GRUPO GALPÃO
Integrantes
■ Formado por 12 atores que trabalham com
diferentes diretores convidados, como Fernando
Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel
Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de
Moraes, Yara de Novaes, Jurij Alschitz e Marcio
Abreu, além dos próprios componentes – Eduardo
Moreira, Chico Pelúcio, Júlio Maciel, Lydia Del
Picchia e Simone Ordones -, que também já
dirigiram espetáculos do grupo, o Galpão forjou
sua linguagem artística a partir desses encontros
diversos, criando um teatro que dialoga com o
popular e o erudito, a tradição e a
contemporaneidade, o teatro de rua e de palco, o
Eduardo Moreira
■ Natural do Rio de Janeiro, mudou-se para Belo Horizonte em 1974.
■ Primeiras incursões no teatro no final da década de 1970, dentro do movimento
estudantil da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (FAFICH)
■ Grupos musicais CURARE e Mambembe, ligados à Fundação de Educação
Artística.
■ “Murro em Ponta de Faca”, dirigido por João Marcos Machado Gontijo, sobrinho
de Maria Clara Machado e, em 1981, integrou o elenco de “Me Aperta, Te
Aperta, Te Espeta”.
■ Em 1982, oficinas de formação teatral com os diretores George Froscher e
Kurt Bildstein do “Freies Theater” de Munique (Alemanha) que deu origem ao
espetáculo “A Alma Boa da Setsuan”, de Brecht.
■ Ganhou prêmios de ator revelação e melhor ator coadjuvante com suas
atuações nos espetáculos “De Olhos Fechados”, “O Inspetor Geral” e “Um
Molière Imaginário”.
■ Indicado para o prêmio Molière do Rio de Janeiro de melhor ator pelo
espetáculo “A Rua da Amargura” e Sesc/SATED pelos espetáculos “Um Trem
Chamado Desejo”, “Um Homem é um Homem”, “Pequenos Milagres” e “Tio
Vânia”
■ Parcerias com os grupos: Dell’Arte de Blue Lake, da Califórnia (EUA), Clowns de
Shakespeare, de Natal (RN), companhia Teatro da Cidade de São José dos
Campos (SP), grupo Boca de Cena, de Aracaju (SE), os mineiros da Cia.
Malarrumada, Grupo Maria Cutia de Teatro, Grupontapé de Uberlândia.
■ Como dramaturgo escreveu “De Tempo Somos” e “Nós” (em parceria com
Marcio Abreu), “Os Gigantes da Montanha” de Luigi Pirandello e “Um Molière
Imaginário” (baseado em “O Doente Imaginário”) de Molière. No cinema já
atuou em produções como “O Ano que meus Pais Saíram de Férias”, de Cao
Hamburguer; “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton; “Mutum”, de Sandra
Kogut; “Moscou”, de Eduardo Coutinho; “Mão na Luva”, de Roberto Bontempo;
“Meu pé de Laranja Lima”, de Marcos Bernstein; “Antes que o Mundo Acabe”,
de Ana Luiza Azevedo; “Joaquim”, de Marcelo Gomes e “Elon Não Tem Medo da
Morte”, de Ricardo Alves Jr.
ANTONIO EDSON
■ Nasceu em Leandro Ferreira e foi criado em Pitangui (MG), praticou
todos os esportes possíveis e, tornou-se titular do time de basquete
da cidade.
■ Aos 17 anos veio para Belo Horizonte concluir o científico e ingressou
no Teatro Universitário da UFMG (TU), dirigido por Haydée Bittencourt.
■ Iniciou Letras na mesma universidade.
■ Recebeu uma bolsa do Göethe Institut e frequentar a oficina dos
integrantes do Teatro Livre de Munique, em 1982.
■ Na televisão, participou da novela “Da Cor do Pecado” e da
microssérie “Hoje é Dia de Maria”, com direção de Luiz Fernando
Carvalho. No cinema, “O Menino da Porteira”, de Jeremias Moreira, “É
Proibido Fumar”, de Anna Muylaert e “A Família Dionti”, de Alan Minas.
Beto Franco
■ Nasceu em Belo Horizonte, em 1960.
■ Após formar-se no Colégio Loyola, iniciou o curso de Engenharia Metalúrgica e
trabalhou na área cultural do Diretório Central dos Estudantes, fundando o Cine
Clube da PUC.
■ Sua relação com a música o levou ao Festival de Diamantina, onde pôde observar
a oficina de Kurt e George.
■ Em 1982, foi convidado pelos fundadores do Galpão a participar de “E a Noiva
Não Quer Casar”, mas seu processo de adesão ao teatro foi lento.
■ “A Esposa Muda” exigiram dele uma opção definitiva, Beto assumiu
integralmente a profissão de ator.
■ Tanto sua formação musical quanto seus estudos de engenharia passam a ser
requeridos nas montagens, na cenotécnica e no cotidiano do grupo.
