UFRRJ/ICE/DEMAT/IC252/2024.2/Prof.
ANGEL
MATEMÁTICA II
(Apostila)
IC252
CÓDIGO: IC 252 NOME: MATEMÁTICA II
OBJETIVO DA DISCIPLINA
Dar continuidade ao Curso de Matemática I, desenvolvendo as
aplicações da integral definida e introduzindo o cálculo diferencial e integral
de funções de várias variáveis.
EMENTA
Integração definida. Funções de várias variáveis
OBJETIVO DA DISCIPLINA
“ Dar continuidade ao Curso de Matemática I”
Matemática I (IC251)
• Números Reais. Funções de uma variável. Domínio, Codomínio e Gráfica. Derivação
• Máximos e Mínimos Relativos
• Integração: Integral Indefinida.
Matemática II (IC252)
• Integral Definida
• Cálculo de áreas no plano
• Derivação de funções de várias variáveis
• Máximos e Mínimos Relativos de funções de várias variáveis. Método de Lagrange.
• Mínimos Quadrados
• Integral Dupla. Aplicações: Cálculo de volumes
PROGRAMA ANALÍTICO
I - INTEGRAÇÃO
1. Integral definida.
2. Integral definida como limite de soma.
3. Cálculo de áreas.
II - FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS
1. Definição e Exemplos. Domínio, Imagem e Curvas de Nível.
2. Derivadas parciais. Gradiente. Derivadas parciais de segunda ordem.
3. Regra da cadeia.
4. Máximos e Mínimos Relativos
5. Multiplicadores de Lagrange.
6. Mínimos Quadrados.
7. Integral dupla em coordenadas cartesianas.
8. Cálculo de Volumes .
AVALIAÇÂO
PROVA 1. (50%) : Integral definida, Cálculo de áreas, Domínio, Imagem e Curvas de Nível
de funções de várias variáveis. Derivadas parciais primeira e segunda ordem. Regra da Cadeia.
DATA: 16/10/2024
PROVA 2.(50%) : Máximos e Mínimos Relativos. Multiplicadores de Lagrange. Mínimos Quadrados.
Integral dupla. Cálculo de Volumes.
DATA: 16/12/2024
PROVA OPTATIVA
DATA: 18/12/2024
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
HOFFMANN, L.D. e BRADLEY, G.L. Cálculo: Um Curso Moderno e suas Aplicações, 7ª
edição. LTC - Livros Técnicos e Científicos, Rio de Janeiro, 2002.
CHIANG, A.C, e WAINWRIGHT, K.; Matemática para Economistas; 2a reimpressão;
CAMPUS – Elsevier, Rio de Janeiro, 2006.
WEBER, J.E. Matemática para Economia e Administração; 2a edição, HARBRA, São Paulo, 2001.
Matemática I (IC251)
Funções de uma variável: tal que para cada
• Derivação: Regras Básicas e Regra da Cadeia
• Integração: Integral Indefinida
Regras básicas
Métodos de integração (Substituição e Por Partes)
Derivação (Regras básicas)
Dadas duas funções reais então:
a) para toda constante .
b) +
c) f(x)
d)
Derivação (Regra da Cadeia):
Matemática I (IC251)
Regras básicas
;
;
Matemática I (IC251)
a) Achar se
b) Achar se
b) Achar se
INTEGRAÇÃO
onde (Antiderivada de )
Propriedades
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
MÉTODOS DE INTEGRAÇÃO
Problema integração do produto de duas funções
• Substituição
• Por partes
Se então fazer logo:
Substituição
Substituição
a) Calcular
Fazendo
b) Calcular
Fazendo
Integração por Partes
a) Calcular
Fazer então e ; assim então
b) Calcular
Fazer então e ; assim então
c) Calcular
Fazer então e ; assim então
Agora resolvemos
Fazer então e ; assim então
Finalmente
INTEGRAL DEFINIDA
O conceito de integral definida está relacionado com um problema geométrico: o cálculo
da área de uma figura plana.
Definição:
Seja uma função, real de variável real, definida num intervalo . Chama-se partição P desse
intervalo a qualquer decomposição de em n subintervalos da forma tais que: .
Graficamente
...
Chama-se Soma de Riemann de f em relação à partição P, a toda a expressão da forma: , onde e .
