender o
comportamento, mas o presente pode ser influenciado por experiências
ocorridas no passado distante ou no passado recente.
Raymond B. Cattell
Nascido em 1905 em Devonshire, na Inglaterra, ele
concluiu o bacharelado em Química na Universidade de
Londres em 1924. Cattell, então, voltou-se para a psicologia
e obteve o PhD na mesma universidade, em 1929.
Antes de ir para os Estados Unidos em 1937, realizou
inúmeros estudos sobre a personalidade e adquiriu
experiência clínica enquanto dirigia uma clínica de
orientação infantil. Ele escreveu mais de 200 artigos e 15
livros.
Pela sua formação em Química, ao olharmos os estudos
desenvolvidos por Cattell, podemos inferir a tentativa de se
criar uma grande tabela periódica dos elementos e
aspectos psicológicos.
Perspectiva dos traços
Os traços da personalidade referem-se a padrões consistentes na forma como
os indivíduos se comportam, sentem e pensam.
Essa definição ampla implica que os traços podem ter três funções
importantes: eles podem ser usados para resumir, prever e explicar a conduta
de uma pessoa.
Uma das razões para a popularidade dos conceitos de traços é que eles
proporcionam maneiras econômicas para resumir o modo como uma pessoa
difere uma da outra.
Perspectiva dos traços
Os traços contêm a promessa de permitirem que façamos previsões sobre o
comportamento futuro da pessoa.
Finalmente, os traços sugerem que a explicação para o comportamento da
pessoa será encontrada no individuo, e não na situação.
Apesar de alguns teóricos possuírem suas próprias formas de enxergar a
abordagem dos traços, esses pensadores concordam que a intensidade dos
traços indica a probabilidade de um comportamento acontecer.
Perspectiva dos traços
Os teóricos de traços concordam que o comportamento e a personalidade
humana podem ser organizados em uma hierarquia.
Em seu nível mais básico, o comportamento pode ser considerado de acordo
com respostas específicas. Contudo, algumas dessas respostas são conectadas
e formam hábitos mais gerais.
Teoria analítico-fatorial dos traços
Traços são unidades da personalidade com valor de predição. Cattell definiu um
traço como “aquilo que define o que uma pessoa fará ao deparar com uma
situação definida”.
Para Cattell, os traços eram conceitos abstratos, ferramentas conceituais úteis
para fins de predição, mas que não correspondiam necessariamente a qualquer
realidade física específica.
Ele acreditava, contudo, que os traços de personalidade não eram fenômenos
puramente estatísticos.
Teoria analítico-fatorial dos traços
Segundo Pervin & John (2004), o conceito de traço pressupõe que o
comportamento siga algum padrão e regularidade ao longo do tempo e em
diferentes situações.
Entre as muitas distinções possíveis entre traços, duas são de particular
importância:
A primeira é aquela entre os traços de capacidade (inteligência), traços de
temperamento (emoções) e os traços dinâmicos (motivação da pessoa), e a
segunda é aquela entre traços de superfície e os traços de origem.
Mensuração e testes psicológicos
Em relação às contribuições de Cattell para a psicologia, que foram várias,
podemos dizer que o senso de mensuração foi a grande mudança gerada por
ele.
De acordo com Cloninger (2003), a contribuição mais importante de Cattell
para o estudo da personalidade é a sua descrição sistemática da personalidade.
No seu entender, essa descrição, uma taxonomia das diferenças individuais, é
essencial antes que qualquer investigação das causas da personalidade possa
ser iniciada de forma sensata.
Mensuração e testes psicológicos
As descrições requerem mensurações e, portanto, Cattell e seus colegas
desenvolveram vários testes de personalidade.
Para avaliar diferenças de personalidade no conjunto da população, Cattell
desenvolveu seu teste mais conhecido e mais utilizado, o Questionário de
Dezesseis Fatores da Personalidade (16PF).
O 16PF costuma ser usado tanto com populações clínicas como com sujeitos
normais.
A avaliação no estudo da
personalidade
A avaliação da personalidade é uma área importante da aplicação da psicologia
às preocupações do mundo real.
Ela pode ser vista em várias áreas, como:
Psicologia Orientação
Psicologia clínica Psicologia escolar
organizacional profissional
Confiabilidade e validade
As técnicas de avaliação diferem quanto ao nível de objetividade ou
subjetividade. Algumas delas são totalmente subjetivas e, portanto, sujeitas à
parcialidade.