■ Beto participou das várias oficinas e cursos feitos pelo Galpão tendo atuado na
maioria dos espetáculos.
■ Na televisão participou de especiais que tiveram participação do Galpão e no
cinema protagonizou “Negócio da China”, curta-metragem de João Vargas Pena.
■ É o diretor-presidente da Associação Galpão.
Chico Pelucio
■ Chico Pelúcio, nascido em 25/04/1959, formado em Administração e
Ciências Contábeis pela PUC-MG, especialização em Cinema no IEC –
PUC MG.
■ Integrante do Grupo Galpão em 1982 e idealizador do Centro Cultural
Galpão Cine Horto em 1998, onde sempre desempenhou a função de
diretor geral.
■ Foi um dos criadores do Festival Cante Conte de Baependi em 1980
que acontece até os dias de hoje.
■ Presidente da Fundação Clovis Salgado – Palácio das Artes nos anos
2005 e 2006.
■ Dirigiu o espetáculo “Um Trem Chamado Desejo” além de diversos
espetáculos da Cia Burlantis de BH e do Oficinão do Galpão Cine
Horto entre outros.
■ Além da direção da ópera “A Redenção Pelo Sonho” de Tim Rescala no
Rio de Janeiro, assinou também em São Paulo a direção do Circo Roda
e do espetáculo “Pagliacci” da Cia La Mínima que lhe rendeu o Premio
Riso de direção no RJ em 2018 e várias indicações como melhor
diretor em São Paulo.
■ Como ator na TV, fez participações em séries da Rede Globo ( “A
Cura”, “Sob Pressão”, “Pedacinho de Chão”, “Bilhete Premiado” ) e no
cinema atuou em filmes como “Depois Daquele Baile” e “Mão na
Luva” de R. Bomtempo, “Flores Raras” de Bruno Barreto e “Joaquim”
de Marcelo Gomes entre outros.
■ Como diretor de cinema dirigiu dois curtas metragens ( “Uma Breve
História de Viagem” e “Flor Minha Flor”) e o longa documentário “
Primeiro Sinal – A história do Teatro em Belo Horizonte dos Primórdios
até 1980”, todos em parceria com Rodolfo Magalhães.
■ Em 2015 lançou o livro “Do Grupo Galpão ao Galpão Cine Horto : uma
História de Gestão Cultural” em parceria com Romulo Avelar.
Fernanda Vianna
■ Atriz e bailarina profissional, Fernanda Vianna integra o Grupo Galpão, onde
participou dos espetáculos “Romeu e Julieta” (como Julieta), “A Rua da Amargura”,
“Um Molière Imaginário”, “Partido”, “Um Trem Chamado Desejo”, “O Inspetor
Geral”, “Um Homem é um Homem”, “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)”
(como Helena) e “De Tempo Somos”.
■ Iniciou sua atividade profissional como bailarina com o Grupo Transforma no
espetáculo “Escolha seu Sonho”, com direção de Dudude Hermann. Com esta
coreógrafa também participou do espetáculo “Bing”, baseado na obra de Samuel
Beckett, com direção de Eid Ribeiro.
■ Integrou o grupo de dança Primeiro Ato onde participou dos espetáculos de
coreógrafos como Dudude Hermann, Sergio Funari, Arnaldo Alvarenga, Sonia
Motta e Paulinho Polika. Pelo espetáculo “Carne Viva” recebeu o Prêmio
SESC/Sated de Melhor Bailarina.
■ Trabalhou como preparadora corporal nos espetáculos “Um Molière Imaginário” do
Grupo Galpão, nas peças “Quando Você Não Está no Céu” e “Servidão Humana”
da Companhia Teatral Odeon, “De Banda pra Lua” e “No Pirex” do Grupo
Armatrux, “Antes do Silêncio” de Eid Ribeiro, e ainda nos shows de música “Bossa
Nossa” do grupo Carona, “Rabiola ola ola” de Silvia Negrão e os shows “Tempo
Quente” e “Quieto um Pouco” de Marina Machado.
■ Em cinema e vídeo, trabalhou em “Pequenas Estórias” filme de Pedro
Bial, “Vinho de Rosas” e “O Crime da Atriz” de Elza Cataldo, “5
Frações de uma Quase Estória” da Camisa Listrada, “Hoje é dia de
Maria” de Luiz Fernando Carvalho, “Moscou” de Eduardo Coutinho,
“Transeuntes” de Eryk Rocha, “O Pais do Desejo” de Paulo Caldas,
“Mão na Luva” de Roberto Bomtempo, “Meu Pé de Laranja Lima” de
Marcos Bernstein, “O Que se Move” de Caetano Gotardo, e “Uma
Noite não é Nada” de Alain Fresnot. Participou da novela “Além do
Horizonte” no papel de Berenice, além da mini novela “Justiça”, de
Manuela Dias e o especial de fim de ano “O Natal de Rita”, de Ricardo
Alves Jr, na Rede Globo.
■ Recebeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Fortaleza em 1999
por sua atuação no vídeo “Toda Hora é Hora”. Por “O Que se Move”
recebeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema
de Gramado em 2012.
Teuda Bara
■ Nasceu em Belo Horizonte, em 1941,nunca frequentou nenhum curso
de formação teatral.
■ Aos 20 anos, Teuda estudava Ciências Sociais, na Universidade
Federal de Minas Gerais, onde fazia teatro-jornal, junto ao Diretório
Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.
■ No terceiro ano, abandonou o curso e iniciou seu trabalho com o
diretor Eid Ribeiro. Depois de fundar o grupo “Fulias Bananas” e de
assistir à apresentação belo-horizontina de “Ensaio Geral do Carnaval
do Povo”, seguiu para São Paulo para trabalhar com o diretor José
Celso Martinez Corrêa.
■ Um ano depois, retornou a Belo Horizonte se inscrevendo, no início de
1982, naquilo que seria o útero em que se formaria o Galpão: a oficina
de teatro dirigida por dois membros do Teatro Livre de Munique,
George Froscher e Kurt Bildstein.
■ Teuda Bara, atuou na maior parte dos espetáculos do grupo.
■ No início dos anos 2000 viveu entre o Quebec e Las Vegas para, a
convite do renomado diretor Robert Lepage, participar do espetáculo
“K.Á.”, do Cirque Du Soleil.
■ De volta ao Brasil em 2007, retomou sua carreira pelos palcos e ruas
brasileiros, ao lado do Galpão.
■ Estreou, em 2015, a peça “Doida”, produção independente que ela
própria encabeçou, e na qual divide a cena com seu filho Admar
Fernandes.
■ No cinema, atuou em filmes como “O Palhaço”, de Selton Mello, “La
Playa D.C”, produção franco-colombiana dirigida por Juan Andrés
Arango e “As Duas Irenes”, de Fábio Meira (representante brasileiro no
Festival de Berlim em 2017).
■ Na televisão destacam-se suas participações na novela “Meu
Pedacinho de Chão”, de Luiz Fernando Carvalho e na série “A Vila”,
com Paulo Gustavo.
Inês Peixoto
■ Nasceu em Belo Horizonte, em 1960.
■ Ingressou no Teatro Universitário (TU), em 1979 e, em 1981, migrou para o Centro
de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (CEFAR), onde se
profissionalizou.
■ Trabalhou em vários espetáculos de produtores locais na década de 1980, entre
eles: “A Viagem do Barquinho”, dirigido por Tião Camilo e Beto Lima, “Cigarras e
Formigas”, de Afonso Drumond, “Brasil, Mame-o ou Deixe-o”, de Luiz Carlos
Moreira, “Quando Fui Morto em Cuba”, de Belisário Barros e “Foi bom, meu bem?”,
Luiz Carlos Moreira. Participou da comédia musical “No Cais do Corpo”, de Ricardo
Batista, trabalho que uniu o grupo de atores e músicos, que formaria “Veludo
Cotelê”, a maior banda de rock-brega do mundo.
■ Paralelamente, produziu e atuou em “Casablanca, meu Amor”, de Yara de Novaes.
■ Em 1992, depois de participar de uma série de workshops promovidos pelo Grupo
Galpão, foi convidada para a montagem de “Romeu e Julieta”, de Gabriel Villela.
■ Desde então, tornou-se integrante do grupo, participando das montagens
seguintes: “A Rua da Amargura”, de Gabriel Villela; “Um Molière Imaginário”, de
Eduardo Moreira; “Partido”, de Cacá Carvalho; “Um Trem Chamado Desejo”, de
Chico Pelúcio; “O Inspetor Geral” e “Um Homem é um Homem”, ambos de Paulo
José; “Pequenos Milagres”, de Paulo de Moraes; “Till, a saga de um herói torto”, de
Júlio Maciel; “Eclipse”, de Jurij Alschitz e “Os Gigantes da Montanha”, de Gabriel
Villela.
■ No cinema, participou de “Vinho de Rosas” e “O Crime da Atriz”, de
Elza Cataldo; “5 Frações de Uma Quase História”, de Criz Azzi;
“Outono”, de Pablo Lobato; “Tricoteios”, de Eduardo Moreira, Rodolfo
Magalhães e Criz Zago; “Os Filmes que Eu Não Fiz”, de Gilberto
Scarpa; “Revertere ad Locum Tum”, de Armando Mendz; “Oxianureto
de Mercúrio”, de André Carreira; “Moscou”, de Eduardo Coutinho;
“Meu pé de Laranja-Lima”, de Marcos Bernstein; “Entre Vales”, de
Felipe Barcinski; “Quase Memória”, de Ruy Guerra; “Redemoinho”, de
José Luiz Villamarin e “As Duas Irenes”, de Fábio Meira.
