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Redutores

O documento aborda o funcionamento e a manutenção de redutores mecânicos, que são utilizados para reduzir a velocidade de rotação e aumentar o torque em sistemas de acionamento. Ele detalha as partes fundamentais dos redutores, suas aplicações, características, e os cuidados necessários para garantir seu bom funcionamento. Além disso, inclui informações sobre a seleção adequada de redutores com base em potência, rotação e tipo de carga.

Enviado por

Rodrigo Machado
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O documento aborda o funcionamento e a manutenção de redutores mecânicos, que são utilizados para reduzir a velocidade de rotação e aumentar o torque em sistemas de acionamento. Ele detalha as partes fundamentais dos redutores, suas aplicações, características, e os cuidados necessários para garantir seu bom funcionamento. Além disso, inclui informações sobre a seleção adequada de redutores com base em potência, rotação e tipo de carga.

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Técnico em

Mecânica

Manutenção Mecânica
Redutores

2
Redutores
• Um redutor consiste num conjunto de eixos com engrenagens
cilíndricas de dentes retos, helicoidais, cônicas ou somente com
uma coroa com parafuso sem fim, que tem como função
reduzir a velocidade de rotação do sistema de acionamento do
equipamento.
• Consequentemente com a redução da velocidade há um
aumento significativo do torque transmitido.

Redutor Motorredutor
Redutores
• Redutores Coroa parafuso sem fim

4
Redutores
• Motorredutores

5
Redutores
Aplicações
• Guinchos
• Correias transportadoras

6
Redutores
Aplicações
• Indústria madeireira

7
Redutores
Partes fundamentais do redutor
Engrenagens
• Através delas reduz-se a velocidade de rotação da transmissão,
pois o contato entre engrenagens de menor e maior número de
dentes (variação no diâmetro) possibilita a redução desejada.
Carcaça
• Fabricada em chapa de aço baixo carbono ou ferro fundido,
montada com solda ou alumínio, podendo ser bipartida ou
apenas com abertura nas tampas dos mancais.
• Em alguns casos, ela é tratada termicamente para alivio das
tensões de solda ou fundição.
8
Redutores
Elementos básicos do redutor
Eixos
• São usinados em aço médio carbono temperados e
revenidos para a dureza especificada.
Engrenagens
• São rodas dentadas com módulos padronizados por
normas.
• Fabricadas em aço liga temperada em óleo e revenida.
• Tem formato cilíndrico de dentes retos, helicoidal ou
cônico (pinhão), conforme o modelo do redutor.
9
Redutores
Elementos básicos do redutor
Rolamentos
• Elementos girantes de máquina que suportam o eixo com as
engrenagens, possibilitando a eles o menor atrito possível
ao girar. São utilizados rolamento radiais, axiais ou cônicos.
Retentores
• Utiliza-se vedadores de borracha com molas, para reter o
óleo da parte interna e evitar as infiltrações de
contaminantes externos.
Tampa de inspeção
• Evita a desmontagem do redutor, facilitando a inspeção das 10
partes internas.
Redutores
Elementos básicos do redutor
Níveis de óleo
• Sistema para inspeção de nível óleo lubrificante utilizado
dentro do redutor. Podem ser do tipo visor, tubo vertical
ou vareta de nível.
Respiro
• Dispositivo que possibilita a saída e entrada do ar no
redutor durante o trabalho, devido ao aquecimento e
resfriamento (mudança de volume do ar).

11
Redutores
Elementos básicos do redutor
Placa de dados do redutor
• Local onde estão contidas várias informações importantes
para o seu correto dimensionamento, tais como:
Relação de transmissão
rotação máxima do eixo de entrada e saída
tipo de lubrificante
torque no eixo de saída
Modelo
fabricante, etc.
12
Redutores
Características
• Os redutores variam sua construção conforme a potência
do motor, quais podem chegar até 3600 rpm ou mais;
• Relação de transmissão 1:1 até 1:1200;
• Transmissão com eixos concêntricos paralelos ou
perpendiculares, tanto na vertical como horizontal

