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Controle de Enchentes: Abordagens e Soluções

O documento discute medidas de controle de enchentes em drenagem urbana, dividindo-as em estruturais e não-estruturais. Apresenta abordagens higienistas e ambientalistas, enfatizando a importância de soluções sustentáveis como o Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto (LID) e as Melhores Práticas de Gestão (BMPs). Também destaca a revitalização do Rio Cheong Gye Cheon em Seul como um exemplo de recuperação ambiental e urbanística.
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Controle de Enchentes: Abordagens e Soluções

O documento discute medidas de controle de enchentes em drenagem urbana, dividindo-as em estruturais e não-estruturais. Apresenta abordagens higienistas e ambientalistas, enfatizando a importância de soluções sustentáveis como o Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto (LID) e as Melhores Práticas de Gestão (BMPs). Também destaca a revitalização do Rio Cheong Gye Cheon em Seul como um exemplo de recuperação ambiental e urbanística.
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Controle de Enchentes e Diferentes Abordagens no

Estudo da Drenagem Urbana

Prof. Carlos Eduardo Fernandes


Medidas de Controle

• Medidas não-estruturais:

Procuram reduzir impactos sem modificar o risco


das
enchentes naturais (por ações de convivência
com as
inundações sem intervenções por obras).

Ex.: regulamentação do uso da terra, sistema de


previsão e alerta, seguro contra inundações etc.
Medidas de Controle

• Medidas estruturais:

Modificam o sistema para reduzir o risco de cheias,


pela implantação de obras para conter, reter ou
melhorar a condução de escoamentos.

Ex.: barragens, diques, reflorestamento, canalização,


retificação etc.
Medidas de Controle

Fonte: Baptista et al.


(2005)
Fases do Desenvolvimento das Águas Urbanas

Fonte: Tucci
(2007)
Abordagem Higienista

 Abordagem tradicional dos projetos em


drenagem urbana;
 Evacuação rápida dos excessos pluviaispor
canais e condutos enterrados;
 Em alguns casos são soluçõescaras e, muitas
vezes, ineficientes a médio e longo prazos.
Abordagem Higienista

 Canais e condutos podem produzir custos 10


vezes maiores que o controle na fonte;
 A canalização aumenta os picos para jusante.
Abordagem Ambientalista

 Abordagem alternativa em projetos de drenagem


urbana;
 Manutenção e recuperação de ambientes, de
forma a os terem saudáveis, tanto interna quanto
externamente à área urbana;
 Medidas de controle devem ser integrados ao
planejamento ambiental do meio urbano.
Abordagem Ambientalista

 Buscam compensar os efeitos da urbanização


sobre os processos hidrológicos.

Infiltração, detenção, retenção e amortecimento


da água
Manejo de Águas Pluviais
Canalização x Reservação

Fonte: Walesh (1989) apud Canholi


(2005)
Canalização x Reservação

Evolução de obras de detenção em centros Water Haversting:


urbanos. Fonte: Walesh (1989) e USEPA (1999) métodos artificiais de
apud Canholi (2005) captação da água das
chuvas que serão
armazenadas até que
sejam usadas
beneficamente.
Canalização x Reservação

Fonte: Canholi
(2005)
Canalização x Reservação

Evolução da detenção nos volumes


escoados. Fonte: Canholi (2005)
Canalização x Reservação

Fonte: Leopold (1968) apud Tucci


(2007)
Canalização x Reservação

Estágio do desenvolvimento da
drenagem. Fonte: Tucci (2007)
Canalização x Reservação

Rio Ivo, Curitiba – PR.


Fonte: Gazeta do Povo
(2016)

Rio Jaguaribe, Salvador –


BA. Fonte: A Tarde (2017)
Canalização x Reservação

Diga não a canalização!


