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Entendendo a Malária: Causas e Tratamento

A malária é uma infecção causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitida principalmente pela picada de mosquitos Anopheles. Os sintomas incluem febre, cefaleia e anemia, e a doença pode ser classificada em diferentes tipos, sendo o Plasmodium falciparum o mais patogênico. O tratamento varia conforme a gravidade e o tipo de malária, com medidas de prevenção como uso de mosquiteiros e controle de criadouros.

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Rebecca Seffair
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Entendendo a Malária: Causas e Tratamento

A malária é uma infecção causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitida principalmente pela picada de mosquitos Anopheles. Os sintomas incluem febre, cefaleia e anemia, e a doença pode ser classificada em diferentes tipos, sendo o Plasmodium falciparum o mais patogênico. O tratamento varia conforme a gravidade e o tipo de malária, com medidas de prevenção como uso de mosquiteiros e controle de criadouros.

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Malária

Malária
Malária é uma infecção causada por parasitas do gênero Plasmodium,
filo Apicomplexa, Classe Sporozoa, transmitida na natureza pela
picada de mosquitos infectados do gênero Anopheles darlingi, ou por
transfusão sanguínea, uso compartilhado de seringas contaminadas ou
por via congênita no parto.

Febre, cefaleia, calafrios.


Anemia e esplenomegalia.

Plasmodium malariae, Laveran, 1881.


 Plasmodium vivax, Grassi e Feletti, 1890.
 Plasmodium falciparum, Welch, 1897.
Plasmodium ovale, Stephens, 1922
Plasmodium knowlesi (recente) – plasmódio primata não humano
(formas graves)
Malária
P. falciparum - mais patogênico - febre terçã maligna (ciclo de 48 horas). (mais grave)
P. vivax – menos patogênico – febre terçã benigna – (mais comum)
P. ovale – febre terçã benigna – continente africano.
P. malariae – febre quartã (ciclo de 72 horas) – distribuição pontual.

Homem é o hospedeiro natural e não se infecta com Plasmodium de outros mamíferos, aves
ou répteis.

P. simium, P. brasilianum, P. cynomolgi, P. inui, P. knowlesi podem acidentalmente infectar


humanos (Plasmodium de símios).
OCORRE POR MEIO DA PICADA DE FÊMEAS INFECTADAS;

HÁBITA ÁGUA LIMPA, QUENTE, SOMBREADA E DE BAIXO


FLUXO;

CARACTERÍSTI
CAS ÁREAS DE TRANSMISSÃO: RURAIS, COMUNIDADE
RIBEIRINHAS, ASSENTAMENTOS, ÁREAS INDÍGENAS,
ÁREAS DE GARIMPO, ÁREAS URBANAS E PERIURBANAS.

HORÁRIO DE MAIOR TRANSMISSÃO AO ENTARDECER


(17:00) E AO AMANHECER (05:00-06:00)
Anopheline breeding habitats • Jordi Sánchez-Ribas et al. Mem Inst Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 110(6): 760-770, Sep. 2015
Período de incubação 7 a 28 dias
P. falciparum - 8 a 12 dias
P. vivax - 13 a 17 dias
P. ovale - 13 a 17 dias
P. malariae - 18 a 30 dias

Período de transmissibilidade

Mosquito ao homem – P. falciparum (10 a 12


dias); [Link] (8 a10 dias)
prosbócide

Ciclo de vida do parasito


Crompton et al. Annu Rev Immunol. PMC 2014.
Ciclo de vida do Plasmodium no ser humano: estágio assintomático no fígado, estágio sanguíneo que causa a
doença e estágio sexual dos gametócitos que infectam os mosquitos. Crompton et al. Annu Rev Immunol. PMC 2014.
Ciclo de vida do plasmódio no mosquito - Mosquitos infectados quando ingerem gametócitos (a) que se transformam em gametas maduros
no intestino médio (b). Fecundação dando origem a um zigoto (c) que amadurece em um oocineto, que invade o intestino do mosquito (d). Os
oocinetos se transformam em oocistos quando atingem a lâmina basal do intestino e começam a se dividir gerando esporozoítos liberados no
sistema circulatório do mosquito (f), invadem as glândulas salivares (g) e são injetados em um novo hospedeiro numa segunda refeição de
sangue (h). Crompton et al. Annu Rev Immunol. PMC 2014 01 de julho.
RECAÍDA X RECRUDESCÊNCIA
• RECAÍDA • RECRUDESCÊNCIA
• OCORREM NAS INFECÇÕES POR P. • PODEM OCORRER EM TODAS AS
VIVAX E P. OVALE, REATIVAÇÃO DAS INFECÇÕES. SÃO DEVIDOS A
FORMAS HIPNOZOITAS NO FÍGADO. SOBREVIVÊNCIA DAS FORMAS
ERITROCÍTICAS NO SANGUE.
CRITÉRIOS DE MALÁRIA GRAVE

