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Doença de Chagas: Transmissão e Epidemiologia

O documento aborda a Doença de Chagas no Brasil, destacando surtos históricos, modos de transmissão, e medidas de controle e prevenção. A transmissão oral é enfatizada como a forma mais prevalente atualmente, com recomendações para vigilância sanitária e práticas seguras na manipulação de alimentos. Além disso, são discutidas as fases aguda e crônica da doença, incluindo sintomas e tratamentos.

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Doença de Chagas: Transmissão e Epidemiologia

O documento aborda a Doença de Chagas no Brasil, destacando surtos históricos, modos de transmissão, e medidas de controle e prevenção. A transmissão oral é enfatizada como a forma mais prevalente atualmente, com recomendações para vigilância sanitária e práticas seguras na manipulação de alimentos. Além disso, são discutidas as fases aguda e crônica da doença, incluindo sintomas e tratamentos.

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DOENÇA DE CHAGAS

• 1(FAMECA) Antes do surto ocorrido em Santa Catarina, em 2010, o país já registrou


outros surtos da doença de Chagas aguda transmitida por via oral. O primeiro foi em
1968 no RIO Grande do Sul. Forma 18 casos com seis óbitos. Podemos considerar que,
neste caso,
a. Cistos do vetor, microscópico, deve ter sido ingerido com o alimento
b. Ovos do parasita contaminaram o alimento que foi ingerido
c. O inseto Rhodinus sp contaminou o alimento com ovos do protozoário
d. O protozoário foi destruído pelo sistema digestivo do vetor
e. O protozoário atingiu o sistema sanguíneo após atravessar mucosas do sistema
digestivo
DOENÇA DE CHAGAS
• 1(FAMECA) Antes do surto ocorrido em Santa Catarina, em 2010, o país já registrou
outros surtos da doença de Chagas aguda transmitida por via oral. O primeiro foi em
1968 no RIO Grande do Sul. Forma 18 casos com seis óbitos. Podemos considerar que,
neste caso,
a. Cistos do vetor, microscópico, deve ter sido ingerido com o alimento
b. Ovos do parasita contaminaram o alimento que foi ingerido
c. O inseto Rhodinus sp contaminou o alimento com ovos do protozoário
d. O protozoário foi destruído pelo sistema digestivo do vetor
e. O protozoário atingiu o sistema sanguíneo após atravessar mucosas do sistema
digestivo
DOENÇA DE CHAGAS
• 2- Considerando o cenário atual do Brasil em relação a Doença de Chagas, qual(is)
gêneros de barbeiros são responsáveis pela transmissão no país?
a. Triatoma sp d-Rhodinus sp
b. Panstrongilus sp e-Eratyrus sp
c. Lutzomiya sp
VETOR:
TRIATOMÍNEOS/BAR
BEIROS

Fonte: [Link]/a-secretaria/diretorias/dvs/chagas/doenca-de-chagas-2/
Rhodiunus sp
Panstrongilus sp Transmissão oral
Doença de
Chagas:
transmissão
vetorial: Triatoma
infestans
DOENÇA DE CHAGAS
• 3-Considerando o cenário atual do Brasil em relação a Doença de Chagas, qual(is)
principal forma de transmissão é(são) responsável (is) pela endemia no país?
• a-vetorial d-acidentes
• b- oral e- trasnsfusão
• c-vertical
Epidemiologia e transmissão
Medidas de Controle e prevenção
• Resfriamento ou congelamento de alimentos não previnem a
transmissão oral por T. cruzi, mas sim a cocção acima de 45°C, a
pasteurização e a liofilização.
Os frutos devem ser lavados e desinfetados antes do preparo.

No caso do açaí, é recomendável a aplicação de tratamento térmico,


sendo a pasteurização para as agroindústrias, e o branqueamento para
os batedores artesanais.
Doença de Chagas no Brasil
Perfil da Doença de Chagas no Brasil
Em relação à transmissão oral,
recomenda-se:
• Intensificar ações de vigilância sanitária e inspeção, em todas as etapas da cadeia
de produção de alimentos suscetíveis à contaminação, com especial atenção ao
local de manipulação de alimentos.
• Instalar a fonte de iluminação distante dos equipamentos de processamento do
alimento, para evitar a contaminação acidental por vetores atraídos pela luz;
• Estabelecer parcerias com setores de apoio ao segmento produtivo e comercial do
alimento, com ações de capacitação e assessorias aos estabelecimentos,
manipuladores de alimentos, profissionais de informação, de educação e de
comunicação. A orientação deve ser direcionada prioritariamente para a utilização
de boas práticas, desde a coleta, o transporte, a manipulação, o armazenamento e
a preparação para todo o alimento/fruto consumido in natura.
• Realizar ações de educação em saúde às populações que vivem em áreas afetadas
ou sob risco Fonte: MS, 2020
Notificação e vigilância