■ Dirigiu em parceria com Rodolfo Magalhães o média-metragem “Para
Tchékhov”. Montou o documentário “Portunhol”. No teatro dirigiu os
espetáculos “Vexame”, “Arande Gróvore”, “Doida” e “Bumm”.
■ Na televisão participou do especial “A Paixão Segundo Ouro Preto”, de
Rogério Gomes e Cininha de Paula; das minisséries “Hoje é Dia de
Maria” e “Hoje é Dia de Maria- Segunda Jornada”, de Luiz Fernando
Carvalho;“A Cura”, de Ricardo Waddington; “A Teia”, de Rogério
Gomes; Novelas: “Meu Pedacinho de Chão”, de Luiz Fernando
Carvalho e “Além do Tempo” de Rogério Gomes.
■ Já foi agraciada com 12 prêmios por sua atuação em teatro e três
prêmios por sua atuação em cinema.
Júlio Maciel
■ Nasceu em Belo Horizonte, em 12 de janeiro de 1967.
■ Aos 16 anos começou a estudar violão popular e depois clássico, na
Fundação de Educação Artística.
■ Formou-se como ator no curso técnico do Teatro Universitário da
Universidade Federal de Minas Gerais, em 1989.
■ Participou de espetáculos como “A Noite das Mal Dormidas”, com Ílvio
Amaral, e “Noites Brancas”, com Jorge Emil.
■ Indicado para substituir Rodolfo Vaz na montagem do Galpão “Álbum
de Família”, foi aprovado nos testes, mesmo sem ter visto o
espetáculo, e entrou definitivamente para o grupo, participando de
vários espetáculos posteriores.
■ Em 1995, fundou a Cia. Cínica de Artes Cênicas, responsável pelas
montagens dos espetáculos “Catavento” e “Don Perlimplin”.
■ Coordenou o projeto “Oficinão”, do Galpão Cine Horto, em 1999, 2001
e 2003.
■ Dirigiu os espetáculos: “Caixa Postal 1500”, “Cães de Palha”, “A Vida é
Sonho”, “In Memorian” e “Bendita a Voz Entre as Mulheres”. Assinou a
dramaturgia do espetáculo “Papo de Anjo”, do projeto “Cine Horto Pé
na Rua”.
■ Participou junto a Chico Medeiros, Tiche Vianna e Luís Alberto de
Abreu, da oficina sobre processo colaborativo em Brasília.
■ Colaborou nos espetáculos de dança “De Carne e Sonho” e “Do Lado
Esquerdo de Quem Sobe”, da Mímulus Companhia de Dança.
■ Júlio Maciel é o integrante mais jovem do Galpão e, em 2009, assinou
pela primeira vez a direção de uma montagem do grupo, “Till, a saga
de um herói torto”, espetáculo de rua, com texto de Luis Alberto de
Abreu. Em 2013, dirigiu “Polissonografia”, da Companhia Cínica.
Arildo de Barros
■ É natural de Paraisópolis, Minas Gerais.
■ Formou-se na Faculdade de Direito da UFMG em 1966.
■ Participou da montagem de “Agamêmnon”, de Ésquilo, dirigido por Ítalo Mudado.
■ No Teatro Experimental, a partir de 1968, fez “Numância”, de Miguel de Cervantes, com
direção de Amir Haddad, “Procura-se Uma Rosa”, dirigido por Carlos Alberto Ratton e
“Futebol, Alegria do Povo”, metáfora da ditadura militar, dirigido por Jota D’Ângelo.
■ Com Ratton fez ainda “Dorotéia Vai à Guerra” e “Depois do Corpo”, em 1970.
■ Atuou em “Frei Caneca” e “O Interrogatório”, encenados também por Jota D’Ângelo, “As
Visitas”, de José Antônio de Souza e “Fala Baixo Senão Eu Grito”, dirigido por Eid Ribeiro,
este último grande sucesso de crítica e público em 1973.
■ Em 1982, participou de outro grande êxito do teatro belorizontino: “O Encontro
Marcado”, adaptado do romance de Fernando Sabino e dirigido por Paulo César Bicalho,
sob cuja direção atuou também em “Tute Cabrero”, em 1987.
■ Entre 1985 e 1994 foi professor de Teatro no Departamento de Comunicação da
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, tendo levado à cena, como diretor ou
como supervisor de direção, cerca de quarenta textos nacionais e estrangeiros.
■ Em 1992, chegou ao Galpão para fazer a assistência de Gabriel Villela em “Romeu e
Julieta”. Em 1994, atuou em “A Rua da Amargura” e, desde então, integra o elenco das
montagens do grupo.