SINTOMAS LABORATORIAL
• INS. RENAL AGUDA
HIPOGLICEMIA
FRAQUEZA EXTREMA SONOLÊNCIA
(SUORES, PALPITAÇÃO, • MALÁRIA NA GRAVIDEZ
VISÃO TURVA,
AGITAÇÃO E FRAQUEZA) • ANEMIA (HB<5 E HT% <15%)
• EDEMA AGUDO DE PULMÃO
HEMORRAGIA
CHOQUE
ICTERÍCIA
ESPONTÂNEA • MALÁRIA CEREBRAL (ALT. DO
HIPOVOLÊMICO (GENGIVA, PELE, LOCAIS
DE PUNÇÃO VENOSA) COMPORTAMENTO, CONVULSÕES E COMA)
• HIPERPARASITEMIA +++/4+ (> 250.000
PARASITAS) OU >5% DA HEMÁCIAS
HIPERPIREXIA > OU =
39,5º
COLÚRIA PARASITADAS
• ACIDOSE LÁTICA GRAVE
LABORATORIAL
COMPLICAÇÕ •COMA CEREBRAL •FATORES ASSOCIADOS A
GRAVIDADE:
•ANEMIA
ES DA •DIABETES
•EAP
MALÁRIA •IRA
•HAS
GRAVE •CHOQUE HIPOVOLÊMICO
•HIV/AIDS
•DESNUTRIÇÃO
•ACIDOSE LÁTICA •INFECÇÕES BACTERIANAS
•HIPOGLICEMIA
•GESTAÇÃO
•ESPLENOMEGALIA TROPICAL
•SINDROME NEFRÓTICA
•ROTURA ESPLÊNICA
QUANDO SUSPEITAR: Febre, cefaleia, calafrios. anemia e esplenomegalia.
(SINDROME FEBRIL ICTERICA HEMORRAGICA AGUDA)

EXAME: PESQUISA DE PLASMODIUM - O exame cuidadoso da lâmina é


considerado o padrão-ouro (GOTA ESPESSA)
• Técnica de PCR - Mais sensível que a gota espessa/ Não está disponível em todos os
laboratórios

DIAGNÓSTI • Testes Rápidos:


• Desvantagens: Não medem o nível de parasitemia; Possível perda de qualidade

CO quando armazenado por muitos meses em condições de campo.


• Não detectam infecções mistas;
• Custos Elevados
• NÃO se deve utilizar os testes rápidos para o seguimento clínico do paciente,
porque podem ainda ser positivos, mesmo na ausência de parasitos viáveis.
• Pesquisa de IgG antiplasmodium (pesquisas e diretórios científicos)
• Pesquisa de IgM antiplasmodium (Esplenomegalia Tropical)
DEFICIÊNCIA DE
G6PD

Na maioria dos • PRIMAQUINA


casos, a hemólise
atinge < 25% da • GESTANTES E LACTANTES
massa eritrocitária e • MENORES DE 06 MESES
causa icterícia
transitória e colúria. • DEF. G6PD <4.1 (<30% FUNCIONANTE)
Alguns pacientes
têm dor lombar e/ou
abdominal. Mas • TAFENOQUINA
quando a deficiência • - PACIENTES MENORES DE 16 ANOS
é mais grave, a
hemólise profunda • GESTANTES E LACTANTES
pode causar • G6PD < 6.1 (<70% FUNCIONANTE)
hemoglobinúria
e lesão renal aguda. • PACIENTES NÃO TESTADOS PARA DEF. G6PD
• Ao longo da hemólise aguda, o
tratamento é de suporte; as
transfusões são raramente
TRATAMEN necessárias.
TO • Os pacientes são aconselhados a
HEMÓLISE evitar fármacos ou substâncias que
iniciem a hemólise.
Teste rápido