Os resultados obtidos por meio de técnicas subjetivas podem ser distorcidos
pelas características da personalidade da pessoa que está fazendo a avaliação.
As melhores técnicas de avaliação da personalidade utilizam os princípios de
confiabilidade e validade.
Confiabilidade
Envolve a consistência de respostas a um método de avaliação psicológica.
Se você se submetesse ao mesmo teste em dois dias diferentes e recebesse
duas pontuações extremamente diferentes, esse teste não poderia ser
considerado confiável, porque os seus resultados não seriam consistentes.
É comum encontrar uma ligeira variação na pontuação quando o teste é
refeito, mas se ela for grande, provavelmente há algo errado com o teste ou
com o método de pontuá-lo.
Validade
Refere-se ao fato de o método de avaliação medir ou não o que se pretende.
Um teste de inteligência de fato mede a inteligência? E o de ansiedade mede a
ansiedade? Se não medir, então não é válido e os resultados não podem ser
utilizados para predizer o comportamento.
Um teste de personalidade sem a característica da validade pode fornecer um
quadro errôneo dos seus pontos emocionais fortes e fracos.
Métodos de avaliação
As técnicas variam em objetividade, confiabilidade e validade e vão da
interpretação dos sonhos e lembranças da infância aos testes feitos no papel e
aplicados por computadores. Os principais enfoques são:
Inventários Procedimentos de Amostragem
Técnicas Entrevistas
objetivos ou de avaliação de ideias e
projetivas clínicas
autorrelatos comportamental experiência
Testes de personalidade de
autorrelato
A abordagem do inventário de autorrelato envolve pedir às pessoas que falem
sobre si mesmas, respondendo a perguntas sobre o seu comportamento e
sensações em várias situações. Esses testes incluem itens que lidam com
sintomas, atitudes, interesses, receios e valores.
Um inventário de personalidade amplamente utilizado é o Inventário
Multifásico Minnesota de Personalidade (MMPI).
Testes de personalidade de
autorrelato
Os cinco grandes fatores (Big Five)
O Big Five, também conhecido como Modelo dos Cinco Grandes Fatores, é uma
metodologia para avaliar personalidade e características. Por meio de testes e
análises específicas, permite compreender o modo como as pessoas pensam,
sentem e reagem em diferentes situações.
Tradicionalmente, o teste de personalidade é feito com um questionário com
respostas de múltipla escolha. Estas perguntas questionarão o quanto uma
pessoa concorda ou discorda de que ela é alguém que exemplifica várias
afirmações específicas.
Essas respostas determinarão em que escala a pessoa pode ser agrupada em
diferentes traços de personalidade.
Os cinco grandes fatores (Big Five)
Abertura a
Conscienciosidade Extroversão
experiências
Agradabilidade Neuroticismo
1. Abertura para experiências
A abertura para experiências é configurada pelo interesse por novas vivências
emocionais. Ou seja, pela aventura, por ideias incomuns, pela arte e pelo
amplo uso da imaginação. Além disso, apresentam alto grau de curiosidade.
Geralmente, as pessoas que apresentam esse fator como dominante são:
Apreciadoras Sensíveis à
Imaginativas Criativas Curiosas
da arte beleza
1. Abertura para experiências
Essas pessoas tendem também a levar em conta os seus sentimentos e a terem
opiniões não convencionais, fugindo do tradicionalismo.
Por outro lado, aqueles que têm uma menor abertura para experiências
costumam ter interesses mais convencionais e tradicionais. Eles preferem o
simples, claro e óbvio ao complexo, ambíguo e sutil.
1. Abertura para experiências
Imaginativa Evita mudanças
Criativa Objetiva
Alto grau Baixo grau
Curiosa Tradicional
Imprevisível Previsível
2. Conscienciosidade
No geral, a conscienciosidade influencia a maneira como controlamos e
dirigimos os nossos impulsos.
Pessoas com esse traço dominante são mais rígidas em relação a qualquer
eventual quebra de valores. Além disso, tem preferência pelo comportamento
planejado em vez do espontâneo. Por isso, são marcadas por características
como:
Orientação para Foco nos
Autodisciplina Ambição
os deveres objetivos
2. Conscienciosidade
Já indivíduos com menor grau de conscienciosidade costumam ser mais
flexíveis e espontâneos. Contudo, tem também certa dificuldade em lidar com
normas e regras e em controlar instintos impulsivos.