13
Redutores
Componentes

14
Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim
• Compõem um sistema
de transmissão muito
utilizado na mecânica,
principalmente nos casos
em que é necessária
redução de grandes
velocidades (rotações)
ou um aumento de força,
como nos redutores de
velocidade, nas talhas e
nas pontes rolantes.
15
Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim

16
Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim
• O número de entradas do parafuso tem influência no
sistema de transmissão.
• Se um parafuso com rosca sem-fim tem apenas uma
entrada e está acoplado a uma coroa de 60 dentes, em
cada volta dada no parafuso a coroa vai girar apenas um
dente.
• Como a coroa tem 60 dentes, será necessário dar 60
voltas no parafuso para que a coroa gire uma volta.
• Assim, a rpm da coroa é 60 vezes menor que a do
parafuso. 17
Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim
• Se, por exemplo, o parafuso com rosca sem-fim está
girando a 1.800 rpm, a coroa girará a 1.800 rpm, divididas
por 60, que resultará em 30 rpm.
• Suponhamos, agora, que o parafuso com rosca sem-fim
tenha duas entradas e a coroa tenha 60 dentes.
• Assim, a cada volta dada no parafuso com rosca das sem-
fim, a coroa girará dois dentes.

18
Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim
• Portanto, será necessário dar 30 voltas no parafuso para
que a coroa gire uma volta.
• Assim, as rpm da coroa são 30 vezes menor que as rpm do
parafuso com rosca sem-fim.
• Se, por exemplo, o parafuso com rosca sem-fim está
girando a 1800 rpm, a coroa girará a 1800 divididas por
30, que resultará em 60 rpm.
onde:
Nc = rpm da coroa
Np = rpm do parafuso com rosca sem-fim 19
Ne = número de entradas do parafuso
Zc = número de dentes da coroa
Redutores
Exemplos
1. Em um sistema de transmissão composto de coroa e
parafuso com rosca sem-fim, o parafuso tem 3 entradas
e desenvolve 800 rpm. Qual será a rpm da coroa,
sabendo-se que ela tem 40 dentes?
2. Qual será a rpm da coroa com 80 dentes de um sistema
de transmissão cujo parafuso com rosca sem-fim tem 4
entradas e gira a 3200 rpm? 20
Redutores
Redutor com 3 pares de engrenagens para
elevação de carga
onde:
Mtn= Momento
torçor nos
respectivos eixos
nn = rpm em cada
eixo
Zn = número de
dentes de cada
engrenagem
Dt = diâmetro do
tambor de
enrolamento
Ve=velocidade de
elevação 21
Redutores
Relação de Transmissão

22
Redutores
Relação de Transmissão

23
Redutores
Determinação do número de pares de engrenagens
• A relação de transmissão por par de engrenagens não deve
ultrapassar:

• A determinação do número de pares de engrenagens é dada


por:

• O valor de redução necessário deve estar entre:

24
Redutores
Rendimento do Redutor
Na prática consideramos os seguintes valores:

25
Redutores
Rendimento do Redutor
• Rendimento total do redutor:

Onde:
• n = Nº de pares de engrenagens
26
Redutores
• Calcule a relação de transmissão total e a rotação de saída do eixo no
redutor abaixo, sabendo que a rotação de entrada no eixo 1 vale 3000
rpm

27
Redutores
Exemplo: Qual é o rendimento do redutor?

28
Redutores - Seleção
Dados necessários
• Tipo de máquina movida
• Tipo de máquina motora
• Potência efetiva em CV requerida pela máquina movida Pc
• Rotação no eixo de entrada do redutor N1
• Rotação no eixo de saída do redutor N2
• Ciclo operativo (horas de serviço por dia)
FS Fator de Serviço
De acordo com a máquina movida deve ser escolhida a
tabela 1 do tipo de carga (uniforme, moderada ou pesada).
Conhecendo-se o tipo de carga, o tipo de máquina motora e 29

o ciclo operativo se determina o FS na tabela 2.


Redutores
Seleção

30
Redutores - Seleção

31
Redutores - Seleção
Potência equivalente
Determinar a potência equivalente (Pe), multiplicando a
potência efetiva (Pc) pelo fator de serviço (FS)

Relação de redução I
Determinar a redução I, dividindo a rotação no eixo de
entrada do redutor pela rotação necessária no eixo de
saída.