Definição:
Seja uma função real definida num intervalo e P uma partição desse intervalo. Chama-se Integral
Definida de desde “a” até “b” e escreve-se ao limite tal que:
,
onde e . Escolha comum: . Se tal limite existe então dizemos que f é integrável no intervalo ; mais
ainda, se uma função real contínua então é integrável em .
Observação:
O teorema que se segue transforma o difícil problema de calcular
integrais definidas por meio de cálculo de limites de somas, num
problema bem mais fácil que se resume, praticamente, na determinação
de uma primitiva ou antiderivada da função dada.
TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO
Seja uma função real definida num intervalo contínua. Se é uma antiderivada de (ou primitiva de ); isto é , então -
número. Lembrar que -Função
; .
PROPIEDADES DA INTEGRAL DEFINIDA
a) ; , integrável;
b) e
c) ; integrável
d) Se e é integrável nos intervalos e então é integrável no intervalo e
e) Se é integrável em e então
f) Se são integráveis em e então
CÁLCULO DA INTEGRAL DEFINIDA
Nota:
As tabelas e as técnicas de integração utilizadas para o cálculo de integrais indefinidas são ainda válidas para o cálculo
de integrais definidas.
TÉCNICAS NA INTEGRAÇÃO INDEFINIDA (MATEMÁTICA I)
; onde -Antiderivada de
PROBLEMA: ; PORQUE:
Métodos: Substituição e Integração por partes.
Pergunta: Quando aplicar substituição ou por partes?
Resposta: Quando exista uma relação através da derivação entre as funções aplicar substituição
Caso contrário aplicar integração por partes
EXEMPLOS
a) Lembrar : . Então podemos utilizar Substituição.
Fazer
b) . Lembrar que:
Fazendo
c)
Fazendo
d) ; Note que . Não existe relação para substituição e devemos aplicar por partes.
Fórmula: ; No Caso da integral definida
Fazendo e assim que:
e)
Fazendo e assim que:
f)
Fazendo e assim que:
Exemplos:
a) Calcular
Solução:
Fazendo então ou ou .
Se então e se então , portanto:
b) Calcular
Solução:
Lembrar que: e (Uma inversa da outra)
c) Calcular
Solução:
Fazendo então . Se então e se então
LEMBRAR:
Assim que
d) Calcular
Solução:
Fazendo então . Se então e se então , também , assim então:
Lembrar que e
e) Calcular
Solução:
Fazendo ; e, portanto,
. Se então e se então . Logo
Note que
f) Calcular
Solução:
Lembrar:
Fazendo e , temos que e e pela fórmula anterior: . Agora e como .
Finalmente
g) Calcular
Solução:
Fazendo e , temos que e e pela fórmula anterior: . Agora e como , então
h) Calcular
Solução:
Fazendo e , temos que e e pela fórmula anterior:
LISTA DE EXERCÍCIOS (INTEGRAL DEFINIDA)
Calcule as seguintes integrais definidas
a) b) c)
d) e) f)
g) h) i)
j) k) l)
m) n)
EXERCÍCIOS DA LISTA
Calcular
Calcular
; v Portanto
Calcular:
Fazer
Se
Logo
Calcular:
Calcular: ; Fazer
. Logo:
Calcular: ; Fazer
. Logo:
Calcular: ; Fazer
Logo
ÁREA ENTRE CURVAS NO PLANO
Entre alguns problemas práticos, temos que calcular a área entre curvas. Suponha que e sejam
funções não-negativas e que no intervalo . Ver Figura.
y
a b x
Para determinar a área da região R entre as curvas entre “a” e “b”, basta subtrair a área da curva inferior
da área sob a curva superior , ou seja:
ALGORITMO PARA DETERMINAR ÁREAS ENTRE CURVAS DO PLANO
a =? b =? x
PASSO 1: Fazer as gráficas das curvas: e
PASSO 2: Determinar os pontos de interseção (a e b) entre as curvas fazendo
PASSO 3: Calcular
Calcular a área do triângulo limitado pela reta e pelos eixos x e y.
u
y
=0
0 4/3 x
Calcular a área do triângulo cujos vértices são: (-4,0); (2,0), (2,6).
(2,6)
R
=0
(-4,0) 0 (2,0)
Calcular a área do triângulo cujos vértices são: (-2,0); (-2,5), (1,5).
