dREGISTO CIVILe
título
Curso Registo
Civil
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Dec.Lei 131/95, de 6 de Junho (em vigor
desde 15 de Setembro de 1995) , já tem 32
alterações a ultima com o (DL n.º 126/2023,
de 26/12.
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OBJECTO DO REGISTO CIVIL
Artigo 1º do CRC
Conjunto de factos que vão desde o nascimento e até à
morte e que modificam a capacidade ou o estado civil do
indivíduo
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VALOR DO REGISTO
Nenhum facto sujeito a registo pode ser provado sem que antes se
encontre registado – artigo 3º do CRC.
Para ser impugnado tem que ser pedido que o registo seja
retificado ou cancelado – artigo 3º, n.º 2 CRC.
A prova só pode ser feita através dos meios previstos no CRC – artigo
4º
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VALOR DO REGISTO
O registo civil é GARANTIA DE “certeza, veracidade e exatidão
dos factos registados”.
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ORGÂOS DE REGISTO CIVIL
Órgãos privativos – artigo 8º CRC
Conservatórias do Registo Civil
Conservatória dos Registos Centrais
Órgãos especiais – artigo 9º CRC
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COMPETÊNCIA
Artigo 9º do CRC
Competência dos órgãos especiais - agentes diplomáticos e consulares
– artigos 48.º a 51.ºdo Regulamento Consular (Decreto-Lei n.º
51/2021, de 15 de junho)
Artigo 10º do CRC
Competência das Conservatórias do Registo Civil
Artigo 11º do CRC
Competência da Conservatória dos Registos Centrais
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Conservatórias do Registo Civil
Art.º 10
De casamento celebrado no estrangeiro – a) do nº2
De óbito ocorrido no estrangeiro – b) do nº2
De óbito ocorrido em viagem, a bordo de navio ou
aeronave portugueses - c) do nº2
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Conservatórias do Registo Civil
Art.º 10
De casamento urgente contraído em campanha no estrangeiro
por militares portugueses – d) do nº2
De casamento urgente, em viagem, a bordo de navio ou
aeronave de portugueses, qualquer que seja a nacionalidade dos
nubentes – e) do nº2
Algumas destas funções eram da CRCentrais mas foram retiradas
pelo Dec-L ei nº324/07, de 28/09.
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COMPETÊNCIA – CR Centrais
Art.º 11
De nascimento, de declaração de maternidade e de perfilhação,
respeitantes a portugueses, quando ocorridos no estrangeiro,
com exceção dos nascimentos ocorridos em unidades de saúde
no estrangeiro, ao abrigo de protocolo celebrado com o Estado
Português – a) do nº1;
De nascimento ocorrido em viagem, a bordo de navio ou
aeronave portugueses – b) do nº1;
De transcrição das decisões proferidas pelos tribunais
estrangeiros, relativamente a estrangeiros.
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COMPETÊNCIA – Conservatórias dos R. Centrais
Art.º 11
A integração dos assentos nascimento, declaração de maternidade e
de perfilhação, nos termos do nº3 do art.º 5º, se estes tiverem sido
lavrados pelos agentes diplomáticos ou consulares portugueses – nº2
O registo por meio de assento, das decisões judiciais que devam ser
averbadas a assento de nascimento cujo registo não seja obrigatório –
nº3
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ACTOS PRATICADOS PELOS ORGÃOS ESPECIAIS .
Os assentos e averbamentos são integrados em suporte informático –
artigo 5º do CRC;
A integração dos assentos de nascimento, perfilhação e maternidade
é feita na Conservatória dos Registos Centrais por cota de integração
de acordo com as regras de competência do artigo 11º do CRC
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COMPETÊNCIA
Art.º 12
A regra geral da competência das conservatórias, que já esteve
estabelecida em função do domicílio, é hoje, em princípio, genérica:
« Os factos sujeitos a registo civil podem ser lavrados em qualquer
conservatória, salvo disposição especial que fixe qual a conservatória
competente»
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ACTOS DE REGISTO EM GERAL
Partes – pessoas a quem o registo respeita e o declarante - artigo 39º
CRC
Declarantes – identificados pelo nome completo e residência habitual
– art.º 40º
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ACTOS DE REGISTO EM GERAL
Identificação de outros intervenientes
Pessoas surdas, mudas ou surdas mudas – art.º 41º
Pessoas que não conhecem a língua portuguesa – art.º 42º
Procuradores – art.º 43ºe 44º
Testemunhas – art.º 45º
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ACTOS DE REGISTO EM GERAL
Representação por Procurador
A parte pode fazer-se representar por procurador com poderes
especiais para o ato. – art.º 43º nº1
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ACTOS DE REGISTO EM GERAL
PROCURAÇÃO
Forma da procuração – artigo 43º do CRC:
Por documento assinado pelo representado com reconhecimento presencial de assinatura;
Por documento autenticado;
Por instrumento publico.