Fonte: Guia Ecológico
(2019)

Belo Horizonte (200km de córregos


canalizados). Fonte: Band (2016)
Canalização x Reservação

Transformação dos rios urbanos em condutos


fechados ou
canais
abertos.
Os países desenvolvidos já verificaram que o aumento da
vazão e a
canalização são insustentáveis economicamente, além disso
geram impactos ambientais e transferência de
responsabilidade dentro da cidade

Canalização e fechamento de rios naturais é um desastre para as


cidades.
Canalização x Reservação

Transformação dos rios urbanos em condutos


fechados ou
canais abertos – Práticas inadequadas

 Destrói um sistema natural, estrangulao rio e


desobedece a legislação florestal (eliminando a área de
proteção dos rios);

 Devido a gases do esgoto, a superfíciecolapsa em


função da
corrosão da armadura de concreto;

 A quantidade de resíduos sólidos na drenagem tende a


fechar os
Canalização x Reservação

Amplificação das enchentes com a urbanização e


canalização. Fonte: Canholi (2005)
Canalização x Reservação

Retardamento das águas:

 Manutenção do traçado original do córrego, fixando-se


curvas e eventuais alargamentos. Caso necessite
pode-se aumentar a calha;

 Redução da declividadeatravés da introduçãode degraus,


ou manutenção das declividades naturais;

 Adoção de revestimentos rugosos: gabiões,


revestimento natural
(vegetação ou grama);

 Dotar a seção hidráulica de patamares (seções mistas),


mantendo as vazões mais frequentes contidas no leito
menor.
Abordagem LID

 LID – “Low Impact Development”: terminologia


utilizada nos EUA e Canadá, significa
Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto.
 No Reino Unido, esse conceito é representado
pelo
termo SUDS – Sustainable Urban Drainage System.
 Na Austrália é conhecido como WSUD – Water
Sensitive
Urban Design.
 Na Nova Zelândia é conhecido por LIUDD – Low
Impact Urban Design and Development.
Abordagem LID

A abordagem LID
inclui:

 Medidas não-estruturais como layouts alternativos


de estradas e prédios para minimizar a área
impermeável e para maximizar o uso e a
preservação dos solos e da vegetação nativa.
 Redução das fontes de contaminação e programas
de educação para modificar ações e/ou
atividades.
LID: procura realizar o controle do escoamento em escala
inferior ao aplicado pelas BMPs, ou seja, onde o
mesmo é gerado.
Abordagem BMPs

 BMPs – Best Management


Practices

Previnem, minimizam ou impedem que a poluição


proveniente do escoamento superficial da água
da chuva chegue até os rios, lagos e riachos.
Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

Após séculos abastecendo com água potável a população coreana, o


rio Cheong Gye Cheon acabou tornando-se, no século XX, uma vitrine
do flagelo local.
Com a separação entre a Coreia do Norte a do Sul, após a Segunda
Guerra Mundial, o rio recebeu diversos imigrantes que se instalaram
no seu entorno, aumentando drasticamente o número de moradias
irregulares no local.

Fonte:
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Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

Em um processo acelerado de industrialização foram concluídas, na


década de 1970, as obras do primeiro viaduto sobre o Rio Cheong
Gye Cheon.

Fonte:
http://www.ufrgs.br/arroiodiluvio/a-bacia-hidrográfica/imagens-de-s
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Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

Em 1976, então tapado por uma grande avenida e um viaduto, o rio


secou e deixou de ser parte integrante de Seul, sumindo de vista de
seus habitantes. Além disso, milhares de vendedores ambulantes se
instalaram no local.

Fonte:
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Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

Em 2002, o então prefeito de Seul, deu início às obras de


revitalização do canal. Primeiro, foram retirados a avenida e o
viaduto, bem como definidas alternativas para realocar os
comerciantes irregulares.

Fonte:
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Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

Embora as águas originais do rio já tivessem secado, a água foi


reposta e mantém-se limpa em todo o seu curso.

Fonte:
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Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

As obras foram concluídas em 2005. A população coreana passou a


entrar em contato com o rio, transitando pelo seu entorno e
usufruindo de espaços de lazer na orla do canal.

Fonte:
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Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

Fonte:
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Seoul-Cheonggyecheon-01.jpg
Revitalização do Rio Cheong Gye Cheon

Fonte:
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seul

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