(-2,5) (1,5)
(-2,0) 0 1
Calcular a área da região limitada por:;
3
2
R
0 4 9 x
Calcular a área da região limitada por:;
y
R
-5 -3 -1 0 x
Calcular a área da região limitada por:;
R
-Ln2 0 x
Calcular a área da região limitada por:;
=0
0 1 2 x
R
-1
Calcular a área da região limitada por:
Solução
Pontos de interseção entre a curva e as retas:
0 1 2
Calcular a área da região limitada por:;
Solução
y Interseção das curvas
Mas como então só ficamos com:
0 1 2 x
LISTA DE EXERCÍCIOS
Calcule a Área de cada um das seguintes regiões no plano
a) O trapézio limitado por
b) ;
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
b) Calcular a área limitada pelas curvas: ;
Solução:
Passo 1: Avaliar a interseção entre as curvas
Fazendo:
Passo 2: Achar os zeros das curvas
Passo 3: Realizar a gráfica das curvas no plano x
y
-2 -1 0 1 2 x
d) (ou e . Se
. Interseção:
0 1 1,7 3
g)
Solução
Interseção
0 9
h)
Solução
Note que:
Interseção:
R 3
-2 0 1 2
a) O trapézio limitado por
Solução
6 __ __
-6 0 2 x
c)
Solução:
Interseção:
R 3
-3 -2 -1 0 1 2 3
i)
Solução
.
Interseção:
-2 - 5/3 0 1 2
-8
e)
Solução
Interseção:
-3,74 -3 -2 0 2 3 3,74
-14
FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Domínio 𝑥 y Imagem
a) y y
y
b) y
c) y
Domínio, Imagem e Gráfica de y
𝑥
b)
c) 𝑓 : 𝐷𝑓 ⊆ ℝ → ℝ
FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS
Definição e Exemplos. Domínio, Imagem e Curvas de Nível (GRÁFICA)
Definição (Função de duas variáveis)
Função de duas variáveis independentes é uma regra que atribui a cada par ordenado pertencente a um
dado conjunto (o domínio de ) um e apenas um número real, representado pelo símbolo
NOTA (Convenção de domínio): A menos que seja dito explicitamente o contrário, o domínio de é o conjunto
de todos os pontos para os quais a expressão é bem definida.
EXEMPLOS:
a)
b
b) a
c)
Definição (Função de várias variáveis)
Suponha que seja um conjunto de n-uplos ordenados de números reais .
Uma função real em é uma regra que associa um único número real
A cada elemento em . O conjunto é o Domínio de , e o conjunto de valores de assumidos por é a sua
Imagem. O símbolo é a variável dependente de , que, por sua vez, é considerada uma função de n variáveis
independentes a . Também chamamos os de variáveis de entrada da função, e é a variável de saída da
função.
Método para determinar o Domínio e Imagem de uma função dada
Dada: z=
Passo 1. (Domínio) Determine os valores reais para os quais a fórmula ou regra tem sentido
Passo 2. (Imagem) Examine os valores que a variável dependente z assume.
Exemplo: Determine o Domínio e Imagem das seguintes funções:
a) ;
b) ; (Círculo centro (0,0) )
-GRÁFICA z
f(a,b)
b
y
a
x
Curvas de Níveis
GRÁFICA E CURVAS DE NÍVEIS DE FUNÇÕES DE DUAS VARIÁVEIS
Definição
O conjunto de pontos no plano onde uma função tem um valor constante
é denominado curva de nível de . O conjunto de os pontos no espaço, para no domínio de ,
é chamado gráfico de . O gráfico de também é conhecido como superfície : z=.
EXEMPLO: Determine as curvas de nível das funções
b)
Soluções
a) Fazendo
2
0
-2
b) y
k = -2 k = -1 0 k=1 k =2 x
(0,0)
EXERCÍCIOS
Determine o Domínio e Imagem e Curvas de Nível das seguintes funções:
Solução
;
:
y
-3 0 3 x
b) ) . NOTA: A função Logaritmo não está definida em zero;
Solução
;
:
;
c)
Solução
0
d)
Solução
0
e)
Solução
=1
; ; CN:
(0,1)
0
f)
Solução
:
g)
Solução
y
CN:
0 x
h)
Solução
𝑦 =− 𝑥
𝑦=1− 𝑥
CN:
h)
Solução
CN:
0
i)
Solução
CN:
LISTA DE EXERCÍCIOS
Determine o Domínio e Imagem e Curvas de Nível das seguintes funções:
a) b)
c) d)
e) f)
g) h)
a) b)
; ;
-1
d) g)
Solução Solução
; ;
(Elipses)
-3 3
-2
h)
Solução
0
DERIVADAS PARCIAIS DE PRIMEIRA E SEGUNDA ORDEM
“O cálculo de várias variáveis é, na realidade, o cálculo de uma variável aplicado a várias variáveis
uma de cada vez”.
