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Hemoparasitoses: Anaplasma em Bovinos

O documento aborda as hemoparasitoses, doenças causadas por parasitas que afetam células sanguíneas, com foco em agentes como Anaplasma, que causam anaplasmose em bovinos e cães. Destaca a importância dessas enfermidades na medicina veterinária e saúde pública, incluindo métodos de diagnóstico e tratamento. O controle das hemoparasitoses envolve medidas de higiene, quarentena e manejo de vetores.
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Hemoparasitoses: Anaplasma em Bovinos

O documento aborda as hemoparasitoses, doenças causadas por parasitas que afetam células sanguíneas, com foco em agentes como Anaplasma, que causam anaplasmose em bovinos e cães. Destaca a importância dessas enfermidades na medicina veterinária e saúde pública, incluindo métodos de diagnóstico e tratamento. O controle das hemoparasitoses envolve medidas de higiene, quarentena e manejo de vetores.
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Disciplina:

Enfermidades
parasitárias e
micóticas
Encontro:
Hemoparasitoses
Docente: Gisele
Dias
Hemoparasitoses
Doenças provocadas por parasitas que se alojam e, na
maioria das vezes provocam alterações, em células
sanguíneas

Na medicina Veterinária existem diversas doenças de


importância clínica e algumas têm grande relevância
para a saúde publica
Hemoparasitoses
Hemoparasitoses
Hemoparasitoses

Erliquio Rangelio
se Hepatozo se
on

Anaplasmo Micoplasmo
se se
Hemoparasitoses
Riquétsias
Esses agentes são bactérias caracterizadas pela disseminação por
vetores principalmente das classes Insecta e Arachnida, do filo
Arthropoda, e pelo parasitismo intracelular obrigatório

Estruturalmente, formam cocobacilos (0,3 × 1,5 μm) Gram-negativos,


apresentam parede celular composta de lipopolissacarídio e podem estar
agrupadas em pares, agrupadas em cadeias ou isoladas.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Estrutura: Membrana
citoplasmática mais interna, uma
parede celular rígida e uma
membrana externa com composição
química típica e com aspecto
trilaminar;

A multiplicação celular somente


ocorre por divisão binária dentro da
célula hospedeira. Apesar de terem
metabolismo próprio para o seu
desenvolvimento, esses
microrganismos têm um sistema
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

O gênero Anaplasma reúne agentes causadores de importantes


enfermidades em Medicina Veterinária e Saúde Pública;

Entre essas doenças, destaca-se a anaplasmose bovina, causada por


Anaplasma centrale (A. centrale) e Anaplasma marginale (A. marginale),
transmitidos por carrapatos  Perdas econômicas importantes em
rebanhos bovinos

Na Saúde Pública, destaca-se a ocorrência da anaplasmose


granulocítica, que é uma doença zoonótica emergente causada por
Anaplasma phagocytophilum, sendo observada a infecção em humanos
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma
A. centrale e A. marginale são os principais agentes etiológicos da
anaplasmose bovina. Essa enfermidade infecciosa e não contagiosa é
caracterizada por anemia progressiva associada à presença de
corpúsculos de inclusão intraeritrocitários.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

MORFOLOGIA

Anaplasma spp. é uma bactéria Gram-negativa, pleomórfica ou com


formato de coco, envolvida por duas membranas, com tamanho de 0,3 a
1,3 μm de diâmetro.

Está localizada em vacúolos intracitoplasmáticos de células sanguíneas,


sendo que A. marginale, A. centrale e A. ovis formam pequenos
corpúsculos arredondados ou ovalados no interior dos eritrócitos.

Alguns autores têm referido que A. marginale localiza-se próximo à


periferia dos eritrócitos, enquanto A. centrale, próximo ao centro da
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

CICLO BIOLÓGICO

A transmissão de Anaplasma spp. ocorre por meio de vetores artrópodes


ou por iatrogenia. Os carrapatos são considerados os únicos vetores
biológicos, nos quais a bactéria multiplica-se abundantemente nas
células intestinais, formando colônias;

O ciclo biológico de A. marginale está bem estabelecido, sendo o carrapato


Rhipicephalus (Boophilus) microplus o principal transmissor, seja por
transmissão transestadial, seja por transmissão intraestadial (da larva para
ninfa e da ninfa para adulto).
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