LYDIA DEL PICCHIA
■ Nascida em Belo Horizonte, Lydia é atriz, bailarina, coreógrafa e diretora.
■ Estudou na Fundação das Artes de São Caetano do Sul desde os seis anos e, aos
12, entra para o Trans-Forma Centro de Dança Contemporânea, fundado e
dirigido por sua tia, Marilene Martins.
■ Ao longo de 10 anos, exerce funções de bailarina, professora, assistente e
coreógrafa.
■ Em 1980 estuda no Alvin Aylei American Dance Center, e em 1989 na escola de
Jose Limón, em Nova York.
■ Em 1985 começa a dar aulas de dança na Escola de Dança do Palácio das Artes
e em seguida na Cia de Dança de Minas Gerais, onde atua também como
assistente de coreografia, professora e bailarina, trabalhando com Tíndaro
Silvano, Luis Arrieta, Rodrigo Pederneiras, Oscar Arraiz, Antônio Carlos Cardoso,
Carmen Paternostro, tendo participado também do Grupo de Dança 1º Ato, cuja
proposta, semelhante àquela do Trans-Forma, explora a fusão entre música,
teatro e dança, ali permanecendo por três anos como bailarina, professora e
assistente de coreografia.
■ Em 1994, a convite do Grupo Galpão, substitui temporariamente uma das
atrizes, na montagem de “A Rua da Amargura”, e se estabelece
definitivamente no grupo, como atriz de todos os espetáculos em repertório,
tendo trabalhado com Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de
Moraes, Jurij Alschitz e Marcio Abreu.
■ Atuou também como assistente e diretora em vários espetáculos do Grupo
Galpão e do Galpão Cine Horto, centro cultural do grupo em Belo Horizonte:
“A Vida é Sonho” e “In Memoriam”, do Oficinão Galpão, “Papo de Anjo”, do
Projeto Pé na Rua do Galpão Cine Horto, “Um homem é um Homem”, do
Grupo Galpão com direção de Paulo José, “Ensaio de mentira – ou o último
ensaio para dizer a verdade” do Oficinão Galpão e “Os Gigantes da
Montanha”, do Grupo Galpão com direção de Gabriel Villela.
■ Em 2014 dirige, juntamente com Simone Ordones, o espetáculo “De Tempo
Somos”, do Grupo Galpão.
■ “Horas Possíveis” do Grupo Camaleão de Dança, “Migrações de Tenesse” e
“Estranha Civilização”, com a Cia. Absurda, são alguns de seus trabalhos
independentes.
■ É Coordenadora Pedagógica do Galpão Cine Horto desde 2004.
Paulo André
■ Nasceu em Itabirito, Minas Gerais, em 24 de fevereiro de 1963.
■ Aos 14 anos, ingressou no segundo grau e no curso técnico de Patologia Clínica
da Utramig.
■ No início de 1983, cursa a Oficina de Teatro de Pedro Paulo Cava, em Belo
Horizonte. Em 1991, estreia “Dois Idiotas Assentados Cada Qual no Seu Barril”,
com texto de Ruth Rocha e direção de Kalluh Araújo.
■ Fracasso de público, mas sucesso de crítica, a peça lhe rendeu o prêmio da
Associação Paulista de Críticos de Arte.
■ Em abril de 1994, foi convidado pelo Grupo Galpão para fazer a assistência de
direção na montagem de “A Rua da Amargura”, mas Gabriel Villela o convocou
imediatamente para o elenco do espetáculo.
■ Desde então integra o grupo, tendo participado de várias montagens não
apenas como ator, mas também na assistência de direção e figurino.
■ No cinema fez “A Fronteira”, de Rafael Conde (2006), “Tricoteios”, curta-
metragem dirigido por Eduardo Moreira e Rodolfo Magalhães (2007), “Moscou”,
de Eduardo Coutinho (2009), “O Homem das Multidões”, de Marcelo Gomes e
Cao Guimarães (2013) e “Joaquim”, de Marcelo Gomes (2017).
A FORMAÇÃO (1982)
■ Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e
Antonio Edson se encontraram nas oficinas de
teatro dos alemães Kurt Bildstein e George
Froscher, do Teatro Livre de Munique.
■ Um dia antes de iniciarem a montagem de “E a
noiva não quer casar”, Teuda, Eduardo, Wanda e
Fernando Linares decidiram, numa mesa de bar,
organizar-se jurídica e estruturalmente como um
grupo, a fim de desenvolver um trabalho de longo
prazo e manter-se econômica e profissionalmente.
ANOS HEROICOS (1982 – 1988)
■ Período de muito trabalho e pouco dinheiro, condição que ameaçava
constantemente a estabilidade do grupo e a perseverança em manter-se
fazendo teatro e vivendo exclusivamente dele.
