0% acharam este documento útil (0 voto)
115 visualizações93 páginas

Classes Gramaticais 5 - Advérbios e Numerais

O documento aborda a definição e classificação dos advérbios, destacando suas funções e exemplos de uso em frases. Além disso, discute a flexão dos advérbios, suas locuções e apresenta exercícios práticos para identificação e substituição de locuções por advérbios. O texto também inclui questões sobre a análise de advérbios em frases específicas.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
115 visualizações93 páginas

Classes Gramaticais 5 - Advérbios e Numerais

O documento aborda a definição e classificação dos advérbios, destacando suas funções e exemplos de uso em frases. Além disso, discute a flexão dos advérbios, suas locuções e apresenta exercícios práticos para identificação e substituição de locuções por advérbios. O texto também inclui questões sobre a análise de advérbios em frases específicas.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CLASSES

GRAMATICAIS 5 –
ADVÉRBIOS E
NUMERAIS
Professora Melissa Magalhães
ADVÉRBIO
O advérbio é a palavra que indica uma circunstância
(modo, lugar, tempo). Ele pode modificar um verbo, um
adjetivo ou outro advérbio.

O vizinho fala alto.


(alto é um advérbio que indica o modo como o vizinho
fala)

A modelo é muito bonita.


(muito é um advérbio que intensifica o quanto a modelo
é bonita)

O vizinho fala bastante alto.


(bastante é um advérbio que intensifica o quanto o
De acordo com as circunstâncias que exprimem, os
advérbios podem ser de modo, intensidade, lugar,
tempo, negação, afirmação, dúvida, entre outros.

Advérbio de modo
Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, devagar,
acinte, adrede, debalde, e grande parte das palavras que
terminam em "-mente", como cuidadosamente,
calmamente, tristemente.

O advérbio de modo indica a forma como algo aconteceu


ou foi feito, por exemplo:

Fui bem na prova.


Estava andando depressa por causa da chuva.
Colocou os copos cuidadosamente na pia.
Advérbio de intensidade
Muito, demais, pouco, mais, menos,
bastante, tão, quão, demasiado, imenso,
quanto, quase, tanto, assaz, tudo, nada,
todo.

O advérbio de intensidade reforça algo, por


exemplo:

Comeu demasiado naquele almoço.


Ela gosta bastante dele.
A mãe é muito atenciosa.
Advérbio de lugar

Aí, aqui, acolá, cá, lá, ali, adiante, abaixo, embaixo,


acima, adentro, dentro, afora, fora, atrás, detrás,
além, aquém, defronte, antes, aonde, longe, perto,
algures, nenhures, alhures.

O advérbio de lugar indica um espaço ou uma


posição, por exemplo:

Minha casa é ali.


O livro está embaixo da mesa.
As notas estão bem abaixo do esperado.
Advérbio de tempo

Hoje, já, afinal, logo, agora, amanhã, amiúde,


antes, ontem, tarde, breve, cedo, depois, enfim,
ainda, jamais, nunca, sempre, doravante, outrora,
primeiramente, imediatamente, antigamente,
provisoriamente, sucessivamente,
constantemente, entrementes.

O advérbio de tempo indica um momento, um


período, por exemplo:

Ontem estivemos numa reunião de trabalho.


Sempre estamos juntos.
Já chegou?
Advérbio de negação

Não, nem, tampouco, nunca, jamais.

O advérbio de negação serve para negar ou dizer


que algo não é verdade, por exemplo:

Jamais reatarei meu namoro com ele.


Não saiu de casa naquela tarde.
Sequer pensou para falar.
Advérbio de afirmação

Sim, certo, certamente, realmente,


decididamente, efetivamente, deveras,
indubitavelmente, decerto.

O advérbio de afirmação serve para afirmar


ou confirmar, por exemplo:

Certamente passearemos nesse domingo.


Ele gostou deveras do presente de
aniversário.
Sim, vou.
Advérbio de dúvida

Talvez, possivelmente, provavelmente,


acaso, porventura, quiçá, casualmente.

O advérbio de dúvida serve para indicar


incerteza, por exemplo:

Provavelmente irei ao banco.


Quiçá chova hoje.
Talvez o cumprimente.
Advérbio interrogativo

Quando, como, onde, aonde, donde, por que.

O advérbio interrogativo pode indicar


circunstâncias de modo, tempo, lugar e causa. É
usado apenas em orações interrogativas diretas ou
indiretas, por exemplo:

Por que vendeu o livro? (oração interrogativa


direta, que indica causa)
Quando posso sair? (oração interrogativa direta,
que indica tempo)
Explica como você fez isso. (oração interrogativa
indireta, que indica modo)
Advérbio de ordem

Depois, após, ultimamente, primeiramente.

O advérbio de ordem serve para indicar ou


colocar em ordem, por exemplo:

Depois vou à praia.


Ultimamente acordo cedo.
Primeiramente cumprimentou os
presentes.
Advérbio de inclusão

Também, inclusive, ainda, mesmo, até.

O advérbio de inclusão serve para incluir,


acrescentar algo, por exemplo:

Até ele tirou boas notas.


As joias também sumiram.
Inclusive, ele fala alemão.
Advérbio de exclusão

Só, somente, salvo, exclusivamente,


apenas.

O advérbio de exclusão serve para


excluir, deixar algo de fora, por
exemplo:

Só foi à escola hoje.


Come somente vegetais.
Está estudando apenas para o Enem.
FLEXÃO DOS ADVÉRBIOS
Os advérbios são considerados palavras invariáveis, pois
não sofrem flexão de número (singular e plural) e gênero
(masculino, feminino). Os advérbios são flexionados nos
graus comparativo e superlativo.

Grau comparativo: o advérbio pode caracterizar relações


de igualdade, inferioridade ou superioridade.
Igualdade: formado por "tão + advérbio + quanto" (como),
por exemplo: Joaquim fala tão baixo quanto Pedro.

Inferioridade: formado por "menos + advérbio + que" (do


que), por exemplo: Minha casa é menos perto que a casa
de Sílvia.

Superioridade: formado por "mais + advérbio + que" (do


que), por exemplo: Ana anda mais depressa que Carolina.
Grau superlativo
No grau superlativo, o advérbio pode ser
superlativo analítico ou superlativo sintético.