Se for passada a advogado ou solicitador é suficiente documento assinado pelo
representado.
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ACTOS DE REGISTO EM GERAL
PROCURAÇÃO
Casamento –Requisitos - artigo 44º n.º 1 do CRC:
Deve individualizar o outro nubente;
Indicar a modalidade do casamento.
No ato da celebração do casamento só um dos nubentes pode
fazer-se representar por procurador.
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TESTEMUNHAS
Nos assentos de nascimento podem intervir duas testemunhas e nos
casamentos entre duas a quatro – artigo 45º n.º 1 do CRC.
Função das testemunhas – abonatórias da identidade das partes e da
veracidade das declarações – artigo 45º n.º 3 do CRC.
Quem pode ser testemunha – pessoas idóneas e maiores ou
emancipadas e podem ser parentes ou afins das partes ou dos
funcionários- artigo 46º do CRC.
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DOCUMENTOS – Art.º 48.º
Para a instrução de atos e processos de registo é dispensada a apresentação de
certidões de atos ou documentos, sempre que estes estejam disponíveis na base de
dados do registo civil ou tenham sido lavrados ou se encontrem arquivados na
conservatória onde foi requerido o ato ou processo.
O disposto no número anterior também é aplicável quando o ato tenha sido lavrado
ou o documento se encontre arquivado em conservatória do registo civil diferente
daquela onde foi requerido o ato ou processo, ou em qualquer outro serviço.
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DOCUMENTOS – Art.º 48.º
Na sequência de pedidos ou requerimentos de atos e
processos de registo, se verificar-se que os atos ou
documentos necessários não estão disponíveis na base de
dados do registo civil, devem ser imediatamente integrados
na mesma.
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DOCUMENTOS - LEGALIZAÇÃO
Documentos passados no estrangeiro – artigo 49º, n.º 1 CRC
Podem servir de base a atos de registo ou instruir processos
independentemente da sua legalização desde que não haja fundadas
duvidas acerca da autenticidade;
A forma de legalização dos documentos está prevista no artigo 440.º do
Código de Processo Civil;
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DOCUMENTOS – TRADUÇÃO
Os documentos referidos no n.º 1, quando escritos em língua estrangeira,
devem ser acompanhados de tradução feita ou certificada nos termos
previstos na lei, salvo se estiverem redigidos em língua inglesa, francesa ou
espanhola e o funcionário competente dominar essa língua.– artigo 49.º n.º
8 do CRC.
Nos termos do artigo 44.º do CN a tradução pode ser feita por:
Notário português;
Consulado português;
Tradutor idóneo, que afirme ser fiel a tradução.
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DOCUMENTOS – TRADUÇÃO
Atualmente os Advogados, Solicitadores e Camaras de Comercio e Industria
podem certificar ou fazer certificar traduções, assim como todos os
Conservadores - DL 237/2001, de 30-08 e DL 76- A / 2006 de 29-03;
REGULAMENTO (UE) 2016/1191 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO
CONSELHO, de 6 de julho de 2016, relativo à promoção da livre circulação
dos cidadãos através da simplificação dos requisitos para a apresentação de
certos documentos públicos na União Europeia e que altera o Regulamento
(UE)n.o 1024/2012
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MODALIDADES DE REGISTO
Artigo 50º do CRC
Os factos sujeitos a registo são lavrados por meio:
Assentos;
Averbamentos;
Menção no texto do assento – de convenção antenupcial
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NASCIMENTO
Art.º 96.
A quem compete, prazo e lugar
O nascimento deve ser declarado obrigatoriamente:
a) Pelos progenitores ou outros representantes legais do
menor ou por quem por eles seja, para o efeito, mandatado
por escrito particular; ou
b) Pelo parente capaz mais próximo que tenha conhecimento
do nascimento.
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NASCIMENTO
Art.º 96.
