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Collor

Fernando Collor foi presidente do Brasil de 1990 a 1992, eleito em 1989 com um discurso neoliberal. Seu governo implementou o Plano Collor para combater a inflação, que incluiu medidas impopulares como o congelamento da poupança, e enfrentou escândalos de corrupção que culminaram em seu impeachment. A mobilização popular, simbolizada pelo Movimento Caras Pintadas, e a cobertura da mídia foram cruciais na queda de Collor.

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Fernando Collor foi presidente do Brasil de 1990 a 1992, eleito em 1989 com um discurso neoliberal. Seu governo implementou o Plano Collor para combater a inflação, que incluiu medidas impopulares como o congelamento da poupança, e enfrentou escândalos de corrupção que culminaram em seu impeachment. A mobilização popular, simbolizada pelo Movimento Caras Pintadas, e a cobertura da mídia foram cruciais na queda de Collor.

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Fernando

Collor
15 de março de 1990 –
2 de outubro de 1992
Eleições de 1989

Em 1989, ocorriam as primeiras eleições diretas em 29 anos. Entre


os candidatos, o alagoano Fernando Collor (PRN) ganha destaque
por suas propostas de caráter neoliberal e seu discurso agressivo
contra o governo de Sarney. Collor lidera o primeiro turno das
eleições, com 28% dos votos. No segundo turno, Collor vai contra o
candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT), vencendo com 53% dos
votos. Collor é empossado como presidente em 15 de março de
1990.
Medidas Econômicas – Plano Collor

O Plano Collor foi uma iniciativa econômica introduzida durante o governo


de Collor, durando de 1990 a 1992. Tinha como objetivo combater a inflação
extremamente alta herdada do governo de Sarney. Uma das características
mais infames do Plano Collor foi o congelamento da poupança, em que os
valores que excedessem 50 mil cruzeiros na poupança das pessoas foram
congelados por 18 meses.
Ademais, o plano envolveu a criação do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF), a abertura ao mercado externo, o fim de subsídios
estatais, a demissão em massa de funcionários públicos e o congelamento de
salários e preços, além da privatização de empresas estatais
Medidas Econômicas – Plano Collor

Apesar de ter tido certo sucesso no curto prazo, com a redução da


inflação mensal em maio de 1990, o Plano Collor I foi impopular,
em especial devido ao confisco da poupança da população
brasileira. Em fevereiro de 1991, devido ao aumento nas taxas de
inflação, foi lançado o Plano Collor II, o qual incluía medidas
adicionais de congelamento de preços. No fim das contas, o Plano
Collor não foi capaz de estabilizar a economia e causou grande
insatisfação.
Tráfico de influência

Três meses após a posse de Fernando Collor como Presidente do Brasil em 1990,
surgiram as primeiras denúncias de corrupção em seu governo. Em outubro, passaram a
envolver Paulo César Farias (PC Farias), um dos principais colaboradores do então
presidente. PC Farias foi acusado de atuar como intermediário em negócios entre
empresários e o governo, solicitando a criação de documentos falsos e contas fantasmas
com o objetivo de desviar verbas do governo. Foi denunciado pelo próprio irmão de
Fernando Collor, Pedro Collor, o qual expôs a influencia exercida por PC Farias dentro
do governo. PC Farias desempenhou o papel de tesoureiro na eleição presidencial de
1989, mantendo relações estreitas com empresários e usineiros da época. PC Farias
continuou a trabalhar para Collor durante todo o mandato presidencial, que chegou ao
fim em 1992. O desenrolar dos escândalos de corrupção contribuiu para a crise política e
foi uma das principais causas para o impeachment de Fernando Collor.
Impeachment e renúncia

As denúncias de corrupção, assim como a crise econômica contribuíram


para o início do processo de Impeachment de Collor. A abertura do processo
foi aprovada pela Câmara em 29 de setembro de 1992, e o julgamento foi
realizado pelo Senado em 29 de dezembro. Collor renunciou antes da
conclusão do processo.
O Movimento Caras Pintadas foi a maior mobilização popular contra o
governo de Collor. Os manifestantes pintavam os rostos nas cores verde,
amarelo e preto, dando nome ao movimento estudantil, composto
principalmente de jovens secundaristas e universitários.
Impeachment e renúncia

As denúncias de corrupção, assim como a crise econômica contribuíram


para o início do processo de Impeachment de Collor. A abertura do processo
foi aprovada pela Câmara em 29 de setembro de 1992, e o julgamento foi
realizado pelo Senado em 29 de dezembro. Collor renunciou antes da
conclusão do processo.

O Movimento Caras Pintadas foi a maior mobilização popular contra o


governo de Collor. Os manifestantes pintavam os rostos nas cores verde,
amarelo e preto, dando nome ao movimento estudantil, composto
principalmente de jovens secundaristas e universitários.
O papel da mídia
Collor se destacou na eleição presidencial de 1989 com uma campanha de marketing
politico que fez sua imagem como um candidato de renovação e mudança. Em sua
campanha, ele utilizou amplamente a mídia, por meios de comunicação de massa. A
revista veja teve grande participação na política de Collor, contribuindo para a
construção de sua imagem como o “Caçador de Marajás”, um “messias” capaz de
resolver os problemas do Brasil. Posteriormente, a revista também foi um dos
principais meios de informação sobre os esquemas de corrupção no governo.

Além disso, a mídia como jornais, revistas ou a televisão, desempenhou um papel


importante na cobertura dos protestos e denúncias contra Collor, mobilizando a
opinião pública.

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