CICLO BIOLÓGICO
Presente em
Tipo de transmissão O que acontece?
Anaplasma spp.?
O carrapato se infecta
Transestadial em um estágio e SIM
transmite em outro
O carrapato infecta
Transovariana NÃO
seus ovos
O mesmo carrapato
Intraestadial transmite a doença SIM
sem mudar de estágio
Hemoparasitoses
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Gênero Anaplasma

CICLO BIOLÓGICO

Os carrapatos machos têm maior importância na epidemiologia por


apresentarem vida mais longa e maior agilidade, sendo mais viáveis para
a transmissão da doença;

Os mosquitos (Culex spp. e Aedes spp.) e moscas hematófagas são


descritos como os vetores mecânicos;

Todo material que tem contato com sangue de animais infectados


pode constituir fonte de infecção
Hemoparasitoses
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Gênero Anaplasma
CICLO BIOLÓGICO

Nas infecções por A. marginale, A. centrale e A. ovis, o microrganismo


presente na corrente sanguínea penetra no eritrócito, forma um vacúolo e
multiplica-se por divisão binária, o que resulta em um corpúsculo de
inclusão.

Os organismos saem dos eritrócitos parasitados e infectam outros


eritrócitos, promovendo intensa anemia. Os eritrócitos infectados são
ingeridos pelo vetor (carrapato) e transmitidos para outros bovinos.

A transmissão também pode ocorrer por meio da utilização de material


contaminado, como seringas e/ou material cirúrgico. A infecção fetal pode
acontecer por meio da passagem transplacentária.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma
IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE
PÚBLICA
A anaplasmose bovina é causada pelas espécies A. marginale e A.
centrale;

Essa enfermidade produz uma reação febril aguda, acompanhada por


grave anemia hemolítica, que pode destruir até 70% dos eritrócitos
sanguíneos em 1 semana após o período de incubação;

A enfermidade em ruminantes caracteriza-se por febre (40 a 41°C),


fraqueza, anemia grave, icterícia, palidez das mucosas, aborto,
diminuição da produção de leite e perda de peso, podendo evoluir para
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma
IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE
PÚBLICA

Esse agente causa anemia extravascular, a qual ocorre por um


mecanismo imunomediado, onde as hemácias parasitadas são
retiradas da circulação através do processo de eritrofagocitose  Baço e
fígado
Hemoparasitoses
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Gênero Anaplasma

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE


PÚBLICA
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE


PÚBLICA
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE


PÚBLICA
O número de vetores no meio ambiente é um importante fator que
afeta a epidemiologia da doença.

Em áreas endêmicas, onde a população de vetores é alta e presente


durante todo o ano, a maioria dos animais jovens é infectada antes dos
9 meses de vida.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE


PÚBLICA
Nessas áreas, não são esperados surtos da doença ou mortalidade de
bovinos adultos, pois os animais estão na fase de portadores. Essa situação
é denominada de estabilidade enzoótica;

Em áreas onde há flutuações na população de vetores, por condições


climáticas desfavoráveis ou falhas nas medidas de controle dos vetores, os
animais jovens não se infectam e, quando adultos, ao entrarem em contato
com os agentes, apresentam a doença clínica aguda, com altas taxas de
mortalidade  instabilidade enzoótica.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE


PÚBLICA

Os bezerros provenientes de mães imunizadas recebem proteção


temporária por anticorpos maternos (colostro), o que previne a
anaplasmose.

Essa proteção pode decrescer a partir do 30° dia de vida; entretanto,


dependendo da qualidade do colostro fornecido pela mãe e da
quantidade absorvida pelo bezerro, essa imunidade pode durar até o 3º
ou 4º mês de vida.
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Gênero Anaplasma

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE


PÚBLICA
Hemoparasitoses
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Gênero Anaplasma
DIAGNÓSTICO

A suspeita clínica deve ser confirmada pelo diagnóstico definitivo, que é


realizado pela identificação do agente etiológico por técnicas
laboratoriais;

O exame recomendado é o esfregaço sanguíneo, com sangue capilar


corado pelo método de Giemsa
Hemoparasitoses
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Gênero Anaplasma
DIAGNÓSTICO
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma
DIAGNÓSTICO

Os testes sorológicos e moleculares também são empregados para


diagnosticar a infecção por Anaplasma spp.