Analítico: quando acompanhado de outro


advérbio.
Isabel fala muito baixo

Sintético: quando é formado pelo sufixo –


íssimo.
Isabel fala baixíssimo.
Locuções adverbiais

As locuções adverbiais são duas ou mais palavras


que têm a função de advérbio. De acordo com as
circunstâncias que exprimem, as locuções
adverbiais podem ser de tempo, modo, lugar, entre
outras.
Exemplos:

Em breve nos veremos. (locução adverbial de


tempo)
Fez os deveres às pressas. (locução adverbial de
modo)
Vire à direita. (locução adverbial de lugar)
1. Reescreva as frases substituindo as locuções
adverbiais por advérbios:

a) A professora apagou o quadro com rapidez.


______________________________________________

b) O menino desenhava com calma.


______________________________________________

c) Abriu o presente com alegria.


______________________________________________

d) Carlinhos está dirigindo com pressa.


______________________________________________
Respostas corretas:
a) A professora apagou o quadro rapidamente.
com rapidez = rapidamente
b) O menino desenhava calmamente.
com calma = calmamente
c) Abriu o presente alegremente.
com alegria = alegremente
d) Carlinhos está dirigindo apressadamente
Com pressa = apressadamente

As locuções adverbiais são conjuntos de palavras que, juntas,


têm função de advérbio. Observe que em todas as frases, essas
locuções são formadas pela preposição “com” e por um
substantivo, e indicam a mesma circunstância: a maneira; o
modo como alguém realiza algo.
O tipo de advérbio que indica a maneira como fazemos algo é o
advérbio de modo. A maioria dos advérbios de modo terminam
em “-mente” e significam exatamente a mesma coisa que a
locução adverbial correspondente.
Questão 2
Leia atentamente a frase e identifique os tipos de
advérbio indicados na lista abaixo:

“Sempre me diziam que aquela cidade era bonita,


mas eu não sabia que era tanto! Há uma vista
maravilhosa, que fica diante do campo, e além
disso, é possível ouvir os pássaros cantando
alegremente.”

Advérbio de tempo: ___________________


Advérbio de intensidade: ___________________
Advérbio de modo: ___________________
Advérbio de negação: ___________________
Respostas corretas:
a) Advérbio de tempo: sempre
O advérbio de tempo é utilizado para situar uma ação no tempo. Ele pode indicar
quando a ação ocorreu, sua duração e sua frequência.
Na frase, ele nos ajuda a entender que a ação referida (dizerem que a cidade era
bonita) acontecia com frequência, várias vezes durante determinado período de
tempo.
b) Advérbio de intensidade: tanto
O advérbio de intensidade tem a função de intensificar ou reforçar o sentido da
palavra à qual se refere.
Na frase, o advérbio “tanto” se refere à palavra “bonita”. O emissor da mensagem já
sabia que a cidade era bonita, mas não sabia que era tanto, ou seja, não sabia que ela
era tão bonita.
Nesse caso, a palavra “tanto” reforçou o sentido do adjetivo “bonita”.
c) Advérbio de modo: alegremente
Os advérbios de modo indicam a forma/maneira como determinada ação é realizada.
Na frase, esse advérbio expressa o modo como os pássaros cantam: alegremente ou
seja, com alegria.
A grande maioria dos advérbios de modo terminam em -mente. No entanto, há
exceções: bem, mal, melhor, etc.
d) Advérbio de negação: não
Como o nome já diz, trata-se de um advérbio que expressa ideia de negação. Ele é
usado em um contexto onde algo é negado ou recusado.
Na frase, o emisor da mensagem nega ter sabido antes que a cidade era tão bonita.
Questão 3:
Complete as frases abaixo com os advérbios do quadro:

a) Está ventando muito. _____________________ vai chover.


b) Ainda faltam cinquenta minutos para a aula acabar.
Pode terminar o exercício _____________________.
c) Gosto de quase todos os doces. O único que eu
_____________________ gosto é o chocolate.
c) Se eu tivesse acordado mais _____________________, não
teria perdido o ônibus.
d) Paulinha e eu sempre moramos _____________________
uma da outra. A casa dela é três casas depois da minha.
e) Lucas estava com muita fome. Quando bateu o sinal
do recreio ele saiu _____________________ da sala.
Respostas corretas:
a) Está ventando muito. Provavelmente vai chover.
"Provavelmente" é um advérbio de dúvida e indica incerteza.
Na frase, o fato de estar ventando muito é um indício de que pode chover, mas não é certo que isso vá
ocorrer; é apenas provável.
b) Ainda faltam cinquenta minutos para a aula acabar. Pode terminar o
exercício calmamente.
"Calmamente" é um advérbio de modo e, como o nome já diz, expressa o modo, a maneira como uma
ação é realizada.
Os advérbios de modo que terminam em "-mente" estão diretamente relacionados com determinada
locução adverbial. Isto é, tal locução tem o mesmo significado do advérbio correspondente.
Na frase, a locução adverbial que corresponde ao advérbio “calmamente” é “com calma”.
c) Gosto de quase todos os doces. O único que eu não gosto é o chocolate.
“Não” é um advérbio de negação; ele expressa ideia negativa e também pode indicar recusa.
Na frase, o locutor nega gostar de chocolate.
d) Se eu tivesse acordado mais cedo, não teria perdido o ônibus.
“Cedo” é um advérbio de tempo. Os advérbios de tempo são utilizados para indicar um momento do
tempo no qual uma ação ocorre e também podem indicar a duração e a frequência dessa ação.
Observe que na frase, ele está diretamente ligado ao verbo “acordar”, modificando o seu sentido.
Veja: "acordar" e "acordar cedo" não significam exatamente a mesma coisa.
d) Paulinha e eu sempre moramos perto uma da outra. A casa dela é três casas depois da
minha.
"Perto" é advérbio de lugar.
Os advérbios de lugar se referem à localização de algo ou alguém e respondem à pergunta “onde?”
Tendo em conta a frase, por exemplo, a pergunta “Onde você e Paulinha moram?” pode ser respondida
com “Perto uma da outra.”
e) Lucas estava com muita fome. Quando bateu o sinal do recreio, ele saiu depressa da sala.
“Depressa” é um advérbio de modo pois expressa a maneira como algo ocorre ou é feito.
É importante referir que, embora a maioria dos advérbios de modo terminem em "-mente", esse fato
não é uma regra.
Questão 4

Os primos do meu pai sempre desfilaram no


carnaval.