“Quando fixamos todas as variáveis independentes de uma função, exceto uma delas, e derivamos em
relação a essa variável, obtemos uma derivada “parcial”.
Cálculo das Derivadas Parciais de uma função
As definições de e fornecem duas maneiras diferentes de derivar a em um ponto:
Em relação a x, de maneira usual, tratando a y como uma constante e, em relação a y, de maneira
usual, tratando a x como uma constante. Como mostram os exemplos a seguir, as derivadas parciais
geralmente são diferentes no ponto dado .
Exemplo 1: Encontre as derivadas parciais de
Solução
Exemplo 2: Encontre as derivadas parciais de
Solução
Exemplo 3: Encontre as derivadas parciais de
Solução
Exemplo 4: Encontre as derivadas parciais de
Solução
DERIVADAS PARCIAIS DE SEGUNDA ORDEM
Quando derivamos uma função duas vezes, produzimos suas derivadas de segunda
ordem. Estas derivadas são, em geral, denotadas da seguinte maneira:
Observação: As derivadas parciais de segunda ordem e são chamadas de derivadas mistas de . Observe que no
exemplo anterior (mas isso não coincidência, é porque as derivadas parciais de de primeira ordem são contínuas), e
nesse caso é suficiente calcular só uma vez ou .
EXERCÍCIOS
Determinar as derivadas de primeira e segunda ordem das seguintes funções:
a)
Solução
;
b)
Solução
Note que:
c)
Solução
Note que:
d)
Solução
Note que
e)
Solução
;
Note que
f)
Solução
=
g)
Solução
h)
Solução
Solução
Solução
LISTA DE EXERCÍCIOS
Calcule as derivadas parciais de de primeira e de segunda ordem:
a) b)
c) d) ; e)
f) g) ; h)
i) j)
k) l)
m) n)
o) p)
q)
REGRA DA CADEIA
Consideremos
;
Se e ; t-tempo; Deseja-se achar (
Se e Deseja-se achar e (
A fórmula da regra da cadeia para uma função quando tanto quanto y são funções
diferenciáveis de é dada por:
EXEMPLO: Use a regra da cadeia para encontrar , se em relação a ao longo do caminho
e . Qual é o valor da derivada em
Solução
(
EXEMPLO: Use a regra da cadeia para encontrar , e se em relação
a e sendo: e
Solução
EXERCÍCIOS Use a regra da cadeia para encontrar e seguidamente avaliar no ponto
a) e ;
b) e ;
c) ; ;
d) ; ;
e) Se e e y determinar e , sendo
e y
EXERCÍCIOS Use a regra da cadeia para encontrar e seguidamente avaliar no ponto
a) e ;
Solução
=0
d) ; ;
Solução
; ; ;
Note que: ; ;
; Portanto
e) Se e e y determinar e , sendo
e y
Solução
b) e ;
Solução
. Assim então
.
MÁXIMOS E MÍNIMOS E MULTIPLICADORES DE LAGRANGE
Definição: Dada uma função , dizemos que possui um Máximo Relativo no ponto
se para todo:.
z
(a,b) y
x
Também dizemos que possui um Mínimo Relativo no ponto se para todo:
.
Mínimo Relativo
𝑎 𝑏
Um ponto se diz crítico se existem e e e
Observação: Embora todos os extremos relativos (Máximos e Mínimos) de uma função
devam ocorrer em pontos críticos, os pontos críticos não são necessariamente extremos
relativos de , como mostramos na frente.