Nesse sentido, diversas metodologias têm sido desenvolvidas; por


exemplo, testes imunoenzimáticos, como ELISA Western blot e PCR
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

Método Quando Usar Vantagens Limitações


Baixa sensibilidade em
Esfregaço Rápido, barato, fácil
Fase aguda infecções
sanguíneo de fazer
crônicas/subclínicas
Alta sensibilidade e Custo mais elevado;
PCR Fase aguda e crônica especificidade; exige laboratório
detecta portadores estruturado
Detecta exposição
Não diferencia
Sorologia (ELISA, Vigilância prévia; útil para
infecção ativa de
IFI) epidemiológica monitoramento de
exposição passada
rebanhos
Indica anemia,
Achados Auxiliar ao diagnóstico Não confirmam
icterícia, regeneração
laboratoriais clínico etiologia
eritrocitária
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

Teste tipo Disponível


Para bovinos? Uso em campo?
“rápido” comercialmente?
Imunocromatográfic
NÃO Não para bovinos Ainda não disponível
o (estilo Snap test)
ELISA rápido Sim, mas uso mais Uso em
SIM
(cELISA) técnico laboratório/vigilância
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

TRATAMENTO

Antibiótico de escolha: Oxitetraciclina (LA ou IV)

Dose: 20 mg/kg, IM ou SC, dose única (pode repetir


em 72h)

Também pode ser feita a formulação de ação


prolongada (LA) com 1 dose semanal por 2
semanas, em casos mais crônicos.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

TRATAMENTO

Suporte clínico

Em casos graves, com anemia intensa: Transfusão sanguínea pode ser


necessária;

Manter o animal em ambiente fresco, sem estresse, já que qualquer


esforço pode levar à morte por hipóxia;

Anti-inflamatórios não esteroidais (AINES)— em casos graves, podem ser


úteis com cuidado.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

TRATAMENTO

NÃO usar:

Corticoides em fase aguda (imunossupressão +


risco de exacerbação);

Sulfas ou antibióticos não específicos — baixa


eficácia.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

TRATAMENTO

Situação Conduta

Oxitetraciclina 20 mg/kg +
Caso clínico agudo leve
monitoramento
Oxitetraciclina + suporte
Caso clínico grave (transfusão, repouso,
hidratação)
Metafilaxia com oxitetraciclina
Rebanho com surto
em todos os animais
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

CONTROLE

•Isolamento dos animais na propriedade

•Estabelecimento da quarentena; a higienização das instalações,


equipamentos, instrumentos perfurocortantes (p. ex., instrumentais
cirúrgicos, seringas e agulhas) e fômites para evitar contaminações
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

CONTROLE

• Implementação de tratamento curativo com o uso de quimioterápicos

• Instauração de um programa de controle de vetores (especialmente os


vetores, com uso de acaricidas ou inseticidas)

• Controle do tráfego de animais, veículos e pessoas, especialmente para


evitar a introdução de animais de áreas não endêmicas em áreas
endêmicas
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Anaplasma

CONTROLE

Monitoramento das ações, com constantes auditorias e atualizações


sanitárias

•A implantação de um programa de educação continuada

•Elaboração de um plano de contingência – prover um rápido


esclarecimento (diagnóstico) e uma rápida contenção ou solução para o
problema de saúde do rebanho em questão.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Anaplasmose canina

Anaplasma platys - infecta plaquetas


(principal em cães no Brasil);

A. phagocytophilum - mais comum em


regiões temperadas);

Bactéria intracelular obrigatória - Gram


negativa.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Anaplasmose canina

Transmitida principalmente por carrapato


Rhipicephalus sanguineus;

Possível coinfecção com Ehrlichia, Babesia


(polimicrobiana = quadro clínico mais
severo);

Ciclo: carrapato → sangue → plaquetas →


replicação → lise → ciclo se repete.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Anaplasmose canina

Febre, apatia, anorexia, linfadenopatia,


petéquias, epistaxe (quando grave);

Muitos cães são assintomáticos ou


subclínicos;

Em coinfecções → sinais exacerbados, pode


haver anemia e pancitopenia
Hemoparasitoses
Riquétsias
Anaplasmose canina

Hemograma: trombocitopenia, anemia


discreta, leucograma variável;

Esfregaço sanguíneo: inclusão


intracitoplasmática nas plaquetas (corpos de
Anaplasma);

Sorologia (ELISA rápido Snap 4Dx Plus –


Idexx);

PCR: padrão-ouro para confirmação.


Hemoparasitoses
Riquétsias
Anaplasmose canina

Sorologia (ELISA rápido Snap 4Dx Plus –


Idexx);
Hemoparasitoses
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Anaplasmose canina

Doxiciclina: 10 mg/kg SID por 21 a 28 dias;

Resposta clínica costuma ser rápida (em 48h);

Controle de vetores fundamental para evitar


reinfecção;

Tratamento sintomático conforme sinais clínicos.


Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia

O gênero Ehrlichia compreende espécies de várias bactérias Gram-


negativas, parasitas intracelulares obrigatórias de células
hematopoéticas, como monócitos, macrófagos e plaquetas; são
consideradas as principais espécies: Ehrlichia canis (E. canis); Ehrlichia
chaffeensis (E. chaffeensis); Ehrlichia ewingii (E. ewingii); Ehrlichia muris
(E. muris) e Ehrlichia ruminantium (E. ruminantium).
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia

MORFOLOGIA

O gênero Ehrlichia compreende bactérias Gram-negativas,


intracelulares obrigatórias dos leucócitos (monócitos e
polimorfonucleares) e das células endoteliais.

Além disso, pode apresentar a forma de mórulas, com grânulos


corados em azul-escuro no Giemsa, estruturas amorfas, de vários
tamanhos (corpúsculos elementares) e granular composta de muitos
grânulos. A forma de mórula é comum a todas as espécies de Ehrlichia.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia

Mórulas são
estruturas
intracitoplasmátic
as, ovoides ou
alongadas,
limitadas por
membrana
trilaminar que
envolve
numerosos
corpúsculos
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia

Hospedeiros vertebrados

Ehrlichia canis: canídeos (cães, raposas, chacal) e


humanos

Hospedeiros invertebrados

Ehrlichia canis: Rhipicephalus sanguineus


Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CICLO BIOLÓGICO

As erlíquias são bactérias intracelulares obrigatórias, transmitidas por


vetores, especialmente por carrapatos.

O ciclo biológico ocorre nas células parasitadas, preferencialmente nos


leucócitos e nas células endoteliais, e está bem estabelecido para
E. canis, o agente da erliquiose monocítica canina.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CICLO BIOLÓGICO

A transmissão entre animais ocorre pela inoculação de sangue


proveniente de um cão contaminado em um cão sadio, por intermédio
do repasto sanguíneo do carrapato.

Existem relatos de transmissão por meio da transfusão sanguínea de


cães assintomáticos cronicamente infectados.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CICLO BIOLÓGICO

A infecção do cão sadio ocorre no momento do parasitismo dos


carrapatos (larvas, ninfas ou adultos) infectados.

Após um período de incubação de 8 a 20 dias, o agente se multiplica


nos órgãos do sistema mononuclear fagocítico (fígado, baço e
linfonodos) por meio de divisão binária.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CICLO BIOLÓGICO

O ciclo de E. canis é constituído de três fases principais:

1- Penetração dos corpúsculos elementares nos monócitos, nos quais


permanecem em crescimento por aproximadamente 2 dias

2- Multiplicação do agente, por um período de 3 a 5 dias, com a formação


do corpo inicial

3- Formação das mórulas, que são constituídas por um conjunto de corpos


elementares envoltos por uma membrana.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CICLO BIOLÓGICO

O cão é infectante apenas na fase aguda da doença, quando há uma


quantidade importante de hemoparasitas no sangue.

O carrapato poderá permanecer infectante por um período aproximado de


1 ano, visto que a infecção poderá ocorrer em qualquer estágio do ciclo.

E. canis e E. chaffensis também foram identificadas parasitando


humanos. Apesar de apresentarem uma distribuição mundial, são
consideradas endêmicas em áreas tropicais e subtropicais.
Hemoparasitoses
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Gênero Erlichia
CICLO BIOLÓGICO
Hemoparasitoses
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Gênero Erlichia
IMPORTÂNCIA

A infecção por E. canis apresenta sinais inespecíficos, e existem três fases da


doença que podem ser fatais se não forem tratadas

FASE AGUDA: que ocorre após um período de incubação (varia entre 8 e 20


dias e perdura por 2 a 4 semanas), o animal apresenta hipertermia (39,5 a
41,5°C), anorexia, perda de peso.

Menos frequentemente, observam-se outros sinais inespecíficos, como febre,


secreção nasal, anorexia, depressão, petéquias hemorrágicas, epistaxe,
hematúria, edema de membros, vômitos, sinais. Essa fase pode passar
despercebida pelo proprietário.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
IMPORTÂNCIA

FASE SUBCLÍNICA: é geralmente assintomática, e podem ser encontradas


algumas complicações, como depressão, hemorragias, edema de membros,
perda de apetite e palidez de mucosas. Ocasionalmente, observam-se
hemorragia sub-retinal, uveíte, descolamento de retina e cegueira

FASE CRÔNICA: assume as características de uma doença autoimune.