DOENÇA OU AGRAVO (Ordem


N° Periodicidade de notificação
alfabética)
Imediata (até 24
Semanal
horas) para*
MS SES SMS
10 Doença de Chagas Aguda x x
10 Doença de Chagas Crônica x
DOENÇA DE CHAGAS
• 4-A alteração do quadro epidemiológico da doença de Chagas (DC) no Brasil
promoveu a mudança nas ações e estratégias de vigilância, prevenção e controle,
por meio da adoção de um novo modelo de vigilância epidemiológica (MINISTÉRIO
DA SAÚDE, 2017). Considerando as características deste parasita assinale a única
alternativa falsa relacionada à Doença de Chagas:
• a) O agente etiológico é o Trypanosoma cruzi, protozoário flagelado da ordem
Kinetoplastida, família Trypanosamatidae, caracterizado pela presença de uma
membrana ondulante.
• b) No sangue dos vertebrados, o Trypanosoma cruzi se apresenta sob a forma de
tripomastigota e, nos tecidos, como amastigotas.
• c) Nos invertebrados (insetos vetores) ocorre um ciclo com a transformação dos
tripomastigotas sangüíneos em epimastigotas, que depois se diferenciam em
tripomastigotas metacíclicos, que são as formas infectantes eliminadas na saliva do
inseto.
• d) Mamíferos domésticos e silvestres têm sido naturalmente encontrados infectados
pelo Trypanosoma cruzi, tais como gatos, cães, porcos entre outros.

DOENÇA DE CHAGAS
• SSI, 45 anos, sexo masculino, morador do município de Abaetetuba no nordeste do Pará,
trabalha como apanhador de açaí há 30 anos. Disse ser um serviço que aprendeu com o pai e o
avô. O Sr SSI chegou ao hospital edema unilateral e bipalpebral com enfartamento linfático no
globo ocular há 5 dias. Sem nenhum outro sinal clínico. Ao investigar algumas hipóteses:
• a-Qual é a sua hipótese e por quê?
• b-Qual é o nome da fase e da forma clínica que o paciente apresenta?
• c-Qual foi a possível forma de transmissão?
• d- Como você confirmaria laboratorialmente essa hipótese?
• e-Nessa fase é indicado tratamento etiológico? Qual seria e por quê?

PATOLOGIA FASE AGUDA
Cerca de 90% dos pacientes são
oligosintomáticos nessa fase
Pode durar de 8 a 12 semanas (Brasil, 2009)
Transmissão Vetorial
SINAL DE ROMANÃ- complexo
SINAL DE ROMANÃ-
oftalmoganglionar
CHAGOMA DE INOCULAÇÃO

FEBRE HEPATOESPLENOMEGALIA MAL ESTAR VÔMITO


DIARRÉIA CEFALÉIA MIALGIA ARTRALGIA

MIOCARDITE (eletrocardiograma)
Parasitemia
IgG

Parasita na
circulação

IgM
Critérios laboratoriais de definição
de doença de Chagas aguda

• FASE AGUDA
• Parasitológico: até 45 dias
• Presença de parasitos circulantes demonstráveis no exame direto do
sangue periférico

• Sorológico
• IgM positivo
TRATAMENTO
Etiológico
• Benznidazol/Benzonidazol
• Age contra formas sanguíneas
• Adultos: 5mg/Kg/dia 2 ou 3 doses diárias por 60 dias
• Crianças:5-10mg/Kg/dia 2 ou 3 doses diárias por 60 dias