Gota espessa

Oocineto P. falciparum
ESPLENOMEGALIA TROPICAL
TRATAMENTO

MALÁRIA VIVAX NÃO-COMPLICADA CONTRA-INDICAÇÕES


• CLOROQUINA 3 DIAS • Gestantes não podem tomar a primaquina em qualquer
• PRIMAQUINA 7 DIAS época da gestação, e para evitar as sucessivas recaídas,
devem fazer quimioprofilaxia com cloroquina, na dose 5
mg/kg por semana (dose máxima de 300mg), por 12
semanas (iniciar 7 dias após a tomada da primeira dose de
cloroquina para o tratamento da infecção atual).
• - A gestante faz os 3 dias de cloroquina e, após uma semana,
Temos que ter em mente que:
ela toma cloroquina semanalmente.
- Malária vivax se trata com CLOROQUINA e
• - Ela deveria tomar a primaquina para eliminar a forma
PRIMAQUINA.
hipnozoítica no fígado, mas é uma droga teratogênica e por
- Na gestante e na criança menor de 6 isso está contraindicada.
meses NÃO se pode dar primaquina.
• - Ao fim da gestação e do período de amamentação, a
- Deve-se manter a gestante em profilaxia paciente toma a primaquina pelos 7 dias.
durante os 9 meses de gestação.
• - Crianças de 6 meses também não podem tomar
primaquina!
MALÁRIA FALCIPARUM NÃO-
COMPLICADA

É a malária falciparum que será tratada


no ambulatório.

Associação de artemeter / lumefantrina


Nome comercial = Coartem + Primaquina
dose única

Associação de artesunato / mefloquina +


Primaquina dose única
MALÁRIA MISTA (PF + PV) NÃO-COMPLICADA

As formas não complicadas podem ser tratadas


ambulatorialmente, com medicações VO.

Tratar o paciente com artemeter/lumefantrina VO nas


mesmas doses para malária falciparum e usar
primaquina VO por 7 dias para P. vivax.
Ao invés de ser feita apenas uma dose de primaquina,
serão feitos 7 dias (como se estivesse tratando P.
vivax).
Não precisa usar cloroquina.

Usa-se o Coartem (P. falciparum) + primaquina (P.


vivax).
Malária Grave
MALÁRIA COMPLICADA (QUALQUER ESPÉCIE)

• Malária complicada é a presença de qualquer uma das complicações vistas


anteriormente OU em casos de pacientes com alta parasitemia (mais de 2 cruzes –
principalmente de falciparum).
• Artesunato: 2,4 mg/kg (dose de ataque) por via intravenosa, seguida de 1,2 mg/kg
administrados após 12 e 24 horas da dose de ataque. Em seguida, manter uma dose
diária de 1,2 mg/kg durante 6 dias (totalizando 7 dias de tratamento).
• Artemeter: 3,2 mg/kg (dose de ataque) por via intramuscular. Após 24 horas aplicar
1,6 mg/kg por dia, durante mais 4 dias (totalizando 5 dias de tratamento).
• Atenção: não usar em caso de choque!
ARTEMETER X ARTESUNATO?

Pode ser usado o artesunato ou o artemeter. É a mesma classe de droga, a


diferença entre um e outro é a via de administração e o tempo de
tratamento.

O artemeter é em menor tempo, mas como é por via intramuscular e as


plaquetas estão baixas, há risco aumentado para hematomas e
sangramentos.

Por esse motivo, acaba usando-se o artesunato.


PREVENÇÃO
• Borrifação residual intradomiciliar;
• Uso de mosquiteiros impregnados
com inseticida de longa duração;
• Drenagem e aterro de criadouros;
• Pequenas obras de saneamento para
eliminação de criadouros do vetor;
• Limpeza das margens dos criadouros;
• Modificação do fluxo da água;
• Controle da vegetação aquática;
• Melhoramento da moradia e das
condições de trabalho;
• Uso racional da terra.
Uso de redes protetoras impregnadas com inseticidas

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