a) Qual é o advérbio da frase?


b) Que circunstância o advérbio da frase
indica?
c) Que palavra da frase o advérbio modifica?
Respostas:
a) O advérbio da frase é “sempre”.
b) O advérbio “sempre” indica circunstância de
tempo.
Observe que ele indica que uma ação teve início em
algum momento do passado e se prolongou de forma
contí[Link]-se de uma ação que, eventualmente,
ainda pode (ou não) estar em curso no momento da
fala.
c) Que palavra da frase o advérbio modifica?
O advérbio “sempre” modifica o verbo “desfilar”.
Através da marcação de tempo indicada pelo advérbio,
sabemos que a frase indica uma ação contínua, que
teve início em um momento passado e se prolongou.
Assim, os primos do pai do emissor da mensagem não
desfilaram apenas uma vez no carnaval; eles sempre
desfilaram.
Questão 5

Observe as sequências de palavras e


identifique o advérbio que não faz parte de
cada grupo

a) ontem - hoje - amanhã - não - agora -


sempre - logo
b) diante - detrás - acima - sempre - abaixo -
abaixo - lá
c) rápido - mal - vagarosamente - junto -
depressa - devagar - bem
Respostas corretas:
a) não
No grupo da letra a), todos os demais advérbios
indicam circunstância de tempo. O advérbio
“não”, por sua vez, indica circunstância de
negação.
b) sempre
No grupo da letra b), todos os demais advérbios
indicam circunstância de lugar. No entanto,
“sempre” indica circunstância de tempo.
c) junto
No grupo da letra b), todos os demais advérbios
indicam circunstância de modo. No entanto,
“junto” indica circunstância de lugar.
Questão 6

Na frase “Meu tio é uma pessoa totalmente alto-


astral.”, o advérbio "totalmente":

a) complementa o sentido do adjetivo “alto-


astral”.
b) explica o sentido do adjetivo “alto-astral”.
c) intensifica o sentido do adjetivo “alto-astral”.
Alternativa correta: c) intensifica o sentido do
adjetivo “alto-astral”.

"Totalmente" é um advérbio de modo. Na


frase, ele indica o modo como o tio do emissor
da mensagem é: ele não é apenas “um pouco”
alto-astral, mas sim alto-astral por
completo, de maneira total.
Questão 7
Leia o texto abaixo e responda às perguntas:
Uma esperança
(Cecília Meireles)
Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes
verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a
outra, bem concreta e verde: o inseto.
Houve um grito abafado de um de meus filhos:
– Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele
também que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso.
Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar
diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima de minha cabeça
numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais
magra e verde não poderia ser.
– Ela quase não tem corpo, queixei-me.
– Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para
nós, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanças.
Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os
quadros da parede. Três vezes tentou renitente uma saída entre dois
quadros, três vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender.
– Ela é burrinha, comentou o menino.
– Sei disso, respondi um pouco trágica.
– Está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita.
Ali ficamos, não sei quanto tempo olhando. Vigiando-a como se vigiava na Grécia ou em
Roma o começo de fogo do lar para que não se apagasse.
– Ela se esqueceu de que pode voar, mamãe, e pensa que só pode andar devagar assim.
Andava mesmo devagar – estaria por acaso ferida? Ah não, senão de um modo ou de
outro escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo.
Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha.
Não uma aranha, mas me parecia “a” aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia
transladar-se maciamente no ar. Ela queria a esperança. Mas nós também queríamos e,
oh! Deus, queríamos menos que comê-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse
fracamente, confusa, sem saber se chegara infelizmente a hora certa de perder a
esperança:
– É que não se mata aranha, me disseram que traz sorte…
– Mas ela vai esmigalhar a esperança! respondeu o menino com ferocidade.
– Preciso falar com a empregada para limpar atrás dos quadros – falei sentindo a frase
deslocada e ouvindo o certo cansaço que havia na minha voz. Depois devaneei um pouco
de como eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: você faz o
favor de facilitar o caminho da esperança.
O menino, morta a aranha, fez um trocadilho, com o inseto e a nossa esperança. Meu
outro filho, que estava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia dúvida: a
esperança pousara em casa, alma e corpo.
Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma
forma tão delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca
tentei pegá-la.
Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara no
meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência
de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: “e essa
agora? que devo fazer?” Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma
flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que
a) No trecho “Mas como é bonito o inseto: mais
pousa que vive, é um esqueletinho verde, e
tem uma forma tão delicada que isso explica
por que eu, que gosto de pegar nas
coisas, nunca tentei pegá-la.”, o advérbio
sublinhado indica:

( ) modo
( ) dúvida
( ) negação
( ) tempo
Resposta:

( ) modo
( ) dúvida
( x ) negação
( ) tempo

"Nunca" é advérbio de negação. Na frase, ele


indica que o emissor da mensagem não tentou
pegar a esperança em nenhum momento do
tempo ou seja, jamais.
b) Identifique a função da palavra “aqui” na
oração “Aqui em casa pousou uma esperança.”

( ) advérbio de lugar
( ) advérbio de modo
( ) advérbio de tempo
( ) advérbio de afirmação
Resposta:

( x ) advérbio de lugar
( ) advérbio de modo
( ) advérbio de tempo
( ) advérbio de afirmação

A palavra “aqui” expressa circunstância de


lugar. Os advérbios de lugar se referem à
localização de algo ou alguém e respondem à
pergunta “onde?”
Na frase, ele responde à pergunta “Onde
pousou uma esperança?”: Aqui em casa.
c) Na frase “Mas a outra, bem concreta e
verde: o inseto.”, o advérbio “bem” modifica o
sentido de qual palavra abaixo?

( ) mas
( ) outra
( ) inseto
( ) concreta
Resposta:
( ) mas
( ) outra
( ) inseto
( x ) concreta

Na frase, "bem" é um advérbio de intensidade.


Ele está modificando a palavra “concreta”,
reforçando o seu sentido.

A esperança não era apenas concreta, mas


sim bem concreta, bastante concreta.
Questão 8
Faça a correspondência entre os advérbios
sublinhados e as circunstâncias que eles indicam:

a) afirmação
b) dúvida
c) negação
d) tempo
e) intensidade

( ) Minha amiga chega ao Brasil amanhã.