TESTE DAS DERIVADAS PARCIAIS DE SEGUNDA ORDEM
Vamos apresentar um método baseado nas derivadas parciais de primeira e segunda
ordem, para determinar se um ponto crítico de uma função é um máximo relativo, um
mínimo relativo ou um ponto de sela (não máximo e não é mínimo de ). Em uma variável:
y
a x
Suponha que existem as derivadas parciais de primeira e segunda ordem de f(x,y)
Defina o Operador Teste Máximo-Mínimo-Ponto de Sela:
TESTE
Suponha que é um ponto crítico de e seja
i) Se então é um ponto de sela de
ii) Se e então é um Máximo Relativo de
iii) Se e então é um Mínimo Relativo de
iv) Se Se o teste não pode ser aplicado, mas pode ter máximo, mínimo ou ponto de sela.
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
é ponto crítico;
Portanto e como
Então é um mínimo relativo de .
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
(1)
(2)
De (1): Substituindo em (2), temos que:
Se e se
Assim que os pontos críticos são: e . Também temos:
Portanto: logo é um ponto de sela. e como logo é um Mínimo Relativo de
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
; portanto é um ponto crítico. Também temos:
e como ; é um Máximo relativo de
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
; ; portanto é um ponto crítico. Também temos:
logo é um ponto de sela de
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
; portanto é um ponto crítico. Também temos:
logo é um ponto de sela de .
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
. Assim que: são os
pontos críticos de .
l e como logo é um mínimo relativo de .
e assim e ponto de sela de .
é um máximo relativo de .
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
Pontos críticos:
é ponto de sela
e e um máximo relativo de
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
(*)
De (*): . Ponto crítico:
é um ponto de sela de .
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
Logo é ponto crítico.
é ponto de sela.
Exemplo: Determinar os extremos relativos da função
Solução
Resolvendo o sistema de equações:
Obtemos que o ponto é ponto crítico de
e é um mínimo relativo de .
LISTA DE EXERCÍCIOS
Determinar os extremos relativos de cada uma das seguintes funções
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
LISTA DE EXERCÍCIOS
Determinar os extremos relativos de cada uma das seguintes funções
a)
Solução
(1)
(2)
De (1): . Substituindo em (2): . Se pontos críticos é: (2,2) e (2,-2)
; ; . Mais ainda . Assim então que:
e como então (2,2) é um mínimo relativo de .
b)
Solução
(1)
(2)
De (1): . De (2): . Assim que os pontos críticos são:
(1,-1) e (1,3). Também: ; ; .
Mais ainda .
Assim então que: então (1,-1) é um ponto de sela. Também e como então (1,3) é um mínimo relativo de .
d)
Solução
(1)
(2)
De (1) e (2): (0,0) é o único ponto crítico de .
.
e como então (0,0) é um máximo relativo de
e)
Solução
(1)
(2)
De (2): e de (1):
Portanto: se
Assim que os pontos críticos de são: (0,-1); (1,1) e (-1,-3)
; ;
então (0,0) é um ponto de sela de
e como então (0,0) é um máximo relativo de
e como então (0,0) é um máximo relativo de
f)
Solução
(1)
(2)
De (1) e (2): (0,-3) é o único ponto crítico de .
e como então (0,-3) é um máximo relativo de
OTIMIZAÇÃO COM RESTRIÇÕES (LAGRANGE)
(extremos relativos)
PROBLEMA: (1)
(2)
MÉTODO DOS MULTIPLICADORES DE LAGRANGE
Passo 1: Escreva o problema dado na forma (1)-(2)
Passo 2: Resolva o sistema de equações:
(-Multiplicador de Lagrange)
Passo 3: Calcule o valor de em todos os pontos encontrados no Passo 2. Se o máximo
(mínimo) desejado existir, será o maior (menor) desses valores.
Exemplo: Determine os valores máximo e mínimo da função com a restrição que:
Solução
Fazendo: e ; portanto e como então assim e também y . Desta maneira que os pontos que devem ser avaliados através da
função são: .
. Por tanto são extremos máximos da
função e extremos mínimos da função.
Exemplo: Determine os valores máximo e mínimo da função com a restrição que:
Solução
Como e por (*), e portanto os pontos a ser examinados são:
; mas não são viáveis (); e como: e
então não temos valor máximo e não temos valor mínimo.
Exemplo: Determine o valor mínimo da função
com a restrição que:
Solução
Fazendo: e
Temos: e como:
. Assim . Portanto o ponto
onde a função alcança seu valor mínimo é no ponto e cujo valor mínimo é .