■ Com a criação de “Ó pro cê vê na ponta do pé” e “A comédia da esposa
muda”, o grupo ganhava Minas Gerais e começava a excursionar pelo Brasil,
participando de festivais e atravessando fronteiras.
■ A partir daí, o contato com outras companhias (nacionais e internacionais)
despertou o desejo de digerir a própria realidade e se tornar seu
representante.
■ Em 1987, estreou “Foi por Amor”, que inaugurava ‘a série brasileira’, fase em
que o Galpão se dedicou a realizar workshops e a estudar textos acerca da
realidade brasileira.
■ Nesse mesmo ano, o grupo intensificou as aulas de iniciação musical,
acrobacia, improvisações, corpo e teatralização de objetos e adquiriu a
“Esmeralda”, a velha Veraneio, que se tornaria nacionalmente conhecida,
cinco anos mais tarde, com a montagem “Romeu e Julieta”.
A SEDE PRÓPRIA (1989)
■ Após voltar de uma longa excursão pela Itália,
onde se encontraram com Grotowski e Peter
Brook, o grupo decidiu criar estruturas mais
sólidas e permanentes, organizando arquivos e
documentos e, sobretudo, se fixando numa sede
própria.
■ Com recursos próprios adquiriram um antigo
depósito de madeira, em um bairro tipicamente
residencial de Belo Horizonte, o Sagrada Família,
e ali, na Rua Pitangui, no 3.413, se
estabeleceram.
O RECONHECIMENTO (1990 – 1996)
■ Com “Álbum de Família”, texto de Nelson Rodrigues, a colheita estava
apenas começando. A montagem ampliava a presença do grupo no cenário
nacional e os prêmios e críticas se multiplicavam.
■ Em 1991, o diretor Gabriel Villela propôs ao grupo um trabalho comum,
que teria, entre outros, o objetivo de explorar a “Veraneio” como elemento
cenográfico central.
■ Era uma forma de conferir contemporaneamente às antigas carroças das
trupes mambembes e levar o espetáculo a todos os cantos do país.
■ Após dois anos de pesquisas e workshops, o texto clássico de Shakespeare
se encontrava com o épico do sertão e a narrativa de Guimarães Rosa.
■ “Romeu e Julieta” se tornaria não apenas o maior sucesso de público e
crítica das montagens do grupo, mas talvez de todo o teatro de rua do
país.
■ Em um artigo, Bárbara Heliodora, crítica teatral e estudiosa de
Shakespeare, resumiu a importância da peça: “O ‘Romeu e Julieta’ de
Villela e do Galpão é uma montagem definitiva”.
■ Obtido o reconhecimento do grupo junto ao público e ao meio teatral
e, ainda sob o impacto da perda de sua fundadora, Wanda Fernandes,
falecida em acidente automobilístico, o Galpão retomara a parceria
com Gabriel Vilella em “A Rua da Amargura”.
■ O nome do espetáculo não apenas refletia os passos amargos da
paixão de Cristo, mas o próprio estado emocional vivido pelo grupo
durante todo o processo.
■ Junto aos sucessivos prêmios, as excursões se multiplicavam e o
imenso cenário e os vários baús entravam e saiam de caminhões que
corriam todos os cantos do país e do exterior.
■ Depois de realizar o Festival de Teatro Internacional (FESTIN), em
1990 e 1992, o Galpão comandou a primeira versão do Festival
Internacional de Teatro de Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT), em
1994.
■ O projeto se tornou um grande sucesso, mantendo-se até hoje, com
periodicidade bienal, da Fundação Municipal de Cultura.
A EXPANSÃO (1996 – 1999)
■ Depois de dois anos viajando pelo Brasil e por países
da Europa e América Latina com “Romeu e Julieta” e
“A Rua da Amargura”, o Galpão resolveu montar um
novo espetáculo mesclando teatro, circo e música.
■ Decidiu-se pelo encontro com Molière, tanto pela
identificação com o seu caráter popular quanto pela
impiedosa crítica à hipocrisia da sociedade
contemporânea.
■ Nascia “Um Molière Imaginário”, versão de “O Doente
Imaginário”, última peça escrita pelo dramaturgo
francês, que estreou na abertura do Festival Nacional
de Teatro de Curitiba.
■ A montagem acabou por reunir os três objetivos que sempre nortearam o grupo:
uma linguagem teatral ampla, o resgate da cultura popular e a conquista de um
público muito mais amplo do que somente aquele acostumado a frequentar as
restritas casas de espetáculos.
■ O grupo comemorou os quinze anos de trajetória, ampliando o espaço físico para
abrigar novas atividades.
■ Alugou o prédio de um antigo cinema desativado, na mesma rua onde se localizava
sua sede, e ali instalava o Galpão Cine Horto, um centro cultural de criação,
formação, pesquisa e intercâmbio, aberto aos artistas e à comunidade.
■ Além disso, lançou o livro “Grupo Galpão, 15 anos de Risco e Rito”.