( ) Ele realmente cumpriu o que disse.
( ) Hoje estou muito cansado.
( ) Talvez ele esteja mentindo.
( ) Eu jamais aceitaria essa situação.
Respostas:
( d ) Minha amiga chega ao Brasil amanhã.
O advérbio de tempo “amanhã” indica um momento no tempo relativamente
ao momento da fala do emissor da mensagem.
Ele é usado para indicar quando a amiga chegará.
( a ) Ele realmente cumpriu o que disse.
O advérbio de afirmação “realmente” é utilizado para reforçar uma informação
afirmativa.
Na frase, ele reforça a ideia de que o sujeito de fato cumpriu aquilo que tinha
dito.
( e ) Hoje estou muito cansado.
"Muito" é um advérbio de intensidade que modificou a palavra “cansado”. O
emissor da mensagem não está apenas “cansado”, mas sim
“muito cansado”.
( b ) Talvez ele esteja mentindo.
"Talvez" é um advérbio de dúvida pois indica uma ideia sobre a qual não se
tem certeza.
Na frase, ele modifica o verbo “mentir”; a pessoa a quem é feita a referência
pode estar mentindo, mas também pode não estar. Trata-se apenas de uma
possibilidade.
( c ) Eu jamais aceitaria essa situação.
"Jamais" é um advérbio de negação que, na frase, modifica o verbo “aceitar”.
Ele indica que em nenhum momento do tempo, ou seja, nunca, o emissor
Questão 9
Leia o poema abaixo e identifique os tipos de advérbio usados
no texto:

Poema do advérbio de pensamento


(Kiki Black)
Nunca mostrei que senti dor
Nunca deixei de emanar amor
Nunca pensei em abandonar
Nunca cansei de lutar
Sempre demonstrei meu valor
Sempre deixei-me empolgar
Sempre pensei em cantarolar
Sempre quis ajudar
Hoje cansei de pensar
Hoje deixei de mostrar
Hoje parei de cantar
Amanhã cansarei de mim
Amanhã não chorarei nem sorrirei
Amanhã não sei quem serei
Resposta:
O texto apresenta 2 tipos de advérbio:
advérbio de negação
advérbio de tempo
1. Nunca: advérbio de negação
Na primeira estrofe, o advérbio “nunca” antecede os verbos “mostrar”, “deixar”, “pensar” e
“cansar” e modifica o sentido deles.
A autora expressa a ideia de que jamais, em momento algum, em tempo nenhum mostrou
que sentiu dor, deixou de emanar amor, pensou em abandonar e cansou de lutar.
Ou seja, não foi apenas uma vez que ela não mostrou sentir dor, não deixou de emanar amor,
etc. Isso não aconteceu em momento algum e esse sentido é indicado pelo advérbio.
2. Sempre: advérbio de tempo
Na segunda estrofe, o advérbio “sempre” modifica os sentidos dos verbos “demonstrar”,
“deixar”, “pensar” e “querer”.
Ele indica que não foi apenas uma vez que a autora demonstrou seu valor, se deixou empolgar,
pensou em cantarolar e quis ajudar.
Isso ocorreu a todo momento, continuamente e essa ideia é expressa pelo uso do advérbio.
3. Hoje: advérbio de tempo
Na terceira estrofe, o advérbio “hoje” modifica os verbos “cansar”, “deixar” e “parar”
acrescentando a eles uma circunstância de tempo e indicando quando as ações das frases
(cansar de pensar, deixar de mostrar e parar de cantar) ocorreram.
4. Amanhã: advérbio de tempo
Na quarta e última estrofe, o advérbio “amanhã” modifica os verbos “cansar”, “chorar”, “sorrir”
e “saber”.
Ele indica quando as ações da autora de cansar de si, não chorar nem sorrir e não saber quem
será ocorrerão.
5. Não: advérbio de negação
O advérbio “não” utilizado na quarta e última estrofe modifica os verbos “chorar”, “sorrir” e
Questão 10

(FGV - 2020) A frase abaixo em que a


substituição do segmento sublinhado por um
advérbio foi feita de forma adequada é:

a) Sem que se entendesse o motivo, o convidado


aborreceu-se na festa / irresponsavelmente;
b) Ia à academia poucas vezes / habitualmente;
c) Dirigia com toda a atenção / atenciosamente;
d) Mesmo sem estudo realizou a tarefa a
contento / Intuitivamente;
e) Enfrentou as dificuldades com coragem /
ferozmente.
Alternativa correta: d) Mesmo sem estudo realizou a tarefa a
contento / Intuitivamente;

a) ERRADA. Não entender o motivo de algo não é sinônimo de fazer


algo de forma irresponsável (irresponsavelmente). Logo, não há
qualquer relação semântica entre as duas ideias e, por esse motivo, a
substituição apresentada é inadequada.
b) ERRADA. “poucas vezes” expressa justamente o contrário de
"habitualmente'', logo, o advérbio não substitui o segmento
sublinhado.
c) ERRADA. O sinônimo de “atenciosamente” seria “com atenção” e
não “com toda a atenção.”
d) CORRETA. Uma tarefa realizada sem estudo é realizada sem
conhecimento prévio do assunto.
Sendo assim, é realizada quase que por instinto; por um
conhecimento que não requer um processo de raciocínio.
Dessa forma, pode-se dizer que a realização da tarefa ocorre de forma
intuitiva; intuitivamente.
e) ERRADA. A locução que corresponde ao advérbio “ferozmente” é
“com ferocidade” e o advérbio que corresponde à locução “com
coragem” é “corajosamente”.
Questão 11
(VUNESP/2019) Leia o texto de Jonathan Culler para responder à questão:
Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O
romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da
crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não
poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século
XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem
quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa
passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda
estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os
contos tornaram-se o núcleo do currículo.
Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de
massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As
teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade
cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal
maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas
como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós
mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca
o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b
prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela
segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história,
em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como
algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em
Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.
Advérbio é uma palavra invariável que pode modificar o
sentido de um verbo, de um adjetivo, de outro advérbio
ou de uma oração inteira.