Autodisciplina Indisciplina
Foco nos objetivos Procrastinação
Alto grau Baixo grau
Ambição Renúncia
Organização Desorganização
3. Extroversão
A extroversão é o traço pessoal caracterizado por emoções positivas e pela
tendência a procurar novos estímulos. Além disso, é marcada pela busca da
companhia das outras pessoas e pelo profundo envolvimento com o mundo
exterior.
Os extrovertidos, usualmente, são pessoas cheias de energia, entusiastas e
voltadas para a ação. Dessa forma, se mostram:
Dispostas a se
Amantes da
Sociáveis Animadas relacionar com
diversão
novas pessoas
3. Extroversão
Por outro lado, os introvertidos não têm a exuberância social e os níveis de
atividade dos extrovertidos. Eles tendem a parecer calmos, ponderados e
menos envolvidos com o mundo social.
Além disso, os introvertidos necessitam de menos estímulos e de mais tempo
sozinhos do que os extrovertidos. Mas não se engane: eles podem ser bastante
ativos e enérgicos em outros campos que não o do relacionamento social.
3. Extroversão
Sociável Reservada
Expressiva Ouvinte
Alto grau Baixo grau
Extrovertida Introvertida
Assertiva Reflexiva
4. Neuroticismo
Representa a tendência a experenciar emoções negativas. Para isso considera a
possibilidade daquela pessoa viver momentos de raiva, ansiedade ou
depressão de forma persistente. Também é associado a instabilidade
emocional.
Aqueles com um elevado grau de neuroticismo tem predisposição a interpretar
situações normais como sendo ameaçadoras e pequenas frustrações como
dificuldades sem esperança. Por isso, tendem a ser:
Reativas Vulneráveis ao
Ansiosas Instáveis
emocionalmente estresse
4. Neuroticismo
Por esses motivos, essas pessoas podem apresentar uma capacidade reduzida
para pensar claramente e tomar decisões em situações de estresse.
No outro extremo da escala, indivíduos com baixo neuroticismo são mais
difíceis de serem perturbados e são menos reativos.
Eles tendem a ser calmos, emocionalmente estáveis e livres de sentimentos
negativos persistentes.
4. Neuroticismo
Reativa Estável
Alto grau Vulnerável Baixo grau Confiante
Ansiosa Tranquila
5. Agradabilidade
A agradabilidade ou simpatia é a tendência a ser compassivo e cooperante em
vez de suspicaz (suspeitoso) e antagonista face aos outros. Esse traço reflete
diferenças individuais na preocupação com a harmonia social.
Indivíduos com maior amabilidade valorizam a boa relação com os outros.
Geralmente, eles são:
Respeitáveis Amigáveis Generosos Prestativos Comprometidos
5. Agradabilidade
Essas pessoas também têm uma visão otimista da natureza humana. Elas
acreditam que as pessoas são honestas, decentes e dignas de confiança.
Indivíduos com pouca agradabilidade colocam o interesse próprio acima da boa
relação com os outros.
Normalmente, eles não se preocupam com o bem-estar dos que estão ao seu
redor e, por vezes, o seu ceticismo sobre os motivos dos outros os faz
desconfiados e pouco cooperativos.
5. Agradabilidade
Amigáveis Antagonista
Generosas Cética
Alto grau Baixo grau
Prestativas Teimosa
Comprometidas Pouco empática
Os cinco grandes fatores (Big Five)
Os traços do Big Five, no geral, não apresentam grandes mudanças ao longo da
vida. Normalmente, as transformações acontecem nos traços específicos, de
acordo com as vivências e o processo de desenvolvimento de cada indivíduo.
Contudo, estudos apontam que os fatores mais amplos da personalidade são
influenciados, principalmente, pela genética. Em pesquisa realizada com 123
pares de gêmeos idênticos e 127 pares de gêmeos fraternos, conclui-se que a
hereditariedade dos traços variava entre 40% e 60%.
Há também a influência de processos culturais e espaço em que cada pessoa se
desenvolveu. Aspectos como gênero, idade, cultura, local de nascimento e
criação impactam nas características observadas pela metodologia.
Os cinco grandes fatores (Big Five)
O Big Five pode ser aplicado em diversos modelos de gestão, como:
Avaliação por
competências e
Rotação de pessoal Recrutamento e seleção
desenvolvimento de
talentos
Avaliação dos inventários de
autorrelato
Embora existam vários inventários de autorrelato para avaliar diversas facetas
da personalidade, os testes nem sempre são adequados para pessoas com nível
de inteligência abaixo do normal ou para aquelas com capacidade de leitura
limitada.