■ A publicação, escrita por Carlos Antônio Leite Brandão, sob a coordenação de
Eduardo Moreira, além de um importante registro, representa até hoje, a celebração
da história vivida pelo grupo.
■ Com direção de Cacá Carvalho, o Galpão montou “Partido”, uma livre adaptação da
obra “O Visconde Partido ao Meio”, de Ítalo Calvino.
■ A peça explorava o universo do autor, testando os limites entre o bem e o mal, com
um jogo cênico todo articulado em torno das contradições.
■ Assim, os atores eram “partidos” em dois personagens e o palco italiano tradicional
se convertia em labirinto, revelando-se como páginas de um livro.
A CONSOLIDAÇÃO DE UM GRUPO MÚLTIPLO E HETEROGÊNEO (2000 – 2008)
■ Convite para se apresentar no “Shakespeare’s Globe
Theatre”, em Londres. “Romeu e Julieta” seria o primeiro
espetáculo brasileiro a subir nesse palco para duas semanas
de temporada.
■ Os ingleses, amantes inveterados do teatro e, especialmente,
de Shakespeare, lotavam todas as apresentações e o que até
então soava como infidelidade, ficaria consagrado como um
resgate da mais genuína herança popular do teatro do
dramaturgo inglês.
■ Foi também durante essa temporada, que o diretor Robert
Lepage assistiu ao Galpão, e quatro anos mais tarde,
convidaria a atriz Teuda Bara para fazer parte do seu
espetáculo “K.À”, junto ao Circo du Soleil.
■ No final do ano 2000, o grupo estreava “Um Trem Chamado
Desejo”, com direção de Chico Pelúcio, música de Tim Rescala e
dramaturgia de Luís Alberto de Abreu.
■ A montagem tornou-se um retrato vivo da própria história e vivência
da companhia mineira, ganhando os principais prêmios em Minas
Gerais e São Paulo.
■ Já em 2001, o Galpão iniciava sua parceria com o
ator e diretor Paulo José com a adaptação, para a
televisão, do espetáculo “A Rua da Amargura”, no
especial “A Paixão Segundo Ouro Preto”.
■ No ano seguinte, completando vinte anos de
atividades, o grupo apresentou o repertório de seus
últimos cinco espetáculos em Belo Horizonte, Rio de
Janeiro e São Paulo, além de fazer uma longa turnê
pelas capitais nordestinas.
■ Em 2003, o Galpão lançou os diários de
montagem de quatro de seus espetáculos –
“Romeu e Julieta”, ”A Rua da Amargura”, “Um
Molière Imaginário” e “Partido” -, que se
propunham a realizar um relato do dia a dia dos
ensaios e do processo de criação do grupo.
■ No mesmo ano, estreava “O Inspetor Geral”, de
Nicolai Gógol, dirigido por Paulo José, mestre da
“dramaturgia da palavra na boca do ator”.
■ O espetáculo que apresentava uma crítica feroz à
corrupção e aos maus costumes dos governantes
da Rússia Imperial cumpriu temporadas nas
principais capitais do país.
■ No ano de 2005, o Galpão empreendeu três grandes turnês para
regiões distantes do país, com pouco ou nenhum acesso às atividades
e equipamentos culturais.
■ O grupo viajou pelo Vale do Jequitinhonha (MG), centro-oeste e
nordeste do país, levando espetáculos tanto para salas de teatro
quanto para as ruas.
■ Ainda nesse ano, estreava o segundo espetáculo, com direção de
Paulo José: “Um Homem é um Homem”, de Bertold Brecht.
■ Mantendo o espírito fabular da obra, o grupo fez algumas
adaptações, a fim de criar conexões mais diretas com a atualidade,
assim como já havia acontecido com “O Inspetor Geral”.
■ O espetáculo fez uma temporada de três semanas num circo armado,
na área externa da Casa do Conde, em Belo Horizonte.
■ Em 2006, o Galpão lançou a campanha “Conte sua história”, em
que o grupo convidava o público a participar da próxima montagem,
dirigida por Paulo de Moraes, enviando histórias reais.
■ No mesmo ano, o grupo lançava o DVD com o documentário “Grupo
Galpão, a história de um dos mais importantes grupos de teatro do
Brasil”, produzido por Paulo José e sob direção de Kika Lopes e André
Amparo.
■ No ano seguinte, estreou “Pequenos Milagres”, montagem baseada
em algumas das mais de 600 histórias que o grupo recebeu do
público na campanha “Conte sua história”.
■ Ainda neste ano, o Galpão comemorou seus 25 anos, lançando uma
série de livros com textos de suas principais montagens, além do DVD
com a apresentação da peça “Romeu e Julieta”, no Globe Theatre, em
Londres.