Geralmente, nessa fase o animal tem os mesmos sinais da fase aguda, porém
atenuados; encontra-se apático, caquético e com suscetibilidade aumentada a
infecções secundárias, em consequência do comprometimento imunológico.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
IMPORTÂNCIA
TROMBOCITOPENIA: redução da vida das plaquetas, em virtude de
alterações imunomediadas e inflamatórias e perturbação nos mecanismos de
coagulação
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
IMPORTÂNCIA
TROMBOCITOPENIA: redução da vida das plaquetas, em virtude de
alterações imunomediadas e inflamatórias e perturbação nos mecanismos de
coagulação
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
IMPORTÂNCIA

Alteração urinária Causa principal na erliquiose


Proteinúria Glomerulonefrite imune
Glomerulonefrite ou
Hematúria
coagulopatia
Rara. Só se houver hemólise
Hemoglobinúria
intravascular associada
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico laboratorial consiste na observação dos microrganismos
(Ehrlichia spp.) em esfregaços de sangue dos animais infectados ou em
imprint dos tecidos de órgãos-alvo.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico laboratorial consiste na observação dos microrganismos
(Ehrlichia spp.) em esfregaços de sangue dos animais infectados ou em
imprint dos tecidos de órgãos-alvo.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
DIAGNÓSTICO

Ainda podem-se realizar técnicas sorológicas, incluindo ELISA 


Diagnóstico preciso
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
DIAGNÓSTICO

A trombocitopenia presente no quadro clínico não possibilita que se confirme


o diagnóstico da doença, mas, em áreas sabidamente endêmicas, a infecção
pelo agente etiológico dever ser considerada a primeira suspeita

A técnica de biologia molecular, pela reação em cadeia da polimerase (PCR),


apresenta alta sensibilidade e especificidade, o que a torna uma ferramenta
muito útil para a elaboração do diagnóstico definitivo
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CONTROLE

A prevenção das doenças ocasionadas por Ehrlichia spp. tem caráter de


suma importância nos locais com grande concentração de animais.

Em razão da inexistência de vacinas contra as infecções, a prevenção é


realizada por meio do controle dos carrapatos vetores dos agentes
etiológicos.

Para tanto, produtos acaricidas ambientais e de uso tópico são eficazes,


desde que seja realizado o manejo adequado dos produtos no ambiente e nos
hospedeiros.
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CONTROLE

Nas áreas endêmicas para a erliquiose monocítica canina, o fluxo de cães


deve ser mínimo e, quando ocorrer, recomenda-se tratar o animal com
doxiciclina por um período de 1 mês.

O tratamento da infecção por E. canis consiste em agentes


antibacterianos e cuidados de suporte;

Os fármacos eficazes incluem as tetraciclinas (Doxiciclina) e o


cloranfenicol
Hemoparasitoses
Riquétsias
Gênero Erlichia
CONTROLE
Em geral, quanto mais cedo o tratamento de cães com infecção aguda for
iniciado, mais favoráveis o prognóstico e os resultados.
Hemoparasitoses
Riquétsias

Anaplasmose Canina Erliquiose Canina (E.


Característica Anaplasmose Bovina
(A. platys) canis)

Agente A. marginale A. platys E. canis


Monócitos, macrófagos
Célula alvo Eritrócitos Plaquetas
e plaquetas
Epistaxe, prostração,
Anemia, icterícia, Petéquias,
Sinais clínicos pancitopenia,
apatia trombocitopenia
hemorragias
Esfregaço, PCR, SNAP Esfregaço, PCR,
Diagnóstico Esfregaço, PCR, ELISA
4Dx sorologia

Tratamento Oxitetraciclina Doxiciclina Doxiciclina + suporte


Prevenção Controle de carrapatos Ectoparasiticidas Ectoparasiticidas

Bom, se tratado Reservado na fase


Prognóstico Bom
precocemente crônica
PARA FIXAR...

Em grupos de até 5 pessoas, montem e discutam três


casos clínicos, sendo cada um referente a uma das doenças
abordadas na aula de hoje. Evidenciem nesse processo os
agentes etiológicos, sinais clínicos, métodos diagnósticos e
como diferenciar esses agentes, prevenção e tratamento.

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