Existe também a tendência de dar respostas que pareçam socialmente mais
aceitáveis ou desejáveis, em especial quando se submetem a testes como parte
do processo de obtenção de um emprego.
Apesar desses problemas, os inventários autorrelatos continuam sendo o
enfoque mais objetivo da avaliação da personalidade.
Aplicação computadorizada dos
testes
A maioria dos inventários de autorrelato pode ser feita em seu PC ou laptop em
casa.
Muitas empresas preferem que os candidatos a um emprego façam o teste
desse modo, como método de pré-seleção, em lugar de despender tempo e
ocupar espaço nos escritórios da empresa.
As vantagens da aplicação computadorizada de testes incluem:
Aplicação computadorizada dos
testes
Consumo de menos tempo
no processo e na Custos inferiores Pontuação mais objetiva
organização
Evita que os que se
O método é prontamente
submetem aos testes
aceito pelos membros
olhem as questões mais a
mais jovens da força de
frente e que mudem
trabalho
respostas já dadas
Técnicas projetivas
Os psicólogos clínicos elaboraram testes projetivos de personalidade para o seu
trabalho com pessoas emocionalmente perturbadas.
Inspirados pela ênfase de Sigmund Freud na importância do inconsciente, esses
testes tentam investigar essa parte invisível da nossa personalidade.
A teoria subjacente às técnicas projetivas é a de que, quando deparamos com
um estímulo ambíguo, como um borrão ou uma figura que pode ser
interpretada de mais de uma forma, projetamos nossas necessidades, temores
e valores no estímulo quando temos de descrevê-lo.
Entrevistas clínicas
Além dos testes psicológicos específicos, o procedimento de avaliação
geralmente inclui entrevistas clínicas, uma vez que pressupõe-se que podem
ser obtidas informações valiosas conversando-se com quem estiver sendo
avaliado e fazendo-se perguntas relevantes.
Pode-se investigar uma vasta gama de comportamentos, sensações e ideias na
entrevista, incluindo aparência geral, conduta e atitude, expressões faciais,
postura e gestos, preocupações, grau de autocompreensão e de contato com a
realidade.
Avaliação comportamental
No enfoque da avaliação comportamental, um observador avalia o
comportamento da pessoa em determinada situação. Quanto melhor ele
conhecer a pessoa que está sendo avaliada, e quanto maior for a frequência de
interação entre eles, mais precisas serão suas avaliações.
Os psicólogos notam rotineiramente o comportamento de seus clientes,
levando em consideração, por exemplo, expressões faciais, gestos nervosos e
aparência geral e utilizam essas informações na formulação de seus
diagnósticos.
Amostragem de ideias e
experiências
Na abordagem de avaliação de amostragem de ideias, as ideias da pessoa são
registradas sistematicamente para dar uma amostra referente a determinado
período de tempo.
Como as ideias são experiências particulares e não podem ser vistas, o único
que pode fazer esse tipo de observação é o indivíduo cujas ideias estão sendo
estudadas.
Neste procedimento, portanto, o observador e aquele que está sendo
observado são a mesma pessoa.
Amostragem de ideias e
experiências
O procedimento de avaliação de amostragem de ideias geralmente é utilizado
com grupos, mas também tem sido aplicado individualmente para ajudar no
diagnóstico e tratamento.
Pode-se pedir ao cliente para escrever ou gravar ideias e estados de humor,
para análise posterior pelo psicólogo.
A pesquisa no estudo da
personalidade
Um critério para uma teoria da personalidade útil é que ela precisa incentivar a
pesquisa. Em outras palavras, uma teoria tem de ser testável.
Os psicólogos devem ser capazes de fazer pesquisas sobre as suas proposições
para determinar quais delas aceitar e quais rejeitar.
Os principais métodos utilizados na pesquisa da personalidade são o clínico, o
experimental, o virtual e o correlacional.
Embora diferentes em questões específicas, esses métodos baseiam-se na
observação objetiva, que é a principal característica definidora da pesquisa
científica em qualquer disciplina.
O método clínico
O método clínico primário é o estudo de caso ou história do caso, no qual o
psicólogo busca pistas no passado e no presente dos seus pacientes que
possam indicar a fonte dos seus problemas emocionais.
Submeter-se a um estudo de caso é semelhante a escrever uma minibiografia
da vida emocional da pessoa desde os primeiros anos de vida até o momento,
incluindo sentimentos, temores e vivências.