Um advérbio que modifica o sentido de um adjetivo


ocorre em:

Alternativas:
a) “próximo demais da biografia ou da crônica para ser
genuinamente literário” (1º parágrafo)
b) “um público leitor de massa, que alegremente
escolhe histórias” (2º parágrafo)
c) “literatura significava sobretudo poesia” (1º
parágrafo)
d) “As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez
mais a centralidade cultural da narrativa” (2º parágrafo)
e) “sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c” (2º
parágrafo)
Alternativa correta: a) “próximo demais da biografia ou
da crônica para ser genuinamente literário” (1º
parágrafo)
a) CORRETA. Na frase, o advérbio “genuinamente” é um
advérbio de modo que modifica o adjetivo “literário”.
Ele indica que não se trata apenas de algo literário, mas
sim de
algo verdadeiramente, efetivamente literário.
b) ERRADA. O advérbio da frase é a palavra
“alegremente” e ele modifica o verbo “escolher”.
c) ERRADA. “Sobretudo” é um advérbio que, na frase,
modifica o verbo “significar”.
d) ERRADA. O advérbio “mais” modifica o verbo
“afirmar”.
e) ERRADA. O advérbio da frase é a palavra “sempre”,
que modifica o verbo prevalecer.
Questão 12
(UFRGS/2019)
1
Recebi consulta de um amigo que tenta 2deslindar segredos da língua
para estrangeiros que querem aprender português. 3Seu problema: “se
digo em uma sala de aula: ‘Pessoal, leiam o livro X’, como explicar a
concordância? 4Certamente, não se diz 5‘Pessoal, leia o livro X’".
Pela pergunta, vê-se que não se trata de fornecer regras para corrigir
eventuais problemas de padrão. Trata-se de entender um dado que
ocorre regularmente, mas que parece oferecer alguma dificuldade de
análise.
Em primeiro lugar, é óbvio que se trata de um pedido (ou de uma
ordem) mais ou 6menos informal. Caso contrário, não se usaria a
expressão “pessoal”, mas talvez “Senhores” ou “Senhores alunos”.
Em segundo lugar, não se trata da tal concordância ideológica, nem de
silepse (hipóteses previstas pela gramática para explicar concordâncias
mais ou menos excepcionais, que se devem menos a fatores sintáticos e
mais aos semânticos; 7exemplos correntes do tipo “A gente fomos” e “o
pessoal gostaram” se explicam por esse critério). Como se pode saber
que não se trata de concordância ideológica ou de silepse? A resposta é
que, 8nesses casos, o verbo se liga ao sujeito em estrutura sem
vocativo, diferentemente do que acontece 9aqui. E em casos como
“Pedro, venha cá”, “venha” não se liga a “Pedro”, 10mesmo que pareça
que sim, porque Pedro não é o sujeito.
11
Para tentar formular uma hipótese 12mais clara para o problema
apresentado, 13talvez 14se deva admitir que o sujeito de um verbo pode
estar apagado e, mesmo assim, produzir concordância. O ideal é que se
mostre que o fenômeno não ocorre só com ordens ou pedidos, e nem só
quando há vocativo. Vamos por partes: a) 15é normal, em português,
haver orações sem sujeito expresso e, mesmo assim, haver flexão
verbal. 16Exemplos 17correntes são frases como “chegaram e saíram em
seguida”, que todos conhecemos das gramáticas; b) sempre que há um
vocativo, em princípio, o sujeito pode não aparecer na frase. É o que
ocorre em “meninos, saiam daqui”; mas o sujeito pode aparecer,
pois 18não seria estranha a sequência “meninos, vocês se comportem”;
c) 19se 20forem aceitas as hipóteses a) e b) (diria que são fatos),
não 21seria estranho que a frase “Pessoal, leiam o livro X” pudesse ser
tratada como se sua estrutura fosse “Pessoal, vocês leiam o livro x”. Se a
palavra “vocês” não estivesse apagada, a concordância se explicaria
normalmente; d) assim, o problema 22real não é a concordância entre
“pessoal” e “leiam”, mas a passagem de “pessoal” a “vocês”, que não
aparece na superfície da frase.
Este caso é apenas um, dentre tantos outros, que nos obrigariam a
considerar na análise elementos que parecem não estar 23na frase, mas
que atuam como se 24lá estivessem.
Adaptado de: POSSENTI, Sírio. Malcomportadas línguas. São Paulo:
Parábola Editorial, 2009. p. 85-86.
Considere os usos de advérbios no texto e assinale
com 1 aqueles em que o advérbio modifica o sentido
de apenas uma palavra e com 2 aqueles em que
modifica o sentido de segmentos textuais.

( ) Certamente (ref. 4)
( ) menos (ref. 6)
( ) mais (ref. 12)
( ) talvez (ref. 13)

A sequência correta de preenchimento dos


parênteses, de cima para baixo, é:
a) 2 – 1 – 2 – 1.
b) 1 – 1 – 1 – 2.
c) 2 – 1 – 1 – 2.
d) 2 – 2 – 2 – 1.
e) 1 – 2 – 2 – 2.
Alternativa correta: c) 2 – 1 – 1 – 2.

Confira abaixo as palavras e os segmentos


textuais modificados por cada advérbio:

( 2 ) Certamente (ref. 4): modifica o sentido do


segmento textual “não se diz”.
( 1 ) menos (ref. 6): modifica a palavra
"pedido".
( 1 ) mais (ref. 12): modifica a palavra
"hipótese".
( 2 ) talvez (ref. 13) modifica o sentido do
segmento textual “se deva admitir”.
Questão 13
Encontre o advérbio presente nas frases a seguir.
Em seguida, identifique a circunstância
apresentada por ele.

a) Vivi aqui os melhores dias da minha infância.


b) Amanhã meus pais farão 50 anos de casados.
c) Ítalo parece um menino muito feliz.
d) No fim de semana, talvez viajemos para o sítio.
e) A vida foi feita para ser aproveitada intensamente.
f) Essa blusa certamente vai ficar bonita em você.
g) Eu jamais torceria por esse time.
h) Primeiramente, gostaríamos de agradecer a presença
de todos.
i) Marcos leu só metade da matéria antes de fazer a
prova.
j) Corri tanto que até tive cãibras.
a) Aqui - lugar.
b) Amanhã - tempo.
c) Muito - intensidade.
d) Talvez - dúvida.
e) Intensamente - modo.
f) Certamente - afirmação.
g) Jamais - negação.
h) Primeiramente - ordem.
i) Só - exclusão.
j) Até - inclusão.
Questão 14
Complete a frase com um advérbio que
expresse a circunstância adequada.