Nas tabelas de capacidade estão indicadas as reduções


nominais e efetivas.
32
Redutores - Seleção
Escolha do Redutor
• Conhecendo-se a rotação no eixo de entrada do redutor, a
potência equivalente (Pe) e a redução (I) determine o
redutor ideal através das tabelas dadas.
• O redutor selecionado deve ter uma potência na saída
maior ou igual à potência equivalente.
• Para uma rotação de entrada diferente das rotações
indicadas nas tabelas, as capacidades podem ser
determinadas por interpolação.
• O tamanho do redutor é determinado a partir da carga
efetiva requerida pela máquina e não pela potência do 33
motor a ser utilizado.
Redutores
Seleção do redutor - Resumo
• Para a seleção adequada do redutor, devemos antes conhecer
algumas informações do sistema:
 Tipo de máquina movida,

 Tipo de máquina motora,

 Potencia efetiva requerida pela máquina movida (Pc),

 Rotação de entrada (Ne), Rotação de saída (Ns),

 Regime de trabalho,

 Relação de redução (I), Torque (T), Cargas aplicadas – 34

Principalmente cargas radiais (Cr).


Redutores
Exemplo
Selecionar um redutor para a seguinte situação: Agitador
de líquidos com carga uniforme.
• Motor elétrico: N = 1750 rpm
• Potencia efetiva requerida pelo agitador = 2,6 CV
• Rotação no eixo do agitador: N = 60 rpm
• Ciclo operativo = 12 horas/dia
35
Redutores
Seleção do redutor - Fator de Serviço FS

36
Redutores
Seleção do redutor – Série x Redução x Potência

38
Redutores
Seleção do redutor – Série x Redução x Potência

39
Redutores
Exercícios
1. Selecionar um redutor para a seguinte situação:
Agitador de líquidos com carga uniforme.
• Motor elétrico: N=1750 rpm
• Potencia efetiva requerida pelo agitador = 2,6 CV
• Rotação no eixo do agitador: N=120 rpm
• Ciclo operativo = 12 horas/dia
40
Redutores
Resolução 1
• Potência equivalente (Pe):
• Pe = Pc x FS
• Pe = 2,6 x 1,25 = 3,25
• Pe = 3,25 CV
• Redução necessária:
• I=Ne/Ns
• I= 1750/120
• I=14,58 41
Redutores
Resolução 1
• Com estes dados se escolhe o redutor com redução 15 e
tamanho 07 que apresenta:

• Pot. Entrada = 4,57 CV


• Pot. Saída = 3,56 CV
• Torque kgfm = 21,9 kgfm
• Carga Radial = 640 kgf
• Rendimento = 0,78
• Redução efetiva = 15
• 1CV =740W
• 1kgfm =9,8 Nm 42
Redutores
Exercícios
2. Selecionar um redutor para a seguinte situação:
Mesa transportadora - choques moderados
• Motor elétrico com partidas e paradas frequentes:
N=900 rpm
• Potencia efetiva requerida = 8 CV
• Rotação no eixo: N = 88 rpm
43
• Ciclo operativo = 12 horas/dia
Manutenção de Redutores

44
Manutenção de Redutores
A aplicação de transmissões mecânicas exige:
• Conhecimento das exigências e condições de
funcionamento;
• Familiaridade com as características e formas
construtivas das transmissões;
• Dados suficientes para efetuar a pré-seleção das
transmissões mecânicas, em função da potência a
transmitir.