• Nifurtimox:
• produção descontinuada
• Age contra formas sanguíneas e teciduais
• Indicado para uso em pacientes crônicos para evitar a
reativação.
Extra
• Paciente, 10 anos, sexo feminino chegou ao serviço apresentando quadro de
desconforto respiratório e digestivo. Foi medicada e recebeu alta. Oito dias após, a
paciente retorna ao serviço devido a um quadro de miocardite. Ao realizar exames foi
verificado a presença de protozoários flagelados no sangue da paciente. A mãe relatou
que no último mês a menina passou muito mal após comer açaí, mas melhorou.
• A) Qual é a parasitose?
• B) Qual é a fase clínica apresentada? justifique.
• C) Qual é a forma evolutiva que foi encontrada no exame?
DOENÇA DE CHAGAS
• 6- (...)A alteração do quadro epidemiológico da doença de Chagas (DC) no Brasil promoveu a
mudança nas ações e estratégias de vigilância, prevenção e controle, por meio da adoção de
um novo modelo de vigilância epidemiológica (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017)Soma-se a esse
quadro a ocorrência de casos e surtos por transmissão oral, vetorial domiciliar sem
colonização e vetorial extradomiciliar, principalmente na Amazônia Legal. Entre o período de
2007 a 2016, foram registrados casos confirmados de doença de Chagas aguda na maioria dos
estados brasileiros, com uma média anual de 200 casos. Entretanto, a maior distribuição,
cerca de 95%, concentra-se na região Norte. Destes, o estado do Pará é responsável por 85%
dos casos. Em relação às principais formas prováveis de transmissão ocorridas no país, 69%
foram por transmissão oral, 9% por transmissão vetorial e em 21% não foi identificada a forma
de transmissão.
• Com base no relato acima, atualmente considere a forma de transmissão mais prevalente no
Brasil, quais as possíveis manifestações clínicas que podem ser apresentadas na fase aguda e
como a infecção pode ser confirmada?
DOENÇA DE CHAGAS
• 7- SSI, 45 anos, sexo masculino, morador do município de Abaetetuba no nordeste do Pará, trabalha
como apanhador de açaí há 30 anos. Disse ser um serviço que aprendeu com o pai e o avô. O Sr SSI
chegou ao hospital relatando que há um ano atrás apresenta problemas de deglutição e que só se
alimentava de comida pastosa, mas há um mês está muito pior e relatou emagrecimento exagerado
e mal conseguia ingerir líquidos e em poucos volumes. Ao ser examinado foi constatado um
aumento do esôfago com flacidez. Ao investigar algumas hipóteses, a equipe solicitou sorologia para
Trypanosoma cruzi teve IgG positivo; IgM negativo. O exame da gota espessa foi negativo, mas a PCR
–RT foi positivo.

• Qual é o nome da fase e forma clínica que o paciente apresenta?
• Explique o motivo que a gota espessa deu resultado negativo?
• Qual foi a possível forma de transmissão?

FASE CRONICA
• Forma digestiva
• MEGACOLON

• MEGAESOFAGO
• Forma cardíaca
• CARDIOMEGALIA CHAGÁSICA
• Forma neurológica
Megaesôfago secundário a D. de
Chagas
DOENÇA DE CHAGAS
• 8-SSI, 45 anos, sexo masculino, morador do município de Abaetetuba no nordeste do
Pará, trabalha como apanhador de açaí há 30 anos. O Sr SSI chegou ao hospital
relatando que apresenta cansaço excessivo, inclusive cortando a fala durante o relato.
Ao ser examinado foi constatado um aumento do coração em RX e quadro de
insuficiência cardíaca. Ao investigar algumas hipóteses, a equipe solicitou sorologia
para Trypanosoma cruzi teve IgG positivo; IgM negativo. O exame da gota espessa foi
negativo, mas a PCR –RT foi positivo.

a. Qual é o nome da fase e forma clínica que o paciente apresenta?
b. Explique o motivo do coração está crescido e o quadro da insuficiência cardíaca?
c. Como pode ser realizado o tratamento de sr SSI?
Questão 5
• Paciente, 50 anos, sexo feminino chegou ao serviço apresentando dificuldade de
deglutir e cansaço excessivo. Foi medicada e recebeu alta. Ao realizar exames de
imagem foi verificado aumento do esôfago e do coração. No exame de sangue não foi
detectado a presença de parasitas na paciente, mas a pesquisa de IgG deu positiva.
• [Link] é a fase clínica o paciente apresenta? justifique.
• B. Como foi a forma de transmissão?
• C. Como deve ser realizado o tratamento?
CCC
Forma
Cardíaca
[Link]

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