a) Você é, _______, um otimista. (ideia de afirmação)


b) Luciano estava _______ ansioso com a entrevista
de emprego. (ideia de intensidade)
c) Pessoas que enfrentam os problemas _______
vivem melhor. (ideia de modo)
d) Levantar _______ é difícil para mim. (ideia de
tempo)
e) Carl Sagan foi, _______, o maior divulgador
científico do século XX. (ideia de dúvida)
f) _______ dez alunos trouxeram a autorização para
participar da viagem. (ideia de exclusão)
a) sugestões: sim, certamente.
b) sugestões: bastante, muito, meio.
c) sugestões: calmamente, rapidamente.
d) sugestões: cedo, tarde.
e) sugestões: talvez, possivelmente.
f) sugestões: apenas, só, somente.
Questão 15
Preencha as lacunas com os advérbios
interrogativos do quadro. Cada advérbio
aparece apenas uma vez.

onde - quando - como - por que

a) _______ você guarda a tesoura?


b) _______ fazer para economizar energia?
c) _______ Carlos não comeu bolo?
d) _______ seus pais vão viajar para a Austrália?
a) Onde.
b) Como.
c) Por que.
d) Quando.
Questão 16

Qual das alternativas traz um


advérbio no grau comparativo de
igualdade?

a) Heitor corre tão rápido quanto sua


prima.
b) Acordei tão feliz que cantei uma
música.
c) Estou tão satisfeita com meu trabalho
novo! Resposta: a)
d) O cachorrinho ficou tão triste com
Questão 17
Identifique a alternativa que traz uma
construção com o advérbio no grau
comparativo de superioridade.

a) Juliana conta piadas tão divertidamente quanto


sua irmã.
b) Marcelo observa as coisas mais
minuciosamente que eu.
c) Aquele candidato argumenta menos
coerentemente do que seu adversário.
d) Ela vive tão perigosa quanto insensatamente.
Resposta: B
Questão 18
Transforme o superlativo analítico em
superlativo sintético. Veja o exemplo:

Francisco cozinha muito mal. Francisco


cozinha malíssimo.
a) O avião viaja muito velozmente. O avião
viaja _______.
b) Meu irmão mora muito longe. Meu irmão
mora _______.
c) O advogado agiu muito corretamente. O
advogado agiu _______.
d) Todos os dias, ela acordava muito cedo.
Todos os dias, ela acordava _______.
a) O avião viaja velocissimamente.
b) meu irmão mora longíssimo.
c) O advogado agiu corretissimamente.
d) Todos os dias, ela acordava cedíssimo.
Questão 19
Assinale a alternativa que melhor completa as frases
a seguir.

a) Joaquim já se sentia _______.


( ) melhor.
( ) mais bem.

b) Aquele projeto era _______ acabado do que o outro.


( ) melhor.
( ) mais bem.

c) O remédio fez _______ do que bem.


( ) pior.
( ) mais mal.

d) Estamos nos alimentando _______ do que há um mês.


( ) pior.
a) melhor.
b) mais bem.
c) mais mal.
d) pior.
Questão 20
Substitua as locuções adverbiais
destacadas por um advérbio.

a) O assaltante agia com frieza.


b) O novo forno assa e doura ao mesmo
tempo.
c) Jordana estudou das 8 às 18h sem
interrupção.
d) O valor do trabalho foi definido com
cuidado.
e) Eliane era sem dúvida uma grande artesã.
a) Friamente.
b) Simultaneamente.
c) Ininterruptamente.
d) Cuidadosamente.
e) Certamente/Indubitavelmente.
NUMERAIS
Numeral é a classe de palavra variável que
indica um número exato ou a posição que
tal coisa ocupa numa série.

Os numerais podem ser:

-cardinais (um dois, três)


-ordinais (primeiro, segundo, terceiro),
-fracionários (meio, terço, quarto) e
-multiplicativos (dobro, triplo, quádruplo).
CARDINAIS
São as formas básicas dos números (um, dois, três…) que
indicam quantidades.
Alguns variam em gênero (um/uma, dois/duas,
trezentos/trezentas, etc.).
Além disso, alguns números cardinais variam em número,
como é o caso: milhão/milhões, bilhão/bilhões,
trilhão/trilhões.

A palavra ambos (as) pode ser considerada numeral, uma


vez que indica “os dois” ou “as duas”.
Joana e Beatriz adoram andar. Ambas gostam de caminhar
ouvindo música.

Exemplos de numeral cardinal: um, dois, doze, vinte,


cem, mil.
ORDINAIS
Indicam ordem de uma sequência, uma série, seja de
seres, coisas ou objetos (primeiro, segundo, terceiro,
quarto, quinto…).

Variam em gênero (masculino e feminino) e número


(singular e plural).
primeiro/primeira, primeiros/primeiras, terceiro/terceira,
terceiros/terceiras, etc.

Importante destacar que alguns numerais ordinais


possuem o valor de adjetivo.
Compre carne de primeira, por favor.

Exemplos de numeral ordinal: primeiro, segundo,


décimo, vigésimo primeiro, centésimo, milésimo.
FRACIONÁRIOS

Os numerais fracionários indicam a diminuição das


proporções numéricas, ou seja, representam uma
parte de um todo.
Por exemplo, ¼ (lê-se um quarto), ½ (lê-se meio ou
metade), ¾ (lê-se três quartos).

Eles flexionam-se em gênero (masculino e feminino)


e número (singular e plural): um quarto de queijo,
duas quartas partes de queijo.

Exemplos de numeral fracionário: meio ou


metade, quarto, quinto, undécimo, treze avos, vinte
e um avos,
MULTIPLICATIVOS
Relacionam-se com um conjunto de seres, objetos
ou coisas, dando-lhes uma característica que
determina o aumento através de múltiplos.
dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, etc.

Os multiplicativos são invariáveis.


Quando têm função de adjetivo, flexionam-se em
gênero (masculino e feminino) e número (singular e
plural).
dose dupla de elogios, duplos sentidos.

Exemplos de numeral multiplicativo: duplo ou


dobro, triplo, décuplo, undécuplo, treze vezes,
cêntuplo.
NUMERAIS COLETIVOS

Existem substantivos que indicam quantidades


exatas, como dúzia (12 unidades) ou dezena
(10 unidades). Esses substantivos também
podem ser chamados de numerais coletivos.