■ O ano de 2008 foi marcado pelo belo e frutífero encontro do Galpão
com o cineasta Eduardo Coutinho, que propôs documentar ensaios,
dirigidos por Enrique Diaz, a partir do texto “As Três Irmãs”, de
Anton Tchékhov.
■ A montagem que nunca viria de fato a se concretizar, o que já era
planejado, acabou originando o documentário “Moscou”, além de ter
sido a porta de entrada para o mergulho que o grupo faria na obra do
dramaturgo russo, nos anos seguintes.
SUCESSO DE UMA EXPERIÊNCIA DE MAIS DE 30 ANOS (2009 – 2014)
■ “Till, a saga de um herói torto”, decidiu-se que o mais jovem
integrante do grupo, o ator Júlio Maciel, seria o diretor.
■ Concebido para a rua, o espetáculo estreou na Praça do Papa (BH)
reunindo, em apenas três dias de apresentações, 18 mil pessoas.
■ Grande sucesso de público e crítica, a montagem recebeu os
principais prêmios do teatro mineiro.
■ Em 2010, a montagem ganhou as estradas do país e além de
percorrer as grandes capitais brasileiras, chegou também ao interior.
■ Foi o ano da Turnê São Francisco, em que a trupe acompanhou o
leito do Velho Chico, passando pelo norte de Minas Gerais e pequenos
municípios do nordeste.
■ No ano seguinte, “Till, a saga de um herói torto” se apresentava em
espanhol, no Chile.
■ O projeto “Viagem a Tchékhov” teve como primeiro fruto o espetáculo
“Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), dirigido por Yara de
Novaes.
■ Montado para o palco, com uma interpretação mais realista, o
espetáculo sensibilizou plateias de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e
São Paulo, se apresentando também no Teatro de Vascello, em Roma
(Itália).
■ O segundo espetáculo dedicado à Tchékhov, “Eclipse”, teve direção
do russo Jurij Alschitz, segundo estrangeiro a dirigir o Galpão.
■ O primeiro foi o argentino Fernando Linares.
■ Baseado em diversos contos e fragmentos de peças do autor,
“Eclipse” teve estreia, em Belo Horizonte, no final do ano, no Galpão
Cine Horto.
■ O grupo se propôs a uma nova ousadia: levar para a rua o verso
erudito de Luigi Pirandello, “Os Gigantes da Montanha”.
■ A 21a montagem da companhia, que estreou em maio de 2013,
celebrava o retorno da parceria com Gabriel Villela, que dirigiu
também espetáculos marcantes do grupo, como “Romeu e Julieta”
(1992) e “A Rua da Amargura” (1994).
■ O espetáculo “Os Gigantes da Montanha” recebeu em 2013 o Prêmio
‘Melhores do Ano’, pelo Guia Folha de São Paulo, na categoria Melhor
Estreia, e o Prêmio Questão de Crítica, na categoria Melhor Direção
Musical – Trilha Sonora Original. Em 2014, levou o Prêmio Copasa
Sinparc de Artes Cênicas, na categoria Maior Público e Melhor
Figurino.
REPENSANDO CAMINHOS (2014 – 2016)
■ “Os Gigantes da Montanha”, que chegou a reunir quase 50 mil
espectadores em seis apresentações, nas praças de Belo Horizonte, o
Galpão repensa seus caminhos.
■ Uma alternativa pensada foi a de ocupar espaços não convencionais, com
uma estrutura mais simples e despojada.
■ Com direção interna, dessa vez a cargo das atrizes do grupo, Lydia Del
Picchia e Simone Ordones, nasce “De Tempo Somos – um sarau do
Grupo Galpão” (2014).
■ O espetáculo propõe uma viagem musical pelas canções que fizeram parte
do repertório do grupo, contemplando temas e composições usadas desde
a década de 1980 (“A Comédia da Esposa Muda”) até 2011 (“Eclipse”).
■ Amarrado com textos poéticos de autores como Baudelaire, Saramago,
Nelson Rodrigues, Leminski, Tchékhov e Calderón de la Barca, o espetáculo
faz uma ode à passagem do tempo e à permanência do teatro como ato
que nos une e nos justifica como coletivo.
■ O passo seguinte foi a parceria com o diretor Marcio Abreu (Cia
Brasileira de Teatro), na criação do espetáculo “Nós” (2016).
■ Fruto de uma profunda reflexão sobre a dimensão política do teatro, o
trabalho foi construído a partir de improvisações criadas de temas
como o conflito entre a esfera do público e do privado, do indivíduo e
do coletivo, do dentro e do fora, da possibilidade de convivência entre
as diferenças e da tensão entre minorias e maioria.
■ Transitando entre o tênue limite da representação e da performance,
“Nós” reafirma a face heterogênea e inquieta da pesquisa do Galpão,
grupo que, ao longo dos últimos 35 anos, se constituiu como um dos
mais significativos da história do teatro brasileiro.