O nascimento ocorrido em território português deve ser declarado por um dos seguintes
meios:
a) Por via eletrónica, nos termos a regulamentar por portaria do membro do Governo
responsável pela área da justiça; ou
b) Presencialmente, junto de qualquer conservatória do registo civil, no prazo de 20
dias contados da data do nascimento; ou
c) Presencialmente, na unidade de saúde onde o nascimento ocorra ou para onde a
parturiente seja transferida, quando nela seja possível declarar o nascimento, até ao
momento em que a parturiente receba alta, nos termos a regulamentar por portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas da justiça e da saúde.
As declarações previstas nas alíneas a) e c) do número anterior apenas podem
ser prestadas pelos progenitores.
O cumprimento da obrigação por alguma das pessoas mencionadas no n.º 1 desonera
todas as demais.
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NASCIMENTO
Competência- art.º 101º
É competente para lavrar o registo de nascimento qualquer conservatória de
registo civil, a unidade de saúde onde ocorreu o nascimento ou para onde a
parturiente tenha sido transferida ;
Considera-se naturalidade o lugar em que o nascimento ocorreu ou o lugar, em
território português, da residência habitual da mãe do registando, à data do
nascimento, cabendo a opção ao registando, aos pais, a qualquer pessoa por eles
incumbida de prestar a declaração ou a quem tenha o registando a seu cargo; na
falta de acordo entre os pais, a naturalidade será a do lugar do nascimento.
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NOME
Composição do nome – artigo 103º do CRC
6 vocábulos gramaticais simples ou compostos;
2 nomes próprios e 4 apelidos;
Regras de composição de nome nas várias alíneas do n.º 2 do artigo 103 do
CRC;
Nomes próprios - Lista dos nomes admitidos e não admitidos no site
www.irn.mj.pt.
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NOME
Composição do nome
Apelidos – prova de que o registado tem direito ao uso do apelido –
artigo 103º alínea e) do CRC.
Consultas de nome – Conservatória dos Registos Centrais – artigo
103º, n.º 4 do CRC.
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NOME
Processo de alteração de nome – artigo 104º, n.º 1 CRC
O nome fixado no assento de nascimento só pode ser alterado mediante
despacho do Conservador da Conservatória dos Registos Centrais;
Por requerimento nos casos previstos no n.º 2 do artigo 104º do CRC;
O pedido de alteração do nome do filho menor tem que ser formulado
por ambos os pais, mesmo que apenas um exerça o poder paternal por
se entender que á uma ato de particular importância.
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
Maternidade: o declarante do nascimento deve identificar, quando
possível, a mãe do registando. A maternidade indicada é mencionada
no registo – artigo 1796º do CC e artigo 112º do CRC;
A paternidade ou é presumida- art.º 1826º, nº1 ou é reconhecida
voluntária ou judicialmente – art.º 1847º.
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
O declarante do nascimento deve identificar, quando possível, a mãe
do registando – art.º 112º nº 1
A maternidade indicada é mencionada no assento – art.º 112º nº 2 e
1803º, 1 e 2 do C.C.
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
Nascimento ocorrido há menos de 1 ano
A maternidade mencionada no assento, se o nascimento declarado
tiver ocorrido há menos de um ano, considera-se estabelecida – Art.º
113ºdo CRC e 1804º do C.C.
Só mediante Acão de estado pode ser impugnada.
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
Nascimento ocorrido há menos de 1 ano
O conteúdo do assento, salvo se a declaração for feita pela mãe ou
pelo marido desta é, sempre que possível, comunicado à mãe,
mediante notificação pessoal, informando-a de que a maternidade
declarada é havida como estabelecida. – Art.º 113º nº2.
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
Nascimento ocorrido há mais de 1 ano
Se o nascimento tiver ocorrido há um ano ou mais, a maternidade indicada
considera-se estabelecida se:
For a mãe a declarante;
Se estiver presente no ato do registo ou nele representada ou se for
apresentada prova da declaração de maternidade feita pela mãe em
escritura, testamento, ou termo lavrado em juízo.- art.º 114º CRC e 1805º
do C.C.
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
Se não for a mãe a declarante o conservador deve, sempre que
possível, comunicar à pessoa indicada como mãe, mediante
notificação pessoal, o conteúdo do assento, para no prazo de 15 dias
vir declarar em auto se confirma a maternidade, sob a cominação do
filho ser havido como seu – art.º 114º nº2.
Se a pretensa mãe negar a maternidade ou não puder ser notificada
a menção fica sem efeito - art.º 114º nº3
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
A paternidade presumida é obrigatoriamente mencionada no registo
sem prejuízo do estabelecido no artigo 119.º do CRC – art.º 1826.º CC
A indicação de paternidade não legalmente presumida só é admitida
quando haja reconhecimento voluntario ou judicial;
As formas de reconhecimento voluntario encontram-se fixadas no
artigo 1853.º do CC.