Os numerais coletivos sofrem a flexão de


número (singular e plural): dúzia/dúzias,
dezena/dezenas, centena/centenas.
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários

um (1) primeiro - -

dois (2) segundo dobro, duplo meio

três (3) terceiro triplo, tríplice terço

quatro (4) quarto quádruplo quarto

cinco (5) quinto quíntuplo quinto

seis (6) sexto sêxtuplo sexto

sete (7) sétimo sétuplo sétimo

oito (8) oitavo óctuplo oitavo

nove (9) nono nônuplo nono

dez (10) décimo décuplo décimo

onze (11) décimo primeiro undécuplo onze avos

doze (12) décimo segundo duodécuplo doze avos

treze (13) décimo terceiro cardinal+vezes treze avos

catorze (14) décimo quarto - catorze avos


quinze (15) décimo quinto - quinze avos

dezesseis (16) décimo sexto - dezesseis avos

dezessete (17) décimo sétimo - dezessete avos

dezoito(18) décimo oitavo - dezoito avos

dezenove (19) décimo nono - dezenove avos

vinte (20) vigésimo - vinte avos

trinta (30) trigésimo - trinta avos

quarenta (40) quadragésimo - quarenta avos

cinquenta (50) quinquagésimo - cinquenta avos

sessenta (60) sexagésimo - sessenta avos

setenta (70) septuagésimo - setenta avos

oitenta (80) octogésimo - oitenta avos

noventa (90) nonagésimo - noventa avos

cem (100) centésimo cêntuplo centésimo


duzentos (200) ducentésimo - ducentésimo

trezentos(300) trecentésimo - trecentésimo

quatrocentos (400) quadringentésimo - quadringentésimo

quinhentos (500) quingentésimo - quingentésimo

seiscentos (600) sexcentésimo - sexcentésimo

setecentos (700) septingentésimo - septingentésimo

oitocentos (800) octingentésimo - octingentésimo

nongentésimo ou
novecentos (900) - nongentésimo
noningentésimo

mil (1000) milésimo - milésimo

milhão (1.000.000) milionésimo - milionésimo

bilhão ([Link]) bilionésimo - bilionésimo


EMPREGO DOS NUMERAIS
Indicação de dias do mês: quando indica dias do mês,
utilizam-se os numerais cardinais, exceto na indicação
do primeiro dia, feita pelo ordinal.
Ex: vinte e três de janeiro, primeiro de outubro.

Indicação de leis e decretos: quando indica leis e


decretos, o numeral ordinal é utilizado até o nono,
depois utilizam-se os cardinais.
Ex: Artigo 9° (artigo nono), Artigo 10 (Artigo 10).

Indicação de séculos, capítulos, reis e papas: depois


do substantivo utiliza-se o numeral ordinal até o décimo,
e a partir do décimo utiliza-se o numeral cardinal.
Ex: Século III (terceiro), Capítulo XI (onze), Luís XV
(quinze), João Paulo II (segundo).
Exercícios
1. Analise as duas orações que seguem e atenda ao propósito
de responder ao seguinte questionamento:

O prêmio foi entregue a um garoto.


Na biblioteca havia apenas um garoto estudando.

Quanto à classe morfológica, os


termos em destaque possuem a mesma
classificação? Justifique.
Não, pois na primeira oração trata-se de um artigo indefinido.
E na segunda, um numeral cardinal.
2. Escreva por extenso os numerais
referentes às orações em evidência.

a – Rei Henrique VII.


b – Praça dos 3 Poderes.
c – capítulo X do livro de Machado
de Assis.
d – Sapato à moda Luís XV.
e – Avenida João XXIII.
a – sétimo
b – Três
c – décimo
d – quinze
e – Vinte e Três
3. (Ufam) Assinale o item em que não é correto
ler o numeral como vem indicado entre
parênteses:

a – Pode-se dizer que no século IX (nono) o


português já existia como língua falada. ( )
b – Pigmalião reside na casa 22 (vinte e duas) do
antigo Beco do Saco do Alferes, em Aparecida.
( )
c - Abram o livro, por favor, na página 201
(duzentos e um). ( )
d – O que procuras está no art. 10 (dez) do código
que tens aí à mão.( )
e – O Papa Pio X (décimo), cuja morte teria sido
apressada com o advento da Primeira Guerra
Mundial, foi canonizado em 1954.( )
Alternativa “b”, pois é expresso pela seguinte forma:
vinte e dois
4. Crie 5 frases que revelem situações
cotidianas em que são expressas por
numerais, tais como, panfletos, anúncios
publicitários, ente outros.

Exemplo:
Aproveitem! Mega Liquidação! Tudo com 50%
de desconto.
5. (CRECI) Analise os dados a seguir:
I – O artigo, definido ou indefinido, exerce na oração a função sintática de
adjunto adnominal.
II – O numeral tem mais de uma função sintática. Para saber qual é ela,
precisamos observar se na oração, seu papel é de adjetivo ou substantivo.
No primeiro caso, o numeral assume a função sintática de adjunto
adnominal; no segundo caso, ele desempenha uma função sintática
própria do substantivo, ou seja, de núcleo de um sujeito, de um objeto
direto, de um objeto indireto, etc.
III – O numeral pode referir-se a um substantivo ou substituí-lo; no
primeiro caso, é numeral adjetivo; no segundo, numeral substantivo.
IV – Os numerais classificam-se em: cardinais: (indicam série, ordem,
posição); ordinais: (designam uma quantidade de seres); multiplicativos:
(expressam aumento proporcional a um múltiplo da unidade);
fracionários: (denotam diminuição proporcional a divisões da unidade).

Estão corretas as afirmações feitas em:


a) Apenas II, III e IV.
b) Apenas I, III e IV.
c) Apenas I, II e III. Resposta: c) Apenas I, II e
d) I, II, III e IV III.
6. (Consel) Indique a frase correta
referente a utilização do numeral:

a) primeiro de janeiro.
b) um mil reais.
c) 3ª festa da uva.
d) século I (século um).