45
Manutenção de Redutores
Principais tipos de transmissões mecânicas
Transmissão por engrenagens
• Tipo mais usual de transmissão, entre eixos paralelos,
reversos ou concorrentes.
• Transmissão de forças sem deslizamento, segurança de
funcionamento, vida, resistência a sobrecargas,
dimensões reduzidas e, em geral, com alto rendimento.
• Custo elevado
• Necessitam de acoplamentos elásticos para absorver
choques
46
Manutenção de Redutores
Principais tipos de transmissões mecânicas
Transmissão por engrenagens
• Tipo mais usual de transmissão, entre eixos paralelos,
reversos ou concorrentes.
• Transmissão de forças sem deslizamento, segurança de
funcionamento, vida, resistência a sobrecargas,
dimensões reduzidas e, em geral, com alto rendimento.
• Custo elevado
• Necessitam de acoplamentos elásticos para absorver
choques
47
Manutenção de Redutores
Engrenagens cilíndricas
• Redução por estágio até 8;
• Potências até 50.000 CV;
• Rotações até 100.000 rpm;
• Velocidade tangencial até 250 m/s;
• Rendimento entre 96 e 99 %.

48
Manutenção de Redutores
Engrenagens Cônicas
• Empregadas para eixos concorrentes
• Reduções até 6
• Custo superior ao das engrenagens cilíndricas
• Para altas potências são fabricadas com dentes curvos,
temperadas e caseadas ou retificadas

49
Manutenção de Redutores
Rosca Sem Fim
• Empregadas para eixos reversos;
• Rendimento entre 97% e 45%;
• Para grandes reduções, mais econômicas apesar do baixo
rendimento;
• Para rendimento inferior a 60%, apresenta características de auto-
frenagem;
• Redução por estágio até 100;
• Silenciosas.

50
Manutenção de Redutores
Cuidados que devem ser tomados com os
redutores industriais
• Estado geral de limpeza do equipamento;
• Regularidade na troca do lubrificante;
• Obedecer os períodos de troca de rolamentos;
• Verificar vazamentos, troca de retentores e completar
o nível de óleo;
• Avaliar visualmente o estado das engrenagens.

51
Manutenção de Redutores
Para um bom funcionamento
Garantir que os redutores
estejam apoiados sobre
bases firmes, com os eixos
devidamente alinhados
com os eixos do motor e da
máquina acionada.

Observar que os limites do


redutor sejam respeitados,
52
pelo uso de motores
adequados a suas capacidades
mecânicas.
Manutenção de Redutores
Os defeitos mais comuns que ocorrem com as
engrenagens
• Seja qual for o tipo de engrenamento escolhido para uma
aplicação, tecnicamente terá uma longa vida útil, sem
apresentar problemas, desde que:
 tenha sido bem feita sua seleção;
 que seja bem executada sua manutenção.
• Iniciar a manutenção por uma análise bem feita do estado
geral das engrenagens, observando o contato de
engrenamento;
• Através dessa análise torna-se possível adotar ações corretivas
53
importantes para garantir e/ou aumentar a vida das peças.
Manutenção de Redutores
Os defeitos mais comuns que ocorrem com as engrenagens
• Como as peças em geral são feitas em metal, é evidente que haverá
um desgaste das superfícies metálicas que tem contato entre si,
apesar da presença do óleo lubrificante;
• No início de operação de um par de engrenagens novo, pequenas
imperfeições serão eliminadas, e a superfície de engrenamento
ficará polida;
• Isto acontecerá se as condições de desenho, material, fabricação,
aplicação, instalação, operação e lubrificação tiverem sido
respeitadas;
• Sob condições normais de operação, o desgaste será desprezível e
considerado normal;
• Sob condições menos favoráveis, poderá ocorrer a deterioração da 54
superfície do dente da engrenagem, podendo levar até a quebra.
Manutenção de Redutores
Tipos de falhas
• O aparecimento de algumas falhas não constitui uma falha
em si, podendo ser o resultado de um processo de
degeneração;
• É comum que seja feita uma análise periódica com
fotografias ou impressão em papel, para determinar se as
condições observadas são progressivas ou não;
• Dois ou mais tipos de falhas podem ocorrer
simultaneamente, ou a falha poderá ocorrer em função da
ação contínua ou progressiva de outra falha;
• Nesses casos, a falha final poderá ser completamente
55
diferente daquela que a precedeu, levando a conclusões
errôneas sobre a correta solução a adotar.
Manutenção de Redutores
Tipos de falhas
• O grande segredo na avaliação dos defeitos nas
engrenagens esta na capacidade do analisador:
 de saber distinguir causas e efeitos;
 na avaliação do grau de progressão de uma condição
observada;
 saber determinar o “remédio” a utilizar.