Exemplo: Determine os valores máximo e mínimo da função
com a restrição que:
Solução
. Como ; isto é
. Pontos a examinar:
. assim é máximo e mínimo.
Exemplo: Determine o valor máximo da função com a restrição que:
Solução
Fazendo: e ;
e é o ponto onde se alcança o máximo valor de .
LISTA DE EXERCÍCIOS
Use o método dos multiplicadores de Lagrange para determinar o extremo pedido
a) Mínimo de com a restrição
b) Mínimo de com a restrição
c) Máximo e Mínimo da função com a restrição
d) Máximo de com a restrição que:
e) Máximo e Mínimo da função
f) Máximo e Mínimo da função
g) Mínimo de com a restrição
e) Máximo e Mínimo da função
Solução
Fazendo: e ; temos que . Assim
e como
Pontos a ser examinados: e .
Considerando agora , como então e assim que temos que examinar também os pontos: (0,1) e (0,-1). Mas e .
Portanto (0,1) é mínimo de ; e , são máximos relativos de .
d) Máximo e Mínimo de com a restrição que:
Solução
Fazendo: e ; temos que e secomo . Finalmente . Se não satisfaz . Logo o máximo se alcança em ) e o mínimo no ponto (1,0).
c) Máximo e Mínimo da função com a restrição
Solução
Fazendo: e ; temos que:
Dai que: (*)
Como e substituindo em (*) temos que: e também
. Atenção avaliar os quatro pontos achados e decidir!!!!!
f) Máximo e Mínimo da função
Solução
Fazendo: e ; temos que:
(1)
(2)
De (1) e (2): . Como . Também y
Nota: Fazer as respectivas avaliações em e decidir!!!!
a) Mínimo de com a restrição
Solução
Fazendo: e ; temos que: . Como então
. Logo . Comprovar que: .
APLICAÇÃO: MÍNIMOS QUADRADOS
y
(f,g)
Problema: Dado um conjunto de pontos no plano: deseja-se determinar
a reta (, cuja distância de cada ponto à reta seja mínima; isto é, procura-se:
Onde
Exemplo: Use o método de mínimo quadrados para determinar a equação da que melhor se ajusta aos
pontos: (1,1); (2,3);(4,3)
Solução:
Solução
(1)
(2)
Resolvendo (1)-(2) temos ponto crítico de Além disso:
e e como
então corresponde a um mínimo relativo. A equação da reta que melhor se ajusta aos três pontos dados é portanto: .
Exemplo: Use o método de mínimo quadrados para determinar a equação da que melhor se ajusta aos
pontos: (-1,1); (1,2);(1,1).
Solução:
(1)
(2)
Resolvendo (1)-(2) obtemos o ponto , logo a reta procurada está dada por:
Exemplo: A receita anual de uma empresa (em milhões de reais) nos primeiros 3 anos de funcionamento
aparecem na seguinte Tabela:
Ano 1 2 3
Vendas 0,9 1,5 1,9
a) Determine a equação da reta que melhor se ajusta aos dados da Tabela
b) Estime a receita da empresa no quarto ano de operação a partir da reta obtida em a).
Solução:
(1)
(2)
Resolvendo (1)-(2), obtemos assim que a reta procurada é
e .
Em geral, procura-se achar a reta que melhor se ajusta a qualquer conjunto de pontos
Neste caso mais geral, o problema consiste em minimizar a função:
É possível demonstrar que os valores de e para os quais a função é mínima são dados por:
Onde, para simplificar a notação, omitimos os índices dos somatórios. Por exemplo:
Existem duas maneiras então para aplicar a técnica de Mínimos Quadrados:
POR DEFINIÇÃO:
FÓRMULA EQUACIONAL
Onde:
EXEMPLO: Um funcionário de uma escola de engenharia compilou os seguintes dados relativos aos
coeficientes de rendimentos dos alunos no Ciclo Básico e no Ciclo profissionalizante. Determine a
equação da reta que melhor se ajusta a esses dados e use-a para prever o CR no Ciclo Profissional de
um aluno que obteve um CR de 3.75 no Ciclo Básico.