Resposta: a) primeiro de
janeiro.
7. (RBO)
Na frase: Mãe e filha procuravam
emprego e, agora, ambas, já estão
trabalhando.
A palavra destacada corresponde a:

a) Artigo definido.
b) Artigo indefinido.
c) Numeral cardinal.
d) Numeral multiplicativo.
Resposta: c) Numeral
cardinal
Questão 8–(VUNESP)
Bom exemplo na saúde
Os bons resultados que estão sendo obtidos por programa de parceria entre hospitais
privados de ponta e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) para reduzir a infecção
hospitalar nestes últimos, como mostra reportagem do Estado, são um exemplo de que
é possível melhorar o atendimento na rede pública com medidas simples e de custo
relativamente baixo.
Em um ano, o treinamento que profissionais de 119 unidades da rede pública de 25
Estados recebem em cinco hospitais privados de ponta já levou a uma redução de 23%
das ocorrências de infecção hospitalar em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de três
tipos principais: na corrente sanguínea, no trato urinário e na pneumonia associada à
ventilação mecânica. Participam do treinamento não apenas médicos e enfermeiros,
mas também – e este é um ponto importante – integrantes das diretorias dos hospitais
para facilitar a adoção dos procedimentos como rotina.
Os bons resultados do programa, observados em todas as regiões, levaram o Ministério
da Saúde a fixar a meta ambiciosa de redução de 50% da infecção hospitalar na rede
do SUS até 2020. Isso significará salvar 8500 vidas de pacientes de UTI. O programa
também permitirá, segundo estimativa do Ministério, reduzir R$ 1,2 bilhão nos gastos
com internação.
Tudo isso sem fazer reformas e obras na rede pública, apenas redesenhando “o
processo assistencial com os recursos disponíveis”, como diz a coordenadora-geral da
iniciativa, Cláudia Garcia, do Hospital Albert Einstein. Além de fazer muito com poucos
recursos, o alvo do programa foi bem escolhido, porque as infecções hospitalares estão
entre as principais causas de mortes em serviços de saúde do mundo inteiro, segundo
a Organização Mundial da Saúde.
É preciso ter em mente, porém, que não se pode esperar demais de iniciativas desse
tipo. Elas são importantes em qualquer circunstância – porque o bom emprego do
dinheiro público, para dele sempre tirar o máximo, deve ser uma regra –, mas têm
Analisando-se os numerais empregados no texto,
conclui-se que eles
a) constituem dados relevantes e fundamentam a
argumentação favorável à iniciativa de parceria entre
os sistemas de saúde.
b) são pouco expressivos na argumentação
apresentada, considerando-se que não sinalizam para
resultados auspiciosos.
c) orientam a argumentação para a ideia de se gastar
menos com a saúde, devendo-se usar o dinheiro de
forma menos criteriosa.
d) contrariam a ideia de que o país passa para uma
crise econômica, já que se gasta muito em uma
parceria entre os sistemas de saúde.
e) sinalizam informações da iniciativa sem, contudo,
agregar elementos que mostrem se haverá uma
redução de custo queResposta:
a justifique.
a) ....
Questão 9 - (UFPI) Aponte a
alternativa em que os numerais estão
bem empregados.

a) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo


Primeiro.
b) Após o parágrafo nono virá o parágrafo
décimo.
c) Depois do capítulo sexto, li o capítulo
décimo primeiro.
d) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
e) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
Resposta: d
Questão 10 - (UFAM) Assinale o item em que
não é correto Ier o numeral como vem
indicado entre parênteses:

a) Pode-se dizer que no século IX (nono) o


português já existia como língua falada.
b) Pigmalião reside na casa 22 (vinte e duas) do
antigo Beco do Saco do Alferes, em Aparecida.
c) Abram o livro, por favor, na página 201
(duzentos e um).
d) O que procuras está no art. 10 (dez) do código
que tens aí à mão.
e) O Papa Pio X (décimo), cuja morte teria sido
apressada com o advento da Primeira Guerra
Mundial, foi canonizado em 1954.
Resposta: b
Questão 11 - (Funrio) No trecho “E já no seu
primeiro jogo depois do pacto com o Diabo,
Tinho assombrou. Fez cinco gols, dois com
cada perna e o quinto com uma cabeceada
perfeita.”, os vocábulos em destaque são,
respectivamente, numerais:

a) ordinal, cardinal, cardinal e ordinal


b) cardinal, cardinal, ordinal e ordinal
c) cardinal, ordinal, ordinal e cardinal
d) cardinal, cardinal, cardinal e cardinal
e) ordinal, ordinal, ordinal e ordinal

Resposta: a
Questão 12 - (UFJF) Marque o
emprego incorreto do
numeral:

a) século III (três)


b) página 102 (cento e dois)
c) 80º (octogésimo)
d) capítulo XI (onze)
e) X tomo (décimo)
Resposta: a
Questão 13 - (UFAM) Assinale a
opção em que há erro na
indicação por extenso do numeral
ordinal:

a) 700° – septingentésimo
b) 300° – tricentésimo
c) 70° – septuagésimo
d) 80° – octagésimo
e) 900º –Resposta:
nongentésimo
d
Questão 16 - (CRECI) Analise os dados a seguir:
I – O artigo, definido ou indefinido, exerce na oração a função
sintática de adjunto adnominal.
II – O numeral tem mais de uma função sintática. Para saber qual é
ela, precisamos observar se na oração, seu papel é de adjetivo ou
substantivo. No primeiro caso, o numeral assume a função sintática
de adjunto adnominal; no segundo caso, ele desempenha uma
função sintática própria do substantivo, ou seja, de núcleo de um
sujeito, de um objeto direto, de um objeto indireto, etc.
III – O numeral pode referir-se a um substantivo ou substituí-lo; no
primeiro caso, é numeral adjetivo; no segundo, numeral
substantivo.
IV – Os numerais classificam-se em: cardinais: (indicam série,
ordem, posição); ordinais: (designam uma quantidade de seres);
multiplicativos: (expressam aumento proporcional a um múltiplo da
unidade); fracionários: (denotam diminuição proporcional a divisões
da unidade).
Estão corretas as afirmações feitas em:
a) Apenas II, III e IV. Resposta: c
b) Apenas I, III e IV.
c) Apenas I, II e III.
Questão 17 - (ITA-SP) Assinale o que
estiver correto:

a) Seiscentismo se refere ao século XVI.


b) O algarismo romano da frase anterior
se lê: décimo sexto.
c) Duodécuplo significa duas vezes,
dodécuplo, doze vezes.
d) Ambos os dois é forma enfática correta.
e) Quadragésimo, quarentena,
quadragésima, quaresma só
aparentemente se refere a quarenta.
Resposta: d
.

Você também pode gostar