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ESTABELECIMENTO DA FILIAÇÃO
Presume-se que o filho nascido ou concebido na constância do
matrimónio tem como pai o marido da mãe- art.º1826.º CC;
Cessa a presunção de paternidade se o nascimento do filho ocorrer
passados trezentos dias depois de finda a coabitação dos cônjuges-
art.º1829 n.º1 e 2 do CC;
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Declaração de maternidade e perfilhação – art.º 125º e 130º
Maternidade ou paternidade não estabelecidas no registo de nascimento;
Possibilidade de lavrar posteriormente registos de declaração de maternidade
e perfilhação – art.º 1853º e 1854 do CC.
Consentimento à perfilhação – 131º nº1 e art.1857.º CC
Consequências da falta de consentimento – O registo da perfilhação é
considerado secreto até ser prestado o assentimento necessário e, só pode
ser invocado para instrução do processo preliminar de casamento ou em ação
de nulidade ou anulação de casamento- artº131º nº 3 e art.º1857n.º 3 CC
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Perfilhação de nascituro
art.º 132.º e art.º 1855 do CC
Quando pode ser lavrado – nº1
Requisitos gerais e especiais – nº2
Comunicação ao MP – nº3
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CASAMENTO
Modalidades de casamento – artigo 1587º CC
Casamento civil;
Casamento católico;
Casamentos civil sob a forma religiosa, celebrados por
ministro de culto não católico – Lei n.º 16/2001, de 22 de
Junho.
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CASAMENTO
Competência para o processo de casamento (art.º 134
º do CRC)
Qualquer conservatória é competente para organizar o processo de
casamento
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CASAMENTO
Legitimidade para dar inicio ao processo de casamento
(art.º 135º do CRC)
Os próprios nubentes pessoalmente;
Por intermédio de PROCURADOR com poderes especiais – art.º
44º CRC
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CASAMENTO
O processo de casamento inicia-se com a declaração inicial
que pode revestir uma das seguintes formas- ver art.º 1597
CC
Auto prestado na conservatória – art.º 136º, nº 1;
Requerimento assinado pelos nubentes – art.º 136º, nº 1;
Requerimento assinado pelo pároco, se o casamento for católico – art.º 135º,
nº 2;
Requerimento assinado pelo ministro do culto da igreja ou da comunidade
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CASAMENTO
Pode ainda ser dado início através do registo online o processo preliminar de
casamento (civil, católico ou civil sob a forma religiosa), na área de serviços
disponíveis "Casamentos".
Este serviço está disponível para cidadãos portugueses, e brasileiros a quem
tenha sido concedido o estatuto geral de igualdade de direitos e deveres,
maiores de 18 anos, detentores de cartão de cidadão e de leitor adequado.
Não é possível celebrar convenções antenupciais através deste serviço.
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CASAMENTO
Averiguar existencia de impedimentos à celebração do casamento.
A existência de impedimentos pode ser declarada por qualquer pessoa até
ao momento da celebração do casamento e deve sê-lo pelos funcionários
do registo civil logo que deles tenham conhecimento.
Se, até à celebração do casamento, for deduzido algum impedimento ou a
sua existência chegar, por qualquer forma, ao conhecimento do
conservador, este deve fazê-lo constar do processo de casamento.
No caso previsto no número anterior, a tramitação do processo é suspensa
até que o impedimento cesse, seja dispensado ou julgado improcedente por
decisão judicial.
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CASAMENTO
Impedimentos Dirimentes- art.º 1601 e
1602 CC
A idade inferior a dezasseis anos;
A demência notória, mesmo durante os intervalos lúcidos, e a decisão de acompanhamento, quando a
sentença respetiva assim o determine;
O casamento anterior não dissolvido, católico ou civil, ainda que o respetivo assento não tenha sido
lavrado no registo do estado civil.
O parentesco na linha recta;
A relação anterior de responsabilidades parentais;
O parentesco no segundo grau da linha colateral;
A afinidade na linha recta;
A condenação anterior de um dos nubentes, como autor ou cúmplice, por homicídio doloso, ainda que
não consumado, contra o cônjuge do outro.