O método experimental
Um experimento é uma técnica para determinar o efeito de uma ou mais
variáveis ou eventos sobre o comportamento.
Se um psicólogo quiser determinar o efeito de apenas uma variável, ele pode
providenciar uma situação experimental na qual só se permite que essa
variável opere.
Então, se o comportamento dos sujeitos mudar enquanto só a variável do
estímulo estiver em operação, podemos estar certos de que somente ela é
responsável por qualquer mudança no comportamento.
O método experimental
Variável • É a variável ou condição do estímulo que o
independent experimentador manipula para conhecer o
e seu efeito sobre a variável dependente.
• É a variável ou condição do estímulo que o
Variável experimentador deseja medir, geralmente o
dependente comportamento ou a resposta das pessoas à
manipulação da variável independente.
O método experimental
O grupo experimental inclui as pessoas às quais é dado o tratamento
experimental. Este é o grupo exposto à variável independente, ou ao estímulo.
O grupo de controle não é exposto à variável independente.
Mede-se o comportamento que está sendo estudado de ambos os grupos
antes e depois do experimento, dessa forma os pesquisadores podem
determinar se outras variáveis influenciaram o comportamento das pessoas
estudadas.
Limitações do método experimental
Este método, quer seja aplicado on-line, quer em laboratório, tem potencial
para ser o mais preciso de pesquisa psicológica, mas tem várias limitações.
Alguns aspectos do comportamento e da personalidade não podem ser
estudados sob condições de laboratório rigorosamente controladas devido a
questões de segurança e ética.
Outra dificuldade com o método experimental é que o comportamento dos
indivíduos pode mudar não devido ao tratamento experimental (a manipulação
da variável independente), mas pelo fato de eles estarem cientes de que estão
sendo observados.
O método virtual de pesquisa
Os registros virtuais oferecem algumas vantagens sobre a pesquisa
experimental tradicional.
Estudos realizados na web produzem respostas mais rápidas, são menos
dispendiosos, têm potencial para atingir uma gama mais ampla de sujeitos de
diferentes idades, níveis de instrução, tipos de emprego, níveis de renda, classe
social e origem étnica.
O método virtual de pesquisa
Entretanto, esse método de pesquisa tem também desvantagens. Pesquisas
mostraram que os usuários da web tendem a ser jovens, com renda mais alta e
com nível de instrução melhor do que os não usuários, limitando, assim, as
possibilidades de que a amostra on-line seja realmente representativa da
população como um todo.
É difícil determinar quão honestos e precisos os sujeitos on-line serão ao
fornecer informações sobre fatores como idade, gênero, origem étnica,
educação ou renda. Contudo, um número significativo de estudos, que
comparava os métodos de pesquisa on-line com os métodos de pesquisa de
laboratório tradicionais, mostrou que os resultados são, em geral, consistentes
e similares.
O método correlacional
No método correlacional os pesquisadores investigam as relações que existem
entre as variáveis. Em vez de manipular uma delas, os experimentadores lidam
com os atributos nelas existentes.
O método correlacional difere do experimental quando no primeiro enfoque
não se designam pessoas para grupos experimentais e de controle.
Em vez disso, o desempenho dos participantes que diferem em uma variável
independente, como idade, sexo, ordem de nascimento, é comparado com o
seu desempenho em alguma variável dependente, como respostas no teste de
personalidade ou medidas de desempenho no trabalho.
Coeficiente de correlação
A medida estatística básica de correlação é o coeficiente de correlação, que
fornece informações precisas sobre a direção e força da relação entre as duas
variáveis. A direção da relação pode ser positiva ou negativa.
Se pontuações elevadas em uma variável acompanham pontuações em outra
variável, esta correlação é positiva.
Se pontuações elevadas em uma variável acompanham pontuações baixas na
outra, a direção é negativa.
Coeficiente de correlação
Coeficiente de correlação
Os coeficientes de correlação variam de +1,00 (uma correlação positiva
perfeita) a –1,00 (uma correlação negativa perfeita).
Quanto mais próximo o coeficiente de correlação estiver de +1,00 ou –1,00,
mais sólida a relação e mais confiantemente podemos fazer previsões sobre
uma variável a partir da outra.
A principal limitação do método correlacional refere-se à causa e ao efeito. Só
porque duas variáveis apresentam uma alta correlação não se pode concluir
necessariamente que uma provocou a outra.
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