56
Manutenção de Redutores
Tipos de falhas

Desgaste normal ou polimento Desgaste moderado

57

Desgaste abrasivo Arranhamento


Manutenção de Redutores
Tipos de falhas

Vinco
Desgaste por interferência

58

Desgaste corrosivo Desfolhamento


Manutenção de Redutores
Tipos de falhas

Aquecimento

Pitting destrutivo

59

Pitting ou cavitação inicial Desprendimento de material


Manutenção de Redutores
Tipos de falhas

Quebra por fadiga


Rolling & Penning - fluência

60

Rippling - ondulação Trincas de têmpera


Manutenção de Redutores
Tipos de falhas

61
Spalling ou Lascamento
Manutenção de Redutores
Importante
• Tentar “melhorar” o contato de engrenamento só irá
destruir a superfície ou a forma dos flancos dos dentes.
• As engrenagens cilíndricas não podem ter nenhum tipo de
ajuste:
• Ou são montadas e giram normalmente, ou estão com
defeito
• Pares cônicos e transmissões por rosca sem fim exigem o
ajuste da posição relativa das peças na montagem, a fim
de que seja observado o contato de engrenamento
62
Manutenção de Redutores
Importante
• Tentar “melhorar” o contato de engrenamento só irá
destruir a superfície ou a forma dos flancos dos dentes.
• As engrenagens cilíndricas não podem ter nenhum tipo de
ajuste:
• Ou são montadas e giram normalmente, ou estão com
defeito
• Pares cônicos e transmissões por rosca sem fim exigem o
ajuste da posição relativa das peças na montagem, a fim
de que seja observado o contato de engrenamento
63
Manutenção de Redutores
Contatos de engrenamento normais a encontrar
nas engrenagens cilíndricas

64
Manutenção de Redutores
Contatos de engrenamento com diferentes
defeitos encontrados nas engrenagens cilíndricas

65
Manutenção de Redutores
Cuidados na manutenção de variadores e
redutores de velocidade
• Além dos cuidados com rolamentos, eixos, árvores e
outros elementos específicos, a manutenção dos
variadores de velocidade exige os seguintes cuidados:
• Alinhamento e nivelamento adequados.
• Lubrificação correta.
• Inspeções periódicas, com especial atenção aos
mancais.
• Verificação dos elementos sujeitos ao atrito.
• Verificação dos elementos de ligação em geral. 66
Manutenção de Redutores
Cuidados na manutenção de redutores de velocidade de
engrenagens
• Na desmontagem, iniciar pelo eixo de alta rotação e terminar pelo de
baixa rotação.
• Na substituição de eixo e pinhão, considerar ambos como uma
unidade, isto é, se um ou outro estiver gasto, substituir ambos.
• Coroas e pinhões cônicos são lapidados aos pares e devem ser
substituídos aos pares, nas mesmas condições. Os fabricantes
marcam os conjuntos aos pares e, geralmente, indicam suas posições
de colocação que devem ser respeitadas.
• Medir a folga entre os dentes para que esteja de acordo com as
especificações.
• Proteger os lábios dos retentores dos cantos agudos dos rasgos de
chaveta por meio de papel envolvido no eixo. Não dilatar os lábios 67
dos retentores mais que 0,8 mm no diâmetro..
Manutenção de Redutores
Características de redutores industriais
• Redutores industriais são fornecidos completamente montados e
ajustados para as condições de trabalho previamente especificadas.

• Dependendo do ambiente de trabalho, os redutores podem receber


uma pintura especial na parte externa, além de algum tipo de
proteção nas pontas de eixos.
• Redutores podem ter eixos feitos em aço inox para evitar corrosão. 68
Manutenção de Redutores
Transporte
• O transporte dos redutores deve ser feito de forma cuidadosa,
evitando acidentes que danifiquem o equipamento.
• Utilizar cordas fixas por alças, olhais ou por baixo da aba de união das
caixas dos redutores.
• O transporte deve levar em conta os acessórios montados no redutor
(bombas, trocadores de calor, mancais alongados, etc.).