CR do 2.0 2.5 3.0 3.0 3.5 3.5 4.0 4.0
CB
CR do 1.5 2.0 2.5 3.5 2.5 3.0 3.0 3.5
CP
x y xy
2,0 1,5 3,0 4,0
2,5 2,0 5,0 6,25
3,0 2,5 7,5 9,0
3,0 3,5 10,5 9,0
3,5 2,5 8,75 12,25
3,5 3,0 10,5 12,25
4,0 3,0 12,0 16,0
4,0 3,5 14,0 16,0
A equação da reta está dada por:
LISTA DE EXERCÍCIOS
a) Use o método de mínimo quadrados por definição e pela fórmula equacional para determinar a
equação da reta que melhor se ajusta aos pontos: (1,1); (2,4);(-1,-2).
b) Dadas as seguintes informações de óbitos do COVID-19 no Brasil:
Determine a equação da reta que melhor se ajusta aos dados. Quanto será o número de óbitos
em maio do 2021?.
COVID-19 janeiro-21 fevereiro-21 março-21 Abril-21
Número de óbitos 708 1.035 1.980 2.008
c) No dia da eleição, a votação em certo estado começa às 8h. A cada duas horas,
um membro da mesa verifica que porcentagem dos eleitores inscritos já votou.
Os dados até às 18h são os seguintes:
Tempo 10:00 12:00 2:00 4:00 6:00
Porcentagem que 12 19 24 30 37
votou
i) Determine a equação da reta que melhor se ajusta aos dados.
ii) Use a reta obtida no item i) para prever que porcentagem de eleitores inscritos terá votado
até 20h.
e) A seguinte tabela mostra resultados conhecidos da produção de feijão (kg/ha) em relação à lâmina de água (mm)
Lâmina de água 40 60 100 120
Produção 2.600 2.960 2.535 2.078
i) i) Determine a equação da reta que melhor se ajusta aos dados.
ii) Use a reta obtida no item i) para prever a produção de feijão para uma lâmina de água igual a 75 mm.
INTEGRAÇÃO DUPLA EM REGIÕES RETANGULARES
Seja contínua. A integral dupla na região retangular
d
c R
a b
é dada pelo valor comum das integrais repetidas e ou seja
CÁLCULO DE INTEGRAIS DUPLAS
O processo de integração de funções de uma variável pode ser estendido para funções de duas variáveis.
Entretanto, como duas variáveis estão envolvidas, integramos , mantendo uma das variáveis fixas em relação à
outra. Por exemplo, para calcular , integramos em relação a x, e tratando y como uma constante:
.
Da mesma forma, para calcular , integramos em relação a y e tratamos x como constante:
. Ao integrarmos uma função em relação a x, obtemos uma
função apenas de y, que pode então ser integrada como uma função de uma variável. O resultado é a
chamada Integral repetida, . Da mesma forma, a integral repetida
é obtida integrando primeiro em relação a y, considerando x como uma constante, e depois em relação a x.
Por Exemplo:
Observe que neste exemplo as duas integrais repetidas têm o mesmo valor. É possível provar que isso
sempre acontece quando os limites de integração são constantes.
Exemplo: Calcular a integral dupla onde
Solução
Se calculamos a integral na ordem
Finalmente
APLICAÇÃO DE INTEGRAL DUPLAS : CÁLCULO DE VOLUMES
Como visto, a integral para é igual a área da região sob a curva limitada pelas retas verticais . Uma
interpretação análoga para o caso de uma função de duas variáveis leva à seguinte expressão para o Volume.
Definição: Se para todos os pontos situados em uma região retangular R, o sólido
sob a superfície de e limitado pela região retangular R tem um volume dado por:
Exemplo: Determine o volume sob a superfície situado na região R definida por
Solução
LISTA DE EXERCÍCIOS
Calcular as seguintes integrais duplas:
a) b) c)
d) e) f)
g) h) i)
Calcule o volume do sólido limitado pela superfície da função e pela
região retangular R dada.
a) R tem com vértices:
b) R tem com vértices:
c) ;
d) ;
e) ;
f) ;
Solução de a)
a) R tem com vértices:
(0,2) (1,2)
R
(0,0) (1,0)
b) R tem com vértices:
Solução
Precisamos calcular
. Logo
d) ;
Solução
Precisamos calcular
. Logo
h) Calcular
Solução
. Fazendo
Se
c) Calcular c)
Solução
e assim:
d) Calcular
Solução
. Portanto
. Fazendo
Se
g) Calcular
Solução