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CASAMENTO
Impedimentos impedientes- art.º
1604 CC
A falta de autorização dos pais ou do tutor para o casamento do nubente menor, quando não
suprida pelo conservador do registo civil;
O parentesco no terceiro grau da linha colateral;
O vínculo de tutela, acompanhamento de maior ou administração legal de bens;
A pronúncia do nubente pelo crime de homicídio doloso, ainda que não consumado, contra o
cônjuge do outro, enquanto não houver despronúncia ou absolvição por decisão passada em
julgado.
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Tipos de Processos
Comuns
Processos de justificação judicial – art.º 233º e segs do CR
Processos de justificação administrativa – art.º 241º e segs do
CRC.
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Tipos de Processos
Especiais
Processo de declaração de impedimento ao casamento – art.º 245º e segs.
Processo de dispensa de impedimentos – art.º 253º e segs e 1609ºdo CC.
Processo de suprimento para autorização de casamento de menores – art.º
255º e segs e 1612º nº2 do CC.
Processo de sanação da anulabilidade do casamento por falta de
testemunhas – art.º 258º e segs.do CRC.
Processo de suprimento de certidão de registo – art.º 266º e segs.
Processo de divórcio e de separação por mútuo consentimento – art.º 271º.
Processo de alteração de nome – art.º 278º.
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Tipos de Processos
Procedimentos do DL nº 272/2001, de 13 de Outubro
Procedimentos tendentes à formação da vontade das partes – (artº 5).
Alimentos a filhos maiores ou emancipados –artº5º nº1 a).
Atribuição da casa de morada de família - artº5º nº1 b).
Privação do direito ao uso dos apelidos do outro cônjuge –
artº5º nº1 c).
Autorização de uso dos apelidos do ex-cônjuge - artº5º nº1 d). ( ≠ do art.º
1677º-B, nº1 e 2 do CC.)
Conversão da separação de pessoas e bens em divórcio –artº5º nº1 e).
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Tipos de Processos
Procedimentos do DL nº 272/2001, de 13 de Outubro
Procedimentos da exclusiva competência do Conservador –
(artº 12º)
Reconciliação de cônjuges separados – artº12, nº1, a); artº12º, nº2;
art.º 13, nº1 e 2
Separação e divórcio por mútuo consentimento - artº12, nº1, b);
artº14º nº 1; 271ºe segs do CRC e 1420º, 1421º, 1422º e 1424º do
Código Processo Civil
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MEIOS DE PROVA
Artigo 211º do CRC
Os factos sujeitos a registo e o estado civil provam-se pelo acesso à base de dados do registo
civil ou por meio de certidões;
Faz também prova a disponibilização da informação constante da certidão disponível no sitio da
Internet – www.civilonline.mj.pt – Portaria n.º 181/2017, de 31 de maio, alterada pela Portaria
n.º 265/2023 de 18 de agosto.
Este serviço está acessível a qualquer cidadão e disponibiliza por um período de seis meses,
acesso à informação que se encontrar registada à data da emissão da certidão, com exceção
da certidão de óbito que deixou de ter prazo e esta disponibilizada sempre atualizada.
A emissão da certidão é efetuada através da disponibilização de um código de acesso à
informação em suporte eletrónico, que permite a entrega ilimitada a quem o solicitar, durante o
prazo de subscrição do serviço.
A entrega a qualquer entidade pública ou privada do código de acesso à certidão online
equivale, para todos os efeitos legais à entrega de uma certidão de registo em suporte de
papel.
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ESPÉCIES DE CERTIDÕES
Artigo 212º do CRC
De Narrativa - são mencionados os elementos extraídos do texto
do assento, conjugados com as modificações introduzidas pelos
averbamentos existentes – artigo 213º do CRC;
De Cópia Integral – deve transcrever-se todo o texto dos assentos
a que respeitam e seus averbamentos – artigo 212 n.º do CRC
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ESPÉCIES DE CERTIDÕES
Certidão online de registo civil
A Portaria181/2017, de 31 de maio, com as alterações da Portaria n.º
265/2023 - Diário da República n.º 160/2023, Série I de 2023-08-18,
criou a certidão online se registo civil ;
Tem legitimidade para pedir qualquer cidadão , com exceção da
legitimidade prevista no art.º 214.º do CRC;
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QUEM PODE PEDIR CERTIDÕES
Artigo 214º do CRC
Qualquer pessoa tem legitimidade para requerer certidão dos registos , salvo:
Dos assentos de filhos adotivos;
Dos assentos a que se mostre efetuado qualquer averbamento de mudança de
sexo;
Na pendência do processo de adoção;
Dos assentos de perfilhação que se devam considerar secretos.
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Muito obrigado
Isabel Almeida