Nunca suspender
os redutores
pelos eixos para
não danificar os
rolamentos!
69
Manutenção de Redutores
Armazenamento
• Redutores podem ser armazenados por até 12 meses, desde que o
local seja seco e esteja protegido das intempéries.
• Equipamentos que devem permanecer estocados por tempo maior
devem ter uma manutenção de armazenagem:
 Redutores de pequeno porte lubrificados por óleo devem ser totalmente
enchidos de óleo, evitando a condensação de umidade no interior da
caixa
 Redutores maiores: proceder a uma pulverização anual das partes
girantes com óleo
 Partes externas não pintadas e furos roscados podem ser simplesmente
cobertos por graxa.

70
Manutenção de Redutores
Montagem de engrenagens nas pontas de eixos
• A montagem deve ser feita de forma cuidadosa, de forma a não danificar os
rolamentos e outros componentes internos do redutor;
• Preferencialmente a montagem deve ser feita a quente, com uma diferença
de temperatura aproximada de 150°C entre as peças;
• Muitos componentes são montados com interferência maior, algumas vezes
com uso de pressão hidráulica;
• Tentativas de desmontagem de tais componentes podem danificar as peças,
obrigando a sua substituição;
• Recomendamos analisar os componentes antes de iniciar qualquer trabalho
de desmontagem.

71
Manutenção de Redutores
Instalação dos redutores industriais

Os redutores devem ser


instalados:
• Em locais com
suficiente circulação de
ar;
• Sobre bases metálicas e
rígidas, que não sofram
desnivelamentos em
função dos esforços
gerados pelo
72
funcionamento do
sistema.
Manutenção de Redutores
Colocação de lubrificante
• O lubrificante a ser utilizado no redutor é o indicado na
plaqueta de identificação do redutor, em função da
viscosidade ISO.
• A colocação do óleo deve ser feita através da tampa de
inspeção do redutor, ou através do bujão de nível ou respiro
• Cuidado com o volume de lubrificante.
• Excesso de lubrificante provoca superaquecimento do
redutor
• Ambientes com temperatura acima de 40°C: utilizar
lubrificante com viscosidade um grau acima daquela indicada
na plaqueta do redutor 73
• Ambientes com temperatura acima de 50°C ou abaixo de 0°C
exigem uma avaliação especial das condições de
funcionamento do redutor
Manutenção de Redutores
Início do funcionamento
• O início de funcionamento do redutor deve começar com 1/3 da carga
nominal, permanecendo nessa condição durante 10 horas.
• Durante esse período observar possíveis anomalias na operação,
eventuais vazamentos em retentores ou sistemas externos de
lubrificação.
• Redutores a plena carga, em serviço contínuo e temperatura ambiente
de 30°C, devem apresentar uma temperatura máxima de 90°C na parte
externa da caixa, ou de 110°C no óleo.
• Em temperaturas ambiente muito baixas pode ocorrer a obstrução das
tubulações por gelo.
• Nesses casos utiliza-se resistências de aquecimento, ligadas antes da
operação do sistema.
• Temperaturas muito altas, com ambientes úmidos, provocam a
condensação de água no interior dos redutores. 74
• Pode ser eliminada pelo uso de resistências de aquecimento
Manutenção de Redutores

75
Manutenção de Redutores
Manutenção Corretiva
• A manutenção corretiva requer conhecimentos mais
detalhados de um componente ou de um conjunto.
• Nos redutores de velocidade, os que se referem às engrenagens
– os elementos de maior custo – são os mais importantes.
• O conhecimento dos principais tipos de avarias é fundamental
para uma melhor análise.
• Alguns defeitos nos jogos de engrenagens, quando aparecem,
exigem a substituição do componente.
• Na manutenção, o cuidado com a limpeza, principalmente nos
rolamentos, é fundamental.
• Recomenda-se sempre a limpeza com solventes a quente ou a 76
frio, de todos os componentes, inclusive a carcaça.
Manutenção de Redutores
• O tipo de fixação entre engrenagens e eixo deve ser conhecido.
• Existem montagens com chaveta, montagens com interferência
(sem chavetas), e montagens com interferência utilizando
pressão de óleo.
• Na substituição de uma peça, parte-se em geral para o desenho
e confecção de uma nova e, se não forem tomados alguns
cuidados, a nova peça poderá falhar em pouco tempo.

77
Manutenção de Redutores
Acoplamentos
• O ajuste entre o cubo e o eixo
deve ser compatível com
H7/k6 ou K7/h6, conforme
ISO.
• Se for necessário, aquecer os
cubos dos acoplamentos acima
de 80°C, retirando os
elementos elásticos.
• Acoplamentos instalados em
locais com muita circulação de
pessoas devem receber capas
de proteção, conforme exigem 78
as normas de segurança.
Manutenção de Redutores
Lubrificação de redutores industriais
Em termos de lubrificação para redutores de velocidade,
diversas são as fontes de consulta e informações disponíveis:
• Material fornecido pelos fabricantes dos óleos.
• Shell, Klübler, Esso entre outros.
• Livros e artigos
• Normas DIN e SAE
• Norma do GFT– Instituto de Estudos de Tribologia –
Alemanha
Outra boa fonte de consulta são as normas DIN:
• DIN 51509 (seleção de lubrificantes para engrenagens) 79
• DIN 51517 (especifica a Classe ISO que se deve utilizar)
Manutenção de Redutores

80
Manutenção de Redutores
Sistemas utilizados para a lubrificação dos
redutores de velocidade
Existem dois tipos de lubrificação:
• Por banho
A lubrificação por banho tem as engrenagens lubrificadas
em banho de óleo, e o contato do engrenamento é
garantido pelo óleo levado por elas.
Os rolamentos são lubrificados pelo óleo salpicado na
carcaça pelas engrenagens e carregados até os mesmos
por canaletas.
81
Manutenção de Redutores
Sistemas utilizados para a lubrificação dos
redutores de velocidade
• Forçada
Lubrificação forçada é a que exige bomba de engrenagens
para levar o lubrificante a locais inacessíveis ou para fora
do reservatório. Pode ser acionada ou pelo eixo de
entrada do redutor ou por um motor auxiliar
Ambientes muitos frios podem provocar a falha da bomba
devido ao aumento da viscosidade do óleo pelo frio

82
Manutenção de Redutores
Os detalhes que ninguém gosta muito de cuidar!
Existem certas atividades que devem ser executadas na manutenção
de redutores industriais, que muitos consideram de “segunda
ordem” ou de pouca importância.
São os cuidados que devemos ter com:
• Pinos de guia
• Respiros e filtros
• Pintura interna e externa
• Vedações
• Anéis de contração
• Contra recuos
• A forma incorreta de manusear e/ou montar tais componentes 83
pode provocar a introdução de danos que podem ser irreparáveis.
Manutenção de Redutores
Manutenção Preditiva
• Auxilia a detectar eventual falha de um componente
• Ajuda no acompanhamento da evolução da falha
• Sem perder produção
Aspectos importantes que devem ser observados:
Nível de óleo
Resíduos metálicos presentes no óleo
Viscosidade do óleo
Temperatura do óleo
Vazamentos
Análise de vibração 84
Manutenção de Redutores
Manutenção Preventiva
• Período de parada programada de máquina
• Ações na manutenção preventiva:
 Ações requeridas pela manutenção preditiva;
 Minuciosa análise dos flancos dos dentes de pinhões e
engrenagens, avaliando desgastes ou falhas mais danosas para a
vida do componente;
 Avaliação da viscosidade do óleo junto com o
fabricante/fornecedor, decidindo pela sua substituição ou pela
manutenção do mesmo;
 Substituição dos rolamentos;
 Substituição dos retentores;
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 Limpeza ou substituição de filtros;
 Limpeza de circuitos de refrigeração quando existentes.
Manutenção de Redutores
Conclusões
• Manutenção para não ter prejuízos financeiros gerados
por paradas inesperadas
• A importância de conhecer as características dos tipos de
transmissões.
• Treinamento de técnicos e engenheiros.
• Implementação de processos sistêmicos.

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